Similares Químicos

Produtos com a mesma molécula e do mesmo Grupo Terapêutico

Similares Terapêuticos

Produtos do mesmo Grupo Terapêutico

Lenalidomida

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento
O que é
Lenalidomida pertence a um grupo de medicamentos que afectam o modo como o seu sistema imunitário funciona.

Lenalidomida (inicialmente conhecida como CC-5013 e comercializado como Revlimid® da Celgene) é um derivado de talidomida, introduzida em 2004.

Foi inicialmente concebido como tratamento para o mieloma múltiplo, para o qual a talidomida é uma modalidade terapêutica aceite, mas tem também demonstrou eficácia nas doenças hematológicas conhecidas como as síndromes mielodisplásicas.
Usos comuns
Lenalidomida é utilizado em adultos para:
1. Mieloma múltiplo
2. Síndromes mielosdisplásicas

Mieloma múltiplo e Lenalidomida
O mieloma múltiplo é um tipo de cancro que afecta um determinado tipo de glóbulos brancos chamados células plasmáticas.
Estas células acumulam-se na medula óssea e dividem-se de forma descontrolada.
Isto pode lesar os ossos e os rins.
Em geral, o mieloma múltiplo não tem cura.
Contudo, os sinais e sintomas podem ser fortemente reduzidos ou podem desaparecer durante um período de tempo.
Chama-se a isto ‘resposta’.


Lenalidomida é utilizado em combinação com outros medicamentos quando é utilizado para tratar o mieloma múltiplo.
Lenalidomida em doentes com mieloma múltiplo recém-diagnosticado
Lenalidomida é utilizado apenas em doentes recém-diagnosticados quando não podem ser tratados com um transplante de medula óssea.
Se tiver 75 anos ou mais ou tiver problemas de rins moderados a graves – o seu médico examiná-lo-á cuidadosamente antes de iniciar o tratamento.


Existem dois tipos de tratamento nos doentes recém-diagnosticados:
- Lenalidomida juntamente com um medicamento anti-inflamatório chamado ‘dexametasona’.

- Lenalidomida juntamente com um medicamento quimioterapêutico chamado ‘melfalano’ e um medicamento imunossupressor chamado ‘prednisona’.


Irá tomar estes medicamentos no início do tratamento e depois continuará a tomar Lenalidomida isoladamente.

Lenalidomida em doentes que fizeram pelo menos um outro tipo de tratamento anterior
- Lenalidomida é tomado juntamente com um medicamento anti-inflamatório chamado ‘dexametasona’.

Lenalidomida pode impedir que os sinais e sintomas do mieloma múltiplo se agravem.

Também demonstrou atrasar o reaparecimento do mieloma múltiplo após o tratamento.


Síndromes mielodisplásicas e Lenalidomida
As síndromes mielodisplásicas (MDS) são um conjunto de muitas doenças diferentes do sangue e da medula óssea.

As células do sangue sofrem anomalias e não funcionam corretamente.

Os doentes podem ter diversos sinais e sintomas, incluindo uma contagem baixa de glóbulos vermelhos (anemia), a necessidade de uma transfusão de sangue e risco de infecção.

Lenalidomida é utilizado isoladamente para tratar doentes adultos que foram diagnosticados com síndromes mielodisplásicas quando se verificam todas as seguintes condições:
- precisa de transfusões sanguíneas regulares para tratar níveis baixos de glóbulos vermelhos (‘anemia dependente de transfusão’)
- apresenta uma anomalia nas células da medula óssea denominada ‘anomalia citogenética por deleção de 5q isolada’.

Isto significa que o seu organismo não produz células sanguíneas saudáveis em número suficiente
- outros tratamentos realizados anteriormente não são adequados ou não funcionam suficientemente bem.

Lenalidomida pode aumentar o número de glóbulos vermelhos saudáveis que o organismo produz ao reduzir o número de células anormais:
- Isto pode reduzir o número de transfusões de sangue necessárias.
É possível que não sejam necessárias transfusões.
Tipo
Molécula pequena.
Indicações
Mieloma múltiplo:
Lenalidomida em combinação com a dexametasona é indicado para o tratamento de doentes adultos com mieloma múltiplo que tenham recebido pelo menos um tratamento anterior.

Síndromes mielodisplásicas:
Lenalidomida é indicado para o tratamento de doentes com anemia dependente de transfusão causada por síndromes mielodisplásicas de baixo risco ou de risco intermédio ou primeiro associadas a uma anomalia citogenética por deleção de 5q isolada quando outras opções terapêuticas são insuficientes ou inadequadas.
Classificação CFT

16.03 : IMUNOMODULADORES

Mecanismo de ação
O mecanismo de acção da lenalidomida inclui propriedades antineoplásicas, antiangiogénicas, pro-eritropoiéticas e imunomoduladoras.

Especificamente, a lenalidomida inibe a proliferação de determinadas células tumorais hematopoiéticas (incluindo células plasmocitárias tumorais de MM e aquelas com deleções no cromossoma 5), aumenta a imunidade mediada para célulasT e células NK (Natural Killer cells) e aumenta o número de células NKT, inibe a angiogénese mediante o bloqueio da migração e da adesão das células endoteliais e da formação de microvasos, aumenta a produção da hemoglobina fetal pelas células estaminais hematopoiéticas CD34+ e inibe a produção de citocinas pró-inflamatórias (p. ex., TNF-α e IL-6) pelos monócitos.

Em SMD Del (5q), demonstrou-se que a lenalidomida inibe selectivamente o clone anormal aumentando a apoptose de células com Del (5q).

A lenalidomida liga-se directamente ao cereblon, um componente de um complexo do anel culina e da enzima ubiquitina liga-se E3 que inclui a proteína 1 ligante (DDB1) de ácido desoxirribonucleico (ADN) danificado, culina 4 (CUL4) e reguladores de culinas 1 (Roc1).


Na presença de lenalidomida, cereblon liga-se aos substratos proteicos
Aiolos e Ikaros, que são factores de transcrição linfóides, levando à sua ubiquitinação e subsequente degradação resultando em efeitos citotóxicos e imunomoduladores.
Posologia orientativa
Mieloma múltiplo
Dose de Lenalidomida
A dose recomendada é de 25 mg, uma vez ao dia.

Lenalidomida é tomado em ciclos de tratamento, durando cada ciclo 28 dias.

Ciclo de tratamento:
- Nos dias 1 a 21: tome 25 mg de Lenalidomida uma vez por dia
- Nos dias 22 a 28: NÃO tome Lenalidomida
Após ter terminado cada ciclo, inicie um ciclo novo.

O seu médico pode ajustar a sua dose de Lenalidomida ou parar o seu tratamento com base nos resultados das suas análises ao sangue e no seu estado geral.

Dose da dexametasona
A dose inicial habitual é de 40 mg uma vez por dia.

A dexametasona também é tomada em ciclos de tratamento, durando cada ciclo 28 dias.

Primeiros 4 ciclos de tratamento:
- Nos dias 1 a 4, 9 a 12 e 17 a 20: tome 40 mg de dexametasona uma vez por dia
- Nos dias 21 a 28: NÃO tome dexametasona
Ciclos de tratamento seguintes:
- Nos dias 1 a 4: tome 40 mg de dexametasona uma vez por dia
- Nos dias 5 a 28: NÃO tome dexametasona
Após ter terminado cada ciclo inicie um ciclo novo.

O seu médico pode reduzir a sua dose de dexametasona com base no seu estado geral.

Síndromes mielodisplásicas
Dose de Lenalidomida
A dose inicial habitual é de 10 mg uma vez por dia.

Lenalidomida é tomado em ciclos de tratamento, tendo cada ciclo a duração de 28 dias.

Ciclo de tratamento:
- Nos dias 1-21: tome 10 mg de Lenalidomida uma vez por dia
- Nos dias 22-28: NÃO tome Lenalidomida
Após completar cada ciclo, comece um novo.
Administração
O tratamento deve ser supervisionado por um médico com experiência na utilização de terapêuticas antineoplásicas.

As cápsulas de devem ser tomadas aproximadamente à mesma hora, todos os dias.

As cápsulas não devem ser abertas, partidas nem mastigadas.

As cápsulas devem ser engolidas inteiras, de preferência com água, com ou sem alimentos.

Se tiverem passado menos de 12 horas desde a dose em falta, o doente pode tomar essa dose.

Se tiverem passado mais de 12 horas desde a dose em falta à hora habitual, o doente não deve tomar essa dose, mas a próxima dose à hora habitual no dia seguinte.
Contraindicações
Hipersensibilidade à Lenalidomida.

Mulheres grávidas.

Mulheres com potencial para engravidar, a menos que sejam satisfeitas todas as condições do Programa de Prevenção da Gravidez.

A utilização não é recomendada em crianças ou jovens com menos de 18 anos.
Efeitos indesejáveis/adversos
Efeitos secundários graves que podem afectar mais de 1 em cada 10 pessoas
Lenalidomida pode reduzir o número dos glóbulos brancos que combatem as infecções e também das células sanguíneas que ajudam o sangue a coagular (plaquetas) o que pode levar a distúrbios hemorrágicos, como hemorragias nasais e hematomas.

Lenalidomida também pode causar coágulos sanguíneos nas veias (trombose).

Por isso, tem de informar o seu médico de imediato se sentir:
- febre, arrepios, garganta irritada, tosse, úlceras na boca ou quaisquer sintomas de infecção (incluindo na corrente sanguínea (sépsis))
hemorragia ou nódoas negras na ausência de lesão
- dores no peito ou dores nas pernas
- falta de ar

Se tiver qualquer um dos efeitos secundários acima mencionados, fale com o seu médico imediatamente.


São indicados abaixo outros efeitos secundários
É importante salientar que um pequeno número de doentes pode desenvolver outros tipos de cancro e é possível que este risco possa ser aumentado com o tratamento com Lenalidomida; por isso, o seu médico deve avaliar cuidadosamente o benefício e risco, quando lhe é receitado Lenalidomida.


Efeitos secundários muito frequentes podem afectar mais do que 1 em cada 10 pessoas:
- Uma diminuição do número de glóbulos vermelhos, o que pode causar anemi
a que provoca cansaço e fraqueza
- Prisão de ventre, diarreia, náuseas, vermelhidão da pele, reacções na pele, vómitos, cãibras musculares, dores musculares, dor óssea, dor articular, cansaço, inchaço generalizado incluindo os braços e pernas
- Febre e sintomas gripais, incluindo febre, dores musculares, dores de cabeça, dores de ouvidos e arrepios
- Dormência, sensação de formigueiro ou de ardor na pele, dores nas mãos ou nos pés, tonturas, tremores, alterações no sabor das coisas
- Dor no peito que se estende para os braços, pescoço, mandíbula, costas ou estômago, sensação de suor e falta de ar, sensação de enjôos ou vómitos, que podem ser sintomas de um ataque de coração (enfarte do miocárdio)
- Diminuição do apetite
- Níveis baixos de potássio no sangue
- Dor na perna (a qual pode ser um sintoma de trombose), dor no peito ou falta de ar (o qual pode ser um sintoma de coágulos de sangue nos pulmões, chamado embolismo pulmonar)
- infecções de todos os tipos
- infecção nos pulmões e nas vias respiratórias superiores, falta de ar
- Visão desfocada
- Névoa nos olhos (cataratas)
- Problemas nos rins
- Alterações numa proteína no sangue que pode causar inchaço da artérias (vasculite)
- Aumento dos níveis de açúcar no sangue (diabetes)
- Dores de cabeça
- Pele seca
- Dores de estômago
- Alteração de humor, dificuldade em adormecer

Efeitos secundários frequentes podem afectar até 1 em cada 10 pessoas:
- Hemorragia das gengivas, estômago ou intestinos
- Aumento da pressão arterial ou uma diminuição da pressão arterial, batimentos cardíacos lentos, rápidos ou irregulares
- Escurecimento da sua pele
- Erupções na pele, pele gretada, escamação ou descamação da pele
- Urticária, comichão, aumento da sudação, desidratação
- Boca inflamada e dorida, boca seca, dificuldade em engolir
- Azia
- Produção de urina muito superior ou muito inferior ao que é habitual (que pode ser um sintoma de insuficiência renal), sangue na urina
- Falta de ar, especialmente quando deitado (o que pode ser um sintoma de insuficiência cardíaca)
- Dificuldade em ter uma erecção
- Trombose, desmaios
- Fraqueza muscular
- Inchaço das articulações
- Alterações da hormona da tiróide no sangue, níveis baixos de cálcio, de fosfato ou de magnésio no sangue
- Depressão
- Surdez
- Anomalia nos resultados dos testes da função do fígado
- Alteração do equilíbrio, dificuldade nos movimentos
- Zumbido nos ouvidos
- Sobrecarga de ferro
- Sede
- Confusão
- Dor de dentes
- Perda de peso

Efeitos secundários pouco frequentes podem afectar até 1 em cada 100 pessoas:
- Hemorragia no crânio
- Problemas circulatórios
- Perda de visão
- Perda de desejo sexual (líbido)
- Eliminação de grandes quantidades de urina com dor óssea e fraqueza, os quais podem ser sintomas de uma doença renal (síndrome de Fanconi )
- Dores de estômago, enfartamento ou diarreia, que podem ser sintomas de inflamação no intestino grosso (chamado colite ou tiflite)
- Eliminação de quantidades de urina muito maiores ou muito menores do que o habitual, o que pode ser um sintoma de um tipo de problema renal (chamado necrose tubular renal)
- Alterações na cor da sua pele, sensibilidade à luz solar
- Certos tipos de tumores da pele
- Urticária, erupções na pele, inchaço dos olhos, boca ou face, dificuldade em respirar ou comichão, o que podem ser sintomas de uma reacção alérgica.


Efeitos secundários raros podem afectar até 1 em cada 1000 pessoas:
- reacção alérgica grave que pode começar como uma erupção cutânea localizada mas que se espalha ao longo de todo o corpo com perda extensa de pele (Síndrome Stevens-Johnson, e/ou necrose epidérmica tóxica)
- Síndrome de lise tumoral – complicações metabólicas que ocorrem durante o tratamento do cancro e por vezes mesmo na ausência de tratamento.

Estas complicações são provocadas pelos produtos de degradação resultantes da morte das células tumorais e podem incluir os seguintes efeitos: alterações na bioquímica sanguínea; níveis elevados de potássio, fósforo, ácido úrico e níveis baixos de cálcio levando a alterações na função renal, ritmo cardíaco, crises epiléticas e por vezes à morte

Desconhecido: frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis:
- Uma dor súbita ou ligeira na região superior do abdómen e/ou nas costas, que se agrava e permanece durante alguns dias, possivelmente acompanhada por náuseas, vómitos, febre e pulso rápido.

Estes sintomas podem ser devidos a uma inflamação do pâncreas.

- Respiração sibilante, falta de ar ou tosse seca, que podem indicar sintomas causados por inflamação dos tecidos dos pulmões.

- Pigmentação amarelada da pele, das mucosas ou dos olhos (icterícia), fezes de cor pálida, urina de cor escura, comichão na pele, erupção cutânea, dor ou inchaço do abdómen – estes podem ser sinais de lesão do fígado (afeção hepática).

- Foram observados casos raros de lesão muscular (dor muscular, fraqueza ou inchaço) que podem levar a problemas nos rins (rabdomiólise), alguns dos quais quando Lenalidomida é combinada com uma estatina (um tipo de medicamento para diminuir o colesterol).

- Uma afecção que afecta a pele causada por inflamação dos vasos sanguíneos de pequeno calibre, acompanhada de dor nas articulações e febre (vasculite leucocitoclástica).

- Degradação da parede do estômago ou do intestino.

Isto pode levar a uma infecção muito grave.

Informe o seu médico se tiver uma forte dor abdominal, febre, náuseas, vómitos, sangue nas fezes ou alterações dos seus hábitos intestinais
Advertências
Gravidez
Gravidez:
Gravidez:Todos os trimestres: X - Estudos revelaram anormalidades no feto ou evidências de risco para o feto. Os riscos durante a gravidez são superiores aos potenciais benefícios. Não usar em hipótese alguma durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Aleitamento:A amamentação deverá ser suspensa durante a terapêutica com lenalidomida.
Precauções gerais
Fale com o médico antes de iniciar o tratamento se tiver:
- tido coágulos de sangue no passado – tem um risco aumentado de desenvolver coágulos de sangue nas veias e artérias durante o tratamento
- quaisquer sinais de uma infecção, tais como tosse ou febre
- problemas de rins – o médico pode ajustar a sua dose de Revlimid
tido um ataque cardíaco, tiver tido alguma vez um coágulo de sangue ou se fuma, tem a tensão arterial alta ou níveis elevados de colesterol
- uma quantidade total elevada de tumor no seu corpo, incluindo a sua medula óssea.


Isto pode levar a uma afecção na qual os tumores se degradam e causam níveis invulgares de produtos químicos no sangue que podem levar a insuficiência renal (esta afecção chama-se ‘síndrome de lise tumoral’)
- tido uma reacção alérgica enquanto estava a tomar talidomida, tal como erupção na pele, comichão, inchaço, tonturas ou problemas ao respirar
Se qualquer uma das situações acima mencionadas se aplicar a si, fale com o médico antes de iniciar o tratamento.

Se tiver síndromes mielodisplásicas, tem uma maior probabilidade de vira adquirir uma afecção avançada chamada leucemia mielóide aguda (LMA).


Para além disso, não sabemos como é que Lenalidomida afecta as possibilidades de ter uma LMA.

Assim, o médico poderá fazer análises para ver se existem sinais que possam prever com maior certeza a probabilidade de vir a adquirir uma LMA durante o seu tratamento com Lenalidomida.


Análises e exames
Antes e durante o tratamento com Lenalidomida deverá efectuar análises regulares ao sangue uma vez que Lenalidomida pode provocar uma descida nas células sanguíneas que ajudam a combater as infecções (glóbulos brancos) e nas células que ajudam o sangue a coagular (plaquetas).

o médico deve pedir-lhe para fazer análises ao sangue:
- antes do tratamento
- todas as semanas nas primeiras 8 semanas do tratamento
- pelo menos uma vez por mês a partir daí.

o médico pode examiná-lo para ver se existem alterações na sua pele, tais como manchas vermelhas ou erupções na pele.

o médico pode ajustar a sua dose de Revlimid ou parar o seu tratamento com base nos resultados das suas análises ao sangue e no seu estado geral.

Se tiver sido recém-diagnosticado, o médico poderá também avaliar o seu tratamento com base na sua idade e noutras afecções que já possa ter.

Doação de sangue
Não deve doar sangue durante o tratamento e durante 1 semana após o fim do tratamento.


A utilização de Lenalidomida não é recomendada em crianças e adolescentes com menos de 18 anos.
Cuidados com a dieta
As cápsulas podem ser tomadas com ou sem alimentos.
Resposta à overdose
Procurar atendimento médico de emergência, ou ligue para o Centro de intoxicações.


Não existe experiência específica no controlo da sobredosagem da lenalidomida em doentes, apesar de em estudos efectuados com doses escalonadas alguns doentes terem sido expostos até 150 mg e em estudos de dose única alguns doentes terem sido expostos até 400 mg.

A toxicidade limitante da dose nestes estudos foi essencialmente hematológica.

Em caso de sobredosagem, aconselham-se cuidados de suporte
Terapêutica interrompida
Se tiverem passado menos de 12 horas desde a dose em falta, o doente pode tomar essa dose.

Se tiverem passado mais de 12 horas desde a dose em falta à hora habitual, o doente não deve tomar essa dose, mas a próxima dose à hora habitual no dia seguinte.
Cuidados no armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
Espectro de susceptibilidade e tolerância bacteriológica
Sem informação.
Usar com precaução

Lenalidomida + Terapêutica hormonal de substituição (THS)

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos eritropoiéticos ou outros medicamentos que possam aumentar o risco de trombose, tais como a terapêutica hormonal de substituição, devem ser utilizados com precaução em doentes com mieloma múltiplo sob tratamento com lenalidomida e dexametasona. - Terapêutica hormonal de substituição (THS)
Usar com precaução

Lenalidomida + Eritropoiéticos (eritropoiese)

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos eritropoiéticos ou outros medicamentos que possam aumentar o risco de trombose, tais como a terapêutica hormonal de substituição, devem ser utilizados com precaução em doentes com mieloma múltiplo sob tratamento com lenalidomida e dexametasona. - Eritropoiéticos (eritropoiese)
Usar com precaução

Lenalidomida + Contracetivos orais

Observações: N.D.
Interações: Não foram realizados estudos de interacção com Contraceptivos orais. A lenalidomida não é um indutor enzimático. Num estudo in vitro com hepatócitos humanos, a lenalidomida, testada em diferentes concentrações, não teve um efeito indutor sobre CYP1A2, CYP2B6, CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4/5. Portanto, não se prevê uma indução que conduza a uma diminuição da eficácia de medicamentos, incluindo os Contraceptivos hormonais, se a lenalidomida for administrada em monoterapia. Contudo, sabe-se que a dexametasona é um indutor fraco a moderado do CYP3A4 e é provável que também afete outras enzimas, assim como proteínas transportadoras. Não se pode excluir que a eficácia dos Contraceptivos orais possa ser reduzida durante o tratamento, tendo de ser tomadas medidas eficazes para evitar a gravidez. - Contracetivos orais
Usar com precaução

Lenalidomida + Varfarina

Observações: N.D.
Interações: A co-administração de doses múltiplas de 10 mg de lenalidomida não teve qualquer efeito na farmacocinética de dose única de R - e S - varfarina. A co-administração de uma dose única de 25 mg de varfarina não teve qualquer efeito na farmacocinética da lenalidomida. Contudo, não se sabe se existe uma interacção durante a utilização clínica (tratamento concomitante com dexametasona). A dexametasona é um indutor enzimático fraco a moderado e o seu efeito sobre a varfarina é desconhecido. Aconselha-se a monitorização atenta da concentração da varfarina durante o tratamento. - Varfarina
Usar com precaução

Lenalidomida + Digoxina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante com lenalidomida 10 mg/dia aumentou a exposição plasmática da digoxina (0,5 mg, dose única) em 14% com um IC (intervalo de confiança) de 90% [0,52% - 28,2%]. Desconhece-se se o efeito será diferente na situação terapêutica (doses mais altas de lenalidomida e tratamento concomitante com dexametasona). Assim, a monitorização da concentração da digoxina é aconselhável durante o tratamento com lenalidomida. - Digoxina
Usar com precaução

Lenalidomida + Inibidores da HMG-CoA redutase (Estatinas)

Observações: N.D.
Interações: Existe um risco acrescido de rabdomiólise quando as estatinas são administradas com a lenalidomida, o qual pode ser simplesmente aditivo. É necessária uma monitorização clínica e laboratorial reforçada principalmente durante as primeiras semanas de tratamento. - Inibidores da HMG-CoA redutase (Estatinas)
Sem efeito descrito

Lenalidomida + Dexametasona

Observações: N.D.
Interações: A co-administração de doses únicas ou múltiplas de dexametasona (40 mg/dia) não teve qualquer efeito clinicamente relevante na farmacocinética de doses múltiplas da lenalidomida (25 mg/dia). - Dexametasona
Sem efeito descrito

Lenalidomida + Inibidores da glicoproteína-P (Gp-P)

Observações: N.D.
Interações: In vitro, a lenalidomida é um substrato da P-gp, mas não é um inibidor da P-gp. A co-administração de doses múltiplas do inibidor forte da P-gp quinidina (600 mg, duas vezes ao dia) ou do inibidor/substrato moderado da P-gp temsirolimus (25 mg) não teve qualquer efeito clinicamente relevante na farmacocinética da lenalidomida (25 mg). A co-administração de lenalidomida não altera a farmacocinética de temsirolimus. - Inibidores da glicoproteína-P (Gp-P)
Sem efeito descrito

Lenalidomida + Substratos da glicoproteína-P (Gp-P)

Observações: N.D.
Interações: In vitro, a lenalidomida é um substrato da P-gp, mas não é um inibidor da P-gp. A co-administração de doses múltiplas do inibidor forte da P-gp quinidina (600 mg, duas vezes ao dia) ou do inibidor/substrato moderado da P-gp temsirolimus (25 mg) não teve qualquer efeito clinicamente relevante na farmacocinética da lenalidomida (25 mg). A co-administração de lenalidomida não altera a farmacocinética de temsirolimus. - Substratos da glicoproteína-P (Gp-P)
Sem efeito descrito

Lenalidomida + Temsirolímus

Observações: N.D.
Interações: In vitro, a lenalidomida é um substrato da P-gp, mas não é um inibidor da P-gp. A co-administração de doses múltiplas do inibidor forte da P-gp quinidina (600 mg, duas vezes ao dia) ou do inibidor/substrato moderado da P-gp temsirolimus (25 mg) não teve qualquer efeito clinicamente relevante na farmacocinética da lenalidomida (25 mg). A co-administração de lenalidomida não altera a farmacocinética de temsirolimus. - Temsirolímus
Usar com precaução

Temsirolímus + Lenalidomida

Observações: Os estudos de interacção só foram realizados em adultos.
Interações: interacções com medicamentos que são substratos da glicoproteína-P: Num estudo in vitro, o temsirolímus inibiu o transporte dos substratos da glicoproteína-P ( gp -P ) com um valor de IC 50 de 2 M. O efeito da inibição da gp-P não foi investigada in vivo num estudo clínico de interacção fármaco-fármaco, no entanto, os dados preliminares recentes de um estudo de Fase 1 sobre a associação lenalidomida (dose de 25 mg) e temsirolímus (dose de 20 mg) parecem suportar as observações in vitro e sugerir um maior risco de acontecimentos adversos. Desta forma, quando o temsirolímus é co-administrado com medicamentos que sejam substratos da gp-P (ex.: digoxina, vincristina, colchicina, dabigatrano, lenalidomida e paclitaxel) deve ser efetuada uma monitorização rigorosa dos acontecimentos adversos relacionados com a co-administração destes medicamentos. - Lenalidomida
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações da Lenalidomida
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 26 de Novembro de 2020