Metanfetamina (metilanfetamina, desoxiefedrina)

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência no Dopping
O que é
Estimulantes não específicos.

A metanfetamina (MA), cientificamente designada por metilanfetamina ou desoxiefedrina, é uma amina simpaticomimética que atua ao nível do sistema nervoso central (SNC).

Pertence, tal como o ecstasy (3,4-metilenodioximetanfetamina), ao grupo das anfetaminas estimulantes e pode ser preparada em laboratórios a partir do alcaloide L-efedrina.

A MA difere da estrutura da anfetamina por possuir um grupo metilo ( fig. 1). Apesar disso, os seus efeitos estimulantes são semelhantes e podem promover dependência física, psíquica, tolerância e habituação.

Desta forma, a MA pode levar a modificações de comportamento, incluindo o impulso irreprimível de tomar o fármaco de forma contínua ou periódica e à necessidade de doses cada vez mais fortes para obter os mesmos efeitos, a fim de experienciar os seus efeitos psíquicos e, às vezes, evitar o mal-estar produzido pela sua privação.

A metanfetamina tem-se vulgarizado como droga de abuso devido aos seus efeitos agradáveis intensos tais como a euforia, aumento do estado de alerta, da auto-estima, do apetite sexual, da percepção das sensações e pela intensificação de emoções.

Por outro lado, diminui o apetite, a fadiga e a necessidade de dormir.

Drogas da família das anfetaminas, como o metilfenidato, são usados para tratamento de algumas doenças, como a narcolepsia, e o Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade em crianças e adultos.

A metanfetamina possui um grande potencial de dependência, e a sua utilização crónica pode conduzir ao aparecimento de comportamentos psicóticos, além de outros transtornos mentais como depressão, e principalmente, dependência química de difícil tratamento.

Dopping: Substância probida - Portaria n.º 411/2015, de 26 de novembro - Aprova a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos para 2016 e revoga a Portaria n.º 270/2014, de 22 de dezembro.
Usos comuns
Transtorno do défcit de atenção, hiperatividade, obesidade exógena e narcolepsia.

Para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e obesidade exógena.
Tipo
Molécula pequena.
História
A Metanfetamina foi sintetizada pela primeira vez como substância ativa, ou seja, com capacidade de produzir efeito farmacológico, nos anos 90, com a intenção de substituir a efedrina, um medicamento muito usado no tratamento de problemas respiratórios.

Foi utilizada na Segunda Guerra Mundial, para manter a capacidade de combate dos militares alemães.

Em 1950, a prescrição legal de Metanfetamina aumentou muito, devido às suas várias indicações terapêuticas, o que também levou ao aumento do seu consumo como droga de abuso.

Assim, a MA passou a ser utilizada fora da prática clínica, como estimulante do SNC, pela sua capacidade de provocar euforia.
Indicações
Transtorno do défcit de atenção, hiperatividade, obesidade exógena e narcolepsia.

Para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e obesidade exógena.
Classificação CFT

N.D.

Mecanismo De Ação
A Metanfetamina exerce os seus efeitos ao aumentar agudamente as quantidades de dopamina, noradrenalina e serotonina na fenda sináptica, ampliando assim a neurotransmissão monoaminérgica.

O aumento das monoaminas na fenda sináptica dá-se por vários mecanismos, entre os quais a inibição do armazenamento desses neurotransmissores nas vesículas dos terminais neuronais; bloqueio da recaptação das monoaminas por ligação às proteínas transportadoras; diminuição da expressão de transportadores de dopamina na superfície celular; inibição da MAO, levando ao aumento do tempo de vida das monoaminas e através do aumento da atividade e expressão da tirosina hidroxilase, enzima responsável pela síntese de dopamina.
Posologia Orientativa
Conforme recomendação médica.

A dose terapêutica, ou seja, a quantidade calculada de medicamento que deve ser administrada de cada vez, é de 5 a 30 mg/dia; no entanto, a dose necessária para produzir o efeito de euforia, típico do consumo abusivo desta droga, é de 40 a 60 mg/dia.
Administração
Via Oral, anal, injetável, inalada, fumada ou através das mucosas (anal e vaginal).
Contraindicações
Hipersensibilidade à metanfetamina.

A metanfetamina é contra-indicado em pacientes com hipertireoidismo, arteriosclerose avançada, glaucoma, hipertensão moderada a grave, ou doença cardiovascular sintomática e naqueles com história prévia de hipersensibilidade ou idiossincrasia a aminas simpatomiméticas.

Também é contra-indicado em pacientes em estados agitados ou com histórico de abuso de drogas e durante ou dentro de 14 dias após a administração de inibidores da monoamina oxidase.

Gravidez, lactação.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Causa dependência, falta de apetite, destruição de neurónios dopaminérgicos, mesmo quando consumida em doses baixas, convulsões, agressividade, insónia, aumenta o risco de AVC.

Os principais mecanismos de toxicidade estão descritos e podem traduzir-se em toxicidade aguda (imediata, após uma única utilização) ou crónica (decorrente do uso continuado, manifesta-se tardiamente).

As reações adversas mais frequentes incluem arritmias cardíacas, insónia, irritabilidade e agitação nervosa.

De forma menos usual pode-se observar dor abdominal, náuseas, vómito, diarreia, anorexia, perda de peso, obstipação, diminuição da função sexual, alterações na libido, disfunção erétil, fraqueza, cefaleia, hiperhidrose, taquicardia, visão turva, tonturas, infecções no trato urinário e xerostomia.

Raramente também se observa um estado mental alterado, enfarte do miocárdio, dermatite alérgica, rash cutâneo, ansiedade, cardiomiopatia, acidente vascular encefalico (AVE), dor no peito, depressão, febre, hipertensão, alterações de humor e psicose.

Na gravidez, a utilização de MA pode ser fatal para a mãe e resultar em aborto espontâneo ou malformações para o feto.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Não administrar durante a gravidez e amamentação.
Aleitamento
Aleitamento:Não administrar durante a gravidez e amamentação.
Dopping
Dopping:Substância probida - Portaria n.º 411/2015, de 26 de novembro - Aprova a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos para 2016 e revoga a Portaria n.º 270/2014, de 22 de dezembro.
Precauções Gerais
A metanfetamina não é recomendado para uso como um agente anoréxico em crianças menores de 12 anos de idade.
Cuidados com a Dieta
Sem informação.
Terapêutica Interrompida
Sem informação.
Cuidados no Armazenamento
Mantenha todos os medicamentos fora do alcance e da vista das crianças.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Metanfetamina (metilanfetamina, desoxiefedrina) + Insulinas

Observações: N.D.
Interações: As necessidades de insulina em diabetes mellitus pode ser alterada em associação com o uso de metanfetamina e o regime dietético concomitante.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metanfetamina (metilanfetamina, desoxiefedrina) + Guanetidina

Observações: N.D.
Interações: Metanfetamina pode diminuir o efeito hipotensor da guanetidina.

Metanfetamina (metilanfetamina, desoxiefedrina) + Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO)

Observações: N.D.
Interações: Metanfetamina não deve ser utilizado concomitantemente com inibidores da Monoaminoxidase (IMAO).

Metanfetamina (metilanfetamina, desoxiefedrina) + Antidepressores (Tricíclicos)

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de antidepressivos tricíclicos e aminas simpaticomiméticas de ação indireta, como as anfetaminas (Metanfetamina), devem ser cuidadosamente supervisionado e a dosagem cuidadosamente ajustada.

Metanfetamina (metilanfetamina, desoxiefedrina) + Fenotiazidas (fenotiazinas)

Observações: N.D.
Interações: As fenotiazinas são relatados na literatura por antagonizarem a acção estimuladora das anfetaminas no SNC.

Glucose + Metanfetamina (metilanfetamina, desoxiefedrina)

Observações: Como em todas as soluções parenterais, devem ser verificadas as compatibilidades ao adicionar medicamentos. Devido ao seu pH ácido, a solução pode ser incompatível com outros medicamentos, pelo que antes de combinar a solução de glucose com outro medicamento deve verificar-se que o intervalo de pH em que este é efetivo se encontra dentro do intervalo de pH da solução de glucose a (pH = 3,5 – 6,5).
Interações: Medicamentos que causam um aumento do efeito da vasopressina Os medicamentos listados abaixo aumentam o efeito da vasopressina, levando a uma redução da excreção renal de água sem eletrólitos, e aumentam o risco de hiponatremia adquirida em ambiente hospitalar na sequência de um tratamento inadequadamente equilibrado com fluidos IV. • Medicamentos que estimulam a libertação de vasopressina, p. ex.: Clorpropamida, clofibrato, carbamazepina, vincristina, inibidores seletivos da recaptação da serotonina, 3,4-metilenodioxi-N-metanfetamina, ifosfamida, antipsicóticos, narcóticos • Medicamentos que potenciam a ação da vasopressina, p. ex.: Clorpropamida, AINE, ciclofosfamida • Análogos da vasopressina, p. ex.: Desmopressina, oxitocina, vasopressina, terlipressina

Furazolidona + Metanfetamina (metilanfetamina, desoxiefedrina)

Observações: N.D.
Interações: Não se recomenda a utilização de furazolidona com qualquer um dos seguintes medicamentos. - Amitriptilina - Apraclonidina - Atomoxetina - Benzefetamina - Brimonidina - Bupropiona - Carbamazepina - Carbidopa - Carbinoxamina - Citalopram - Clomipramina - Ciclobenzaprina - Cipro-heptadina - Desipramina - Desvenlafaxina - Dexmetilfenidato - Dextroanfetamina - Anfepramona (Dietilpropiona) - Doxilamina - Entacapona - Escitalopram - Femoxetina - Fluoxetina - Fluvoxamina - Guanedrel - Guanetidina - Hidroxitriptofano - Imipramina - Isocarboxazida - Levodopa - Levacetilmetadol - Levomilnacipran - Maprotilina - Mazindol - Metadona - Metanfetamina - Metildopa - Metilfenidato - Milnaciprano - Mirtazapina - Nefazodona - Nefopam - Nortriptilina - Opipramol - Paroxetina - Fendimetrazina - Fenmetrazina - Fentermina - Fenilalanina - Pseudoefedrina - Reserpina - Safinamida - Selegilina - Sertralina - Sibutramina - Sumatriptano - Tapentadol - Tetrabenazina - Tranilcipromina - Trazodona - Trimipramina - Triptofano - Venlafaxina - Vilazodona - Vortioxetina - Zimeldina
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.

Não administrar durante a gravidez e amamentação.

Dopping: Substância probida - Portaria n.º 411/2015, de 26 de novembro - Aprova a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos para 2016 e revoga a Portaria n.º 270/2014, de 22 de dezembro.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 31 de Outubro de 2019