Irbesartan

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Condução
O que é
Irbesartan pertence a um grupo de medicamentos conhecidos como antagonistas dos recetores da angiotensina II.

A angiotensina II é uma substância produzida no corpo que se liga a recetores nos vasos sanguíneos fazendo com que se estreitem.

Isto resulta num aumento da tensão arterial.

Irbesartan evita a ligação da angiotensina II a estes recetores, fazendo com que os vasos sanguíneos relaxem e a tensão arterial diminua.

Irbesartan torna mais lenta a diminuição da função renal em doentes com tensão arterial elevada e diabetes tipo 2.
Usos comuns
O Irbesartan é usado sozinho ou em conjunto com outros medicamentos para tratar a pressão arterial elevada (hipertensão).

A pressão arterial elevada aumenta a carga de trabalho do coração e artérias.

Se continuar por um longo tempo, o coração e as artérias podem não funcionar corretamente.

Isto pode danificar os vasos sanguíneos do cérebro, coração, rins e, resultando num acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, ou insuficiência renal.

Redução da pressão arterial pode reduzir o risco de derrames e ataques cardíacos.

Irbesartan também é usado para tratar a pressão arterial elevada com nefropatia diabética.

A nefropatia diabética é uma complicação do diabetes 2 que faz com que os rins não funcionam adequadamente tipo.

O Irbesartan é um bloqueador do recetor da angiotensina II (ARB).

Funciona através do bloqueio de uma substância no organismo que provoca constrição dos vasos sanguíneos.

Como resultado, o irbesartan relaxa os vasos sanguíneos.

Isto reduz a pressão arterial e aumenta o suprimento de sangue e oxigénio para o coração.

Irbesartan está disponível apenas com prescrição médica.
Tipo
Molécula pequena.
História
Sem informação.
Indicações
Irbesartan é indicado em adultos para o tratamento da hipertensão essencial.


É também indicado para o tratamento da doença renal em doentes adultos com hipertensão e diabetes mellitus do tipo 2 como parte de um regime medicamentoso anti-hipertensivo.
Classificação CFT

03.04.02.02 : Antagonistas dos recetores da angiotensina

Mecanismo De Ação
O irbesartan é um potente antagonista seletivo dos recetores da angiotensina II (tipo AT1) oralmente ativo.

Pensa-se que bloqueie todas as ações da angiotensina II mediadas pelos recetores AT1, independentemente da fonte ou da via de síntese da angiotensina II.

O antagonismo seletivo dos recetores da angiotensina II (AT1) resulta em aumentos dos níveis plasmáticos de renina e de angiotensina II e numa diminuição da concentração plasmática de aldosterona.

Os níveis séricos de potássio não são significativamente afetados pelo irbesartan em monoterapia nas doses recomendadas.

O irbesartan não inibe a ECA (cininase II), uma enzima que gera angiotensina II e também degrada a bradicinina em metabolitos inativos.

O irbesartan não necessita de ativação metabólica para a sua atividade.
Posologia Orientativa
A dose inicial e de manutenção habitual recomendada é de 150 mg uma vez por dia.
Administração
Os comprimidos deverão ser engolidos com um copo de água.

Deverá tentar tomar a sua dose diária mais ou menos na mesma altura todos os dias.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao Irbesartan.


Segundo e terceiro trimestre da gravidez
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Exames complementares de diagnóstico:

Muito frequentes: a hipercaliemia* ocorreu mais frequentemente em doentes diabéticos tratados com irbesartan do que com placebo. Em doentes diabéticos hipertensos com microalbuminúria e função renal normal ocorreu hipercaliemia (≥ 5,5 mEq/l) em 29,4% dos doentes do grupo de 300 mg de irbesartan e em 22% dos doentes do grupo do placebo. Em doentes diabéticos hipertensos com insuficiência renal crónica e proteinúria manifesta ocorreu hipercaliemia (≥ 5,5 mEq/l) em 46,3% dos doentes do grupo do irbesartan e em 26,3% dos doentes do grupo do placebo.

Frequentes: foram frequentemente observados (1,7%) aumentos significativos da creatina cinase no plasma em indivíduos tratados com irbesartan. Nenhum desses aumentos esteve associado a eventos clínicos musculosqueléticos identificáveis. Em 1,7% dos doentes hipertensos com doença renal diabética avançada tratados com irbesartan foi observada uma diminuição da hemoglobina*, que não foi clinicamente significativa.

Cardiopatias:
Pouco frequentes: taquicardia

Doenças do sistema nervoso:
Frequentes: tonturas, tonturas ortostáticas*

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:
Pouco frequentes: tosse

Doenças gastrointestinais:
Frequentes: náuseas/vómitos
Pouco frequentes: diarreia, dispepsia/azia

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos:
Frequentes: dor musculosquelética*

Vasculopatias:
Frequentes: hipotensão ortostática*
Pouco frequentes: rubor

Perturbações gerais e alterações no local de administração:
Frequentes: fadiga
Pouco frequentes: dor no peito

Doenças dos órgãos genitais e da mama:
Pouco frequentes: disfunção sexual

As seguintes reações adversas adicionais, que foram notificadas após a introdução no mercado do irbesartan, foram obtidas a partir de notificações espontâneas, não sendo, portanto, conhecida a frequência destas reações adversas:

Doenças do sistema nervoso:
Cefaleias

Afeções do ouvido e do labirinto:
Zumbido

Doenças gastrointestinais:
Disgeusia

Doenças renais e urinárias:
Função renal diminuída, incluindo casos de insuficiência renal em doentes em risco

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:
Vasculite leucocitoclástica

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos:
Artralgia, mialgia (em alguns casos associada a níveis plasmáticos aumentados de creatina cinase), cãibras musculares

Doenças do metabolismo e da nutrição:
Hipercaliemia

Doenças do sistema imunitário:
Reações de hipersensibilidade, como angioedema, erupção cutânea, urticária

Afeções hepatobiliares:
Hepatite, função hepática anormal
Doentes pediátricos: num ensaio aleatorizado de 318 crianças e adolescentes hipertensos com idades de 6 a 16 anos, ocorreram os seguintes eventos adversos na fase de 3 semanas com dupla ocultação: cefaleias (7,9%), hipotensão (2,2%), tonturas (1,9%) e tosse (0,9%). No período de 26 semanas sem ocultação deste ensaio, as anomalias laboratoriais observadas mais frequentemente foram aumentos da creatinina (6,5%) e valores elevados de CK em 2% das crianças que receberam a medicação.

Os termos assinalados com um asterisco (*) referem-se às reações adversas que foram adicionalmente notificadas em > 2% dos doentes diabéticos hipertensos com insuficiência renal crónica e proteinúria manifesta e com frequências superiores às do placebo.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Ver Antagonistas dos receptores da angiotensina; as substâncias que actuam no sistema renina-angiotensina- aldosterona podem, durante o 2º e 3° trimestre, causar IR do feto ou neonatal, hipoplasia do crâneo e mesmo morte fetal; por precaução, também não deve ser usado durante o 1º trimestre da gravidez, antes de uma gravidez planeada fazer a mudança para um tratamento alternativo adequado. No caso de uma gravidez ser diagnosticada, deve interromper-se o ibersartan imediatamente; se o tratamento for mantido, avaliar o crâneo e a função renal por ecografia. Evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco. Trimestre: 1º, 2º e 3º
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:Evitar; não há informação útil.
Condução
Condução
Condução:Risco de hipotensão; pode alterar a capacidade de condução.
Precauções Gerais
Depleção do volume intravascular: pode ocorrer hipotensão sintomática, especialmente após a primeira dose, nos doentes com depleção do volume e/ou de sódio devido a terapêutica diurética vigorosa, restrição de sal na dieta, diarreia ou vómitos.

Estas situações devem ser corrigidas antes da administração de Irbesartan.


Hipertensão renovascular: Há um risco aumentado de hipotensão grave e de insuficiência renal quando doentes com estenose bilateral da artéria renal ou com estenose da artéria para um único rim em funcionamento são tratados com medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona.

Apesar disto não estar documentado com Irbesartan, deve prever-se um efeito similar com os antagonistas dos recetores da angiotensina II.


Insuficiência renal e transplante de rim: Ao utilizar-se Irbesartan em doentes com alteração da função renal, recomenda-se que se proceda a uma monitorização periódica dos níveis de potássio e dos níveis séricos da creatinina em caso de uma função renal fraca.

Não existe experiência em relação à administração de Irbesartan comprimidos em doentes recentemente submetidos a transplantação renal.


Doentes hipertensos com diabetes do tipo 2 e com doença renal: numa análise efetuada num estudo em doentes com doença renal avançada, os efeitos de irbesartan em termos de acontecimentos renais e cardiovasculares não foram uniformes em todos os subgrupos.


Em particular, os mesmos pareceram ser menos favoráveis nas mulheres e nos indivíduos não caucasianos.


Hipercaliémia: Assim como com outros medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina-aldosterona, pode ocorrer hipercaliémia durante o tratamento com Irbesartan, especialmente na presença de insuficiência renal, proteinúria evidente devido a doença renal diabética e/ou a insuficiência cardíaca.

Recomenda-se que se proceda a uma monitorização cuidadosa do potássio sérico nos doentes em risco.


Lítio: a combinação de lítio e irbesartan não é recomendada.


Estenose da válvula aórtica e mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva: Assim como com outros vasodilatadores, é indicada uma precaução especial em doentes que sofrem de estenose da aorta ou mitral, ou de cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.


Aldosteronismo primário: Os doentes com aldosteronismo primário geralmente não responderão a fármacos anti-hipertensores que atuam através da inibição do sistema renina-angiotensina.

Assim, não se recomenda a utilização de Irbesartan.


Gerais: Em doentes cujo tónus vascular e função renal dependem predominantemente da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (por ex., doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave ou com doença renal subjacente, incluindo estenose da artéria renal), o tratamento com inibidores da enzima de conversão da angiotensina ou com antagonistas do recetor da angiotensina–II que afetam este sistema foi associado a hipotensão aguda, azotémia, oligúria ou raramente, a insuficiência renal aguda.

Assim como com qualquer agente anti-hipertensor, uma diminuição excessiva da tensão arterial em doentes com cardiopatia isquémica ou doença cardiovascular isquémica pode resultar em enfarte do miocárdio ou trombose.


Tal como observado com os inibidores da enzima de conversão da angiotensina, o irbesartan e os outros antagonistas da angiotensina são aparentemente menos eficazes na redução da tensão arterial em pessoas de raça negra do que nas outras raças, possivelmente devido a uma maior prevalência de estados baixos de renina na população hipertensa negra.


Gravidez: Os Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARAII) não devem ser iniciados durante a gravidez.

A menos que se considere que a continuação da terapêutica com o ARAII é essencial, as doentes que planeiam engravidar devem mudar para tratamentos anti-hipertensores alternativos com um perfil de segurança estabelecido para utilização durante a gravidez.

Ao diagnosticar-se uma gravidez, o tratamento com o ARAII deve ser imediatamente cessado e, caso seja apropriado, deve iniciar-se uma terapêutica alternativa.


População pediátrica: Irbesartan foi estudado nas populações pediátricas entre os 6 e os 16 anos de idade, mas os dados atuais são insuficientes para suportar uma extensão da utilização em crianças com menos de 16 anos de idade até haver mais dados disponíveis.
Cuidados com a Dieta
Pode ser tomado com ou sem alimentos.
Terapêutica Interrompida
Caso acidentalmente se esqueça de uma dose diária, tome a dose seguinte como normalmente.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Este medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Irbesartan + Diuréticos tiazídicos (Tiazidas)

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: Outros fármacos antihipertensores podem aumentar os efeitos hipotensores de irbesartan; contudo, o irbesartan foi administrado de modo seguro com outros antihipertensores, tais como bloqueadores beta, bloqueadores dos canais do cálcio de longa duração e diuréticos tiazídicos. O tratamento prévio com doses elevadas de diuréticos pode produzir uma depleção de volume e um risco de hipotensão quando se inicia a terapêutica com irbesartan. - Diuréticos tiazídicos (Tiazidas)
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Irbesartan + Antihipertensores

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: Outros fármacos antihipertensores podem aumentar os efeitos hipotensores de irbesartan; contudo, o irbesartan foi administrado de modo seguro com outros antihipertensores, tais como bloqueadores beta, bloqueadores dos canais do cálcio de longa duração e diuréticos tiazídicos. O tratamento prévio com doses elevadas de diuréticos pode produzir uma depleção de volume e um risco de hipotensão quando se inicia a terapêutica com irbesartan. - Antihipertensores
Sem efeito descrito

Irbesartan + Bloqueadores beta-adrenérgicos (betabloqueadores)

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: Outros fármacos antihipertensores podem aumentar os efeitos hipotensores de irbesartan; contudo, o irbesartan foi administrado de modo seguro com outros antihipertensores, tais como bloqueadores beta, bloqueadores dos canais do cálcio de longa duração e diuréticos tiazídicos. - Bloqueadores beta-adrenérgicos (betabloqueadores)
Sem efeito descrito

Irbesartan + Bloqueadores da entrada de cálcio (antagonistas de cálcio)

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: Outros fármacos antihipertensores podem aumentar os efeitos hipotensores de irbesartan; contudo, o irbesartan foi administrado de modo seguro com outros antihipertensores, tais como bloqueadores beta, bloqueadores dos canais do cálcio de longa duração e diuréticos tiazídicos. - Bloqueadores da entrada de cálcio (antagonistas de cálcio)
Contraindicado

Irbesartan + Aliscireno

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: A combinação de Irbesartan com medicamentos contendo aliscireno está contraindicada em doentes com diabetes mellitus ou compromisso renal moderado a grave (TFG < 60 ml/min/1,73 m²) e não está recomendada nos outros doentes. - Aliscireno
Não recomendado/Evitar

Irbesartan + Suplementos de potássio

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: Tendo por base a experiência com o uso de medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina, o uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal contendo potássio ou outros medicamentos que podem aumentar os níveis séricos do potássio (p. ex. heparina) pode levar a aumentos do potássio sérico e não são, consequentemente, recomendados. - Suplementos de potássio
Não recomendado/Evitar

Irbesartan + Diuréticos poupadores de potássio

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: Tendo por base a experiência com o uso de medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina, o uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal contendo potássio ou outros medicamentos que podem aumentar os níveis séricos do potássio (p. ex. heparina) pode levar a aumentos do potássio sérico e não são, consequentemente, recomendados. - Diuréticos poupadores de potássio
Não recomendado/Evitar

Irbesartan + Heparinas

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: Tendo por base a experiência com o uso de medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina, o uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal contendo potássio ou outros medicamentos que podem aumentar os níveis séricos do potássio (p. ex. heparina) pode levar a aumentos do potássio sérico e não são, consequentemente, recomendados. - Heparinas
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Irbesartan + Lítio

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: Durante a administração concomitante de lítio com inibidores da enzima de conversão da angiotensina foram referidos aumentos reversíveis nas concentrações séricas de lítio e toxicidade. Até ao momento foram notificados, muito raramente, efeitos semelhantes com o irbesartan. Consequentemente, não se recomenda esta associação. Caso a associação seja necessária, recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos do lítio. - Lítio
Usar com precaução

Irbesartan + Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs)

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: Quando os antagonistas da angiotensina II são administrados simultaneamente com fármacos anti-inflamatórios não esteroides (i.e. inibidores seletivos da COX-2, ácido acetilsalicílico (> 3 g/dia) e AINEs não seletivos) pode ocorrer a atenuação do efeito anti-hipertensor. A utilização concomitante de antagonistas da angiotensina II e AINEs, à semelhança dos IECAs, pode levar a um risco aumentado de agravamento da função renal, incluindo possível insuficiência renal aguda, e a um aumento no potássio sérico, especialmente em doentes com lesão pré-existente na função renal. A associação deve ser administrada com precaução, especialmente no doente idoso. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deve ser considerada a monitorização da função renal após o início da terapêutica concomitante e depois periodicamente. - Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs)
Usar com precaução

Irbesartan + Ácido Acetilsalicílico

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: Quando os antagonistas da angiotensina II são administrados simultaneamente com fármacos anti-inflamatórios não esteroides (i.e. inibidores seletivos da COX-2, ácido acetilsalicílico (> 3 g/dia) e AINEs não seletivos) pode ocorrer a atenuação do efeito anti-hipertensor. A utilização concomitante de antagonistas da angiotensina II e AINEs, à semelhança dos IECAs, pode levar a um risco aumentado de agravamento da função renal, incluindo possível insuficiência renal aguda, e a um aumento no potássio sérico, especialmente em doentes com lesão pré-existente na função renal. A associação deve ser administrada com precaução, especialmente no doente idoso. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deve ser considerada a monitorização da função renal após o início da terapêutica concomitante e depois periodicamente. - Ácido Acetilsalicílico
Usar com precaução

Irbesartan + Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECAS)

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: Quando os antagonistas da angiotensina II são administrados simultaneamente com fármacos anti-inflamatórios não esteroides (i.e. inibidores seletivos da COX-2, ácido acetilsalicílico (> 3 g/dia) e AINEs não seletivos) pode ocorrer a atenuação do efeito anti-hipertensor. A utilização concomitante de antagonistas da angiotensina II e AINEs, à semelhança dos IECAs, pode levar a um risco aumentado de agravamento da função renal, incluindo possível insuficiência renal aguda, e a um aumento no potássio sérico, especialmente em doentes com lesão pré-existente na função renal. A associação deve ser administrada com precaução, especialmente no doente idoso. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deve ser considerada a monitorização da função renal após o início da terapêutica concomitante e depois periodicamente. - Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECAS)
Sem efeito descrito

Irbesartan + Hidroclorotiazida

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: Nos estudos clínicos a farmacocinética do irbesartan não é afetada pela hidroclorotiazida. - Hidroclorotiazida
Sem efeito descrito

Irbesartan + Varfarina

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: Não foram observadas interações farmacodinâmicas ou farmacocinéticas significativas quando o irbesartan foi administrado concomitantemente com a varfarina, um medicamento metabolizado pelo CYP2C9. - Varfarina
Consultar informação actualizada

Irbesartan + Rifampicina

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: Os efeitos dos indutores do CYP2C9, como a rifampicina, não foram avaliados na farmacocinética do irbesartan. - Rifampicina
Sem efeito descrito

Irbesartan + Digoxina

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: A farmacocinética da digoxina não foi alterada pela administração concomitante do irbesartan. - Digoxina
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Irbesartan + Inibidores da cicloxigenase (COX)

Observações: O irbesartan é principalmente metabolizado pelo CYP2C9 e em menor extensão pela glucuronidação.
Interações: Quando os antagonistas da angiotensina II são administrados simultaneamente com fármacos anti-inflamatórios não esteroides (i.e. inibidores seletivos da COX-2, ácido acetilsalicílico (> 3 g/dia) e AINEs não seletivos) pode ocorrer a atenuação do efeito anti-hipertensor. - Inibidores da cicloxigenase (COX)
Usar com precaução

Pilocarpina + Irbesartan

Observações: N.D.
Interações: Em estudos in vitro, verificou-se que a pilocarpina é um inibidor da CYP2A6. A inibição in vivo e, consequentemente, uma interação com os substratos CYP2A6 (ex. irbesartan, cumarina) não pode ser excluída. - Irbesartan
Potencialmente Fatal

Cloreto de potássio + Cloreto de sódio + Glucose + Irbesartan

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a presença de potássio: A administração concomitante da solução com um dos seguintes medicamentos pode originar uma hipercalémia fatal, particularmente em doentes com insuficiência renal (adição de efeitos de hipercalémia): - Diuréticos poupadores de potássio (só ou em combinação) (amilorida, triamtereno, espironolactona, eplerenona) - Inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA) (tais como captopril, enalapril, lisinopril) - Bloqueadores dos recetores da Angiotensina II (Candesartan, telmisartan, eprosartan, irbesartan, losartan, valsartan) - Medicamentos com potássio tais como sais potássicos de penicilina - Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) (diclofenac, indometacina, piroxicam, ácido mefenâmico, celecoxib) - Heparina (inibidor da síntese de aldosterona) - Pentamidina, trimetoprim (bloqueadores dos canais de sódio) - Ciclosporina, tacrolimus (inibidores da calcineurina) - Bloqueadores β-adrenérgicos (propranolol, nadolol, atenolol) - Succinilcolina (suxametonium) (relaxante muscular) - Irbesartan
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações do Irbesartan
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

A utilização de ARA não é recomendada durante o primeiro trimestre da gravidez.

A utilização de ARA é contraindicada durante os segundo e terceiro trimestres da gravidez.

A menos que a terapêutica continuada com ARA seja considerada essencial, as doentes que estão a planear engravidar deverão ser mudadas para tratamentos anti-hipertensores alternativos que tenham um perfil de segurança estabelecido para utilização na gravidez.

Quando é diagnosticada uma gravidez, o tratamento com ARA deverá ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada uma terapêutica alternativa.

A exposição à terapêutica com ARA durante o segundo e terceiro trimestres é conhecida por induzir fetotoxicidade humana (função renal diminuída, oligo-hidrâmnios, atraso na ossificação do crânio) e toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia).

Caso tenha ocorrido exposição a ARA a partir do segundo trimestre da gravidez, é recomendado um exame ecográfico da função renal e do crânio.

Os bebés cujas mães tenham tomado ARA deverão ser alvo de uma observação apertada relativamente a hipotensão.

Irbesartan não é recomendado durante o aleitamento e são preferíveis tratamentos alternativos com perfis de segurança mais bem estabelecidos durante a amamentação, especialmente na amamentação de um recém-nascido ou de um bebé prematuro.

Quando se conduzirem veículos ou se operarem máquinas deverá ser tido em consideração que poderão ocorrer tonturas ou fadiga durante o tratamento.

Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020