Ibuprofeno

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
O ibuprofeno, um derivado do ácido propiónico, é um agente anti-inflamatório não esteroide prototípico (AINE) com propriedades analgésicas e antipiréticas.
Usos comuns
O Ibuprofeno é um medicamento anti-inflamatório não esteróide (AINE), usado para tratar a dor ligeira a moderada, e ajuda a aliviar os sintomas de artrite (osteoartrite, artrite reumatóide, artrite juvenil ou), tais como inflamação, inchaço, rigidez e dor nas articulações.

O Ibuprofeno não cura a artrite e ajuda apenas durante o tratamento.

Além disso, o Ibuprofeno pode ser usado para tratar a febre, dores menstruais, e outras condições, tal como determinado pelo médico.

Ibuprofeno está disponível em venda livre (OTC) e com prescrição médica.
Tipo
pequena molécula
História
O ibuprofeno derivou do ácido propiónico numa pesquisa levada a cabo pelo Grupo Boots na década de 1960.

Foi descoberto por Andrew RM Dunlop, com os colegas Stewart Adams, John Nicholson, Vonleigh Simmons, Jeff Wilson e Colin Burrows, e patenteado em 1961.

A substância foi lançada como um tratamento para a artrite reumatoide no Reino Unido em 1969, e nos Estados Unidos em 1974.

Adams inicialmente testou a substância durante uma ressaca, tendo sido posteriormente premiado com um OBE em 1987.

O Grupo Boots foi premiado com o "Queen's Award for Technical Achievement" pelo desenvolvimento da substância em 1987.
Indicações
Os AINEs para uso tópico são um grupo heterogéneo incluindo salicilatos (particularmente o salicilato de metilo e salicilato de dietilamina) e vários dos subgrupos mencionados.

Estes medicamentos têm por vezes uma composição complexa, incluindo-se na sua fórmula rubefacientes ou revulsivos, anestésicos locais, heparinoides, mentol, cânfora.

Uns são de uso meramente tradicional, enquanto que para outros existe alguma evidência da sua utilidade clínica.

Uso tópico: São escassos os ensaios clínicos controlados destinados a avaliar o uso tópico dos AINEs.

Teoricamente os lipossolúveis seriam preferíveis por permearem melhor a barreira cutânea (melhor biodisponibilidade transcutânea).

Há no entanto documentação, sobre muitos dos AINEs comercializados, a obtenção de concentrações eficazes nos tecidos inflamados subjacentes ao local da aplicação e mesmo na sinóvia e líquido sinovial de articulações (por exemplo no joelho).

Não deve ser esquecido que se o objetivo do uso tópico é o de evitar efeitos sistémicos dos AINEs, este deve ser ponderado na usual relação custo/benefício.

Por outras palavras, a boa tolerabilidade só é importante se se acompanhar de eficácia terapêutica.

O efeito placebo e mesmo o alívio antiálgico, provocado pela massagem durante a aplicação, não devem ser ignorados (efeito de "encerramento do portão da dor" por convergência de estímulos na região medular de processamento da dor).
Classificação CFT
09.01.03     Derivados do ácido propiónico 09.01.10     Anti-inflamatórios não esteroides para uso tópico
Mecanismo De Ação
O mecanismo exato da ação do ibuprofeno é desconhecida.

O ibuprofeno é um inibidor não-selectivo da ciclo-oxigenase, uma enzima envolvida na síntese de prostaglandinas através da via do ácido araquidónico.

Acredita-se que os seus efeitos farmacológicos são devidos à inibição ciclo-oxigenase-2 (COX-2), o que diminui a síntese de prostaglandinas, envolvidas na mediação da inflamação, dor, febre e inchaço.

O efeito antipirético pode ser devido à ação do hipotálamo, resultando num aumento do fluxo de sangue periférico, vasodilatação, e dissipação de calor subsequente.

Pensa-se que a inibição da COX-1 pode causar alguns dos efeitos secundários do ibuprofeno, incluindo ulceração gastrointestinal.

O ibuprofeno é administrado como uma mistura racémica.

O enantiómero R sofre uma extensa interconversão para enantiómero S in vivo.

Acredita-se enantiómero S é o enantiómero mais ativo farmacologicamente.
Posologia Orientativa
Adultos:

Via oral: 200 a 800 mg, 2 a 3 vezes/dia.

Crianças:

No tratamento da artrite crónica juvenil: mais de 7 kg: 30 a 40 mg/Kg/dia, em três a quatro tomas.


No tratamento da febre e da dor: mais de 7 kg: 20 a 30 mg/Kg/dia, em três a quatro tomas; 1-2 anos: 50 mg, 3-4 vezes/dia; 3-7 anos: 100 mg, 3-4 vezes/ dia; 8-12 anos: 200 mg, 3-4 vezes/dia.
Administração
Via oral. Deve ser administrado com os alimentos.
Contraindicações
Porfiria; doença inflamatória intestinal; úlcera ativa. Gravidez e aleitamento.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Semelhantes às dos outros anti-inflamatórios.

Não parecem interferir com os antidiabéticos ou com os anticoagulantes orais.

O risco de hemorragia digestiva, em doentes hipocoagulados, é no entanto considerável, devido ao seu efeito antiagregante plaquetário.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Hipertensão pulmonar persistente do RN; redução do líquido amniótico; produção fetal de urina. Ver Anti-inflamatórios não esteróides. Evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco. Trimestre: 3º ou perto do parto
Aleitamento
Aleitamento:Presente no leite em quantidades muito pequenas para ser perigoso; seguro nas doses usuais, mas alguns produtores recomendam evitar.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Ver AINEs.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Ver AINEs.
Conducao
Conducao:Aconselhar os pacientes que o medicamento pode causar sonolência e ter cuidado ao conduzir.
Precauções Gerais
É importante o acompanhamento médico, através de visitas regulares, para verificar se o medicamento está a atuar corretamente e se deve continuar a ser administrado.

Podem ser necessários exames de sangue e urina para verificar a ocorrência de efeitos indesejáveis.

O ibuprofeno pode aumentar o risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral. Isto é mais suscetível em doentes cardíacos mas também existe um risco muito elevado em doentes que usam ibuprofeno por um longo período de tempo.

O ibuprofeno pode causar hemorragia no estômago ou intestinos. Isto pode acontecer sem sinais de alerta.

Estes sintomas são mais prováveis de acontecer em pacientes que já tiveram úlcera no estômago, fumadores ou que bebem álcool regularmente, com mais de 60 anos de idade ou que tomam outro tipo de medicamentos (esteróides ou anticoagulantes).

Podem ocorrer reacções cutâneas graves durante o tratamento com ibuprofeno.

Fale com o médico imediatamente se tiver os seguintes sintomas enquanto estiver a tomar ibuprofeno: bolhas, descamação, calafrios, tosse, diarreia, febre, comichão, dores articulares ou musculares, lesões vermelhas na pele, dor de garganta, feridas, úlceras, manchas brancas na boca ou nos lábios ou cansaço e fraqueza anormal.

Alguns sinais de alerta de efeitos secundários graves, que podem ocorrer durante o tratamento com ibuprofeno, podem incluir inchaço da face, dedos, pés e/ou pernas, dor de estômago grave, fezes negras, e/ou vómitos com sangue ou com resíduos que parecem com borras de café; aumento de peso incomum, pele ou olhos amarelados; diminuição da urina, sangramento ou hematomas e/ou erupção cutânea.

Além disso, sinais de problemas cardíacos graves podem ocorrer, tais como dor no peito, aperto no peito, batimentos cardíacos rápidos ou irregulares, rubor ou calor invulgar na pele, fraqueza ou discurso arrastado.

Pare de tomar ibuprofeno e fale com o médico imediatamente se notar qualquer um destes sintomas.

O ibuprofeno também pode provocar um tipo grave de reação alérgica chamada de anafilaxia.

Embora seja raro, pode ocorrer muitas vezes em pacientes que são alérgicos à aspirina ou outros medicamentos anti-inflamatórios não-esteróides.

Anafilaxia requer atenção médica imediata.

Os sintomas mais graves desta reação são a respiração muito rápida ou irregular, com falta de ar, chiado ou desmaio.

Outros sinais podem incluir alterações na cor da pele do rosto; batimentos cardíacos ou pulso muito rápido, mas irregular; inchaços na pele com aspeto de colmeia ou inchaço das pálpebras ou ao redor dos olhos.

Caso estes efeitos ocorram, obter ajuda de emergência imediatamente.

Algumas pacientes que tomaram o ibuprofeno tiveram sintomas de meningite.

Se tiver febre, dor de cabeça, náuseas, vómitos e rigidez no pescoço ou nas costas enquanto estiver a tomar o ibuprofeno, consulte o médico imediatamente.

O uso do ibuprofeno durante a gravidez pode prejudicar o feto.

Fale com o médico imediatamente se durante o tratamento ocorrer visão turva, dificuldade de leitura ou qualquer outra alteração na visão.

O médico pode querer que seja consultado também por um oftalmologista.

Antes de ter qualquer tipo de cirurgia ou exames médicos, informe o médico que está a tomar ibuprofeno.

Pode ser necessário parar por um tempo ou para mudar para um medicamento anti-inflamatório não esteroide diferente antes de proceder o tratamento com ibuprofeno.
Cuidados com a Dieta
Evite o álcool.

Os alimentos retardam o tempo para atingir as concentrações plasmáticas máximas de 30-60 minutos e reduz as concentrações plasmáticas máximas em 30-50%.

A extensão da absorção não é afetada.

Tome com alimentos para reduzir a irritação gástrica.
Terapêutica Interrompida
Se houver esquecimento de uma dose de ibuprofeno, tome-a assim que possível.

No entanto, se estiver quase na hora da sua próxima dose, ignore a dose esquecida e volte ao seu esquema posológico regular.

Não duplique as doses.
Cuidados no Armazenamento
Guarde o medicamento num recipiente fechado à temperatura ambiente, longe do calor, humidade e luz direta.

Evite congelamento.

Pergunte ao profissional de saúde como se desfazer de qualquer medicamento fora de uso.

Manter fora do alcance das crianças.

Não guarde medicamentos desatualizados ou que não são mais necessários.

Temperatura de armazenamento 20 °C a 25 °C.

As soluções IV diluídas são estáveis até 24 h em 20 °C a 25 °C.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Gengibre + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Indicações/Ações terapêuticas: profilaxia de náuseas causada por movimento (cinetose) e pós-cirúrgicas. Padronização/marcador: Gingeróis (6-gingerol, 8-gingerol, 10-gingerol, 6-shogaol, capsaicina) [dose diária: crianças acima de 6 anos: 4-16 mg de gingeróis; adulto: 16-32 mg de gingeróis].

Interações medicamentosas: Há evidências de que o gengibre estimula a produção de ácido clorídrico estomacal e, como consequência, em teoria, poderá comprometer a ação de medicamentos contendo sucralfato, ranitidina ou lansoprazol; contrariamente, ao que foi verificado em animais, ou seja, proteção estomacal. Teoricamente o gengibre poderá aumentar o risco de sangramento quando administrado conjuntamente ao ácido acetilsalicílico, varfarina, heparina, clopidogrel, ibuprofeno ou naproxeno ou outros medicamentos que apresentem esta ação; em doses elevadas poderá desencadear sonolência, além de que poderá interferir com medicamentos que alteram a contração cardíaca incluindo os beta-bloqueadores, digoxina e outros medicamentos para o coração. Existe a possibilidade de diminuição dos níveis de açúcar no sangue e, portanto, poderá interferir com medicamentos administrados por via oral para diabéticos ou com a insulina. Estudos sugerem que fitoquímicos presentes em dietas como capsaína, curcumina, [6]-gengerol e resveratrol apresentam efeito inibitório na P-glicoproteína potencializando interações alimentos-medicamentos.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ginkgo biloba + Ibuprofeno

Observações: Ginkgo biloba pode afetar o metabolismo de vários medicamentos. Existem relatos de casos de várias interações, mas no entanto, dados consistentes são limitados.
Interações: Ácido Acetilsalicílico (Aspirina®; Aspirina GR®; AAS®; Cartia®; Tromalyt®; Migraspirina®; ASP®)

Efeito
Pode aumentar risco de hemorragia.

Mecanismo
Ginkgolídeo B pode inibir o fator de ativação plaquetar, inibindo a sua agregação.
Este efeito somado ao efeito antiagregante plaquetar da aspirina aumenta o risco de hemorragia.
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Ibuprofeno (Brufen®; Trifene®; Nurofen®; Seractil®;Moment®; Ozonol®; Spidifen®)

Efeito
Pode aumentar risco de hemorragia.

Mecanismo
Ginkgolídeo B pode inibir o fator de ativação plaquetar, inibindo a sua agregação.
Este efeito somado ao efeito antiagregante plaquetar do ibuprofeno aumenta o risco de hemorragia.
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Varfarina (Varfine®)

Pode aumentar risco de hemorragia.

Mecanismo
Ginkgolídeo B pode inibir o fator de ativação plaquetar, inibindo a sua agregação.
Este efeito somado ao da varfarina (anticoagulante oral) aumenta o risco de hemorragia.
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Indicações/Ações terapêuticas: vertigens e zumbido (tinidos) resultantes de distúrbios circulatórios gerais e distúrbios circulatórios periféricos (claudicação intermitente) e insuficiência vascular cerebral. Padronização/Marcador: Extrato padronizado com 24% de Ginkgoflavonóides (quercetina, Kaempfer Isorhamnetina) e 6% de terpenolactonas (bilobalide, ginkgolídeos A, B, C, E) [dose diária: 80 a 240 mg de extrato padronizado, em 2 ou 3 administrações ou 28,8 – 57,6 mg de ginkgoflavonóides e 7,20 – 14,4 mg de terpenolactonas].

Interações medicamentosas: O uso de ginkgo poderá potenciar a ação do ácido acetilsalicílico e do clopidogrel, de anticoagulantes como varfarina e heparina, além de antiinflamatórios não esteroidais como ibuprofeno ou naproxeno, aumentando, assim, o risco de sangramentos. Usuários de medicamentos contendo alho, vitamina E, varfarina, ácido acetilsalicílico e outras drogas antiplaquetárias ou anticoagulantes devem ser advertidos sobre os riscos decorrentes das possíveis interações com esta planta.

A administração do ginkgo poderá diminuir a ação de anticonvulsivantes (fenitoína) e, em presença de antidepressivos (inibidores da monoamino oxidase), intensifica a ação farmacológica destas drogas e, também, dos efeitos colaterais como cefaléia, tremores e surtos maníacos. Quando usado com sertralina poderá desencadear aumento nos batimentos cardíacos, hipertermia, sudorese intensificada, rigidez muscular e agitação.

Estudos preliminares demonstram que o ginkgo poderá afetar os níveis de insulina e do açúcar no sangue, o que demanda cuidados adicionais ao usuário destes medicamentos. Em teoria, o ginkgo poderá intensificar a ação de drogas usadas para disfunção erétil como sildenafil, dos efeitos colaterais de fluoruracil e da toxicidade renal das ciclosporinas. Doses elevadas de ginkgo poderão elevar a pressão sanguínea quando administrado com alimentos (com elevados níveis de proteína ou em conservas) que tenham tiramina.

Existem inúmeros estudos sobre as interações envolvendo o ginkgo, porém, não conclusivos, além de que alguns deles demonstram resultados contraditórios. Baseado em dados de laboratório e pesquisa em humanos, o uso de ginkgo poderá diminuir a pressão sanguínea embora haja relato de elevação de pressão em indivíduo que estava tomando diurético à base de tiazida. Teoricamente, altas concentrações de ginkgo poderão reduzir a fertilidade em homens e mulheres.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bendroflumetiazida + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: AINEs: Os diuréticos podem aumentar o risco de nefrotoxicidade dos AINEs. A indometacina e o cetorolac antagonizam o efeito diurético da bendroflumetiazida, o que também acontece mas em menor extensão com o ibuprofeno, piroxicam e o naproxeno. Os efeitos de uma toma simultânea devem ser monitorizados e a dose de bendroflumetiazida deve ser modificada se necessário.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Abciximab + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Anticoagulantes (por exemplo, varfarina, heparina), dipiridamol, anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) (por exemplo, ibuprofeno), ticlopidina, ou trombolíticos (ativadores do plasminogénio tecidual), pois o risco de hemorragia pode ser aumentado.

Fluconazol + Ibuprofeno

Observações: O fluconazol é um potente inibidor do citocromo P450 (CYP) isoenzima 2C9 e um inibidor moderado do CYP3A4. O fluconazol é também um inibidor da isoenzima CYP2C19. Adicionalmente às interações observadas/documentadas abaixo indicadas, existe um risco de aumento da concentração plasmática de outros compostos metabolizados pelo CYP2C9 e CYP3A4 coadministrados com fluconazol. Deste modo, deve-se ter precaução quando se utilizam estas associações e os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados. O efeito inibidor da enzima pelo fluconazol persiste 4-5 dias após a descontinuação do tratamento com fluconazol devido à sua longa semivida.
Interações: A utilização concomitante dos seguintes fámacos leva a precauções e ajustes de dose: O efeito de fluconazol noutros fármacos: Fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): A Cmax e AUC do flurbiprofeno aumentaram em 23% e 81%, respetivamente, quando coadministrado com o fluconazol comparativamente à administração isolada de flurbiprofeno. Analogamente, a Cmax e AUC do isómero farmacologicamente ativo [S-(+)-ibuprofeno] aumentaram 15% e 82%, respetivamente, quando o fluconazol foi coadministrado com ibuprofeno racémico (400 mg), comparativamente à administração isolada de ibuprofeno racémico. Apesar de não ter sido especificamente estudado, o fluconazol tem potencial para aumentar a exposição sistémica de outros AINEs que são metabolizados pelo CYP2C9 (por ex. naproxeno, lornoxicam, meloxicam, diclofenac). É recomendada uma monitorização frequente para a deteção de acontecimentos adversos e toxicidade relacionadas com os AINEs. Pode ser necessário o ajuste posológico dos AINEs.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atenolol + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de fármacos inibidores da prostaglandina sintetase (ex. ibuprofeno e indometacina) pode diminuir os efeitos hipotensivos dos bloqueadores-beta.

Gadofosveset + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Uma vez que o gadofosveset se liga à albumina, é possível uma interacção com outras substâncias activas que se ligam às proteínas plasmáticas (por exemplo, ibuprofeno e varfarina), ou seja, pode dar-se uma competição pelo local de ligação das proteínas. Porém, em vários estudos in vitro de interacção farmacológica (em 4,5% de albumina sérica humana e plasma humano), o gadofosveset não demonstrou qualquer interacção adversa com digitoxina, propranolol, verapamil, varfarina, fenprocoumon, ibuprofeno, diazepam, cetoprofeno, naproxeno, diclofenac e piroxicam em concentrações clinicamente relevantes.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ácido acetilsalisílico + Atorvastatina + Ramipril + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Não existe evidência conclusiva no que respeita ao potencial de interação quando o ácido acetilsalicílico é utilizado concomitantemente com ibuprofeno a longo prazo, embora alguns dados experimentais revelassem uma diminuição do efeito sobre a agregação plaquetária.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Lumacaftor + Ivacaftor + Ibuprofeno

Observações: O lumacaftor é um indutor potente das CYP3A e o ivacaftor é um inibidor fraco das CYP3A, quando administrados em monoterapia. Existe a possibilidade de outros medicamentos afetarem lumacaftor/ivacaftor quando administrados concomitantemente, assim como de lumacaftor/ivacaftor afetar outros medicamentos.
Interações: Ibuprofeno: Pode ser necessária uma dose mais elevada de ibuprofeno para obter o efeito clínico desejado. Lumacaftor/ivacaftor pode diminuir a exposição de ibuprofeno, o que pode reduzir a sua eficácia.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atenolol + Clorotalidona + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Devidas ao ATENOLOL: O uso concomitante de fármacos inibidores da prostaglandina síntetase (ex. ibuprofeno e indometacina) pode diminuir os efeitos hipotensores dos bloqueadores beta-adrenérgicos.

Dasabuvir + Ibuprofeno

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Dasabuvir deve ser sempre administrado em conjunto com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir. Quando coadministrados, exercem efeitos recíprocos um sobre o outro. Por conseguinte, o perfil de interação dos compostos tem de ser considerado como uma associação.
Interações: Interações farmacocinéticas: Potencial para Dasabuvir afetar a farmacocinética de outros medicamentos: Os estudos de interação medicamentosa in vivo avaliaram o efeito global do tratamento de associação, incluindo o ritonavir. Transportadores específicos e as enzimas metabolizadoras que são afetados pelo dasabuvir quando associado a ombitasvir/paritaprevir/ritonavir. Medicamentos metabolizados pelo CYP2C9: Dasabuvir administrado com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir não afetou as exposições ao substrato CYP2C9 a varfarina. Não são expectáveis ajustes de dose para outros substratos do CYP2C9 (AINEs (por exemplo ibuprofeno), antidiabéticos (por exemplo glimepirida, glipizida).
 Sem significado Clínico

Misoprostol + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Estudos de interação medicamentosa com o misoprostol e vários AINEs não mostraram efeito clinicamente significativo na cinética do ibuprofeno, diclofenac, piroxicam, aspirina, naproxeno e indometacina.

Pemetrexedo + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Nos doentes com função renal normal (depuração da creatinina ≥ 80 ml/min), doses altas de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs, tais como o ibuprofeno > 1.600 mg/dia) e Ácido Acetilsalicílico numa dose mais alta (≥ 1,3 g por dia) podem diminuir a eliminação do pemetrexedo e, consequentemente, aumentar a ocorrência de acontecimentos adversos com pemetrexedo. Assim, deve haver precaução na administração de doses mais altas de AINES ou Ácido Acetilsalicílico concomitantemente com pemetrexedo a doentes com função renal normal (depuração da creatinina ≥ 80 ml/min). Em doentes com compromisso renal ligeiro a moderado (depuração da creatinina entre 45 a 79 ml/min), a administração concomitante de pemetrexedo com AINEs (ex., ibuprofeno) ou Ácido Acetilsalicílico numa dose mais alta deve ser evitada 2 dias antes, no dia da administração e 2 dias após a administração de pemetrexedo. Na ausência de dados relativos a potenciais interações com AINEs que tenham semividas prolongadas, tais como o piroxicam ou o rofecoxib, deve interromper-se a administração concomitante com pemetrexedo em doentes com insuficiência renal ligeira a moderada, pelo menos 5 dias antes da administração, no dia da administração e pelo menos 2 dias após a administração de pemetrexedo. No caso de ser necessária a administração concomitante de AINEs, os doentes devem ser monitorizados de perto no que diz respeito à toxicidade, especialmente mielossupressão e toxicidade gastrointestinal. O pemetrexedo é sujeito a uma metabolização hepática limitada. Os resultados de estudos in vitro com microssomas hepáticos humanos indicam que o pemetrexedo não parece causar inibição clinicamente significativa da depuração metabólica de medicamentos metabolizados pelo CYP3A, CYP2D6, CYP2C9 e CYP1A2.

Diacereína + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: A ligação plasmática da reína não foi influenciada pela presença de concentrações terapêuticas de diclofenac, fenbufeno, flurbiprofeno, ibuprofeno, naproxeno, fenilbutazona, piroxicam, sulindac e tenoxicam.

Raloxifeno + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: A influência de medicação concomitante nas concentrações plasmáticas do raloxifeno foi avaliada nos estudos clínicos de prevenção e de tratamento da osteoporose. Medicamentos frequentemente coadministrados incluíram: Paracetamol, anti-inflamatórios não esteroides (tais como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno e naproxeno), antibióticos orais, antagonistas H1, antagonistas H2 e benzodiazepinas. Não foram identificados efeitos clínicos relevantes da coadministração destes fármacos nas concentrações plasmáticas do raloxifeno.
 Sem significado Clínico

Carbasalato cálcico + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Combinações a ter em consideração: Ibuprofeno: Dados experimentais sugerem que o ibuprofeno pode inibir o efeito de baixas doses de aspirina na agregação plaquetária quando são doseados concomitantemente. Contudo, as limitações destes dados e a incerteza relativamente à extrapolação dos dados ex vivo para as situações clínicas, implicam que não se possam retirar conclusões definitivas da utilização regular de ibuprofeno, e nenhum efeito clinicamente relevante é considerado para a utilização ocasional de ibuprofeno.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Lítio

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Os AINE podem diminuir a depuração renal do lítio com resultante aumento dos níveis plasmáticos e toxicidade. Caso se prescreva Ibuprofeno a um doente a fazer terapêutica com lítio, deverá ser feita uma monitorização apertada dos níveis de lítio.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Metotrexato

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Os AINE podem inibir a secreção tubular do metotrexato e reduzir a sua depuração.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Glicosídeos cardiotónicos (cardíacos)

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Os AINE podem exacerbar uma insuficiência cardíaca, reduzir a taxa de filtração glomerular e aumentar os níveis plasmáticos de glicósidos cardíacos.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Colestiramina

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: A administração concomitante de ibuprofeno e colestiramina pode reduzir a absorção de ibuprofeno no trato gastrointestinal. Contudo a significância clínica não é conhecida.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Ciclosporina

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: A administração de AINE e ciclosporina apresenta um risco aumentado de nefrotoxicidade.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Diuréticos

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Os anti-inflamatórios não esteroides podem diminuir a eficácia dos diuréticos assim como de outros medicamentos antihipertensores, beta-bloqueadores e diuréticos. Os diuréticos podem também aumentar o risco de nefrotoxicidade dos AINE.

Ibuprofeno + Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECAS)

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Nalguns doentes com função renal diminuída (doentes desidratados ou idosos com comprometimento da função renal) a coadministração de um IECA ou de um antagonista da angiotensina II (AAII) e agentes inibidores da cicloxigenase pode ter como consequência a progressão da deterioração da função renal, incluindo a possibilidade de insuficiência renal aguda, que é normalmente reversível. A ocorrência destas interações deve ser tida em consideração em doentes a tomar ibuprofeno em associação com IECA ou AAII. Consequentemente, esta associação medicamentosa deverá ser administrada com precaução, sobretudo em doentes idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deve ser analisada a necessidade de monitorizar a função renal após o início da terapêutica concomitante, e periodicamente desde então.

Ibuprofeno + Antagonistas dos Receptores da Angiotensina II (ARA II)

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Nalguns doentes com função renal diminuída (doentes desidratados ou idosos com comprometimento da função renal) a coadministração de um IECA ou de um antagonista da angiotensina II (AAII) e agentes inibidores da cicloxigenase pode ter como consequência a progressão da deterioração da função renal, incluindo a possibilidade de insuficiência renal aguda, que é normalmente reversível. A ocorrência destas interações deve ser tida em consideração em doentes a tomar ibuprofeno em associação com IECA ou AAII. Consequentemente, esta associação medicamentosa deverá ser administrada com precaução, sobretudo em doentes idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deve ser analisada a necessidade de monitorizar a função renal após o início da terapêutica concomitante, e periodicamente desde então.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Corticosteroides

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Aumento do risco de ulceração ou hemorragia gastrointestinal.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Anticoagulantes orais

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Os AINE podem aumentar os efeitos dos anticoagulantes, tais como a varfarina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Varfarina

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Os AINE podem aumentar os efeitos dos anticoagulantes, tais como a varfarina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) (SSRIs)

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Aumento do risco de hemorragia gastrointestinal.
 Sem significado Clínico

Ibuprofeno + Ácido Acetilsalicílico

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Os dados experimentais sugerem que o ibuprofeno pode inibir o efeito antiagregante plaquetário do ácido acetilsalicílico (AAS) de baixa dosagem quando estes medicamentos são administrados concomitantemente. No entanto, devido às limitações destes dados e às incertezas inerentes à extrapolação dos dados ex vivo para situações clínicas não é possível concluir de forma definitiva sobre as consequências da administração habitual de ibuprofeno no efeito do AAS. Não é provável que se verifiquem efeitos clinicamente relevantes na ação cardioprotetora do AAS decorrentes da administração ocasional de ibuprofeno.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Aminoglicosídeos

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Os AINE podem diminuir a eliminação dos aminoglicósideos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Ginkgo biloba

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Pode potenciar o risco de hemorragia.
 Sem significado Clínico

Ibuprofeno + Mifepristona

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Teoricamente, pode ocorrer uma diminuição da eficácia do medicamento devido às propriedades antiprostaglandinas dos AINE. Evidências limitadas sugerem que a administração concomitante de AINE no dia da administração de prostaglandina não influencia de forma adversa os efeitos da mifepristona ou da prostaglandina no amadurecimento cervical ou contratilidade do útero, além de não reduzir a eficácia clínica de uma interrupção clínica da gravidez.

Ombitasvir + Paritaprevir + Ritonavir + Ibuprofeno

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir foi administrado em doses múltiplas em todos os estudos de interação medicamentosa, com exceção dos estudos de interação medicamentosa com carbamazepina, gemfibrozil e cetoconazol.
Interações: Interações farmacocinéticas: Potencial para Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir afetar a farmacocinética de outros medicamentos: Os estudos de interação medicamentosa in vivo avaliaram o efeito global do tratamento de associação, incluindo o ritonavir. Medicamentos metabolizados pelo CYP2C9: Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir administrado com ou sem dasabuvir não afetou as exposições do substrato CYP2C9, a varfarina. Não são expectáveis ajustes de dose para outros substratos do CYP2C9 (AINEs (por exemplo ibuprofeno), antidiabéticos (por exemplo glimepirida, glipizida).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Quinolonas

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Dados em animais indicam que os AINE, em associação com antibióticos da classe das quinolonas, podem aumentar o risco de convulsões. Os doentes a tomar AINE e quinolonas podem apresentar um risco aumentado de desenvolver convulsões
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Sulfonilureias

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Os AINE podem aumentar os efeitos dos medicamentos sulfonilureias. Foram notificados casos raros de hipoglicemia em doentes com administração concomitante de sulfonilureia e ibuprofeno.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Tacrolímus

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Possível risco aumentado de nefrotoxicidade quando um AINE é administrado com tacrolímus.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Zidovudina

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Risco aumentado de toxicidade hematológica quando um AINE é administrado com zidovudina. Há evidência de risco aumentado de hemartroses e hematoma em doentes hemofílicos com HIV (+) recebendo tratamento concomitante com zidovudina e outros AINE.

Ibuprofeno + Fluconazol

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Deve ser considerada uma redução na dose de ibuprofeno quando inibidores do CYP2C9 são administrados concomitantemente, particularmente quando doses altas de ibuprofeno são administradas com voriconazol ou com fluconazol.

Ibuprofeno + Voriconazol

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Deve ser considerada uma redução na dose de ibuprofeno quando inibidores do CYP2C9 são administrados concomitantemente, particularmente quando doses altas de ibuprofeno são administradas com voriconazol ou com fluconazol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Antiagregantes plaquetários

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Aumento do risco de hemorragia gastrointestinal.

Ibuprofeno + Inibidores da cicloxigenase (COX)

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Nalguns doentes com função renal diminuída (doentes desidratados ou idosos com comprometimento da função renal) a coadministração de um IECA ou de um antagonista da angiotensina II (AAII) e agentes inibidores da cicloxigenase pode ter como consequência a progressão da deterioração da função renal, incluindo a possibilidade de insuficiência renal aguda, que é normalmente reversível. Consequentemente, esta associação medicamentosa deverá ser administrada com precaução, sobretudo em doentes idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deve ser analisada a necessidade de monitorizar a função renal após o início da terapêutica concomitante, e periodicamente desde então. A administração concomitante de Ibuprofeno com outros AINE, incluindo inibidores seletivos da cicloxigenase-2, deve ser evitada, devido ao potencial efeito aditivo.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Inibidores do CYP2C9

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: A administração concomitante de ibuprofeno com inibidores do CYP2C9 pode aumentar a exposição ao ibuprofeno (substrato do CYP2C9). Num estudo com voriconazol e fluconazol (inibidores do CYP2C9), foi demonstrada uma maior exposição de S (+)-ibuprofeno em cerca de 80 a 100%. Deve ser considerada uma redução na dose de ibuprofeno quando inibidores do CYP2C9 são administrados concomitantemente, particularmente quando doses altas de ibuprofeno são administradas com voriconazol ou com fluconazol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Bloqueadores beta-adrenérgicos

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Os anti-inflamatórios não esteroides podem diminuir a eficácia dos diuréticos assim como de outros medicamentos antihipertensores, beta-bloqueadores e diuréticos. Os diuréticos podem também aumentar o risco de nefrotoxicidade dos AINE.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Antihipertensores

Observações: O ibuprofeno é um substrato do CYP2C9.
Interações: Os anti-inflamatórios não esteroides podem diminuir a eficácia dos diuréticos assim como de outros medicamentos antihipertensores, beta-bloqueadores e diuréticos. Os diuréticos podem também aumentar o risco de nefrotoxicidade dos AINE.

Ibuprofeno + Paracetamol + Ibuprofeno

Observações: n.d.
Interações: Este medicamento não deve ser tomado com outros medicamentos que contenham paracetamol, ibuprofeno, ácido acetilsalicílico, salicilatos ou qualquer outro fármaco anti-inflamatório (AINE), exceto por indicação médica.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido acetilsalicílico + Esomeprazol + Ibuprofeno

Observações: A supressão do ácido gástrico durante o tratamento com esomeprazol e outros IBPs poderá reduzir ou aumentar a absorção de medicamentos com uma absorção gástrica pH-dependente. O esomeprazol inibe o CYP2C19, a principal enzima metabolizadora do esomeprazol. O omeprazol tal como o esomeprazol atuam como inibidores do CYP2C19. O esomeprazol é metabolizado pelo CYP2C19 e CYP3A4.
Interações: A utilização concomitante de ácido acetilsalicílico e AINEs pode aumentar o risco de úlceras gástricas e/ou duodenais e hemorragia ou originar diminuição da função renal. Existem resultados contraditórios de estudos experimentais em que alguns sugerem uma diminuição no efeito inibitório de agregação plaquetária do ácido acetilsalicílico com a administração simultânea de ibuprofeno. Não existem resultados claros que demonstrem uma redução dos efeitos cardiovasculares do ácido acetilsalicílico pelo ibuprofeno. O significado clínico desta potencial interação não está estabelecido.
 Sem significado Clínico

Clopidogrel + Ácido acetilsalicílico + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Dados experimentais sugerem que o ibuprofeno pode inibir o efeito do Ácido acetilsalicílico numa dose baixa, na agregação plaquetária, quando são administrados concomitantemente. No entanto as limitações destes dados e as incertezas acerca da extrapolação dos dados ex vivo à situação clínica implicam que não possam ser tiradas conclusões claras para o uso regular de ibuprofeno e não parece ocorrer qualquer efeito clinicamente significativo para o uso ocasional de ibuprofeno.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Anticoagulantes orais + Ibuprofeno

Observações: Intensamente ligados às proteínas plasmáticas. O metabolismo pode ser induzido. Susceptível à inibição do metabolismo pelo CYP2C9. A resposta anticoagulante pode ser alterada por fármacos que afectam a síntese ou o catabolismo de factores da coagulação.
Interações: Varfarina: Aumentam o efeito do anticoagulante com risco de hemorragia: (Amiodarona alguns agentes aumentam a resposta hipoprotrombinémica (diclofenac, ibuprofeno, cetorolac) - Ibuprofeno

Levodopa + Carbidopa + Entacapona + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Dados in vitro: A entacapona liga-se ao local de ligação II da albumina humana que também se liga a vários outros medicamentos, incluindo o diazepam e o ibuprofeno. De acordo com estudos in vitro, não se prevê deslocação significativa com concentrações terapêuticas de medicamentos. Deste modo, até à data não há indicações de tais interações.

Ibuprofeno + Pseudoefedrina + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Administração concomitante com ibuprofeno: Reação Adversa Possível

Ustecinumab + Ibuprofeno

Observações: Não foram realizados estudos de interação em humanos.
Interações: Na análise farmacocinética populacional dos estudos de fase III, foi avaliado o efeito dos medicamentos concomitantes mais frequentemente utilizados em doentes com psoríase (incluindo paracetamol, ibuprofeno, ácido acetilsalicílico, metformina, atorvastatina, levotiroxina) sobre a farmacocinética do ustecinumab. Não se verificaram indícios de interação com estes medicamentos concomitantes. A base para esta análise consistiu no facto de, pelo menos, 100 doentes (> 5% da população estudada) terem sido tratados concomitantemente com estes medicamentos durante, pelo menos, 90% do período de estudo.

Oxibato de sódio + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Ibuprofeno: Estudos de interação em adultos saudáveis demonstraram que não existe interação farmacocinética entre oxibato de sódio e ibuprofeno.

Ácido acetilsalicílico + Paracetamol + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Os dados experimentais sugerem que o ibuprofeno pode inibir o efeito antiagregante plaquetário do de ácido acetilsalicílico (AAS) de baixa dosagem quando estes medicamentos são administrados concomitantemente. No entanto, devido às limitações destes dados e às incertezas inerentes à extrapolação dos dados ex vivo para situações clínicas não é possível concluir de forma definitiva sobre as consequências da administração regular de ibuprofeno no efeito do AAS. Não é provável que se verifiquem efeitos clinicamente relevantes na acção cardioprotectora do AAS decorrentes da administração ocasional de ibuprofeno.

Cetorolac + Ibuprofeno

Observações: O cetorolac tem uma elevada ligação às proteínas plasmáticas humanas (média de 99,2%) e a ligação não depende da concentração. Não existe evidência em estudos humanos ou animais que cetorolac induza ou iniba as enzimas hepáticas capazes de o metabolizar a ele ou a outros fármacos. Como tal, não se espera que Cetorolac altere a farmacocinética de outros fármacos devido a mecanismos de indução ou inibição enzimática.
Interações: Em concentrações terapêuticas, a digoxina, varfarina, ibuprofeno, naproxeno, piroxicam, acetaminofeno, fenitoína e tolbutamida não alteraram a ligação de cetorolac às proteínas.
 Sem significado Clínico

Bazedoxifeno + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Não houve interações farmacocinéticas significativas entre o bazedoxifeno e os seguintes medicamentos: ibuprofeno, atorvastatina, azitromicina, ou um antiácido contendo alumínio e hidróxido de magnésio.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tolazamida + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Inibidores da enzima conversora da angiotensina (por exemplo, enalapril), anticoagulantes (por exemplo, varfarina), antifúngicos azóis (por exemplo, miconazol, cetoconazol), cloranfenicol, clofibrato, fenfluramina, insulina, inibidores da monoamina oxidase (por exemplo, fenelzina) (Por exemplo, ibuprofeno), fenilbutazona, probenecida, antibióticos quinolona (por exemplo, ciprofloxacina), salicilatos (por exemplo, aspirina) ou sulfonamidas (por exemplo, sulfametoxazol) porque o risco de baixo nível de açúcar no sangue pode ser aumentado.

Acetilsalicilato de lisina + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Os dados experimentais sugerem que o ibuprofeno pode inibir o efeito antiagregante plaquetário do ácido acetilsalicílico da baixa dosagem quando estas substâncias activas são administradas concomitantemente. No entanto, devido às limitações destes dados e às incertezas inerentes à extrapolação dos dados ex vivo para situações clínicas não é possível concluir de forma definitiva sobre as consequências da administração habitual de ibuprofeno, e não é provável que se verifiquem efeitos clinicamente relevantes decorrentes da administração ocasional de ibuprofeno.

Pilocarpina + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Enquanto não se realizarem estudos formais de interações medicamentosas, foram utilizados os seguintes medicamentos concomitantemente em pelo menos 10% dos doentes num ou em ambos os estudos de eficácia na síndrome de Sjögren: Ácido acetilsalicílico, lágrimas artificiais, cálcio, estrogénios conjugados, sulfato de hidroxicloroquina, ibuprofeno, levotiroxina de sódio, acetato de medroxiprogesterona, metotrexato, multivitaminas, naproxeno, omeprazol, paracetamol e prednisolona. Não existiram notificações de toxicidade farmacológica durante qualquer estudo de eficácia.

Zaleplom + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: Por outro lado, o ibuprofeno, um exemplo de uma substância que altera a excreção renal, não demonstrou interacção com o Zaleplom.

Voriconazol + Ibuprofeno

Observações: n.d.
Interações: Ibuprofeno (dose única de 400 mg) Recomenda-se a monitorização frequente das reações adversas e toxicidade relacionadas com os AINEs. Pode ser necessária a redução da dose dos AINEs.

Bazedoxifeno + Estrogénios conjugados + Ibuprofeno

Observações: O bazedoxifeno é sujeito a metabolismo pelas enzimas uridina difosfato glucuronil transferase (UGT) no trato intestinal e no fígado. O bazedoxifeno é sujeito a pouco, ou nenhum, metabolismo mediado pelo citocromo P450 (CYP). O bazedoxifeno não induz nem inibe as atividades das principais isoenzimas do CYP e é pouco provável que interaja com medicamentos coadministrados através do metabolismo mediado pelo CYP.
Interações: Não se verificaram interações farmacocinéticas significativas entre o bazedoxifeno e os seguintes medicamentos: ibuprofeno, atorvastatina e azitromicina ou antiácidos que contenham hidróxido magnésio e alumínio.
Informar os pacientes para tomar o medicamento logo após as refeições, com alimentos, leite ou antiácidos.

Informar os pacientes para evitar álcool e medicamentos que contenham aspirina, como medicamentos para gripes e constipações.

Informar os pacientes que o ibuprofeno pode causar situações cardiovasculares graves, que podem resultar em morte.

Aconselhar os pacientes para interromper o medicamento e imediatamente notificar o médico, se se verificar qualquer uma das seguintes situações: hemorragias ou nódoas negras, sangue nas fezes ou fezes pretas, as mudanças nos padrões da urina, febre, sintomas de gripe intestinal, dor nas articulações, perturbações no trato gastrointestinal persistente ou recorrente ou dor de estômago, rápido ganho de peso ou inchaço, erupções cutâneas ou prurido, cansaço inexplicável ou fadiga, alterações visuais, vomitar sangue, amarelamento da pele ou olhos.

Informar os pacientes que podem ocorrer sintomas graves de pele que podem resultar em hospitalização e morte.

Aconselhar as mulheres grávidas para evitar o uso de ibuprofeno a partir das 30 semanas de gestação porque pode ocorrer o encerramento prematuro do canal arterial no feto.

Aconselhar os pacientes a procurar assistência médica de emergência se houver uma das seguintes situações: dor no peito, falta de ar ou dificuldade em respirar, fala arrastada, inchaço da face ou garganta, fraqueza numa parte ou de um lado do corpo.

Instruir os pacientes para não tomar medicamentos de venda livre por mais de 3 dias para tratamento da febre ou superior a 10 dias para tratamento da dor e notificar o médico se a condição não melhorar.

Aconselhar os pacientes que o medicamento pode causar sonolência e ter cuidado ao conduzir ou executar outras tarefas que requeiram agilidade mental.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017