Leflunomida

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução
O que é
A Leflunomida pertence a um grupo de medicamentos designados de anti-reumáticos.
Usos comuns
A Leflunomida é usada no tratamento de doentes com artrite reumatoide ativa ou com artrite psoriática ativa.


Os sintomas da artrite reumatoide incluem inflamação das articulações, tumefação, dificuldade de movimentação e dores.

Outros sintomas que afetam todo o corpo incluem perda de apetite, febre, perda de energia e anemia (falta de glóbulos vermelhos).


Os sintomas da artrite psoriática ativa incluem inflamação das articulações, tumefação, dificuldade de movimentação, dores e manchas vermelhas, pele escamosa (lesões na pele).
Tipo
Molécula pequena.
História
Sem informação.
Indicações
A leflunomida está indicada no tratamento de doentes adultos com:
– artrite reumatoide ativa, como um "medicamento antirreumático modificador da doença" (MARMD),
– artrite psoriática ativa.

O tratamento recente ou concomitante com MARMD com toxicidade hepática ou hematológica (p.ex. metotrexato) pode aumentar o risco de ocorrência de reações adversas graves; consequentemente, o início da terapêutica com leflunomida deve ser ponderado com precaução, tendo em consideração estes aspetos de benefício/risco.

Para além do mais, uma mudança de tratamento para outro MARMD sem cumprir o procedimento de washout pode aumentar a possibilidade de riscos aditivos, mesmo durante um longo período de tempo após a alteração.
Classificação CFT

16.03 : IMUNOMODULADORES

Mecanismo De Ação
O A771726, metabolito ativo da leflunomida, inibe a enzima humana dihidroorotato desidrogenase (DHODH) e apresenta atividade antiproliferativa.


A leflunomida é um agente antirreumático modificador da doença com propriedades antiproliferativas.


A leflunomida é eficaz em modelos animais de artrite e de outras doenças autoimunes e transplantes, principalmente se for utilizada durante a fase de sensibilização.


Tem características imunomoduladoras/imunosupressoras, atua como agente antiproliferativo e apresenta propriedades anti-inflamatórias.


A leflunomida revela os melhores efeitos protetores em modelos animais de doenças autoimunes quando administrada na fase inicial da progressão da doença.


In vivo, é rápida e quase completamente metabolizada em A771726, que é ativo in vitro, e se presume ser responsável pelo efeito terapêutico.
Posologia Orientativa
– Na artrite reumatoide: a terapêutica com leflunomida é normalmente iniciada com uma dose de carga de 100 mg, uma vez por dia, durante 3 dias.
A omissão da dose de carga pode diminuir o risco de acontecimentos adversos.

A dose de manutenção recomendada é de 10 a 20 mg de leflunomida, uma vez por dia, dependendo da gravidade (atividade) da doença.

– Na artrite psoriática: a terapêutica com leflunomida é iniciada com uma dose de carga de 100 mg, uma vez por dia, durante 3 dias.

A dose de manutenção recomendada é de 20 mg de leflunomida uma vez por dia.
O efeito terapêutico inicia-se habitualmente após 4 a 6 semanas e a melhoria pode acentuar-se até 4 a 6 meses.

Não se recomenda ajustamento da dose em doentes com insuficiência renal ligeira.

Não é necessário ajustamento da posologia em doentes com idade superior a 65 anos.

População pediátrica: A utilização de leflunomida não é recomendada em doentes com idade inferior a 18 anos dado que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas na artrite reumatoide juvenil (ARJ)
Administração
O tratamento deverá ser iniciado e supervisionado por especialistas com experiência no tratamento de artrite reumatoide e artrite psoriática.

Os comprimidos de Leflunomida devem ser tomados inteiros, com uma quantidade suficiente de líquido.

A extensão da absorção de leflunomida não é afetada pela sua administração em conjunto com os alimentos.
Contraindicações
• Hipersensibilidade à Leflunomida (sobretudo na presença de antecedentes de
síndrome de Stevens-Johnson, necrose epidérmica tóxica ou eritema multiforme),
• Doentes com disfunção hepática,
• Doentes com estados de imunodeficiência grave, por exemplo, com SIDA,
• Doentes com insuficiência medular óssea significativa ou anemia, leucopénia, neutropenia ou ltrombocitopénia significativas por outras causas que não as relacionadas com a artrite reumatoide ou artrite psoriática,
• Doentes com infeções graves,
• Doentes com insuficiência renal moderada a grave, dado não haver experiência clínica suficiente neste grupo de doentes,
• Doentes com hipoproteinémia grave, por exemplo no síndrome nefrótico
• Mulheres grávidas ou mulheres em idade fértil que não utilizam métodos contracetivos eficazes durante o tratamento com leflunomida, e em seguida enquanto os níveis plasmáticos dos metabolitos ativos estiverem acima de 0.02 mg/l.

Deve-se verificar se já existe gravidez antes da administração de leflunomida,
• Mulheres a amamentar
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Informe o seu médico imediatamente e pare de tomar Leflunomida:
- se se sente fraco, com a cabeça leve ou tonto ou se tem dificuldade em respirar, uma vez que podem ser sinais de reação alérgica grave,
- se desenvolveu uma erupção cutânea ou feridas na boca, uma vez que estas podem indicar reações graves, e que podem por vezes ser fatais (p.ex., síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, eritema multiforme).

Informe o seu médico imediatamente caso tenha sentido os seguintes efeitos indesejáveis:
- palidez, cansaço, ou nódoas negras, uma vez que podem indicar problemas no sangue provocados por um desequilíbrio nos diferentes tipos de células envolvidas no fabrico do sangue;
- cansaço, dor abdominal ou icterícia (coloração amarela dos olhos ou da pele), uma vez que estes podem indicar problemas graves tais como falência hepática, que pode ser fatal,
- qualquer sintoma de infeção tais como febre, anginas ou tosse, uma vez que este medicamento pode aumentar as hipóteses de uma infeção grave que pode ser potencialmente fatal,
- tosse ou problemas respiratórios, dado que estes podem indicar inflamação dos pulmões (doença pulmonar intersticial).
- formigueiros anormais, fraqueza ou dor nas mãos ou pés, uma vez que estes podem indicar problemas nos nervos (neuropatia periférica).

Efeitos secundários frequentes (podem afetar 1 em cada 100 pessoas)
- uma diminuição ligeira do número de glóbulos brancos (leucopenia),
- reações alérgicas ligeiras,
- perda de apetite, perda de peso (normalmente insignificante),
- cansaço (astenia),
- cefaleias, tonturas,
- sensações anormais na pele como formigueiro (parestesia),
- ligeiro aumento da pressão arterial,
- diarreia,
- náuseas, vómitos,
- inflamação da boca ou ulceração da boca,
- dores abdominais,
- aumento dos valores de alguns testes hepáticos,
- aumento da perda de cabelo,
- eczema, pele seca, erupção cutânea, comichão,
- tendinite (dor provocada pela inflamação da membrana que envolve os tendões, normalmente nos pés e nas mãos),
- um aumento de algumas enzimas no sangue (creatinina fosfoquinase).
- problemas nos nervos das mãos ou pernas (neuropatia periférica).

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar 1 em cada 1000 pessoas)
- uma diminuição do número de glóbulos vermelhos (anemia) e uma diminuição do número de plaquetas (trombocitopenia),
- uma diminuição dos níveis de potássio no sangue,
- ansiedade,
- alterações do paladar,
- urticária,
- rutura de tendões,
- um aumento nos níveis de gordura no sangue (colesterol e triglicéridos),
- uma diminuição dos níveis de fosfato no sangue.

Efeitos secundários raros (podem afetar 1 em cada 10.000 pessoas)
- um aumento do número de células sanguíneas chamados eosinofílios (eosinofilia); diminuição ligeira do número de glóbulos brancos (leucopenia); diminuição do número de todas células sanguíneas (pancitopenia),
- aumento acentuado da pressão arterial,
- inflamação pulmonar (doença pulmonar intersticial),
- um aumento dos valores de alguns testes do fígado, que pode evoluir para situações graves como hepatite e icterícia,
- infeções graves designadas de sepsis que podem ser fatais,
- aumento de certas enzimas no sangue (lactato desidrogenase).

Efeitos secundários muito raros (podem afetar menos de 1 em cada 10.000 pessoas)
- uma diminuição marcada de alguns glóbulos brancos (agranulocitose),
- reações alérgicas graves ou potencialmente graves,
- inflamação dos pequenos vasos (vasculite, incluindo vasculite cutânea necrosante),
- problemas nos nervos dos braços e pernas (neuropatia periférica),
- inflamação do pâncreas (pancreatite),
- lesões hepáticas graves, tais como falência hepática ou necrólise que podem por vezes ser fatais,
- reações graves que podem por vezes ser fatais (síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, eritema multiforme).

Outros efeitos secundários tais como falência renal, diminuição dos níveis de ácido úrico no seu sangue, e infertilidade masculina (que é reversível assim que o tratamento com este medicamento é parado), lúpus cutâneo (caracterizado por erupção cutânea/eritema nas áreas da pele que estão expostas à luz) e psoríase (aparecimento ou agravamento) podem também ocorrer com uma frequência desconhecida.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Evitar; os metabolitos activos são teratogénicos em estudos animais; recomenda-se contracepção eficaz durante o tratamento e, pelo menos, 2 anos após o tratamento nas mulheres e, pelo menos, 3 meses no homem. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados. Trimestre: 1º
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:Evitar; presente no leite.
Insuf. Renal
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Usar com precaução (não há informação).
Condução
Condução
Condução:Em caso de efeitos secundários, tais como tonturas, a capacidade de concentração e de reação do doente pode ser afetada. Nestes casos, os doentes não deverão conduzir nem utilizar máquinas.
Precauções Gerais
Não é aconselhável a administração concomitante de MARMDs hepatotóxicos ou hematotóxicos (p.ex. metotrexato).


O metabolito ativo da leflunomida, A771726, tem uma semi-vida longa (habitualmente 1 a 4 semanas).

Podem ocorrer acontecimentos adversos graves (por exemplo, toxicidade hepática, toxicidade hematológica ou reações alérgicas), mesmo quando o tratamento com leflunomida é interrompido.

Consequentemente, quando este tipo de efeitos tóxicos ocorre ou, se por qualquer razão é necessário remover rapidamente do organismo o A771726, o procedimento de washout terá de ser seguido.

O procedimento poderá ser repetido se clinicamente necessário.


Para mais detalhes sobre os procedimentos de washout e outras medidas recomendadas em caso de gravidez desejada ou inesperada.


Reações hepáticas
Foram notificados casos raros de lesões hepáticas graves, incluindo casos com desfecho fatal, durante o tratamento com leflunomida.

A maioria dos casos ocorreu durante os primeiros 6 meses de tratamento.

O tratamento concomitante com outros medicamentos hepatotóxicos foi frequentemente observado nestes casos.

É considerado essencial uma adesão rigorosa às recomendações de monitorização.


A ALT (SGPT) deve ser controlada antes do início do tratamento com leflunomida e com a mesma frequência que o hemograma completo (de 2 em 2 semanas), durante os primeiros 6 meses de tratamento, e posteriormente de 8 em 8 semanas.


Em caso de elevações da ALT (SGPT) entre 2 a 3 vezes acima do limite superior do normal, pode considerar-se uma redução da dose de 20 mg para 10 mg e a monitorização deverá ser realizada semanalmente.

Se persistirem elevações de ALT (SGPT) de mais de 2 vezes acima do limite superior do normal, ou se registarem elevações de ALT superiores a 3 vezes o limite superior do normal, a leflunomida deve ser interrompida e deve ser iniciado o procedimento de washout.

É recomendável manter a monitorização das enzimas hepáticas após descontinuação do tratamento com leflunomida, até que os valores das enzimas hepáticas tenham normalizado.


Devido a um potencial para efeitos hepatotóxicos aditivos, recomenda-se que o consumo de álcool seja evitado durante o tratamento com leflunomida.


Uma vez que o metabolito ativo da leflunomida, A771726 está altamente ligado às proteínas e é excretado por metabolismo hepático e secreção biliar, é de esperar que os níveis plasmáticos de A771726 estejam aumentados em doentes com hipoproteinémia.

A leflunomida está contraindicada em doentes com hipoproteinémia grave ou insuficiência hepática.



reações hematológicas
Antes do início do tratamento com leflunomida, e simultâneamente com a ALT deve ser efetuado um hemograma completo, incluindo a contagem diferencial dos leucócitos e plaquetas.

Estas análises devem ser repetidas de 2 em 2 semanas, durante os primeiros 6 meses de terapêutica, e de 8 em 8 semanas, daí em diante.


Nos doentes com anemia, leucopénia e/ou trombocitopénia pré-existentes, assim como nos doentes com insuficiência da medula óssea ou nos doentes em risco de supressão medular, o risco de distúrbios hematológicos encontra-se aumentado.

Se este tipo de reação ocorrer, deve ser considerado um período de washout, de modo a reduzir os níveis plasmáticos de A771726.


Nos casos de reações hematológicas graves, incluindo a pancitopénia, o tratamento com leflunomida ou com quaisquer outros fármacos mielossupressores deve ser interrompido, dando-se início a um procedimento de washout da leflunomida.



Associação com outras terapêuticas
A utilização de leflunomida em conjunto com os antimaláricos utilizados nas doenças reumatológicas (p. ex., cloroquina e hidroxicloroquina), sais de ouro intramusculares e orais, D-penicilamina, azatioprina e outros agentes imunossupressores (com exceção do metotrexato) não foi ainda estudada.

O risco associado à terapêutica combinada, em particular nos casos de tratamento a longo prazo, é desconhecido.

Uma vez que este tipo de tratamentos pode condicionar toxicidade aditiva, ou mesmo sinérgica (p. ex., toxicidade hepática ou hematológica), a associação com outros MARMD (p. ex., metotrexato) não é aconselhável.


É recomendada precaução quando a leflunomida é administrada em conjunto com outros medicamentos (para além dos AINE) metabolizados pelo CYP2C9, tais como a fenitoína, a varfarina, fenprocumon e a tolbutamida.



Alteração da terapêutica para outros medicamentos
Como a leflunomida persiste durante muito tempo no corpo, a mudança de tratamento para outro MARMD (p.ex., metotrexato) sem cumprir o procedimento de washout pode levantar a possibilidade de riscos adicionais mesmo durante um longo período de tempo após a mudança (i.e., interação cinética, toxicidade orgânica).


Do mesmo modo, a realização recente de tratamento com medicamentos com toxicidade hepática ou hematológica (p. ex., metotrexato) pode resultar num aumento dos efeitos indesejáveis; consequentemente, o início da terapêutica com leflunomida deve ser considerado com precaução, tendo em atenção estes aspetos de benefício/risco, e recomenda-se uma monitorização mais rigorosa na fase inicial após a mudança.



reações cutâneas
Em caso de estomatite ulcerosa, a administração de leflunomida deve ser interrompida.


Foram descritos casos muito raros de síndrome de Stevens-Johnson ou necrose epidérmica tóxica em doentes medicados com leflunomida.

Logo que sejam observadas reações cutâneas ou nas mucosas suspeitas de qualquer destas reações graves, o tratamento com leflunomida ou com quaisquer outros fármacos possivelmente associados deve ser interrompido, dando-se de imediato início a um procedimento de washout da leflunomida.

Nestes casos, é essencial um washout completo e a reexposição à leflunomida está contraindicada.


Psoríase postular e agravamento da psoríase têm sido notificados após o uso de leflunomida.

A descontinuação do tratamento pode ser considerada tendo em conta a doença dos doentes bem como os seus antecedentes.



Infeções
Sabe-se que os medicamentos que possuem propriedades imunosupressoras – como a leflunomida – podem provocar um aumento da suscetibilidade às infeções, incluindo infeções oportunistas.

A natureza da gravidade das infeções pode ser aumentada e exigir, portanto, um tratamento precoce e enérgico.

Na eventualidade de ocorrerem infeções graves e não controladas, poderá ser necessário interromper o tratamento com leflunomida e iniciar um procedimento de washout, tal como descrito a seguir.


Casos raros de Leucoencefalopatia Progressiva Multifocal (LPM) têm sido notificados em doentes em tratamento com leflunomida entre outros imunosupressores.


Os doentes com reação à tuberculina devem ser cuidadosamente monitorizados, em virtude do risco de reativação da tuberculose.



reações respiratórias
Foi notificada doença pulmonar intersticial durante o tratamento com a leflunomida.

O risco desta ocorrer encontra-se aumentado em doentes com antecedentes de doença pulmonar intersticial.

A doença pulmonar intersticial é um distúrbio potencialmente fatal, que pode ocorrer duma forma aguda durante a terapêutica.

Sintomas pulmonares, tais como tosse e dispneia, podem ser justificação para descontinuar a terapêutica e além disso fazer uma investigação, como apropriado.



Neuropatia periférica
Foram notificados casos de neuropatia periférica em doentes a receber tratamento com leflunomida.

A maioria dos doentes recuperou após a descontinuação do tratamento com leflunomida, mas alguns doentes tiveram sintomas persistentes.

Em doentes com idade superior a 60 anos com medicação concomitante neurotóxica e diabetes, pode ocorrer um aumento do risco de neuropatia periférica.

Caso um doente a tomar leflunomida desenvolva neuropatia periférica deve-se considerar descontinuar o tratamento com leflunomida e realizar o procedimento de eliminação do medicamento.



Pressão arterial
A pressão arterial, deve ser verificada antes do início do tratamento e em seguida, periodicamente.



Reprodução (recomendações para os homens)
Os doentes do sexo masculino devem ter conhecimento de que há uma toxicidade fetal possível mediada pelos homens.

Deve ser assegurada uma contraceção efetiva durante o tratamento com leflunomida.


Não existem dados específicos quanto ao risco de toxicidade fetal mediado pelo homem.


Contudo, estudos animais para avaliar este risco específico não foram efetuados.

Para minimizar qualquer possível risco, os homens que desejam ter um filho, devem considerar a interrupção da leflunomida e tomar 8 g de colestiramina 3 vezes por dia durante 11 dias ou 50 g de carvão ativado em pó, 4 vezes por dia durante 11 dias.


Em qualquer dos casos, a concentração plasmática do A771726 é então medida pela primeira vez.

Em seguida, a concentração plasmática do A771726 deve ser determinada novamente após um intervalo de pelo menos 14 dias.

Se ambas as concentrações plasmáticas estiverem abaixo de 0.02 mg/l, e após um período de espera de pelo menos 3 meses, o risco de toxicidade fetal é muito baixo.



Procedimento de washout:
Deve ser administrada uma dose de 8 g de colestiramina 3 vezes por dia.

Em alternativa, 50 g de carvão em pó ativado devem ser administrados 4 vezes por dia.

A duração de um procedimento de washout completo é, habitualmente, de 11 dias.

A duração do procedimento pode ser modificada, de acordo com variáveis clínicas ou laboratoriais.
Cuidados com a Dieta
Leflunomida pode ser tomado com ou sem alimentos.


Não é recomendável beber álcool durante o tratamento com Leflunomida.

Beber álcool enquanto toma Leflunomida pode aumentar as hipóteses de ocorrência de lesões no fígado.
Terapêutica Interrompida
Se se esquecer de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar, exceto se for já próximo da dose seguinte.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.


Não conservar acima de 30ºC.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Potencialmente Grave

Vacinas vivas + Leflunomida

Observações: Por redução ou impedimento da resposta imunológica à vacina
Interações: Evitar uso concomitante com: - Leflunomida - Leflunomida
Sem significado Clínico

Abatacept + Leflunomida

Observações: N.D.
Interações: Não foram identificados problemas graves de segurança com a utilização do abatacept em associação com sulfassalazina, hidroxicloroquina ou leflunomida. - Leflunomida
Usar com precaução

Leflunomida + Outros medicamentos

Observações: Os estudos de interação só foram efetuados em adultos.
Interações: Pode registar-se um aumento dos efeitos secundários nos casos de administração recente ou concomitante de medicamentos com toxicidade hepática ou hematológica, ou quando estes medicamentos são administrados após a leflunomida sem um período de washout. Portanto, recomenda-se uma monitorização mais rigorosa das enzimas hepáticas e dos parâmetros hematológicos na fase inicial após a mudança. - Outros medicamentos
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Leflunomida + Metotrexato

Observações: Os estudos de interação só foram efetuados em adultos.
Interações: Num pequeno estudo (n=30) usando a administração conjunta de leflunomida (10 a 20 mg por dia) e metotrexato (10 a 25 mg por semana), 5 dos 30 doentes apresentaram uma elevação de 2 a 3 vezes do nível das enzimas hepáticas. Todas estas elevações desapareceram, 2 com a continuação do medicamento e 3 após a interrupção da leflunomida. Aumentos superiores a 3 vezes foram observados noutros 5 doentes. Todos eles desapareceram também, 2 com a continuação de ambos os medicamentos e 3 após a interrupção da leflunomida. Em doentes com artrite reumatoide não foi demonstrada qualquer interação farmacocinética entre a leflunomida (10 a 20 mg por dia) e o metotrexato (15 a 25 mg por semana). - Metotrexato
Não recomendado/Evitar

Leflunomida + Colestiramina

Observações: Os estudos de interação só foram efetuados em adultos.
Interações: Recomenda-se que os doentes medicados com leflunomida não sejam tratados com colestiramina ou carvão ativado em pó, uma vez que esta associação determina uma baixa rápida e significativa da concentração plasmática do A771726 (o metabolito ativo da leflunomida). Supõe-se que este facto seja devido a um mecanismo de interrupção da reciclagem entero-hepática e/ou a uma diálise gastrointestinal do A771726. - Colestiramina
Não recomendado/Evitar

Leflunomida + Carvão activado

Observações: Os estudos de interação só foram efetuados em adultos.
Interações: Recomenda-se que os doentes medicados com leflunomida não sejam tratados com colestiramina ou carvão ativado em pó, uma vez que esta associação determina uma baixa rápida e significativa da concentração plasmática do A771726 (o metabolito ativo da leflunomida). Supõe-se que este facto seja devido a um mecanismo de interrupção da reciclagem entero-hepática e/ou a uma diálise gastrointestinal do A771726. - Carvão activado
Sem efeito descrito

Leflunomida + Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs)

Observações: Os estudos de interação só foram efetuados em adultos.
Interações: Se o doente já estiver medicado com anti-inflamatórios não esteroides (AINE) e/ou corticosteroides, estes medicamentos podem ser continuados após o início do tratamento com leflunomida. As enzimas envolvidas no metabolismo da leflunomida e dos seus metabolitos não são conhecidas com precisão. Estudos in vitro indicam que o A771726 inibe a atividade do citocromo P4502C9 (CYP2C9). Em ensaios clínicos, não foram observados problemas de segurança quando a leflunomida e AINE metabolizados pelo CYP2C9, foram administrados concomitantemente. Recomenda-se precaução quando a leflunomida é administrada em conjunto com medicamentos (para além dos AINE) metabolizados pelo CYP2C9, como a fenitoína, a varfarina, fenprocumon e a tolbutamida. - Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs)
Sem efeito descrito

Leflunomida + Corticosteroides

Observações: Os estudos de interação só foram efetuados em adultos.
Interações: Se o doente já estiver medicado com anti-inflamatórios não esteroides (AINE) e/ou corticosteroides, estes medicamentos podem ser continuados após o início do tratamento com leflunomida. As enzimas envolvidas no metabolismo da leflunomida e dos seus metabolitos não são conhecidas com precisão. - Corticosteroides
Sem efeito descrito

Leflunomida + Cimetidina

Observações: Os estudos de interação só foram efetuados em adultos.
Interações: Um estudo de interação in vivo com a cimetidina (inibidor não específico do citocromo P450) demonstrou a ausência de uma interação significativa. - Cimetidina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Leflunomida + Rifampicina

Observações: Os estudos de interação só foram efetuados em adultos.
Interações: Após uma administração concomitante de uma dose única de leflunomida a indivíduos medicados com doses múltiplas de rifampicina (indutor não específico do citocromo P450), os níveis máximos do A771726 aumentaram cerca de 40%, enquanto que a AUC não se alterou significativamente. O mecanismo deste efeito não está esclarecido. - Rifampicina
Usar com precaução

Leflunomida + Fenitoína

Observações: Os estudos de interação só foram efetuados em adultos.
Interações: Estudos in vitro indicam que o A771726 inibe a atividade do citocromo P4502C9 (CYP2C9). Em ensaios clínicos, não foram observados problemas de segurança quando a leflunomida e AINE metabolizados pelo CYP2C9, foram administrados concomitantemente. Recomenda-se precaução quando a leflunomida é administrada em conjunto com medicamentos (para além dos AINE) metabolizados pelo CYP2C9, como a fenitoína, a varfarina, fenprocumon e a tolbutamida. - Fenitoína
Usar com precaução

Leflunomida + Varfarina

Observações: Os estudos de interação só foram efetuados em adultos.
Interações: Estudos in vitro indicam que o A771726 inibe a atividade do citocromo P4502C9 (CYP2C9). Em ensaios clínicos, não foram observados problemas de segurança quando a leflunomida e AINE metabolizados pelo CYP2C9, foram administrados concomitantemente. Recomenda-se precaução quando a leflunomida é administrada em conjunto com medicamentos (para além dos AINE) metabolizados pelo CYP2C9, como a fenitoína, a varfarina, fenprocumon e a tolbutamida. - Varfarina
Usar com precaução

Leflunomida + Femprocumona

Observações: Os estudos de interação só foram efetuados em adultos.
Interações: Estudos in vitro indicam que o A771726 inibe a atividade do citocromo P4502C9 (CYP2C9). Em ensaios clínicos, não foram observados problemas de segurança quando a leflunomida e AINE metabolizados pelo CYP2C9, foram administrados concomitantemente. Recomenda-se precaução quando a leflunomida é administrada em conjunto com medicamentos (para além dos AINE) metabolizados pelo CYP2C9, como a fenitoína, a varfarina, fenprocumon e a tolbutamida. - Femprocumona
Usar com precaução

Leflunomida + Tolbutamida

Observações: Os estudos de interação só foram efetuados em adultos.
Interações: Estudos in vitro indicam que o A771726 inibe a atividade do citocromo P4502C9 (CYP2C9). Em ensaios clínicos, não foram observados problemas de segurança quando a leflunomida e AINE metabolizados pelo CYP2C9, foram administrados concomitantemente. Recomenda-se precaução quando a leflunomida é administrada em conjunto com medicamentos (para além dos AINE) metabolizados pelo CYP2C9, como a fenitoína, a varfarina, fenprocumon e a tolbutamida. - Tolbutamida
Sem efeito descrito

Leflunomida + Contracetivos orais

Observações: Os estudos de interação só foram efetuados em adultos.
Interações: Num estudo em que a leflunomida foi administrada conjuntamente com uma pílula contracetiva oral trifásica contendo 30 μ g de etinilestradiol a voluntários saudáveis, não houve redução da atividade contracetiva da pílula e a farmacocinética do A771726 esteve dentro dos limites previsíveis. - Contracetivos orais
Não recomendado/Evitar

Leflunomida + Vacinas vivas

Observações: Os estudos de interação só foram efetuados em adultos.
Interações: Vacinações: Não existem dados clínicos sobre a eficácia e a segurança de vacinações em doentes recebendo leflunomida. Contudo, vacinações com vacinas vivas atenuadas não são recomendadas. A longa semivida da leflunomida deve ser considerada quando se encara a administração de uma vacina viva atenuada após interrupção da leflunomida. - Vacinas vivas
Usar com precaução

Baricitinib + Leflunomida

Observações: N.D.
Interações: Transportadores In vitro, o baricitinib é um substrato do transportador aniónico orgânico-3 (OAT3), da P-glicoproteína (Pgp), da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e do transportador de extrusão de múltiplos fármacos e toxinas (MATE)2-K. Num estudo de farmacologia clínica, a administração de probenecida (um inibidor do OAT3 com forte potencial de inibição) resultou num aumento aproximadamente para o dobro da AUC(0-∞), sem alterações da tmax ou Cmax do baricitinib. Consequentemente, a dose recomendada para doentes em tratamento com inibidores do OAT3 com forte potencial de inibição, como o probenecida, é de 2 mg uma vez por dia. Não foi realizado qualquer estudo de farmacologia clínica com inibidores do OAT3 com menor potencial de inibição. O pró-fármaco leflunomida converte-se rapidamente em teriflunomida, que é um inibidor fraco do OAT3, podendo por isso provocar um aumento da exposição ao baricitinib. Uma vez que não foram realizados estudos dedicados de interação, recomenda-se precaução quando leflunomida ou teriflunomida forem administradas concomitantemente com baricitinib. A administração concomitante dos inibidores do OAT3 ibuprofeno e diclofenac pode levar a um aumento da exposição ao baricitinib. No entanto, o seu potencial de inibição do OAT3 é inferior comparativamente ao da probenecida, pelo que não é expectável qualquer interação clinicamente relevante. A administração concomitante de baricitinib e ciclosporina (inibidor de Pgp/BCRP) ou metotrexato (substrato de vários transportadores, incluindo OATP1B1, OAT1, OAT3, BCRP, MRP2, MRP3 e MRP4) não apresentou quaisquer efeitos clinicamente significativos sobre a exposição ao baricitinib. - Leflunomida
Não recomendado/Evitar

Metotrexato + Leflunomida

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de outros fármacos com potencial nefrotóxico, mielotóxico ou hepatotóxico tais como Leflunomida, Azatioprina, Sulfalazina, Retinóides e Álcool deve ser evitado. - Leflunomida
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações da Leflunomida
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

A leflunomida está contraindicada durante a gravidez As mulheres em idade fértil deverão utilizar métodos contracetivos eficazes durante e até 2 anos após o tratamento.

As mulheres que amamentam não devem ser tratadas com leflunomida.

Em caso de efeitos secundários, tais como tonturas, a capacidade de concentração e de reação do doente pode ser afetada.

Nestes casos, os doentes não deverão conduzir nem utilizar máquinas.

Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020