Remifentanilo

DCI com Advertência na Gravidez
O que é
O Remifentanilo é uma potente ultra-droga opioide sintético analgésico de ação rápida.

É dado aos pacientes durante a cirurgia para aliviar a dor e como um adjuvante para um anestésico.

O remifentanil é um opioide mu tipo agonista do recetor específico.

Assim, ela provoca uma redução no tom do sistema nervoso simpático, a depressão respiratória e a analgesia.
Usos comuns
Remifentanilo deve ser utilizado concomitante com outros agentes durante a indução e/ou manutenção da anestesia e para retirar a dor que possa aparecer imediatamente após a cirurgia.
Tipo
Sem informação.
História
Sem informação.
Indicações
Remifentanilo está indicado como analgésico para utilização durante a indução e/ou manutenção da anestesia geral.


Remifentanilo está indicado para proporcionar analgesia em doentes, na unidade de cuidados intensivos sob ventilação mecânica, de idade igual ou superior a 18 anos.
Classificação CFT

02.12 : Analgésicos estupefacientes

Mecanismo De Ação
O remifentanilo é um agonista μ-opioide selectivo com um rápido início de ação e de muito curta duração.

A atividade μ-opioide do remifentanilo é antagonizada por antagonistas narcóticos tais como a naloxona.


Doseamentos de histamina em doentes e voluntários saudáveis não demonstraram aumento dos seus níveis após administração em bólus do remifentanilo em doses até 30 μg/kg.
Posologia Orientativa
A dose recomendada é sempre determinada pelo médico de acordo com dos dados pessoais do doente e a sua resposta ao tratamento.



Remifentanilo é apenas para utilização intravenosa e não deve ser administrado por injeção epidural ou intratecal.
Administração
Remifentanilo deve ser administrado apenas em ambiente totalmente equipado para a monitorização e suporte da função respiratória e cardiovascular e por pessoas especificamente treinadas no uso de fármacos anestésicos e no reconhecimento e controlo dos efeitos adversos esperados dos opioides potentes, incluindo reanimação respiratória e cardíaca.

Este treino deve incluir o estabelecimento e manutenção de uma via respiratória acessível e ventilação assistida.


A perfusão contínua de remifentanilo deve ser administrada através de um dispositivo de perfusão calibrado, num cateter intravenoso de fluxo rápido ou num cateter intravenoso exclusivo.

Este cateter de perfusão deve estar ligado, ou contíguo à cânula venosa e completamente cheio a fim de minimizar qualquer potencial espaço morto.

Deverá tomar-se precaução para evitar a obstrução ou desconexão da via de perfusão e purgar as linhas convenientemente, de modo a remover qualquer resíduo de remifentanilo após utilização.

O cateter intravenoso e o sistema de perfusão devem ser removidos após cessar a utilização de forma a evitar administrações inadvertidas.


Remifentanilo pode também ser administrado por perfusão por controlo assistido (TCI) com um dispositivo de perfusão aprovado utilizando o modelo farmacocinético Minto que varia por correlação com a idade e massa magra corporal (MMC).


Deverá ser evitada a obstrução ou desconexão da via de perfusão e a via deve ser suficientemente purgada de forma a remover resíduos de Remifentanilo após a descontinuação do medicamento.


Remifentanilo destina-se apenas para administração intravenosa e não deve ser administrado por via epidural ou intratecal.
Contraindicações
Uma vez que Remifentanilo contém glicina na sua formulação, está contraindicado para uso epidural e intratecal.


Remifentanilo está contra indicado em doentes com hipersensibilidade conhecida ao remifentanilo ou a outros análogos do fentanilo.

Remifentanilo está contraindicado como agente único para a indução da anestesia.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
A incidência está listada dentro de cada sistema de órgãos:

Doenças do sistema imunitário
Raros: reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia em doentes a receber remifentanilo em associação com um ou mais agentes anestésicos

Doenças do foro psiquiátrico
Desconhecido: dependência

Perturbações do sistema nervoso
Muito frequentes: rigidez musculoesquelética
Raros: sedação (durante o período de recobro da anestesia geral)

Cardiopatias
Frequentes: bradicardia
Raros: assistolia/paragem cardíaca, normalmente precedidos de bradicardia, em doentes a receber remifentanilo em conjunto com outros agentes anestésicos

Vasculopatias
Muito frequentes: hipotensão
Frequentes: hipertensão pós operatória

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino
Frequentes: depressão respiratória aguda, apneia
Pouco frequentes: hipóxia

Doenças gastrointestinais
Muito frequentes: náuseas, vómitos
Pouco frequentes: obstipação

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Frequentes: prurido

Perturbações gerais e alterações no local de administração
Frequentes: tremor pós-operatório
Pouco frequentes: dor pós-operatória
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Todos os trimestres: C - Não há estudos adequados em mulheres. Em experiências animais ocorreram alguns efeitos colaterais no feto, mas o benefício do produto pode justificar o risco potencial durante a gravidez.
Precauções Gerais
Remifentanilo deve ser administrado apenas em ambiente totalmente equipado para a monitorização e suporte da função respiratória e cardiovascular e por pessoas especificamente treinadas no uso de fármacos anestésicos e no reconhecimento e controlo dos efeitos adversos esperados de opioides potentes, incluindo reanimação respiratória e cardíaca.

Este treino deve incluir o estabelecimento e manutenção de uma via respiratória acessível e ventilação assistida.


Como doentes dos cuidados intensivos sob ventilação mecânica, não foram estudados além de 3 dias não existe evidência de segurança e eficácia para tratamentos prolongados.


Assim, a utilização prolongada não é recomendada em doentes nos cuidados intensivos.


Rápida reversão de acção/Transição para analgesia alternativa
Devido ao muito rápido final de acção do remifentanilo, não se verificará atividade opioide residual nos 5 a 10 minutos após a sua descontinuação.

Deve considerar-se, durante a administração do remifentanilo como agonista μ-opioide, o potencial para desenvolver a tolerância e hiperalgesia.

Deste modo, antes de descontinuar o remifentanilo, os doentes devem receber analgésicos e sedativos alternativos com o tempo de antecedência suficiente para permitir que os efeitos terapêuticos destes fármacos se estabeleçam e para prevenir a hiperalgesia e alterações hemodinâmicas concomitantes.


Para os doentes sujeitos a procedimentos cirúrgicos em que a dor pós-operativa é antecipada, os analgésicos devem ser administrados antes da descontinuação do remifentanilo.

Tem de se aguardar o tempo suficiente para atingir o efeito máximo do analgésico de maior duração de acção.

A escolha do analgésico deve ser apropriada ao procedimento cirúrgico do doente e ao nível dos cuidados pós-operatórios.

Quando outros opioides são administrados como parte do regime de transição para analgesia alternativa, o benefício de proporcionar analgesia pós-operatória deve ser sempre equilibrado com o risco potencial de depressão respiratória destes fármacos.


Administração inadvertida
Pode estar presente uma quantidade de remifentanilo nos espaços mortos do cateter intravenoso e/ou cânula que possa ser suficiente para causar depressão respiratória, apneia e/ou rigidez muscular, se o mesmo cateter for utilizado para administração intravenosa de outras soluções IV ou fármacos.

Isto poderá ser evitado administrando remifentanilo por um cateter intravenoso de fluxo rápido ou por cateter intravenoso exclusivo, que se retira imediatamente após a descontinuação do Remifentanilo.


Descontinuação do tratamento
Têm sido notificados, ainda que não frequentemente, sintomas após a descontinuação abrupta de remifentanilo que incluem taquicardia, hipertensão e agitação, particularmente depois de administrações durante mais de 3 dias.

Quando notificado, houve benefício na re-introdução e diminuição progressiva da perfusão.

O uso de remifentanilo em doentes mecanicamente ventilados nos cuidados intensivos não é recomendado para tratamentos com duração superior a 3 dias.


Rigidez muscular - prevenção e controlo
Nas doses recomendadas, poderá ocorrer rigidez muscular.

Como com outros opioides, a incidência de rigidez muscular está relacionada com a dose e a velocidade de administração.

Assim, as injecções lentas por bólus devem ser administradas durante um período não inferior a 30 segundos.


A rigidez muscular induzida pelo remifentanilo deve ser tratada no contexto do estado clínico do doente com medidas de suporte apropriadas.

A rigidez muscular excessiva que ocorra durante a indução da anestesia deve ser tratada com a administração de um bloqueador neuromuscular e/ou hipnótico adicional.

A rigidez muscular observada durante o uso de remifentanilo como analgésico poderá ser tratada com a paragem ou diminuição da sua velocidade de administração.

A resolução da rigidez muscular após descontinuação da perfusão com remifentanilo ocorre dentro de minutos.

Como alternativa poderá administrar-se um antagonista opioide, o que poderá, no entanto, reverter ou atenuar o efeito analgésico do remifentanilo.


Depressão respiratória – medidas de prevenção e tratamento
Como com todos os opioides potentes, a analgesia profunda é acompanhada por depressão respiratória acentuada.

Portanto, o remifentanilo deve ser usado apenas em ambientes onde existam meios disponíveis para a monitorização e tratamento da depressão respiratória.

Deve tomar-se especial atenção a doentes com insuficiência respiratória ou com insuficiência hepática.

Estes doentes podem estar ligeiramente mais sensíveis aos efeitos de depressão respiratória do remifentanilo.

Estes doentes devem ser cuidadosamente monitorizados e a dose de remifentanilo deve ser ajustada de acordo com a necessidade individual do doente.


O aparecimento da depressão respiratória deve ser tratado apropriadamente, incluindo redução da velocidade de perfusão em 50% ou uma suspensão temporária da perfusão.


Ao contrário de outros análogos do fentanilo, o remifentanilo não demonstrou causar depressão respiratória recorrente, mesmo depois de administração prolongada.

No entanto, considerando muitos factores de confusão (por exemplo, administração de doses em bólus inadvertido (ver secção abaixo) e administração concomitante de opioides de longa duração), tem sido descrita depressão respiratória até 50 minutos após a descontinuação da perfusão.

Uma vez que tantos factores podem afetar a recuperação pós-operatório, é importante assegurar que se atingiu consciência completa e ventilação espontânea adequada antes da saída do doente da sala de recobro.


Efeitos cardiovasculares
Efeitos como hipotensão e bradicardia poderão raramente evoluir para assístole e paragem cardíaca e poderão ser reduzidos por diminuição da velocidade de perfusão de remifentanilo ou da dose de anestésicos concomitantes ou por utilização de fluidos intravenosos, agentes vasopressores ou anticolinérgicos, conforme apropriado.


Doentes debilitados, hipovolémicos ou idosos poderão ser mais sensíveis aos efeitos cardiovasculares do remifentanilo.


Recém-nascidos/lactentes
Até à data não existem dados conclusivos para a utilização em recém-nascidos e lactentes com idade inferior a 1 ano.


Toxicodependência
Tal como com outros opioides, o remifentanilo pode causar dependência.
Cuidados com a Dieta
Após a anestesia com Remifentanilo, o doente não deve beber álcool até que esteja totalmente recuperado.
Terapêutica Interrompida
Este medicamento é administrado em meio hospitalar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não conservar acima de 25ºC.


Não refrigerar ou congelar.

Manter o frasco para injectáveis na embalagem de origem para proteger da luz.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Remifentanilo + Anestésicos halogenados

Observações: O remifentanilo não é metabolisado pelas colinesterases plasmáticas, pelo que não se preveem interações com fármacos metabolisados por estes enzimas.
Interações: Como com outros opióides, o remifentanilo quando administrado por perfusão controlada manualmente ou por TCI, reduz as doses de anestésicos inalados ou intravenosos, e de benzodiazepinas necessárias para a anestesia. - Anestésicos halogenados
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Remifentanilo + Anestésicos

Observações: O remifentanilo não é metabolisado pelas colinesterases plasmáticas, pelo que não se preveem interações com fármacos metabolisados por estes enzimas.
Interações: Como com outros opióides, o remifentanilo quando administrado por perfusão controlada manualmente ou por TCI, reduz as doses de anestésicos inalados ou intravenosos, e de benzodiazepinas necessárias para a anestesia. - Anestésicos
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Remifentanilo + Benzodiazepinas

Observações: O remifentanilo não é metabolisado pelas colinesterases plasmáticas, pelo que não se preveem interações com fármacos metabolisados por estes enzimas.
Interações: Como com outros opióides, o remifentanilo quando administrado por perfusão controlada manualmente ou por TCI, reduz as doses de anestésicos inalados ou intravenosos, e de benzodiazepinas necessárias para a anestesia. - Benzodiazepinas
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Remifentanilo + Depressores do SNC

Observações: O remifentanilo não é metabolisado pelas colinesterases plasmáticas, pelo que não se preveem interações com fármacos metabolisados por estes enzimas.
Interações: Se não se reduzirem as doses de depressores do SNC administrados concomitantemente, os doentes poderão experimentar uma incidencia aumentada dos efeitos secundários associados a estes fármacos. - Depressores do SNC
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Remifentanilo + Bloqueadores beta-adrenérgicos (betabloqueadores)

Observações: O remifentanilo não é metabolisado pelas colinesterases plasmáticas, pelo que não se preveem interações com fármacos metabolisados por estes enzimas.
Interações: Os efeitos cardiovasculares de remifentanilo (hipotensão e bradicardia), podem ser exacerbados em doentes em tratamento concomitante com fármacos depressores cardíacos, tais como beta-bloqueadores e bloqueadores dos canais de calcio. - Bloqueadores beta-adrenérgicos (betabloqueadores)
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Remifentanilo + Bloqueadores da entrada de cálcio (antagonistas de cálcio)

Observações: O remifentanilo não é metabolisado pelas colinesterases plasmáticas, pelo que não se preveem interações com fármacos metabolisados por estes enzimas.
Interações: Os efeitos cardiovasculares de remifentanilo (hipotensão e bradicardia), podem ser exacerbados em doentes em tratamento concomitante com fármacos depressores cardíacos, tais como beta-bloqueadores e bloqueadores dos canais de calcio. - Bloqueadores da entrada de cálcio (antagonistas de cálcio)
Não recomendado/Evitar

Etcorvinol + Remifentanilo

Observações: N.D.
Interações: Usando etclorvinol com qualquer um dos seguintes medicamentos normalmente não é recomendada, mas pode não ser necessária em alguns casos. Se ambos os medicamentos são prescritos em conjunto, o médico pode alterar a dose. - Adinazolam - Alfentanil - Alprazolam - Amobarbital - Anileridina - Aprobarbital - Brofaromina - Bromazepam - Brotizolam - Buprenorfina - Butabarbital - Butalbital - Carbinoxamina - Carisoprodol - Clorodiazepóxido - Clorzoxazona - Clobazam - Clonazepam - Clorazepato - Clorgilina - Codeína - Dantroleno - Diazepam - Estazolam - Fentanilo - Flunitrazepam - Flurazepam - Furazolidona - Halazepam - Hidrocodona - Hidromorfona - Iproniazida - Isocarboxazida - Cetazolam - Lazabemida - Levorfanol - Linezolida - lorazepam - lormetazepam - Meclizina - Medazepam - meperidina - mefenesina - meprobamato - metaxalone - metadona - Metocarbamol - Metoexital - Midazolam - Moclobemida - Morfina - Nialamida - Nitrazepam - Nordazepam - Oxazepam - Oxicodona - Oximorfona - Pargilina - Pentobarbital - Fenelzina - Fenobarbital - Prazepam - Primidona - Procarbazina - Propoxifeno - Quazepam - Rasagilina - Remifentanil - Secobarbital - Selegilina - Sufentanil - Suvorexanto - Tapentadol - Temazepam - Tiopental - Toloxatona - Tranilcipromina - Triazolam - Zolpidem - Remifentanilo
Usar com precaução

Morfina + Remifentanilo

Observações: N.D.
Interações: Associações a ter em conta: Outros analgésicos morfínicos agonistas (alfentanilo, codeína, dextromoramida, dextropropoxifeno, di-hidrocodeína, fentanilo, oxicodona, petidina, fenoperidina, remifentanilo, sufentanilo, tramadol). - Remifentanilo
Usar com precaução

Ibuprofeno + Paracetamol + Remifentanilo

Observações: n.d.
Interações: Este produto pode interferir com alguns medicamentos, incluindo: • corticosteroides, como a prednisona ou a cortisona. - Remifentanilo
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações do Remifentanilo
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

O Remifentanilo não deve ser administrado a mulheres grávidas a menos que exista uma justificação médica.

O Remifentanilo não é recomendado durante o trabalho de parto ou cesariana.

Recomenda-se que interrompa a amamentação durante 24 horas após o Remifentanilo ter-lhe sido administrado.

Este medicamento é apenas utilizado em doentes hospitalizados.

Se teve alta logo após ter recebido Remifentanilo, não pode conduzir, utilizar máquinas ou trabalhar em situações perigosas.

Não deve ir para casa sozinho.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020