INFERTILIDADE

Investigação liga gene único à infertilidade feminina

A perda de um único gene pode ser suficiente para causar infertilidade feminina, e os estudos sugerem que as mulheres não produzirão óvulos sem a proteína que esse gene produz.

Investigação liga gene único à infertilidade feminina

SEXUALIDADE E FERTILIDADE

INFERTILIDADE - A CEGONHA QUE TARDA EM CHEGAR


Uma equipa de investigadores do Hudson Institute está a estudar os mecanismos subjacentes à infertilidade, concentrando-se nos fatores que promovem o desenvolvimento dos óvulos no ovário e dos espermatozoides nos testículos.

O último estudo do professor Vincent Harley e do Dr. Stefan Bagheri-Fam identificou uma nova proteína dos ovários, a FGFR2c, que é necessária para o desenvolvimento dos óvulos dentro do ovário. No estudo, publicado na revista Endocrinology, a equipa modificou o gene FGFR2c em ratinhos para produzir uma proteína FGFR2c não funcional, tendo verificado que nesses animais nenhum ovo foi produzido.

Segundo os especialistas, uma proteína FGFR2c não funcional em ratinhos fêmeas resulta na ausência de células germinativas primordiais, os precursores dos óvulos. Isso significa que mutações no gene FGFR2c podem estar por trás da infertilidade nas mulheres.

Quando a equipa desativou outro gene, o FOXL2, que se pensava ter um papel importante na produção de ovos, verificou-se que a perda simultânea das proteínas FGFR2c e FOXL2 dos ovários restaura o número de precursores do óvulo – uma descoberta inesperada.

Para Harley, o FGFR2c parece ser a chave para o funcionamento saudável dos ovários, que são os locais de reprodução dos óvulos em desenvolvimento, dando-lhes suporte estrutural e nutricional.

Este estudo é o primeiro a mostrar um papel importante do FGFR2c na manutenção dos precursores do óvulo no ovário em desenvolvimento e identifica o FOXL2 como um regulador negativo do desenvolvimento das células germinativas primordiais.

Isso sugere mecanismos completamente novos que envolvem o FOXL2 como um regulador negativo nos estágios iniciais do desenvolvimento do óvulo nas mulheres. Através das descobertas deste estudo poderá ser possível melhorar o diagnóstico clínico e o tratamento da infertilidade feminina.

Fonte: Tupam Editores

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