Penicilamina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Renal
O que é
Penicilamina (3-Mercapto-D-valina), produto de degradação mais característico das penicilinas.

É utilizado como anti-reumático e como agente quelante na doença de Wilson.
Usos comuns
Artrite reumatóide.

Doença de Wilson (degenerescência hepato-lenticular).


Intoxicações por metais pesados tais como o cobre, ouro, chumbo, mercúrio.

Não utilizar nas intoxicações pelo cádmio.

Cistinúria.
Tipo
pequena molécula
História
Dr.John Walshe primeiro descrito o uso de penicilamina na doença de Wilson, em 1956.

Ele tinha descoberto o composto na urina de pacientes (incluindo dele próprio) que tinham tomado penicilina, e experimentalmente confirmou que aumento da excreção urinária de cobre por quelação.

Ele tinha dificuldade inicial convencer vários especialistas mundiais do tempo (Drs. Denny Brown e Cumings) de sua eficácia, uma vez que considerou que a doença de Wilson não era essencialmente um problema de homeostase de cobre, mas de metabolismo de aminoácidos, e que o dimercaprol deve ser utilizado como um quelante.

Estudos posteriores confirmaram a teoria centrada no cobre e a eficácia da D-penicilamina.

Walshe também foi pioneiro outros quelantes de Wilson como trietilenotetramina, 2HCl e tetratiomolibdato.

Penicilamina foi usado na artrite reumatóide pela primeira vez como o primeiro caso de sucesso em 1964.
Indicações
Artrite reumatoide:
Porque a penicilamina pode provocar complicações graves, é aconselhável reservar o uso da substância aos doentes que sofrem de artrite reumatoide avançada e que reagiram de maneira insuficiente a um tratamento de 6 meses com medicação antirreumatismal habitual.

Doença de Wilson (degenesrescência hepatolenticular):
Doença sintomática ou assimtomática, acompanhada de intoxicação pelo cobre.

O tratamento não pode ser interrompido.

Intoxicação grave pelos Metais:
Nas intoxicações provocadas pelo cobre, ouro, chumbo e mercúrio.

Cistinúria:
Sempre que as medidas apropriadas à resolução da situação se revelam insuficientes na litíase recidivante.
Classificação CFT

17 : MEDICAMENTOS USADOS NO TRATAMENTO DE INTOXICAÇÕES

Mecanismo De Ação
A penicilamina é um agente quelante recomendado para a remoção do excesso de cobre em pacientes com doença de Wilson.

A partir de estudos in vitro que indicam que um átomo de cobre combina com duas moléculas de penicilamina.

A penicilamina também reduz a excreção de cistina na cistinúria excesso.

Isto é feito, pelo menos em parte, por dissulfureto entre penicilamina e cistina, resultando na formação de penicilamina - cisteína, substância que é muito mais solúvel do que a cistina e é excretado rapidamente.

Penicilamina interfere com a formação de ligações cruzadas entre moléculas de tropocolágeno e corta-los quando recém-formados.

O mecanismo de ação da penicilamina na artrite reumatóide é desconhecida, embora pareça suprimir a atividade da doença.

Ao contrário dos imunossupressores citotóxicos, a penicilamina reduz os IgM fator reumatóide, mas não produz depressão significativa nos níveis absolutos de imunoglobulinas séricas.

Também ao contrário dos imunossupressores citotóxicos que agem em ambos, a penicilamina deprime a atividade in vitro de células T, mas não a atividade de células-B.
Posologia Orientativa
Doença de Wilson Adultos: 2-7 comprimidos por dia a repartir por 2 ou 4 tomas
Crianças: até 20 mg/kg/dia a repartir por 2 ou 4 tomas

Intoxicações por metais pesados 20-40 mg/kg/dia a repartir por 4 tomas
Cistinúria Adultos: 2-7 comprimidos por dia a repartir em 2 a 4 tomas
Crianças: 30 mg/kg/dia
A dose óptima deve ser determinada através do controlo da excreção da cistina.


Se se verificarem efeitos secundários a posologia tem de ser adaptada segundo os casos.
Administração
Os comprimidos devem ser administrados por via oral com um pouco de água.

Os comprimidos são deglutidos com água no mínimo 1 hora antes ou depois de uma refeição ou da toma de outros medicamentos e, antes de deitar.
Contraindicações
Não utilizar simultaneamente com um tratamento com sais de ouro ou antimalárico.

Hipersensibilidade à penicilamina.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Reacções alérgicas, exantemas, urticária e febre.

Podem surgir, principalmente, nas primeiras semanas de tratamento e, em geral, podem ser tratados com anti-histamínicos ou corticosteróides.


Também se pode verificar antralgia ou linfoadenopatia.


Estas reacções podem normalmente ser evitadas por uma dosagem gradual do fármaco, iniciando-se esta com doses muito baixas.


Pode verificar-se alergia cruzada com a penicilina, em doentes alérgicos às penicilinas.


Pode verificar-se sintomas de intolerância ao nível do tubo digestivo, tais como: náuseas, vómitos, perda de apetite e diarreia.

Também podem ocorrer ulcerações na cavidade bucal.


As perturbações do paladar são reversíveis e podem ser prevenidas com a administração de sulfato de cobre, tomado separadamente.


Reacções hematológicas, tais como: depressão da medula óssea, nomeadamente, trombocitopénia, leucopénia ou agranulocitose, surgem por vezes.

Também já foram relatados casos de anemia hemolítica e aplástica.


Em todos os casos o tratamento deve ser interrompido.


A nefropatia surge, provavelmente, como uma reacção imunológica a um complexo penicilamina-proteína, que se traduz por albuminúria. É reversível.


Uma afecção renal pré-existente não é agravada.


Perturbações dermatológicas: fragilidade da pele com púrpura, formação de rugas principalmente localizadas nas zonas de flexão, na região escapular e anal.


Estas afecções cutâneas surgem, somente, com doses elevadas e após uso prolongado.


Neuropatia: foi assinalado um caso de nevrite óptica.


Outros: raramente.

Polimiosite, sintomas de miastenia grave, fibrose pulmonar e síndrome de Good Pasture.


A frequência e severidade dos efeitos secundários depende da posologia e da doença tratada.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Evitar; cutis laxa e outras malformações congénitas. Evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco. Trimestre: 1º, 2º e 3º
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:O produtor recomenda evitar a menos que o seu uso seja imperioso; não há informação útil.
Insuf. Renal
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Evitar, se possível; reduzir dose (nefrotóxico).
Precauções Gerais
É necessária particular prudência nos doentes que sofrem de insuficiência renal, devido ao risco acrescido de nefrotoxicidade e de discrasia sanguínea.

Durante os primeiros seis meses de tratamento é necessário seguir o doente todas as duas semanas e numa fase posterior todos os dois meses.

Devem efectuar-se os seguintes exames: exame da urina (proteinúria), diferenciação e contagem dos leucócitos, teor em hemoglobina e contagem directa dos trombócitos.

Uma diminuição dos leucócitos 3,5×109/litro ou das plaquetas sanguíneas 100×109/litro, exige a interrupção do tratamento.

Os doentes que sofrem de artrite reumatóide e que apresentam proteinúria moderada podem prosseguir o tratamento com Penicilamina desde que façam um controlo quantitativo da albumina todas as duas semanas.

Logo que a proteinúria ultrapasse um grama por 24 horas ou aumente progressivamente, a administração do fármaco deve ser interrompida ou a posologia diminuída.

Em caso de cistinúria é aconselhável proceder anualmente a um controlo radiográfico dos rins.

É aconselhável controlar a função hepática todos os seis meses.

O doente deve assinalar imediatamente qualquer problema pulmonar alérgico, febre, reacções cutâneas e exantemas.

Nestes casos o tratamento deve ser interrompido ou a posologia diminuída.
Cuidados com a Dieta
Tomar no mínimo 1 hora antes ou depois de uma refeição
Terapêutica Interrompida
Se se esquecer de tomar uma dose, deverá retomar a posologia normal, 1 hora antes ou depois da próxima refeição ou da toma de outros medicamentos ou antes de deitar.


Se se esquecer de tomar durante vários dias, prossiga o regime posológico habitual como descrito no ponto anterior.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Os comprimidos deve ser conservado a temperatura inferior a a 25ºC ao abrigo da luz.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cisplatina + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Fármacos quelantes como a penicilamina podem diminuir a eficácia da cisplatina.
Não recomendado/Evitar

Clozapina + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Supressores da Medula Óssea (ex: carbamazepina, cloranfenicol, sulfonamidas (ex: cotrimoxazol), analgésicos derivados da pirazolona (ex: fenilbutazona), penicilamina, agentes citotóxicos e injecções antipsicóticos depot de longa-duração: Interagem para aumentar o risco e/ou gravidade da supressão da medula óssea. A clozapina não deve ser utilizada concomitantemente com outros agentes que tenham um potencial para suprimir a função da medula óssea bem conhecido.
Sem significado Clínico

Zinco + Penicilamina

Observações: n.d.
Interações: Outros agentes anti-cobre Foram realizados estudos farmacodinâmicos em doentes com doença de Wilson utilizando uma conjugação de zinco (50 mg três vezes ao dia) com ácido ascórbico (1 g uma vez ao dia), penicilamina (250 mg quatro vezes ao dia) e trientina (250 mg quatro vezes ao dia). Os estudos não demonstraram qualquer efeito global significativo no equilíbrio do cobre apesar de ter sido detectada uma ligeira interacção do zinco com os agentes quelantes (penicilamina e trientina) com uma excreção de cobre diminuída pela via fecal, mas aumentada pela via urinária em comparação com uma monoterapia com zinco. Este facto é provavelmente devido a algum grau de complexação do zinco pelo agente quelante, com a consequente redução do efeito de ambas as substâncias activas. Na transição de um doente em tratamento com agentes quelantes para uma terapêutica de manutenção com zinco, o tratamento com agentes quelantes deve ser mantido e co-administrado durante 2 a 3 semanas uma vez que este é o tempo que o tratamento com zinco demora a produzir uma indução máxima da metalotioneína e um bloqueamento completo da absorção do cobre. Entre a administração do tratamento com o agente quelante e o zinco deve decorrer pelo menos 1 hora.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido fólico + Ferro + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: O ferro também diminui o efeito cuprurético da penicilamina, provavelmente por levar à diminuição da sua absorção. Portanto deve decorrer um intervalo de 2 horas entre a ingestão da penicilamina e do ferro.
Usar com precaução

Cobamamida + Cocarboxilase + Piridoxina + Riboflavina + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Outros medicamentos que interferem com a piridoxina: Isoniazida, cicloserina, etionamida, penicilamina e Imunossupressores.
Usar com precaução

Vitaminas + Sais minerais e outras associações + Penicilamina

Observações: Não foram realizados estudos de interação.
Interações: Foram descritas potenciais interações com os seguintes medicamentos: levodopa, penicilamina e digitálicos. Ao tomar concomitantemente estes medicamentos, as tomas devem ser intervaladas em duas horas para evitar qualquer potencial interação.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Sulfato ferroso + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: O ferro pode diminuir a absorção gastrointestinal das penicilaminas. Portanto, quando ambos os fármacos forem receitados, a administração deverá ser espaçada pelo menos duas horas.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Penicilamina + Piridoxina (Vitamina B6)

Observações: O prurido e o exantema prematuro podem frequentemente ser prevenidos pela administração concomitante de anti-histamínicos. Em caso de alteração do paladar deve ser administrado diariamente 5 mg de sulfato de cobre solução a 0,1% em toma alternada com a de Penicilamina. Em caso de artrite reumatóide a reacção terapêutica pode demorar alguns meses; o tratamento pré-existente com analgésicos, anti-inflamatórios ou corticosteróides deve ser prosseguido e, em seguida, gradualmente diminuído.
Interações: A penicilamina aumenta a necessidade de piridoxina, deve haver, portanto, um aporte de 25 mg por dia de piridoxina durante o tratamento.
Contraindicado

Penicilamina + Antimaláricos (antipalúdicos)

Observações: O prurido e o exantema prematuro podem frequentemente ser prevenidos pela administração concomitante de anti-histamínicos. Em caso de alteração do paladar deve ser administrado diariamente 5 mg de sulfato de cobre solução a 0,1% em toma alternada com a de Penicilamina. Em caso de artrite reumatóide a reacção terapêutica pode demorar alguns meses; o tratamento pré-existente com analgésicos, anti-inflamatórios ou corticosteróides deve ser prosseguido e, em seguida, gradualmente diminuído.
Interações: Penicilamina não pode ser utilizado por doentes que simultaneamente estejam a ser tratados com sais de ouro, antimalários ou citotóxicos, uma vez que podem ocorrer graves problemas hematológicos e renais. É necessário o intervalo de mais de 6 meses entre os dois tipos de fármacos.
Contraindicado

Penicilamina + Citotóxicos

Observações: O prurido e o exantema prematuro podem frequentemente ser prevenidos pela administração concomitante de anti-histamínicos. Em caso de alteração do paladar deve ser administrado diariamente 5 mg de sulfato de cobre solução a 0,1% em toma alternada com a de Penicilamina. Em caso de artrite reumatóide a reacção terapêutica pode demorar alguns meses; o tratamento pré-existente com analgésicos, anti-inflamatórios ou corticosteróides deve ser prosseguido e, em seguida, gradualmente diminuído.
Interações: Penicilamina não pode ser utilizado por doentes que simultaneamente estejam a ser tratados com sais de ouro, antimalários ou citotóxicos, uma vez que podem ocorrer graves problemas hematológicos e renais. É necessário o intervalo de mais de 6 meses entre os dois tipos de fármacos.
Contraindicado

Penicilamina + Ouro

Observações: O prurido e o exantema prematuro podem frequentemente ser prevenidos pela administração concomitante de anti-histamínicos. Em caso de alteração do paladar deve ser administrado diariamente 5 mg de sulfato de cobre solução a 0,1% em toma alternada com a de Penicilamina. Em caso de artrite reumatóide a reacção terapêutica pode demorar alguns meses; o tratamento pré-existente com analgésicos, anti-inflamatórios ou corticosteróides deve ser prosseguido e, em seguida, gradualmente diminuído.
Interações: Penicilamina não pode ser utilizado por doentes que simultaneamente estejam a ser tratados com sais de ouro, antimalários ou citotóxicos, uma vez que podem ocorrer graves problemas hematológicos e renais. É necessário o intervalo de mais de 6 meses entre os dois tipos de fármacos.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ferrimanitol-ovoalbumina + Penicilamina

Observações: Ferrimanitol ovoalbumina não deve ser administrado em simultâneo com leite e com os seus derivados.
Interações: Pode verificar-se uma diminuição mútua na absorção oral após administração concomitante de tetraciclinas e penicilaminas com preparações de ferro. A toma deste medicamento será após, pelo menos, duas horas, após a administração de Ferrimanitol ovoalbumina.
Usar com precaução

Cloreto de mivacúrio + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Determinados fármacos podem raramente agravar ou revelar situações de miastenia gravis latente, ou mesmo induzir um síndrome miasténico com aumento da sensibilidade ao Cloreto de mivacúrio. Estes fármacos incluem antibióticos vários, bloqueadores beta (propranolol, oxprenolol), fármacos antiarrítmicos (procainamida, quinidina), fármacos antirreumáticos (cloroquina, D- penicilamina), trimetofano, clorpromazina, esteroides, fenitoína e lítio.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ferritina + Penicilamina

Observações: A absorção do ferro é inibida pela ingestão de ovos ou leite. Café ou chá consumidos durante uma refeição ou uma hora após uma refeição podem inibir significativamente a absorção do ferro. Não foi determinado o seu significado clínico.
Interações: O ferro pode diminuir a absorção gastrointestinal das penicilaminas. Portanto, quando ambos os fármacos forem receitados, a administração deverá ser espaçada pelo menos duas horas.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cianocobalamina + Piridoxina + Tiamina + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Os antagonistas da piridozina, como por exemplo, a isoniazida (INH), a cicloserina, a penicilamina e a hidralazina podem reduzir a eficácia da vitamina B6 (piridoxina).
Não recomendado/Evitar

Sulfato ferroso + Glicina + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: A associação deve ser evitada. As seguintes associações podem requerer o ajuste da dose: O ferro inibe a absorção de muitos medicamentos por quelação. O intervalo entre a administração do Sulfato ferroso / Glicina e dos medicamentos abaixo mencionados deve ser o mais alargado possível. Penicilamina: A absorção de penicilamina é reduzida, uma vez que pode formar quelatos com o ferro. A penicilamina deve ser administrada pelo menos 2 h antes do Sulfato ferroso / Glicina.
Usar com precaução

Ferro + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: O ferro pode diminuir a absorção gastrointestinal das penicilaminas. Portanto, quando ambos os fármacos forem receitados, a administração deverá ser espaçada pelo menos duas horas.
Usar com precaução

Besilato de atracúrio + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Raramente, certos fármacos podem agravar ou expor a miastenia gravis latente ou mesmo induzir um síndrome miasténico. O aumento da sensibilidade ao Besilato de Atracúrio pode ser uma consequência deste desenvolvimento. Estes fármacos incluem vários antibióticos, beta-bloqueadores (propranolol, oxprenolol), fármacos antiarrítmicos (procaínamida, quinidina), fármacos antirreumáticos (cloroquina, D-penicilamina), trimetafano, clorpromazina, esteróides, fenitoína e lítio.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Digoxina + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: As concentrações séricas da digoxina podem ser REDUZIDAS com administração concomitante dos seguintes fármacos: antiácidos, alguns laxantes expansores do volume, caolino-pectina, acarbose, neomicina, penicilamina, rifampicina, alguns citostáticos, metoclopramida, sulfasalazina, adrenalina, salbutamol, colestiramina e fenitoína.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Gluconato férrico e sódico + Penicilamina

Observações: A absorção do ferro é inibida pela ingestão de ovos ou leite. Café ou chá consumidos durante uma refeição ou uma hora após uma refeição podem inibir significativamente a absorção do ferro. Não foi determinado o seu significado clínico.
Interações: O ferro pode diminuir a absorção gastrointestinal das penicilaminas. Portanto, quando ambos os fármacos forem receitados, a administração deverá ser espaçada pelo menos duas horas.
Usar com precaução

Hidróxido de alumínio + Hidróxido de magnésio + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Os antiácidos contendo alumínio podem impedir a absorção adequada de outros medicamentos: antagonistas H-2, atenolol, bifosfonatos, cloroquina, cetoconazol, ciclinas, diflunisal, digoxina, etambutol, fluoroquinolonas, fluoreto de sódio, glucocorticóides, indometacina, isoniazida, lincosamidas, metoprolol, neurolépticos, fenotiazinas, penicilamina, propranolol, sais de ferro. Recomenda-se alternar a administração destes medicamentos e do Hidróxido de alumínio/Hidróxido de magnésio com pelo menos 2 horas de intervalo (4 horas para as fluoroquinolonas) a fim de minimizar a ocorrência de interações indesejáveis. Os sais de citrato e o ácido ascórbico poderão aumentar a absorção de alumínio.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Hidróxido de alumínio + Hidróxido de magnésio + Carbonato de magnésio + Simeticone + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Os antiácidos que associam alumínio e magnésio, podem diminuir a biodisponibilidade da penicilamina.
Não recomendado/Evitar

Proteínosuccinilato de ferro + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Os derivados de ferro podem diminuir a absorção das Tetraciclinas, devendo evitar-se a sua administração concomitante, também com medicamentos contendo, metildopa, quinolonas, penicilamina e agentes tiroideus.
Sem efeito descrito

Diclofenac + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Em pequenos grupos de doentes, a administração concomitante de azatioprina, aminopirina, queratinato de ouro, cloroquina, D-penicilamina, prednisolona, doxiciclina, sulfassalazina, cefadroxil ou digitoxina, não afetam a Cmax ou a AUC do diclofenac.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Piridoxina (Vitamina B6) + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Os seguintes medicamentos podem interferir e reduzir os níveis de cloridrato de piridoxina (vitamina B6): - Cicloserina - Hidralazinas - Isoniazida - Desoxipiridoxina - D-penicilamina - Contracetivos orais - Álcool
Usar com precaução

Besilato de cisatracúrio + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Raramente, alguns fármacos poderão agravar ou expor miastenia grave latente ou mesmo induzir a síndrome miasténica; uma sensibilidade aumentada a bloqueadores neuromusculares não despolarizantes seria uma consequência de tal desenvolvimento. Estes fármacos incluem vários antibióticos, bloqueadores beta (propranolol, oxprenolol), antiarrítmicos (procainamida, quinidina), fármacos antirreumatismais (cloroquina, D- penicilamina), trimetafano, clorpromazina, esteroides, fenitoína e lítio.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Doxilamina + Piridoxina + Penicilamina

Observações: Não foram efetuados estudos de interação com Doxilamina + Piridoxina.
Interações: Conhecem-se interações entre a piridoxina e os seguintes medicamentos: - Alguns medicamentos como a hidroxizina, a isoniazida ou a penicilamina podem interferir com a piridoxina e aumentar as necessidades de vitamina B6.
Usar com precaução

Hidróxido de alumínio + Hidróxido de magnésio + Simeticone + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Os antiácidos contendo alumínio podem impedir a absorção adequada de outros medicamentos tais como antagonistas H2, atenolol, cefedinir, cefpodoxima, bifosfonatos, cloroquina, cetoconazol, ciclinas, diflunisal, digoxina, etambutol, fluoroquinolonas, fluoreto de sódio, glucocorticoides, indometacina, isoniazida, polistireno sulfonato de sódio (kayexalate), levotiroxina, lincosamidas, metoprolol, neurolépticos, fenotiazinas, penicilamina, propranolol, rosuvastatina, sais de ferro. Recomenda-se alternar a administração destes medicamentos e do antiácido com pelo menos 2 horas de intervalo (4 horas para as fluoroquinolonas) a fim de minimizar a ocorrência de interações indesejáveis.
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Acetato de cálcio + Carbonato de magnésio + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: A absorção gastrointestinal de penicilamida pode ser diminuída, reduzindo possivelmente os seus efeitos farmacológicos.
Usar com precaução

Acetato de zinco + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Outros agentes anti-cobre: Foram realizados estudos farmacodinâmicos em doentes com doença de Wilson utilizando uma conjugação de Acetato de zinco (50mg três vezes ao dia) com ácido ascórbico (1g uma vez ao dia), penicilamina (250mg quatro vezes ao dia) e trientina (250mg quatro vezes ao dia). Os estudos não demonstraram qualquer efeito global significativo no equilíbrio do cobre apesar de ter sido detectada uma ligeira interacção do zinco com os agentes quelantes (penicilamina e trientina) com uma excreção de cobre diminuída pela via fecal, mas aumentada pela via urinária em comparação com uma monoterapia com zinco. Este facto é provavelmente devido a algum grau de complexação do zinco pelo agente quelante, com a consequente redução do efeito de ambas as substâncias activas. Na transição de um doente em tratamento com agentes quelantes para uma terapêutica de manutenção com este medicamento, o tratamento com agentes quelantes deve ser mantido e co-administrado durante 2 a 3 semanas uma vez que este é o tempo que o tratamento com zinco demora a produzir uma indução máxima da metalotioneína e um bloqueamento completo da absorção do cobre. Entre a administração do tratamento com o agente quelante e este medicamento deve decorrer pelo menos 1hora.
Usar com precaução

Ácido cítrico + Óxido de magnésio + Picossulfato de sódio + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Os antibióticos do tipo das tetraciclinas e das fluorquinolonas e a penicilamina devem ser tomados pelo menos 2 horas antes e não menos de 6 horas depois da administração deste medicamento para evitar a quelação com o magnésio.
Usar com precaução

Alginato de sódio + Bicarbonato de sódio + Carbonato de cálcio + Penicilamina

Observações: N.D.
Interações: Devido à presença de carbonato de cálcio que actua como um antiácido, deve ser efectuado um intervalo de 2 horas entre a toma deste medicamento e a administração de outros medicamentos, especialmente anti-histamínicos H2, tetraciclinas, digoxina, fluoroquinolona, sal de ferro, cetoconazol, neurolépticos, tiroxina, penicilamina, bloqueadores beta (atenolol, metoprolol, propranolol), glucocorticóides, cloroquina e bifosfonatos.
Usar com precaução

Óxido de magnésio + Penicilamina

Observações: n.d.
Interações: Outros medicamentos que podem afetar o óxido de magnésio - antibiótico; - diurético; - penicilamina; - varfarina medicamentos para tratar a osteoporose ou doença de Paget - alendronato, ibandronato, risedronato
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações da Penicilamina
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Existe um risco para o feto quando a grávida é submetida a doses elevadas de penicilamina.

Excepcionalmente, observaram-se modificações no tecido conjuntivo.

Com excepção dos casos da Doença de Wilson e nalguns casos difíceis de cistinúria, a administração de penicilamina deve ser suspensa neste período.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 31 de Outubro de 2019