Lopinavir + Ritonavir

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Condução Uso Hospitalar DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
Lopinavir e ritonavir são medicamentos antivirais que impedem o vírus da imunodeficiência humana (VIH) as células se multipliquem no organismo.

Lopinavir e ritonavir (Kaletra) é um medicamento combinado usado para tratar o HIV, que causa a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS).

Este medicamento não é uma cura para o HIV ou AIDS.

Lopinavir e ritonavir pode também ser usado para fins aqui não mencionados.
Usos comuns
O tratamento da infeção por HIV-1 em combinação com outros agentes antivirais.
Tipo
Sem informação.
História
Sem informação.
Indicações
Lopinavir + Ritonavir está indicado em combinação com outros medicamentos antirretrovirais, para o tratamento de adultos, adolescentes e crianças com mais de 2 anos de idade com infeção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH-1).


Classificação CFT
01.03.01.01     Inibidores da protease
Mecanismo De Ação
Lopinavir é um inibidor VIH-2.

A inibição da protease VIH evita a clivagem da poliproteina gag-pol produzindo vírus imaturos, não-infeciosos.


Posologia Orientativa
Solução oral:
Uso em adultos
- A dose habitual para o adulto é de 5 ml de solução oral, duas vezes ao dia, isto é, de 12 em 12 horas, associado a outros medicamentos anti-VIH.

O seu médico indicará a quantidade que deve tomar.


Uso em crianças com idade igual ou superior a 2 anos

- O seu médico decidirá a dose correta com base na altura e no peso da criança.



Comprimidos:
A dose habitual para o adulto é de 400 mg/100 mg, duas vezes ao dia, isto é, de 12 em 12 horas, associado a outros medicamentos anti-VIH.

Os doentes adultos que não tomaram previamente outros medicamentos antirretrovirais podem também tomar os comprimidos, uma vez ao dia, numa dose de 800/200 mg.

O seu médico indicará o número de comprimidos que deve tomar.

Os doentes adultos que tomaram previamente outros medicamentos antivirais podem tomar os comprimidos uma vez ao dia, numa dose de 800 mg/200 mg, se o seu médico o considerar apropriado.


Uso em crianças
Para as crianças o médico decidirá a dose correta (número de comprimidos) com base na, altura e no peso da criança.

Administração
Deve ser receitado por médicos com experiência no tratamento da infeção pelo VIH.

A solução oral é administrada por via oral e deve ser sempre tomado com alimentos.

É importante que os comprimidos de Kaletra sejam engolidos inteiros e não sejam mastigados, partidos ou esmagados.

Contraindicações
Hipersensibilidade ao Lopinavir e ao Ritonavir
Insuficiência hepática grave.


Lopinavir e ritonavir, que são ambos inibidores da isoforma CYP3A do citocromo P450.

Não deve ser administrado concomitantemente com fármacos que dependem grandemente da CYP3A para depuração e para os quais concentrações plasmáticas elevadas estão associadas a acontecimentos graves e/ou potencialmente fatais.


A solução oral está contraindicado em crianças com menos de 2 anos de idade, em mulheres grávidas, doentes com insuficiência renal ou hepática e em doentes tratados com di sulfiram ou
metronidazol, devido ao potencial risco de toxicidade do excipiente propilenoglicol

Efeitos Indesejáveis/Adversos
Efeitos secundários muito frequentes (afetam mais de 1 utilizador em cada 10):
Diarreia;
Náuseas;
Infeção do trato respiratório superior.


Efeitos secundários frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100):
Inflamação do pâncreas;
Vómitos, aumento do abdómen, dor na parte superior e inferior do estômago, gases intestinais, indigestão, diminuição do apetite, refluxo do estômago para o esófago que pode causar dor;
Inchaço ou inflamação do estômago, intestinos e cólon;
Aumento nos níveis de colesterol no sangue, aumento nos níveis de triglicéridos (uma forma de gordura) no sangue, tensão arterial elevada;
Diminuição na capacidade do organismo processar o açúcar incluindo diabetes mellitus, perda de peso;
Contagem baixa de glóbulos vermelhos, contagem baixa de glóbulos brancos que geralmente combatem a infeção;
Erupção na pele, eczema, acumulação de crostas de pele gordurosa;
Tonturas, ansiedade, dificuldade em dormir;
Cansaço, falta de forças e de energia, dor de cabeça incluindo enxaqueca;
Hemorroidas;
Inflamação do fígado incluindo aumento das enzimas hepáticas;
Reações alérgicas incluindo aftas e inflamação na boca;
Alterações na forma do corpo ou da face devido a alterações na distribuição de gordura;
Infeção do trato respiratório inferior;
Aumento dos nódulos linfáticos;
Impotência, fluxo menstrual anormalmente abundante ou prolongado ou ausência de menstruação;
Problemas musculares como por exemplo fraqueza e espasmos, dor nas articulações, músculos e costas;
Lesão nos nervos do sistema nervoso periférico;
Suores noturnos, comichão, erupção na pele incluindo inchaço na pele, infeção na pele, inflamação da pele ou folículos pilosos, acumulação de líquido nas células ou tecidos.


Informação adicional sobre náuseas, vómitos ou dor abdominal
Informe o seu médico se sentir náuseas, vómitos ou dor abdominal porque estes sintomas podem ser sugestivos de pancreatite (inflamação do pâncreas).


Informação adicional acerca do aumento do colesterol e triglicéridos
Neste momento desconhecem-se os riscos de complicações a longo prazo, tais como ataques cardíacos ou acidente vascular cerebral, causados pelo aumento dos triglicéridos e colesterol.

O seu médico irá acompanhá-lo e poderá receitar-lhe outros medicamentos, se necessário.

Os aumentos elevados nos níveis de triglicéridos (gordura no sangue) foram considerados um fator de risco de pancreatite (inflamação do pâncreas).


Alterações na forma do corpo devido a alterações na distribuição de gordura
A combinação de tratamentos antirretrovirais, que podem incluir Kaletra, pode causar alterações na forma do corpo devido a alterações na distribuição de gordura.

Estas alterações podem incluir perda de gordura nas pernas, braços e rosto, aumento da gordura no abdómen (ventre) e outros órgãos internos, desenvolvimento mamário e acumulação de gordura na região posterior do pescoço (“cachaço de búfalo”).

A causa e consequências a longo prazo destes efeitos na saúde são desconhecidas até à data.

Informe o seu médico se notar quaisquer alterações na sua forma corporal devido a alterações na distribuição de gordura.


Efeitos secundários pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 1.000):
- Sonhos anormais;
Perda ou alteração do sentido do paladar;
Queda de cabelo;
Anomalia no eletrocardiograma chamada bloqueio auriculoventricular;
Formação de placas dentro das artérias que podem originar ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral;
Inflamação dos vasos sanguíneos e capilares;
Inflamação do canal biliar;
Agitação descontrolada do corpo;
Prisão de ventre;
Inflamação das veias profundas relacionada com um coágulo sanguíneo;
Boca seca;
Incapacidade para controlar os intestinos;
Inflamação da primeira secção do intestino delgado logo a seguir ao estômago, ferida ou úlcera no aparelho digestivo, hemorragia no aparelho intestinal ou reto;
Sangue na urina;
Depósito de gordura no fígado, aumento do fígado;
Não funcionamento dos testículos;
Exacerbação dos sintomas relacionados com uma infeção inativa no corpo (reativação imunitária);
Aumento do apetite;
Níveis anormalmente elevados de bilirrubina (um pigmento produzido a partir do colapso dos glóbulos vermelhos) no sangue;
Diminuição do desejo sexual;
Inflamação dos rins;
Morte óssea causada por fraco aporte de sangue à zona:
Feridas na boca ou ulcerações, inflamação do estômago e intestino;
Falência do rim;
Colapso das fibras musculares na libertação do conteúdo das fibras musculares (mioglobina) na corrente sanguínea;
Ruído num ou ambos os ouvidos, como por exemplo zumbido, zunido ou assobio;
Tremor;
Encerramento anormal de uma das válvulas (válvula tricúspide no coração);
Vertigens (sensação de rodar);
Problemas nos olhos, alteração na visão;
Aumento de peso.


Foram descritos outros efeitos secundários com Kaletra: cor amarela da pele ou da parte branca dos olhos (icterícia), erupção grave ou mesmo letal na pele e bolhas (síndrome de Stevens Johnson e eritema multiforme).

Desconhece-se com que frequência estes efeitos podem acontecer.

Advertências
Aleitamento
Aleitamento:Aleitamento possível nos primeiros 6 meses, se não há alternativa segura.
Gravidez
Gravidez:Todos os trimestres: C - Não há estudos adequados em mulheres. Em experiências animais ocorreram alguns efeitos colaterais no feto, mas o benefício do produto pode justificar o risco potencial durante a gravidez.
Conducao
Conducao:Não conduza um carro se tiver alguns efeitos secundários (por ex. náuseas) que possam impedi-lo de o fazer com segurança.
Precauções Gerais
Doentes c om patologias subjac entes
Compromisso hepático: a segurança e eficácia de Lopinavir + Ritonavir não foram estabelecidas em doentes com
afeções hepáticas subjacentes significativas.

Este medicamento está contraindicado em doentes com compromisso hepático grave.

Os doentes com hepatite Bou C crónica e tratados com terapêutica antirretroviral apresentam um risco aumentado para desenvolverem reações adversas hepáticas graves e potencialmente fatais.

Em caso de terapêutica antivírica concomitante para hepatite B ou C, deverá consultar-se o Resumo das Características para estes Medicamentos.


Os doentes com disfunção hepática preexistente, incluindo hepatite crónica, apresentam uma frequência aumentada de anomalias na função hepática durante a terapêutica antirretroviral combinada e devem ser monitorizados de acordo com a prática habitual.

Se existir evidência de agravamento da doença hepática nestes doentes, deve considerar-se a interrupção ou a suspensão do tratamento.


Foram descritas transaminases elevadas com ou sem níveis elevados de bilirrubina em doentes VIH-1 mono-infetados e em indivíduos tratados para a profilaxia pós-exposição, logo aos 7 dias após o início de lopinavir/ritonavir juntamente com outros fármacos antiretrovirais.

Em alguns casos a disfunção hepática foi grave.


Devem efetuar-se análises laboratoriais adequadas antes do início do tratamento com lopinavir/ritonavir e efetuada monitorização cuidadosa durante o tratamento.


Compromisso renal: visto que a depuração renal de lopinavir e ritonavir é negligível, não se esperam concentrações plasmáticas aumentadas em doentes com compromisso renal.

Dado que o lopinavir e ritonavir possuem elevada ligação às proteinas, é pouco provável que sejam significativamente removidos por hemodiálise ou diálise peritoneal.


Hemofilia: em doentes hemofílicos tipo A e B tratados com inibidores de protease foram notificados casos de aumento de hemorragia, incluindo aparecimento espontâneo de hematomas e hemartroses.



Em alguns doentes foi administrado adicionalmente fator VIII.

Em mais de metade dos casos notificados em que o tratamento foi interrompido, foi possível continuar ou reintroduzir o tratamento com os inibidores da protease.

Foi evocada uma relação de causalidade, embora o mecanismo de ação não esteja esclarecido.

Deste modo os doentes hemofílicos deverão ser informados sobre a possibilidade de um aumento de hemorragias.


Aumento do teor lipídico


O tratamento com Lopinavir + Ritonavir originou aumentos, por vezes importantes, na concentração do colesterol total e triglicéridos.

Antes de iniciar o tratamento com Lopinavir + Ritonavir e em intervalos periódicos durante o tratamento devem efetuar-se análises ao colesterol e triglicéridos.

Recomenda-se precaução nos doentes com valores iniciais elevados e com antecedentes de alterações lipídicas.

As alterações lipídicas devem ser tratadas de forma clinicamente adequada.


Pancreatite


Foram descritos casos de pancreatite em doentes tratados com Lopinavir + Ritonavir, incluindo aqueles que desenvolveram hipertrigliceridemia.

Na maioria destes casos os doentes tinham antecedentes de pancreatite e/ou tratamento concomitante com outros medicamentos associados à pancreatite.

Aumentos consideráveis nos triglicéridos são um fator de risco para desenvolvimento de pancreatite.

Doentes com doença por VIH avançada podem estar em risco de triglicéridos elevados e pancreatite.


Deve considerar-se a possibilidade de pancreatite no caso de sintomas clínicos (náuseas, vómitos, dor abdominal) ou alterações nos valores laboratoriais (tais como valores séricos aumentados de lipase ou amilase) sugestivos de ocorrência de pancreatite.

Os doentes que apresentam estes sinais ou sintomas devem ser avaliados e o tratamento com este medicamento suspenso, no caso de um diagnóstico de pancreatite.


Hiperglicemia

Em doentes tratados com inibidores da protease foram descritos novos casos de diabetes mellitus, hiperglicemia ou exacerbação de diabetes mellitus preexistente.

Nalguns destes casos a hiperglicemia foi grave e nalguns casos foi também associada a cetoacidose.

Muitos doentes apresentavam situações clínicas complicadas, algumas das quais requerendo tratamento com fármacos que foram associados a desenvolvimento de diabetes mellitus ou hiperglicemia.


Redistribuição do tecido adiposo e alterações metabólicas

A terapêutica de associação antirretroviral foi associada com a redistribuição do tecido corporal adiposo (lipodistrofia) em doentes infetados pelo VIH.

As consequências a longo prazo deste efeito são atualmente desconhecidas.

O conhecimento sobre o mecanismo é incompleto.

Foi colocada a hipótese de existir uma relação entre a lipomatose visceral, os inibidores da protease (IPs), a lipoatrofia e os análogos nucleósidos inibidores da transcriptase reversa (NRTIs).

Um risco acrescido de lipodistrofia foi associado com fatores individuais, tais como a idade avançada, e com fatores relacionados com o fármaco, como a longa duração da terapêutica antirretroviral e as alterações metabólicas associadas.

O exame clínico deve incluir a avaliação dos sinais físicos da redistribuição do tecido adiposo.

Deverá considerar-se a medição dos níveis de lípidos séricos e da glicémia em jejum.

As alterações lipídicas devem ser tratadas de modo clinicamente apropriado.


Síndrome de Reativ ação Imunológica

Em doentes infetados pelo VIH com deficiência imunológica grave à data da instituição da terapêutica antirretroviral combinada (TARC), pode ocorrer uma reação inflamatória a infeções oportunistas assintomáticas ou residuais e causar várias situações clínicas graves, ou o agravamento dos sintomas.

Tipicamente, estas reações foram observadas durante as primeiras semanas ou meses após início da TARC.

São exemplos relevantes a retinite por citomegalovírus, as infeções micobacterianas

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generalizadas e/ou focais e a pneumonia por Pneumocystis jiroveci.

Qualquer sintoma de inflamação deve ser avaliado e, quando necessário, instituído o tratamento.


As doenças autoimunes (tais como a doença de Graves), também têm sido descritas como tendo ocorrido no contexto de reativação imunológica, no entanto, o tempo descrito de início dos primeiros sintomas é mais variável e pode ocorrer muitos meses após o início do tratamento.


Osteonecrose

Foram notificados casos de osteonecrose, particularmente em doentes com doença por VIH avançada e/ou exposição prolongada a terapêutica antirretroviral combinada (TARC), apesar da etiologia ser considerada multifatorial (incluindo a utilização de corticosteroides, o consumo de álcool, a imunossupressão grave, um índice de massa corporal aumentado).

Os doentes devem ser instruídos a procurar aconselhamento médico caso sintam mal-estar e dor articular, rigidez articular ou dificuldade de movimentos.


Prolongamento do interv alo PR


Lopinavir/ritonavir mostrou causar prolongamento do intervalo PR, modesto e assintomático, em alguns adultos saudáveis.

Foram notificados casos raros de bloqueio aurículo-ventricular de 2º ou 3º grau em doentes tratados com lopinavir/ritonavir com doença cardíaca estrutural subjacente e anomalias preexistentes no sistema de condução, ou em doentes tratados com medicamentos com reconhecida capacidade para prolongarem o intervalo PR (por ex.

verapamil e atazanavir).

Lopinavir + Ritonavir deve ser utilizado com precaução nestes doentes.


Interações medicamentosas

Lopinavir e ritonavir, são ambos inibidores da isoforma CYP3A do P450.

É provável que este medicamento aumente as concentrações plasmáticas dos medicamentos que são essencialmente metabolizados pela CYP3A.

Estes aumentos nas concentrações plasmáticas dos medicamentos administrados concomitantemente podem aumentar ou prolongar o seu efeito terapêutico e acontecimentos adversos.


A administração concomitante com colquicina, especialmente em doentes com insuficiência renal ou hepática deve ser evitada.


A associação de Lopinavir + Ritonavir com:
- tadalafil, indicado no tratamento da hipertensão arterial pulmonar, não é recomendada;
- ácido fusídico nas infeções osteo-articulares não é recomendada;
- salmeterol não é recomendada;
- rivaroxaban não é recomendada.


Não é recomendada a associação deste medicamento com atorvastatina.

Se o uso de atorvastatina for considerado absolutamente necessário, deverá ser administrada a dose mais baixa possível com monitorização cuidadosa da segurança.

Também tem de se ter precaução e deverá considerar-se uma redução nas doses, se este medicamento for usado concomitantemente com rosuvastatina.

Se for indicado tratamento com um inibidor da HMG-CoA reductase, recomenda-se o uso de pravastatina ou fluvastatina.


Inibidores da PDE5: ter especial precaução ao prescrever sildenafil ou tadalafil para o tratamento da disfunção eréctil em doentes tratados com este medicamento.

Espera-se que a administração concomitante de Lopinavir + Ritonavir com estes medicamentos aumente substancialmente as suas concentrações e pode resultar em acontecimentos adversos associados como por exemplo hipotensão, síncope, alterações visuais e ereção prolongada.

Está contraindicado o uso concomitante de avanafil ou vardenafil e lopinavir/ritonavir.

Está contraindicado o uso concomitante de sildenafil usado para o tratamento da hipertensão arterial pulmonar com este medicamento.


Tem de se ter especial precaução ao prescrever Lopinavir + Ritonavir e medicamentos que se sabe induzirem prolongamento do intervalo QT, tais como: clorfeniramina, quinidina, eritromicina, claritromicina.

De facto, pode aumentar as concentrações dos medicamentos administrados concomitantemente, o que pode resultar num aumento de reações adversas cardíacas associadas.

Nos estudos pré-clínicos foram descritos efeitos cardíacos com Lopinavir + Ritonavir; por conseguinte, os potenciais efeitos cardíacos deste medicamento podem ser atualmente excluídos.


A administração concomitante de Lopinavir + Ritonavir com rifampicina não é recomendada.

A rifampicina usada em associação com Lopinavir + Ritonavir provoca grandes reduções nas concentrações de lopinavir que, por sua vez, pode diminuir significativamente o efeito terapêutico do lopinavir.

Pode conseguir-se exposição adequada ao lopinavir/ritonavir quando é usada uma dose mais elevada de Lopinavir + Ritonavir, mas esta está associada a um risco mais elevado de toxicidade hepática e gastrointestinal.

Por conseguinte, esta administração concomitante deve ser evitada, a não ser quando considerada absolutamente necessária.


Não se recomenda a utilização concomitante de Lopinavir + Ritonavir com fluticasona ou outros glucocorticoides que são metabolizados pelo CYP3A4, tal como a budesonida, a não ser que o benefício potencial do tratamento supere o risco dos efeitos sistémicos dos corticosteroides, incluindo síndrome de Cushing e supressão suprarrenal.

Outros
Lopinavir + Ritonavir não é uma cura para a infeção pelo VIH ou SIDA.

Embora uma supressão vírica eficaz com
terapêutica antirretroviral tenha provado reduzir substancialmente o risco de transmissão sexual, não pode ser excluída a existência de um risco residual.

Para prevenir a transmissão devem ser tomadas precauções de acordo com as orientações nacionais.

Os doentes tratados com este medicamento ainda podem desenvolver infeções ou outras doenças associadas ao VIH e SIDA.


Cuidados com a Dieta
A solução oral deve tomar este medicamento sempre com alimentos.


Os comprimidos podem ser tomado com ou sem alimentos.

Terapêutica Interrompida
Caso se tenha esquecido de tomar uma dose e se aperceba num período de 6 horas após a hora da toma habitual, tome a sua dose em falta o mais breve possível.

Depois continue a tomar a dose seguinte à hora habitual conforme estabelecido pelo seu médico.


Caso se tenha esquecido de tomar uma dose e se aperceba mais de 6 horas após a hora da toma habitual, não tome a dose em falta.

Tome a dose seguinte à hora habitual.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar no frigorífico (2 ºC – 8 ºC).

Conservação em uso: se conservado fora do frigorífico, não deve ser mantido acima dos 25 ºC e qualquer porção não utilizada após 42 dias (6 semanas) deve ser rejeitada.

Evitar a exposição ao calor excessivo.


Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Lopinavir + Ritonavir + Mesilato de di-hidroergotamina

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Dihidroergotamina, ergonovina, ergotamina, metilergonovina: Concentrações plasmáticas aumentadas de derivados da cravagem do centeio causando toxicidade aguda pelos derivados da cravagem do centeio, incluindo vasoespasmo e isquemia.

Lopinavir + Ritonavir + Ergonovina (ergometrina)

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Dihidroergotamina, ergonovina, ergotamina, metilergonovina: Concentrações plasmáticas aumentadas de derivados da cravagem do centeio causando toxicidade aguda pelos derivados da cravagem do centeio, incluindo vasoespasmo e isquemia.

Lopinavir + Ritonavir + Ergotamina

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Dihidroergotamina, ergonovina, ergotamina, metilergonovina: Concentrações plasmáticas aumentadas de derivados da cravagem do centeio causando toxicidade aguda pelos derivados da cravagem do centeio, incluindo vasoespasmo e isquemia.

Lopinavir + Ritonavir + Metilergometrina

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Dihidroergotamina, ergonovina, ergotamina, metilergonovina: Concentrações plasmáticas aumentadas de derivados da cravagem do centeio causando toxicidade aguda pelos derivados da cravagem do centeio, incluindo vasoespasmo e isquemia.

Lopinavir + Ritonavir + Cisaprida

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Cisaprida: Concentrações plasmáticas aumentadas de cisaprida. Por conseguinte, aumentando o risco de arritmias graves causadas por este medicamento.

Lopinavir + Ritonavir + Lovastatina

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Lovastatina, sinvastatina: Concentrações plasmáticas aumentadas de lovastatina e sinvastatina; por conseguinte, aumentando o risco de miopatia incluindo rabdomiólise.

Lopinavir + Ritonavir + Sinvastatina

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Lovastatina, sinvastatina: Concentrações plasmáticas aumentadas de lovastatina e sinvastatina; por conseguinte, aumentando o risco de miopatia incluindo rabdomiólise.

Lopinavir + Ritonavir + Avanafil

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Avanafil: Concentrações plasmáticas aumentadas de avanafil.

Lopinavir + Ritonavir + Sildenafil

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Sildenafil: Contraindicado quando usado apenas para o tratamento da hipertensão arterial pulmonar (HAP). Concentrações plasmáticas aumentadas de sildenafil. Por conseguinte, aumentando o potencial para acontecimentos adversos associados ao sildenafil (que incluem hipotensão e síncope). Para administração concomitante de sildenafil em doentes com disfunção erétil.

Lopinavir + Ritonavir + Vardenafil

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Vardenafil: Concentrações plasmáticas aumentadas de vardenafil.

Lopinavir + Ritonavir + Midazolam

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Midazolam por via oral, triazolam: Concentrações plasmáticas aumentadas de midazolam por via oral e triazolam. Por conseguinte, aumentando o risco de sedação extrema e depressão respiratória causadas por estes medicamentos. Para precauções sobre a administração parentérica de midazolam.

Lopinavir + Ritonavir + Triazolam

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Midazolam por via oral, triazolam: Concentrações plasmáticas aumentadas de midazolam por via oral e triazolam. Por conseguinte, aumentando o risco de sedação extrema e depressão respiratória causadas por estes medicamentos. Para precauções sobre a administração parentérica de midazolam.

Lopinavir + Ritonavir + Hipericão

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Hipericão: Preparações de plantas medicinais contendo Hipericão (Hypericum perforatum) devido ao risco de concentrações plasmáticas diminuídas e de efeitos clínicos diminuídos de lopinavir e ritonavir.

Ruxolitinib + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Ruxolitinib é eliminado através de metabolismo catalisado por CYP3A4 e CYP2C9. Assim, os medicamentos que inibem estas enzimas podem dar origem a um aumento da exposição a ruxolitinib.
Interações: Inibidores da CYP3A4: Inibidores potentes da CYP3A4 (tais como, mas não limitados a, boceprevir, claritromicina, indinavir, itraconazol, cetoconazol, lopinavir/ritonavir, ritonavir, mibefradil, nefazodona, nelfinavir, posaconazol, saquinavir, telaprevir, telitromicina, voriconazol). Em indivíduos saudáveis a administração concomitante de Ruxolitinib (dose única 10 mg) com um inibidor potente da CYP3A4, cetoconazol, resultou em Cmax e AUC de ruxolitinib mais elevadas em 33% e 91%, respetivamente, do que de ruxolitinib isoladamente. A semivida foi prolongada de 3,7 para 6,0 horas com administração concomitante de cetoconazol. Quando Ruxolitinib é administrado com inibidores potentes da CYP3A4 a dose unitária de Ruxolitinib deve ser reduzida em aproximadamente 50%, para administração duas vezes por dia. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados (p. ex. duas vezes por semana) para identificação de citopenias e a dose ajustada com base na segurança e eficácia.

Abemaciclib + Lopinavir + Ritonavir

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Inibidores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com inibidores da CYP3A4 pode aumentar as concentrações plasmáticas do abemaciclib. Em doentes com cancro metastático e/ou avançado, a co-administração do inibidor da CYP3A4 claritromicina resultou num aumento de 3,4-vezes na exposição plasmática de abemaciclib e num aumento de 2.5-vezes na exposição plasmática combinada livre ajustada à potência de abemaciclib e dos seus metabolitos ativos. A utilização de inibidores fortes da CYP3A4 em conjunto com o abemaciclib deve ser evitada. Se é necessário coadministrar inibidores fortes da CYP3A4, a dose de abemaciclib deve ser reduzida, seguida por uma monitorização cuidadosa da toxicidade. Exemplos de inibidores fortes da CYP3A4 incluem, mas não se limitam: claritromicina, itraconazol, cetoconazol, lopinavir/ritonavir, posaconazol ou o voriconazol. Evitar a ingestão de toranja ou sumo de toranja. Para doentes tratados com inibidores CYP3A4 fracos ou moderados, não é necessário um ajuste de dose. No entanto, deve existir, uma monitorização atenta dos sinais de toxicidade.

Tipranavir + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Os estudos de interação apenas foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS ANTI-INFECCIOSOS: Inibidores da protease (IP): De acordo com as linhas orientadoras de tratamento atuais, a terapêutica conjunta com inibidores da protease não é geralmente recomendada. Lopinavir/ritonavir 400/100 mg BID A utilização concomitante de Tipranavir, coadministrado com ritonavir em dose baixa, e lopinavir/ritonavir não é recomendada. Se, no entanto, a combinação for considerada necessária, aconselha-se vivamente a monitorização dos níveis plasmáticos do lopinavir.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Vismodegib + Lopinavir + Ritonavir

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de medicamentos concomitantes no vismodegib: Os estudos in vitro indicam que o vismodegib é um substrato do transportador de efluxo da glicoproteína-P (gp-P) e das enzimas metabolizadoras de fármacos CYP2C9 e CYP3A4. A exposição sistémica de vismodegib e a incidência de reações adversas com vismodegib podem ser maiores quando vismodegib é coadministrado com medicamentos que inibem a gp-P (por exemplo, claritromicina, eritromicina, azitromicina, verapamil, ciclosporina), CYP2C9 (amiodarona, fluconazol ou miconazol), ou CYP3A4 (bocepravir, claritromicina, conivaptan, indinavir, itraconazol, cetoconazol, lopinavir/ritonavir, nelfinavir, posaconazol, ritonavir, saquinavir, telaprevir, telitromicina ou voriconazol).
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Rosuvastatina + Ezetimiba + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Se for a um hospital ou receber tratamento para outra condição, informe a equipa médica que está a tomar Rosuvastatina / Ezetimiba.
Interações: Antivirais utilizados para o tratamento de doentes infetados com VIH (designados por inibidores da protease do VIH, por ex., lopinavir/ritonavir e/ou atazanavir).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Imatinib + Lopinavir + Ritonavir

Observações: N.D.
Interações: Substâncias ativas que podem aumentar as concentrações plasmáticas de imatinib: As substâncias que inibem a atividade da isoenzima CYP3A4 do citocromo P450 (por ex. inibidores da protease tais como indinavir, lopinavir/ritonavir, ritonavir, saquinavir, telaprevir, nelfinavir, boceprevir; antifúngicos azois incluindo cetoconazol, itraconazol, posaconazol, voriconazol; alguns macrólidos tais como eritromicina, claritromicina e telitromicina ) podem diminuir o metabolismo e aumentar as concentrações de imatinib. Houve um aumento significativo na exposição ao imatinib (a Cmax e a AUC médias do imatinib aumentaram em 26% e 40%, respetivamente) em indivíduos saudáveis quando ele foi coadministrado com uma dose única de cetoconazole (um inibidor da CYP3A4). Devem ser tomadas precauções quando se administra imatinib com inibidores da família da CYP3A4.
 Sem significado Clínico

Rilpivirina + Lopinavir + Ritonavir

Observações: A rilpivirina é um inibidor in vitro do transportador MATE-2K com um IC50 < 2,7 nM. As implicações clínicas deste achado são atualmente desconhecidas.
Interações: INTERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES POSOLÓGICAS COM OUTROS MEDICAMENTOS ANTI-INFECIOSOS: Antirretrovirais: IPs do VIH – administrados concomitantemente com uma dose baixa de ritonavir: Lopinavir/ritonavir (cápsula de gel mole)*# 400/100 mg duas vezes por dia. A utilização concomitante de Rilpivirina com inibidores da protease potenciados com ritonavir causa um aumento das concentrações plasmáticas de rilpivirina, mas não é necessário qualquer ajuste da dose. * A interação entre Rilpivirina e o medicamento foi avaliada num estudo clínico. Todas as outras interações medicamentosas apresentadas são previstas. # Este estudo de interação foi realizado com uma dose superior à dose recomendada de Rilpivirina, para avaliar o efeito máximo no medicamento administrado concomitantemente. A recomendação posológica é aplicável à dose recomendada de Rilpivirina de 25 mg uma vez por dia.

Efavirenz + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antiretrovirais Inibidores da Protease (IP): Lopinavir/ritonavir cápsulas moles ou solução oral/Efavirenz Lopinavir/comprimidos de ritonavir/Efavirenz (400/100 mg duas vezes por dia/600 mg uma vez por dia) (500/125 mg duas vezes por dia /600 mg uma vez por dia) Quando administrados concomitantemente com efavirenz, deverá considerar-se um aumento das doses de lopinavir/ritonavir cápsulas moles ou solução oral de cerca de 33 % (4 cápsulas/~6,5 ml duas vezes por dia em vez de 3 cápsulas/5 ml duas vezes por dia). É necessária precaução, uma vez que este ajuste posológico pode ser insuficiente em alguns doentes. A dose dos comprimidos de lopinavir/ritonavir deve ser aumentada para 500/125 mg duas vezes por dia quando administrada concomitantemente com 600 mg de efavirenz uma vez por dia.

Fosamprenavir + Lopinavir + Ritonavir

Observações: N.D.
Interações: Lopinavir/ritonavir: O uso concomitante não é recomendado.

Bedaquilina + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Medicamentos antirretrovirais: Num estudo de interação de dose única de bedaquilina e dose múltipla de lopinavir/ritonavir, a exposição (AUC) da bedaquilina aumentou em 22% [IC 90% (11; 34)]. Pode ser observado um efeito mais pronunciado nas exposições plasmáticas da bedaquilina durante a administração concomitante prolongada de lopinavir/ritonavir. Este aumento é provavelmente devido ao ritonavir. Os aumentos na exposição plasmática a bedaquilina são expectáveis quando é administrada concomitantemente com outros inibidores da protease do VIH potenciados com ritonavir. A administração concomitante de uma dose única de bedaquilina e dose múltipla de nevirapina não resultou em alterações clinicamente relevantes na exposição a bedaquilina. Não estão disponíveis dados clínicos sobre a administração concomitante de bedaquilina e agentes antirretrovirais em doentes infetados simultaneamente com o vírus da imunodeficiência humana e Mycobacterium tuberculosis multirresistente. O efavirenz é um indutor moderado da atividade do CYP3A e a administração concomitante da bedaquilina pode resultar numa exposição reduzida a bedaquilina e perda de atividade, pelo que não recomendada.

Bupropiom (Bupropiona) + Lopinavir + Ritonavir

Observações: N.D.
Interações: Numa série de estudos em voluntários saudáveis, o ritonavir (100 mg duas vezes por dia ou 600 mg duas vezes por dia) ou ritonavir 100 mg mais lopinavir 400 mg, duas vezes por dia, reduziu a exposição do bupropiom e dos seus metabolitos principais de uma forma dose-dependente em aproximadamente 20 a 80%. As consequências clínicas da exposição reduzida não são claras, mas podem incluir eficácia reduzida no tratamento da depressão major. Os doentes tratados com qualquer um destes medicamentos e bupropiom poderão necessitar de um aumento da dose de bupropiom, no entanto a dose máxima recomendada de bupropiom não deverá ser excedida.

Levotiroxina sódica + Lopinavir + Ritonavir

Observações: n.d.
Interações: Inibidores da protease: Houve comunicações de que a levotiroxina perde o seu efeito terapêutico quando coadministrada com lopinavir/ritonavir. Os sintomas clínicos e a função da tiroide devem ser atentamente monitorizados em doentes a tomar concomitantemente levotiroxina e inibidores da protease.

Maraviroc + Lopinavir + Ritonavir

Observações: n.d.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antirretrovirais: Inibidores da Protease do VIH (IPs): Lopinavir/ritonavir 400 mg/100 mg BID: (maraviroc 300 mg BID) lopinavir/ritonavir não foram calculadas; não se espera efeito. NNRTI +IP: Etravirina e darunavir/ritonavir: (maraviroc 150 mg BID) Etravirina e lopinavir/ritonavir, saquinavir/ritonavir ou atazanavir/ritonavir: Não foi estudado. Com base na extensão de inibição por lopinavir/ritonavir, saquinavir/ritonavir ou atazanavir/ritonavir na ausência de etravirina, é esperado um aumento da exposição. A dose de maraviroc deve ser reduzida para 150 mg duas vezes por dia quando coadministrado com etravirina e um IP.

Ledipasvir + Sofosbuvir + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Quaisquer interações que tenham sido identificadas com cada uma destas substâncias ativas individualmente podem ocorrer com a associação de Ledipasvir/Sofosbuvir.
Interações: Interações entre Ledipasvir/sofosbuvir e outros medicamentos ANTIVIRICOS ANTI-VIH: INIBIDORES DA PROTEASE DO VIH Lopinavir potenciado com ritonavir + emtricitabina/ tenofovir disoproxil fumarato Quando administrado com lopinavir/ritonavir utilizado juntamente com tenofovir disoproxil fumarato, prevê-se que Ledipasvir/sofosbuvir aumente a concentração de tenofovir. A segurança de tenofovir disoproxil fumarato no contexto terapêutico de Ledipasvir/sofosbuvir e de um intensificador farmacocinético (p. ex., ritonavir ou cobicistate) não foi estabelecida. A associação deve ser utilizada com precaução com monitorização renal frequente, se não estiverem disponíveis outras alternativas.

Dasabuvir + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Dasabuvir deve ser sempre administrado em conjunto com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir. Quando coadministrados, exercem efeitos recíprocos um sobre o outro. Por conseguinte, o perfil de interação dos compostos tem de ser considerado como uma associação.
Interações: Interações entre Dasabuvir com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir e outros medicamentos: ANTIVIRAIS ANTI-VIH: INIBIDORES DA PROTEASE: Lopinavir /Ritonavir 400/100 mg duas vezes por dia1: Administrado com: Dasabuvir+ombitasvir/paritaprevir/ritonavir Mecanismo: O aumento das exposições ao paritaprevir pode dever-se à inibição do CYP3A/transportadores de efluxo pelo lopinavir e dose mais elevada de ritonavir. A utilização do lopinavir/ritonavir 400/100 mg duas vezes por dia ou 800/200 mg uma vez por dia está contraindicada com dasabuvir e ombitasvir/paritaprevir/ritonavir devido ao aumento das exposições ao paritaprevir (ver Resumo das Características do Medicamento de ombitasvir/paritaprevir/ritonavir).

Telaprevir + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS ANTIVÍRICOS-VIH: INIBIDORES DA PROTEASE DO VIH (IPs): Lopinavir/ritonavir: Não se recomenda a administração concomitante de darunavir/ritonavir com telaprevir.

Palbociclib + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Palbociclib é metabolizado principalmente pela CYP3A e pela SULT2A1, uma enzima da família das sulfotransferases (SULT). In vivo, palbociclib é um inibidor fraco e dependente do tempo da CYP3A.
Interações: A utilização concomitante de inibidores fortes da CYP3A incluindo, entre outros: claritromicina, indinavir, itraconazol, cetoconazol, lopinavir/ritonavir, nefazodona, nelfinavir, posaconazol, saquinavir, telaprevir, telitromicina, voriconazol e toranja ou sumo de toranja, deve ser evitada.

Selexipag + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Selexipag é hidrolisado no seu metabolito ativo pela carboxilesterase hepática 1 (CES1). Selexipag e o seu metabolito ativo sofrem ambos metabolismo oxidativo, mediado pelo CYP2C8 e CYP3A4. A glucoronidação do metabolito ativo é catalisada através da UGT1A3 e UGT2B7. Selexipag e o seu metabolito ativo são substratos do OATP1B1 e OATP1B3. Selexipag é um substrato fraco da bomba de efluxo P-gp. O metabolito ativo é um substrato fraco da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP). Terapêuticas específicas para a HAP: Na Fase 3 do ensaio controlado por placebo em doentes com HAP, a utilização do selexipag em associação com um ARE e um inibidor da PDE-5 resultou numa exposição 30% inferior ao metabolito ativo. Efeito do selexipag em outros medicamentos: Selexipag e o seu metabolito ativo não inibem as enzimas do citocromo P450 em concentrações clinicamente relevantes. Selexipag e o seu metabolito ativo não inibem as proteínas transportadoras. Não é esperado que selexipag e o seu metabolito ativo induzam as enzimas do citocromo P450 no fígado e rim em concentrações clinicamente relevantes. Dados in vitro indicam que selexipag pode ser um indutor de ambos CYP3A4 e CYP2C9 no intestino.
Interações: O tratamento concomitante com lopinavir/ ritonavir 400/100 mg duas vezes por dia, um forte inibidor do OATP (OATP1B1 e OATP1B3) e da P-gp, aumentou a exposição ao selexipag aproximadamente 2 vezes, mas não afetou a exposição ao metabolito ativo do selexipag. Dado que a maioria do efeito farmacológico deriva do metabolito ativo, este efeito não é clinicamente relevante.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Midazolam + Lopinavir + Ritonavir

Observações: n.d.
Interações: Informação adicional sobre midazolam oral: Inibidores da Protease HIV: Saquinavir e outros inibidores da protease HIV: A coadministração com inibidores da protease pode causar um grande aumento da concentração de midazolam. A coadministração de lopinavir potenciado com ritonavir, produziu concentrações plasmáticas de midazolam intravenoso aumentadas cerca de 5,4 vezes, associadas a aumento semelhante da semivida terminal. Se for administrado midazolam parentérico com inibidores da protease HIV, as condições de tratamento são as preconizadas acima para o antifúngico azólico, cetoconazol.

Ácido acetilsalicílico + Esomeprazol + Lopinavir + Ritonavir

Observações: A supressão do ácido gástrico durante o tratamento com esomeprazol e outros IBPs poderá reduzir ou aumentar a absorção de medicamentos com uma absorção gástrica pH-dependente. O esomeprazol inibe o CYP2C19, a principal enzima metabolizadora do esomeprazol. O omeprazol tal como o esomeprazol atuam como inibidores do CYP2C19. O esomeprazol é metabolizado pelo CYP2C19 e CYP3A4.
Interações: O tratamento com omeprazol não teve nenhum efeito sobre a farmacocinética de darunavir (concomitante com ritonavir), amprenavir (concomitante com ritonavir), amprenavir (com e sem ritonavir concomitante), e lopinavir (concomitante com ritonavir).

Amprenavir + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Foram realizados estudos de interacção com amprenavir como único inibidor da protease.
Interações: Num estudo farmacocinético aberto, não realizado em jejum, as AUC, Cmax e Cmin do lopinavir diminuiram 38%, 28% e 52%, respectivamente quando foi administrado amprenavir (750 mg duas vezes por dia) em associação com (400 mg de lopinavir + 100 mg de ritonavir duas vezes por dia). No mesmo estudo, a AUC, Cmax e Cmin do amprenavir aumentaram respectivamente 72%, 12%, e 483%, em comparação com os valores obtidos após doses padrão de amprenavir (1200 mg duas vezes por dia). Os valores plasmáticos de Cmin de amprenavir atingidos com a associação de amprenavir (600 mg duas vezes por dia) em associação com (400 mg de lopinavir + 100 mg de ritonavir duas vezes por dia) são, aproximadamente, 40-50% inferiores aos atingidos quando amprenavir (600 mg duas vezes por dia) é administrado em associação com 100 mg de ritonavir duas vezes por dia. A adição de ritonavir adicional a um regime posológico de amprenavir mais Lopinavir/Ritonavir aumenta os valores da Cmin de lopinavir, mas não os valores da Cmin de amprenavir. Não se recomenda qualquer posologia para a administração concomitante de amprenavir e Lopinavir/Ritonavir, aconselhando-se, no entanto, monitorização rigorosa, uma vez que se desconhece a segurança e eficácia desta associação.

Efavirenz + Emtricitabina + Tenofovir + Lopinavir + Ritonavir

Observações: As interações que foram identificadas com Efavirenz, Emtricitabina e Tenofovir individualmente podem ocorrer com esta associação. Os estudos de interação com estes medicamentos só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antivirais para o VIH Inibidores da protease Lopinavir/ritonavir/Tenofovir disoproxil fumarato: (400 mg b.i.d./100 mg b.i.d./ 300 mg q.d.). Concentrações mais elevadas de tenofovir podem potenciar acontecimentos adversos associados ao tenofovir, incluindo doenças renais. Não estão disponíveis dados suficientes para fazer uma recomendação posológica para lopinavir/ritonavir quando administrados com Efavirenz / Emtricitabina / Tenofovir. Não se recomenda a coadministração de lopinavir/ritonavir e Efavirenz / Emtricitabina / Tenofovir. Lopinavir/ritonavir cápsulas moles ou solução oral/Efavirenz: Diminuição substancial na exposição ao lopinavir, necessitando de um ajuste da dose de lopinavir/ritonavir. Quando se associou ao efavirenz e a dois NRTIs, 533/133 mg de lopinavir/ritonavir (cápsulas moles) duas vezes por dia, originou concentrações plasmáticas de lopinavir semelhantes às verificadas com lopinavir/ritonavir (cápsulas moles) 400/100 mg duas vezes por dia sem efavirenz (dados já descritos). Lopinavir/ritonavir comprimidos/ Efavirenz: (400/100 mg b.i.d./600 mg q.d.). (500/125 mg b.i.d./600 mg q.d.). Concentrações de lopinavir: semelhantes a 400/100 mg de lopinavir/ritonavir duas vezes por dia sem efavirenz. São necessários ajustes de dose de lopinavir/ritonavir quando administrados com efavirenz. Para informação sobre a coadministração de efavirenz com doses baixas de ritonavir em associação com um inibidor da protease, consultar a secção abaixo sobre ritonavir. Lopinavir/ritonavir/Emtricitabina: Interação não estudada.

Ombitasvir + Paritaprevir + Ritonavir + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir foi administrado em doses múltiplas em todos os estudos de interação medicamentosa, com exceção dos estudos de interação medicamentosa com carbamazepina, gemfibrozil e cetoconazol.
Interações: Interações entre Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir e outros medicamentos ANTIVIRAIS ANTI-VIH: INIBIDORES DA PROTEASE: Lopinavir /Ritonavir 400/100 mg duas vezespor dia: Mecanismo: o aumento das exposições ao paritaprevir pode dever-se à inibição do CYP3A/transportadores de efluxo pelo lopinavir e dose mais elevada de ritonavir. Administrado com: Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir + dasabuvir Administrado com: Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir sem dasabuvir A utilização concomitante está contraindicada.

Saquinavir + Lopinavir + Ritonavir

Observações: A maioria dos estudos de interação medicamentosa com saquinavir foi desenvolvida com saquinavir não potenciado ou com saquinavir cápsulas moles não potenciado. Um número reduzido de estudos foi desenvolvido com saquinavir potenciado com ritonavir ou com saquinavir cápsulas moles potenciado com ritonavir. Os dados obtidos a partir dos estudos de interação medicamentosa realizados com saquinavir não potenciado podem não ser representativos dos efeitos observados com a terapêutica de saquinavir/ritonavir. Adicionalmente, os resultados observados com saquinavir cápsulas moles podem não ser preditivos relativamente à magnitude destas interações com saquinavir/ritonavir.
Interações: Fármacos antirretrovíricos Inibidores da protease do VIH (IP): Lopinavir/ritonavir 400/100 mg bid (saquinavir 1000 mg bid em combinação com 2 ou 3 NRTIs) Contraindicado em combinação com saquinavir/ritonavir devido ao potencial para arritmia cardíaca com perigo de vida.

Eltrombopag + Lopinavir + Ritonavir

Observações: N.D.
Interações: Efeito de outros medicamentos no eltrombopag: Lopinavir/ritonavir: A administração concomitante de eltrombopag com lopinavir/ritonavir (LPV/RTV) pode causar uma diminuição na concentração do eltrombopag. Um estudo em 40 voluntários saudáveis mostrou que a administração concomitante de uma dose única de 100 mg de eltrombopag com doses repetidas de 400/ 100 mg de LPV/RTV duas vezes por dia resultou numa redução da AUC (0-) plasmática do eltrombopag em 17% (IC 90%: 6,6%, 26,6%). Por este motivo, a administração concomitante de eltrombopag com LPV/RTV deverá fazer-se com precaução. A contagem de plaquetas deverá monitorizar-se cuidadosamente por forma a assegurar uma gestão adequadada dose de eltrombopag, quando a terapêutica LPV/RTV é iniciada ou descontinuada.

Suvorexanto + Lopinavir + Ritonavir

Observações: N.D.
Interações: Não é recomendado o uso de Suvorexanto concomitantemente com medicamentos que inibam fortemente o CYP3A como o itraconazol, lopinavir / ritonavir, claritromicina, ritonavir, cetoconazol, indinavir / ritonavir, ou conivaptan.

Nevirapina + Lopinavir + Ritonavir

Observações: n.d.
Interações: ANTIRRETROVIRAIS: Inibidores da protease (IP): Lopinavir / ritonavir (capsulas) 400/100 mg duas vezes por dia Em combinação com Nevirapina é recomendado um aumento da dose de lopinavir / ritonavir para 533/133 mg (4 cápsulas) ou 500/125mg (5 comprimidos com 100/25mg cada) duas vezes por dia com alimentos. Não é necessário ajustar a dose de Nevirapina quando coadministrado com lopinavir. Lopinavir/ritonavir (solução oral) 300/75 mg/m2 duas vezes por dia A dose de lopinavir/ritonavir deve ser aumentada para 300/75 mg/m2 duas vezes por dia com alimentos, quando administrado concomitantemente com Nevirapina em crianças, principalmente em doentes com suspeita de uma redução da suscetibilidade a lopinavir/ritonavir

Tenofovir + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações entre o tenofovir disoproxil e outros medicamentos: ANTI-INFECIOSOS: Antirretrovirais: Inibidores da protease: Lopinavir/Ritonavir (400 b.i.d./100 b.i.d./300 q.d.) Sem efeitos significativos nos parâmetros farmacocinéticos. Não são recomendados ajustes de dose. O aumento da exposição do tenofovir pode potenciar os eventos adversos associados ao tenofovir, incluindo doenças renais. A função renal deverá ser cuidadosamente monitorizada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bosentano + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Bosentano é um indutor dos isoenzimas do citocromo P450 (CYP), CYP2C9 e CYP3A4. Dados in vitro sugerem também a indução de CYP2C19. Consequentemente, as concentrações plasmáticas das substâncias metabolizadas por estes isoenzimas estarão diminuídas com a administração concomitante de Bosentano. Deve ser considerada a possibilidade de uma alteração na eficácia dos medicamentos metabolizados por estes isoenzimas. A posologia destes produtos poderá ter de ser ajustada após o início do tratamento, uma alteração da dose de Bosentano ou interrupção do tratamento concomitante de Bosentano. Bosentano é metabolizado por CYP2C9 e CYP3A4. A inibição destes isoenzimas pode aumentar a concentração plasmática de bosentano.
Interações: A coadministração de bosentano 125 mg duas vezes por dia e lopinavir+ritonavir 400+100 mg duas vezes por dia durante 9,5 dias em voluntários saudáveis, resultou num vale inicial de concentrações plasmáticas de bosentano que foram aproximadamente 48 vezes superiores do que aquelas medidas após administração isolada de bosentano. Ao dia 9, as concentrações plasmáticas de bosentano foram aproximadamente 5 vezes superiores do que com administração isolada de bosentano. Muito possivelmente, a causa desta interação é a inibição, pelo ritonavir, do transporte de captação mediado por proteínas para os hepatócitos e do CYP3A4, reduzindo assim a depuração de bosentano. Quando administrado concomitantemente com lopinavir+ritonavir, ou outros inibidores da protease potenciados pelo ritonavir, a tolerabilidade do doente ao Bosentano deve ser monitorizada. Após coadministração de bosentano durante 9,5 dias, as exposições plasmáticas de lopinavir e ritonavir diminuíram até uma extensão clinicamente não significativa (em aproximadamente 14% e 17%, respetivamente). No entanto, a indução total pelo bosentano pode não ter sido atingida e não pode ser excluída uma diminuição posterior dos inibidores da protease. É recomendada monitorização apropriada da terapêutica VIH. Seriam esperados efeitos semelhantes com outros inibidores da protease potenciados pelo ritonavir.

Darunavir + Lopinavir + Ritonavir

Observações: O perfil de interação do darunavir pode variar dependendo se é utilizado o ritonavir ou o cobicistate como fármacos potenciadores. As recomendações dadas para a utilização concomitante de darunavir e outros medicamentos podem por isso variar dependendo se darunavir é potenciado com ritonavir ou com cobicistate, e é também necessária precaução durante o primeiro tempo de tratamento, se se substituir o fármaco potenciador de ritonavir para cobicistate.
Interações: ANTIRRETROVIRAIS PARA O VIH: Inibidores da Protease (IPs) do VIH – com coadministração de uma dose baixa de ritonavir: Lopinavir/ritonavir: Devido a uma diminuição de 40% na exposição de darunavir (AUC), não se estabeleceram doses de associação adequadas. Assim, está contraindicada a utilização concomitante de Darunavir potenciado e o medicamento de associação lopinavir/ritonavir.

Lamotrigina + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Fenitoína; Carbamazepina; Fenobarbital; Primidona; Rifampicina; Lopinavir/ritonavir; Associação de etinilestradiol/ levonorgestrel** Atazanavir/ritonavir. ** Não foram estudados outros contracetivos orais nem fármacos usados na TSH, no entanto estes poderão também afetar os parâmetros farmacocinéticos da lamotrigina. Interações envolvendo outros medicamentos: Num estudo com voluntários saudáveis, a associação lopinavir/ritonavir reduziu em metade as concentrações plasmáticas da lamotrigina, provavelmente por indução da glucuronidação. Em doentes a receber terapêutica de combinação com lopinavir/ritonavir, deverá ser utilizado o regime terapêutico apropriado.

Metadona + Lopinavir + Ritonavir

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacocinéticas: Tratamento concomitante da infeção VIH: Alguns inibidores da protease (amprenavir, nelfinavir, abacavir, lopinavir/ritonavir e ritonavir/saquinavir) parecem diminuir os níveis séricos da metadona. Quando o ritonavir é administrado por si só, tem-se observado uma ASC de duas vezes a da metadona. Os níveis plasmáticos de zidovudina (um análogo de nucleósido) aumentam com a utilização de metadona, tanto após administração oral, como intravenosa de zidovudina. Isto é mais percetível após a administração oral do que após a administração intravenosa de zidovudina. Estes efeitos são provavelmente causados pela inibição da glucuronidação da zidovudina, e, portanto, diminuição da depuração plasmática da zidovudina. Durante o tratamento com metadona, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados para sinais de toxicidade causada por zidovudina, razão porque pode ser necessário reduzir a dose de zidovudina. Por causa das interações mútuas entre zidovudina e metadona (a zidovudina é um indutor do CYP3A4), os sintomas típicos de abstinência de opioides podem aparecer durante a utilização concomitante (cefaleia, mialgia, fadiga e irritabilidade).
 Sem significado Clínico

Delamanid + Lopinavir + Ritonavir

Observações: O perfil metabólico completo e o modo de eliminação de delamanid não foram ainda inteiramente elucidados. Os estudos in vitro mostraram que delamanid não inibiu as isoenzimas do CYP450. Os estudos in vitro mostraram que delamanid e os respectivos metabolitos não tiveram qualquer efeito nos transportadores MDR1(p - gp), BCRP, OATP1, OATP3, OCT1, OCT2, OATP1B1, OATP1B3 e BSEP, a concentrações aproximadamente 5 a 20 vezes superiores à Cmáx no estado de equilíbrio. No entanto, uma vez que as concentrações no intestino podem ser potencialmente muito mais elevadas do que estes múltiplos da Cmáx, há o potencial para delamanid ter efeito nestes transportadores.
Interações: Medicamentos anti-VIH: Em estudos clínicos de interacção medicamentosa em indivíduos saudáveis, delamanid foi administrado isoladamente (100 mg duas vezes por dia) e com tenofovir (300 mg por dia) ou lopinavir/ritonavir (400/100 mg por dia) durante 14 dias e com efavirenz durante 10 dias (600 mg por dia). A exposição a delamanid permaneceu inalterada (diferença < 25%) com os medicamentos anti-VIH tenofovir e efavirenz, mas foi ligeiramente aumentada com a combinação de medicamentos anti-VIH contendo lopinavir/ritonavir. Medicamentos anti-VIH: Num estudo clínico de interacção medicamentosa em indivíduos saudáveis, delamanid foi administrado isoladamente (100 mg duas vezes por dia) e tenofovir (300 mg), lopinavir/ritonavir (400/100 mg) durante 14 dias e com efavirenz durante 10 dias (600 mg por dia). Delamanid administrado em combinação com os medicamentos anti-VIH, tenofovir, lopinavir/ritonavir e efavirenz, não afectou a exposição a estes medicamentos.

Rifabutina + Lopinavir + Ritonavir

Observações: n.d.
Interações: ANTIVíRICOS: Lopinavir/ritonavir: Efeito na rifabutina: ↑5,7 vezes na AUC ↑3,4 vezes na Cmax** Efeito no fármaco coadministrado: Sem alteração significativa na cinética do lopinavir É recomendada uma redução da dose de rifabutina em pelo menos 75% da dose habitual de 300 mg/dia (isto é, uma dose máxima de 150 mg dia sim dia não ou 3 vezes por semana). Justifica-se uma maior monitorização das reações adversas. Pode ser necessário uma redução adicional da dose de rifabutina. AUC - área sob a concentrações vs. Curva do tempo Cmax – Concentrações sérica máxima ** - fármaco mais o metabolito ativo
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Elvitegravir + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. O elvitegravir é metabolizado principalmente pelo CYP3A. Prevê-se que os medicamentos que são indutores potentes (causam um aumento >5 vezes na depuração do substrato) ou moderados (causam um aumento de 2-5 vezes na depuração do substrato) do CYP3A diminuam as concentrações plasmáticas de elvitegravir. O elvitegravir é um indutor modesto e pode ter o potencial de induzir o CYP2C9 e/ou as enzimas induzíveis da UGT. Além disso, estudos in vitro demonstraram que o elvitegravir é um indutor fraco a modesto das enzimas CYP1A2, CYP2C19 e CYP3A. O elvitegravir terá também o potencial de ser um indutor fraco a modesto das enzimas CYP2B6 e CYP2C8, visto que estas enzimas são reguladas de maneira semelhante ao CYP2C9 e ao CYP3A. O elvitegravir é um substrato do OATP1B1 e do OATP1B3 (OATP – polipéptidos transportadores de aniões orgânicos) e um inibidor do OATP1B3 in vitro. A relevância in vivo destas interações não é clara.
Interações: O elvitegravir é submetido a um metabolismo oxidativo através do CYP3A (via principal), e a glucuronidação através das enzimas UGT1A1/3 (via de menor importância). A coadministração de Elvitegravir com medicamentos que são inibidores potentes da UGT1A1/3 pode resultar no aumento das concentrações plasmáticas de elvitegravir podendo ser necessárias modificações da dose. Por exemplo, atazanavir/ritonavir e lopinavir/ritonavir (inibidores potentes da UGT1A1/3) demonstraram aumentar de forma significativa as concentrações plasmáticas de elvitegravir. Consequentemente, quando utilizado em associação com atazanavir/ritonavir e lopinavir/ritonavir, a dose de Elvitegravir deve ser diminuída de 150 mg uma vez por dia para 85 mg uma vez por dia.

Glecaprevir + Pibrentasvir + Lopinavir + Ritonavir

Observações: N.D.
Interações: AGENTES ANTIVIRAIS ANTI-VIH Lopinavir/ritonavir 400/100 mg uma vez por dia A coadministração não é recomendada.

Tenofovir alafenamida + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. O tenofovir alafenamida é um substrato do OATP1B1 e do OATP1B3 in vitro. A distribuição do tenofovir alafenamida no organismo pode ser afetada pela atividade do OATP1B1 e/ou do OATP1B3. O tenofovir alafenamida não é um inibidor do CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19 ou CYP2D6 in vitro. Não é inibidor do CYP3A in vivo. O tenofovir alafenamida não é um inibidor da uridina difosfato glucuronosiltransferase (UGT) 1A1 humana in vitro. Não se sabe se o tenofovir alafenamida é inibidor de outras enzimas UGT.
Interações: Lopinavir/ritonavir (800 mg/200 mg por via oral, q.d.): A coadministração não é recomendada.

Lopinavir + Ritonavir + Citocromo P450

Observações: N.D.
Interações: Lopinavir e Ritonavir são ambos inibidores in vitro da isoforma CYP3A do citocromo P450. A coadministração de Lopinavir / Ritonavir e medicamentos essencialmente metabolizados pela CYP3A pode originar aumento das concentrações plasmáticas do outro medicamento, que podem aumentar ou prolongar os seus efeitos terapêuticos e reações adversas. Lopinavir / Ritonavir não inibe a CYP2D6, CYP2C9, CYP2C19, CYP2E1, CYP2B6 ou CYP1A2, em concentrações clinicamente relevantes In vivo, Lopinavir / Ritonavir mostrou induzir o seu próprio metabolismo e aumentar a biotransformação de alguns fármacos metabolizados pelas enzimas do citocromo P450 (incluindo CYP2C9 e CYP2C19) e por glucuronidação. Isto pode originar diminuição das concentrações plasmáticas e potencial diminuição da eficácia dos medicamentos coadministrados.

Lopinavir + Ritonavir + Alfuzosina

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Alfuzosina: Concentrações plasmáticas aumentadas de alfuzosina que podem causar hipotensão grave. A administração concomitante com alfuzosina é contraindicada.

Lopinavir + Ritonavir + Amiodarona

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Amiodarona: Concentrações plasmáticas aumentadas de amiodarona. Por conseguinte, aumentando o risco de arritmias ou outras reações adversas graves.

Lopinavir + Ritonavir + Ácido fusídico

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Ácido fusídico: Concentrações plasmáticas aumentadas de ácido fusídico. A administração concomitante com ácido fusídico é contraindicada nas infeções dermatológicas.

Lopinavir + Ritonavir + Astemizol

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Astemizol, terfenadina: Concentrações plasmáticas aumentadas de astemizol e terfenadina. Por conseguinte, aumentando o risco de arritmias graves causadas por estes medicamentos.

Lopinavir + Ritonavir + Terfenadina

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Astemizol, terfenadina: Concentrações plasmáticas aumentadas de astemizol e terfenadina. Por conseguinte, aumentando o risco de arritmias graves causadas por estes medicamentos.

Lopinavir + Ritonavir + Pimozida

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Pimozida: Concentrações plasmáticas aumentadas de pimozida. Por conseguinte, aumentando o risco de anomalias hematológicas graves ou outros efeitos adversos graves causados por este medicamento.

Lopinavir + Ritonavir + Quetiapina

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que estão especificamente contraindicados, por se esperar interação importante e potencial para acontecimentos adversos graves: Quetiapina: Concentrações plasmáticas aumentadas de quetiapina que podem causar coma. A administração concomitante com quetiapina é contraindicada.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

- As mulheres a amamentar não devem tomar este medicamento, a não ser quando especificamente indicado pelo médico.

- Recomenda-se que as mulheres infetadas pelo VIH não amamentem os seus bebés devido à possibilidade de transmissão do VIH ao bebé através do leite materno.

Não conduza um carro nem utilize máquinas se tiver alguns efeitos secundários (por ex. náuseas) que possam impedi-lo de o fazer com segurança.

Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017