Devemos estar preocupados com a Peste Suína Africana?

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Devemos estar preocupados com a Peste Suína Africana?

  Tupam Editores

Foram as últimas ocorrências da doença (quatro casos em javalis), detetadas no sul da Bélgica, que levaram a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) a elevar o nível de alerta para prevenir a entrada do vírus.

A Peste Suína Africana (PSA) é causada por um vírus que provoca uma doença muito grave nos suídeos que se expressa por um quadro clínico com exuberantes sinais hemorrágicos sendo quase sempre mortal. As espécies sensíveis são os suínos domésticos e os selvagens (javalis) de qualquer idade.

Tendo em consideração a enorme importância económica e social da suinicultura em Portugal, torna-se necessário elevar o nível de alerta para evitar a introdução do vírus da PSA no país.

Assim, nos termos do artigo 4º do Dec. Lei no 39 209/53 de 14 de maio, a DGAV recomenda que seja reforçado o controlo sobre quaisquer transações não seguras de suínos domésticos e selvagens (javalis), produtos germinais (sémen) e produtos deles originados, oriundos da região norte e leste da Europa para o território nacional.

Vírus da peste suína africana

As medidas de biossegurança externas e internas das explorações de suínos portugueses devem ser reforçadas (interdição de introdução de animais de origem não segura, reforço das cercas, desinfeção sistemática de todos os veículos que entrem nas explorações, etc).

Desinfeção das rodas de todos os veículos de transporte de mercadorias e veículos ligeiros que transitem pelas rodovias da Bélgica e regiões limítrofes antes de entrar em território nacional.

Os viajantes portugueses não devem adquirir ou transportar consigo para o terrirório nacional produtos de origem suína da Europa do norte e do leste.

Os caçadores que participem em atos de caça nas zonas afetadas pelo vírus da PSA devem limpar e desinfetar escrupulosamente os equipamentos, o vestuário, calçado e eventuais veículos, salguardando o risco associado ao transporte de peças de caça, carne, produtos à base de carne e troféus a partir das zonas de risco e ainda absterem-se em absoluto de contactar com suínos domésticos em território nacional.

Em território nacional, os cuidados de biossegurança nos atos venatórios também devem ser intensificados.

ARTIGO

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
25 de Março de 2019

Referências Externas:

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