Levonorgestrel

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica) DCI/Medicamento sujeito a Monitorização Adicional
O que é
Levonorgestrel é uma hormona progestacional sintética com ações semelhantes às da progesterona e cerca de duas vezes mais potente que o seu racémico ou - isómero-(norgestrel) (+).

É usada para a contracepção, o controlo de distúrbios menstruais, e no tratamento de endometriose.

É geralmente uma mistura racémica (Norgestrel, 6533-00-2).

Apenas o isómero levonorgestrel está ativo.

Levonorgestrel é comercializado principalmente como um contraceptivo oral combinação sob diversas marcas, tais como Alesse, Triphasil e Min-Ovral.






A contraceção de emergência é um método pontual de emergência que tem por finalidade prevenir a gravidez, após uma relação sexual não protegida ou em caso de falha de um método contracetivo.

Usos comuns
Contraceção de emergência até 72 horas após uma relação sexual não protegida ou em caso de falha de um método contracetivo.

Levonorgestrel previne cerca de 84% de gravidezes previstas quando o toma dentro de 72 horas após ter tido uma relação sexual não protegida. Não prevenirá sempre uma gravidez e é mais eficaz se o tomar o mais cedo possível depois de uma relação sexual não protegida. É melhor tomá-lo dentro de 12 horas em vez de esperar até ao terceiro dia.



Tipo
pequena molécula
História
Sem informação.
Indicações
Contraceção de emergência até 72 horas após uma relação sexual não protegida ou em caso de falha de um método contracetivo.



Classificação CFT
08.05.01.02     ANTICONCECIONAIS 08.05.01.03     Progestagénios
Mecanismo De Ação
O mecanismo de ação do levonorgestrel não é conhecido.
Posologia Orientativa
Um comprimido deverá ser tomado o mais cedo possível, preferencialmente nas primeiras 12 horas, e não mais tarde que as 72 horas, após a relação sexual não protegida.

Se ocorrerem vómitos nas três horas que se seguem à toma do comprimido, deverá ser tomado imediatamente outro comprimido.


Administração
Levonorgestrel deve ser administrado por via oral.


Levonorgestrel pode ser utilizado em qualquer altura do ciclo menstrual a menos que a hemorragia menstrual esteja atrasada.


Após a utilização da contraceção de emergência é recomendada a utilização de um método contracetivo barreira (por exemplo, preservativo, diafragma) até ao aparecimento da menstruação seguinte.

O uso de Levonorgestrel não contraindica a continuação de contraceção hormonal regular.



Contraindicações
Hipersensibilidade à Levonorgestrel.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Muito frequentes (afetam mais de 1 em cada 10 utilizadoras):
- Sensação de enjoo (náuseas);
- Dor na região inferior do abdómen
- Cansaço (fadiga);
- Dor de cabeça.
- Hemorragia (perda de sangue) irregular até ao seu próximo período;

Frequentes (afetam até 1 a 10 utilizadoras):
- Vómitos
- Diarreia
- Tonturas
- Tensão mamária

O seu período poderá ser diferente.

A maioria das mulheres terá um período normal na altura esperada, mas algumas poderão ter o seu período mais tarde ou mais cedo do que o normal.

Se o seu período estiver atrasado mais de 5 dias ou for invulgarmente pouco ou muito abundante, deverá consultar o seu médico o mais cedo possível.



Muito raros (afetam menos de 1 em 10 000 utilizadoras)
- Erupção cutânea
- Urticária
- Comichão (prurido)
- Edema da face (edema facial)
- Dor na anca (pelvis)
- Períodos dolorosos

Advertências
Gravidez
Gravidez:Ver Contraceptivos orais. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento:Ver Contraceptivos orais.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Ver Contraceptivos orais.
Precauções Gerais
A contraceção de emergência é um método ocasional.

Em caso algum deve substituir um método contracetivo regular.


A contraceção de emergência não previne uma gravidez em todos os casos.

Se houver uma incerteza do momento em que ocorreu a relação sexual não protegida ou se a mulher tiver tido uma relação sexual não protegida há mais de 72 horas no mesmo ciclo menstrual, a conceção poderá ter ocorrido.

O tratamento com Levonorgestrel no seguimento de uma segunda relação sexual poderá, portanto, ser ineficaz na prevenção da gravidez.

Se o período menstrual não surgir até 5 após a data prevista ou ocorrer hemorragia anormal ou ainda se houver suspeita de gravidez por qualquer outro motivo, deve verificar se está grávida.


Se ocorrer uma gravidez após o tratamento com Levonorgestrel, deverá ser considerada a hipótese de uma gravidez ectópica.

Uma vez que Levonorgestrel impede a ovulação e fertilização, o risco absoluto de uma gravidez ectópica é provavelmente baixo.


Apesar da ocorrência de hemorragia uterina, a gravidez ectópica pode continuar.


Por conseguinte, Levonorgestrel não é recomendado em mulheres que estão em risco de gravidez ectópica (história anterior de salpingite ou gravidez ectópica)
Levonorgestrel não é recomendado em mulheres com disfunção hepática grave.


Síndroma de má absorção grave, tais como a doença de Crohn podem diminuir a eficácia do Levonorgestrel.


Levonorgestrel contém lactose mono-hidratada.


Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.


Depois da ingestão de Levonorgestrel, habitualmente o período menstrual é normal e ocorre na data esperada.

Por vezes pode ocorrer alguns dias mais cedo ou mais tarde do que o previsto.

As mulheres devem ser aconselhadas a marcar uma consulta médica para se iniciar ou adotar um método de contraceção regular.

No caso de não ocorrer hemorragia de privação no intervalo da pílula após contraceção hormonal regular associada à toma de Levonorgestrel, deverá verificar a possibilidade de uma gravidez.


A administração repetida deste medicamento durante o mesmo ciclo menstrual deve ser evitada devido à possibilidade de alteração do ciclo.


Levonorgestrel não possui a mesma eficácia que os métodos contracetivos convencionais e só deve ser utilizado como medida de emergência.

As mulheres que se apresentarem repetidamente para tratamentos de contraceção de emergência deverão ser aconselhadas a iniciar métodos de contraceção a longo prazo.


O uso de contraceção de emergência não substitui as precauções necessárias contra as doenças sexualmente transmissíveis.



Cuidados com a Dieta
Não interfere com alimentos e bebidas.
Terapêutica Interrompida
Só deverá utilizar Levonorgestrel em emergências e não como um método regular de contraceção.

Se Levonorgestrel for utilizado mais do que uma vez num ciclo menstrual, é menos fiável e é mais provável que perturbe o seu ciclo menstrual (período).



Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.


Este medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Ezetimiba + Levonorgestrel

Observações: Só foram efetuados estudos de interação em adultos. Nos estudos pré-clínicos, demonstrou-se que a ezetimiba não induz as enzimas metabolizadoras de fármacos do citocromo P450. Não se observaram interações farmacocinéticas clinicamente significativas entre a ezetimiba e os fármacos metabolizados pelos citocromos P450 1A2, 2D6, 2C8, 2C9 e 3A4, ou pela N-acetiltransferase.
Interações: Em estudos de interação clínica, a ezetimiba não teve qualquer efeito na farmacocinética de contracetivos orais (etinilestradiol e levonorgestrel), durante a administração concomitante.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levonorgestrel + Anticonvulsivantes

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo do levonorgestrel é aumentado pela utilização concomitante de enzimas hepáticas: anticonvulsivantes (fenobarbital, fenitoína, primidona, carbamazepina); rifabutina; rifampicina; griseofulvina, ritonavir, Hypericum perforatum (hipericão ou Erva de S. João). A eficácia de Levonorgestrel pode ser reduzida em caso de administração concomitante destas substâncias ativas.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levonorgestrel + Fenitoína

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo do levonorgestrel é aumentado pela utilização concomitante de enzimas hepáticas: anticonvulsivantes (fenobarbital, fenitoína, primidona, carbamazepina); rifabutina; rifampicina; griseofulvina, ritonavir, Hypericum perforatum (hipericão ou Erva de S. João). A eficácia de Levonorgestrel pode ser reduzida em caso de administração concomitante destas substâncias ativas.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levonorgestrel + Fenobarbital

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo do levonorgestrel é aumentado pela utilização concomitante de enzimas hepáticas: anticonvulsivantes (fenobarbital, fenitoína, primidona, carbamazepina); rifabutina; rifampicina; griseofulvina, ritonavir, Hypericum perforatum (hipericão ou Erva de S. João). A eficácia de Levonorgestrel pode ser reduzida em caso de administração concomitante destas substâncias ativas.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levonorgestrel + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo do levonorgestrel é aumentado pela utilização concomitante de enzimas hepáticas: anticonvulsivantes (fenobarbital, fenitoína, primidona, carbamazepina); rifabutina; rifampicina; griseofulvina, ritonavir, Hypericum perforatum (hipericão ou Erva de S. João). A eficácia de Levonorgestrel pode ser reduzida em caso de administração concomitante destas substâncias ativas.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levonorgestrel + Primidona

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo do levonorgestrel é aumentado pela utilização concomitante de enzimas hepáticas: anticonvulsivantes (fenobarbital, fenitoína, primidona, carbamazepina); rifabutina; rifampicina; griseofulvina, ritonavir, Hypericum perforatum (hipericão ou Erva de S. João). A eficácia de Levonorgestrel pode ser reduzida em caso de administração concomitante destas substâncias ativas.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levonorgestrel + Rifabutina

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo do levonorgestrel é aumentado pela utilização concomitante de enzimas hepáticas: anticonvulsivantes (fenobarbital, fenitoína, primidona, carbamazepina); rifabutina; rifampicina; griseofulvina, ritonavir, Hypericum perforatum (hipericão ou Erva de S. João). A eficácia de Levonorgestrel pode ser reduzida em caso de administração concomitante destas substâncias ativas.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levonorgestrel + Rifampicina

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo do levonorgestrel é aumentado pela utilização concomitante de enzimas hepáticas: anticonvulsivantes (fenobarbital, fenitoína, primidona, carbamazepina); rifabutina; rifampicina; griseofulvina, ritonavir, Hypericum perforatum (hipericão ou Erva de S. João). A eficácia de Levonorgestrel pode ser reduzida em caso de administração concomitante destas substâncias ativas.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levonorgestrel + Griseofulvina

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo do levonorgestrel é aumentado pela utilização concomitante de enzimas hepáticas: anticonvulsivantes (fenobarbital, fenitoína, primidona, carbamazepina); rifabutina; rifampicina; griseofulvina, ritonavir, Hypericum perforatum (hipericão ou Erva de S. João). A eficácia de Levonorgestrel pode ser reduzida em caso de administração concomitante destas substâncias ativas.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levonorgestrel + Ritonavir

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo do levonorgestrel é aumentado pela utilização concomitante de enzimas hepáticas: anticonvulsivantes (fenobarbital, fenitoína, primidona, carbamazepina); rifabutina; rifampicina; griseofulvina, ritonavir, Hypericum perforatum (hipericão ou Erva de S. João). A eficácia de Levonorgestrel pode ser reduzida em caso de administração concomitante destas substâncias ativas.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levonorgestrel + Hipericão

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo do levonorgestrel é aumentado pela utilização concomitante de enzimas hepáticas: anticonvulsivantes (fenobarbital, fenitoína, primidona, carbamazepina); rifabutina; rifampicina; griseofulvina, ritonavir, Hypericum perforatum (hipericão ou Erva de S. João). A eficácia de Levonorgestrel pode ser reduzida em caso de administração concomitante destas substâncias ativas.

Levonorgestrel + Ulipristal (Acetato de ulipristal)

Observações: N.D.
Interações: O acetato de ulipristal é um modulador do recetor da progesterona que pode interagir com a atividade progestacional do levonorgestrel. Por conseguinte, a utilização concomitante de levonorgestrel e medicamentos contendo acetato de ulipristal não é recomendada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levonorgestrel + Ciclosporina

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos contendo levonorgestrel podem aumentar o risco de toxicidade da ciclosporina, devido à possível inibição do metabolismo desta última substância.
 Sem significado Clínico

Mirabegrom + Levonorgestrel

Observações: Dados in vitro Mirabegrom é transportado e metabolizado por inúmeras vias. Mirabegrom é um substrato do citocromo P450 3A4 (CYP), do CYP 2D6, da butirilcolinesterase, da uridina difosfato glucuronil transferase (UGT), do transportador de efluxo glicoproteína P (P - gp) e dos transportadores de influxo de catiões orgânicos (OCT) OCT1, OCT2 e OCT3. Estudos com Mirabegrom que usaram microssomas hepáticos humanos e enzimas CYP humanas recombinantes mostraram que o Mirabegrom é um inibidor moderado e dependente do tempo do CYP 2D6 e um inibidor fraco do CYP 3A. Em altas concentrações, mirabegrom inibe o transporte de fármacos mediado pela P - gp. O efeito da coadministração de medicamentos sobre a farmacocinética do Mirabegrom e o efeito do Mirabegrom na farmacocinética de outros medicamentos foram estudados em ensaios com dose única e em ensaios com múltiplas doses. A maior parte das interações medicamentosas foram estudadas usando uma dose de 100 mg de Mirabegrom em comprimidos com sistema de absorção oral controlada ( Oral Controlled Absorption System, OCAS).
Interações: Não foram observadas interações clinicamente significativas quando o Mirabegrom foi coadministrado com doses terapêuticas de solifenacina, tansulosina, varfarina, metformina ou um contracetivo oral combinado contendo etinilestradiol e levonorgestrel. Não é recomendado ajuste de dose. Os aumentos na exposição do Mirabegrom devido a interações medicamentosas podem estar associados a aumentos da frequência cardíaca.

Ruxolitinib + Levonorgestrel

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Ruxolitinib é eliminado através de metabolismo catalisado por CYP3A4 e CYP2C9. Assim, os medicamentos que inibem estas enzimas podem dar origem a um aumento da exposição a ruxolitinib.
Interações: Outro estudo em indivíduos saudáveis indicou que Ruxolitinib não afeta a farmacocinética de um contracetivo oral contendo etinilestradiol e levonorgestrel. Assim, não é de esperar que a eficácia contracetiva desta associação seja comprometida pela administração concomitante de ruxolitinib.

Levetiracetam + Levonorgestrel

Observações: N.D.
Interações: Contracetivos orais e outras interações farmacocinéticas Levetiracetam 1.000 mg por dia não influenciou a farmacocinética dos contracetivos orais (etinilestradiol e levonorgestrel); os parâmetros endócrinos (hormona luteinizante e progesterona) não sofreram alteração. A coadministração com digoxina, contracetivos orais e varfarina não influenciou a farmacocinética do levetiracetam.

Ticagrelor + Levonorgestrel

Observações: Ticagrelor é principalmente um substrato do CYP3A4 e um inibidor ligeiro do CYP3A4. O ticagrelor é igualmente um substrato da glicoproteína-P ( P-gp) e um inibidor fraco da P-gp e pode aumentar a exposição de substratos P-gp.
Interações: Contracetivos orais: A administração conjunta de ticagrelor e levonorgestrel e etinilestradiol aumentou a exposição de etinilestradiol em aproximadamente 20% mas não alterou a farmacocinética de levonorgestrel. Não é esperado qualquer efeito clinicamente relevante na eficácia dos contracetivos orais quando levonorgestrel e etinilestradiol são administrados conjuntamente com ticagrelor.

Lumiracoxib + Levonorgestrel

Observações: Os estudos de interacção só foram realizados em adultos. Com base nos estudos in vitro, não é expectável que as interações envolvendo ligação às proteínas plasmáticas tenham efeitos clinicamente relevantes no que concerne o lumiracoxib ou fármacos administrados concomitantemente.
Interações: A administração concomitante de lumiracoxib não alterou a farmacocinética no estado de equilíbrio ou a eficácia do etinilestradiol e do levonorgestrel. Portanto, não é necessário alteração na medicação contraceptiva oral quando se administra lumiracoxib concomitantemente com estes fármacos.

Maraviroc + Levonorgestrel

Observações: n.d.
Interações: CONTRACETIVOS ORAIS: Levonorgestrel 150 mcg QD: (maraviroc 100 mg BID) As concentrações de maraviroc não foram calculadas; não se espera interação. Maraviroc 300 mg duas vezes por dia e levonorgestrel podem ser coadministrados sem ajuste da dose.

Citrato de tofacitinib + Levonorgestrel

Observações: N.D.
Interações: A coadministração de Citrato de tofacitinib não teve qualquer efeito na farmacocinética dos contracetivos orais, levonorgestrel e etinilestradiol, em voluntárias saudáveis.

Lacosamida + Levonorgestrel

Observações: Os dados disponíveis sugerem que a lacosamida possui um potencial de interação baixo. Estudos in vitro indicam que os enzimas CYP1A2, 2B6 e 2C9 não são induzidos e que os CYP1A1, 1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2D6 e 2E1 não são inibidos pela lacosamida, nas concentrações plasmáticas observadas durante os ensaio s clínicos. Um estudo in vitro indicou que a lacosamida não é transportada por glicoproteína - P no intestino. Dados in vitro demonstram que o CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4 têm a capacidade de catalizar a formação do metabolito O - desmetil. A lacosamida tem um perfil de ligação às proteínas inferior a 15%, pelo que são consideradas pouco provaveis interações de competição pelo recetor proteico, com outros medicamentos.
Interações: Num estudo de interação não ocorreram interações clinicamente significativas entre a lacosamida e os contracetivos orais etinilestradiol e levonorgestrel.

Teriflunomida + Levonorgestrel

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas da teriflunomida sobre outras substâncias: Efeito da teriflunomida sobre contracetivo oral: 0,03 mg de etinilestradiol e 0,15 mg de levonorgestrel: Foi observado um aumento na Cmax média e AUC0-24 (de 1,58x e 1,54x, respetivamente) do etinilestradiol e na Cmax e AUC0-24 (de 1,33x e 1,41x, respetivamente) de levonorgestrel após doses repetidas de teriflunomida. Embora não se considere que esta interação da teriflunomida prejudique a eficácia dos contracetivos orais, deve ser ponderado o tipo ou dose de contracetivos orais utilizados em conjunto com teriflunomida.

Fesoterodina + Levonorgestrel

Observações: Dados in vitro demonstram que o metabolito ativo da fesoterodina não inibe o CYP 1A2, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1, ou 3A4, ou induz o CYP 1A2, 2B6, 2C9, 2C19 ou 3A4 em concentrações plasmáticas clinicamente relevantes. Assim, é pouco provável que a fesoterodina altere a depuração dos medicamentos que são metabolizados por estas enzimas. Não são recomendados ajustes de dose na presença de inibidores moderados do CYP3A4 (p.ex.sumo de toranja).
Interações: A fesoterodina não diminui o efeito de inibição da ovulação da contraceção hormonal oral. Na presença de fesoterodina não existem alterações nas concentrações plasmáticas dos contracetivos orais combinados, contendo etinilestradiol e levonorgestrel.
 Sem significado Clínico

Netupitant + Levonorgestrel

Observações: N.D.
Interações: Espera-se que os níveis de plasma sanguíneo do netupitant aumentem quando combinados com inibidores da enzima hepática CYP3A4 e baixem quando combinados com indutores desta enzima. O netupitant é um inibidor da CYP3A4, também pode aumentar os níveis plasmáticos de fármacos que são metabolizados pelo CYP3A4. Este efeito foi observado com a dexametasona, fármacos anticancerígenos, docetaxel e o etoposido, e numa extensão menor (não clinicamente significativa) com levonorgestrel, eritromicina e midazolam.

Metformina + Linagliptina + Levonorgestrel

Observações: Embora não tenham sido realizados estudos farmacocinéticos de interação medicamentosa com Metformina/Linagliptina, estes estudos foram efetuados com as substâncias ativas individuais, i.e.linagliptin a e metformina. A administração concomitante de doses múltiplas de linagliptina e metformina não alterou significativamente o perfil farmacocinético da linagliptina nem da metformina em voluntários saudáveis e doentes.
Interações: LINAGLIPTINA: Efeitos da linagliptina sobre outros medicamentos: Contracetivos orais: A administração concomitante de 5 mg de linagliptina não alterou a farmacocinética no estado estacionário do levonorgestrel nem do etinilestradiol.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Oxcarbazepina + Levonorgestrel

Observações: N.D.
Interações: Contracetivos hormonais: A oxcarbazepina demonstrou ter influência nos dois componentes, etinilestradiol (EE) e levonorgestrel (LNG), de um contracetivo oral. Os valores de AUC médios de EE e LNG diminuíram em 48-52% e 32-52% respectivamente. Não foram realizados estudos com outros contracetivos orais ou implantáveis. Assim, a utilização simultânea de oxcarbazepina com contracetivos hormonais pode tornar estes contracetivos ineficazes.

Ulipristal (Acetato de ulipristal) + Levonorgestrel

Observações: N.D.
Interações: Efeitos potenciais do acetato de ulipristal sobre outros medicamentos: Contracetivos hormonais: Dado que o acetato de ulipristal se liga ao receptor da progesterona com elevada afinidade, poderá interferir com a ação de medicamentos que contêm progestagénios: - A ação contraceptiva de contracetivos hormonais combinados e contracetivos com base apenas em progestagénios poderá ser diminuída - A utilização concomitante de acetato de ulipristal e de contracetivos de emergência contendo levonorgestrel não é recomendada.

Baricitinib + Levonorgestrel

Observações: N.D.
Interações: Enzimas do citocromo P450 Em estudos de farmacologia clínica, a administração concomitante de baricitinib com os substratos do CYP3A sinvastatina, etinilestradiol ou levonorgestrel não originou quaisquer alterações clinicamente significativas na PK destes medicamentos.

Brivaracetam + Levonorgestrel

Observações: Os estudos de interação formais foram realizados apenas em adultos.
Interações: Contracetivos orais: A coadministração de brivaracetam (100 mg/dia) com contracetivos orais contendo etinilestradiol (0,03 mg) e levonorgestrel (0,15 mg) não influenciou a farmacocinética de qualquer das substâncias. Quando o brivaracetam foi coadministrado na dose de 400 mg/dia (duas vezes a dose máxima diária recomendada) com um contracetivo oral contendo etinilestradiol (0,03 mg) e levonorgestrel (0,15 mg), foi observada uma redução nas áreas sob a curva (AUC) do estrogénio e da progestina, de 27% e 23%, respectivamente, sem impacto na supressão da ovulação.

Rotigotina + Levonorgestrel

Observações: N.D.
Interações: A coadministração de rotigotina (3 mg/24 h) não afetou a farmacodinâmica nem a farmacocinética dos contracetivos orais (0,03 mg etinilestradiol, 0,15 mg levonorgestrel).
 Sem significado Clínico

Exenatido + Levonorgestrel

Observações: Os estudos de interação com exenatido só foram realizados em adultos.
Interações: A administração de um contracetivo oral em associação (30 μg de etinilestradiol com 150 μg de levonorgestrel) uma hora antes do exenatido de libertação imediata, não alterou a AUC, a Cmax ou a Cmin quer do etinilestradiol, quer do levonorgestrel. A administração do contracetivo oral 35 minutos após o exenatido não afetou a AUC, mas resultou numa redução da Cmax do etinilestradiol em cerca de 45%, numa redução da Cmax do levonorgestrel em cerca de 27 - 41% e num atraso da tmax em cerca de 2 - 4 horas devido ao atraso do esvaziamento gástrico. A redução na Cmax tem pouco significado clínico e não requer ajuste de dose dos contracetivos orais.
 Sem significado Clínico
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Levonorgestrel não deve ser administrado a mulheres grávidas.

Não interrompe a gravidez.

No caso de uma gravidez continuada, dados limitados de estudos epidemiológicos indicam a ausência de efeitos adversos sobre o feto em caso de falha da contraceção de emergência, não havendo dados clínicos sobre potenciais consequências se a dose administrada for superior a 1,5 mg de levonorgestrel.

O levonorgestrel é excretado no leite materno.

A exposição potencial do lactente ao levonorgestrel pode ser reduzida se a mulher que amamenta tomar os comprimidos imediatamente após a amamentação e evitar o aleitamento após a administração de Levonorgestrel.

Este medicamento não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis, apenas os preservativos o podem fazer.

Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017