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Centro Hospitalar de Leiria cria Unidade de Saúde Mental Comunitária

O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) anunciou a criação da Unidade de Saúde Mental Comunitária do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental, na sequência das atividades já desenvolvidas em colaboração com os cuidados primários.

Centro Hospitalar de Leiria cria Unidade de Saúde Mental Comunitária

“O PsiCom é um programa de apoio orientado para as necessidades do doente de psiquiatria e saúde mental, ao favorecer o retorno a uma vida o mais normal possível, longe do internamento hospitalar, e ‘fugir do modelo hospitalocêntrico e rumar a uma abordagem voltada para os recursos comunitários”, explicou o diretor do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do CHL, Cláudio Laureano, citado numa nota de imprensa.

Segundo o psiquiatra, durante o ano 2018, foram realizadas 53 consultas de intervenção em crise na comunidade de doentes graves, 114 consultas domiciliárias multidisciplinares e consultadoria psiquiátrica com os Agrupamentos dos Centros de Saúde Oeste Norte e Pinhal Litoral.

Realizaram-se ainda “reuniões, todos os meses, nos Centros de Saúde de Alcobaça, Pombal, Arnaldo Sampaio e Gorjão Henriques”, em Leiria, “para discussão de mais de 110 situações clínicas complexas”, acrescentou o especialista.

O próximo passo é avançar com reuniões de consultadoria com os cuidados de saúde primários às unidades locais da Marinha Grande, Batalha, Porto de Mós e Nazaré.

“A nova unidade integra uma das mais prementes áreas da saúde mental, que é a da psiquiatria comunitária, e pretende desenvolver, melhorar e otimizar os cuidados prestados na área da saúde mental aos utentes adultos da área de influência do CHL, com especial incidência sobre a população com doença mental grave”, precisou a vogal do Conselho de Administração do CHL, Alexandra Borges, citada no mesmo comunicado.

O PsiCom prevê diversas áreas de intervenção, nomeadamente funcionando “como programa de acompanhamento por terapeuta de referência” e apoio domiciliário.

As atividades são realizadas através do agendamento de cuidados clínicos a ocorrer no hospital, centro de saúde, domicílio ou em outras estruturas comunitárias e através da realização de contactos telefónicos periódicos e frequentes entre o terapeuta de referência e os doentes/família dos cuidados de saúde primários.

A intervenção em crise também está contemplada, prevenindo “uma maior deterioração de um episódio agudo de doença” e “evitando idas ao Serviço de Urgência e internamentos, ou promovendo o acesso o mais precoce possível aos cuidados de saúde hospitalares, se necessário”.

A consultadoria psiquiátrica com os cuidados de saúde primários fomenta a articulação entre as estruturas parceiras e evita a utilização inadequada dos serviços de saúde, nomeadamente evitando-se episódios frequentes de urgência e encaminhamentos à consulta externa por motivos passíveis de orientação a nível comunitário.

Fonte: press release

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