Noretisterona

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
Noretisterona é uma hormona progestacional sintética com ações semelhantes às da progesterona, mas que funcionam como um inibidor mais potente da ovulação.

Ele tem propriedades estrogénicas fracas e androgénicos.

A hormona foi usada no tratamento de amenorreia, hemorragia uterina funcional, endometriose e para a contraceção.
Usos comuns
Hemorragia disfuncional, amenorreia primária e secundária, síndrome pré-menstrual, mastopatia cíclica, mudança da menstruação, endometriose.
Tipo
pequena molécula
História
Foi sintetizado pela primeira vez por químicos Luis Miramontes, Carl Djerassi, e George Rosenkranz na Syntex na Cidade do México em 1951.

Foi a progestina utilizada em um dos três primeiros contracetivos orais.
Indicações
Acetato de noretindrona é indicado para o tratamento de amenorreia secundária, endometriose e hemorragia uterina anormal devido a desequilíbrio hormonal, na ausência de patologia orgânica, tais como mioma submucoso ou cancro uterino.
Classificação CFT
08.05.01.03     Progestagénios
Mecanismo De Ação
Progestinas difundir livremente nas células alvo e se ligam ao recetor de progesterona.

As células alvo incluem o trato reprodutor feminino, a glândula mamaria, o hipotálamo, e na pituitária.

Uma vez ligado ao recetor, progestinas diminuir a frequência de libertação da hormona libertadora de gonadotropina (GnRH) a partir do hipotálamo e diminuir o pico de LH pré-ovulatória.
Posologia Orientativa
A posologia pode variar de 5 a 25 mg/dia de acordo com a situação clínica.
Administração
Sem informação.
Contraindicações
Noretisterona não deverá ser utilizado na presença de qualquer das situações abaixo listadas, as quais são derivadas também de informação sobre outros produtos apenas com progestagénio.

No caso de alguma das situações surgir durante a utilização de Noretisterona, esta deve ser imediatamente descontinuada.

– Conhecimento ou suspeita de gravidez;
– Aleitamento;
– Perturbações tromboembólicas venosas ativas;
– Presença ou antecedentes de doença arterial e cardiovascular (por ex., enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, doença cardíaca isquémica);
– Diabetes mellitus com envolvimento vascular;
– Presença ou antecedentes de doença hepática grave desde que os valores da função do fígado não tenham retornado ao normal;
– Presença ou antecedentes de tumores do fígado (benignos ou malignos);
– Conhecimento ou suspeita de malignidades dependentes de hormonas sexuais;
– Hipersensibilidade à Noretisterona.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Os efeitos indesejáveis são mais frequentes durante os primeiros meses de tratamento com Noretisterona e desaparecem com a continuação do tratamento.

Em baixo, apresentam-se listados efeitos indesejáveis divididos pelas partes do corpo que afetam e pela frequência com que surgem:

Muito frequentes: 10 ou mais em cada 100 doentes provavelmente apresentarão estes efeitos indesejáveis.

- Hemorragia uterina/vaginal incluindo Spotting*
- Períodos fracos (Hipomenorreia)*

Frequentes: entre 1 e 10 em cada 100 doentes provavelmente apresentarão estes efeitos indesejáveis.

- Dor de cabeça
- Náuseas
- Ausência de períodos (Amenorreia)*
- Inchaço generalizado (Edema)

Pouco frequentes: entre 1 e 10 em cada 1000 doentes provavelmente apresentarão
estes efeitos indesejáveis.

- Enxaqueca

Raros: entre 1 e 10 em cada 10000 doentes provavelmente apresentarão estes efeitos indesejáveis.

- Reações de hipersensibilidade
- Urticária
- Rash

Muito raros: menos de 1 em cada 10000 doentes provavelmente apresentará estes efeitos indesejáveis.

- Perturbações visuais
- Dificuldade na respiração (Dispneia)

* se Noretisterona for tomado para a Endometriose
Advertências
Gravidez
Gravidez:Masculinização dos fetos femininos e outras malformações; Ver Contraceptivos orais. Evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco. Trimestre: 1º, 2º e 3º
Aleitamento
Aleitamento:Compatível com o aleitamento em doses baixas; em doses mais elevadas pode suprimir a lactação.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Contraceptivos orais: Evitar na IH activa e se houver história de prurido ou colestase da gravidez.
Precauções Gerais
Se alguma das situações listadas em baixo está presente antes ou se deteriora enquanto toma Noretisterona, informe o seu médico.

Ele irá falar-lhe sobre os benefícios e os riscos de iniciar ou continuar a utilização de Noretisterona e irá determinar se deverá ser sujeita a cuidadosa vigilância médica:

- se fuma;
- se tem diabetes;
- se tem peso excessivo grave;
- se teve uma trombose/embolia;
- se algum dos seus familiares próximos teve uma trombose (tromboembolismo venoso
num irmão ou parente em idade relativamente jovem);
- se algum dos seus familiares próximos teve cancro da mama;
- se tem ou teve cloasma (manchas de pigmentação amarelo-acastanhadas na pele, em particular no rosto); se teve, deve evitar a exposição excessiva ao sol ou à radiação ultravioleta;
- se tem antecedentes de depressão.

Se alguma destas situações lhe aparecer pela primeira vez, reaparecer ou piorar enquanto utilizar Noretisterona, deve contactar o seu médico.
Cuidados com a Dieta
Tome, independentemente das refeições.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
 Sem significado Clínico

Rosiglitazona + Noretisterona

Observações: N.D.
Interações: Não foram observadas interações clinicamente relevantes com a digoxina, com o substrato de CYP2C9 varfarina, nem com os substratos de CYP3A4 nifedipina, etinilestradiol ou noretindrona, após administração concomitante com a rosiglitazona.

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Noretisterona

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interação com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interações: CONTRACETIVOS À BASE DE ESTROGÉNIOS Etinilestradiol Noretisterona Tendo por base considerações teóricas, é expectável que DRV/COB possa alterar as concentrações plasmáticas de etinilestradiol e/ou da noretisterona. Não podem ser realizadas recomendações posológicas para a utilização de este medicamento com contracetivos orais. Devem ser utilizadas formas alternativas de contraceção.

Gabapentina + Noretisterona

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de gabapentina com contracetivos orais contendo noretindrona e/ou etinilestradiol não afeta a farmacocinética no estado estacionário de nenhum dos componentes.

Metformina + Alogliptina + Noretisterona

Observações: A coadministração de 100 mg de alogliptina uma vez ao dia e 1.000 mg de cloridrato de metformina duas vezes ao dia, durante 6 dias, em indivíduos saudáveis, não teve quaisquer efeitos clinicamente relevantes na farmacocinética da alogliptina ou da metformina. Não foram realizados estudos farmacocinéticos específicos de interação medicamentosa com este medicamento.
Interações: Efeitos da alogliptina sobre outros medicamentos: Em estudos in vitro, constatou-se que a alogliptina não é um substrato nem um inibidor dos principais transportadores associados à disposição do fármaco no rim: transportador aniónico orgânico 1, transportador aniónico orgânico 3 ou transportador catiónico orgânico 2 (OCT2). Além disso, os dados clínicos não sugerem interação com os inibidores ou substratos da glicoproteína-P. Em estudos clínicos, a alogliptina não teve qualquer efeito clinicamente relevante na farmacocinética da cafeína, (R)-varfarina, pioglitazona, gliburida, tolbutamida, (S)-varfarina, dextrometorfano, atorvastatina, midazolam, um contracetivo oral (noretindrona e etinilestradiol), digoxina, fexofenadina, metformina ou cimetidina, proporcionando assim provas in vivo de uma baixa tendência para causar interação com substratos do CYP1A2, CYP3A4, CYP2D6, CYP2C9, da glicoproteína-P e do OCT2. Em indivíduos saudáveis, a alogliptina não tem qualquer efeito no tempo da protrombina ou Razão Normalizada Internacional (INR) quando administrada concomitantemente com a varfarina.

Vismodegib + Noretisterona

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de vismodegib nos medicamentos concomitantes: Contracetivos esteroides: Os resultados de um estudo de interação fármaco-fármaco realizado em doentes oncológicos demonstraram que a exposição sistémica do etinilestradiol e noretindrona não é alterada quando coadministrados com vismodegib. No entanto, a duração do estudo de interação foi de apenas 7 dias e não pode ser excluído que o vismodegib num tratamento mais prolongado atue como indutor das enzimas que metabolizam os contracetivos esteroides. A indução pode originar diminuições na exposição sistémica dos contracetivos esteroides e, deste modo, redução da eficácia contracetiva.

Alogliptina + Noretisterona

Observações: A alogliptina é principalmente excretada sob a forma inalterada na urina e o metabolismo pelo sistema enzimático do citocromo (CYP) P450 é desprezável. Por conseguinte, não são esperadas nem foram observadas interações com os inibidores do CYP. Estudos in vitro sugerem que a alogliptina não inibe nem induz as isoformas do CYP 450 em concentrações obtidas com a dose recomendada de 25 mg de alogliptina. Por conseguinte, não é esperada nem foi observada interação com substratos das isoformas do CYP 450. Em estudos in vitro, constatou-se que a alogliptina não é um substrato nem um inibidor dos principais transportadores associados à disposição do fármaco no rim: transportador aniónico orgânico 1, transportador aniónico orgânico 3 ou transportador catiónico orgânico 2 (OCT2).
Interações: Efeitos da alogliptina sobre outros medicamentos: Em estudos clínicos, a alogliptina não teve qualquer efeito clinicamente relevante na farmacocinética da cafeína, (R)-varfarina, pioglitazona, gliburida, tolbutamida, (S)-varfarina, dextrometorfano, atorvastatina, midazolam, um contracetivo oral (noretindrona e etinilestradiol), digoxina, fexofenadina, metformina ou cimetidina, proporcionando assim provas in vivo de uma baixa tendência para causar interação com substratos do CYP1A2, CYP3A4, CYP2D6, CYP2C9, da glicoproteína-P e do OCT2.
 Sem significado Clínico

Pioglitazona + Alogliptina + Noretisterona

Observações: A coadministração de 25 mg de alogliptina uma vez ao dia e 45 mg de pioglitazona uma vez ao dia, durante 12 dias, em indivíduos saudáveis, não teve quaisquer efeitos clinicamente relevantes na farmacocinética da alogliptina, da pioglitazona ou dos seus metabolitos ativos. Não foram realizados estudos farmacocinéticos específicos de interação medicamentosa com este medicamento. A alogliptina é principalmente excretada sob a forma inalterada na urina e o metabolismo pelo sistema enzimático do citocromo (CYP) P450 é desprezável. Por conseguinte, não são esperadas nem foram observadas interações com os inibidores do CYP. Estudos realizados no ser humano não sugerem qualquer indução do principal citocromo induzível, o P450 (1A, 2C8/9 e 3A4). Estudos in vitro não demonstraram qualquer inibição de qualquer subtipo de citocromo P450. Não são esperadas interações com substâncias metabolizadas por estas enzimas p. ex., contracetivos orais, ciclosporina, bloqueadores do canal de cálcio e inibidores da HMGCoA redutase.
Interações: Em estudos clínicos, a alogliptina não teve qualquer efeito clinicamente relevante na farmacocinética da cafeína, (R)-varfarina, pioglitazona, gliburida, tolbutamida, (S)-varfarina, dextrometorfano, atorvastatina, midazolam, um contracetivo oral (noretindrona e etinilestradiol), digoxina, fexofenadina, metformina ou cimetidina, proporcionando assim provas in vivo de uma baixa tendência para causar interação com substratos do CYP1A2, CYP3A4, CYP2D6, CYP2C9, da glicoproteína-P e do OCT2.

Lumacaftor + Ivacaftor + Noretisterona

Observações: O lumacaftor é um indutor potente das CYP3A e o ivacaftor é um inibidor fraco das CYP3A, quando administrados em monoterapia. Existe a possibilidade de outros medicamentos afetarem lumacaftor/ivacaftor quando administrados concomitantemente, assim como de lumacaftor/ivacaftor afetar outros medicamentos.
Interações: Etinilestradiol, noretindrona e outros progestagénios: Os contracetivos hormonais, incluindo as formas orais, injetáveis, transdérmicas e implantáveis, não são fiáveis como método contracetivo eficaz quando coadministrados com lumacaftor/ivacaftor. Lumacaftor/ivacaftor pode diminuir as exposições de contracetivos hormonais, o que pode reduzir a sua eficácia.

Retigabina + Noretisterona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Com doses de retigabina de até 750 mg/dia, não se verificou qualquer efeito clinicamente significativo da retigabina na farmacocinética dos componentes da pílula contracetiva, estrogéneo (etinilestradiol) 5 ou progestagéneo (noretindrona). Adicionalmente, não se verificou qualquer efeito clinicamente significativo da pílula contracetiva oral combinada de baixa dose na farmacocinética da retigabina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido acetilsalisílico + Atorvastatina + Ramipril + Noretisterona

Observações: N.D.
Interações: A coadministração de atorvastatina com um contracetivo oral produziu aumentos das concentrações plasmáticas de noretindrona e de etinilestradiol.

Topiramato + Noretisterona

Observações: N.D.
Interações: Outras interações medicamentosas: Contracetivos orais: Num estudo de interacção farmacocinética em voluntários saudáveis com a administração concomitante de um contracetivo oral de associação contendo 1 mg de noretindrona (NET) e 35 μg de etinilestradiol (EE), o topiramato administrado em doses de 50 mg/dia a 200 mg/dia na ausência de outros tratamentos não foi associado a alterações estatisticamente significativas da exposição média (AUC) de qualquer um dos componentes do contracetivo oral. Num outro estudo, em doses de 200, 400 e 800 mg/dia, a exposição ao EE diminuiu de forma estatisticamente significativa (respectivamente 18%, 21% e 30%), quando administrado como terapêutica adjuvante em doentes epilépticas medicadas com ácido valpróico. Nos dois estudos, o topiramato (50 mg/dia a 200 mg/dia em voluntários saudáveis e 200 mg/dia a 800 mg/dia em doentes com epilepsia) não afectou de forma significativa a exposição à NET. Apesar de se ter observado uma diminuição dependente da dose da exposição ao EE em doses entre 200 mg/dia e 800 mg/dia (em doentes com epilepsia), não se observou nenhuma alteração significativa dependente da dose da exposição ao EE com doses de 50 mg/dia a 200 mg/dia (em voluntários saudáveis). Desconhece-se qual é a significância clínica destas alterações. A possibilidade de uma diminuição da eficácia contraceptiva e um aumento de metrorragias deve ser considerada em doentes que tomam o contracetivo oral de associação com topiramato. As doentes medicadas com contracetivos à base de estrogénios devem comunicar qualquer alteração dos seus ciclos menstruais. A eficácia contraceptiva pode estar diminuída mesmo na ausência de metrorragias.

Dasabuvir + Noretisterona

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Dasabuvir deve ser sempre administrado em conjunto com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir. Quando coadministrados, exercem efeitos recíprocos um sobre o outro. Por conseguinte, o perfil de interação dos compostos tem de ser considerado como uma associação.
Interações: Interações entre Dasabuvir com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir e outros medicamentos: CONTRACETIVOS: Noretindrona (pílula apenas com progestina) 0,35 mg uma vez por dia: Administrado com: Dasabuvir+ombitasvir/paritaprevir/ritonavir Não é necessário ajuste da dose para noretindrona ou Dasabuvir +ombitasvir/paritaprevir/ritonavir.

Talidomida + Noretisterona

Observações: N.D.
Interações: Contracetivos hormonais: A talidomida não interage com métodos de contraceção hormonais. Em 10 mulheres saudáveis, foram estudados os perfis farmacocinéticos da noretisterona e do etinilestradiol após a administração de uma dose única contendo 1,0 mg de acetato de noretisterona e 0,75 mg de etinilestradiol. Os resultados foram idênticos com e sem administração em combinação com talidomida 200 mg/dia em relação aos níveis do estado estacionário. Contudo, os métodos de contraceção hormonais combinados não são recomendados devido ao risco acrescido de doença tromboembólica venosa.

Darunavir + Cobicistate + Noretisterona

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interação com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interações: CONTRACETIVOS À BASE DE ESTROGÉNIOS: Etinilestradiol, Noretindrona: Tendo por base considerações teóricas, é expectável que Darunavir / Cobicistate possa alterar as concentrações plasmáticas de etinilestradiol e/ou da noretindrona. (inibição do CYP3A, inibição do UGT/SULT) Não podem ser realizadas recomendações posológicas para a utilização de Darunavir / Cobicistate com contracetivos orais. Devem ser utilizadas formas alternativas de contraceção.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atorvastatina + Noretisterona

Observações: N.D.
Interações: Contracetivos orais: A administração concomitante de Atorvastatina e contracetivos orais aumentou as concentrações plasmáticas de noretindrona e etinilestradiol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Etoricoxib + Noretisterona

Observações: Com base em estudos in vitro, não é de se esperar que o etoricoxib iniba os citocromos P450 (CYP) 1A2, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1 ou 3A4. Num estudo com indivíduos saudáveis, a administração diária de etoricoxib 120 mg não alterou a atividade hepática da CYP3A4, conforme avaliado pelo teste respiratório da eritromicina. A via principal do metabolismo do etoricoxib depende das enzimas CYP. A CYP3A4 parece contribuir para o metabolismo do etoricoxib in vivo. Estudos in vitro indicam que a CYP2D6, CYP2C9, CYP1A2 e CYP2C19 também conseguem catalisar a via metabólica principal, mas os seus papéis quantitativos não foram estudados in vivo.
Interações: O etoricoxib 60 mg administrado concomitantemente com um contracetivo oral contendo 35 microgramas de etinilestradiol (EE) e 0,5 a 1 mg de noretindrona, durante 21 dias, aumentou a AUC0-24hr no estado de equilíbrio do EE em 37%. O etoricoxib 120 mg administrado concomitantemente com o mesmo contracetivo oral ou separadamente com um intervalo de 12 horas, aumentou a AUC0-24hr no estado de equilíbrio do EE em 50 a 60%. Este aumento da concentração do EE deve ser tido em consideração ao selecionar-se um contracetivo oral para utilização com o etoricoxib. Um aumento da exposição do EE pode aumentar a incidência de acontecimentos adversos associados com contracetivos orais (por ex., acontecimentos tromboembólicos venosos em mulheres de risco).

Montelucaste + Noretisterona

Observações: N.D.
Interações: Em estudos de interações medicamentosas, a posologia clínica recomendada de montelucaste, não teve efeitos clinicamente importantes na farmacocinética dos seguintes medicamentos: teofilina, prednisona, prednisolona, contracetivos orais (etinilestradiol/noretindrona 35/1), terfenadina, digoxina e varfarina.

Ombitasvir + Paritaprevir + Ritonavir + Noretisterona

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir foi administrado em doses múltiplas em todos os estudos de interação medicamentosa, com exceção dos estudos de interação medicamentosa com carbamazepina, gemfibrozil e cetoconazol.
Interações: Interações entre Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir e outros medicamentos CONTRACETIVOS: Noretindrona (pílula apenas com progestina) 0,35 mg uma vez por dia: Administrado com: Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir + dasabuvir Administrado com: Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir sem dasabuvir Não é necessário ajuste da dose para noretindrona ou Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir.

Celecoxib + Noretisterona

Observações: O celecoxib é um inibidor do CYP2D6.
Interações: Num ensaio clínico de interações, o celecoxib não apresentou efeitos clínicos relevantes na farmacocinética de contracetivos orais (1 mg noretisterona/ 35 μg de etinilestradiol).

Pregabalina + Noretisterona

Observações: Como a pregabalina é predominantemente excretada na urina na forma inalterada, sofre uma metabolização negligenciável no ser humano (< 2% da dose recuperada na urina na forma de metabolitos), não inibe o metabolismo dos fármacos in vitro e não se fixa às proteínas plasmáticas, é improvável que produza ou esteja sujeita a interações farmacocinéticas. Não foram conduzidos estudos específicos de interação farmacodinâmica em voluntários idosos. Os estudos de interação foram apenas realizados em adultos.
Interações: A coadministração de pregabalina com os contracetivos orais noretisterona e/ou etinilestradiol não tem influência na farmacocinética, em estado estacionário, de nenhuma destas substâncias.

Metformina + Rosiglitazona + Noretisterona

Observações: Não existem estudos formais de interacção para Metformina + Rosiglitazona, no entanto o uso concomitante das substâncias activas em doentes em estudos clínicos e na sua vasta utilização clínica não originou interações inesperadas.
Interações: Não foram observadas interações clinicamente relevantes com a digoxina, com o substrato de CYP2C9 varfarina, com os substratos de CYP3A4 nifedipina, etinilestradiol ou noretindrona, após administração concomitante com a rosiglitazona.

Ambrisentano + Noretisterona

Observações: O ambrisentano não inibe ou induz as enzimas metabolizadoras de fármacos de fase I ou II em concentrações clinicamente relevantes nos estudos não clínicos in vitro e in vivo, sugerindo um baixo potencial do ambrisentano para alterar o perfil dos fármacos metabolizados por estas vias. O potencial do ambrisentano para induzir a atividade CYP3A4 foi explorado em voluntários saudáveis com resultados que sugerem uma ausência de efeito indutor do ambrisentano na isoenzima CYP3A4.
Interações: Contracetivos orais: Num estudo clínico em voluntários saudáveis, a administração no estado estacionário de 10 mg de ambrisentano, uma vez por dia, não afetou significativamente a farmacocinética de dose única dos componentes etinilestradiol e noretindrona de um contracetivo oral combinado. Com base neste estudo farmacocinético, não se espera que o ambrisentano afete significativamente a exposição a contracetivos à base de estrogénio ou Progestagénio.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Colessevelam + Noretisterona

Observações: O Colessevelam pode afetar a biodisponibilidade de outros medicamentos. Por conseguinte, quando não é possível excluir a ocorrência de uma interação medicamentosa com um medicamento administrado concomitantemente para o qual seriam clinicam ente importantes pequenas variações no nível terapêutico, Colessevelam deve ser administrado pelo menos quatro horas antes ou pelo menos quatro horas após a administração da medicação concomitante para minimizar o risco de redução da absorção dessa medicação. Para medicamentos concomitantes que exijam administração através de doses divididas, deve referir-se que a dose necessária de Colessevelam pode ser tomada uma vez por dia. Quando são administrados medicamentos nos quais as alterações nos níveis sanguíneos podem ter um impacto clinicamente significativo na segurança ou na eficácia, os médicos devem considerar a monitorização dos respetivos níveis séricos ou dos efeitos. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Num estudo de interação em voluntários saudáveis, quando administrado simultaneamente com um contracetivo oral, o Colessevelam reduziu a Cmáx de noretisterona, bem como a AUC e Cmáx do etinilestradiol. Esta interação foi também observada quando o Colessevelam foi administrado uma hora após o contracetivo oral. Contudo, não se observou interação quando o Colessevelam foi administrado quatro horas após o contracetivo oral.

Amprenavir + Noretisterona

Observações: Foram realizados estudos de interacção com amprenavir como único inibidor da protease.
Interações: Poderá interagir com Amprenavir, quando administrados concomitantemente. Não se conhece, nem foi investigado, o significado clínico destas possíveis interações. Portanto, os doentes devem ser monitorizados relativamente a reacções tóxicas associadas a estes medicamentos, quando os mesmos forem administrados em associação com Amprenavir. Os estrogénios e progestagénios podem interagir com o amprenavir. No entanto, a informação actualmente disponível não é suficiente para determinar a natureza desta interacção. A administração concomitante de 0,035 mg etinilestradiol e 1,0 mg noretindrona resultou numa diminuição da AUC e da Cmin do amprenavir de, respectivamente, 22% e 20%, sem alteração da Cmax. A Cmin do etinilestradiol aumentou em cerca de 32%, enquanto a AUC e a Cmin da noretindrona aumentaram, respectivamente, 18% e 45%. Recomenda-se a utilização de métodos contracetivos alternativos em mulheres com possibilidade de engravidar. Quando ritonavir é administrado concomitantemente, não se pode prever o efeito sobre as concentrações dos contracetivos hormonais, por isso, recomendam-se métodos contracetivos alternativos.
 Sem significado Clínico

Glimepirida + Rosiglitazona + Noretisterona

Observações: Não existem estudos formais de interacção para este medicamento, no entanto o uso concomitante das substâncias activas em doentes em estudos clínicos e na sua vasta utilização clínica não originou interações inesperadas. Anformação disponível é acerca das substâncias activas individualmente (rosiglitazona e glimepirida).
Interações: ROSIGLITAZONA: Não foram observadas interações clinicamente relevantes com a digoxina, com o substrato de CYP2C9 varfarina, com os substratos de CYP3A4, nifedipina, etinilestradiol ou noretindrona, após administração concomitante com a rosiglitazona.
 Sem significado Clínico

Sitaxentano + Noretisterona

Observações: O sitaxentano sódico é metabolizado no fígado pelas isoenzimas CYP2C9 e CYP3A4/5 do citocromo P450. O sitaxentano sódico é um inibidor da CYP2C9 e, em menor grau, CYP2C19, CYP3A4/5 e CYP 2C8. As concentrações plasmáticas dos fármacos metabolizados pela CYP2C9, podem aumentar durante a co-administração de sitaxentano sódico. Não se espera que a co-administração com fármacos metabolizados pela CYP2C19 ou CYP3A4/5 resulte em interações medicamentosas clinicamente significativas. O Sitaxentano sódico não afecta o transportador de p-glicoproteína, mas está estabelecido que o sitaxentano sódico é um substrato das proteínas transportadoras PTAO.
Interações: Efeitos do sitaxentano sódico noutros medicamentos: Contracetivos orais (substrato do CYP3A4/5): A administração concomitante de sitaxentano sódico e Ortho-Novum 1/35 (1 mg de noretindrona/0,035 mg de etinilestradiol) resultou em aumentos na exposição ao etinilestradiol (substrato da CYP3A4/5) e à noretindrona (CYP3A4/5) de 59% e 47%, respectivamente. No entanto, o sitaxentano sódico não afectou a actividade anti-ovulatória do contracetivo oral, tal como avaliado pelas concentrações plasmáticas da hormona folículo-estimulante ( FSH ), hormona luteinizante ( LH ), e progesterona.

Nelfinavir + Noretisterona

Observações: n.d.
Interações: Contracetivos orais: Noretindrona: Os contracetivos com noretindrona não devem ser coadministrados com nelfinavir. Devem ser consideradas medidas de contraceção alternativas.

Itraconazol + Noretisterona

Observações: N.D.
Interações: Não se observaram efeitos indutores de itraconazol sobre o metabolismo de etinilestradiol nem de noretisterona.

Tacrolímus + Noretisterona

Observações: n.d.
Interações: Inibidores do metabolismo: Estudos in vitro, demonstram que as substâncias a seguir indicadas são potenciais inibidores do metabolismo do tacrolímus: Bromocriptina, cortisona, dapsona, ergotamina, gestodeno, lidocaína, fenitoína, miconazol, midazolam, nilvadipina, noretisterona, quinidina, tamoxifeno, troleandomicina. O sumo de toranja tem sido relacionado com o aumento dos níveis sanguíneos de tacrolímus pelo que deverá ser evitado.
 Sem significado Clínico

Glecaprevir + Pibrentasvir + Noretisterona

Observações: N.D.
Interações: Foram realizados estudos adicionais de interação medicamentosa com os seguintes medicamentos que não revelaram interações clinicamente significativas com Glecaprevir / Pibrentasvir: Abacavir, amlodipina, buprenorfina, cafeína, dextrometorfano, dolutegravir, emtricitabina, felodipina, lamivudina, lamotrigina, metadona, midazolam, naloxona, noretindrona ou outros contracetivos contendo apenas progestagénios, rilpivirina, tenofovir alafenamida e tolbutamida.
 Sem significado Clínico
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017