Paroxetina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica) DCI/Medicamento Psicofármaco
O que é
Paroxetina ou cloridrato de paroxetina é um antidepressivo inibidor seletivo da recaptação da serotonina (ISRS).

Além dos transtornos depressivos a paroxetina tem sido empregada nos distúrbios em que, supostamente, há uma influência serotonérgica como no transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno do pânico.

Também pode ser empregada no Transtorno de Ansiedade Social, Transtorno de stress pós-traumático, Transtorno de ansiedade generalizada e sintomas vasomotores relacionados com a síndrome climatérica em mulheres.

A potência antidepressiva da paroxetina é equivalente ao dos antidepressivos tricíclicos com a vantagem de produzir menos efeitos colaterais, equivalendo-se também às demais medicações do mesmo grupo como a sertralina, a fluoxetina e a fluvoxamina.

É associada a ganho de peso e descontinuação brusca do tratamento pode causar síndrome de retirada da paroxetina.

É o único ISRS associado a riscos de má formação fetal.

Estudos continuados de um ano sugerem que há um efeito preventivo de recaída da depressão proporcionado pela paroxetina.

Nos idosos a paroxetina apresentou o mesmo desempenho das medicações equivalentes.

No pânico mostrou-se tão potente quanto a clomipramina.

No intervalo de um ano (tempo de duração do estudo em questão) a paroxetina não perdeu a eficácia como antidepressivo.

Outros transtornos em que tem se verificado a eficácia da paroxetina são a fobia social, tensão pré-menstrual e dor de cabeça crónica.

Com a paroxetina há menos desistências do tratamento por causa dos efeitos colaterais quando comparado aos antidepressivos tricíclicos.
Usos comuns
A paroxetina é usada para tratar a depressão, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de pânico, transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno de ansiedade social (também conhecida como fobia social) e transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) e transtorno de stress pós-traumático (PTSD).

Paroxetina é usada apenas para o tratamento de afrontamentos causados ​​pela menopausa moderados a graves.

Paroxetina pertence a um grupo de medicamentos conhecidos como inibidores da recaptação da serotonina (SSRIs).

Estes medicamentos são pensados ​​para trabalhar, aumentando a atividade da substância química chamada serotonina no cérebro.

Paroxetina está disponível apenas com prescrição médica.
Tipo
pequena molécula
História
Sem informação.
Indicações
Depressão, doença obsessiva-compulsiva; ansiedade generalizada, perturbações de pânico.
Classificação CFT
02.09.03     Antidepressores
Mecanismo De Ação
A paroxetina é um inibidor potente e altamente seletivo da recaptação da serotonina neuronal.

Paroxetina provavelmente inibe a recaptação de serotonina na membrana neuronal, aumenta a neurotransmissão serotonérgica, reduzindo o volume de negócios do neurotransmissor, por isso, prolonga a sua atividade nos recetores sinápticos e potencia 5-HT no SNC; paroxetina é mais potente do que a sertralina e a fluoxetina na capacidade de inibir a recaptação de 5-HT.

Em comparação com os antidepressivos tricíclicos, SSRIs ter diminuído dramaticamente a ligação à histamina, acetilcolina e recetores de norepinefrina.

O mecanismo de ação para o tratamento de sintomas vasomotores é desconhecida.
Posologia Orientativa
Na depressão: A dose inicial é de 20 mg/dia mas pode ser aumentada lentamente até 50 mg.

Na doença obsessiva-compulsiva: A dose inicial também é de 20 mg; pode atingir 60 mg. No idoso a dose máxima é de 40 mg.

Na perturbação do pânico: A dose inicial é de 10 mg podendo atingir os 50 mg.
Administração
Via oral. Pode ser administrado com ou sem alimentos. Administrá-la em dose única, à noite; se causar insónias, usar pela manhã.
Contraindicações
Evitar a interrupção abrupta do tratamento. Na fase inicial do tratamento de perturbação do pânico pode haver um agravamento da sintomatologia. Não está recomendado nas crianças.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Semelhantes à da fluoxetina. Os efeitos extrapiramidais, particularmente a discinésia oromandibular, são mais frequentes com este ISRS do que com qualquer outro.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Dificuldade respiratória, hipoglicemia, icterícia, síndroma de supressão neonatal. Ver Antidepressores inibidores da recaptação da serotonina. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento:Presente no leite em quantidades muito pequenas para ser perigoso.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Ver Antidepressores.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Dose inicial – 10 mg/dia (12,5 mg/dia para as preparações de libertação controlada); dose máxima – 40 mg/dia (50 mg/dia para as preparações de libertação controlada).
Conducao
Conducao:Pode alterar a capacidade de condução.
Precauções Gerais
É importante que o seu médico acompanhar o progresso do tratamento em visitas regulares para permitir mudanças na sua dose e ajudar a reduzir os efeitos colaterais.

Usar paroxetina durante a gravidez pode prejudicar o feto.
Utilize uma forma eficaz de controle de natalidade para não ficar grávida.
Se suspeitar que engravidou durante o uso do medicamento, informe o seu médico imediatamente.

Não tome paroxetina com uma monoamina oxidase ( MAO) (por exemplo, isocarboxazid, fenelzina, selegilina, tranilcipromina).
Não começar a tomar paroxetina durante 2 semanas depois de parar um inibidor da MAO e esperar duas semanas após a interrupção paroxetina antes de começar a tomar um inibidor da MAO.

Se tomou os dois medicamentos em conjunto ou não esperou 2 semanas, pode desenvolver confusão, agitação, inquietação, sintomas estomacais ou intestinais, uma alta temperatura corporal repentina, uma pressão arterial extremamente alta ou convulsões graves.

Não tomar pimozida ou tioridazina enquanto estiver a tomar paroxetina. Usar esses medicamentos juntos pode causar problemas cardíacos graves.

A paroxetina pode causar uma doença grave chamada síndrome de serotonina, se tomada em conjunto com alguns medicamentos.
Não use paroxetina com buspirona, fentanil, linezolida, lítio, injeção de azul de metileno, triptofano, erva de São João, medicamentos para enxaqueca ou outra dor (por exemplo, rizatriptano, sumatriptano, tramadol, Frova®, Imitrex®, Maxalt®, Relpax®, Ultram®, Zomig®).
Fale com seu médico antes de tomar outros medicamentos com paroxetina.

A paroxetina pode diminuir a quantidade de esperma nos homens afetando a sua capacidade de ter filhos. Se pretende ter filhos, fale com o seu médico antes de usar paroxetina.

A paroxetina pode causar alguns adolescentes e jovens adultos agitação, irritação ou apresentar outros comportamentos anormais. Também pode causar, em algumas pessoas, pensamentos e tendências suicidas ou tornar-se mais deprimido.

Algumas pessoas podem ter dificuldades para dormir, ficarem chateados com facilidade, ter um grande aumento de energia ou começar a agir imprudentemente. Se perceber algum destes efeitos indesejáveis​​, informe o seu médico imediatamente.

Informe o médico se tem, ou alguém da sua família, transtorno bipolar (maníaco-depressivo) ou tentou cometer suicídio.

Não parar de tomar paroxetina de repente sem falar primeiro com o seu médico. O seu médico pode querer reduzir gradualmente a quantidade que está a usar antes de parar completamente.
Isto irá diminuir a hipótese de ter sintomas de abstinência, como agitação, problemas de respiração, dor torácica, confusão, diarreia, tonturas ou vertigens, batimento cardíaco rápido, dor de cabeça, aumento da transpiração, dor muscular, náuseas, agitação, coriza, dificuldade em dormir, tremor ou agitação, cansaço invulgar ou fraqueza, alterações na visão ou vómitos.

Fale com o seu médico imediatamente se desenvolver os seguintes sintomas durante as primeiras semanas de tratamento com paroxetina: a incapacidade de sentar-se quieto, a necessidade de se manter em movimento, ou inquietação.

O uso do álcool não é recomendado em doentes que estão a tomar paroxetina.

A paroxetina pode causar algumas pessoas sonolência ou ter visão turva.
Certifique-se de como reage a paroxetina antes de conduzir, utilizar máquinas ou fazer qualquer outra coisa que possa ser perigoso caso não esteja em estado de alerta ou não tenha uma visão nítida.

A hiponatremia (baixo teor de sódio no sangue) pode ocorrer com paroxetina.
Fale com o seu médico imediatamente se tiver confusão, dificuldade de concentração, dores de cabeça, problemas de memória, fraqueza e instabilidade.

Paroxetina pode aumentar o risco de problemas de sangramento.
Fale com o seu médico se também estiver a tomar outros anticoagulantes, como a aspirina, agentes anti-inflamatórios não-esteróides, também chamado de AINEs (por exemplo, diclofenac, ibuprofeno, naproxeno, Advil®, Aleve®, Celebrex®, Voltaren®), ou varfarina (Coumadin®, Jantoven®).

A paroxetina pode aumentar o risco de fraturas ósseas. Informe o seu médico se tem dor óssea inexplicável, sensibilidade, inchaço ou hematomas.
Além disso, pergunte ao seu médico sobre maneiras de manter seus ossos fortes para ajudar a prevenir fraturas.

Não tome outros medicamentos que não tenham sido discutidas com o seu médico.
Isso inclui medicamentos de venda livre e medicamentos à base de plantas (por exemplo, erva de São João) ou suplementos vitamínicos.
Cuidados com a Dieta
Tome, independentemente das refeições. Evite o álcool.
Terapêutica Interrompida
Se falhar uma dose de paroxetina, tome-a assim que possível. No entanto, se estiver quase na hora da sua próxima dose, ignore a dose esquecida e volte ao seu esquema posológico regular. Não duplique doses.
Cuidados no Armazenamento
Guarde o medicamento num recipiente fechado à temperatura ambiente, longe do calor, humidade e luz direta. Evite congelamento.

Manter fora do alcance das crianças.
Não guarde medicamentos desatualizados ou medicamento não mais necessários.

Pergunte ao seu profissional de saúde como deve dispor de qualquer medicamento que não use.

Armazenar os comprimidos de cloridrato de paroxetina IR, suspensão oral e comprimidos CR igual ou inferior a 25°C.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clozapina + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de fármacos que se sabe inibirem a actividade de algumas isoenzimas do citocromo P450 pode aumentar os níveis de clozapina e a dose de clozapina pode ter de ser reduzida para evitar efeitos indesejáveis. Isto é mais importante para os inibidores do CYP1A2 tais como a cafeína e inibidores selectivos da recaptação de serotonina, fluvoxamina e paroxetina (mais controverso).

Ritonavir + Paroxetina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do Ritonavir nos Medicamentos Não Antirretrovirais Coadministrados: Antidepressivos: Amitriptilina, fluoxetina, imipramina, nortriptilina, paroxetina, sertralina: É possível que ritonavir administrado como medicamento antirretroviraliniba a CYP2D6, pelo que se prevê que aumente as concentrações de desipramina, imipramina, amitriptilina, nortriptilina, fluoxetina, paroxetina ou sertralina. Recomenda-se monitorização cuidadosa dos efeitos terapêuticos e efeitos adversos quando estes medicamentos são administrados concomitantemente com doses antirretroviraisde ritonavir.

Hipericão + Paroxetina

Observações: Além disto, os pacientes devem estar informados que interacções com outros medicamentos não podem ser excluídas e devem ser tidas em consideração durante a toma de Hipericão.
Interações: Devido ao possível risco de efeitos indesejáveis do tipo síndrome serotoninérgico (interacções farmacodinâmicas), o uso de Hipericão não é aconselhado em associação com: - Os psicotrópicos, em particular os medicamentos serotoninérgicos, IERS (inibidores específicos da recaptação da serotonina), citalopram, fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina e sertralina e os antidepressivos tricíclicos. - Os triptanos (sumatriptano, naratriptano, rizatriptano e zolmitriptano).

Triazolam + Paroxetina

Observações: Podem ocorrer interações farmacocinéticas quando o triazolam é administrado com fármacos que interferem com o seu metabolismo. Compostos inibidores de determinadas enzimas hepáticas (particularmente o citocromo P4503A4) podem aumentar a concentração de triazolam e provocar um aumento da sua atividade. Dados de estudos clínicos com triazolam, estudos in vitro com triazolam e estudos clínicos com fármacos metabolizados de modo semelhante ao triazolam fornecem provas de vários graus de interação e várias interações possíveis entre o triazolam e outros fármacos.
Interações: Recomenda-se precaução quando o triazolam é coadministrado com a isoniazida, fluvoxamina, sertralina, paroxetina, diltiazem e verapamilo.

Pimozida + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Num estudo in vivo, a coadministração de pimozida (uma única dose de 2 mg) e paroxetina (60 mg diariamente) foi associada a um aumento significativo de 151% na AUC e 62% na Cmax de pimozida. Está contraindicada a utilização concomitante de pimozida com inibidores da recaptação de serotonina, tal como, sertralina, paroxetina, citalopram e escitalopram.

Lasofoxifeno + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Com base na ausência de efeitos clinicamente relevantes da colestiramina (resina permutadora de aniões), fluconazol (inibidor do CYP2C9), cetoconazol (inibidor do CYP3A4/5) e paroxetina (inibidor do CYP2D6) na farmacocinética do lasofoxifeno, é pouco provável que outras resinas permutadoras de aniões e outros inibidores destas isoformas do citocromo P450 produzam alterações clinicamente significativas na exposição de Lasofoxifeno, não sendo necessário ajuste de dose. Paroxetina: Este forte inibidor do CYP2D6 aumenta em 35% a exposição sistémica de lasofoxifeno, o que não é considerado ser clinicamente significativo.

Brexpiprazol + Paroxetina

Observações: O brexpiprazol é metabolizado predominantemente pelo CYP3A4 e CYP2D6.
Interações: Potencial de outros medicamentos para afetar o brexpiprazol Inibidores do CYP2D6 A coadministração de uma dose única oral de 2 mg de brexpiprazol com quinidina (324 mg/dia durante 7 dias), um inibidor forte do CYP2D6, aumentou a AUC da brexpiprazol em 94% e não alterou a Cmax. Com base em resultados de estudos de interação, recomenda-se o ajuste da dose de brexpiprazol para metade quando administrado concomitantemente com inibidores fortes do CYP2D6 fortes (quinidina, paroxetina e fluoxetina). Com base em estimativas a partir da análise farmacocinética da população, espera-se que os metabolizadores extensivos CYP2D6 a receber inibidores do CYP3A4 e do CYP2D6, ou os metabolizadores lentos CYP2D6 a receber inibidores fortes do CYP3A4, apresentem um aumento de cerca de 4-5 vezes nas concentrações de brexpiprazol e recomenda-se que haja um ajuste posológico para um quarto da dose para estes doentes.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os ISRS’s que são inibidores de CYP2D6, tais como a fluoxetina, paroxetina ou sertralina e de outros incluindo o CYP1A2 e CYP2C19 (por exemplo, fluvoxamina) também podem aumentar as concentrações plasmáticas de clomipramina, com os efeitos adversos correspondentes. Os níveis séricos de clomipramina no estado estacionário aumentaram em 4 vezes com a co-administração de fluvoxamina (a N-desmetilclomipramina aumentou 2 vezes).

Dextrometorfano + Quinidina + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: As interações medicamentosas com a desipramina e a paroxetina foram estudadas em ensaios clínicos controlados com uma associação de doses mais altas de dextrometorfano/quinidina (dextrometorfano 23 mg/quinidina 26 mg) do que as existentes neste medicamento. Os resultados do estudo são descritos abaixo. Nenhuma outra interação medicamentosa com substratos da CYP2D6 foi investigada de forma sistemática. Paroxetina (inibidor e substrato da CYP2D6): A paroxetina, um inibidor seletivo de recaptação da serotonina (ISRS), é metabolizada principalmente pela CYP2D6, sendo igualmente um inibidor potente da CYP2D6. Num estudo sobre a interação medicamentosa, adicionou-se uma dose de associação mais alta de dextrometorfano/quinidina (dextrometorfano 23mg/quinidina 26mg) à paroxetina em estado estacionário. A exposição à paroxetina (AUC0-24) aumentou 1,7 vezes e a Cmax aumentou 1,5 vezes. No caso da prescrição concomitante do dextrometorfano/quinidina e da paroxetina, a dose inicial da paroxetina deve ser reduzida. A dose da paroxetina pode, então, ser ajustada com base na resposta clínica. Contudo, não se recomenda uma dosagem superior a 35mg/dia.

Mirtazapina + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os estudos de interação não indicaram qualquer efeito farmacocinético relevante na administração concomitante de mirtazapina com paroxetina, amitriptilina, risperidona e lítio.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Nebivolol + Paroxetina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacocinéticas: Uma vez que o metabolismo do nebivolol envolve a isoenzima CYP2D6, a coadministração de substâncias inibidoras desta enzima, nomeadamente a paroxetina, fluoxetina, tioridazina e quinidina podem levar a um aumento dos níveis plasmáticos de nebivolol associado a um risco acrescido de bradicardia excessiva e de efeitos adversos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Maprotilina + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Os inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS) que são inibidores da CYP2D6, tais como a fluoxetina, fluvoxamina (também um inibidor da CYP3A4, CYP2C19, CYP2C9 e CYP1A2) paroxetina, sertralina ou citalopram, pode resultar em níveis plasmáticos aumentados de maprotilina, com os correspondentes efeitos adversos. Dada a semi-vida prolongada da fluoxetina e fluvoxamina, este efeito poderá ser prolongado. Pode, assim, ser necessário proceder a ajustes posológicos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Propafenona + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Quando o cloridrato de propafenona é administrado concomitantemente com ISRSs, tais como fluoxetina e paroxetina, podem ocorrer níveis plasmáticos elevados de propafenona. A administração concomitante de cloridrato de propafenona e fluoxetina em metabolizadores extensos, aumentam a Cmax e AUC de 39 e 50% da propafenona S e a Cmax e AUC de 71 e 50% da propafenona R. Doses baixas de propafenona podem ser suficientes para alcançar a resposta terapêutica desejada.

Frovatriptano + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: TOMAR PRECAUÇÕES NO USO CONCOMITANTE DE: Inibidores selectivos da recaptação da serotonina (citalopram, fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina, sertralina). Risco potencial de hipertensão, de vasoconstrição coronária ou de síndrome serotoninérgica. A adesão rigorosa à dose recomendada é um factor essencial para a prevenção destes efeitos.

Mequitazina + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Associações não recomendadas: Como o Mequitazina é, principalmente, metabolizado pelo CYP2D6, a utilização concomitante de medicamentos conhecidos como inibidores potentes deste enzima, tais como paroxetina, fluoxetina, duloxetina ou bupropiona, não está recomendada.

Atomoxetina + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores do CYP2D6, (ISRSs (p.e. fluoxetina, paroxetina), quinidina, terbinafina): Em doentes a tomar estes medicamentos, a exposição à atomoxetina pode ser aumentada 6 a 8 vezes e a Css máxima 3 a 4 vezes mais elevada, pois este medicamento é metabolizado pela via do CYP2D6. Uma titulação mais lenta e uma dosagem final mais baixa de atomoxetina pode ser necessária em doentes que já estejam a tomar fármacos inibidores do CYP2D6. Se um inibidor do CYP2D6 for prescrito ou interrompido após ter sido efetuada a titulação para a dose adequada de atomoxetina, a resposta clínica e a tolerabilidade devem ser reavaliadas para esse doente a fim de determinar se é necessário um ajuste da dose. Em doentes que sejam fracos metabolizadores do CYP2D6, aconselha-se precaução quando se combinar atomoxetina com inibidores potentes das enzimas do citocromio P450 que não as do CYP2D6, dado que se desconhece o risco de aumentos clínicos significativos da exposição à atomoxetina in vivo.

Darunavir + Cobicistate + Paroxetina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interação com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS: Paroxetina, Sertralina, Trazodona: Tendo por base considerações teóricas, é expectável que Darunavir / Cobicistate aumente as concentrações plasmáticas destes antidepressivos. (inibição do CYP2D6 e/ou CYP3A) No entanto, dados prévios de darunavir potenciado com ritonavir mostram uma diminuição das concentrações plasmáticas destes antidepressivos (mecanismo desconhecido); este último pode ser específico de ritonavir. Recomenda-se monitorização clínica e pode ser necessário ajuste de dose do antidepressivo caso estes antidepressivos sejam utilizados com Darunavir / Cobicistate.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Galantamina + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Outros medicamentos que afetam o metabolismo da galantamina: Estudos de interação com fármacos mostraram um aumento na biodisponibilidade da galantamina de cerca de 40% durante a coadministração de paroxetina (um potente inibidor do CYP2D6) e de 30% e 12% durante o cotratamento com cetoconazol e eritromicina (ambos inibidores do CYP3A4). Portanto, durante o início do tratamento com inibidores potentes do CYP2D6 (p.ex.: quinidina, paroxetina ou fluoxetina) ou do CYP3A4 (p.ex.: cetoconazol ou ritonavir), os doentes podem apresentar um aumento na incidência de reações adversas colinérgicas, predominantemente, náuseas e vómitos. Nestas circunstâncias, com base na tolerabilidade, pode considerar-se uma redução na dose de manutenção da galantamina.

Paroxetina + Medicamentos serotoninérgicos

Observações: n.d.
Interações: Fármacos serotoninérgicos: Tal como com outros ISRS, a administração concomitante com fármacos serotoninérgicos (incluindo IMAOs, L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, lítio e preparações de Erva de São João – Hypericum perfuratum) pode levar à incidência de efeitos associados à 5-hidroxitriptamina (síndrome serotoninérgico). Quando estes fármacos são utilizados em combinação com paroxetina deverão ser tomadas precauções, sendo requerida uma monitorização clínica rigorosa.

Paroxetina + Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO)

Observações: n.d.
Interações: Fármacos serotoninérgicos: Tal como com outros ISRS, a administração concomitante com fármacos serotoninérgicos (incluindo IMAOs, L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, lítio e preparações de Erva de São João – Hypericum perfuratum) pode levar à incidência de efeitos associados à 5-hidroxitriptamina (síndrome serotoninérgico). Quando estes fármacos são utilizados em combinação com paroxetina deverão ser tomadas precauções, sendo requerida uma monitorização clínica rigorosa.

Paroxetina + Triptófano

Observações: n.d.
Interações: Fármacos serotoninérgicos: Tal como com outros ISRS, a administração concomitante com fármacos serotoninérgicos (incluindo IMAOs, L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, lítio e preparações de Erva de São João – Hypericum perfuratum) pode levar à incidência de efeitos associados à 5-hidroxitriptamina (síndrome serotoninérgico). Quando estes fármacos são utilizados em combinação com paroxetina deverão ser tomadas precauções, sendo requerida uma monitorização clínica rigorosa.

Aripiprazol + Paroxetina

Observações: Deverá ter-se precaução se o aripiprazol for administrado concomitantemente com medicamentos que se sabe que causam intervalo QT prolongado ou desequilíbrio eletrolítico.
Interações: Num ensaio clínico em indivíduos saudáveis, um inibidor potente da CYP2D6 (quinidina) aumentou a AUC do aripiprazol em 107%, enquanto a Cmax não foi alterada. A AUC e a Cmax do dehidro-aripiprazol, o metabolito ativo, diminuíram em 32% e 47%. Na administração concomitante de Aripiprazol e de quinidina, a dose de Aripiprazol deve ser reduzida para aproximadamente metade da dose prescrita. Pode-se esperar que outros inibidores potentes da CYP2D6, tais como a fluoxetina e a paroxetina, tenham efeitos similares e, consequentemente, devem ser aplicadas reduções similares das doses.

Paroxetina + Triptanos

Observações: n.d.
Interações: Fármacos serotoninérgicos: Tal como com outros ISRS, a administração concomitante com fármacos serotoninérgicos (incluindo IMAOs, L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, lítio e preparações de Erva de São João – Hypericum perfuratum) pode levar à incidência de efeitos associados à 5-hidroxitriptamina (síndrome serotoninérgico). Quando estes fármacos são utilizados em combinação com paroxetina deverão ser tomadas precauções, sendo requerida uma monitorização clínica rigorosa.

Paroxetina + Tramadol

Observações: n.d.
Interações: Fármacos serotoninérgicos: Tal como com outros ISRS, a administração concomitante com fármacos serotoninérgicos (incluindo IMAOs, L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, lítio e preparações de Erva de São João – Hypericum perfuratum) pode levar à incidência de efeitos associados à 5-hidroxitriptamina (síndrome serotoninérgico). Quando estes fármacos são utilizados em combinação com paroxetina deverão ser tomadas precauções, sendo requerida uma monitorização clínica rigorosa.

Eliglustato + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores da CYP2D6: Em metabolizadores intermédios (MI) e extensivos (ME): Após doses repetidas de 84 mg de eliglustato duas vezes por dia em doentes não-MF, a administração concomitante de doses repetidas de 30 mg de paroxetina, um inibidor potente da CYP2D6, uma vez por dia resultou num aumento da Cmax e da AUC0-12 do eliglustato de 7,3 e 8,9 vezes, respetivamente. Em MI e ME, deve ser considerada a dose de 84 mg de eliglustato uma vez por dia quando se utiliza concomitantemente com um inibidor potente da CYP2D6 (p.ex., paroxetina, fluoxetina, quinidina, bupropiona). Para uma dosagem de 84 mg duas vezes por dia em doentes não-MF, é de prever que a utilização concomitante de inibidores moderados da CYP2D6 (p.ex., duloxetina, terbinafina, moclobemida, mirabegrom, cinacalcet, dronedarona) iria aumentar aproximadamente até 4 vezes a exposição ao eliglustato. Em MI e ME, deve proceder-se com cuidado relativamente aos inibidores moderados da CYP2D6.

Paroxetina + Linezolida

Observações: n.d.
Interações: Fármacos serotoninérgicos: Tal como com outros ISRS, a administração concomitante com fármacos serotoninérgicos (incluindo IMAOs, L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, lítio e preparações de Erva de São João – Hypericum perfuratum) pode levar à incidência de efeitos associados à 5-hidroxitriptamina (síndrome serotoninérgico). Quando estes fármacos são utilizados em combinação com paroxetina deverão ser tomadas precauções, sendo requerida uma monitorização clínica rigorosa.

Paroxetina + Lítio

Observações: n.d.
Interações: Fármacos serotoninérgicos: Tal como com outros ISRS, a administração concomitante com fármacos serotoninérgicos (incluindo IMAOs, L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, lítio e preparações de Erva de São João – Hypericum perfuratum) pode levar à incidência de efeitos associados à 5-hidroxitriptamina (síndrome serotoninérgico). Quando estes fármacos são utilizados em combinação com paroxetina deverão ser tomadas precauções, sendo requerida uma monitorização clínica rigorosa.

Efavirenz + Paroxetina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS: Inibidores Seletivos da Recaptação da serotonina (ISRSs): Paroxetina/Efavirenz: (20 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Interação farmacocinética sem significado clínico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.

Paroxetina + Hipericão

Observações: n.d.
Interações: Fármacos serotoninérgicos: Tal como com outros ISRS, a administração concomitante com fármacos serotoninérgicos (incluindo IMAOs, L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, lítio e preparações de Erva de São João – Hypericum perfuratum) pode levar à incidência de efeitos associados à 5-hidroxitriptamina (síndrome serotoninérgico). Quando estes fármacos são utilizados em combinação com paroxetina deverão ser tomadas precauções, sendo requerida uma monitorização clínica rigorosa.

Paroxetina + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Enzimas metabolizantes de fármacos: O metabolismo e farmacocinética da paroxetina podem ser afectados pela indução ou inibição de enzimas metabolizantes de fármacos. Nos casos em que a paroxetina seja administrada concomitantemente com um inibidor conhecido das enzimas metabolizantes de fármacos, deve considerar-se a utilização de doses no limite inferior do intervalo de doses recomendado. Quando a paroxetina for administrada concomitantemente com indutores conhecidos das enzimas metabolizantes de fármacos (ex: carbamazepina, rifampicina, fenobarbital, fenitoína) não é considerado necessário ajuste inicial de dose. Qualquer ajuste de dose subsequente deve ser orientado pelo efeito clínico (tolerância e eficácia). Anticonvulsivantes: Carbamazepina, fenitoína, valproato de sódio. A administração concomitante não demonstrou qualquer efeito sobre o perfil farmacocinético/dinâmico em doentes epilépticos.

Paroxetina + Rifampicina

Observações: n.d.
Interações: Enzimas metabolizantes de fármacos: O metabolismo e farmacocinética da paroxetina podem ser afectados pela indução ou inibição de enzimas metabolizantes de fármacos. Nos casos em que a paroxetina seja administrada concomitantemente com um inibidor conhecido das enzimas metabolizantes de fármacos, deve considerar-se a utilização de doses no limite inferior do intervalo de doses recomendado. Quando a paroxetina for administrada concomitantemente com indutores conhecidos das enzimas metabolizantes de fármacos (ex: carbamazepina, rifampicina, fenobarbital, fenitoína) não é considerado necessário ajuste inicial de dose. Qualquer ajuste de dose subsequente deve ser orientado pelo efeito clínico (tolerância e eficácia).

Paroxetina + Fenobarbital

Observações: n.d.
Interações: Enzimas metabolizantes de fármacos: O metabolismo e farmacocinética da paroxetina podem ser afectados pela indução ou inibição de enzimas metabolizantes de fármacos. Nos casos em que a paroxetina seja administrada concomitantemente com um inibidor conhecido das enzimas metabolizantes de fármacos, deve considerar-se a utilização de doses no limite inferior do intervalo de doses recomendado. Quando a paroxetina for administrada concomitantemente com indutores conhecidos das enzimas metabolizantes de fármacos (ex: carbamazepina, rifampicina, fenobarbital, fenitoína) não é considerado necessário ajuste inicial de dose. Qualquer ajuste de dose subsequente deve ser orientado pelo efeito clínico (tolerância e eficácia).

Paroxetina + Fenitoína

Observações: n.d.
Interações: Enzimas metabolizantes de fármacos: O metabolismo e farmacocinética da paroxetina podem ser afectados pela indução ou inibição de enzimas metabolizantes de fármacos. Nos casos em que a paroxetina seja administrada concomitantemente com um inibidor conhecido das enzimas metabolizantes de fármacos, deve considerar-se a utilização de doses no limite inferior do intervalo de doses recomendado. Quando a paroxetina for administrada concomitantemente com indutores conhecidos das enzimas metabolizantes de fármacos (ex: carbamazepina, rifampicina, fenobarbital, fenitoína) não é considerado necessário ajuste inicial de dose. Qualquer ajuste de dose subsequente deve ser orientado pelo efeito clínico (tolerância e eficácia). Anticonvulsivantes: Carbamazepina, fenitoína, valproato de sódio. A administração concomitante não demonstrou qualquer efeito sobre o perfil farmacocinético/dinâmico em doentes epilépticos.

Solifenacina + Tansulosina + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Interações com inibidores do CYP3A4 e CYP2D6: A administração concomitante da solifenacina com cetoconazol (um inibidor potente do CYP3A4) (200 mg/dia) resultou num aumento de 1,4 e 2,0 vezes na Cmax e área sob a curva (AUC) da solifenacina, enquanto que numa dose de 400 mg/dia de cetoconazol resultou em aumentos de 1,5 e 2,8 vezes na Cmax e AUC da solifenacina. A administração concomitante de tansulosina e cetoconazol numa dose de 400 mg/dia resultou em aumentos de 2,2 e 2,8 vezes na Cmax e na AUC da tansulosina, respetivamente. A administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4, tais como cetoconazol, ritonavir, nelfinavir e itraconazol, pode levar a um aumento da exposição tanto à solifenacina como à tansulosina. Este medicamento deve ser usado com precaução quando prescrito em combinação com inibidores potentes do CYP3A4. Este medicamento não deve ser administrado em conjunto com inibidores potentes do CYP3A4 em doentes com fenótipo metabolizador fraco do CYP2D6 ou que já estejam a ser medicados com inibidores potentes do CYP2D6. A administração concomitante deste medicamento com verapamil (um inibidor moderado do CYP3A4) resultou num aumento aproximado de 2,2 vezes na Cmax e na AUC da tansulosina e num aumento aproximado de 1,6 vezes na Cmax e na AUC da solifenacina. Este medicamento deve ser usado com precaução quando prescrito em combinação com inibidores moderados do CYP3A4. A administração concomitante de tansulosina com o inibidor fraco do CYP3A4, cimetidina (400 mg a cada 6 horas), resultou num aumento de 1,44 vezes na AUC da tansulosina, enquanto a Cmax não se alterou de forma significativa. Pode usar-se este medicamento com inibidores fracos do CYP3A4. A administração concomitante de tansulosina com o inibidor potente do CYP2D6 paroxetina (20 mg/dia) resultou num aumento na Cmax e na AUC da tansulosina de 1,3 e 1,6 vezes, respetivamente. Este medicamento pode ser usado com inibidores do CYP2D6. Não foi estudado o efeito da indução enzimática sobre a farmacocinética da solifenacina e da tansulosina. Como a solifenacina e a tansulosina são metabolizadas pelo CYP3A4, é possível a ocorrência de interações com indutores do CYP3A4 (ex. rifampicina) que podem diminuir a concentração plasmática da solifenacina e da tansulosina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paroxetina + Prociclidina

Observações: n.d.
Interações: Prociclidina: A administração diária de paroxetina aumenta significativamente os níveis plasmáticos da prociclidina. Caso se observem efeitos anticolinérgicos, a dose de prociclidina deverá ser reduzida.

Paroxetina + Anticonvulsivantes

Observações: n.d.
Interações: Anticonvulsivantes: Carbamazepina, fenitoína, valproato de sódio. A administração concomitante não demonstrou qualquer efeito sobre o perfil farmacocinético/dinâmico em doentes epilépticos.

Paroxetina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: n.d.
Interações: Anticonvulsivantes: Carbamazepina, fenitoína, valproato de sódio. A administração concomitante não demonstrou qualquer efeito sobre o perfil farmacocinético/dinâmico em doentes epilépticos.

Paroxetina + Antidepressores (Tricíclicos)

Observações: n.d.
Interações: Potência inibitória da paroxetina sobre o CYP2D6: Tal como com outros antidepressivos, incluindo outros ISRS, a paroxetina inibe a enzima CYP2D6 do citocromo P450 hepático. A inibição da CYP2D6 pode provocar o aumento das concentrações plasmáticas de fármacos metabolizados por esta enzima administrados concomitantemente. Estes incluem alguns antidepressivos tricíclicos (por exemplo: clomipramina, nortriptilina e desipramina), neurolépticos do grupo da fenotiazina (por exemplo: perfenazina e tioridazina), risperidona, alguns antiarrítmicos Tipo 1c (por exemplo: propafenona e flecainida) e metoprolol. Não se recomenda a utilização de paroxetina em combinação com metoprolol quando usado na insuficiência cardíaca, devido à estreita margem terapêutica do metoprolol nesta indicação. Recomenda-se precaução em doentes a tomar ISRS em associação com anticoagulantes orais, fármacos com efeito na função plaquetária ou que aumentem o risco de hemorragia (por exemplo: antipsicóticos atípicos como a clozapina, fenotiazinas, a maioria dos antidepressivos tricíclicos, ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), inibidores da COX-2) e também em doentes com história de alterações hemorrágicas, ou condições de predisposição para hemorragias.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tafluprost + Timolol + Paroxetina

Observações: Não foram realizados estudos de interação.
Interações: Foram notificados casos de potenciação dobloqueio beta sistémico (por exemplo, frequência cardíaca diminuída, depressão) durante o tratamento combinado de inibidores da CYP2D6 (por exemplo, quinidina, fluoxetina, paroxetina) com o timolol.

Paroxetina + Clomipramina

Observações: n.d.
Interações: Potência inibitória da paroxetina sobre o CYP2D6: Tal como com outros antidepressivos, incluindo outros ISRS, a paroxetina inibe a enzima CYP2D6 do citocromo P450 hepático. A inibição da CYP2D6 pode provocar o aumento das concentrações plasmáticas de fármacos metabolizados por esta enzima administrados concomitantemente. Estes incluem alguns antidepressivos tricíclicos (por exemplo: clomipramina, nortriptilina e desipramina), neurolépticos do grupo da fenotiazina (por exemplo: perfenazina e tioridazina), risperidona, alguns antiarrítmicos Tipo 1c (por exemplo: propafenona e flecainida) e metoprolol. Não se recomenda a utilização de paroxetina em combinação com metoprolol quando usado na insuficiência cardíaca, devido à estreita margem terapêutica do metoprolol nesta indicação.

Paroxetina + Nortriptilina

Observações: n.d.
Interações: Potência inibitória da paroxetina sobre o CYP2D6: Tal como com outros antidepressivos, incluindo outros ISRS, a paroxetina inibe a enzima CYP2D6 do citocromo P450 hepático. A inibição da CYP2D6 pode provocar o aumento das concentrações plasmáticas de fármacos metabolizados por esta enzima administrados concomitantemente. Estes incluem alguns antidepressivos tricíclicos (por exemplo: clomipramina, nortriptilina e desipramina), neurolépticos do grupo da fenotiazina (por exemplo: perfenazina e tioridazina), risperidona, alguns antiarrítmicos Tipo 1c (por exemplo: propafenona e flecainida) e metoprolol. Não se recomenda a utilização de paroxetina em combinação com metoprolol quando usado na insuficiência cardíaca, devido à estreita margem terapêutica do metoprolol nesta indicação.

Paroxetina + Desipramina

Observações: n.d.
Interações: Potência inibitória da paroxetina sobre o CYP2D6: Tal como com outros antidepressivos, incluindo outros ISRS, a paroxetina inibe a enzima CYP2D6 do citocromo P450 hepático. A inibição da CYP2D6 pode provocar o aumento das concentrações plasmáticas de fármacos metabolizados por esta enzima administrados concomitantemente. Estes incluem alguns antidepressivos tricíclicos (por exemplo: clomipramina, nortriptilina e desipramina), neurolépticos do grupo da fenotiazina (por exemplo: perfenazina e tioridazina), risperidona, alguns antiarrítmicos Tipo 1c (por exemplo: propafenona e flecainida) e metoprolol. Não se recomenda a utilização de paroxetina em combinação com metoprolol quando usado na insuficiência cardíaca, devido à estreita margem terapêutica do metoprolol nesta indicação.

Paroxetina + Neurolépticos

Observações: n.d.
Interações: Potência inibitória da paroxetina sobre o CYP2D6: Tal como com outros antidepressivos, incluindo outros ISRS, a paroxetina inibe a enzima CYP2D6 do citocromo P450 hepático. A inibição da CYP2D6 pode provocar o aumento das concentrações plasmáticas de fármacos metabolizados por esta enzima administrados concomitantemente. Estes incluem alguns antidepressivos tricíclicos (por exemplo: clomipramina, nortriptilina e desipramina), neurolépticos do grupo da fenotiazina (por exemplo: perfenazina e tioridazina), risperidona, alguns antiarrítmicos Tipo 1c (por exemplo: propafenona e flecainida) e metoprolol. Não se recomenda a utilização de paroxetina em combinação com metoprolol quando usado na insuficiência cardíaca, devido à estreita margem terapêutica do metoprolol nesta indicação.

Paroxetina + Perfenazina

Observações: n.d.
Interações: Potência inibitória da paroxetina sobre o CYP2D6: Tal como com outros antidepressivos, incluindo outros ISRS, a paroxetina inibe a enzima CYP2D6 do citocromo P450 hepático. A inibição da CYP2D6 pode provocar o aumento das concentrações plasmáticas de fármacos metabolizados por esta enzima administrados concomitantemente. Estes incluem alguns antidepressivos tricíclicos (por exemplo: clomipramina, nortriptilina e desipramina), neurolépticos do grupo da fenotiazina (por exemplo: perfenazina e tioridazina), risperidona, alguns antiarrítmicos Tipo 1c (por exemplo: propafenona e flecainida) e metoprolol. Não se recomenda a utilização de paroxetina em combinação com metoprolol quando usado na insuficiência cardíaca, devido à estreita margem terapêutica do metoprolol nesta indicação.

Paroxetina + Tioridazina

Observações: n.d.
Interações: Potência inibitória da paroxetina sobre o CYP2D6: Tal como com outros antidepressivos, incluindo outros ISRS, a paroxetina inibe a enzima CYP2D6 do citocromo P450 hepático. A inibição da CYP2D6 pode provocar o aumento das concentrações plasmáticas de fármacos metabolizados por esta enzima administrados concomitantemente. Estes incluem alguns antidepressivos tricíclicos (por exemplo: clomipramina, nortriptilina e desipramina), neurolépticos do grupo da fenotiazina (por exemplo: perfenazina e tioridazina), risperidona, alguns antiarrítmicos Tipo 1c (por exemplo: propafenona e flecainida) e metoprolol. Não se recomenda a utilização de paroxetina em combinação com metoprolol quando usado na insuficiência cardíaca, devido à estreita margem terapêutica do metoprolol nesta indicação.

Paroxetina + Risperidona

Observações: n.d.
Interações: Potência inibitória da paroxetina sobre o CYP2D6: Tal como com outros antidepressivos, incluindo outros ISRS, a paroxetina inibe a enzima CYP2D6 do citocromo P450 hepático. A inibição da CYP2D6 pode provocar o aumento das concentrações plasmáticas de fármacos metabolizados por esta enzima administrados concomitantemente. Estes incluem alguns antidepressivos tricíclicos (por exemplo: clomipramina, nortriptilina e desipramina), neurolépticos do grupo da fenotiazina (por exemplo: perfenazina e tioridazina), risperidona, alguns antiarrítmicos Tipo 1c (por exemplo: propafenona e flecainida) e metoprolol. Não se recomenda a utilização de paroxetina em combinação com metoprolol quando usado na insuficiência cardíaca, devido à estreita margem terapêutica do metoprolol nesta indicação.

Paroxetina + Antiarrítmicos

Observações: n.d.
Interações: Potência inibitória da paroxetina sobre o CYP2D6: Tal como com outros antidepressivos, incluindo outros ISRS, a paroxetina inibe a enzima CYP2D6 do citocromo P450 hepático. A inibição da CYP2D6 pode provocar o aumento das concentrações plasmáticas de fármacos metabolizados por esta enzima administrados concomitantemente. Estes incluem alguns antidepressivos tricíclicos (por exemplo: clomipramina, nortriptilina e desipramina), neurolépticos do grupo da fenotiazina (por exemplo: perfenazina e tioridazina), risperidona, alguns antiarrítmicos Tipo 1c (por exemplo: propafenona e flecainida) e metoprolol. Não se recomenda a utilização de paroxetina em combinação com metoprolol quando usado na insuficiência cardíaca, devido à estreita margem terapêutica do metoprolol nesta indicação.

Bupropiom + Naltrexona + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Substratos da CYPD26: Num estudo clínico, a associação naltrexona/bupropiom (32 mg de cloridrato de naltrexona/360 mg de cloridrato de bupropiom diariamente) foi coadministrada com uma dose de 50 mg de metoprolol (um substrato da CYPD26). A associação naltrexona/bupropiom aumentou a AUC e Cmax do metoprolol em aproximadamente 4 e 2 vezes, respetivamente, relativamente à administração do metoprolol administrado em monoterapia. Com a administração do bupropiom como fármaco único com a desipramina e venlafaxina, também foram observadas interações medicamentosas clínicas semelhantes que resultaram num aumento da exposição farmacocinética dos substratos da CYP2D6. A coadministração de bupropiom com fármacos que são metabolizados pela isoenzima CYP2D6, incluindo alguns antidepressivos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) e muitos antidepressivos tricíclicos, como por exemplo, desipramina, imipramina, paroxetina), antipsicóticos (por exemplo, haloperidol, risperidona e tioridazina), beta-bloqueadores (por exemplo, metopropol) e antiarrítmicos de Tipo 1C (por exemplo, propafenona e flecainida), deve ser abordada com precaução e deve ser iniciada no limite mais baixo do intervalo posológico do medicamento concomitante. Apesar de o citalopram não ser metabolizado principalmente pela CYP2D6, num estudo, o bupropiom aumentou a Cmax e a AUC do citalopram em 30% e 40%, respetivamente. Os fármacos que requerem ativação metabólica pela CYPD26, de modo a serem eficazes (por exemplo, tamoxifeno), podem ter uma eficácia reduzida quando administrados concomitantemente com inibidores da CYP2D6, como o bupropiom. Se a associação naltrexona/bupropiom for adicionada ao regime terapêutico de um doente que já esteja a ser tratado com um fármaco metabolizado pela CYP2D6, a necessidade de reduzir a dose do medicamento original deve ser considerada, especialmente para aqueles fármacos concomitantes com um índice terapêutico estreito. Quando exequível, a opção de monitorização do tratamento terapêutico deve ser considerada para os medicamentos com um índice terapêutico estreito, como os antidepressivos tricíclicos.

Paroxetina + Propafenona

Observações: n.d.
Interações: Potência inibitória da paroxetina sobre o CYP2D6: Tal como com outros antidepressivos, incluindo outros ISRS, a paroxetina inibe a enzima CYP2D6 do citocromo P450 hepático. A inibição da CYP2D6 pode provocar o aumento das concentrações plasmáticas de fármacos metabolizados por esta enzima administrados concomitantemente. Estes incluem alguns antidepressivos tricíclicos (por exemplo: clomipramina, nortriptilina e desipramina), neurolépticos do grupo da fenotiazina (por exemplo: perfenazina e tioridazina), risperidona, alguns antiarrítmicos Tipo 1c (por exemplo: propafenona e flecainida) e metoprolol. Não se recomenda a utilização de paroxetina em combinação com metoprolol quando usado na insuficiência cardíaca, devido à estreita margem terapêutica do metoprolol nesta indicação.

Paroxetina + Flecainida

Observações: n.d.
Interações: Potência inibitória da paroxetina sobre o CYP2D6: Tal como com outros antidepressivos, incluindo outros ISRS, a paroxetina inibe a enzima CYP2D6 do citocromo P450 hepático. A inibição da CYP2D6 pode provocar o aumento das concentrações plasmáticas de fármacos metabolizados por esta enzima administrados concomitantemente. Estes incluem alguns antidepressivos tricíclicos (por exemplo: clomipramina, nortriptilina e desipramina), neurolépticos do grupo da fenotiazina (por exemplo: perfenazina e tioridazina), risperidona, alguns antiarrítmicos Tipo 1c (por exemplo: propafenona e flecainida) e metoprolol. Não se recomenda a utilização de paroxetina em combinação com metoprolol quando usado na insuficiência cardíaca, devido à estreita margem terapêutica do metoprolol nesta indicação.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Bloqueadores beta-adrenérgicos + Paroxetina

Observações: Os bloqueadores adrenérgicos beta (em especial os não selectivos como o propranolol) alteram a resposta aos simpaticomiméticos com actividade agonista-beta (ex.: adrenalina). Os bloqueadores que sofrem um metabolismo de primeira passagem extenso, podem ser afectados por fármacos capazes de alterar este processo. Estes bloqueadores podem reduzir o fluxo sanguíneo hepático.
Interações: Fármacos que podem aumentar o efeito de bloqueio beta: Inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS): a fluoxetina e a paroxetina inibem o CYP2D6 e aumentam as concentrações de timolol, propranolol, metoprolol e carvedilol - Paroxetina

Paroxetina + Metoprolol

Observações: n.d.
Interações: Potência inibitória da paroxetina sobre o CYP2D6: Tal como com outros antidepressivos, incluindo outros ISRS, a paroxetina inibe a enzima CYP2D6 do citocromo P450 hepático. A inibição da CYP2D6 pode provocar o aumento das concentrações plasmáticas de fármacos metabolizados por esta enzima administrados concomitantemente. Estes incluem alguns antidepressivos tricíclicos (por exemplo: clomipramina, nortriptilina e desipramina), neurolépticos do grupo da fenotiazina (por exemplo: perfenazina e tioridazina), risperidona, alguns antiarrítmicos Tipo 1c (por exemplo: propafenona e flecainida) e metoprolol. Não se recomenda a utilização de paroxetina em combinação com metoprolol quando usado na insuficiência cardíaca, devido à estreita margem terapêutica do metoprolol nesta indicação.

Paroxetina + Álcool

Observações: n.d.
Interações: Álcool: Tal como com outros fármacos psicotrópicos, os doentes deverão evitar a ingestão de álcool enquanto tomarem paroxetina.

Paroxetina + Anticoagulantes orais

Observações: n.d.
Interações: Anticoagulantes orais: Poderá ocorrer uma interacção farmacodinâmica entre a paroxetina e os anticoagulantes orais. A administração concomitante de paroxetina e anticoagulantes orais pode levar a um aumento da actividade anticoagulante e do risco de hemorragia. Assim, a paroxetina deverá ser utilizada com precaução em doentes em tratamento com anticoagulantes orais. Recomenda-se precaução em doentes a tomar ISRS em associação com anticoagulantes orais, fármacos com efeito na função plaquetária ou que aumentem o risco de hemorragia (por exemplo: antipsicóticos atípicos como a clozapina, fenotiazinas, a maioria dos antidepressivos tricíclicos, ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), inibidores da COX-2) e também em doentes com história de alterações hemorrágicas, ou condições de predisposição para hemorragias.

Paroxetina + Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs)

Observações: n.d.
Interações: AINEs, ácido acetilsalicílico e outros agentes antiplaquetários: Poderá ocorrer uma interacção farmacodinâmica entre a paroxetina e os AINEs/ácido acetilsalicílico. A administração concomitante de paroxetina e AINEs/ácido acetilsalicílico pode levar a um aumento do risco de hemorragia. Recomenda-se precaução em doentes a tomar ISRS em associação com anticoagulantes orais, fármacos com efeito na função plaquetária ou que aumentem o risco de hemorragia (por exemplo: antipsicóticos atípicos como a clozapina, fenotiazinas, a maioria dos antidepressivos tricíclicos, ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), inibidores da COX-2) e também em doentes com história de alterações hemorrágicas, ou condições de predisposição para hemorragias.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brimonidina + Timolol + Paroxetina

Observações: Não foram realizados estudos específicos de interações com a associação fixa brimonidina timolol.
Interações: Foi notificado uma potenciação do bloqueio beta sistémico (p.ex. diminuição da frequência cardíaca, depressão) durante o tratamento combinado com inibidores do CYP2D6 (p.ex. quinidina, fluoxetina, paroxetina) e timolol.

Paroxetina + Ácido Acetilsalicílico

Observações: n.d.
Interações: AINEs, ácido acetilsalicílico e outros agentes antiplaquetários: Poderá ocorrer uma interacção farmacodinâmica entre a paroxetina e os AINEs/ácido acetilsalicílico. A administração concomitante de paroxetina e AINEs/ácido acetilsalicílico pode levar a um aumento do risco de hemorragia. Recomenda-se precaução em doentes a tomar ISRS em associação com anticoagulantes orais, fármacos com efeito na função plaquetária ou que aumentem o risco de hemorragia (por exemplo: antipsicóticos atípicos como a clozapina, fenotiazinas, a maioria dos antidepressivos tricíclicos, ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), inibidores da COX-2) e também em doentes com história de alterações hemorrágicas, ou condições de predisposição para hemorragias.

Fosamprenavir + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Paroxetina: A titulação da dose de paroxetina baseada na avaliação clínica da resposta ao tratamento com antidepressivos é recomendada. Doentes a tomar uma dose estável de paroxetina que comecem tratamento com Fosamprenavir e ritonavir devem ser monitorizados quanto à resposta terapêutica do tratamento com antidepressivos.

Paroxetina + Antiplaquetários

Observações: n.d.
Interações: AINEs, ácido acetilsalicílico e outros agentes antiplaquetários: Poderá ocorrer uma interacção farmacodinâmica entre a paroxetina e os AINEs/ácido acetilsalicílico. A administração concomitante de paroxetina e AINEs/ácido acetilsalicílico pode levar a um aumento do risco de hemorragia.

Triptófano + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Pode haver uma interacção entre o L-triptofano e os Antidepressivos SSRI (por exemplo, paroxetina, fluoxetina).

Paroxetina + Antipsicóticos

Observações: n.d.
Interações: Recomenda-se precaução em doentes a tomar ISRS em associação com anticoagulantes orais, fármacos com efeito na função plaquetária ou que aumentem o risco de hemorragia (por exemplo: antipsicóticos atípicos como a clozapina, fenotiazinas, a maioria dos antidepressivos tricíclicos, ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), inibidores da COX-2) e também em doentes com história de alterações hemorrágicas, ou condições de predisposição para hemorragias.

Paroxetina + Clozapina

Observações: n.d.
Interações: Recomenda-se precaução em doentes a tomar ISRS em associação com anticoagulantes orais, fármacos com efeito na função plaquetária ou que aumentem o risco de hemorragia (por exemplo: antipsicóticos atípicos como a clozapina, fenotiazinas, a maioria dos antidepressivos tricíclicos, ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), inibidores da COX-2) e também em doentes com história de alterações hemorrágicas, ou condições de predisposição para hemorragias.

Ticagrelor + Paroxetina

Observações: Ticagrelor é principalmente um substrato do CYP3A4 e um inibidor ligeiro do CYP3A4. O ticagrelor é igualmente um substrato da glicoproteína-P ( P-gp) e um inibidor fraco da P-gp e pode aumentar a exposição de substratos P-gp.
Interações: Outra terapêutica concomitante: No estudo PLATO, Ticagrelor foi frequentemente administrado com AAS, inibidores da bomba de protões, estatinas, bloqueadores beta, inibidores da enzima de conversão da angiotensina e bloqueadores dos recetores da angiotensina quando necessário para situações clínicas concomitantes a longo prazo e também heparina, heparina de baixo peso molecular e inibidores GpIIb/IIIa intravenosos de curta duração. Não foi observada qualquer evidência clinicamente significativa de interações adversas com estes medicamentos. A administração conjunta de ticagrelor com heparina, enoxaparina ou desmopressina não teve efeito no tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa), tempo de coagulação ativada (TCA) ou testes de fator Xa. Contudo, devido às potenciais interações farmacodinâmicas, recomenda-se precaução com a administração concomitante de Ticagrelor com medicamentos conhecidos por alterarem a hemostase. Devido a notificações de hemorragias cutâneas anormais com inibidores seletivos da recaptação da serotonina ( ISRSs) (p.ex. paroxetina, sertralina e citalopram), recomenda-se precaução quando se administram ISRSs com ticagrelor pois podem aumentar o risco de hemorragia.

Paroxetina + Fenotiazidas (fenotiazinas)

Observações: n.d.
Interações: Recomenda-se precaução em doentes a tomar ISRS em associação com anticoagulantes orais, fármacos com efeito na função plaquetária ou que aumentem o risco de hemorragia (por exemplo: antipsicóticos atípicos como a clozapina, fenotiazinas, a maioria dos antidepressivos tricíclicos, ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), inibidores da COX-2) e também em doentes com história de alterações hemorrágicas, ou condições de predisposição para hemorragias.

Agomelatina + Paroxetina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Nos ensaios clínicos de fase I não existiu evidência de interação farmacocinética ou farmacodinâmica com medicamentos que possam ser prescritos concomitantemente com agomelatina na população alvo: benzodiazepinas, lítio e paroxetina, fluconazol e teofilina.

Fluindiona + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Associações que requerem precauções de utilização: Antidepressivos inibidores selectivos da recaptação da serotonina (citalopram, escitalopram, fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina, sertralina): Efeito aumentado de anticoagulantes orais e risco de hemorragia. Monitorização mais frequente do INR. Ajustar a dosagem de anticoagulante oral durante a vida da associação e após a sua interrupção.

Paroxetina + Inibidores da cicloxigenase (COX)

Observações: n.d.
Interações: Recomenda-se precaução em doentes a tomar ISRS em associação com anticoagulantes orais, fármacos com efeito na função plaquetária ou que aumentem o risco de hemorragia (por exemplo: antipsicóticos atípicos como a clozapina, fenotiazinas, a maioria dos antidepressivos tricíclicos, ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), inibidores da COX-2) e também em doentes com história de alterações hemorrágicas, ou condições de predisposição para hemorragias.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bimatoprost + Timolol + Paroxetina

Observações: Não foram realizados estudos específicos de interação com a combinação fixa de bimatoprost e timolol.
Interações: Foi registado bloqueio beta sistémico potenciado (por exemplo diminuição da frequência cardíaca, depressão) durante o tratamento combinado com inibidores da CYP2D6 (por exemplo, quinidina, fluoxetina, paroxetina) e timolol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Darifenacina + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre a darifenacina: O metabolismo da darifenacina é primariamente mediado pelas enzimas CYP2D6 e CYP3A4 do citocromo P450. Assim, os inibidores destas enzimas podem aumentar a exposição à darifenacina. Inibidores da CYP2D6: Em doentes a receber substâncias que sejam inibidores potentes da CYP2D6 (ex: paroxetina, terbinafina, cimetidina e quinidina), a dose inicial recomendada é de 7,5 mg por dia. A dose pode ser ajustada para 15 mg por dia para obter uma melhoria da resposta clínica desde que a dose seja bem tolerada. O tratamento concomitante com inibidores potentes da CYP2D6 resulta num aumento da exposição (ex: de 33% com 20 mg de paroxetina para uma dose de 30 mg de darifenacina).

Tamoxifeno + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: A co-administração de inibidores potentes do CYP2D6 (ex. paroxetina, fluoxetina, quinidina, cincalcet ou bupropiom) deve ser evitada, uma vez que não pode ser excluída a redução da eficácia do tamoxifeno.

Entacapona + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: A experiência da utilização clínica de entacapona com vários medicamentos, incluindo inibidores da MAO-A, antidepressivos tricíclicos, inibidores da recaptação de noradrenalina tais como desipramina, maprotilina e venlafaxina e medicamentos que sejam metabolizados pela COMT (p.ex., compostos que contêm um grupo catecol: rimiterol, isoprenalina, adrenalina, noradrenalina, dopamina, dobutamina, alfa-metildopa, apomorfina e paroxetina) é ainda limitada. Deve-se ter precaução quando estes medicamentos são utilizados concomitantemente com a entacapona.

Haloperidol + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Haloperidol é metabolizado por várias vias, incluindo glucoronidação e através do complexo enzimático citocromo P450 (em particular CYP 3A4 ou CYP 2D6). A inibição, por outro fármaco, de uma destas vias de metabolização ou a diminuição da atividade enzimática CYP 2D6 pode resultar num aumento da concentração de haloperidol e num maior risco de ocorrência de acontecimentos adversos, incluindo prolongamento do intervalo QT. Em estudos de farmacocinética, foi descrito um aumento ligeiro a moderado de haloperidol, quando administrado concomitantemente com fármacos caracterizados como substratos ou inibidores do CYP3A4 ou isoenzimas CYP2D6, tais como itraconazol, nefazodona, buspirona, venlafaxina, alprazolam, fluvoxamina, quinidina, fluoxetina, sertralina, clorpromazina, e prometazina. Uma diminuição da atividade enzimática CYP2D6 pode resultar num aumento das concentrações de haloperidol. Foi observado um aumento de QTc quando haloperidol foi administrado com uma associação de fármacos inibidores metabólicos, especificamente o cetoconazol (400 mg/dia) e paroxetina (20 mg/dia). Poderá ser necessário reduzir a dose de haloperidol. Aconselha-se precaução quando administrado em combinação com outros medicamentos que, reconhecidamente, possam causar desequilíbrio eletrolítico.

Furazolidona + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Não se recomenda a utilização de furazolidona com qualquer um dos seguintes medicamentos. - Amitriptilina - Apraclonidina - Atomoxetina - Benzefetamina - Brimonidina - Bupropiona - Carbamazepina - Carbidopa - Carbinoxamina - Citalopram - Clomipramina - Ciclobenzaprina - Cipro-heptadina - Desipramina - Desvenlafaxina - Dexmetilfenidato - Dextroanfetamina - Anfepramona (Dietilpropiona) - Doxilamina - Entacapona - Escitalopram - Femoxetina - Fluoxetina - Fluvoxamina - Guanedrel - Guanetidina - Hidroxitriptofano - Imipramina - Isocarboxazida - Levodopa - Levacetilmetadol - Levomilnacipran - Maprotilina - Mazindol - Metadona - Metanfetamina - Metildopa - Metilfenidato - Milnaciprano - Mirtazapina - Nefazodona - Nefopam - Nortriptilina - Opipramol - Paroxetina - Fendimetrazina - Fenmetrazina - Fentermina - Fenilalanina - Pseudoefedrina - Reserpina - Safinamida - Selegilina - Sertralina - Sibutramina - Sumatriptano - Tapentadol - Tetrabenazina - Tranilcipromina - Trazodona - Trimipramina - Triptofano - Venlafaxina - Vilazodona - Vortioxetina - Zimeldina

Pirfenidona + Paroxetina

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: Devem ser tomadas precauções especiais no caso da utilização concomitante de inibidores da CYP1A2 com inibidores potentes de uma ou mais isoenzimas CYP diferentes envolvidas no metabolismo da pirfenidona tais como a CYP2C9 (p.ex. amiodarona, fluconazol), 2C19 (p.ex. cloranfenicol) e 2D6 (p.ex. fluoxetina, paroxetina).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Antiarrítmicos + Paroxetina

Observações: Aumentam a depressão do miocárdio quando são administrados com outros AA. Aumentam o risco de arritmias ventriculares quando são dados com AA que prolongam o intervalo QT
Interações: Propafenona: A propafenona aumenta a concentração plasmática de: (Paroxetina: maior risco de toxicidade) - Paroxetina

Brinzolamida + Timolol + Paroxetina

Observações: Não foram realizados estudos específicos de interação com Brinzolamida/Timolol. As isozimas do citocromo P450 responsáveis pelo metabolismo da brinzolamida incluem o CYP3A4 (principal), o CYP2A6, o CYP2B6, o CYP2C8 e o CYP2C9. A brinzolamida não é um inibidor das isozimas do citocromo P-450.
Interações: Foi registado um beta-bloqueamento sistémico potenciado (ex. frequência cardíaca diminuída, depressão) durante o tratamento combinado entre inibidores CYP2D6 (ex., quinidina, fluoxetina, paroxetina) e o timolol. É recomendada precaução.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Nebivolol + Hidroclorotiazida + Paroxetina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacocinéticas: NEBIVOLOL: Uma vez que o metabolismo do nebivolol envolve a isoenzima CYP2D6, a administração concomitante de substâncias inibidoras desta enzima, nomeadamente a paroxetina, fluoxetina, tioridazina e quinidina podem levar a um aumento dos níveis plasmáticos de nebivolol associado a um risco acrescido de bradicardia excessiva e de acontecimentos adversos.

Sertindol + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: CYP2D6: A concentração plasmática de sertindol é aumentada por um factor de 2 a 3 em doentes que tomam fluoxetina ou paroxetina (inibidores potentes da CYP2D6), pelo que, sertindol deve apenas ser usado com estes ou outros inibidores CYP2D6 com extrema precaução. Pode ser necessária uma dose de manutenção de sertindol mais baixa, devendo proceder-se à monitorização cuidada por ECG, antes e depois de cada ajustamento da dose destes fármacos.

Metoclopramida + Paroxetina

Observações: Devido ao efeito procinético da metoclopramida, a absorção de alguns medicamentos pode ser alterada.
Interações: Combinação a ter em consideração: Devido ao efeito procinético da metoclopramida, a absorção de alguns medicamentos pode ser alterada. Inibidores CYP2D6 fortes: Os níveis de exposição de metoclopramida aumentam quando coadministrada com inibidores CYP2D6 fortes tais como a fluoxetina e paroxetina. Embora o significado clínico seja incerto, os doentes devem ser monitorizados relativamente às reações adversas.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Timolol + Paroxetina

Observações: Não foram realizados estudos específicos de interação com o timolol.
Interações: Inibidores CYP2D6 (por ex. quinidina, ISRS): Tem sido notificado um bloqueio adrenérgico beta sistémico potenciado (ex. frequência cardíaca diminuída, depressão) durante o tratamento combinado entre inibidores CYP2D6 (ex., quinidina, fluoxetina, paroxetina) e o timolol.

Levodopa + Carbidopa + Entacapona + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Um número significativo de doentes com Parkinson foram tratados com a combinação de levodopa, carbidopa e entacapona com várias substâncias ativas incluindo inibidores da MAO-A, antidepressivos tricíclicos, inibidores da recaptação de noradrenalina tais como desipramina, maprotilina e venlafaxina e medicamentos que são metabolizados pela COMT (p.ex., compostos que contêm um grupo catecol, paroxetina). Não foram observadas quaisquer interações farmacodinâmicas. No entanto, deve-se ter precaução quando estes medicamentos são utilizados concomitantemente com Levodopa / Carbidopa / Entacapona.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Asenapina + Paroxetina

Observações: A asenapina é principalmente eliminada através de glucuronidação direta pelo UGT1A4 e metabolismo oxidativo pelas isoenzimas do citocromo P450 (predominantemente do CYP1A2). Devido às suas propriedades antagonistas α1-adrenérgicas com potencial para induzir hipotensão ortostática), Asenapina pode potenciar os efeitos de certos antihipertensores. Os estudos in vitro indicam que a asenapina é um inibidor fraco do CYP2D6.
Interações: Foram estudados os potenciais efeitos dos inibidores e de um indutor de várias destas vias enzimáticas sobre a farmacocinética da asenapina, especificamente a fluvoxamina (inibidor do CYP1A2), paroxetina (inibidor do CYP2D6), imipramina (inibidor do CYP1A2/2C19/3A4), cimetidina (inibidor do CYP3A4/2D6/1A2), carbamazepina (indutor do CYP3A4/1A2) e valproato (inibidor do UGT). Com exceção da fluvoxamina, nenhuma das interações medicamentosas resultou em alterações clinicamente relevantes na farmacocinética da asenapina. A administração concomitante de uma dose única de 20 mg de paroxetina (um substrato e inibidor do CYP2D6) durante o tratamento com 5 mg de asenapina duas vezes por dia em 15 indivíduos saudáveis do sexo masculino resultou num aumento de quase duas vezes na exposição à paroxetina. A asenapina in vivo parece ser, no máximo, um fraco inibidor do CYP2D6. No entanto, a asenapina pode potenciar os efeitos inibidores da paroxetina sobre o seu próprio metabolismo. Consequentemente, a administração de Asenapina deve ser efetuada com precaução quando administrada concomitantemente com medicamentos que são quer substratos quer inibidores do CYP2D6.

Prucaloprida + Paroxetina

Observações: A prucaloprida tem um baixo potencial de interação farmacocinética. É extensivamente excretada inalterada na urina (aproximadamente 60% da dose) e o metabolismo in vitro é muito lento. A prucaloprida não demonstrou inibir atividades específicas do CYP450 em estudos in vitro em microssomas de fígado humano em concentrações terapeuticamente relevantes. Embora a prucaloprida possa ser um fraco substrato para a glicoproteína - P (P - gp), não é um inibidor da P - gp em concentrações clinicamente relevantes.
Interações: Doses terapêuticas de probenecida, cimetidina, eritromicina e paroxetina não afetaram a farmacocinética da prucaloprida.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Antidepressores (tricíclicos) + Paroxetina

Observações: Inibição da recaptação de aminas nos neurónios adrenérgicos pós-ganglionares. Efeitos antimuscarínicos aditivos com fármacos antimuscarínicos. Indução do metabolismo. Susceptíveis à inibição do metabolismo pelo CYP2D6 e outras enzimas CYP450.
Interações: Inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS): a fluoxetina e paroxetina inibem o CYP 2D6 e reduzem o metabolismo de antidepressores metabolizados por esta enzima. O citalopram, sertralina e fluvoxamina são inibidores fracos do CYP3A4 e podem inibir o metabolismo de antidepressores metabolizados por estas enzimas - Paroxetina

Paliperidona + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Potencial da interação de outros medicamentos com Paliperidona: Os estudos in vitro indicam que a CYP2D6 e a CYP3A4 podem estar envolvidas de forma mínima no metabolismo da paliperidona, no entanto, não existem indicações in vitro ou in vivo de que estas isoenzimas desempenham um papel significativo no metabolismo da paliperidona. A administração concomitante de Paliperidona com paroxetina, um inibidor potente de CYP2D6, não apresentou qualquer efeito clínico significativo na farmacocinética da paliperidona.

Amitriptilina + Perfenazina + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: A actividade bioquímica da isoenzima metabolizadora de fármacos, citocromo P450 2D6 (debrisoquina-hidroxilase) encontra-se diminuída num subgrupo da população Caucasiana (cerca de 7%-10% dos Caucasianos são denominados “maus metabolizadores”); não existem ainda disponíveis estimativas fiáveis da prevalência da actividade reduzida da isoenzima P450 2D6 entre as populações Asiática, Africana e outras. Os “maus metabolizadores” têm concentrações plasmáticas de antidepressivos tricíclicos superiores às esperadas, após administração de doses normais. Dependendo da fracção de fármaco metabolizada pelo P450 2D6, o aumento na concentração plasmática pode ser pequeno, ou bastante grande (aumento de 8 vezes na AUC plasmática do antidepressivo tricíclico). Num estudo de 45 doentes idosos com demência, tratados com perfenazina, nos 5 doentes que foram identificados prospectivamente como “maus metabolizadores” P450 2D6 foram referidos efeitos secundários significativamente maiores que nos 40 “metabolizadores completos” durante os primeiros 10 dias de tratamento, após os quais os grupos tenderam a convergir. A caracterização fenotipica prospectiva de doentes idosos antes do tratamento com neurolépticos pode identificar os doentes em risco de eventos adversos. Adicionalmente, certos fármacos inibem a actividade desta isoenzima e transformam metabolizadores normais em aparentes “maus metabolizadores”. Um indivíduo que se mantém estável com uma determinada dose de antidepressivo tricíclico pode exibir toxicidade abrupta quando lhe é administrado um destes fármacos inibidores como terapêutica concomitante. Os fármacos que inibem o citocromo P450 2D6 incluem alguns que não são metabolizados pela enzima (quinidina; cimetidina) e vários que são substracto para o P450 2D6 (vários outros antidepressivos, fenotiazinas, e os antiarrítmicos Tipo 1C propafenona e flecainida). Embora todos os inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS), p.ex. fluoxetina, sertralina e paroxetina inibem o P450 2D6, podem variar na extensão da inibição. A extensão até a qual as interações entre ISRS e antidepressivos tricíclicos podem causar problemas clínicos vai depender do grau de inibição e da farmacocinética do ISRS envolvido. No entanto, recomenda-se cuidado na co-administração de antidepressivos tricíclicos com qualquer dos ISRS e também na alteração terapêutica de uma classe para outra. É particularmente importante que decorra tempo suficiente antes de iniciar a terapêutica com um antidepressivo tricíclico num doente a descontinuar a fluoxetina, dadas as longas semi-vidas do fármaco e do seu metabolito activo (podem ser necessárias pelo menos 5 semanas). A utilização concomitante de antidepressivos tricíclicos com fármacos inibidores do citocromo P450 2D6 pode implicar doses mais baixas do que as habitualmente prescritas para o antidepressivo tricíclico ou para o outro fármaco. Adicionalmente, quando qualquer um destes outros fármacos é retirado da co-terapêutica, pode ser necessária uma dose mais elevada do antidepressivo tricíclico. A monitorização dos níveis plasmáticos do antidepressivo tricíclico é desejável quando este vai ser co-administrado com outro fármaco inibidor do P450 2D6.

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Paroxetina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interação com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS Paroxetina Sertralina Tendo por base considerações teóricas, é expectável que DRV/COBI aumente as concentrações plasmáticas destes antidepressivos. (inibição do CYP2D6 e/ou CYP3A) No entanto, dados prévios de darunavir potenciado com ritonavir mostram uma diminuição das concentrações plasmáticas destes antidepressivos (mecanismo desconhecido); este último pode ser específico de ritonavir. Tendo por base considerações teóricas, é expectável que DRV/COBI aumente as concentrações plasmáticas destes antidepressivos. (inibição do CYP2D6 e/ou CYP3A) Recomenda-se monitorização clínica e pode ser necessário ajuste de dose do antidepressivo, caso estes antidepressivos sejam utilizados com este medicamento.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metoprolol + Paroxetina

Observações: Metoprolol é um substrato do CYP2D6. Os fármacos que inibem esta enzima podem aumentar a concentração plasmática de metoprolol.
Interações: Fármacos que podem aumentar a concentração plasmática de metoprolol: Exemplos de inibidores de CYP2D6 clinicamente significativos são os antidepressivos tais como a fluoxetina, a paroxetina ou a bupropiona. No início do tratamento com estes medicamentos em doentes a ser tratados com metoprolol, a dose de metoprolol pode necessitar de ser reduzida. Pode aumentar os níveis plasmáticos de metoprolol, resultando num aumento dos efeitos dos beta-bloqueadores.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Risperidona + Paroxetina

Observações: n.d.
Interações: Potencial para outros medicamentos afetarem Risperidona: A fluoxetina e a paroxetina, inibidores da CYP2D6, aumentam a concentração plasmática da risperidona e, em menor grau, a concentração da fração antipsicótica ativa. É de prever que outros inibidores da CYP2D6, como a quinidina, possam afetar as concentrações plasmáticas da risperidona de maneira semelhante. Quando se inicia ou interrompe a administração concomitante de fluoxetina ou de paroxetina, o médico deve reavaliar a posologia de Risperidona.

Efavirenz + Emtricitabina + Tenofovir + Paroxetina

Observações: As interações que foram identificadas com Efavirenz, Emtricitabina e Tenofovir individualmente podem ocorrer com esta associação. Os estudos de interação com estes medicamentos só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSORES: Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina (ISRS): Paroxetina/Efavirenz: (20 mg q.d./600 mg q.d.). Paroxetina/Emtricitabina: Interação não estudada. Paroxetina/Tenofovir disoproxil fumarato: Interação não estudada. Efavirenz / Emtricitabina / Tenofovir e a paroxetina podem ser coadministrados sem ajustes da dose.

Tetrabenazina + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: Não foram realizados quaisquer estudos de interacção com tetrabenazina in vivo, e as enzimas responsáveis pelo seu metabolismo são em parte desconhecidas. Os estudos in vitro indicam que a tetrabenazina pode ser um inibidor da CYP2D6, causando portanto um aumento das concentrações plasmáticas dos medicamentos metabolizados pela CYP2D6. Os inibidores da CYP2D6 (por exemplo, fluoxetina, paroxetina, terbinafina, moclobemida e quinidina) podem causar um aumento das concentrações plasmáticas do metabolito activo di-hidrotetrabenazina, razão por que devem apenas ser combinados com precaução, podendo ser necessária uma redução da dose de tetrabenazina.
 Sem significado Clínico

Nelfinavir + Paroxetina

Observações: n.d.
Interações: Inibidores de enzimas metabólicas: É expectável que a coadministração do nelfinavir com inibidores do CYP2C19 (por ex. fluconazol, fluoxetina, paroxetina, lansoprazol, imipramina, amitriptilina e diazepam) diminua a conversão do nelfinavir no seu principal metabolito ativo, o M8 (terc-butil hidroxi nelfinavir) com um aumento concomitante no nível plasmático do nelfinavir. Os dados limitados obtidos nos ensaios clínicos, em doentes em tratamento com um ou mais destes fármacos e nelfinavir, indicaram que não é de esperar a ocorrência de efeitos clinicamente significativos na segurança e eficácia. No entanto, não se pode excluir essa possibilidade.

Darunavir + Paroxetina

Observações: O perfil de interação do darunavir pode variar dependendo se é utilizado o ritonavir ou o cobicistate como fármacos potenciadores. As recomendações dadas para a utilização concomitante de darunavir e outros medicamentos podem por isso variar dependendo se darunavir é potenciado com ritonavir ou com cobicistate, e é também necessária precaução durante o primeiro tempo de tratamento, se se substituir o fármaco potenciador de ritonavir para cobicistate.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS: Paroxetina 20 mg uma vez por dia, Sertralina 50 mg uma vez por dia: Em contraste com os dados com Darunavir/ritonavir, Darunavir/cobicistate pode aumentar as concentrações plasmáticas destes antidepressivos (inibição CYP2D6 e/ou do CYP3A). Se os antidepressivos são coadministrados com Darunavir potenciado, a abordagem recomendada é uma titulação da dose do antidepressivo com base numa avaliação clínica da resposta antidepressiva. Além disso, os doentes a fazer uma dose estável destes antidepressivo, e que iniciaram tratamento com Darunavir potenciado devem ser monitorizados para resposta antidepressiva.

Timolol + Travoprost + Paroxetina

Observações: Não foram realizados estudos específicos de interacção com o travoprost ou com o timolol.
Interações: Foi registado um beta-bloqueiosistémico potenciado (ex. frequência cardíaca diminuída, depressão) durante o tratamento combinado entre inibidores CYP2D6 (ex., quinidina, fluoxetina, paroxetina) e o timolol.

Palonossetrom + Paroxetina

Observações: Palonossetrom é metabolizado principalmente pela isoenzima CYP2D6, com uma contribuição menor das isoenzimas CYP3A4 e CYP1A2. Com base em estudos in vitro, palonossetrom não demonstrou inibir nem induzir as isoenzimas do citocromo P450 em concentrações clinicamente relevantes.
Interações: Numa análise farmacocinética populacional, demonstrou-se não haver qualquer efeito significativo na depuração de palonossetrom quando este era coadministrado com inibidores (incluindo amiodarona, celecoxib, cloropromazina, cimetidina, doxorrubicina, fluoxetina, haloperidol, paroxetina, quinidina, ranitidina, ritonavir, sertralina ou terbinafina) da CYP2D6.

Amprenavir + Paroxetina

Observações: Foram realizados estudos de interacção com amprenavir como único inibidor da protease.
Interações: Poderá interagir com Amprenavir, quando administrados concomitantemente. Não se conhece, nem foi investigado, o significado clínico destas possíveis interações. Portanto, os doentes devem ser monitorizados relativamente a reacções tóxicas associadas a estes medicamentos, quando os mesmos forem administrados em associação com Amprenavir. As concentrações plasmáticas da paroxitina podem diminuir significativamente quando coadministrada com amprenavir e ritonavir. O mecanismo desta interacção permanece desconhecido. Baseado na comparação histórica, os parâmetros farmacocinéticos do amprenavir não foram alterados pela paroxitina. Consequentemente, se a paroxitina for coadministrada com Amprenavir e ritonavir, a abordagem recomendada é titração de dose da paroxitina baseada na avaliação clínica da resposta do antidepressivo. Adicionalmente, doentes com uma dosagem estável de paroxitina que comecem tratamento com Amprenavir e ritonavir devem ser monitorizados quanto à resposta ao antidepressivo.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dutasterida + Tansulosina + Paroxetina

Observações: Não foram realizados estudos de interação fármaco-fármaco com Dutasterida / Tansulosina.
Interações: TANSULOSINA: A administração concomitante do cloridrato de tansulosina com fármacos que possam reduzir a pressão arterial, incluindo anestésicos, inibidores PDE5 e outros bloqueadores adrenérgicos alfa-1, poderá levar à potenciação dos efeitos hipotensores. Dutasterida-tansulosina não deverá ser utilizada em associação com outros bloqueadores adrenérgicos alfa-1. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina e cetoconazol (um inibidor forte do CYP3A4) resultou num aumento da Cmáx e AUC do cloridrato de tansulosina num fator de 2,2 e 2,8 respetivamente. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina e paroxetina (um inibidor forte do CYP2D6) resultou num aumento da Cmáx e AUC do cloridrato de tansulosina num fator de 1,3 e 1,6 respetivamente. Quando administrado concomitantemente com um inibidor forte do CYP3A4, é esperado um aumento semelhante na exposição dos metabolizadores fracos do CYP2D6 quando comparados com os metabolisadores extensos. Os efeitos da administração concomitante de inibidores do CYP3A4 e CYP2D6 com cloridrato de tansulosina não foram avaliados clinicamente, contudo existe um potencial para aumento significativo da exposição à tansulosina. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina (0,4 mg) e cimetidina (400 mg de seis em seis horas durante seis dias) resultou na diminuição da depuração (26%) e no aumento na AUC (44%) do cloridrato de tansulosina. Deverá ser tida precaução na utilização de dutasterida-tansulosina em associação com cimetidina. Não foi realizado um estudo de interação de fármacos entre o cloridrato de tansulosina e a varfarina. Os resultados de estudos limitados in vitro e in vivo são inconclusivos. Deverá ser tida precaução na administração concomitante de varfarina e cloridrato de tansulosina. Não foram observadas interações quando o cloridrato de tansulosina foi administrado concomitantemente com atenolol, enalapril, nifedipina ou teofilina. A administração concomitante de furosemida origina a diminuição dos níveis plasmáticos da tansulosina, no entanto não são necessários ajustes posológicos uma vez que os níveis permanecem dentro do intervalo normal. In vitro, nem o diazepam ou propanolol, triclorometiazida, clormadinona, amitriptilina, diclofenac, glibenclamida e sinvastatina alteram a fração livre da tansulosina no plasma humano. A tansulosina também não altera as frações livres de diazepam, propanolol, triclormetiazida e clormadinona. Não foram observadas interações ao nível do metabolismo hepático durante os estudos in vitro com frações microssomais de fígado (representativas do sistema metabolizador enzimático de fármacos associado ao citocromo P450), envolvendo amitriptilina, salbutamol e glibenclamida. No entanto, o diclofenac pode aumentar a taxa de eliminação da tansulosina.

Metadona + Paroxetina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Prolongamento do intervalo QT: A metadona não deve ser associada a medicamentos que podem prolongar o intervalo QT, tais como antiarrítmicos (sotalol, amiodarona e flecainida), antipsicóticos (tioridazina, haloperidol, sertindol e fenotiazinas), antidepressivos (paroxetina, sertralina) ou antibióticos (eritromicina, claritromicina).

Pitolisant + Paroxetina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Inibidores da CYP2D6: A administração concomitante de pitolisant com paroxetina aumenta significativamente a Cmax média e o rácio da AUC0-72h do pitolisant, em cerca de 47% e 105%, respetivamente. Considerando a exposição duas vezes superior ao pitolisant, a sua administração concomitante com inibidores da CYP2D6 (por exemplo, paroxetina, fluoxetina, venlafaxina, duloxetina, bupropiona, quinidina, terbinafina, cinacalcet) deve ser feita com precaução. Pode eventualmente ser considerado um ajuste da dosagem durante a associação.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dextrometorfano + Paroxetina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de medicamentos que inibam o sistema enzimático do citocromo P450-2D6 a nível hepático e, por conseguinte, o metabolismo do dextrometorfano – nomeadamente amiodarona, quinidina, fluoxetina, haloperidol, paroxetina, propafenona, tioridazina, cimetidina e ritonavir – pode aumentar a concentração de dextrometorfano. Estes efeitos podem ocorrer se algum dos medicamentos mencionados tiver sido administrado recentemente, mesmo que a toma já tenha sido cessada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico
Aconselhe o doente a ler o guia de medicação antes de iniciar o tratamento e com cada recarga.

Aconselhar o paciente que a medicação é geralmente iniciada com uma dose baixa e gradualmente aumentada até que o máximo benefício seja obtido.

Aconselhar o paciente que a medicação é geralmente administrada como uma única dose diária, de preferência, na parte da manhã.

Aconselhar o paciente a tomar dose prescrita, independentemente das refeições, mas para tomar com comida, se ocorrerem dores de estômago.

Instruir o paciente a tomar comprimidos que estes devem ser engolidos inteiros e não esmagados, mastigados, divididos ou quebrados.

Aconselhar o paciente a tomar a suspensão para agitar bem antes de medir a dose e usar um copo ou uma colher de dosagem para medir a dose prescrita.

Aconselhar o paciente e cuidadores para estar alerta para mudanças anormais no humor ou pensamento e denunciar imediatamente os seguintes sintomas ao médico: agitação, ansiedade, hostilidade ou agressividade, impulsividade, irritabilidade, ataques de pânico, pensamentos e comportamentos suicidas.

Informar o paciente que pode levar 1-4 semanas para notar melhoria dos sintomas e para continuar com o tratamento prescrito assim que a melhoria for notada.

Instruir o paciente a entrar em contacto com o profissional de saúde se sentir que os sintomas não estão a melhorar, se estiverem a piorar ou se os seguintes efeitos adversos ocorrerem: alterações na função sexual, diarreia, sonolência, dor de cabeça, insónia, náusea, nervosismo, suores incomuns.

Aconselhar o paciente que se a medicação for descontinuada, o tratamento vai ser interrompido lentamente, a menos que as preocupações de segurança (por exemplo, erupções cutâneas) exijam uma retirada mais rápida.

Aconselhe o doente a tomar pequenos goles frequentes de água, chupar pedaços de gelo ou rebuçados sem açúcar ou mascar pastilhas sem açúcar se ocorrer boca seca.

Instruir o paciente para evitar bebidas alcoólicas e outros depressores enquanto tomar este medicamento.

Aconselhar o paciente que a substância pode prejudicar o julgamento, o pensamento ou reflexos e ter cuidado ao conduzir ou executar outras tarefas que requerem atenção mental até tolerância for determinada.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017