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Sobreviventes alertam para dificuldades da vida pós-AVC

A Portugal AVC - União de Sobreviventes, Familiares e Amigos alerta para a atual situação em que vivem os sobreviventes de acidente vascular cerebral (AVC), nomeadamente após a alta hospitalar. A continuidade e a qualidade da reabilitação devem ser encaradas, não como um mero custo para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), afirma o presidente da associação.

Sobreviventes alertam para dificuldades da vida pós-AVC

Segundo António Conceição, presidente da associação, “é necessário mudar este paradigma de falta de preocupação com a fase pós-AVC. A continuidade e a qualidade da reabilitação devem ser encaradas, não como um mero custo para o SNS, mas como um investimento com retorno”.

“Este é um facto que pode marcar a diferença entre ter um cidadão e contribuinte ativo, ou mais um peso para a Segurança Social, com complicações de saúde crescentes, encargos acrescidos para o Estado, e diminuição da qualidade de vida”, refere.

O AVC, com cerca de 25 mil episódios de internamento por ano, é a principal causa de morte, mas também o primeiro motivo de incapacidade em Portugal, atingindo todas as idades. Entre as múltiplas sequelas possíveis, estão as físicas e motoras (mais visíveis), mas também as consequências na capacidade de comunicação, no campo cognitivo, psicológico, de visão, entre outros.

“É essencial que a reabilitação seja, por um lado, célere, atempada, e sem limites de tempo pré-estabelecidos, e, por outro, sentida por todos como multidisciplinar, de forma que possa requerer a intervenção de diversas especialidades médicas e terapêuticas, conforme cada caso”, sublinha António Conceição.

Os membros desta união querem também chamar a atenção para a dificuldade em se conseguir produtos de apoio, que, frequentemente, constituem meios auxiliares de reabilitação e instrumentos capazes de melhorar a qualidade de vida.

“É lamentável que a prescrição tenha que seguir um complexo processo burocrático, sujeito a um muito restrito cabimento orçamental, e que, na melhor das hipóteses, só ao fim de largos meses é satisfeita, gerando um atraso muitas vezes irreversível. Utilizando uma comparação, diria que se a reabilitação, ou estes produtos de apoio, fossem meros medicamentos, ou meios auxiliares de diagnóstico, tudo seria muito mais fácil, logo a partir da prescrição”, finaliza o presidente da associação.

A Portugal AVC vai promover um encontro no próximo dia 13 de abril, em Lisboa, para debater o tema da superação do AVC. Esta iniciativa é dirigida a sobreviventes de AVC, familiares, cuidadores, profissionais de saúde e outros interessados. O programa está disponível em www.portugalavc.pt.

Fonte: press release

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