Propofol

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Condução
O que é
O Propofol é um agente anestésico intravenoso utilizado para a indução e manutenção de anestesia geral.

A administração IV de Propofol é utilizado para induzir a inconsciência, após o que a anestesia pode ser mantida usando uma combinação de medicamentos.

A recuperação da anestesia induzida por propofol é geralmente rápida e associada a efeitos secundários menos frequentes (por exemplo, sonolência, náuseas, vómitos) do que com o tiopental, metoexital e etomidato.

O Propofol pode ser usado antes de procedimentos de diagnóstico que requerem anestesia, na gestão de refractário estado epiléptico, e para a indução e / ou manutenção de anestesia, antes e durante a cirurgia.
Usos comuns
Os anestésicos gerais são utilizados para provocarem inconsciência (adormecimento) para que cirurgias ou outras intervenções possam ser efetuadas.

Podem também ser utilizados para o sedar (fazer com que se sinta sonolento, mas não completamente a dormir).
Tipo
Molécula pequena.
História
O propofol foi originalmente desenvolvido no Reino Unido pela Imperial Chemical Industries como ICI 35868.

Ensaios clínicos seguido em 1977, através de um formulário solubilizado em cremofor EL.

No entanto, devido a reacções anafiláticas às cremofor, esta formulação foi retirado do mercado e posteriormente reformulado como uma emulsão de uma mistura de óleo de soja / propofol em água.

A formulação emulsionada foi relançado em 1986 pela ICI (agora AstraZeneca) sob a marca Diprivan nome (versão abreviada do diisopropil anestesia intravenosa).

Os EUA Food and Drug Administration aprovou o produto em 2008.
Indicações
É um anestésico geral intravenoso de ação curta, indicado para a:
- Indução e manutenção de anestesia geral em adultos e crianças > 1 mês.


- Sedação para procedimentos de diagnóstico e cirúrgicos, isoladamente ou em associação com anestesia local ou regional, em adultos e crianças > 1 mês.


- Sedação de doentes ventilados > 16 anos em unidade de cuidados intensivos.
Classificação CFT

02.01 : Anestésicos gerais

Mecanismo De Ação
O propofol (2,6-diisopropilfenol) é um anestésico geral de ação curta, com um início de ação rápido.

Dependendo da velocidade de injeção o tempo para indução da anestesia é entre 30 e 40 segundos.

A duração da ação, após uma única administração por bólus é curta e dura, dependendo do metabolismo e da eliminação, 4 a 6 minutos.
Posologia Orientativa
A dose de Propofol deve ser individualizada com base na resposta do doente e nas pré-medicações utilizadas.



Anestesia geral em adultos
Indução da anestesia:
Para a indução da anestesia, o Propofol deve ser doseado (aproximadamente 20 - 40 mg de propofol, cada 10 segundos) em função da resposta do doente, até que os sinais clínicos mostrem o início da anestesia.


A maioria dos doentes adultos com menos de 55 anos, necessitam de 1,5 a 2,5mg/kg de
Propofol.

A dose necessária para indução pode ser reduzida se a velocidade de administração for mais lenta, i.e. 20-50mg/min, em vez de 240mg/min (= 40 mg/10 segundos).

Nos doentes com idade superior a 55 anos, a quantidade necessária é geralmente menor.

Em doentes de graus ASA 3 e 4, devem usar-se doses inferiores (aproximadamente 2ml (20mg) em cada 10 segundos)
Administração
Para utilização intravenosa.
Apenas para uma única utilização. Qualquer emulsão não utilizada deve ser eliminada.

Propofol apenas deve ser utilizado em hospitais ou unidades de terapia de dia adequadamente equipadas e por médicos anestesistas experientes ou especializados no tratamento de doentes nos cuidados intensivos.


As funções circulatória e respiratória devem ser monitorizadas constantemente (ex. ECG, oximetria do pulso) e deve estar sempre disponível equipamento para a manutenção das vias aéreas respiratórias do paciente, ventilação artificial e reanimação dos doentes.


Para sedação durante procedimentos de diagnóstico e cirúrgicos o Propofol não deve ser administrado pela mesma pessoa que realiza o procedimento de diagnóstico ou cirúrgico.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao Propofol.

Em doentes com idade igual ou inferior a 16 anos para sedação em cuidados intensivos.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Doenças do sistema imunitário:
Raros
Quadros clínicos de anafilaxia, os quais podem incluir angioedema, broncoespasmo, eritema e hipotensão.
Muito raros:
Reações alérgicas causadas pelo óleo de soja.

Doenças do metabolismo e da nutrição:
Frequentes:
Hipertrigliceridemia

Perturbações do foro psiquiátrico:
Raros
Euforia, fantasias sexuais e desinibição sexual durante a fase de recobro.

Doenças do sistema nervoso:
Frequentes
Durante a indução da anestesia podem ocorrer movimentos espontâneos e mioclonia, excitação mínima.
Raros
Cefaleias, vertigens, arrepios ou sensação de frio durante a fase de recobro.
Movimentos epileptiformes, incluindo convulsões e opistótonos.
Muito raros
Ataques epileptiformes retardados, podendo o período de atraso variar entre algumas horas e vários dias.
Risco de convulsões em doentes epiléticos após a administração de propofol.
Casos de inconsciência pós-operatória.

Cardiopatias:
Frequentes
Durante a indução da anestesia podem ocorrer hipotensão, bradicardia, taquicardia, afrontamentos.
Pouco frequentes
Hipotensão acentuada. Este efeito pode requerer uma redução da velocidade de administração do Propofol MCT/LCT Fresenius e/ou terapêutica de substituição de fluidos, se necessário medicamentos vasoconstritores. Deve prestar-se especial atenção para a possibilidade de um abaixamento brusco da pressão arterial em doentes com a perfusão coronária ou cerebral comprometida ou com hipovolemia. Bradicardia durante anestesia geral com gravidade progressiva (assístole). A administração intravenosa de um medicamento anticolinérgico antes da indução ou durante a manutenção da anestesia deve ser considerada (ver secção 4.4).
Raros
Arritmia durante o período de recobro.

Vasculopatias:
Raros
Trombose e flebite.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:
Frequentes
Durante a indução da anestesia, hiperventilação, apneia transitória, tosse, soluços.
Pouco frequentes
Tosse durante a manutenção da anestesia.
Raros
Tosse durante o período de recobro.
Muito raros
Edema pulmonar.

Doenças gastrointestinais:
Raros
Náuseas ou vómitos durante o período de recobro.
Muito raros
A pancreatite tem sido notificada após a administração do propofol. Contudo, não pode ser estabelecida uma relação de causalidade.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:
Muito raros
Respostas tecidulares graves após aplicação intradérmica (paravenosa) acidental.

Doenças renais e urinárias:
Raros
Casos de descoloração da urina após administração prolongada de propofol.

Perturbações gerais e alterações no local de administração:
Muito frequentes
Dor local durante a injeção inicial.
Raros
Casos de febre pós-operatória.
Muito raros
Foram notificados casos isolados de efeitos indesejáveis graves apresentados como um conjunto de sintomas, incluindo: rabdomiólise, acidose metabólica, hipercaliemia e insuficiência cardíaca, por vezes com um resultado fatal. Muitos destes efeitos têm sido observados em doentes em Cuidados Intensivos com doses superiores a 4 mg/kg de peso corporal/h.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:O Propofol não deve ser administrado em mulheres grávidas a não ser que seja claramente necessário.
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:As mães devem parar de amamentar e rejeitar o leite materno nas 24 h seguintes à administração de Propofol.
Condução
Condução
Condução:Depois de lhe ser administrado Propofol não deve conduzir.
Precauções Gerais
À semelhança de outros agentes sedativos, quando o propofol é usado para sedação durante procedimentos operativos, podem ocorrer movimentos involuntários do doente.


Durante procedimentos que requeiram imobilidade, estes movimentos podem ser perigosos para o local de operação.


Em casos isolados, pode haver uma fase de inconsciência pós-operatória, que pode ser acompanhada por um aumento da tonicidade muscular.

A ocorrência deste período não está relacionada com o facto de o doente ter saído ou não de um período de anestesia.


Não obstante a consciência ser espontaneamente alcançada, os doentes inconscientes devem ser mantidos sob cuidada observação.


Antes de o doente ter alta deve ser confirmada a recuperação total de uma anestesia geral.


Não foi demonstrada a segurança do propofol para sedação (de fundo) na unidade de cuidados intensivos em crianças e adolescentes com menos de 16 anos de idade.

Apesar de não ter sido estabelecida qualquer relação causal, foram notificados efeitos indesejáveis graves em sedação (de fundo) em doentes com idade inferior a 16 anos de idade (incluindo casos em que o resultado final foi fatal) durante uso não autorizado.

Em particular, estes efeitos dizem respeito à ocorrência de acidose metabólica, hiperlipidemia, rabdomiólise, insuficiência renal e/ou insuficiência cardíaca.

Estes efeitos foram observados com maior frequência em crianças com infeções do trato respiratório que receberam doses superiores àquelas recomendadas para a sedação de adultos na UCI.



Populações especiais
Insuficiência cardíaca, circulatória ou pulmonar e hipovolemia
Como para outros agentes anestésicos, devem-se tomar precauções em doentes com problemas cardíacos, respiratórios, renais ou hepáticos, ou em doentes hipovolémicos ou debilitados.

A depuração do propofol é dependente do fluxo sanguíneo, consequentemente, medicação concomitante que reduza o output cardíaco irá também reduzir a depuração do propofol.


A insuficiência cardíaca, circulatória ou pulmonar e a hipovolemia devem ser compensadas antes da administração de Propofol.


O Propofol não deve ser administrado em doentes com insuficiência cardíaca avançada, ou outra patologia grave do miocárdio, exceto com extremos cuidados e uma monitorização intensiva.


O risco de vagotonia relativa pode estar aumentado, porque o propofol carece de atividade vagolítica.

Tem sido associado a alguns casos de bradicardia (ocasionalmente profunda) e também de assístole.

Deve ser considerada a administração intravenosa de um anticolinérgico antes da indução ou durante a manutenção da anestesia com Propofol, especialmente nas situações em que se verifica uma predominância da tonicidade vagal ou quando o Propofol é usado concomitantemente com outros fármacos em que é conhecida a possibilidade de poderem causar bradicardia.



Epilepsia
Antes da anestesia de um doente epilético, deve confirmar-se que o doente recebeu o tratamento antiepilético.

Apesar de diversos estudos terem demonstrado eficácia no tratamento de status epilepticus, a administração de propofol em doentes epiléticos pode também aumentar o risco de convulsões.


Não é recomendado o uso de Propofol com terapêutica electroconvulsiva.



Doentes com perturbações do metabolismo lipídico
Devem ter-se cuidados especiais em doentes que tenham perturbações do metabolismo lipídico e em outras situações em que as emulsões lipídicas devam ser administradas com precaução.


Durante o tratamento em Unidades de Cuidados Intensivos, os lípidos devem ser monitorizados a cada 2 dias.


Nos doentes com acentuado excesso de peso, por as doses serem mais elevadas, deve ser tido em consideração o risco de efeitos hemodinâmicos no sistema cardiovascular.



Doentes com pressão intracraniana elevada
Devem ser prestados cuidados especiais a doentes com pressão intracraniana elevada e uma pressão arterial média baixa, uma vez que existe o risco de uma significativa diminuição da pressão de perfusão intracerebral.


De igual modo, registaram-se, muito raramente, casos de acidose metabólica, rabdomiólise, hipercaliemia, arritmias e/ou insuficiência cardíaca com progressão rápida (em alguns casos em que o resultado final foi a morte), em adultos que foram tratados por mais de 48 horas com doses superiores a 5 mg de propofol/kg de peso corporal/h.

Estas doses excederam a dose máxima de 4 mg de propofol/kg de peso corporal/h, atualmente recomendada para sedação em Unidades de Cuidados Intensivos.

Os doentes afetados foram principalmente (mas não unicamente) doentes com lesões cranianas graves com pressão intracraniana (PIC) aumentada.

Nestes casos, a insuficiência cardíaca, geralmente não respondeu ao tratamento de suporte inotrópico.


Relembram-se os prescritores para, se possível, não exceder a dose de 4 mg de propofol/kg de peso corporal/h.

Os prescritores devem estar alertados para estes possíveis efeitos indesejáveis e considerarem diminuir a dose de propofol, ou mudar para um sedativo alternativo aos primeiros sinais de ocorrência dos respetivos sintomas.

Aos doentes com PIC aumentada devem receber o tratamento adequado para suporte da pressão de perfusão cerebral durante estas alterações do tratamento.



Dor causada no local de injeção
Para diminuir a dor causada no local de injeção durante a indução da anestesia com o Propofol pode ser injetada lidocaína antes da emulsão de propofol.


A lidocaína intravenosa não pode ser utilizada em doentes com porfíria hereditária aguda.
Cuidados com a Dieta
Após a administração de Propofol, não deve comer, beber ou consumir álcool até estar totalmente recuperado.
Terapêutica Interrompida
Este medicamento é administrado em meio hospitalar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.


Não conservar acima de 25º C.

Não congelar.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dexmedetomidina + Propofol

Observações: Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos. A inibição das enzimas CYP, incluindo a CYP2B6, pela dexmedetomidina tem sido estudada em incubações com microssomas hepáticos humanos. Estudos in vitro sugerem que existe potencial de interação in vivo entre a dexmedetomidina e substratos metabolizados predominantemente pela CYP2B6. A indução da dexmedetomidina in vitro foi observada nos CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP3A4, e a indução in vivo não pode ser excluída. O significado clínico é desconhecido.
Interações: É provável que a administração concomitante de dexmedetomidina com anestésicos, sedativos, hipnóticos e opioides leve a uma potenciação dos efeitos. Estudos específicos confirmaram estes efeitos com isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. Não foram demonstradas interações farmacocinéticas entre a dexmedetomidina e o isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. No entanto, devido a possíveis interações farmacodinâmicas, quando administrados concomitantemente com dexmedetomidina, pode ser necessário reduzir a dose de dexmedetomidina ou do anestésico, sedativo, hipnótico ou opioide concomitante. - Propofol
Sem efeito descrito

Parecoxib + Propofol

Observações: O parecoxib é rapidamente hidrolisado no metabolito activo, valdecoxib. Os doentes sob terapêutica com anticoagulantes orais deverão ser monitorizados cuidadosamente em relação ao tempo de protrombina INR, em especial nos primeiros dias de tratamento com parecoxib ou quando a dose de parecoxib é alterada. No ser humano, estudos demonstraram que o metabolismo do valdecoxib é predominantemente mediado pela via das isoenzimas CYP3A4 e 2C9. O efeito da indução enzimática não foi estudado. Não foram realizados estudos formais de interações com Anestésicos inalados.
Interações: A administração concomitante de 40 mg de parecoxib por via intravenosa com propofol (substrato do CYP2C9) ou midazolam (substracto do CYP3A4) não afectou a farmacocinética (metabolismo e exposição) nem a farmacodinâmica (efeitos na electroencefalografia (EEG), testes psicomotores e o acordar da sedação) do propofol por via intravenosa ou do midazolam por via intravenosa. Adicionalmente, a administração concomitante do valdecoxib não teve efeito clinicamente significativo no metabolismo hepático ou intestinal mediado pelo CYP3A4 do midazolam administrado por via oral. - Propofol
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Propofol + Depressores do SNC

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante com outros depressores do SNC tais como medicamentos de pré-medicação, agentes de inalação e agentes analgésicos pode aumentar os efeitos sedativos, anestésicos e cardio-respiratórios do propofol. O propofol tem sido utilizado em associação com anestesia espinal e epidural, com a pré-medicação habitual, com bloqueadores neuromusculares e com agentes inalatórios e analgésicos; não foi encontrada qualquer incompatibilidade farmacológica. Pode ser necessária a administração de doses mais baixas de Propofol quando a anestesia geral é utilizada acessoriamente a técnicas de anestesia regional. - Depressores do SNC
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Propofol + Analgésicos

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante com outros depressores do SNC tais como medicamentos de pré-medicação, agentes de inalação e agentes analgésicos pode aumentar os efeitos sedativos, anestésicos e cardio-respiratórios do propofol. O propofol tem sido utilizado em associação com anestesia espinal e epidural, com a pré-medicação habitual, com bloqueadores neuromusculares e com agentes inalatórios e analgésicos; não foi encontrada qualquer incompatibilidade farmacológica. Pode ser necessária a administração de doses mais baixas de Propofol quando a anestesia geral é utilizada acessoriamente a técnicas de anestesia regional. - Analgésicos
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Alfentanilo + Propofol

Observações: O alfentanilo é metabolizado principalmente por via da enzima 3A4 do citocromo P450.
Interações: Em combinação com Alfentanilo, a concentração sanguínea de propofol está 17% acima daquela atingida na ausência de Alfentanilo. Poderá ser necessário reduzir a dose de Alfentanilo, no caso de utilização simultânea de alfentanil e propofol. - Propofol
Não recomendado/Evitar

Ziconotida + Propofol

Observações: Não foram realizados estudos clínicos específicos de interação medicamentosa com ziconotida. No entanto, as baixas concentrações plasmáticas da ziconotida, o metabolismo por peptidases ubíquas e a ligação relativamente baixa às proteínas plasmáticas tornam pouco prováveis as interações metabólicas ou as interações do tipo de deslocação de proteínas plasmáticas entre a ziconotida e outros medicamentos.
Interações: Observou-se um aumento da incidência de sonolência quando a ziconotida é administrada concomitantemente com baclofeno, clonidina, bupivacaína ou propofol sistémicos. Portanto, de momento, não é encorajada a sua utilização simultânea. - Propofol
Sem efeito descrito

Ondansetrom + Propofol

Observações: O ondansetrom é metabolizado por várias enzimas hepáticas do citocromo P-450: CYP3A4, CYP2D6 e CYP1A2. Devido à multiplicidade de enzimas metabólicas capazes de metabolizar o ondansetrom, a inibição enzimática ou a diminuição da actividade de uma enzima (ex., deficiência genética de CYP2D6) é normalmente compensada por outras enzimas e não deve produzir alterações significativas ou apenas uma alteração mínima da depuração total ou das necessidades posológicas de ondansetrom. A utilização de ondansetrom com medicamentos que prolongam o intervalo QT pode causar um prolongamento adicional de QT.
Interações: Não há evidência de que o ondansetrom induza ou iniba o metabolismo de outros medicamentos frequentemente co-administrados com ele. Estudos específicos demonstraram que não existem interações farmacocinéticas quando o ondansetrom é administrado com álcool, temazepam, furosemida, propofol, alfentanil ou tiopental. - Propofol
Potencialmente Grave

Terlipressina + Propofol

Observações: N.D.
Interações: O tratamento concomitante com medicamentos que se sabe que induzem a bradicardia (por ex., propofol, sufentanil) pode provocar bradicardia grave. A terlipressina pode despoletar arritmias ventriculares, incluindo "Torsade de pointes". Isto significa que devem ser exercidos os máximos cuidados no uso da terlipressina em doentes a tomar medicamentos concomitantes que possam prolongar o intervalo do QT, como antiarrítmicos de classe IA e III, eritromicina, determinados antihistamínicos e antidepressivos tricíclicos ou medicamentos que possam provocar hipocalaemia ou hipomagnesemia (por ex., alguns diuréticos). - Propofol
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brometo de rocurónio + Propofol

Observações: Não foram realizados estudos de interação formais. As interações mencionadas anteriormente para os doentes adultos e as suas advertências e precauções especiais de utilização devem ser igualmente tidas em conta no caso de doentes pediátricos.
Interações: Aumento de Efeito: Doses elevadas de: Tiopental, metohexital, cetamina, fentanilo, gama-hidroxibutirato, etomidato e propofol. Após intubação com suxametónio. A administração concomitante e a longo prazo de corticosteroides e rocurónio na UCI pode resultar num prolongamento do bloqueio neuromuscular, ou miopatia. - Propofol
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Propofol + Anestésicos inalatórios

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante com outros depressores do SNC tais como medicamentos de pré-medicação, agentes de inalação e agentes analgésicos pode aumentar os efeitos sedativos, anestésicos e cardio-respiratórios do propofol. O propofol tem sido utilizado em associação com anestesia espinal e epidural, com a pré-medicação habitual, com bloqueadores neuromusculares e com agentes inalatórios e analgésicos; não foi encontrada qualquer incompatibilidade farmacológica. Pode ser necessária a administração de doses mais baixas de Propofol quando a anestesia geral é utilizada acessoriamente a técnicas de anestesia regional. - Anestésicos inalatórios
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Midazolam + Propofol

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Interações Fármaco-Fármaco (IFF): A administração concomitante de midazolam com outros sedativos/hipnóticos e depressores do SNC, incluindo o álcool, pode provavelmente causar sedação acentuada e depressão respiratória. São exemplos os derivados opiáceos (sejam eles utilizados como analgésicos, antitússicos ou tratamentos de substituição), antipsicóticos, outras benzodiazepinas usadas como ansiolíticos ou hipnóticos, barbitúricos, propofol, cetamina, etomidato; antidepressivos sedativos, antihistamínicos-H1 e antihipertensores de ação central. - Propofol
Usar com precaução

Canabidiol + Propofol

Observações: n.d.
Interações: Potencial de canabidiol afetar outros medicamentos Substratos de CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, UGT1A9 e UGT2B7 Os dados in vitro preveem interações medicamentosas com substratos de CYP1A2 (por exemplo, teofilina, cafeína), substratos de CYP2B6 (por exemplo, bupropiona, efavirenz), uridina 5'-difosfato glucuronosiltransferase 1A9 (UGT1A9) (por exemplo, diflunisal, propofol, fenofibrato) e UGT2B (por exemplo, gemfibrozil, morfina, lorazepam) quando coadministrados com canabidiol. Também se prevê que a coadministração de canabidiol provoque interações clinicamente significativas com substratos de CYP2C8 (repaglinida) e CYP2C9 (por exemplo, varfarina). Os dados in vitro demonstraram que o canabidiol inibe o CYP2C19, o que poderá provocar o aumento de concentrações plasmáticas de medicamentos que são metabolizados por esta isoenzima, como clobazam e omeprazol. A redução da dose deverá ser considerada para os medicamentos concomitantes que sejam substratos de CYP2C19 sensíveis ou que tenham um índice terapêutico estreito. Devido ao potencial de inibição de atividade enzimática, a redução da dose de substratos de UGT1A9, UGT2B7, CYP2C8, e CYP2C9 deverá ser considerada, conforme clinicamente relevante, caso sejam observadas reações adversas quando administrados concomitantemente com canabidiol. Devido ao potencial da indução e da inibição de atividade enzimática, deverá considerar-se o ajuste da dose de substratos de CYP1A2 e CYP2B6, conforme clinicamente adequado. - Propofol
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clormezanona + Diazepam + Propofol

Observações: n.d.
Interações: Devido ao diazepam: O efeito sedativo aumentou com: álcool, cisaprida, cimetidina, propofol, etanol. - Propofol
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações do Propofol
Como entra na circulação sanguínea através da pele, os alimentos e as bebidas não afetam a maneira como este medicamento funciona.

O Propofol não deve ser administrado em mulheres grávidas a não ser que seja claramente necessário.

As mães devem parar de amamentar e rejeitar o leite materno nas 24 h seguintes à administração de Propofol.

Depois de lhe ser administrado Propofol não deve conduzir, operar maquinaria ou trabalhar em situações potencialmente perigosas.

O doente não deve ser deixado desacompanhado no seu regresso a casa e deve ser instruído no sentido de evitar o consumo de álcool.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020