Tasimelteom

DCI com Advertência na Gravidez
O que é
Este tipo de medicamento denomina-se “agonista da melatonina”, e funciona como regulador dos ritmos corporais diários.

Nas pessoas que não são invisuais, a alteração dos níveis de luz entre o dia e a noite ajuda a sincronizar os ritmos corporais internos, incluindo a sensação de sonolência à noite e o ritmo ativo durante o dia.

O organismo controla estes ritmos através de muitas vias, incluindo aumentos e reduções na produção da hormona melatonina.


Os doentes com ciclo Não 24 horas que são totalmente cegos não conseguem ver luz.

Logo, os seus ritmos corporais ficam desalinhados do mundo de 24 horas, o que resulta em períodos de sono durante o dia e incapacidade para dormir à noite.

O tasimelteom, tem capacidade para manter a sincronização dos ritmos corporais, reiniciando-os todos os dias.

Sincroniza os ritmos corporais com o dia habitual de 24 horas e o ciclo noturno, melhorando assim os padrões do sono.

Devido às diferenças individuais nos ritmos corporais de cada pessoa, podem ser necessárias semanas ou até 3 meses para observar uma melhoria dos sintomas.

Usos comuns
O Tasimelteom está indicado no tratamento do distúrbio do ciclo sono-vigília em livre curso (Não 24 horas) em adultos totalmente cegos.

Tipo
Sem informação.
História
Sem informação.
Indicações
O Tasimelteom está indicado no tratamento do distúrbio do ciclo sono-vigília em livre curso (Não 24 horas) em adultos totalmente cegos.

Classificação CFT
n.d.     n.d.
Mecanismo De Ação
O tasimelteom é um regulador circadiano que reinicializa o relógio biológico principal no núcleo supraquiasmático (NSQ).

O tasimelteom funciona como um agonista duplo do recetor da melatonina (ADRM) com atividade agonista seletiva nos recetores MT1 e MT2.

Acredita-se que estes recetores estão envolvidos no controlo dos ritmos circadianos.


O relógio biológico principal regula os ritmos circadianos das hormonas, incluindo a melatonina e o cortisol, e alinha/sincroniza os processos fisiológicos do ciclo sono-vigília e a homeostasia metabólica e cardiovascular.

Posologia Orientativa
A posologia recomendada do Tasimelteom é de 20 mg (1 cápsula) por dia, tomada uma hora antes de deitar, à mesma hora, todas as noites.

Administração
O Tasimelteom deve ser tomado sem alimentos; caso os doentes tenham ingerido uma refeição com elevado teor lipídico, recomenda-se que aguardem pelo menos 2 horas antes da toma do HETLIOZ.


Os doentes devem ser instruídos a iniciar o tratamento com o Tasimelteom sem terem em conta a fase circadiana.

Os médicos devem avaliar a resposta do doente ao tasimelteom 3 meses após o início do tratamento através de uma entrevista clínica, com o propósito de avaliar o uncionamento global do referido doente, com especial atenção às queixas relacionadas com o ciclo sono-vigília.


O Tasimelteom destina-se a uma utilização crónica.

Via oral.

As cápsulas devem ser engolidas inteiras.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao Tasimelteom.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Muito frequentes: podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas
- dor de cabeça

Frequentes: podem afetar 1 em cada 10 pessoas
- alterações no padrão de sono
- dificuldade em dormir
- tonturas
- boca seca
- cansaço
- indigestão
- náuseas (sensação de enjoo)
- análises sanguíneas com alterações no modo de funcionamento do fígado (alanina aminotransferase)
- sonhos invulgares
- sonolência

Pouco frequentes: podem afetar 1 em cada 100 pessoas
- paladar fora do normal ou com alterações
- análises sanguíneas com alterações no modo de funcionamento do fígado (aspartato aminotransferase e gama-glutamil transferase)
- aumento da micção durante o dia
- pesadelos
- zumbido nos ouvidos
- sensação nebulosa na cabeça
Advertências
Gravidez
Gravidez:Não administrar durante a gravidez
Precauções Gerais
Após a toma do Tasimelteom, os doentes devem limitar a sua atividade física aos preparativos antes de dormir.


Recomenda-se precaução ao administrar o Tasimelteom em associação com a fluvoxamina ou outros inibidores potentes da CYP1A2 devido a um aumento potencialmente significativo da exposição ao tasimelteom e ao risco mais elevado de reações adversas.


Recomenda-se precaução ao administrar o Tasimelteom em associação com a rifampina ou outros indutores da CYP3A4 devido a uma diminuição potencialmente significativa da exposição ao tasimelteom, com a consequente redução de eficácia (ver secção 4.5).


Recomenda-se precaução ao administrar o Tasimelteom em associação com o omeprazol ou outros inibidores potentes da CYP2C19, uma vez que o potencial para aumentar a exposição ao tasimelteom não foi estudado.

Cuidados com a Dieta
Não interfere com alimentos e bebidas.
Terapêutica Interrompida
Ignore a dose que se esqueceu de tomar.

Tome a dose seguinte à hora habitual, no dia seguinte.

Não tome uma dose a dobrar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar no recipiente de origem e manter o frasco bem fechado, para proteger da humidade e da luz.


Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tasimelteom + Inibidores do CYP3A4

Observações: A CYP1A2 e a CYP3A4 são enzimas que foram identificadas como desempenhando um papel importante no metabolismo do tasimelteom. Foi demonstrado que os medicamentos que inibem a CYP1A2 e a CYP3A4 alteram o metabolismo do tasimelteom in vivo. Não é conhecido o envolvimento de outras enzimas (por exemplo, CYP2C19) no metabolismo do tasimelteom.
Interações: Inibidores potentes da CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol): A exposição ao tasimelteom aumentou cerca de 50% quando administrado de forma concomitante com cetoconazol 400 mg (após 5 dias de cetoconazol 400 mg/dia).

Tasimelteom + Fluvoxamina

Observações: A CYP1A2 e a CYP3A4 são enzimas que foram identificadas como desempenhando um papel importante no metabolismo do tasimelteom. Foi demonstrado que os medicamentos que inibem a CYP1A2 e a CYP3A4 alteram o metabolismo do tasimelteom in vivo. Não é conhecido o envolvimento de outras enzimas (por exemplo, CYP2C19) no metabolismo do tasimelteom.
Interações: Recomenda-se precaução ao administrar o tasimelteom em associação com a fluvoxamina ou outros inibidores potentes da CYP1A2, como a ciprofloxacina e a enoxacina, devido a um aumento potencialmente significativo da exposição ao tasimelteom e ao risco mais elevado de reações adversas: a AUC0-inf e a Cmax do tasimelteom aumentaram 7 vezes e 2 vezes, respetivamente, quando o medicamento foi administrado de forma concomitante com fluvoxamina 50 mg (após 6 dias de fluvoxamina 50 mg/dia).

Tasimelteom + Ciprofloxacina

Observações: A CYP1A2 e a CYP3A4 são enzimas que foram identificadas como desempenhando um papel importante no metabolismo do tasimelteom. Foi demonstrado que os medicamentos que inibem a CYP1A2 e a CYP3A4 alteram o metabolismo do tasimelteom in vivo. Não é conhecido o envolvimento de outras enzimas (por exemplo, CYP2C19) no metabolismo do tasimelteom.
Interações: Recomenda-se precaução ao administrar o tasimelteom em associação com a fluvoxamina ou outros inibidores potentes da CYP1A2, como a ciprofloxacina e a enoxacina, devido a um aumento potencialmente significativo da exposição ao tasimelteom e ao risco mais elevado de reações adversas: a AUC0-inf e a Cmax do tasimelteom aumentaram 7 vezes e 2 vezes, respetivamente, quando o medicamento foi administrado de forma concomitante com fluvoxamina 50 mg (após 6 dias de fluvoxamina 50 mg/dia).

Tasimelteom + Enoxacina

Observações: A CYP1A2 e a CYP3A4 são enzimas que foram identificadas como desempenhando um papel importante no metabolismo do tasimelteom. Foi demonstrado que os medicamentos que inibem a CYP1A2 e a CYP3A4 alteram o metabolismo do tasimelteom in vivo. Não é conhecido o envolvimento de outras enzimas (por exemplo, CYP2C19) no metabolismo do tasimelteom.
Interações: Recomenda-se precaução ao administrar o tasimelteom em associação com a fluvoxamina ou outros inibidores potentes da CYP1A2, como a ciprofloxacina e a enoxacina, devido a um aumento potencialmente significativo da exposição ao tasimelteom e ao risco mais elevado de reações adversas: a AUC0-inf e a Cmax do tasimelteom aumentaram 7 vezes e 2 vezes, respetivamente, quando o medicamento foi administrado de forma concomitante com fluvoxamina 50 mg (após 6 dias de fluvoxamina 50 mg/dia).

Tasimelteom + Omeprazol

Observações: A CYP1A2 e a CYP3A4 são enzimas que foram identificadas como desempenhando um papel importante no metabolismo do tasimelteom. Foi demonstrado que os medicamentos que inibem a CYP1A2 e a CYP3A4 alteram o metabolismo do tasimelteom in vivo. Não é conhecido o envolvimento de outras enzimas (por exemplo, CYP2C19) no metabolismo do tasimelteom.
Interações: Recomenda-se precaução ao administrar o tasimelteom em associação com inibidores potentes da CYP2C19, como o omeprazol, devido a incertezas relativamente ao envolvimento da CYP2C19 e ao facto de o efeito da administração concomitante de inibidores potentes da CYP2C19 não ter sido estudado.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tasimelteom + Cetoconazol

Observações: A CYP1A2 e a CYP3A4 são enzimas que foram identificadas como desempenhando um papel importante no metabolismo do tasimelteom. Foi demonstrado que os medicamentos que inibem a CYP1A2 e a CYP3A4 alteram o metabolismo do tasimelteom in vivo. Não é conhecido o envolvimento de outras enzimas (por exemplo, CYP2C19) no metabolismo do tasimelteom.
Interações: A exposição ao tasimelteom aumentou cerca de 50% quando administrado de forma concomitante com cetoconazol 400 mg (após 5 dias de cetoconazol 400 mg/dia).

Tasimelteom + Indutores do CYP3A4

Observações: A CYP1A2 e a CYP3A4 são enzimas que foram identificadas como desempenhando um papel importante no metabolismo do tasimelteom. Foi demonstrado que os medicamentos que inibem a CYP1A2 e a CYP3A4 alteram o metabolismo do tasimelteom in vivo. Não é conhecido o envolvimento de outras enzimas (por exemplo, CYP2C19) no metabolismo do tasimelteom.
Interações: Indutores potentes da CYP3A4 (por exemplo, rifampina): Deve evitar-se a utilização do tasimelteom em associação com a rifampina ou outros indutores da CYP3A4 devido a uma diminuição potencialmente significativa da exposição ao tasimelteom, com a consequente redução de eficácia: a exposição ao tasimelteom diminuiu cerca de 90% quando administrado de forma concomitante com rifampina 600 mg (após 11 dias de rifampina 600 mg/dia).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tasimelteom + Fumo do Tabaco

Observações: A CYP1A2 e a CYP3A4 são enzimas que foram identificadas como desempenhando um papel importante no metabolismo do tasimelteom. Foi demonstrado que os medicamentos que inibem a CYP1A2 e a CYP3A4 alteram o metabolismo do tasimelteom in vivo. Não é conhecido o envolvimento de outras enzimas (por exemplo, CYP2C19) no metabolismo do tasimelteom.
Interações: Tabagismo (indutor moderado da CYP1A2): A exposição ao tasimelteom diminuiu cerca de 40% nos fumadores, em comparação com os não fumadores. Esta redução na exposição não é considerada clinicamente relevante e, por conseguinte, não é necessário qualquer ajuste da dose.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tasimelteom + Bloqueadores beta-adrenérgicos

Observações: A CYP1A2 e a CYP3A4 são enzimas que foram identificadas como desempenhando um papel importante no metabolismo do tasimelteom. Foi demonstrado que os medicamentos que inibem a CYP1A2 e a CYP3A4 alteram o metabolismo do tasimelteom in vivo. Não é conhecido o envolvimento de outras enzimas (por exemplo, CYP2C19) no metabolismo do tasimelteom.
Interações: A eficácia do tasimelteom pode sofrer uma redução em doentes aos quais é feita a administração concomitante de antagonistas dos recetores beta-adrenérgicos.
 Sem significado Clínico

Tasimelteom + Álcool

Observações: A CYP1A2 e a CYP3A4 são enzimas que foram identificadas como desempenhando um papel importante no metabolismo do tasimelteom. Foi demonstrado que os medicamentos que inibem a CYP1A2 e a CYP3A4 alteram o metabolismo do tasimelteom in vivo. Não é conhecido o envolvimento de outras enzimas (por exemplo, CYP2C19) no metabolismo do tasimelteom.
Interações: Num estudo com 28 voluntários saudáveis, uma dose única de etanol (0,6 g/kg nas mulheres e 0,7 g/kg nos homens) foi administrada concomitantemente com uma dose de 20 mg de tasimelteom. Em alguns valores obtidos no teste psicomotor (intoxicação, embriaguez, estado de alerta/sonolência, teste de estabilidade em plataforma), observou-se uma tendência para efeitos mais significativos do tasimelteom associado ao etanol versus etanol isoladamente, embora os efeitos não tenham sido considerados significativos.

Tasimelteom + Rifampicina

Observações: A CYP1A2 e a CYP3A4 são enzimas que foram identificadas como desempenhando um papel importante no metabolismo do tasimelteom. Foi demonstrado que os medicamentos que inibem a CYP1A2 e a CYP3A4 alteram o metabolismo do tasimelteom in vivo. Não é conhecido o envolvimento de outras enzimas (por exemplo, CYP2C19) no metabolismo do tasimelteom.
Interações: Deve evitar-se a utilização do tasimelteom em associação com a rifampina ou outros indutores da CYP3A4 devido a uma diminuição potencialmente significativa da exposição ao tasimelteom, com a consequente redução de eficácia: a exposição ao tasimelteom diminuiu cerca de 90% quando administrado de forma concomitante com rifampina 600 mg (após 11 dias de rifampina 600 mg/dia).

Tasimelteom + Inibidores do CYP1A2

Observações: A CYP1A2 e a CYP3A4 são enzimas que foram identificadas como desempenhando um papel importante no metabolismo do tasimelteom. Foi demonstrado que os medicamentos que inibem a CYP1A2 e a CYP3A4 alteram o metabolismo do tasimelteom in vivo. Não é conhecido o envolvimento de outras enzimas (por exemplo, CYP2C19) no metabolismo do tasimelteom.
Interações: Inibidores potentes da CYP1A2 (por exemplo, fluvoxamina, ciprofloxacina e enoxacina): Recomenda-se precaução ao administrar o tasimelteom em associação com a fluvoxamina ou outros inibidores potentes da CYP1A2, como a ciprofloxacina e a enoxacina, devido a um aumento potencialmente significativo da exposição ao tasimelteom e ao risco mais elevado de reações adversas: a AUC0-inf e a Cmax do tasimelteom aumentaram 7 vezes e 2 vezes, respetivamente, quando o medicamento foi administrado de forma concomitante com fluvoxamina 50 mg (após 6 dias de fluvoxamina 50 mg/dia).

Tasimelteom + Inibidores do CYP2C19

Observações: A CYP1A2 e a CYP3A4 são enzimas que foram identificadas como desempenhando um papel importante no metabolismo do tasimelteom. Foi demonstrado que os medicamentos que inibem a CYP1A2 e a CYP3A4 alteram o metabolismo do tasimelteom in vivo. Não é conhecido o envolvimento de outras enzimas (por exemplo, CYP2C19) no metabolismo do tasimelteom.
Interações: Inibidores potentes da CYP2C19 (por exemplo, omeprazol, fluvoxamina e moclobemida): Recomenda-se precaução ao administrar o tasimelteom em associação com inibidores potentes da CYP2C19, como o omeprazol, devido a incertezas relativamente ao envolvimento da CYP2C19 e ao facto de o efeito da administração concomitante de inibidores potentes da CYP2C19 não ter sido estudado.
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.

É preferível evitar a utilização de tasimelteom durante a gravidez.

Tem de ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapêutica com tasimelteom tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.

O tasimelteom pode causar sonolência.

Após a toma do tasimelteom, os doentes devem limitar a sua atividade física aos preparativos antes de dormir e não devem utilizar máquinas, porque o tasimelteom pode afetar o desempenho de atividades que exijam um estado de alerta mental completo.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017