Rifamicina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento
O que é
A Rifamicina é um medicamento do grupo dos antibacterianos.

Tem atividade antibacteriana por inibição da polimerase-RNA dependente do DNA das bactérias sensíveis (sem que sejam afetados os sistemas enzimáticos dos eucariotas).

Usos comuns
- Infeções por Staphylococcus aureus ou outras bactérias Gram-positivas sensíveis à rifamicina, de diversas localizações (cutâneas, ósseas, broncopulmonares).

- Infeções das vias biliares, mesmo por bactérias Gram-negativas ou com flora mista (na ausência de obstrução das vias biliares ou de septicemia).

Tipo
pequena molécula
História
As rifamicinas foram isoladas pela primeira vez em 1957 a partir de uma cultura de fermentação de Streptomyces mediterranei no Laboratório de Gruppo Lepetit SpA, em Milão por dois cientista chamado Piero Sensi e Maria Teresa Timbal, trabalhando com o cientista israelense Pinhas Margalith.

Eventualmente, cerca de sete rifamicinas foram descobertos, chamado Rifamicina A, B, C, D, E, S e SV.

Das várias rifamicinas, A rifamicina B foi primeiro introduzida comercialmente.

Lepetit entrou com pedido de proteção de patente de rifamicina B no Reino Unido em agosto de 1958, e em os EUA em março de 1959.

O GB921045 patente britânica foi concedido em Março de 1963, e Patente dos EUA 3.150.046 foi concedida em setembro de 1964.

A droga é amplamente considerada como tendo ajudado a conquistar a questão da tuberculose resistente a drogas na década de 1960.
Indicações
- Infeções por Staphylococcus aureus ou outras bactérias Gram-positivas sensíveis à rifamicina, de diversas localizações (cutâneas, ósseas, broncopulmonares).

- Infeções das vias biliares, mesmo por bactérias Gram-negativas ou com flora mista (na ausência de obstrução das vias biliares ou de septicemia).

Classificação CFT

1.1.12 : Antituberculosos

Mecanismo De Ação
A atividade antibacteriana da rifamicina SV deve-se à inibição da polimerase-RNA dependente do DNA das bactérias sensíveis, sem que sejam afetados os sistemas enzimáticos dos eucariotas.

In vitro, a rifamicina é habitualmente ativa em frações de mcg/ml contra Staphylococcus aureus e epidermidis, Streptococcus viridans e Mycobacterium tuberculosis; em concentrações superiores, atua também contra numerosas estirpes de Streptococcus pyogenes e faecallis.

As bactérias Gram-negativas raramente são sensíveis a concentraçõess de rifamicina SV inferiores a 10 mcg/ml.

A rifamicina SV não tem resistências cruzadas com outras famílias de antibióticos, o que pode ter interesse no tratamento de infeções por estirpes poli-resistentes a outros antibióticos.
Posologia Orientativa
A posologia recomendada para adultos e crianças maiores de 6 anos, com mais de 25 kg de peso corporal é de 250 mg (1 ampola) de 12 em 12 horas.

Nos adultos, esta posologia pode ser aumentada para 250 mg de 8 em 8 horas, em função da gravidade da doença e da resposta individual.


Em crianças de 30 meses a 6 anos de idade recomenda-se a posologia diária de 10 a 30 mg/kg (na ampola de 3 ml, cada ml contém 83,33 mg de rifamicina SV).


Administração
Injeção intramuscular
Contraindicações
Hipersensibilidade à Rifamicina.

Antecedentes de hipersensibilidade à rifamicina SV.

Tuberculose na fase ativa.


Obstrução total das vias biliares.


Insuficiência hepática grave.



Efeitos Indesejáveis/Adversos
Na posologia recomendada a Rifamicina é bem tolerada, na grande maioria dos doentes.


Foram registados casos muito raros de hipersensibildade (erupção cutânea, urticária, prurido e eosinofilia); em casos absolutamente excecionais, foram referidas reações mais graves (choque, edema de Quincke, asma).


Foram registados alguns casos de reações digestivas (náuseas, diarreia) e de reações hepáticas (icterícia, aumentos moderados da bilirrubina e/ou das transaminases).



Advertências
Gravidez
Gravidez:Não usar na gravidez. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento:Contra-indicada.
Precauções Gerais
Em caso de septicemia, as taxas séricas de rifamicina SV obtidas com a posologia recomendada não são bactericidas para a maior parte das estirpes em causa, pelo que convirá recorrer a outro tratamento.

Deve evitar-se o uso de Rifocina nos dontes em que a administração de 10 mg de lidocaína, por ampola, possa ser inconveniente.


Tal como com outros antibióticos, o uso prolongado de rifamicina pode resultar no supracrescimento de organismos não sensíveis (particularmente Staphylococcus).

É necessário e essencial repetir a avaliação da condição do doente.

No caso de ocorrer uma superinfeção, o tratamento deverá ser interrompido e medidas terapêuticas adequadas deverão ser tomadas.


A administração de rifamicina deverá estar limitada a um determinado período de tempo a definir pelo médico, e sempre que possível, o tratamento deverá ser feito com doses baixas e alternadamente com outros agentes terapêuticos.



Cuidados com a Dieta
Não interfere com alimentos e bebidas.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

No caso de omissão de uma dose, tal não obvia a continuação do tratamento.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar no frigorífico (2°C-8°C)
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Boa atividade contra Streptococcus pneumoniae e Streptococcus sp., assim como contra Staphylococcus sp. Ativo contra Mycobacterium tuberculosis. Não tem boa atividade contra Enterococcus sp., Clostridium sp. e germes Gram-negativos.

Rifaximina + Rifamicina

Observações: Os dados in vitro mostram que a rifaximina não inibiu as principais enzimas do citocromo P450 (CYP) metabolizadoras de fármacos (CYP1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1 e 3A4). Em estudos in vitro, a rifaximina não induziu a CYP1A2 e a CYP 2B6, embora tenha constituído um indutor fraco da CYP3A4. Um estudo in vitro sugeriu que a rifaximina é um substrato moderado da P-glicoproteína (P-gp) e que é metabolizado pela CYP3A4. Não se sabe se fármacos concomitantes que inibem a P-gp e/ou a CYP3A4 podem aumentar a exposição sistémica da rifaximina. O potencial de ocorrência de interações medicamentosas ao nível dos sistemas transportadores foi avaliado in vitro, sugerindo estes estudos que a interação clínica entre a rifaximina e outros compostos cujo efluxo se dá através da P-gp e outras proteínas transportadoras (MDR1, MRP2, MRP4, BCRP e BSEP) é improvável.
Interações: Não existe experiência com a administração de rifaximina em indivíduos que estejam a tomar outro agente antibacteriano derivado da rifamicina para tratar infeções bacterianas sistémicas.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Estriol + Rifamicina

Observações: N.D.
Interações: Na prática clínica, não foram registados casos de interação entre o Estriol e outros medicamentos. Embora os dados sejam limitados, podem ocorrer interações entre Estriol e outros medicamentos. Foram descritas as seguintes interações com o uso de contracetivos orais combinados, que podem ser também relevantes para o Estriol. O metabolismo dos estrogénios pode estar aumentado pelo uso concomitante de indutores das enzimas metabolizadoras de fármacos, especialmente das enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes, (por ex. hidantoínas, barbitúricos, carbamazepina), anti-infecciosos (por ex. griseofulvina, rifamicina, os antirretrovirais neviparina e efavirenz) e preparações herbais à base de ervas contendo a erva de S. João (Hypericum perforatum).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Indocianina verde + Rifamicina

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos e substâncias que podem aumentar a absorção: Ciclopropano Probenecid Rifamicina

Rifamicina + Contracetivos orais

Observações: N.D.
Interações: Registaram-se alguns casos de interações com os contracetivos e os anticoagulantes orais.

Rifamicina + Anticoagulantes orais

Observações: N.D.
Interações: Registaram-se alguns casos de interações com os contracetivos e os anticoagulantes orais.

Rifamicina + Bilirrubina

Observações: N.D.
Interações: A excreção da rifamicina SV compete com a da bilirrubina, a dos ácidos biliares e a de certos corantes (bromosulftaleína); daí resulta aumento moderado e transitório das taxas hemáticas desses compostos, sobretudo nas primeiras horas após a injeção de doses altas de Rifamicina e nos doentes com lesão hepática. Pode ser útil avaliar esses parâmetros em colheitas obtidas pela manhã, antes da injeção de Rifamicina.

Rifamicina + Ácidos biliares - resinas sequestradoras

Observações: N.D.
Interações: A excreção da rifamicina SV compete com a da bilirrubina, a dos ácidos biliares e a de certos corantes (bromosulftaleína); daí resulta aumento moderado e transitório das taxas hemáticas desses compostos, sobretudo nas primeiras horas após a injeção de doses altas de Rifamicina e nos doentes com lesão hepática. Pode ser útil avaliar esses parâmetros em colheitas obtidas pela manhã, antes da injeção de Rifamicina.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Registaram-se alguns casos de interações com os contracetivos e os anticoagulantes orais.

Deve evitar-se a Rifamicina durante o primeiro trimestre de gravidez.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 31 de Outubro de 2019