Ofatumumab

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica) DCI/Medicamento sujeito a Monitorização Adicional
O que é
Ofatumumab pertence ao grupo de medicamentos chamados anticorpos monoclonais.


Ofatumumab é usado para tratar a leucemia linfocítica crónica.


Usos comuns
Ofatumumab em associação com clorambucilo ou bendamustina é indicado para o tratamento de doentes com LLC que não tenham recebido terapêutica prévia e que não sejam elegíveis para terapêutica com base em fludarabina.



Ofatumumab é indicado para o tratamento da LLC em doentes refratários à fludarabina e ao alemtuzumab.



Tipo
Sem informação.
História
Sem informação.
Indicações
Ofatumumab em associação com clorambucilo ou bendamustina é indicado para o tratamento de doentes com LLC que não tenham recebido terapêutica prévia e que não sejam elegíveis para terapêutica com base em fludarabina.



Ofatumumab é indicado para o tratamento da LLC em doentes refratários à fludarabina e ao alemtuzumab.



Classificação CFT
n.d.     n.d.
Mecanismo De Ação
O ofatumumab é um anticorpo monoclonal humano (IgG1) que se liga especificamente a um epítopo distinto envolvendo ambas as hélices extracelulares pequena e grande da molécula CD20.

A molécula CD20 é uma fosfoproteína transmembranar expressa nos linfócitos B a partir da fase de pré-B a linfócito B maduro e em tumores das células B.

Os tumores das células B incluem a LLC (geralmente associada à expressão de níveis baixos de CD20) e linfomas não Hodgkin (em que > 90 % dos tumores têm níveis elevados de expressão de CD20).

A molécula CD20 não se liberta da superfície celular e não passa ao interior da célula após ligação ao anticorpo.


A ligação de ofatumumab ao epítopo da membrana proximal da molécula CD20 induz o recrutamento e ativação da via do complemento na superfície celular, levando à citotoxicidade dependente do complemento e consequente lise das células tumorais.

O ofatumumab tem demonstrado induzir consideravelmente a lise de células com níveis de expressão elevados de moléculas de defesa do complemento.

O ofatumumab tem também demonstrado induzir a lise celular em células expressando ambos níveis elevados e baixos de CD20 e em células resistentes a rituximab.

Além disso, a ligação do ofatumumab permite o recrutamento de células NK (natural killer), permitindo a indução da morte celular através de citotoxicidade mediada por células dependentes de anticorpos
Posologia Orientativa
A dose habitual de Ofatumumab para a primeira perfusão é 300 mg.


Esta dose será aumentada, geralmente 1.000 mg ou 2.000 mg, nas restantes perfusões.


Se não tiver sido previamente tratado para a LLC vai ter um máximo de 13 perfusões.

Será administrada uma perfusão seguida por uma segunda perfusão 7 dias depois.

As restantes perfusões serão então dadas uma vez por mês até aos 11 meses.


Se já foi tratado previamente para LLC terá geralmente um esquema de 12 perfusões.

Será administrada uma perfusão uma vez por semana durante oito semanas, seguida por um período de quatro a cinco semanas de intervalo.

As restantes perfusões serão administradas uma vez por mês durante quatro meses.


Medicamentos administrados antes de cada perfusão
Antes de cada perfusão de Ofatumumab, ser-lhe-á administrado pré-medicação
- medicamentos que ajudam a diminuir as reações à perfusão.

Estes podem incluir anti-histamínicos, corticosteroides e analgésicos.

Será acompanhado de perto e se tiver quaisquer reações serão tratadas.





Administração
Ofatumumab deve ser administrado sob a supervisão de um médico com experiência em terapêutica oncológica e num ambiente com disponibilidade imediata de todos os meios de ressuscitação.


Ofatumumab administra-se por perfusão intravenosa e deve ser diluído antes da administração.



Contraindicações
Hipersensibilidade ao ofatumumab.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Medicamentos deste tipo (anticorpos monoclonais) podem causar reações à perfusão, as quais, por vezes, graves, e poderão causar morte.

A probabilidade de ocorrência é maior durante o primeiro tratamento.

Sintomas muito frequentes de uma reação à perfusão (podem afetar mais do que 1 em cada 10 pessoas):
• Sentir-se enjoado (náuseas)
• Febre
• Erupção cutânea

Sintomas frequentes de uma reação à perfusão (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)
• reações alérgicas, por vezes graves com inchaço da cara ou boca causando dificuldade em respirar (reações anafilactóides)
• dificuldade em respirar, falta de ar, aperto no peito, tosse
• tensão arterial baixa (pode causar tonturas ao levantar-se)
• vermelhidão
• transpiração excessiva
• agitação ou tremores
• batimento cardíaco rápido
• diarreia
• dores nas costas
• tensão arterial elevada
• comichão, erupção cutânea (urticária)
• dor ou irritação na garganta
• falta de energia
• nariz entupido.

Sintomas pouco frequentes de uma reação à perfusão (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas)
• líquido nos pulmões (edema pulmonar) causando falta de ar.

• Batimento cardíaco lento

Informe imediatamente o médico ou enfermeiro se tiver qualquer destes sintomas.

Efeitos secundários muito frequentes
Podem afetar mais do que 1 em cada 10 pessoas:
• infeções dos pulmões ou vias respiratórias (trato respiratório) como pneumonia
• infeções nos ouvidos, nariz ou garganta.


Efeitos secundários muito frequentes que podem aparecer nas análises ao sangue:
• baixos níveis de glóbulos brancos (neutropenia)
• baixos níveis de glóbulos vermelhos (anemia).

Efeitos secundários frequentes
Podem afetar até 1 em cada 10 pessoas:
• febre devido a uma infeção e baixos níveis de glóbulos brancos
• infeções no sangue
• infeções do trato urinário
• zona
• herpes labial.

Efeito secundário frequente que pode aparecer nas análises ao sangue:
• níveis baixos de plaquetas no sangue (células que ajudam o sangue a coagular).

Efeitos secundários pouco frequentes
Podem afetar até 1 em cada 100 pessoas
• obstrução (entupimento) no intestino, que poderá sentir como dor no estômago
• Se tiver dor de estômago persistente, consulte o seu médico assim que possível.

• Aumento do potássio, fosfato e ácido úrico no sangue com possíveis problemas renais consequentes (síndrome de lise tumoral)

Os sintomas desta situação incluem:
• Produção de menos urina que o normal
• Espasmos (contracturas) musculares

Se tiver estes sintomas, contacte o médico assim que possível.

Efeitos secundários pouco frequentes que podem aparecer nas suas análises ao sangue:
• problemas na coagulação sanguínea
• falência da medula óssea em produzir células sanguíneas vermelhas e brancas suficientes

Efeitos secundários raros
Podem afetar até 1 em cada 1000 pessoas
• Infeção ou reativação do vírus da hepatite B

Informe o médico ou enfermeiro se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar outros efeitos secundários.



Advertências
Gravidez
Gravidez:Todos os trimestres: C - Não há estudos adequados em mulheres. Em experiências animais ocorreram alguns efeitos colaterais no feto, mas o benefício do produto pode justificar o risco potencial durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:A amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento com ofatumumab e nos 12 meses seguintes ao tratamento.
Precauções Gerais
Fale com o médico ou enfermeiro antes de utilizar Ofatumumab
- se já teve problemas no coração (cardíacos),
- se tem doença nos pulmões (doença pulmonar)

Vacinação e Ofatumumab
Se for vacinado informe o médico, ou o profissional que irá administrar a vacina, que está a ser tratado com Ofatumumab.

A sua resposta à vacinapoderá ser enfraquecida e poderá não ficar completamente protegido.


Antes de iniciar o tratamento com Ofatumumab, deve ser testado para a Hepatite B (uma doença do fígado).


Se já teve Hepatite B, Ofatumumab pode fazer com que a sua hepatite B fique novamente ativa.

O médico pode tratá-lo com um medicamento antiviral adequado para ajudar a prevenir esta situação.


Se tem ou já teve Hepatite B, informe o médico antes de lhe ser administrado Ofatumumab.

Medicamentos deste tipo (anticorpos monoclonais) podem causar reações à perfusão quando são injetados no organismo.

Ser-lhe-ão administrados medicamentos como anti-histamínicos, corticosteroides e analgésicos para ajudar a diminuir qualquer reação.


A leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP), uma doença cerebral grave e fatal, tem vindo a ser notificada com medicamentos como o Ofatumumab.


Informe o médico imediatamente se tiver perda de memória, dificuldade em pensar, dificuldade em andar ou perda de visão.

Se tiver estes sintomas antes do tratamento com Ofatumumab, informe o médico imediatamentese ocorrer alterações nos sintomas.


Não se recomenda a utlização de Ofatumumabem crianças e adolescentes.



Cuidados com a Dieta
Não interfere com alimentos e bebidas.
Terapêutica Interrompida
Este medicamento é administrado em meio hospitalar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar e transportar refrigerado (2ºC - 8ºC).


Não congelar.


Manter o frasco para injetáveis dentro da embalagem exterior para proteger da luz.


Conserve a solução para perfusão diluída entre 2ºC e 8ºC e utilize dentro de 24 horas.

Qualquer solução para perfusão não utilizada deveser eliminada 24 horas após preparação.



Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Ofatumumab + Clorambucilo

Observações: Embora a informação formal existente sobre interações medicamentosas com ofatumumab seja limitada, não se conhecem interações clínicas signficativas com outros medicamentos.
Interações: O ofatumumab não tem efeitos clinicos relevantes na farmacocinética do clorambucilo ou do seu metabolito ativo, mostarda ácido fenilacético.

Ofatumumab + Vacinas vivas

Observações: Embora a informação formal existente sobre interações medicamentosas com ofatumumab seja limitada, não se conhecem interações clínicas signficativas com outros medicamentos.
Interações: A eficácia de vacinas vivas atenuadas ou inativadas poderá estar comprometida com ofatumumab. Assim, deve evitar-se a utilização concomitante de vacinas com ofatumumab. Se a administração concomitante for considerada inevitável, devem ser considerados os riscos e benefícios de vacinar os doentes durante a terapêutica com ofatumumab.

Ofatumumab + Vacinas inativadas

Observações: Embora a informação formal existente sobre interações medicamentosas com ofatumumab seja limitada, não se conhecem interações clínicas signficativas com outros medicamentos.
Interações: A eficácia de vacinas vivas atenuadas ou inativadas poderá estar comprometida com ofatumumab. Assim, deve evitar-se a utilização concomitante de vacinas com ofatumumab. Se a administração concomitante for considerada inevitável, devem ser considerados os riscos e benefícios de vacinar os doentes durante a terapêutica com ofatumumab.
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.

O ofatumumab não deve ser administrado a mulheres grávidas, exceto se o benefício esperado para a mãe for maior que qualquer possível risco para o feto.

As mulheres com potencial para engravidar têm de utilizar métodos contracetivos eficazes durante e até 12 meses após o último tratamento com ofatumumab.

A amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento com ofatumumab e nos 12 meses seguintes ao tratamento.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017