Paracetamol

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica) DCI/Medicamento Psicofármaco
O que é
Paracetamol ou acetaminofeno é a designação química do N-acetil-p-aminofenol, um medicamento analgésico de venda livre amplamente utilizado e antipirético (redutor da febre).

O paracetamol é classificado como um analgésico suave.

É comumente utilizado para o alívio de dores de cabeça e outras dores menores e é um ingrediente importante em numerosos resfriados e antigripais.

Em combinação com analgésicos opioides, o paracetamol pode também ser utilizado no tratamento da dor mais grave, tal como dor pós-cirúrgica e de prestação de cuidados paliativos em pacientes com cancro avançado.

Apesar de o paracetamol ser utilizado para tratar a dor inflamatória, não é geralmente classificado como um AINE porque exibe apenas uma fraca atividade anti-inflamatória.
Usos comuns
Utilizado para diminuir a febre com duração inferior a 3 dias e para alívio da dor ligeira a moderada.
Tipo
Sem informação.
História
Sem informação.
Indicações
Dor ligeira a moderada; pirexia.
Classificação CFT
02.10     Analgésicos e antipiréticos
Mecanismo De Ação
O paracetamol é um analgésico que possui também propriedades antipiréticas.
O mecanismo da ação analgésica não foi totalmente esclarecido.

O paracetamol pode atuar predominantemente por inibição da síntese das prostaglandinas ao nível do sistema nervoso central e, em menor grau, por bloqueio da geração de impulsos nervosos da dor no sistema periférico.

A ação periférica pode também resultar da inibição da síntese das prostaglandinas ou da inibição da síntese ou das ações de outras substâncias que sensibilizam os recetores da dor à estimulação mecânica ou química.

O paracetamol produz, provavelmente, a antipirese por ação a nível central do centro termorregulador hipotalâmico produzindo vasodilatação periférica, causando aumento de sudação e do fluxo sanguíneo através da pele e perda de calor.

A ação central envolve, provavelmente, a inibição da síntese das prostaglandinas no hipotálamo.
Posologia Orientativa
500 a 1.000 mg. Dose diária máxima 4.000 mg (também para a administração parentérica - IV - em regime de internamento hospitalar).
Administração
Via oral, a taxa de absorção pode ser reduzida se o fármaco for administrado com alimentos.
Contraindicações
IH ou IR; dependência do álcool.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
São raras. Estão descritas doenças hematológicas, rashes e pancreatite após utilização prolongada.

Na intoxicação o risco de IH é elevado, a IR também é possível.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Não há evidência de malformações; doses elevadas por períodos prolongados podem causar doenças renal ou hepática fetal de consequências fatais; a combinação com a di-hidrocodeína é de evitar na gravidez, em especial junto ao parto pelo risco de síndrome de privação. Ausência de risco fetal, demonstrada em experimentação animal ou em estudos humanos. Trimestre: 2º e 3º
Aleitamento
Aleitamento:Presente no leite em quantidades muito pequenas para ser perigoso; seguro na dose usual.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Toxicidade dependente da dose; evitar doses altas.
Precauções Gerais
O paracetamol deve ser utilizado com precaução em casos de:
- malnutrição crónica (reservas baixas de glutationa hepática),
- peso <50 kg,
- insuficiência hepatocelular,
- alcoolismo crónico,
- insuficiência renal grave (depuração da creatinina
30 mL/min),
- disfunção renal,
- insuficiência cardíaca grave,
- doenças pulmonares,
- anemia,
- deficiência da glucose-6-fosfato desidrogenase,
- desidratação.

Em crianças tratadas com 60 mg/kg por dia de paracetamol, não se justifica a associação
com outros antipiréticos, exceto em caso de falta de eficácia.

No caso de febre recorrente, de febre elevada (>39°C) ou de sinais de infeção
secundária ou de persistência de sintomas para além de 3 dias, deve efetuar-se a reavaliação clínica do tratamento por um médico.

Se a dor persistir durante mais de 3 dias em crianças ou 5 dias em adultos (2 dias no caso de dores de garganta), a febre durar mais de 3 dias ou agravar, ou se se desenvolverem outros sintomas, o tratamento deve ser interrompido e consultado o médico.

Recomenda-se precaução em doentes asmáticos sensíveis ao ácido acetilsalicílico, dado terem sido descritas reações ligeiras de tipo broncospástico associadas à utilização de paracetamol (reação cruzada) nestes doentes, embora estas se tenham apresentado apenas em 5% dos doentes tratados.
Cuidados com a Dieta
Evite bebidas alcoólicas.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.

Caso se tenha esquecido de tomar uma dose tome o mais cedo possível e depois continue com o esquema normal. Contudo, se estiver quase na hora da dose seguinte, salte a dose esquecida e tome a dose seguinte como é habitual.
Cuidados no Armazenamento
O medicamento não necessita de qualquer temperatura especial de conservação.
Manter fora do alcance e da vista das crianças.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
 Sem significado Clínico

Oxicodona + Naloxona + Paracetamol

Observações: Não foram realizados estudos de interacção em adultos.
Interações: Nas concentrações terapêuticas, não é de esperar que Oxicodona / Naloxona apresente interações clinicamente relevantes com outras substâncias activas concomitantemente administradas e metabolizadas pelos isómeros do CYP, CYP1A2, CYP2A6, CYP2C9/19, CYP2D6, CYP2E1 e CYP3A4. Adicionalmente, é mínima a possibilidade de ocorrência de interações clinicamente relevantes entre o paracetamol, o ácido acetilsalicílico ou a naltrexona e a combinação de oxicodona e naloxona nas concentrações terapêuticas.

Pitolisant + Paracetamol

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Medicamentos cujo metabolismo pode ser afetado pelo pitolisant: Substratos da CYP3A4 e da CYP2B6: Com base nos dados in vitro, o pitolisant e os seus metabolitos principais podem induzir a CYP3A4 e a CYP2B6 em concentrações terapêuticas, e a CYP2C, UGT e glicoproteína-P por extrapolação. Não existem dados clínicos disponíveis sobre a magnitude desta interação. Por conseguinte, a associação de pitolisant com substratos da CYP3A4 com uma margem terapêutica estreita (por exemplo, imunossupressores, docetaxel, inibidores das quinases, cisaprida, pimozida, halofantrina), deve ser evitada. Medicamentos cujo metabolismo pode ser afetado pelo pitolisant: Com outros substratos da CYP3A4, CYP2B6 (por exemplo, efavirenz, bupropiona), CYP2C (por exemplo, repaglinida, fenitoína, varfarina), glicoproteína-P (por exemplo, dabigatrano, digoxina) e UGT (por exemplo, morfina, paracetamol, irinotecano), é necessária precaução quanto à monitorização clínica da sua eficácia.

Liraglutido + Paracetamol

Observações: In vitro, liraglutido apresentou um potencial muito reduzido para envolvimento em interações farmacocinéticas com outras substâncias ativas relacionadas com o citocromo P450 e a ligação às proteínas plasmáticas. O pequeno atraso do esvaziamento gástrico com liraglutido poderá influenciar a absorção de medicamentos administrados concomitantemente por via oral. Os estudos de interação não mostraram qualquer atraso clinicamente relevante da absorção, pelo que não é necessário o ajuste da dose. Alguns doentes tratados com liraglutido comunicaram pelo menos um episódio de diarreia aguda. A diarreia pode afetar a absorção de medicamentos administrados concomitantemente por via oral.
Interações: O liraglutido não alterou a exposição geral do paracetamol na sequência de uma dose única de 1000 mg. A Cmax do paracetamol foi reduzida em 31% e o tmax médio foi atrasado até 15 min. Não é necessário um ajuste da dose para a utilização concomitante do paracetamol.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metoxsaleno + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: Estudos efetuados comprovaram que o metoxsaleno diminui também a ativação metabólica do paracetamol em animais e humanos, provavelmente como consequência da inibição associada ao metoxsaleno da transformação oxidativa do paracetamol pelo citocromo P450 hepático.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácidos biliares - resinas sequestradoras + Paracetamol

Observações: As resinas podem ligar-se, no tubo digestivo, a fármacos administrados por via oral. Podem também ligar-se a fármacos que sofrem circulação entero-hepática, mesmo se estes fármacos forem administrados por via parentérica
Interações: Fármacos cuja absorção pode ser reduzida: - Paracetamol
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Dienogest + Etinilestradiol + Paracetamol

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. As interações do etinilestradiol e o dienogest, com outros medicamentos podem aumentar ou diminuir ou ambas, as concentrações séricas das hormonas esteroides. A redução das concentrações séricas de etinilestradiol/dienogest pode levar a um aumento das hemorragias intercorrentes e dos distúrbios menstruais e reduzir a eficácia do contracetivo do Dienogest / Etinilestradiol; o aumento de etinilestradiol/dienogest nos níveis séricos pode levar a um aumento de incidência e aumento da expressão de efeitos secundários.
Interações: Os seguintes medicamentos podem aumentar as concentrações séricas das hormonas esteroides contidas no Dienogest / Etinilestradiol: - Compostos que inibem a sulfatação de etinilestradiol na parede gastrointestinal, tais como o ácido ascórbico ou o paracetamol, - Atorvastatina (aumento na AUC do etinilestradiol em 20%), - Compostos que inibem as enzimas microssomais hepáticas, tais como imidazol antifúngicos (por exemplo fluconazol), indinavir e troleandomicina. - Os chamados inibidores da enzima CYP3A4 como antifúngicos azólicos, cimetidina, verapamil, macrólidos, diltiazem, antidepressivos e sumo de toranja podem aumentar os níveis plasmáticos de dienogest. Dienogest / Etinilestradiol contidos nas hormonas esteroides podem influenciar o metabolismo de outros medicamentos: - Inibindo as enzimas microssomais hepáticas, resultando num aumento das concentrações séricas de medicamentos, tais como o diazepam (e algumas outras benzodiazepinas), teofilina, ciclosporina e glucocorticoides, - Através da indução da glucuronidação hepática, resultando na diminuição das concentrações séricas de clofibrato por exemplo, paracetamol, morfina, lorazepam (e algumas outras benzodiazepinas) e lamotrigina. Estudos in vitro mostraram que o dienogest em concentrações relevantes não inibe as enzimas do citocromo P-450, pelo que a este nível não se esperam interações medicamentosas. Adicionalmente devem ser verificadas as informações técnicas dos medicamentos prescritos para verificar possíveis interações com Dienogest / Etinilestradiol. A necessidade de insulina ou de agentes hipoglicemiantes orais pode ser alterada em função da influência da tolerância à glicose.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Norgestrel + Valerato de estradiol + Paracetamol

Observações: A contracepção hormonal deve ser interrompida quando a THS é iniciada e a doente deve ser aconselhada a tomar medidas contraceptivas não-hormonais, se necessário.
Interações: Interações medicamentosas: Substâncias que sofrem uma conjugação substancial (por ex. paracetamol) podem aumentar a biodisponibilidade do estradiol por inibição competitiva do sistema de conjugação durante a absorção.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Triclorometiazida + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: Acetaminofeno (Paracetamol) pode aumentar as atividades de hipotensão ortostática de Triclormetiazida.

Ranelato de estrôncio + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: Não houve evidência de interações clínicas ou aumento relevante dos níveis sanguíneos de estrôncio, com os medicamentos habitualmente prescritos concomitantemente com ranelato de estrôncio na população alvo, durante os ensaios clínicos. Estes incluíram: Anti-inflamatórios não esteroides (incluindo ácido acetilsalicílico), anilidas (como o paracetamol), bloqueadores H2 e inibidores da bomba de protões, diuréticos, digoxina e glicosidos cardíacos, nitratos orgânicos e outros vasodilatadores para doenças cardíacas, bloqueadores dos canais de cálcio, bloqueadores beta, IECAs, antagonistas da angiotensina II, agonistas seletivos dos adrenoreceptores beta-2, anticoagulantes orais, inibidores da agregação plaquetária, estatinas, fibratos e derivados benzodiazepínicos.

Fosinopril + Hidroclorotiazida + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: Outros fármacos: a biodisponibilidade do fosinopril não ligado não é alterada pela coadministração com ácido acetilsalicílico, clortolidona, cimetidina, digoxina, metoclopramida, nifedipina, propanolol, propantelina ou varfarina. Fosinopril / Hidroclorotiazida tem sido usado concomitantemente com paracetamol, outros anti-inflamatórios não- esteroides, anti-histamínicos, antilipémicos, estrogénios, sem evidência de eventos adversos clinicamente importantes.

Oseltamivir + Paracetamol

Observações: As propriedades farmacocinéticas do oseltamivir, tais como a reduzida ligação às proteínas e o metabolismo independente dos sistemas de metabolização com intervenção do CYP450 e da glucuronidase, sugerem que é improvável a ocorrência de interações medicamentosas clinicamente relevantes, por estes mecanismos. É improvável a ocorrência de interações medicamentosas clinicamente importantes que envolvam a competição para a secreção tubular renal, devido às margens de segurança conhecidas para a maior parte destas substâncias, às características de eliminação do metabolito ativo (filtração glomerular e secreção tubular aniónica) e à capacidade de excreção destas vias.
Interações: Não se observaram interações farmacocinéticas entre o oseltamivir ou os seus principais metabolitos ao coadministrar oseltamivir e paracetamol, ácido acetilsalicílico, cimetidina, antiácidos (hidróxidos de magnésio e alumínio e carbonatos de cálcio), rimantadina ou varfarina (em indivíduos estáveis a tomar varfarina e sem gripe).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloromadinona + Etinilestradiol + Paracetamol

Observações: A interação do etinilestradiol, com outros medicamentos, pode aumentar ou reduzir as concentrações séricas de etinilestradiol. Em caso de necessidade de tratamento prolongado com essas subtâncias ativas, devem ser utilizados métodos contracetivos não hormonais. Concentrações séricas reduzidas de etinilestradiol podem aumentar as hemorragias intracíclicas e as perturbações dos ciclos, e reduzir a eficácia contracetiva de Cloromadinona / Etinilestradiol; concentrações séricas aumentadas de etinilestradiol podem aumentar a frequência e a gravidade dos efeitos indesejáveis.
Interações: Os seguintes medicamentos/substâncias ativas podem aumentar as concentrações séricas de etinilestradiol: Substâncias que inibem a sulfatação do etinilestradiol na parede intestinal, por exemplo ácido ascórbico ou paracetamol Atorvastatina (aumenta a AUC do etinilestradiol em 20%) Substâncias que inibem as enzimas microssomais hepáticas, tais como, antimicóticos imidazólicos (por exemplo fluconazol), indinavir ou troleandomicina. Os seguintes medicamentos/substâncias ativas podem aumentar as concentrações séricas de etinilestradiol: O etinilestradiol pode afetar o metabolismo de outras substâncias: Por inibir as enzimas microssomais hepáticas e, por esse motivo, aumentar as concentrações séricas de substâncias ativas, tais como diazepam (e outras benzodiazepinas metabolizadas por hidroxilação), ciclosporina, teofilina e prednisolona. Por induzir a glucuronização hepática e, por esse motivo, reduzir as concentrações séricas de por exemplo clofibrato, paracetamol, morfina e lorazepam. As necessidades de insulina ou de antidiabéticos orais (agentes que diminuem a glucose sanguínea) podem alterar-se em consequência da influência na tolerência à glucose. O mesmo pode ser válido para os medicamentos tomados pouco tempo antes. O Resumo das Características do Medicamento dos medicamentos prescritos devem ser consultados tendo em atenção as possíveis interações com Cloromadinona / Etinilestradiol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Sedativos

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea de paracetamol com outros fármacos, que aumentam a indução enzimática ao nível hepático, p.ex. determinados sedativos e anticonvulsivantes (incluindo fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e rifampicina, pode provocar ou agravar a lesão hepática. O mesmo se aplica à administração de paracetamol em situações de alcoolismo crónico.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Anticonvulsivantes

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea de paracetamol com outros fármacos, que aumentam a indução enzimática ao nível hepático, p.ex. determinados sedativos e anticonvulsivantes (incluindo fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e rifampicina, pode provocar ou agravar a lesão hepática. O mesmo se aplica à administração de paracetamol em situações de alcoolismo crónico.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Fenobarbital

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea de paracetamol com outros fármacos, que aumentam a indução enzimática ao nível hepático, p.ex. determinados sedativos e anticonvulsivantes (incluindo fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e rifampicina, pode provocar ou agravar a lesão hepática. O mesmo se aplica à administração de paracetamol em situações de alcoolismo crónico.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Fenitoína

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea de paracetamol com outros fármacos, que aumentam a indução enzimática ao nível hepático, p.ex. determinados sedativos e anticonvulsivantes (incluindo fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e rifampicina, pode provocar ou agravar a lesão hepática. O mesmo se aplica à administração de paracetamol em situações de alcoolismo crónico. A associação de paracetamol e medicamentos antiepiléticos (incluindo a fenitoína, barbitúricos, carbamazepina) indutores das enzimas hepáticas pode aumentar a toxicidade hepática induzida pelo paracetamol devido ao aumento da conversão do fármaco a metabolitos hepatotóxicos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea de paracetamol com outros fármacos, que aumentam a indução enzimática ao nível hepático, p.ex. determinados sedativos e anticonvulsivantes (incluindo fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e rifampicina, pode provocar ou agravar a lesão hepática. O mesmo se aplica à administração de paracetamol em situações de alcoolismo crónico. A associação de paracetamol e medicamentos antiepiléticos (incluindo a fenitoína, barbitúricos, carbamazepina) indutores das enzimas hepáticas pode aumentar a toxicidade hepática induzida pelo paracetamol devido ao aumento da conversão do fármaco a metabolitos hepatotóxicos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Rifampicina

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea de paracetamol com outros fármacos, que aumentam a indução enzimática ao nível hepático, p.ex. determinados sedativos e anticonvulsivantes (incluindo fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e rifampicina, pode provocar ou agravar a lesão hepática. O mesmo se aplica à administração de paracetamol em situações de alcoolismo crónico.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Álcool

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea de paracetamol com outros fármacos, que aumentam a indução enzimática ao nível hepático, p.ex. determinados sedativos e anticonvulsivantes (incluindo fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e rifampicina, pode provocar ou agravar a lesão hepática. O mesmo se aplica à administração de paracetamol em situações de alcoolismo crónico.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea de paracetamol e cloranfenicol pode atrasar marcadamente a excreção de cloranfenicol, aumentando as suas concentrações plasmáticas e causando um aumento do risco da toxicidade.

Paracetamol + Anticoagulantes orais (Derivados da Cumarina)

Observações: N.D.
Interações: Ainda não é possível avaliar o significado clínico das interações entre o paracetamol e os derivados cumarínicos.

Paracetamol + Anticoagulantes orais

Observações: N.D.
Interações: O uso a longo prazo deste medicamento em doentes que estão a receber o tratamento com anticoagulantes orais apenas deve ser efetuado sob vigilância médica.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Varfarina

Observações: N.D.
Interações: Foi observada a potenciação dos efeitos da varfarina com a toma continuada de doses elevadas de paracetamol.
 Potencialmente Grave

Paracetamol + Zidovudina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de paracetamol e AZT (zidovudina) pode aumentar a incidência ou o agravamento de neutropenia. O paracetamol apenas deve ser tomado simultaneamente com AZT se recomendado pelo médico.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Brometo de propantelina

Observações: N.D.
Interações: Quando o paracetamol é administrado simultaneamente com agentes que causam atraso no esvaziamento gástrico, p.ex. propantelina, a absorção e o início de ação do paracetamol podem ser retardados.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Metoclopramida

Observações: N.D.
Interações: A ingestão simultânea de fármacos que provocam a aceleração do esvaziamento gástrico, p.ex. metoclopramida e domperidona, aumenta a absorção e antecipa o início de ação do paracetamol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Domperidona

Observações: N.D.
Interações: A ingestão simultânea de fármacos que provocam a aceleração do esvaziamento gástrico, p.ex. metoclopramida e domperidona, aumenta a absorção e antecipa o início de ação do paracetamol.

Flupirtina + Paracetamol

Observações: A utilização concomitante de flupirtina com outros fármacos conhecidos por causar lesões hepáticas induzidas por fármacos deve ser evitada.
Interações: Quando a Flupirtina é utilizada concomitantemente com outra medicação que seja também principalmente metabolizada no fígado, os valores das enzimas hepáticas devem ser monitorizados desde o início do tratamento e de uma forma regular. A associação de maleato de flupirtina com outros medicamentos contendo paracetamol e / ou carbamazepina deve ser evitada.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Colestiramina

Observações: N.D.
Interações: A colestiramina reduz a absorção do paracetamol. Assim e para que tal não ocorra, o paracetamol deve ser administrado uma hora antes ou 4 horas depois da resina.
 Sem significado Clínico

Paracetamol + Antiepilépticos (AEs)

Observações: N.D.
Interações: A associação de paracetamol e medicamentos antiepiléticos (incluindo a fenitoína, barbitúricos, carbamazepina) indutores das enzimas hepáticas pode aumentar a toxicidade hepática induzida pelo paracetamol devido ao aumento da conversão do fármaco a metabolitos hepatotóxicos. Geralmente não é necessária a redução das doses em doentes que recebam concomitantemente doses terapêuticas de paracetamol e antiepiléticos. Contudo, os doentes devem limitar a automedicação com paracetamol quando estão medicados com antiepiléticos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Barbitúricos

Observações: N.D.
Interações: A associação de paracetamol e medicamentos antiepiléticos (incluindo a fenitoína, barbitúricos, carbamazepina) indutores das enzimas hepáticas pode aumentar a toxicidade hepática induzida pelo paracetamol devido ao aumento da conversão do fármaco a metabolitos hepatotóxicos.
 Sem significado Clínico

Canagliflozina + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da canagliflozina noutros medicamentos: Em estudos de interação, a canagliflozina no estado estacionário não teve um efeito clinicamente relevante na farmacocinética da metformina, contracetivos orais (etinilestradiol e levonorgestrol), glibenclamida, paracetamol, hidroclorotiazida, ou varfarina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Probenecida

Observações: N.D.
Interações: O probenecida causa uma diminuição de quase 2 vezes da depuração do paracetamol inibindo a sua conjugação com o ácido glucurónico. Deve considerar-se a diminuição da dose de paracetamol no tratamento concomitante com probenecida.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atovaquona + Paracetamol

Observações: Dada a experiência ser limitada, deve tomar-se precaução ao associar outros fármacos com Atovaquona. A atovaquona liga-se fortemente às proteínas plasmáticas, devendo tomar-se precaução ao administrar Atovaquona simultaneamente com outros fármacos com elevada taxa de ligação às proteínas e com baixos índices terapêuticos. A atovaquona não afeta a farmacocinética, metabolismo ou extensão de ligação às proteínas da fenitoína in vivo.
Interações: Em ensaios clínicos com Atovaquona pequenas reduções das concentrações plasmáticas de atovaquona (mediana <3μg/ml) foram associadas à administração concomitante com paracetamol, benzodiazepinas, aciclovir, opiáceos, cefalosporinas, antidiarreicos e laxantes. A relação causal entre a alteração nas concentrações plasmáticas de atovaquona e a administração dos fármacos mencionados é desconhecida.

Raloxifeno + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: A influência de medicação concomitante nas concentrações plasmáticas do raloxifeno foi avaliada nos estudos clínicos de prevenção e de tratamento da osteoporose. Medicamentos frequentemente coadministrados incluíram: Paracetamol, anti-inflamatórios não esteroides (tais como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno e naproxeno), antibióticos orais, antagonistas H1, antagonistas H2 e benzodiazepinas. Não foram identificados efeitos clínicos relevantes da coadministração destes fármacos nas concentrações plasmáticas do raloxifeno.

Diacereína + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: Não se observaram, também, interações com cimetidina e paracetamol.

Rilpivirina + Paracetamol

Observações: A rilpivirina é um inibidor in vitro do transportador MATE-2K com um IC50 < 2,7 nM. As implicações clínicas deste achado são atualmente desconhecidas.
Interações: INTERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES POSOLÓGICAS COM OUTROS MEDICAMENTOS ANALGÉSICOS: Paracetamol*# 500 mg dose única: Não é necessário qualquer ajuste da dose. * A interação entre Rilpivirina e o medicamento foi avaliada num estudo clínico. Todas as outras interações medicamentosas apresentadas são previstas. # Este estudo de interação foi realizado com uma dose superior à dose recomendada de Rilpivirina, para avaliar o efeito máximo no medicamento administrado concomitantemente. A recomendação posológica é aplicável à dose recomendada de Rilpivirina de 25 mg uma vez por dia.

Metformina + Canagliflozina + Paracetamol

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica farmacocinética com este medicamento. Contudo, tais estudos foram realizados com as substâncias ativas individuais (canagliflozina e metformina). A administração concomitante de canagliflozina (300 mg uma vez por dia) e metformina (2000 mg uma vez por dia) não teve um efeito clínico relevante sobre a farmacocinética quer da canagliflozina, quer da metformina.
Interações: CANAGLIFLOZINA Efeitos da canagliflozina noutros medicamentos: Em estudos de interação, a canagliflozina no estado estacionário não teve um efeito clinicamente relevante na farmacocinética da metformina, contracetivos orais (etinilestradiol e levonorgestrol), glibenclamida, paracetamol, hidroclorotiazida ou varfarina.

Imatinib + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: Imatinib inibe a o-glucoronidação do paracetamol in vitro com Ki de 58,5 micromol/l. Esta inibição não foi observada in vivo após a administração de imatinib 400 mg e de paracetamol 1000 mg. Não foram estudadas doses mais elevadas de imatinib e paracetamol. Recomenda- se, portanto, precaução na utilização concomitante de doses elevadas de imatinib e paracetamol.

Dolutegravir + Rilpivirina + Paracetamol

Observações: n.d.
Interações: Analgésicos Paracetamol/Dolutegravir: Não é necessário ajuste da dose. Paracetamol/Rilpivirina: Não é necessário ajuste da dose.

Zolmitriptano + Paracetamol

Observações: Como se verifica com outros agonistas dos receptores 5HT1B/1D, o zolmitriptano poderá atrasar a absorção de outros medicamentos.
Interações: Foram efectuados estudos de interacção com cafeína, ergotamina, diidroergotamina, paracetamol, metoclopramida, pizotifeno, fluoxetina, rifampicina e propranolol e não foram observadas diferenças clinicamente relevantes na farmacocinética do zolmitriptano ou do seu metabolito activo.

Insulina degludec + Liraglutido + Paracetamol

Observações: Não foram realizados estudos de interação com Insulina degludec/Liraglutido. Os dados in vitro sugerem que o potencial para as interações medicamentosas farmacocinéticas relacionadas com a interação de CYP e a ligação às proteínas é reduzido para o liraglutido e a insulina degludec. O pequeno atraso do esvaziamento gástrico com liraglutido poderá influenciar a absorção de medicamentos administrados concomitantemente por via oral. Os estudos de interação não mostraram qualquer atraso clinicamente relevante da absorção.
Interações: O liraglutido não alterou a exposição geral ao paracetamol na sequência de uma dose única de 1000 mg. A Cmax do paracetamol foi reduzida em 31% e o tmax médio foi atrasado até 15 min. Não é necessário um ajuste da dose para a utilização concomitante do paracetamol.

Ibuprofeno + Paracetamol + Paracetamol

Observações: n.d.
Interações: Este medicamento não deve ser tomado com outros medicamentos que contenham paracetamol, ibuprofeno, ácido acetilsalicílico, salicilatos ou qualquer outro fármaco anti-inflamatório (AINE), exceto por indicação médica. Efeitos em testes laboratoriais O paracetamol pode interferir com testes laboratoriais para determinar o ácido úrico sérico que usam o método do ácido fosfotúngstico e com testes para determinar a glucose sanguínea que usam o método glucose-oxidase-peroxidase.
 Sem significado Clínico

Semaglutido + Paracetamol

Observações:
Interações: Paracetamol O semaglutido atrasa a taxa de esvaziamento gástrico, conforme avaliado pela farmacocinética do paracetamol durante um teste com refeições padronizadas. A AUC0-60min e a Cmax do paracetamol registaram uma diminuição de 27% e 23%, respetivamente, após a utilização concomitante de 1 mg de semaglutido. A exposição total do paracetamol (AUC0-5h) não foi afetada. Não é necessário qualquer ajuste da dose de paracetamol quando esta é administrada com semaglutido.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dulaglutido + Paracetamol

Observações: O dulaglutido torna o esvaziamento gástrico mais lento e, por isso, pode afetar a taxa de absorção de outros medicamentos orais administrados concomitantemente. O dulaglutido deve ser utilizado com precaução em doentes tratados com medicamentos orais que careçam de uma rápida absorção gastrointestinal. Em algumas formulações de libertação prolongada, o aumento da libertação devido a um período maior de estase gástrica pode aumentar ligeiramente a exposição ao fármaco.
Interações: Após uma primeira dose de 1 e 3 mg de dulaglutido, a Cmax do paracetamol diminui, respetivamente, 36% e 50%, e a mediana da tmax foi mais tardia (3 e 4 horas, respetivamente). Após a administração concomitante com até 3 mg de dulaglutido em estado estacionário, não se observaram diferenças estatisticamente significativas na AUC(0-12), Cmax ou tmax do paracetamol. Não é necessário ajustar a dose de paracetamol, quando administrado concomitantemente com dulaglutido.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Artenimol + Piperaquina + Paracetamol

Observações: Não se realizaram estudos farmacocinéticos de interacção medicamentosa com Artenimol / Piperaquina. A avaliação do potencial de ocorrência de interações medicamentosas baseia-se em estudos in vitro.
Interações: A piperaquina tem o potencial de aumentar a velocidade do metabolismo de substratos da CYP2E1 produzindo uma diminuição das concentrações plasmáticas de substratos como o paracetamol ou a teofilina e os gases anestésicos enflurano, halotano e isoflurano. A principal consequência desta interacção poderá consistir numa diminuição da eficácia dos medicamentos administrados concomitantemente.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metirapona + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: Metopirone pode potenciar a toxicidade do paracetamol (acetaminofeno) nos humanos.

Enzalutamida + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: Potencial da enzalutamida para afetar a exposição a outros medicamentos: Indução enzimática: A enzalutamida é um potente inibidor enzimático levando ao aumento da síntese de muitas enzimas e transportadores; portanto é esperada a interação com muitos medicamentos comuns que são substratos destas enzimas ou transportadores. A redução das concentrações plasmáticas podem ser substanciais, e levar a perda ou reduzir o efeito clínico. Existe também um risco aumentado da formação de metabolitos ativos. As enzimas que podem ser induzidas são o CYP3A no fígado e intestino, o CYP2C9, o CYP2C19, o CYP1A2 e auridina 5’ difosfato-glucuronosiltransferases (conjugação das enzimas UGTs-glucuronida). A proteína de transporte de P-gp pode também ser induzida, e provavelmente outros transportadores, como por exemplo, a proteína de resistência múltipla 2 (MRP2), proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e do polipéptido transportador aniónico orgânico 1B1, (OATP1B1). Estudos in vivo demonstraram que a enzalutamida é um indutor potente do CYP3A4 e um indutor moderado do CYP2C9 e do CYP2C19. A coadministração da enzalutamida (160 mg uma vez por dia) com doses únicas orais de substratos sensíveis ao CYP em doentes com cancro da próstata, resultou numa diminuição de 86% da AUC do midazolam (substrato do CYP3A4), numa diminuição de 56% na AUC da S-varfarina (substrato do CYP2C9) e numa diminuição de 70% na AUC do omeprazol (substrato do CYP2C19). A UGT1A1 pode também ter sido induzida. São esperadas interações com alguns medicamentos que são eliminados através do metabolismo ou por transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico é de grande importância para o doente, e se os ajustes de dose não são facilmente realizados com base na monitorização de eficácia ou da concentração plasmática, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. O risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é suspeito ser maior em doentes tratados concomitantemente com indutores de enzima.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Lidocaína + Prilocaína + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: A prilocaína em doses elevadas pode causar um aumento no nível de meta-hemoglobina, especialmente em combinação com fármacos indutores da meta-hemoglobinémia (por exemplo sulfonamidas, acetominofeno/paracetamol, benzocaína, cloroquina, primaquina, quinidina, dapsona, nitrofurasona, nitroglicerina, fenitoína e fenobarbital). Em neonatais com idades compreendidas entre 0-12 meses apenas se deve considerar a interacção com as sulfonamidas, não sendo provável o tratamento com outro dos fármacos mencionados.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bussulfano + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: Está descrito que o paracetamol reduz os níveis de glutationa no sangue e nos tecidos, pelo que pode reduzir a depuração do bussulfano, quando usado em combinação.

Dabrafenib + Paracetamol

Observações: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de dabrafenib noutros medicamentos: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Num estudo clínico de interação medicamentosa, a Cmax e AUC do midazolam oral (um substrato do CYP3A4) diminuiu 61% e 74% respetivamente com a coadministração de doses repetidas de dabrafenib utilizando uma formulação com uma biodisponibilidade mais baixa do que a formulação de dabrafenib. A administração de 150 mg de dabrafenib duas vezes por dia e varfarina resultou numa diminuição da AUC de S-e R-varfarina em 37% e 33% em comparação com a administração de varfarina em monoterapia. A Cmax de S-e R-varfarina aumentou 18% e 19%. São esperadas interações com muitos medicamentos eliminados através do metabolismo ou transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico for de grande importância para o doente, e os ajustes posológicos não forem facilmente realizáveis com base na monitorização da eficácia ou concentrações plasmáticas, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. Suspeita-se que o risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é superior nos doentes tratados concomitantemente com indutores enzimáticos. Espera-se que o número de medicamentos afetados seja grande; embora a magnitude da interação possa variar. Os grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não estão limitados a: - Analgésicos (por ex. fentanilo, metadona) - Antibióticos (por ex., claritromicina, doxiciclina) - Agentes anticancerígenos (por ex., cabazitaxel) - Anticoagulantes (por ex. acenocumarol, varfarina) - Antiepiléticos (por ex., carbamazepina, fenitoína, primidona, ácido valpróico) - Antipsicóticos (por ex., haloperidol) - Bloqueadores dos canais de cálcio (por ex., diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) - Glicosidos cardíacos (por ex., digoxina) - Corticosteroides (por ex., dexametasona, metilprednisolona) - Antivíricos para o VIH (por ex., amprenavir, atazanavir, darunavir, delavirdina, efavirenz, fosamprenavir, indinavir, lopinavir, nelfinavir, saquinavir, tipranavir) - Contracetivos hormonais - Hipnóticos (por ex., diazepam, midazolam, zolpidem) - Imunossupressores (por ex., ciclosporina, tacrolimus, sirolímus) - Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (por ex., atorvastatina, sinvastatina) É provável que o início da indução ocorra após 3 dias de administração repetida com dabrafenib. Aquando da descontinuação de dabrafenib, o equilibro da indução é gradual, as concentrações dos CYP3A4, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP2C19, UDP-glucuronosil transferases (UGT) e substratos transportadores podem aumentar e os doentes devem ser monitorizados para toxicidade e a posologia destes agentes pode necessitar de ser ajustada. In vitro, o dabrafenib é um inibidor do mecanismo do CYP3A4. Como tal, a inibição transitória do CYP3A4 pode ser vista durante os primeiros dias do tratamento.

Lixisenatido + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: Utilizou-se paracetamol como medicamento modelo para avaliar o efeito do lixisenatido sobre o esvaziamento gástrico. Após a administração de uma dose única de 1000 mg de paracetamol, a AUC e o t 1/2 do paracetamol mantiveram-se inalterados, qualquer que fosse a altura da sua administração (antes ou após a injeção de lixisenatido). Quando administrado 1 ou 4 horas após 10 mcg de lixisenatido, a Cmax do paracetamol diminuiu 29% e 31%, respetivamente, e o tmax mediano sofreu um atraso de 2,0 e 1,75 horas, respetivamente. Com a dose de manutenção de 20 mcg, prevê-se um atraso ainda maior no tmax e uma diminuição da Cmax do paracetamol. Não se observaram efeitos sobre a Cmax e o tmax do paracetamol quando este foi administrado 1 hora antes do lixisenatido. Em função destes resultados, não é necessário um ajuste de dose do paracetamol, mas o atraso do tmax verificado quando se administrou paracetamol 1-4 horas após o lixisenatido deve ser tido em conta quando se pretende um rápido início de ação para assegurar a eficácia.

Fluindiona + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: Associações que requerem precauções de utilização: Paracetamol: Se o paracetamol com doses máximas (4 g / dia) durante pelo menos 4 dias, pode aumentar o efeito de anticoagulantes orais e risco de hemorragia. Monitorização mais frequente do INR. Ajustar a dose de anticoagulante oral durante o tratamento com paracetamol e após a sua retirada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Anticoagulantes orais + Paracetamol

Observações: Intensamente ligados às proteínas plasmáticas. O metabolismo pode ser induzido. Susceptível à inibição do metabolismo pelo CYP2C9. A resposta anticoagulante pode ser alterada por fármacos que afectam a síntese ou o catabolismo de factores da coagulação.
Interações: Varfarina: Aumentam o efeito do anticoagulante com risco de hemorragia: Paracetamol: impede a síntese de factores da coagulação - Paracetamol

Ustecinumab + Paracetamol

Observações: Não foram realizados estudos de interação em humanos.
Interações: Na análise farmacocinética populacional dos estudos de fase III, foi avaliado o efeito dos medicamentos concomitantes mais frequentemente utilizados em doentes com psoríase (incluindo paracetamol, ibuprofeno, ácido acetilsalicílico, metformina, atorvastatina, levotiroxina) sobre a farmacocinética do ustecinumab. Não se verificaram indícios de interação com estes medicamentos concomitantes. A base para esta análise consistiu no facto de, pelo menos, 100 doentes (> 5% da população estudada) terem sido tratados concomitantemente com estes medicamentos durante, pelo menos, 90% do período de estudo.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Varfarina + Paracetamol

Observações: n.d.
Interações: Os compostos que reconhecidamente potenciam a acção da varfarina ou que habitualmente são referidos como exercendo esse efeito são: Ácido etacrínico, ácido mefenâmico, ácido tielínico, álcool (ingestão aguda), alopurinol, amiodarona, Ácido Acetilsalicílico, azapropazona, cefamandol, ciprofloxacina, claritromicina, cloranfenicol, cimetidina, clofibrato, cotrimoxazol, danazol, dextropropoxifeno, dipiramidol, dissulfiram, eritromicina, estanozolol, etiloestrenol, fenilbutazona, fibratos, fluconazol, glucagão, halofenato, hormonas tiroideias, cetoconazol, latamofex, meclofenamato de sódio, metronidazol, miconazol, noretandrolona, omeprazol, oxifenbutazona, oximetolona, paracetamol, piroxicam, propafenona, quetoquenazol, quinidina, quinina, sinvastatina, ISRS antidepressivos, sulfinpirazona, sulfonamidas, sulindac, tetraciclina, valproato, vitamina E.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Oxibutinina + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: Pelo contrário, a oxibutinina pode diminuir o grau de absorção da lidocaína, do paracetamol, do lítio, das aminopenicilinas, da tetraciclina, da fenilbutazona, do sulfametoxazol, do cotrimoxazol e das preparações de libertação lenta.

Cetorolac + Paracetamol

Observações: O cetorolac tem uma elevada ligação às proteínas plasmáticas humanas (média de 99,2%) e a ligação não depende da concentração. Não existe evidência em estudos humanos ou animais que cetorolac induza ou iniba as enzimas hepáticas capazes de o metabolizar a ele ou a outros fármacos. Como tal, não se espera que Cetorolac altere a farmacocinética de outros fármacos devido a mecanismos de indução ou inibição enzimática.
Interações: Em concentrações terapêuticas, a digoxina, varfarina, ibuprofeno, naproxeno, piroxicam, acetaminofeno, fenitoína e tolbutamida não alteraram a ligação de cetorolac às proteínas.
 Sem significado Clínico

Insulina glargina + Lixisenatido + Paracetamol

Observações: Não foram realizados estudos de interação com Insulina glargina + Lixisenatido. A informação fornecida a seguir baseia-se em estudos com os componentes individuais. Algumas substâncias afetam o metabolismo da glicose e podem exigir o ajuste posológico de Insulina glargina + Lixisenatido
Interações: Paracetamol Utilizou-se paracetamol como medicamento modelo para avaliar o efeito de lixisenatido sobre o esvaziamento gástrico. Após a administração de uma dose única de 1000 mg de paracetamol, a AUC e o t1/2 do paracetamol mantiveram-se inalterados, qualquer que fosse a altura da sua administração (antes ou após a injeção de lixisenatido). Quando administrado 1 ou 4 horas após 10 µg de lixisenatido, a Cmáx. do paracetamol diminuiu em 29% e 31%, respetivamente, e a mediana do tmáx. sofreu um atraso de 2,0 e 1,75 horas, respetivamente. Com a dose de manutenção de 20 µg, prevê-se um atraso ainda maior no tmáx. e uma redução da Cmáx do paracetamol. Não se observaram efeitos sobre a Cmáx. e o tmáx. do paracetamol quando este foi administrado 1 hora antes do lixisenatido. Com base nestes resultados, não é necessário um ajuste posológico do paracetamol, mas o atraso do tmáx. observado quando se administrou paracetamol 1-4 horas após lixisenatido deve ser levado em conta quando se pretende um início rápido da ação para assegurar a eficácia.
 Sem significado Clínico

Exenatido + Paracetamol

Observações: Os estudos de interação com exenatido só foram realizados em adultos.
Interações: Os resultados de um estudo usando paracetamol como marcador do esvaziamento gástrico sugerem que o efeito de exenatido de libertação prolongada na lentificação do esvaziamento gástrico é mínimo e não se espera que cause reduções clinicamente significativas no ritmo e extensão da absorção dos medicamentos administrados concomitantemente por via oral. Assim, não é necessário qualquer ajuste de dose dos medicamentos sensíveis a um esvaziamento gástrico demorado. Quando se administraram comprimidos de paracetamol 1.000 mg, com ou sem alimentos, após 14 semanas de terapêutica com e xenatido de libertação prolongada, não se observaram alterações significativas na AUC do paracetamol comparativamente com o período de controlo. A Cmax do paracetamol diminuiu cerca de 16% (em jejum) e 5% (após ingestão) e a tmax aumentou aproximadamente de 1 hora no período de controlo para 1,4 horas (em jejum) e 1,3 horas (após ingestão). Os seguintes estudos de interação foram efetuados com 10 μg de exenatido de libertação imediata mas não com exenatido de libertação prolongada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciproterona + Valerato de estradiol + Paracetamol

Observações: A contracepção hormonal deve ser interrompida quando a THS é iniciada e a doente deve ser aconselhada a tomar medidas contraceptivas não-hormonais, se necessário.
Interações: Interações medicamentosas: Substâncias que sofrem uma conjugação substancial (por ex. paracetamol) podem aumentar a biodisponibilidade do estradiol por inibição competitiva do sistema de conjugação durante a absorção.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Primidona + Paracetamol

Observações: Tanto a primidona como o seu principal metabolito, o fenobarbital, induzem a actividade enzimática hepática, principalmente o sistema enzimático CYP4503A4. Isto pode provocar alterações na farmacocinética de fármacos administrados simultaneamente.
Interações: O Primidona inibe a glucuronidação do paracetamol e pode aumentar a hepatotoxicidade deste.

Pilocarpina + Paracetamol

Observações: N.D.
Interações: Enquanto não se realizarem estudos formais de interações medicamentosas, foram utilizados os seguintes medicamentos concomitantemente em pelo menos 10% dos doentes num ou em ambos os estudos de eficácia na síndrome de Sjögren: Ácido acetilsalicílico, lágrimas artificiais, cálcio, estrogénios conjugados, sulfato de hidroxicloroquina, ibuprofeno, levotiroxina de sódio, acetato de medroxiprogesterona, metotrexato, multivitaminas, naproxeno, omeprazol, paracetamol e prednisolona. Não existiram notificações de toxicidade farmacológica durante qualquer estudo de eficácia.
Tome especial cuidado:

- Pergunte ao seu médico antes de dar este medicamento a crianças com menos de 3 anos.

- Não exceda as doses recomendadas.

- Consulte o seu médico antes de tomar o medicamento em caso de doentes com problemas dos rins, coração ou pulmões e em doentes com anemia (diminuição da
hemoglobina do sangue devido ou não a uma diminuição do número de glóbulos
vermelhos) ou com níveis baixos de uma enzima do sangue chamada desidrogenase da
glicose-6-fosfato.

- Em doentes com um peso inferior a 50 kg devido a anorexia, com malnutrição ou com desidratação, porque pode aumentar a toxicidade a nível do fígado.

- O consumo de bebidas alcoólicas pode induzir o paracetamol a causar lesões hepáticas.

- No caso de febre alta (>39°C), consulte o seu médico antes de tomar Paracetamol.

- Se a dor persistir durante mais de 3 dias em crianças ou 5 dias em adultos (2 dias no caso de dores de garganta), a febre durar mais de 3 dias ou agravar, ou se se desenvolverem outros sintomas, deve parar o tratamento e consultar o seu médico.

Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017