Oritavancina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência na Condução
O que é
A oritavancina é um tipo de antibiótico (um antibiótico lipoglicopeptídico) que pode matar ou parar o crescimento de certas bactérias.

Oritavancina é utilizado para tratar infeções da pele e dos tecidos subjacentes.

Destina-se a ser utilizado apenas em adultos.


Oritavancina só pode ser utilizado para tratar infeções causadas por bactérias conhecidas por bactérias Gram positivas.



Usos comuns
Oritavancina é indicado para o tratamento de infeções bacterianas agudas cutâneas e das estruturas cutâneas (ABSSSI - acute bacterial skin and skin structure infections) em adultos.

Tipo
Molécula pequena.
História
Oritavancin (DCI, também conhecido como LY333328, Orbactiv) é um novo antibiótico de glicopéptido semi-sintético a ser desenvolvido para o tratamento de infecções bacterianas gram-positivas graves. Originalmente descoberto e desenvolvido pela Eli Lilly, oritavancin foi adquirido por InterMune em 2001 e, em seguida, por Targanta Therapeutics no final de 2005.

Em dezembro de 2008, os EUA Food and Drug Administration recusou a aprovação sem estudos adicionais, e um aplicativo da UE foi retirada. Em 2009, os direitos de desenvolvimento foram adquiridos por The Medicines Company, que completou ensaios clínicos e apresentou um novo pedido à FDA em fevereiro de 2014.
Em 06 de agosto de 2014, a FDA aprovou oritavancin para o tratamento de infecções da pele nos Estados Unidos.

Indicações
Classificação CFT
n.d.     n.d.
Mecanismo De Ação
A oritavancina tem três mecanismos de ação: (i) inibição da etapa de transglicosilação (polimerização) da biossíntese da parede celular através da ligação ao péptido de origem dos precursores do peptidoglicano, (ii) inibição da etapa de transpeptidação (ligação cruzada) da biossíntese da parede celular através da ligação aos segmentos de ponte dos péptidos da parede celular, e (iii) disrupção da integridade da membrana bacteriana causando a despolarização, permeabilização e morte rápida da célula.

Posologia Orientativa
1.200 mg administrados numa dose única por perfusão intravenosa durante 3 horas.
Administração
Via intravenosa.

Perfusão intravenosa durante 3 horas
Contraindicações
Hipersensibilidade à Oritavancina.


A utilização de heparina sódica não fracionada intravenosa é contraindicada durante 48 horas após a administração de oritavancina porque é de prever que os resultados do teste do tempo de tromboplastina parcial ativada (aPTT) permaneçam falsamente elevados durante aproximadamente 48 horas após a administração de oritavancina
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Informe imediatamente o médico ou enfermeiro se tiver uma reação à perfusão incluindo qualquer um dos seguintes sintomas:
- Vermelhidão da face ou de outras zonas da pele,
- Pieira,

- Falta de ar,
- Inchaço na garganta ou sob a pele que se desenvolve num curto período de tempo,
- Arrepios ou tremores,
- Pulso rápido ou fraco,
- Urticária,
- Comichão,
- Dor ou aperto no peito,
- Tensão arterial baixa.

Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 doentes):
- Menos glóbulos vermelhos ou menos hemoglobina do que é normal,
- Sensação de tonturas,
- Dores de cabeça,
- Sensação de enjoo (náuseas) ou vómitos,
- Diarreia,
- Prisão de ventre,
- Dor ou irritação no local onde foi administrada a injeção,
- Comichão, erupção na pele,
- Dor nos músculos,
- Mais enzimas produzidas pelo seu fígado (como indicado nas análises de sangue),
- Coração acelerado ou batimentos rápidos do coração,
- Agravamento da infeção ou nova infeção noutro local na sua pele;
- Zona inchada e vermelha da pele ou sob a pele que está quente e dolorosa,
- Acumulação de pús sob a pele.

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até 10 em cada 1.000 doentes):
- Níveis mais elevados do que o normal de eosinófilos, um tipo de glóbulo branco (eosinofilia);
- Níveis baixos de açúcar no sangue,
- Níveis elevados de ácido úrico no sangue,
- Aumento dos níveis de bilirrubina no sangue,
- Erupção grave na pele,
- Vermelhidão,
- Inflamação à volta de um tendão (conhecida por tenosinovite),
- Infeção nos ossos causada por bactérias (conhecida por osteomielite),
- Diminuição da contagem de plaquetas do sangue abaixo do limite inferior normal (conhecida por trombocitopenia).
Advertências
Gravidez
Gravidez:Não administrar durante a gravidez
Conducao
Conducao:Podem ocorrer tonturas e estas podem ter um efeito na capacidade de conduzir.
Precauções Gerais
Reações de hipersensibilidade:
Foram notificadas reações de hipersensibilidade graves em associação com a utilização de orivantacina.

Caso ocorra uma reação de hipersensibilidade aguda durante a perfusão de oritavancina, esta deve ser descontinuada imediatamente e devem ser instituídos os cuidados de suporte apropriados.


Não existem dados disponíveis sobre reatividade cruzada entre a oritavancina e outros glicopéptidos, incluindo a vancomicina.

Antes de utilizar a oritavancina é importante inquirir cuidadosamente sobre reações anteriores de hipersensibilidade a glicopéptidos (p. ex., vancomicina, telavancina).

Devido à possibilidade de hipersensibilidade cruzada, a monitorização cuidadosa de doentes com quaisquer antecedentes de hipersensibilidade a glicopéptidos deve ser efetuada durante e após a perfusão.


Reações relacionadas com a perfusão:
A oritavancina é administrada por perfusão intravenosa durante 3 horas para minimizar o risco de reações relacionadas com a perfusão.

Demonstrou-se que a oritavancina causa reações relacionadas com a perfusão incluindo prurido, urticária ou rubor.

Se ocorrerem reações, deve considerar-se a interrupção ou diminuição da velocidade da perfusão para atenuar a reação.


Necessidade de agentes antibacterianos adicionais:
A oritavancina é ativa apenas contra bactérias Gram positivas.

Em infeções mistas nas quais se suspeita da presença de bactérias Gram negativas e/ou de certos tipos de bactérias anaeróbias, a oritavancina deve ser coadministrada com um ou mais agentes antibacterianos apropriados.


Utilização concomitante de varfarina:
A coadministração de oritavancina e de varfarina pode resultar numa exposição mais elevada de varfarina (causando um aumento de 31% da área sob a curva (AUC) média da varfarina), o que pode aumentar o risco de hemorragia.

A oritavancina deverá ser utilizada em doentes submetidos a terapêutica crónica com varfarina apenas quando é de prever que os benefícios superam o risco de hemorragia; estes doentes devem ser monitorizados com frequência quanto a sinais de hemorragia.


Demonstrou-se que a oritavancina prolonga artificialmente o tempo de protrombina (TP) e a razão normalizada internacional (INR) até 24 horas, o que faz com que a monitorização do efeito de anticoagulação da varfarina não seja fiável até 24 horas após uma dose de oritavancina.


Interferência com o doseamento em testes de coagulação:
Demonstrou-se que a oritavancina prolonga artificialmente o aPTT durante 48 horas e o TP e a INR durante 24 horas através da ligação e prevenção da ação dos reagentes fosfolipídicos, os quais ativam a coagulação em testes de coagulação laboratoriais frequentemente utilizados.

No caso de doentes que requerem monitorização do aPTT no período de 48 horas após a administração de oritavancina, poderá considerar-se um teste de coagulação não dependente de fosfolípidos, como o método de doseamento do Fator Xa (cromogénico), ou um anticoagulante alternativo que não exija a monitorização do aPTT.


São de prever efeitos da oritavancina no tempo de coagulação ativada (ACT) dado que também se utilizam os reagentes fosfolipídicos neste teste de coagulação.

Apesar de a oritavancina ter interferido com determinados testes utilizados para monitorizar a coagulação, não se observou qualquer efeito conhecido sobre o sistema de coagulação.


Diarreia associada ao Clostridium difficile:
Foram notificadas colite associada a antibacterianos e colite pseudomembranosa com a oritavancina, e a sua gravidade pode variar desde diarreia ligeira a diarreia com risco de vida.

Por conseguinte, é importante considerar este diagnóstico em doentes que apresentem diarreia subsequente à administração de oritavancina.

Nestas circunstâncias, deve considerar-se a utilização de medidas de suporte juntamente com a administração de tratamento específico para o Clostridium difficile.


Superinfeção:
A utilização de agentes antibacterianos pode aumentar o risco de crescimento excessivo de microrganismos não sensíveis.

Se ocorrer uma superinfeção devem ser tomadas as medidas apropriadas.


Osteomielite:
Nos ensaios clínicos de Fase 3 de ABSSSI foram notificados mais casos de osteomielite no braço tratado com oritavancina do que no braço tratado com vancomicina.

Os doentes devem ser monitorizados para deteção de sinais e sintomas de osteomielite após a administração de oritavancina.

No caso de suspeita ou de diagnóstico de osteomielite, deve ser instituída uma terapêutica antibacteriana alternativa apropriada.


Abcesso:
Nos ensaios clínicos de Fase 3, foi notificado um número ligeiramente maior de novos casos de abcessos emergentes no braço tratado com oritavancina do que no braço tratado com vancomicina (respetivamente, 4,6% vs. 3,4%).

Caso ocorram novos casos de abcessos emergentes, devem ser tomadas as medidas apropriadas.


Limitações dos dados clínicos:
Nos dois ensaios principais de ABSSSI, os tipos de infeções tratadas limitaram-se apenas a celulite, abcessos e infeções de feridas.

Não foram estudados outros tipos de infeções.

Em estudos clínicos existe uma experiência limitada com doentes com bacteriemia, doença vascular periférica ou neutropenia, com doentes imunocomprometidos, com doentes com mais de 65 anos de idade e com infeções causadas por S. pyogenes.

Cuidados com a Dieta
Não aplicável.
Terapêutica Interrompida
Não aplicável.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não conservar acima de 25°C.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Oritavancina + Varfarina

Observações: Realizou-se um estudo de interações utilizando uma mistura de medicamentos em voluntários saudáveis (n=16) para avaliar a administração concomitante de uma dose única de 1.200 mg de oritavancina com substratos sonda para várias enzimas do CYP450. Verificou-se que a oritavancina é um inibidor fraco, não específico (CYP2C9 e CYP2C19) ou um indutor fraco (CYP3A4 e CYP2D6) de várias isoformas CYP.
Interações: Devem tomar-se precauções quando se administra oritavancina concomitantemente com medicamentos com uma janela terapêutica estreita que são predominantemente metabolizados por uma das enzimas do CYP450 afetadas (p. ex., varfarina), dado que a coadministração pode aumentar (p. ex., no caso de substratos da CYP2C9) ou diminuir (p. ex., no caso de substratos da CYP2D6) as concentrações do medicamento com um intervalo terapêutico estreito. Os doentes devem ser frequentemente monitorizados quanto a sinais de toxicidade ou de falta de eficácia se lhes tiver sido administrada oritavancina durante o tratamento com um composto potencialmente afetado (p. ex., os doentes devem ser monitorizados para deteção de hemorragias se estiverem a receber concomitantemente oritavancina e varfarina).

Oritavancina + Testes Laboratoriais/Diagnóstico

Observações: Realizou-se um estudo de interações utilizando uma mistura de medicamentos em voluntários saudáveis (n=16) para avaliar a administração concomitante de uma dose única de 1.200 mg de oritavancina com substratos sonda para várias enzimas do CYP450. Verificou-se que a oritavancina é um inibidor fraco, não específico (CYP2C9 e CYP2C19) ou um indutor fraco (CYP3A4 e CYP2D6) de várias isoformas CYP.
Interações: Demonstrou-se que a oritavancina prolonga artificialmente o aPTT durante 48 horas e o TP e a INR até 24 horas através da ligação aos reagentes fosfolipídicos e da prevenção da sua ação, os quais ativam a coagulação em testes de coagulação laboratoriais frequentemente utilizados. São de prever efeitos da oritavancina no tempo de coagulação ativada (ACT) dado que os reagentes fosfolipídicos são também utilizados neste teste de coagulação.

Oritavancina + Substratos do CYP2C9

Observações: Realizou-se um estudo de interações utilizando uma mistura de medicamentos em voluntários saudáveis (n=16) para avaliar a administração concomitante de uma dose única de 1.200 mg de oritavancina com substratos sonda para várias enzimas do CYP450. Verificou-se que a oritavancina é um inibidor fraco, não específico (CYP2C9 e CYP2C19) ou um indutor fraco (CYP3A4 e CYP2D6) de várias isoformas CYP.
Interações: Devem tomar-se precauções quando se administra oritavancina concomitantemente com medicamentos com uma janela terapêutica estreita que são predominantemente metabolizados por uma das enzimas do CYP450 afetadas (p. ex., varfarina), dado que a coadministração pode aumentar (p. ex., no caso de substratos da CYP2C9).

Oritavancina + Substratos do CYP2D6

Observações: Realizou-se um estudo de interações utilizando uma mistura de medicamentos em voluntários saudáveis (n=16) para avaliar a administração concomitante de uma dose única de 1.200 mg de oritavancina com substratos sonda para várias enzimas do CYP450. Verificou-se que a oritavancina é um inibidor fraco, não específico (CYP2C9 e CYP2C19) ou um indutor fraco (CYP3A4 e CYP2D6) de várias isoformas CYP.
Interações: Devem tomar-se precauções quando se administra oritavancina concomitantemente com medicamentos com uma janela terapêutica estreita que são predominantemente metabolizados por uma das enzimas do CYP450 afetadas (p. ex., varfarina), dado que a coadministração pode diminuir (p. ex., no caso de substratos da CYP2D6) as concentrações do medicamento com um intervalo terapêutico estreito.
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.

É especialmente importante que informe o médico se estiver a utilizar medicamentos que impedem que o sangue coagule (anticoagulantes orais, por exemplo, varfarina).

Se for medicado com um fluidificante do sangue chamado heparina não fracionada, informe o médico se Oritavancina lhe tiver sido administrado nas últimas 48 horas.

É preferível evitar a utilização de oritavancina durante a gravidez a menos que o benefício potencial justifique o risco potencial para o feto.

Deve ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapêutica com a oritavancina tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.

Podem ocorrer tonturas e estas podem ter um efeito na capacidade de conduzir e utilizar máquinas.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017