UROLOGIA

Debate sobre incontinência urinária, dor crónica e espasticidade

Incontinência urinária, dor crónica e espasticidade são temas em debate num webinar realizado pela Associação Nacional de Esclerose Múltipla (ANEM), no âmbito do dia Nacional da Pessoa com Esclerose Múltipla, que se assinala a 4 de dezembro.

Debate sobre incontinência urinária, dor crónica e espasticidade

Esta sessão pretende ser mais uma plataforma de diálogo sobre uma doença que requer um diagnóstico precoce, e acesso aos tratamentos mais eficazes em tempo útil, bem como apoio social.

“A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crónica, autoimune, inflamatória e degenerativa que afeta cerca de oito mil portugueses. Ao falarmos desta patologia sabemos que não há um padrão de sintomas definidos, mas contamos com fadiga, fraqueza, problemas de visão, espasmos, dor, alterações na marcha, incontinência urinária e dormência. É assim fundamental termos uma sessão que explore a fundo algumas das consequências desta doença. Afinal, este é mais um passo para contribuirmos para um diagnóstico precoce e apoio a todas as pessoas que sofrem com EM, particularmente no período de pandemia que vivemos com a COVID-19”, afirma Lurdes Silva, coordenadora da ANEM.

Esta sessão conta com a moderação de Maria Edite Rio, especialista de neurologia no Hospital de Santa Maria, com a participação de Ricardo Pereira e Silva, urologista no Hospital de Santa Maria, para alertar para o impacto da incontinência urinária e explicar que esta condição não pode ser associada a uma falsa sensação de normalidade e negligenciada para segundo plano. Com a sessão sobre dor crónica e espasticidade, contamos ainda José Grilo Gonçalves, diretor do serviço de neurologia no Centro Hospitalar de Coimbra, para dar a conhecer o impacto desta consequência no dia-a-dia de uma pessoa com EM.

“As pessoas com EM devem ter acesso ao máximo de informação possível, é um direito que não lhes pode ser negado se queremos que tenham o tratamento mais eficaz. O objetivo final deverá ser conseguir criar uma boa qualidade de vida para cada doente. E, estarmos atentos aos sinais e sintomas da EM, significa que temos de os compreender e perceber que a doença pode manifestar-se de formas muito diferentes”, reforça ainda Maria Edite Rio.
A ANEM tem apostado na partilha de informação clara para prestar apoio a todos os doentes com EM. Esta é mais uma iniciativa da associação para fomentar o conhecimento sobre a patologia e a sua gestão, de inscrição gratuita e com uma sessão para esclarecimento de dúvidas.

Fonte: ANEM

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