Pirfenidona

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência na Condução
O que é
Pirfenidona é um Imunossupressor.

A pirfenidona atenua a proliferação dos fibroblastos, a produção das proteínas e citoquinas associadas à fibrose e o aumento da biossíntese e acumulação da matriz extracelular em resposta aos fatores de crescimento das citoquinas, como o fator transformador de crescimento beta (TGF-β) e o fator de crescimento derivado das plaquetas (PDGF).

Pirfenidona é utilizado para o tratamento da fibrose pulmonar idiopática (FPI) ligeira a moderada em adultos.

A FPI é uma patologia na qual os tecidos nos seus pulmões incham e ficam com cicatrizes ao longo do tempo, o que dificulta a respiração profunda.

Os pulmões têm, assim, dificuldade em funcionar de forma adequada.

Pirfenidona ajuda a reduzir as cicatrizes (tecido cicatricial) e o inchaço nos pulmões e ajuda-o a respirar melhor.
Usos comuns
Tratamento da Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) ligeira a moderada.




A fibrose pulmonar idiopática é uma doença rara, devido ao progressivo dano fibrótico, generalizado do parênquima pulmonar.

Ocorre geralmente após os 50 anos de idade e sua causa é desconhecida.

Os sintomas incluem falta progressiva de ar e tosse não produtiva.

O curso da doença é marcada pela exacerbações.

A morte por insuficiência respiratória ocorre cerca de 2 a 5 anos após o diagnóstico.

Atualmente não há fármacos que possam controlar ou retardar o processo fibrótico.

Pirfenidona, um imunossupressor, foi autorizada na União Europeia para o tratamento de fibrose pulmonar idiopática leve a moderada.

A avaliação clínica é baseada em dois estudos controlados com placebo duplo-cego randomizado com duração de 72 semanas, em um total de 779 pacientes.

A mortalidade, a frequência das exacerbações e o número de transplantes de pulmão não diferiram significativamente entre os grupos Pirfenidona e placebo em qualquer estudo realizado.

O declínio da capacidade vital forçada foi menor com Pirfenidona do que com placebo, mas a diferença foi estatisticamente significativa em apenas um dos testes.

A pequena diferença neste desfecho substituto é de relevância clínica questionável.

Cerca de 14,8% dos pacientes que tomam Pirfenidona 2403 mg/dia (dose de manutenção de acordo com a autorização de comercialização) descontinuaram o tratamento devido a eventos adversos, em comparação com 8,6% dos pacientes no grupo placebo.

Efeitos adversos graves incluíram três casos de cancro de bexiga nos grupos Pirfenidona contra 1 caso no grupo placebo.

Fotossensibilidade e erupções na pele, arritmias cardíacas e doença arterial coronariana foram mais frequentes com pirfenidone 2403 mg/dia do que com placebo.

Elevação das transaminases anormal ocorreu em 4,1% dos pacientes em Pirfenidona 2403 mg/dia contra 0,6% dos doentes tratados com placebo.

Também foram observados alguns casos de insuficiência renal aguda.

Na prática, não há nenhuma evidência de que a pirfenidona melhora a qualidade de vida em pacientes com doença ligeira a moderada, fibrose pulmonar idiopática, ou que retarda a progressão da fibrose pulmonar.

O perfil de efeitos adversos já é onerosa.

Enquanto se aguarda mais avanços terapêuticos, é preferível evitar a Pirfenidona e se concentrar no tratamento sintomático.
Tipo
Sem informação.
História
Sem informação.
Indicações
Tratamento da Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) ligeira a moderada.
Classificação CFT

16.03 : IMUNOMODULADORES

Mecanismo De Ação
O mecanismo de ação da pirfenidona ainda não se encontra totalmente definido.

Contudo, os dados existentes sugerem que a pirfenidona exerce propriedades antifibróticas e anti-inflamatórias, numa diversidade de sistemas in vitro e modelos animais de fibrose pulmonar (fibrose induzida por bleomicina e transplante).

A FPI é uma doença pulmonar fibrótica e inflamatória crónica, afetada pela síntese e libertação de citoquinas pró-inflamatórias, incluindo o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e a interleucina-1–beta (IL-1β).

Foi demonstrado que a pirfenidona reduz a acumulação de células inflamatórias em resposta a estímulos variados.

A pirfenidona atenua a proliferação dos fibroblastos, a produção das proteínas e citoquinas associadas à fibrose e o aumento da biossíntese e acumulação da matriz extracelular em resposta aos fatores de crescimento das citoquinas, como o fator transformador de crescimento beta (TGF-β) e o fator de crescimento derivado das plaquetas (PDGF).
Posologia Orientativa
Após o início do tratamento, a dose deve ser ajustada até à dose diária recomendada de nove cápsulas por dia ao longo de um período de 14 dias, conforme indicado abaixo:
– Dias 1 a 7: uma cápsula, três vezes por dia (801 mg/dia)
– Dias 8 a 14: duas cápsulas, três vezes por dia (1 602 mg/dia)
– A partir do dia 15: três cápsulas, três vezes por dia (2 403 mg/dia)

A dose diária recomendada de Pirfenidona nos doentes com FPI é de três cápsulas de 267 mg, três vezes por dia, com alimentos, até perfazer um total de 2403mg/dia.
Administração
Os doentes que saltem 14 dias consecutivos ou mais do tratamento com Pirfenidona devem reiniciar a terapêutica, submetendo-se ao regime de ajuste inicial de 2 semanas, até voltarem a atingir a dose diária recomendada.

Nos casos de interrupção do tratamento inferiores a 14 dias consecutivos, a dose pode ser retomada na dose diária recomendada, sem ajuste.


Pirfenidona destina-se a ser engolido inteiro com água e a ser tomado com alimentos, para reduzir a possibilidade de náuseas e tonturas.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao pirfenidona

Historial de angioedema com pirfenidona

Uso concomitante de fluvoxamina

Afeção hepática grave ou doença hepática em fase terminal

Compromisso renal grave (Cl cr <30 ml/min) ou doença renal em fase terminal que requer diálise
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Deixe de tomar Pirfenidona e informe o seu médico de imediato
• Se sofrer uma reação alérgica grave (hipersensibilidade), como inchaço do rosto, lábios e/oulíngua, dificuldade em respirar ou farfalheira.

• Se sofrer uma reação grave à luz do sol ou lâmpadas solares, como bolhas e/ou descamação marcada da pele.

As reações de fotossensibilidade graves são raras.

Evite o sol (incluindo lâmpadas solares) enquanto toma Pirfenidona, use protetor solar diariamente e tape os braços, pernas e cabeça para reduzir a exposição à luz do sol e limitar esta reação.

• Se não se sentir bem e tiver os olhos ou a pele amarelados, ou urina escura, potencialmente acompanhados por prurido da pele.

• Se tiver sinais de infeção como, por exemplo, dores de garganta, febre, úlceras na boca ou sintomas semelhantes aos da gripe.

Poderá ter de fazer uma análise de sangue para verificar se os seus sintomas estão relacionados com o seu medicamento.


Outros efeitos secundários podem incluir
Informe o seu médico ou farmacêutico logo que possível se detetar qualquer um dos efeitos secundários indicados de seguida.


Efeitos secundários muito frequentes (podem afetar mais de 1 pessoa em cada 10 pessoas):
• reações na pele depois de ter estado ao sol ou de ter utilizado lâmpadas solares
• sensação de enjoo (náuseas)
• cansaço
• diarreia
• indigestão ou indisposição do estômago (gástrica)
• perda de apetite
• dores de cabeça.


Efeitos secundários frequentes (podem afetar 1 a 10 em cada 100 pessoas):
• infeções da garganta ou das vias respiratórias passando para os pulmões e/ou sinusite
• infeções da bexiga
• perda de peso
• dificuldade em dormir
• tonturas
• sonolência
• mudanças do paladar
• afrontamentos
• falta de ar
• tosse
• problemas de estômago, como refluxo ácido, vómitos, sensação de inchaço, dor e desconforto abdominais, azia, prisão de ventre e gases
• as análises ao sangue podem mostrar níveis aumentados das enzimas do fígado
• problemas da pele, como comichão, vermelhidão, secura e erupção da pele
• dor muscular, articulações doridas/dores articulares
• sensação de fraqueza ou falta de energia
• dores no peito
• queimadura solar.


Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):
• inchaço do rosto, lábios e/ou língua, dificuldade em respirar ou farfalheira.


Efeitos secundários raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas):
• as análises ao sangue podem mostrar uma diminuição dos glóbulos brancos.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Não administrar durante a gravidez.
Condução
Condução
Condução:Este medicamento pode causar tonturas e fadiga, que podem influenciar a capacidade de conduzir.
Precauções Gerais
Função hepática
Foram notificadas elevações da ALT e AST >3 × o limite superior normal (LSN) em doentes a receber a terapêutica com Pirfenidona.

Raramente foram associadas a elevações concomitantes da bilirrubina total sérica.

Os testes de função hepática (ALT, AST e bilirrubina) devem ser realizados antes do início do tratamento com Pirfenidona e, subsequentemente, a intervalos mensais durante os 6 primeiros meses e, posteriormente, todos os 3 meses.

Na eventualidade de elevação significativa das aminotransferases hepáticas, a dose de Pirfenidona deve ser ajustada ou o tratamento interrompido de acordo com as orientações abaixo apresentadas.

Nos doentes com elevações confirmadas da ALT, AST ou bilirrubina durante o tratamento, podem ser necessários os seguintes ajustes posológicos.


Recomendações no caso de elevações da ALT/AST
Se um doente apresentar uma elevação da aminotransferase para >3 e ≤5 x LSN após o início da terapêutica com Pirfenidona, os medicamentos causadores de confusão devem ser interrompidos, as outras causas possíveis excluídas e o doente monitorizado de perto.

Se for clinicamente adequado, a dose de Pirfenidona deve ser reduzida ou interrompida.

Depois de os testes da função hepática regressarem aos limites normais, Pirfenidona pode ser ajustado de novo para a dose diária recomendada, se tolerada.


Se um doente apresentar uma elevação da aminotransferase para ≤5 x LSN, associada a sintomas ou hiperbilirrubinemia, Pirfenidona deve ser interrompido e o doente não deve ser novamente submetido a provocação.


Se um doente apresentar uma elevação da aminotransferase para >5 x LSN, Pirfenidona deve ser interrompido e o doente não deve ser novamente submetido a provocação.


Afeção hepática
Nos indivíduos com afeção hepática moderada (ou seja, classe B de Child-Pugh), a exposição ao Pirfenidona aumentou 60%.

Pirfenidona deve ser utilizado com precaução nos doentes com afeção hepática ligeira a moderada preexistente (ou seja, classe A e B de Child-Pugh), dado o potencial de aumento da exposição ao Pirfenidona.

Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados para deteção de sinais de toxicidade, em especial se estiverem a tomar concomitantemente um inibidor conhecido da CYP1A2.

Pirfenidona não foi estudado em indivíduos com afeção hepática grave e não deve ser administrado a esses doentes.


Reação de fotossensibilidade e erupção cutânea

A exposição à luz direta do sol (incluindo lâmpadas solares) deve ser evitada ou minimizada durante o tratamento com Pirfenidona.

Os doentes devem ser instruídos no sentido de utilizarem diariamente um protetor solar, vestirem roupa que confere proteção contra a exposição solar e evitarem outros medicamentos conhecidos por causarem fotossensibilidade.

Os doentes devem ser instruídos a comunicar ao médico sintomas de reação de fotossensibilidade ou erupção cutânea.

As reações de fotossensibilidade graves são raras.

Podem ser necessários ajustes da dose ou interrupção temporária do tratamento nos casos ligeiros a graves de reação de fotossensibilidade ou erupção cutânea.

Angioedema
Foram notificados casos de angioedema (alguns graves) tais como inchaço do rosto, lábios e/ou língua que podem estar associados a dificuldade em respirar ou farfalheira, relacionados com a utilização de Pirfenidona pós-comercialização.

Por conseguinte, os doentes que desenvolvam sinais ou sintomas de angioedema após a administração de Pirfenidona devem descontinuar imediatamente o tratamento.

Os doentes com angioedema devem ser controlados de acordo com o padrão de cuidados.

Pirfenidona não deve ser utilizado em doentes com um historial de angioedema devido ao Pirfenidona.

Tonturas
Foram notificadas tonturas nos doentes a tomar Pirfenidona.

Por conseguinte, os doentes devem saber como reagem a este medicamento antes de iniciarem atividades que requerem acuidade ou coordenação mentais.

Em estudos clínicos, a maioria dos doentes com tonturas descreveu um único evento, sendo que, na sua maioria, estes eventos desapareceram após um período mediano de 22 dias.

Caso as tonturas não melhorem ou sofram, inclusivamente, um agravamento, pode justificar-se um ajuste da dose ou até interrupção da toma de Pirfenidona.

Fadiga
Foi notificada fadiga nos doentes a tomar Pirfenidona.

Por conseguinte, os doentes devem saber como reagem a este medicamento antes de iniciarem atividades que requerem acuidade ou coordenação mentais.

Perda de peso
Foi notificada perda de peso em doentes tratados com Pirfenidona.

Os médicos devem vigiar o peso dos doentes e, quando adequado, encorajá-los a aumentarem a ingestão calórica se a perda de peso for considerada clinicamente significativa.
Cuidados com a Dieta
Tome este medicamento durante ou após uma refeição para reduzir o risco de efeitos secundários como náuseas (sensação de enjoo) e tonturas.

Não beba sumo de toranja enquanto tomar este medicamento.

A toranja pode impedir Pirfenidona de funcionar corretamente.
Terapêutica Interrompida
Tome-o logo que se lembre, mas separe cada dose por, pelo menos, 3 horas.

Não tome uma dose adobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não conservar acima de 30ºC.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Não recomendado/Evitar

Pirfenidona + Sumo de toranja

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: Cerca de 70-80% da pirfenidona é metabolizada via CYP1A2, com menores contribuições de outras isoenzimas CYP, incluindo CYP2C9, 2C19, 2D6 e 2E1. O consumo de sumo de toranja está associado a uma inibição da CYP1A2, devendo ser evitado durante o tratamento com a pirfenidona. - Sumo de toranja
Contraindicado

Pirfenidona + Fluvoxamina

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: Num estudo de Fase 1, a administração concomitante de Pirfenidona e fluvoxamina (um forte inibidor da CYP1A2 com efeitos inibidores noutras isoenzimas CYP [CYP2C9, 2C19 e 2D6]) resultou num aumento de 4 vezes da exposição à pirfenidona em não-fumadores. Pirfenidona é contraindicado em doentes com o uso concomitante de fluvoxamina. A fluvoxamina deve ser interrompida antes do início da terapêutica com Pirfenidona e evitada durante a terapêutica com Pirfenidona, devido a uma depuração reduzida da pirfenidona. - Fluvoxamina
Contraindicado

Pirfenidona + Inibidores do CYP1A2

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: Num estudo de Fase 1, a administração concomitante de Pirfenidona e fluvoxamina (um forte inibidor da CYP1A2 com efeitos inibidores noutras isoenzimas CYP [CYP2C9, 2C19 e 2D6]) resultou num aumento de 4 vezes da exposição à pirfenidona em não-fumadores. Pirfenidona é contraindicado em doentes com o uso concomitante de fluvoxamina. A fluvoxamina deve ser interrompida antes do início da terapêutica com Pirfenidona e evitada durante a terapêutica com Pirfenidona, devido a uma depuração reduzida da pirfenidona. Durante o tratamento com a pirfenidona, é aconselhável evitar outras terapêuticas que sejam inibidoras da CYP1A2 e de uma ou mais isoenzimas CYP diferentes, envolvidas no metabolismo da pirfenidona (por exemplo, CYP2C9, 2C19 e 2D6). Extrapolações in vitro e in vivo indicam que os inibidores fortes e seletivos da CYP1A2 (por exemplo, enoxacina) têm o potencial de aumentar a exposição à pirfenidona em cerca de 2 a 4 vezes. Se o uso concomitante de Pirfenidona com um inibidor forte e seletivo da CYP1A2 não puder ser evitado, a dose de Pirfenidona deve ser reduzida para 801 mg por dia (uma cápsula, três vezes por dia). Pirfenidona deve ser utilizado com precaução em doentes a receber tratamento com outros inibidores moderados da CYP1A2 (por exemplo, amiodarona, propafenona). - Inibidores do CYP1A2
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Pirfenidona + Enoxacina

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: Extrapolações in vitro e in vivo indicam que os inibidores fortes e seletivos da CYP1A2 (por exemplo, enoxacina) têm o potencial de aumentar a exposição à pirfenidona em cerca de 2 a 4 vezes. - Enoxacina
Usar com precaução

Pirfenidona + Ciprofloxacina

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: A administração concomitante de Pirfenidona e de 750 mg de ciprofloxacina (um inibidor moderado da CYP1A2) aumentou a exposição à pirfenidona em 81%. Se a administração de ciprofloxacina, na 5 dose de 750 mg duas vezes ao dia, não puder ser evitada, a dose de Pirfenidona deve ser reduzida para 1.602 mg por dia (duas cápsulas, três vezes ao dia). Pirfenidona deve ser utilizado com precaução quando a ciprofloxacina é utilizada na dose de 250 mg ou 500 mg uma ou duas vezes ao dia. - Ciprofloxacina
Usar com precaução

Pirfenidona + Amiodarona

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: Pirfenidona deve ser utilizado com precaução em doentes a receber tratamento com outros inibidores moderados da CYP1A2 (por exemplo, amiodarona, propafenona). Devem ser tomadas precauções especiais no caso da utilização concomitante de inibidores da CYP1A2 com inibidores potentes de uma ou mais isoenzimas CYP diferentes envolvidas no metabolismo da pirfenidona tais como a CYP2C9 (p.ex. amiodarona, fluconazol), 2C19 (p.ex. cloranfenicol) e 2D6 (p.ex. fluoxetina, paroxetina). - Amiodarona
Usar com precaução

Pirfenidona + Propafenona

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: Pirfenidona deve ser utilizado com precaução em doentes a receber tratamento com outros inibidores moderados da CYP1A2 (por exemplo, amiodarona, propafenona). - Propafenona
Usar com precaução

Pirfenidona + Fluconazol

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: Devem ser tomadas precauções especiais no caso da utilização concomitante de inibidores da CYP1A2 com inibidores potentes de uma ou mais isoenzimas CYP diferentes envolvidas no metabolismo da pirfenidona tais como a CYP2C9 (p.ex. amiodarona, fluconazol), 2C19 (p.ex. cloranfenicol) e 2D6 (p.ex. fluoxetina, paroxetina). - Fluconazol
Usar com precaução

Pirfenidona + Cloranfenicol

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: Devem ser tomadas precauções especiais no caso da utilização concomitante de inibidores da CYP1A2 com inibidores potentes de uma ou mais isoenzimas CYP diferentes envolvidas no metabolismo da pirfenidona tais como a CYP2C9 (p.ex. amiodarona, fluconazol), 2C19 (p.ex. cloranfenicol) e 2D6 (p.ex. fluoxetina, paroxetina). - Cloranfenicol
Usar com precaução

Pirfenidona + Fluoxetina

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: Devem ser tomadas precauções especiais no caso da utilização concomitante de inibidores da CYP1A2 com inibidores potentes de uma ou mais isoenzimas CYP diferentes envolvidas no metabolismo da pirfenidona tais como a CYP2C9 (p.ex. amiodarona, fluconazol), 2C19 (p.ex. cloranfenicol) e 2D6 (p.ex. fluoxetina, paroxetina). - Fluoxetina
Usar com precaução

Pirfenidona + Paroxetina

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: Devem ser tomadas precauções especiais no caso da utilização concomitante de inibidores da CYP1A2 com inibidores potentes de uma ou mais isoenzimas CYP diferentes envolvidas no metabolismo da pirfenidona tais como a CYP2C9 (p.ex. amiodarona, fluconazol), 2C19 (p.ex. cloranfenicol) e 2D6 (p.ex. fluoxetina, paroxetina). - Paroxetina
Não recomendado/Evitar

Pirfenidona + Tabaco (fumadores, Tabagismo)

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: Um estudo de interação de Fase 1 avaliou o efeito do consumo de tabaco (indutor da CYP1A2) na farmacocinética de Pirfenidona. Nos fumadores, a exposição à pirfenidona correspondeu a 50% da observada nos não-fumadores. O tabaco tem o potencial para induzir a produção enzimática hepática e, como tal, o aumento da depuração do medicamento e a diminuição da exposição. Com base na relação observada entre o consumo de tabaco e o potencial de indução da CYP1A2, a utilização concomitante de indutores fortes da CYP1A2, incluindo o tabaco, deve ser evitada durante a terapêutica com Pirfenidona. Os doentes devem ser encorajados a interromperem a utilização de indutores fortes da CYP1A2 e a deixarem de fumar antes e durante o tratamento com a pirfenidona. - Tabaco (fumadores, Tabagismo)
Não recomendado/Evitar

Pirfenidona + Indutores do CYP1A2

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: Um estudo de interação de Fase 1 avaliou o efeito do consumo de tabaco (indutor da CYP1A2) na farmacocinética de Pirfenidona. Nos fumadores, a exposição à pirfenidona correspondeu a 50% da observada nos não-fumadores. O tabaco tem o potencial para induzir a produção enzimática hepática e, como tal, o aumento da depuração do medicamento e a diminuição da exposição. Com base na relação observada entre o consumo de tabaco e o potencial de indução da CYP1A2, a utilização concomitante de indutores fortes da CYP1A2, incluindo o tabaco, deve ser evitada durante a terapêutica com Pirfenidona. Os doentes devem ser encorajados a interromperem a utilização de indutores fortes da CYP1A2 e a deixarem de fumar antes e durante o tratamento com a pirfenidona. No caso dos indutores moderados da CYP1A2 (por exemplo, omeprazol), a utilização concomitante pode, teoricamente, resultar numa diminuição dos níveis plasmáticos da pirfenidona. A administração concomitante de medicamentos que funcionam como potentes indutores da CYP1A2 e das outras isoenzimas CYP envolvidas no metabolismo da pirfenidona (por exemplo, rifampicina) pode resultar numa redução significativa dos níveis plasmáticos da pirfenidona. Estes medicamentos devem, sempre que possível, ser evitados. - Indutores do CYP1A2
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Pirfenidona + Omeprazol

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: No caso dos indutores moderados da CYP1A2 (por exemplo, omeprazol), a utilização concomitante pode, teoricamente, resultar numa diminuição dos níveis plasmáticos da pirfenidona. - Omeprazol
Não recomendado/Evitar

Pirfenidona + Rifampicina

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: A administração concomitante de medicamentos que funcionam como potentes indutores da CYP1A2 e das outras isoenzimas CYP envolvidas no metabolismo da pirfenidona (por exemplo, rifampicina) pode resultar numa redução significativa dos níveis plasmáticos da pirfenidona. Estes medicamentos devem, sempre que possível, ser evitados. - Rifampicina
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações da Pirfenidona
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Como medida de precaução, é preferível evitar a utilização de Pirfenidona durante a gravidez.

Tem que ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação da terapêutica com este medicamento tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício daterapêutica com Pirfenidona para a mãe.

Este medicamento pode causar tonturas e fadiga, que podem influenciar a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020