Brivudina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Condução
O que é
A Brivudina é um medicamento antiviral usado no tratamento do herpes zoster.
Usos comuns
A Brivudina tem um efeito antivírico pelo que inibe a multiplicação do vírus que causa as vesículas (vírus varicella-zoster).

A Brivudina é usada em adultos que não tenham problemas no sistema imunitário (sistema de defesa do organismo), para o tratamento precoce das vesículas (herpes zoster).
Tipo
Agente antiviral.
Indicações
Tratamento de infecções pelo vírus Varicella-zoster.
Classificação CFT

1.3.2 : Outros antivíricos

Mecanismo de ação
A Brivudina é um análogo da timidina-nucleosídeo.

A substância funciona por ser capaz de se incorporar no ADN viral mas, em seguida, bloquear a acção de polimerases de ADN, inibindo assim a replicação viral.

O composto activo é o 5'-trifosfato de BVDU, que é formado em fosfolarização subsequente por timidina-quinase viral e presumivelmente de nucleósido-difosfato-quinase.
Posologia orientativa
Administrar 1 comprimido de Brivudina 125 mg, uma vez por dia, durante 7 dias.
Administração
Via oral.
Contraindicações
Especialmente, NÃO tomar Brivudina:
Se estiver a tomar medicamentos para o tratamento do cancro (quimioterapia), principalmente se estiver a ser tratado com: 5-fluorouracilo (também chamado 5-FU, uma substância activa pertencente a um grupo chamado 5-fluoropirimidinas), cremes, pomadas, gotas para os olhos ou outras formas de medicamentos de aplicação externa, contendo 5-fluorouracilo, substâncias activas que se converteram no organismo em 5-fluorouracilo, tais como:
– capecitabina
– floxuridina
– tegafur

qualquer outra substância activa do grupo das 5- fluoropirimidinas
combinações/associações de algumas das substâncias activas citadas anteriormente
se o sistema imunitário (sistema de defesa do organismo contra infecções) estiver gravemente debilitado, por exemplo, se estiver a ser tratado com: medicamentos anticancerígenos (quimioterapia), ou medicamentos imunossupressores (isto é, medicamentos que suprimem ou diminuem a função do sistema imunitário);
se estiver a ser tratado de uma infecção grave por fungos com um medicamento contendo flucitosina; se estiver a usar um medicamento para verrugas com uma substância activa do grupo das 5-fluoropirimidinas.
Efeitos indesejáveis/adversos
Náuseas, vómitos, dores abdominais e diarreia; perda de apetite.

Cefaleias e vertigens, elevação das enzimas hepáticas, glicosúria, proteinúria e alterações hematológicas estão descritas mais raramente.
Advertências
Gravidez
Gravidez:
Gravidez:A brivudina está contraindicada durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Aleitamento:A brivudina está contraindicada nas mulheres que estão a amamentar.
Condução
Condução:
Condução: Os doentes que conduzam veículos, utilizem máquinas ou trabalhem sem um ponto de apoio seguro, devem ter em consideração que, em alguns casos, ocorreram vertigens e sonolência.
Precauções gerais
Tomar especial cuidado com Brivudina:
Não tomar Brivudina juntamente com medicamentos contendo 5-FU ou outras 5-fluoropirimidinas.

Não tomar Brivudina se o eritema cutâneo já se tiver totalmente manifestado (início das crostas).

Em caso de dúvidas consultar o médico.

Se sofrer de doenças do fígado crónicas (como hepatite crónica), deve falar com o médico antes de tomar Brivudina.

Não tomar Brivudina se tiver idade inferior a 18 anos.
Cuidados com a dieta
Pode tomar Brivudina com ou sem alimentos.
Resposta à overdose
Procurar atendimento médico de emergência, ou ligar para o Centro de intoxicações.
Terapêutica interrompida
Se se esqueceu de uma dose de Brivudina à hora habitual, deve tomá-la logo que se lembrar.

Tomar o próximo comprimido no dia seguinte, à mesma hora do dia anterior. Continuar com este novo horário até completar o ciclo de 7 dias de tratamento.

Não tomar uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se esquecer doses repetidas deve contactar o médico.
Cuidados no armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Conserve o blister dentro da caixa fechada para proteger da luz.
Espectro de susceptibilidade e tolerância bacteriológica
Sem informação.
Usar com precaução

Ácido salicílico + Fluorouracilo + Brivudina

Observações: n.d.
Interacções: A enzima dihidropirimidina desidrogenase (DPD) tem um papel importante no metabolismo do fluorouracilo. Análogos nucleosídeos como a brivudina e sorivudina podem conduzir a um aumento drástico nas concentrações plasmáticas de fluorouracilo, ou outras fluoropirimidinas e, assim, estar associados a um aumento da toxicidade. Por este motivo deve ser observado um intervalo de pelo menos 4 semanas entre o uso de fluoruracilo e brivudina, sorivudina e seus análogos. - Brivudina
Potencialmente Fatal

Brivudina + Fluoropirimidinas

Observações: n.d.
Interacções: Foi descrita uma interação clinicamente significativa (potencialmente fatal) entre a brivudina e fluoropirimidinas (como capecitabina, 5-FU, tegafur, flucitosina, etc). Esta interação, que conduz a uma toxicidade aumentada das fluoropirimidinas, é potencialmente fatal. Brivudina, através do seu principal metabólito, bromoviniluracilo (BVU), exerce uma ação inibitória irreversível sobre a dihidropirimidina desidrogenase (DPD), uma enzima que regula o metabolismo de ambos os nucleosidos naturais (ex: timidina) e dos fármacos derivados da pirimidina (fluoropirimidinas) como a capecitabina ou o 5- fluorouracilo (5-FU). Em consequência da inibição da enzima resulta uma sobre-exposição e o aumento de toxicidade de fluoropirimidinas. Na eventualidade de administração acidental de brivudina em doentes que receberam recentemente ou estão a receber fluoropirimidinas todos os fármacos devem ser descontinuados e devem ser tomadas medidas efectivas para reduzir a toxicidade das fluoropirimidinas: admissão imediata no hospital e todas as medidas de prevenção de infecções sistémicas e desidratação. Centros especiais de intoxicação (se disponíveis) devem ser contactados o mais rápido possível para encontrar uma ação apropriada contra a toxicidade da fluoropirimidina. Os sinais de toxicidade de fluoropirimidinasincluem náuseas, vómitos, diarreia, e, em casos graves, estomatite, neutropenia e depressão da medula óssea. - Fluoropirimidinas
Contraindicado

Capecitabina + Brivudina

Observações: n.d.
Interacções: Foi descrita a ocorrência de uma interação com significado clínico entre a brivudina e fluoropirimidinas (p.ex., capecitabina, 5-FU, tegafur), resultante da inibição da dihidropirimidina desidrogenase pela brivudina. Esta interação, que conduz ao aumento da toxicidade da fluoropirimidina, é potencialmente fatal. Por conseguinte, a brivudina não pode ser administrada concomitantemente com capecitabina. Deve ocorrer um período de espera de, pelo menos, 4 semanas, entre o fim do tratamento com brivudina e o início da terapêutica com capecitabina. O tratamento com a brivudina pode ser iniciado 24 horas após a última dose de capecitabina. - Brivudina
Contraindicado

Tegafur + Uramustina + Brivudina

Observações: As interações farmacocinéticas de Tegafur/Uramustina com outros medicamentos administrados concomitantemente não foram formalmente investigadas. Nem o tegafur nem o uracilo inibem de forma significativa a actividade in vitro da CYP3A4 ou da CYP2D6. Além disso, in vitro, o tegafur não é metabolizado pela CYP1A1, -1A2, -2B6, -2C8, -2C9, -2C19, -2D6, 2E1 ou - 3A4, o que sugere ser improvável a ocorrência de interações com medicamentos metabolizados por estas enzimas.
Interacções: A coadministração de 5-fluorouracilo ou dos seus pró-fármacos com medicamentos que inibam a dihidropirimidina desidrogenase, uma enzima responsável pelo catabolismo de pirimidinas endógenas e fluoradas, pode levar a uma toxicidade aumentada de fluoropirimidina, a qual é potencialmente fatal. Por isso, o Tegafur/Uramustina não deve ser coadministrado com inibidores da dihidropirimidina desidrogenase, tais como a brivudina. Em doentes tratados com a brivudina, deve ser respeitado um intervalo de 4 semanas antes da administração de Tegafur/Uramustina, para permitir a recuperação da atividade da enzima. - Brivudina
Contraindicado

Tegafur + Gimeracilo + Oteracilo + Brivudina

Observações: Não foram realizados estudos de interacção em doentes adultos ou pediátricos.
Interacções: Sorivudina e brivudina: A sorivudina e os seus análogos quimicamente semelhantes, como a brivudina, inibem irreversivelmente a DPD, resultando num aumento significativo da exposição ao 5-FU. Isto pode levar a toxicidades relacionadas com a fluoropirimidina clinicamente significativas com resultados potencialmente fatais. Tegafur/Gimeracilo/Oteracilo não deve ser utilizado com sorivudina ou brivudina ou num período de 4 semanas desde a última dose de sorivudina ou brivudina. - Brivudina
Não recomendado/Evitar

Brivudina + Quimioterapia

Observações: n.d.
Interacções: Em sujeitos saudáveis medicados com a posologia recomendada de brivudina (125 mg uma vez por dia durante 7 dias) existiu uma evidência clínica da ocorrência de uma total recuperação funcional da atividade enzimática da DPD, 18 dias após a última toma. De qualquer forma, a brivudina não deve ser administrada em doentes que receberam recentemente ou estão a receber ou estão a planear receber (dentro de 4 semanas) quimioterapia antitumoral e com medicamentos contendo 5-fluorouracilo (5-FU), incluindo também as suas preparações tópicas (como capecitabina, tegafur) e associações de medicamentos contendo estas substâncias ativas ou outras fluoropirimidinas. - Quimioterapia
Não recomendado/Evitar

Brivudina + Flucitosina

Observações: n.d.
Interacções: A brivudina não deve ser administrada, em doentes que receberam recentemente ou estão a receber terapia antifúngica com flucitosina (um pró-fármaco do 5- fluorouracilo). Deve ser observado, no mínimo, um intervalo de 4 semanas entre o final do tratamento com brivudina e o início do tratamento com capecitabina, ou outros fluoropirimidinas incluindo flucitosina. - Flucitosina
Usar com precaução

Brivudina + Dopaminérgicos

Observações: n.d.
Interacções: A experiência pós-comercialização indica uma possível interação da brivudina com medicamentos dopaminérgicos antiparkinsónicos no aparecimento de coreia. - Dopaminérgicos
Sem efeito descrito

Brivudina + Citocromo P450

Observações: n.d.
Interacções: Não foi demonstrado qualquer potencial de indução ou de inibição do sistema enzimático hepático P450. - Citocromo P450
Usar com precaução

Fluorouracilo + Brivudina

Observações: Vários agentes têm sido referidos como moduladores bioquímicos da eficácia antitumoral ou a toxicidade do fluorouracilo. Entre os medicamentos comuns incluem-se o metotrexato, o metronidazol, a leucovorina, o interferão alfa e o alopurinol.
Interacções: A enzima di-hidropirimidina desidrogenase (DPD) desempenha uma função importante no metabolismo de fluorouracilo. Os análogos de nucleósidos, como por exemplo, brivudina e sorivudina, podem induzir um aumento nas concentrações plasmáticas de 5-FU ou outras fluoropirimidinas com reações toxicológicas associadas. Desta forma, deve ser mantido um intervalo mínimo de 4 semanas entre a administração de fluorouracilo e de brivudina, sorivudina e análogos. Se aplicável, é indicada a determinação da atividade da enzima DPD antes do tratamento com 5-fluoropirimidinas. - Brivudina
Sem efeito descrito

Brivudina + Alimentos/Bebidas

Observações: n.d.
Interacções: A ingestão de alimentos não afetou significativamente a absorção da brivudina. - Alimentos/Bebidas
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interacções da Brivudina
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 29 de Outubro de 2024