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Metamizol magnésico

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento
O que é
O metamizol magnésico, a substância activa do Metamizol, é um derivado pirazolónico não narcótico que possui acção analgésica, antipirética e espasmolítica.
Usos comuns
Metamizol magnésico tem acção analgésica (contra a dor), anti-inflamatória (tratamento da inflamação) e antipirética (para a febre).
Tipo
Sem informação.
Indicações
Dor aguda no período pós-operatório ou pós-traumático.
Dores espasmódicas.
Febre alta que não responde a outras terapêuticas antipiréticas.
Dor tumoral.
Classificação CFT

02.10 : Analgésicos e antipiréticos

Mecanismo de ação
O metamizol magnésico, é um analgésico pirazolónico não narcótico que possui acção analgésica, antipirética e espasmolítica.

O seu mecanismo de acção não está completamente esclarecido.

Alguns dados indicam que o metamizol e o seu metabólito principal (4-N-metilamino-antipirina) poderão ter um mecanismo de acção combinado a nível central e periférico.

Em doses supraterapêuticas verifica-se um efeito antiflogístico que poderá resultar da inibição da síntese das prostaglandinas.
Posologia orientativa
1 cápsula, 3 ou 4 vezes por dia.

Solução injectável – uma ampola por via intramuscular profunda ou por via intravenosa lenta (3 a 5 minutos) de 8 em 8 horas.
O tratamento pode, inicialmente, ser feito por injecção intravenosa e, após obtenção de um efeito analgésico satisfatório, passar para a via intramuscular.
Administração
Via oral, intramuscular e intravenosa.

As cápsulas devem ser tomadas às refeições.
Contraindicações
Metamizol não deve ser administrado a doentes com reconhecida hipersensibilidade à substância activa, o metamizol magnésico.

Metamizol não deve ser administrado a doentes com história de reacções de hipersensibilidade, nomeadamente anafilaxia ou agranulocitose, em associação com o metamizol ou outros derivados da pirazolona (isopropilaminofenazona, propifenazona, fenazona ou fenilbutazona).

Com vista a possível sensibilidade cruzada, o Metamizol está contra-indicado em doentes que já tenham experimentado sintomas de asma, rinite ou urticária depois da administração de ácido acetilsalicílico, paracetamol e anti-inflamatórios não esteróides (AINE).

Metamizol não deve ser administrado em casos de porfiria intermitente aguda ou deficiência congénita da glucose-6-fosfato-desidrogenase.
Efeitos indesejáveis/adversos
Os doentes em tratamento com metamizol encontram-se em risco aumentado de desenvolver reacções anafilácticas e agranulocitose.

O aparecimento destas reacções pode ocorrer a qualquer momento e não parecem depender da dose.

O risco de ocorrência de choque anafiláctico parece ser mais elevado com formas parentéricas.

Casos raros de reacções de hipersensibilidade incluíndo choque anafiláctico foram notificados.

Tais reacções podem ocorrer imediatamente ou durante a primeira hora após a administração do metamizol.

Neste caso, o tratamento apropriado deverá ser iniciado assim que os sinais/sintomas de anafilaxia aparecerem.

Em casos raros, o metamizol pode induzir agranulocitose.

Se ocorrerem durante o tratamento sintomas de agranulocitose tais como, febre alta, arrepios, dores de garganta, dificuldades de deglutição, inflamação da boca, nariz e garganta, ou, inflamação da região genital ou anal, este deve ser interrompido imediatamente e o médico deve ser consultado.

Ocorreram casos raros de trombocitopenia.

Podem ocorrer reacções de hipersensibilidade da pele e das membranas mucosas.

Muito raramente, foram descritas reacções cutâneas graves ou inclusivamente fatais, geralmente implicando as membranas mucosas (Síndrome de Stevens-Johnson, síndrome de Lyell), relacionadas com a administração de medicamentos contendo metamizol.

Se tais reacções ocorrerem, deve-se descontinuar imediatamente a administração de Metamizol e consultar um médico.

Têm sido ocasionalmente referidas alterações renais com oligúria ou anúria, proteinúria e nefrite intersticial, especialmente em doentes desidratados, doentes com antecedentes de perturbações renais ou em caso de sobredosagem.

Após administração de doses elevadas de Metamizol, a excreção do ácido rubazónico, metabólito inofensivo do metamizol, pode provocar uma coloração avermelhada da urina, que desaparece com a suspensão do tratamento.
Precauções gerais
Em tratamentos muito prolongados ou com doses muito elevadas, deve fazer-se controlo hemocitológico.

Doentes com perturbações pré-existentes de hematopoiese só devem utilizar metamizol sob supervisão médica.

O tratamento deve ser imediatamente interrompido se surgirem sinais ou sintomas sugestivos de:
Anafilaxia - respiratórios (edema das mucosas, rouquidão, estridor, sibilos), cardiovasculares (taquicárdia, hipotensão), cutâneos (prurido, urticária, angioedema)
Agranulocitose - sinais e/ou sintomas sugestivos ou compatíveis com infecção.

Os doentes deverão ser informados sobre este facto e avisados para interromper imediatamente o tratamento com metamizol e consultar de imediato o médico se desenvolverem os sintomas descritos.

Face aos riscos associados à utilização de metamizol, os benefícios que podem ser esperados deverão ser equacionados contra os potenciais riscos, tendo em vista as alternativas terapêuticas.

Os doentes que sofreram uma reacção de hipersensibilidade com o metamizol não devem ser reexpostos a este fármaco.

O metamizol sob a forma injectável, particularmente por via intravenosa, deve aplicar-se muito lentamente (entre 3 a 5 minutos) pois há a possibilidade de provocar adinamia e alterações respiratórias, merecendo especial atenção, os doentes com tensão arterial baixa (Pressão sistólica inferior a 100 mmHg) e doentes com situações de instabilidade cardiovascular.

Em doentes com doença hepática crónica, a biotransformação do metamizol nos seus principais metabólitos activos está reduzida, pelo que poderá ser necessário ajustar a dose.
Cuidados com a dieta
Os efeitos do álcool e do Metamizol podem interferir entre si quando administrados em simultâneo.
Resposta à overdose
Procurar atendimento médico de emergência, ou ligue para o Centro de intoxicações.

Sintomas
Informação detalhada sobre sinais/sintomas associados a doses excessivas de metamizol não está disponível.

Foram referidos vómitos, hipotensão e sonolência.

Tratamento
Não se conhece nenhum antídoto específico.

Em caso de sobredosagem após administração oral são possíveis as seguintes medidas: lavagem gástrica e vómito forçado.

Acelerar a excreção por meio de diurese forçada ou dialise poderá ser considerado (o metamizol é dialisável).

Vigilância cuidadosa das funções vitais é recomendável e medidas gerais devem ser tomadas de acordo com o necessário.
Terapêutica interrompida
Se se esquecer de tomar uma dose, não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.
Volte a tomar as cápsulas dentro do horário previsto.
Cuidados no armazenamento
Conservar a temperatura inferior a 25ºC.
Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.
Manter dentro da embalagem exterior para proteger da luz.

Mantenha todos os medicamentos fora do alcance de crianças e animais de estimação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu médico, enfermeiro ou farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Espectro de susceptibilidade e tolerância bacteriológica
Sem informação.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metamizol magnésico + Ciclosporina

Observações: N.D.
Interacções: Se o Metamizol for administrado simultaneamente com a ciclosporina, os níveis sanguíneos desta podem ser reduzidos devendo por isso proceder-se à sua monitorização. - Ciclosporina
Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Metamizol magnésico + Álcool

Observações: N.D.
Interacções: Os efeitos do álcool e do Metamizol podem interferir entre si quando administrados em simultâneo. - Álcool
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interacções do Metamizol magnésico
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 26 de Novembro de 2020