Óleo de rícino

DCI com Advertência na Gravidez DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
Laxante; irritante intestinal.

O óleo de rícino ou óleo de mamona (ou azeite de rícino ou mamona) é obtido a partir das sementes da planta Ricinus communis, que contém aproximadamente uns 40-50 por cento de óleo.

O óleo por sua vez contém 70-77 por cento dos triglicerídeos do ácido ricinoleico.

Diferentemente das próprias sementes desta planta, não é tóxico, pois a ricina não é solúvel no óleo.
Usos comuns
O óleo de rícino é utilizado pela sua ação laxante, para tratamento ocasional de obstipação e preparações do cólon para exames radiológicos e endoscopia.

Também para exames radiológicos das vias biliares, exames urológicos e cintigráficos.

Produz-se evacuação intestinal no prazo de 2-8 horas.
Tipo
Sem informação.
História
Sem informação.
Indicações
O óleo de rícino é utilizado pela sua ação laxante, para tratamento ocasional de obstipação e preparação do cólon para exames radiológicos e endoscopia.
Classificação CFT
n.d.     n.d.
Mecanismo De Ação
O óleo de rícino é utilizado pela sua ação laxante.

Possui propriedades emolientes.

O princípio ativo deste fármaco é extraído das sementes de Ricinus communis e contém cerca de 80% dos triglicéridos do ácido ricinoleíco, que são hidrolisados no intestino em ricinoleato de sódio.

É considerado um laxativo estimulante.

Estimula a acumulação de água e eletrólitos no lúmen do cólon e incrementa a motilidade intestinal.

As concentrações que reduzem a absorção de eletrólitos e água, também aumentam a permeabilidade da mucosa.

Os laxativos estimulantes podem inibir a Na+, K+- ATPase intestinal.

Esta ação pode ser a causa de parte do seu efeito.

Alguns dos laxativos estimulantes também aumentam a síntese de prostaglandinas e de AMP cíclico e esta ação pode contribuir para o aumento da secreção de água e eletrólitos.

A inibição da síntese de prostaglandinas com indometacina reduz os efeitos de vários destes agentes no fluxo da água.

No intestino delgado, as lipases pancreáticas hidrolisam o óleo em glicerol e ácido ricinoleíco.

O ricinoleato, como outros sulfactantes aniónicos, reduz a absorção dos fluídos e eletrólitos e estimula o peristaltismo intestinal.

O ácido ricinoleíco é absorvido e metabolizado como outros ácidos gordos.

Os efeitos do óleo de rícino, exercem-se na modificação da consistência do bolo intestinal e na lubrificação da mucosa intestinal.

As suas propriedades emolientes determinam a aceleração do trânsito do intestino delgado, cerca de duas horas após a sua administração, sem cólicas nem diarreias: os efeitos exercem-se na modificação da consistência do bolo intestinal e na lubrificação da mucosa intestinal.

É desprovido de efeitos secundários (ação drástica e irritante) doutras substâncias uma vez que não atua diretamente sobre o peristaltismo nem na secreção intestinal.

Já que o ricinoleato atua no intestino delgado, a evacuação é completa; o esvaziamento do colon é total.

Assim, é frequentemente utilizado para o esvaziamento do trato gastrointestinal antes de exames radiológicos e endoscopia.
Posologia Orientativa
Via oral: A indicar segundo conselho médico.

Dose usual: 5 a 20 ml (salvo indicação médica).

Como Laxativo: 1-3 colheres (5 ml) no adulto; metade na criança.

Como Purgante: 4-6 colheres (10 ml) no adulto e 1-3 colheres (5 ml) na criança.

Outras vias: Também pode ser usado em clisteres ou enemas.
Administração
Via oral.

Não deve ser administrado antes de dormir devido ao rápido início de seu efeito.

Aconselha-se que seja ingerido longe das refeições (de preferência em jejum) para conservar seu efeito laxativo.
Contraindicações
Não deve ser administrado em situações em que existem dores abdominais, obstrução intestinal, náuseas ou vómitos.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
A administração oral de óleo de rícino, particularmente em doses elevadas, pode produzir náuseas, vómitos, cólicas e um efeito purgativo severo.

A ação purgativa forte pode causar alterações no balanço electrolítico e desidratação.

Por estas razões e devido à possível redução da absorção de nutrientes, deve ser evitado o uso prolongado do óleo de rícino.
Advertências
Gravidez
Gravidez:O óleo de rícino deve ser usado com precaução durante a gravidez
Precauções Gerais
Como todo e qualquer laxante, o óleo de rícino ao aumentar a mobilidade intestinal pode diminuir o tempo de trânsito intestinal com concomitante diminuição da absorção de fármacos administrados em simultâneo.

É aconselhável não tomar doses superiores às prescritas.

O óleo de rícino deve ser usado com precaução durante a gravidez e no período menstrual, sendo só administrado mediante receita médica.

Pode inibir a absorção de vitaminas lipossolúveis, principalmente as vitaminas A e D.
Cuidados com a Dieta
Não aplicável.
Terapêutica Interrompida
Não utilize uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.
Conservar em local seco e fresco (temperatura inferior a 25°C).
Proteger da luz.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Óleo de rícino + Outros medicamentos

Observações: É aconselhável não tomar doses superiores às prescritas.
Interações: Como todo e qualquer laxante, o óleo de rícino ao aumentar a mobilidade intestinal pode diminuir o tempo de trânsito intestinal com concomitante diminuição da absorção de fármacos administrados em simultâneo.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 10 de Março de 2016