Gemfibrozil

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
O gemfibrozil é um ácido fenoxipentanóico não halogenado.

O Gemfibrozil pertence ao grupo dos reguladores lipídicos que diminuem o colesterol total, o colesterol das lipoproteínas de baixa densidade (LDL), das lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL) e os trigliceridos, e que aumentam o colesterol das lipoproteínas de alta densidade (HDL).
Usos comuns
Reduzir os níveis de colesterol e triglicéridos no sangue, em conjunto com uma dieta pobre em gorduras ou realização de exercício físico.

Prevenir doenças cardíacas em homens com risco elevado de contrair essas doenças e com níveis elevados de colesterol no sangue.
Tipo
pequena molécula
História
Sem informação.
Indicações
O Gemfibrozil está indicado como um adjuvante da dieta ou outro tratamento não farmacológico (por exemplo, exercício físico, redução de peso) nas seguintes situações:
- Tratamento da hipertrigliceridemia com ou sem níveis baixos de colesterol-HDL.


- Hiperlipidemia mista, quando uma estatina está contra-indicada ou não é tolerada.


- Hipercolesterolemia primária, quando uma estatina está contra-indicada ou não é tolerada.


Prevenção primária:
Diminuição da morbilidade cardiovascular em homens com colesterol não-HDL aumentado e com risco elevado de um primeiro acontecimento cardiovascular, quando uma estatina está contra-indicada ou não é tolerada
Classificação CFT
03.07     Antidislipidémicos
Mecanismo De Ação
O mecanismo de acção do gemfibrozil ainda não está definitivamente esclarecido.

No homem, o gemfibrozil estimula a lipólise periférica das lipoproteínas enriquecidas em trigliceridos, tais como as VLDL e os quilomicrons (por estimulação das LPL), e também inibe a síntese das VLDL no fígado.

O gemfibrozil aumenta as subfracções HDL2 e HDL3, bem como as apolipoproteínas A-I e A-II.


Estudos em animais sugerem que a transformação e remoção do colesterol do fígado aumenta por acção do gemfibrozil.


No Estudo Cardíaco de Helsínquia, que consistiu num vasto ensaio controlado por placebo, em 4081 homens, com idades compreendidas entre 40 e 55 anos, com dislipidemia primária (predominantemente níveis elevados de colesterol não HDL +/- hipertrigliceridemia), sem história prévia de doença coronária, a administração de gemfibrozil na dosagem de 600 mg duas vezes ao dia, produziu uma redução significativa nos níveis totais de trigliceridos plasmáticos, de colesterol total e de colesterol LDL, bem como um aumento significativo no colesterol HDL.

A taxa acumulada dos parâmetros de avaliação cardíacos (morte cardíaca e enfarte do miocárdio não fatal), durante o período de seguimento de 5 anos foi de 27,3/1000 no grupo de gemfibrozil (56 sujeitos) e 41,4/1000 no grupo placebo (84 sujeitos), demonstrando uma redução do risco relativo de 34,0% (intervalo de confiança de 95%, 8,2 a 52,6, p<0,02) e uma redução do risco absoluto de 1,4% no grupo do gemfibrozil comparativamente ao do placebo.

Verificou-se uma redução de 37% no enfarte de miocárdio não fatal e uma redução de 26% nas mortes cardíacas.

No entanto, o número de mortes por todas as causas não foi diferente (44 no grupo do gemfibrozil e 43 no grupo do placebo).

Os doentes com diabetes e os doentes com graves desvios nas fracções lipídicas demonstraram reduções de 68% e 71%, respectivamente, nos parâmetros de avaliação da doença coronária.


Existe evidência que o tratamento com fibratos pode reduzir os eventos decorrentes da doença coronária, no entanto, estes não demonstraram a diminuição da mortalidade por qualquer causa quando usados na prevenção primária ou secundária na doença cardiovascular.
Posologia Orientativa
Adultos
O intervalo de dose é de 900 mg a 1200 mg por dia.


A única dose com efeito documentado sobre a morbilidade é a de 1200 mg por dia.


A dose de 1200 mg deve ser administrada sob a forma de 600 mg, duas vezes ao dia, meia hora antes do pequeno-almoço e meia hora antes da refeição da noite.


A dose de 900 mg deve ser administrada em toma única, meia hora antes da refeição da noite.
Administração
Via oral.

A dose de 1200 mg deve ser administrada sob a forma de 600 mg, duas vezes ao dia, meia hora antes do pequeno-almoço e meia hora antes da refeição da noite.

A dose de 900 mg deve ser administrada em toma única, meia hora antes da refeição da noite.
Contraindicações
- Hipersensibilidade ao gemfibrozil;

- Insuficiência hepática;

- Insuficiência renal grave;

- Antecedentes ou pré-existência de doença na vesícula biliar ou no tracto biliar, incluindo cálculos biliares;

- Utilização concomitante de repaglinida;

- Doentes com antecedentes de fotossensibilidade ou reacções fototóxicas durante o
tratamento com fibratos.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Os efeitos indesejáveis mais frequentemente reportados são de carácter gastrointestinal e são observados em aproximadamente 7% dos doentes.


Estes efeitos indesejáveis não conduzem geralmente à interrupção do tratamento.



Doenças do sangue e do sistema linfático
Raros: trombocitopenia, leucopenia, eosinofilia, hipoplasia da medula óssea (foi observado um decréscimo autolimitado dos leucócitos, no início do tratamento com gemfibrozil).

Anemia severa, foi observado um decréscimo ligeiro auto-limitado da hemoglobina e do hematócrito, no início do tratamento com gemfibrozil.



Doenças do sistema nervoso
Frequentes: vertigem, cefaleia;
Raros: tonturas, sonolência, parestesia, neurite periférica, decréscimo da líbido.



Afecções oculares
Raros: visão turva.



Cardiopatias
Pouco frequentes: fibrilhação auricular.



Doenças gastrointestinais
Muito frequentes: dispepsia;
Frequentes: dor abdominal, diarreia, flatulência, náusea, vómitos e obstipação;
Raros: pancreatite, apendicite aguda.



Afecções hepatobiliares
Raros: icterícia colestática, perturbações da função hepática, hepatite, colelitíase, colecistite.



Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos
Frequentes: eczema, erupção cutânea;
Raros: dermatite esfoliativa, dermatite, prurido, alopécia.



Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos
Raros: artralgia, sinovite, mialgia, miopatia, miastenia, dor nas extremidades e miosite acompanhada de um aumento na creatina quinase (CK), rabdomiólise.



Doenças renais e urinárias
Raros: impotência.



Perturbações gerais e alterações no local de administração
Frequentes: fadiga;
Raros: fotossensibilidade, angioedema, edema da laringe, urticária.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Não deve ser usado durante a gravidez. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados. Trimestre: 1º
Aleitamento
Aleitamento:Evitar; não há informação útil.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Evitar.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Iniciar terapêutica com 900 mg/dia na IR grave.
Conducao
Conducao:Podem ocorrer tonturas e distúrbios visuais que podem afectar negativamente a capacidade de conduzir.
Precauções Gerais
Distúrbios musculares (miopatia/rabdomiólise)
Ocorreram relatos de miosite, miopatia e níveis de creatina fosfoquinase marcadamente elevados associados ao gemfibrozil.

A rabdomiólise também foi raramente relatada.


É de considerar a ocorrência de lesões musculares em qualquer doente que apresente mialgia difusa, hipersensibilidade muscular dolorosa e/ou aumento marcado dos níveis de creatina fosfoquinase (CPK) (> 5 vezes o Limite Superior Normal); nestas situações o tratamento deve ser descontinuado.


Utilização concomitante com inibidores da HMG-CoA redutase
O risco de ocorrência de lesões musculares pode estar aumentado quando se combina um inibidor da HMG-CoA redutase.

Podem também ocorrer interacções farmacocinéticas e pode ser necessário fazer ajustes de dose.


O benefício resultante das alterações dos níveis lipídicos pela utilização concomitante do gemfibrozil com inibidores da HMG-CoA redutase deve ser cuidadosamente ponderado contra os potenciais riscos dessa mesma combinação, sendo recomendável a monitorização clínica.

Os níveis de creatinina fosfoquinase (CPK) devem ser determinados antes de iniciar este tratamento combinado, em doentes com os seguintes factores de predisposição para o aparecimento de rabdomiólise:
- Insuficiência renal;
- Hipotiroidismo;
- Abuso de álcool;
- Idade acima dos 70 anos;
- Antecedentes pessoais ou familiares de alterações musculares hereditárias;
- Antecedentes de toxicidade muscular devida a outros fibratos ou inibidores da HMG-CoA redutase.


Administração em doentes com cálculos biliares
O gemfibrozil pode aumentar a excreção de colesterol através da bílis aumentando o potencial de formação de cálculos biliares.

Foram relatados casos de colelitíase durante o tratamento com gemfibrozil.

Caso se suspeite de colelitíase, devem ser realizados exames à vesícula biliar.

O tratamento com gemfibrozil deve ser interrompido caso se encontrem cálculos biliares.


Monitorização dos níveis lipídicos
É necessário efectuar determinações periódicas dos níveis lipídicos durante o tratamento com gemfibrozil.

Ocasionalmente, pode ocorrer um aumento paradoxal dos níveis de colesterol (total e LDL) em doentes com hipertrigliceridemia.

O tratamento deve ser interrompido e deve-se considerar outra alternativa terapêutica, caso a resposta seja insuficiente após 3 meses de terapêutica com as doses recomendadas.


Monitorização da função hepática
Foram reportados níveis elevados de ALAT, ASAT, fosfatase alcalina, LDH, CK e bilirrubina.

Estes níveis são geralmente reversíveis com a descontinuação do tratamento com gemfibrozil.

Assim, devem ser realizados testes à função hepática periodicamente.

O tratamento com gemfibrozil deve ser interrompido caso estas anomalias persistam.


Monitorização da contagem de células sanguíneas
Recomenda-se a determinação periódica da contagem de células sanguíneas durante os primeiros 12 meses de administração do gemfibrozil.

Foi relatada raramente a ocorrência de anemia, leucopenia, trombocitopenia, eosinofilia e hipoplasia da medula óssea.


Interacção com outros medicamentos
Utilização concomitante com substratos de CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP1A2, UGTA1 e UGTA3.


O perfil de interacção do gemfibrozil é complexo provocando uma exposição aumentada de muitos medicamentos quando administrados concomitantemente com o gemfibrozil.


O gemfibrozil inibe potencialmente as enzimas CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP1A2, UGTA1 e UGTA3.


Utilização concomitante com agentes hipoglicemiantes
Ocorreram relatos de reacções hipoglicémicas após administração concomitante do gemfibrozil com agentes hipoglicemiantes (agentes orais e insulina).

Recomenda-se a monitorização dos níveis de glucose.


Utilização concomitante com anticoagulantes orais
O gemfibrozil pode potenciar os efeitos dos anticoagulantes orais, o que exige monitorização cuidadosa da dose de anticoagulante.

É necessário precaução quando agentes anticoagulantes são administrados conjuntamente com o gemfibrozil.

Pode ser necessário reduzir a dose do anticoagulante para manter os níveis desejados de tempo de protrombina.
Cuidados com a Dieta
O Gemfibrozil deve ser tomado meia hora antes das refeições.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma toma a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.


Se se esqueceu de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar e depois continue a tomar o seu medicamento como habitualmente.

Se, no entanto, estiver quase na hora da próxima dose, não tome a dose em falta e siga os horários normais a partir daí.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.


Conservar a temperatura inferior a 25ºC.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Pravastatina + Ácido acetilsalicílico + Gemfibrozil

Observações: Não há evidência de interações farmacocinéticas clinicamente significativas na co-administração da pravastatina com o ácido acetilsalicílico.
Interações: O uso de fibratos em monoterapia está ocasionalmente associado a miopatia. Tem sido relatado um risco acrescido de acontecimentos adversos relacionados com os músculos, incluindo rabdomiólise, quando os fibratos são co-administrados com outras estatinas. Estes acontecimentos adversos não podem ser excluídos com a pravastatina; por conseguinte deve ser evitado o uso associado da pravastatina e fibratos (e.g. gemfibrozil, fenofibrato). Se for considerada necessária esta associação, é necessária a monitorização clínica e da CK dos doentes medicados com este regime.

Repaglinida + Gemfibrozil

Observações: Não foram efetuados estudos de interação em crianças.
Interações: As seguintes substâncias podem aumentar e/ou prolongar o efeito hipoglicemiante de repaglinida: Gemfibrozil, claritromicina, itraconazol, cetoconazol, trimetoprim, ciclosporina, outras substâncias antidiabéticas, inibidores da monoaminoxidase (IMAO), substâncias β -bloqueantes não-seletivas, inibidor da enzima de conversão da angiotensina (ECA), salicilatos, anti-inflamatórios não esteroides (AINES), octreótido, álcool e esteroides anabolizantes. A administração concomitante de gemfibrozil (600 mg duas vezes por dia), um inibidor de CYP2C8 e repaglinida (uma dose única de 0,25 mg), aumentou a AUC de repaglinida em 8,1 vezes e a Cmax em 2,4 vezes em voluntários saudáveis. A semivida foi prolongada de 1,3 horas para 3,7 horas, resultando, possivelmente, num efeito maior e prolongado de repaglinida na redução da glucose sanguínea, e a concentração plasmática de repaglinida de 7 horas aumentou 28,6 vezes devido à administração de gemfibrozil. A utilização concomitante de gemfibrozil e de repaglinida é contraindicada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ezetimiba + Gemfibrozil

Observações: Só foram efetuados estudos de interação em adultos. Nos estudos pré-clínicos, demonstrou-se que a ezetimiba não induz as enzimas metabolizadoras de fármacos do citocromo P450. Não se observaram interações farmacocinéticas clinicamente significativas entre a ezetimiba e os fármacos metabolizados pelos citocromos P450 1A2, 2D6, 2C8, 2C9 e 3A4, ou pela N-acetiltransferase.
Interações: A administração concomitante de fenofibrato ou gemfibrozil aumentou de forma modesta as concentrações totais de ezetimiba (aproximadamente 1,5 e 1,7 vezes, respetivamente).

Nateglinida + Gemfibrozil

Observações: Alguns medicamentos influenciam o metabolismo da glucose e, portanto, devem ser consideradas pelo médico possíveis interações. Quando os medicamentos - que aumentam ou reduzem o efeito hipoglicémico da nateglinida - são administrados ou retirados a doentes medicados com nateglinida, o doente deve ser cuidadosamente vigiado quanto a alterações no controlo da glicemia. Dados disponíveis de estudos in vitro e in vivo indicam que a nateglinida é metabolizada principalmente pela CYP2C9, com envolvimento da CYP3A4 em menor extensão. Não foram realizados estudos de interação in vivo com um inibidor da 3A4. In vivo, a nateglinida não tem efeito clinicamente relevante na farmacocinética de medicamentos metabolizados pela CYP2C9 e CYP3A4. Em estudos in vitro, a nateglinida demonstrou um baixo potencial para deslocar as proteínas.
Interações: Recomenda-se particular cuidado quando a nateglinida é administrada concomitantemente com outros inibidores da CYP2C9 mais potentes ( por ex. fluconazol, gemfibrozil ou sulfimpirazona), ou em doentes que se sabe serem fracos metabolizadores para a CYP2C9.

Rosuvastatina + Gemfibrozil

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. A extensão das interações na população pediátrica não é conhecida.
Interações: Gemfibrozil e outros medicamentos antidislipidémicos: O uso concomitante de rosuvastatina e gemfibrozil resultou num aumento para o dobro da Cmáx e da AUC da rosuvastatina. Com base em dados de estudos de interação específicos, não são de esperar interações farmacocinéticas relevantes com fenofibrato, contudo poderá ocorrer uma interação farmacodinâmica. O gemfibrozil, o fenofibrato, outros fibratos e a niacina (ácido nicotínico) em doses hipolipemiantes (> ou igual a 1 g/dia) aumentam o risco de miopatia quando administrados concomitantemente com inibidores da HMG-CoA redutase, provavelmente porque podem provocar miopatia quando administrados isoladamente. A dose de 40 mg é contraindicada com o uso concomitante de fibratos. Estes doentes deverão também iniciar o tratamento com a dose de 5 mg. Interações que requerem ajustes na dose de rosuvastatina: Quando for necessário administrar concomitantemente rosuvastatina com outros medicamentos conhecidos por aumentarem a exposição à rosuvastatina, as doses de rosuvastatina devem ser ajustadas. Iniciar com uma dose diária de 5 mg de rosuvastatina se o aumento expectável na exposição (AUC) é de aproximadamente 2 vezes ou superior. A dose máxima diária de rosuvastatina deve ser ajustada para que a exposição expectável à rosuvastatina não exceda os 40 mg diários de rosuvastatina tomados sem interações medicamentosas, por exemplo uma dose de 20 mg de rosuvastatina com gemfibrozil (aumenta 1,9 vezes), e uma dose de 10 mg de rosuvastatina com a combinação atazanavir/ritonavir (aumenta 3,1 vezes).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Empagliflozina + Gemfibrozil

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Efeitos de outros medicamentos sobre a empagliflozina: Os dados in vitro sugerem que a via metabólica primária da empagliflozina em seres humanos é a glucuronidação, pelas uridina-5'-difosfato-glucuronil-transferases UGT1A3, UGT1A8, UGT1A9 e UGT2B7. A empagliflozina é um substrato dos transportadores de recaptação humanos OAT3, OATP1B1 e OATP1B3, mas não dos OAT1 e OCT2. A empagliflozina é um substrato da glicoproteína-P (P-gp) e da proteína de resistência ao cancro da mama (BCRP). Num estudo de interação com gemfibrozil, um inibidor in vitro dos transportadores OAT3 e OATP1B1/1B3, a Cmax da empagliflozina aumentou em 15% e a AUC em 59%, após administração concomitante. Estas alterações não foram consideradas clinicamente significativas.
 Sem significado Clínico

Metformina + Alogliptina + Gemfibrozil

Observações: A coadministração de 100 mg de alogliptina uma vez ao dia e 1.000 mg de cloridrato de metformina duas vezes ao dia, durante 6 dias, em indivíduos saudáveis, não teve quaisquer efeitos clinicamente relevantes na farmacocinética da alogliptina ou da metformina. Não foram realizados estudos farmacocinéticos específicos de interação medicamentosa com este medicamento.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre a alogliptina: A alogliptina é principalmente excretada sob a forma inalterada na urina e o metabolismo pelo sistema enzimático do citocromo (CYP) P450 é desprezável. Por conseguinte, não são esperadas nem foram observadas interações com os inibidores do CYP. Os resultados dos estudos de interação clínica também demonstraram que não há efeitos clinicamente relevantes do gemfibrozil (um inibidor do CYP2C8/9), fluconazol (um inibidor do CYP2C9), cetoconazol (um inibidor do CYP3A4), ciclosporina (um inibidor da glicoproteína-P), voglibose (um inibidor da alfa-glucosidase), digoxina, metformina, cimetidina, pioglitazona ou atorvastatina na farmacocinética da alogliptina.

Amlodipina + Atorvastatina + Gemfibrozil

Observações: Os dados de um estudo de interação fármaco-fármaco que envolveu 10 mg de amlodipina e 80 mg de atorvastatina em indivíduos saudáveis indicam que a farmacocinética da amlodipina não é alterada quando os fármacos são coadministrados. Não foi demonstrado nenhum efeito da amlodipina na Cmáx da atorvastatina, mas a AUC da atorvastatina aumentou 18% (IC 90% [109-127%]) na presença de amlodipina. Não foi realizado nenhum estudo de interação medicamentosa com a associação fixa de amlodipina e atorvastatina e outros fármacos, embora tenham sido realizados estudos com os componentes individuais amlodipina e atorvastatina.
Interações: Interações relacionadas com a ATORVASTATINA: Gemfibrozil/derivados do ácido fíbrico: O uso de fibratos isoladamente está ocasionalmente associado com eventos relacionados com os músculos, incluindo rabdomiólise. O risco desses eventos pode ser aumentado com o uso concomitante de derivados do ácido fíbrico e atorvastatina. Se a administração concomitante não puder ser evitada, deverá ser utilizada a menor dose de atorvastatina para atingir o objetivo terapêutico e os doentes deverão ser adequadamente monitorizados.
 Sem significado Clínico

Alogliptina + Gemfibrozil

Observações: A alogliptina é principalmente excretada sob a forma inalterada na urina e o metabolismo pelo sistema enzimático do citocromo (CYP) P450 é desprezável. Por conseguinte, não são esperadas nem foram observadas interações com os inibidores do CYP. Estudos in vitro sugerem que a alogliptina não inibe nem induz as isoformas do CYP 450 em concentrações obtidas com a dose recomendada de 25 mg de alogliptina. Por conseguinte, não é esperada nem foi observada interação com substratos das isoformas do CYP 450. Em estudos in vitro, constatou-se que a alogliptina não é um substrato nem um inibidor dos principais transportadores associados à disposição do fármaco no rim: transportador aniónico orgânico 1, transportador aniónico orgânico 3 ou transportador catiónico orgânico 2 (OCT2).
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre a alogliptina: Os resultados dos estudos de interação clínica também demonstraram que não há efeitos clinicamente relevantes do gemfibrozil (um inibidor do CYP2C8/9), fluconazol (um inibidor do CYP2C9), cetoconazol (um inibidor do CYP3A4), ciclosporina (um inibidor da glicoproteína-P), voglibose (um inibidor da alfa-glucosidase), digoxina, metformina, cimetidina, pioglitazona ou atorvastatina na farmacocinética da alogliptina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Pioglitazona + Gemfibrozil

Observações: Os estudos efetuados no ser humano não sugerem indução do citocromo indutível principal P450, 1A, 2C8/9 e 3A4. Os estudos in vitro não demonstraram uma inibição de qualquer subtipo do citocromo P450.
Interações: A administração concomitante de pioglitazona com gemfibrozil (um inibidor do citocromo P450 2C8) originou um aumento de 3 vezes na AUC da pioglitazona. Dado que existe um potencial aumento do 7 risco de acontecimentos adversos dose - dependentes, poderá ser necessária uma diminuição da dose de pioglitazona quando gemfibrozil for administrado concomitantemente. Deverá ser considerada a monitorização cuidadosa do controlo da glicemia.

Fenofibrato + Sinvastatina + Gemfibrozil

Observações: Não foram realizados estudos de interação com Fenofibrato / Sinvastatina. Interações relevantes para monoterapias. A sinvastatina é um substrato do citocromo P4503A4. O fenofibrato e a sinvastatina não são inibidores nem indutores do CYP3A4. Deste modo, não se espera que Fenofibrato / Sinvastatina afete as concentrações plasmáticas de substâncias metabolizadas pelo CYP3A4. O fenofibrato e a sinvastatina não são inibidores do CYP2D6, do CYP2E1 nem do CYP1A2. O fenofibrato é um inibidor ligeiro a moderado do CYP2C9 e um inibidor fraco do CYP2C19 e do CYP2A6. Devem monitorizar-se atentamente os doentes a quem são administrados concomitantemente Fenofibrato / Sinvastatina e fármacos metabolizados pelo CYP2C19, pelo CYP2A6 ou, sobretudo, pelo CYP2C9 com um índice terapêutico estreito e, se necessário, recomenda-se um ajuste da dose destes fármacos.
Interações: O gemfibrozil aumenta 1,9 vezes a AUC do ácido de sinvastatina, possivelmente devido à inibição da via de glucuronidação. O risco de miopatia e de rabdomiólise aumenta significativamente com a utilização concomitante de gemfibrozil com sinvastatina. O risco de rabdomiólise aumenta também no caso de doentes que tomem concomitantemente outros fibratos ou estatinas. Deste modo, a administração concomitante de Fenofibrato / Sinvastatina com gemfibrozil, outros fibratos ou estatinas é contraindicada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Rosuvastatina + Ezetimiba + Gemfibrozil

Observações: Se for a um hospital ou receber tratamento para outra condição, informe a equipa médica que está a tomar Rosuvastatina / Ezetimiba.
Interações: Outros fármacos para reduzir o colesterol designados por fibratos, que também corrigem os níveis de triglicéridos no sangue (por ex., gemfibrozil e outros fibratos). Durante a utilização concomitante, o efeito da rosuvastatina é aumentado.
 Sem significado Clínico

Pioglitazona + Alogliptina + Gemfibrozil

Observações: A coadministração de 25 mg de alogliptina uma vez ao dia e 45 mg de pioglitazona uma vez ao dia, durante 12 dias, em indivíduos saudáveis, não teve quaisquer efeitos clinicamente relevantes na farmacocinética da alogliptina, da pioglitazona ou dos seus metabolitos ativos. Não foram realizados estudos farmacocinéticos específicos de interação medicamentosa com este medicamento. A alogliptina é principalmente excretada sob a forma inalterada na urina e o metabolismo pelo sistema enzimático do citocromo (CYP) P450 é desprezável. Por conseguinte, não são esperadas nem foram observadas interações com os inibidores do CYP. Estudos realizados no ser humano não sugerem qualquer indução do principal citocromo induzível, o P450 (1A, 2C8/9 e 3A4). Estudos in vitro não demonstraram qualquer inibição de qualquer subtipo de citocromo P450. Não são esperadas interações com substâncias metabolizadas por estas enzimas p. ex., contracetivos orais, ciclosporina, bloqueadores do canal de cálcio e inibidores da HMGCoA redutase.
Interações: Os resultados dos estudos de interação clínica também demonstraram que não há efeitos clinicamente relevantes do gemfibrozil (um inibidor do CYP2C8/9), fluconazol (um inibidor do CYP2C9), cetoconazol (um inibidor do CYP3A4), ciclosporina (um inibidor da glicoproteína-P), voglibose (um inibidor da alfa-glucosidase), digoxina, metformina, cimetidina, pioglitazona ou atorvastatina na farmacocinética da alogliptina. Foi notificado que a coadministração de pioglitazona com gemfibrozil (um inibidor do citocromo P450 2C8) resulta num aumento triplo na AUC da pioglitazona. Como há um potencial para um aumento nas reações adversas relacionadas com a dose, pode ser necessário proceder a uma redução na dose de pioglitazona quando se administrar concomitantemente gemfibrozil. Deve ser considerada a monitorização rigorosa do controlo glicémico.

Empagliflozina + Linagliptina + Gemfibrozil

Observações: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com Empagliflozina / Linagliptinae outros medicamentos; contudo, foram realizados estudos desta natureza com as substâncias ativas individuais. Com base nos resultados dos estudos farmacocinéticos, não é recomendado qualquer ajuste posológico de Empagliflozina / Linagliptinaquando coadministrado com medicamentos habitualmente prescritos, exceto os mencionados à frente.
Interações: Interações farmacocinéticas: Efeitos de outros medicamentos sobre a empagliflozina: A empagliflozina é maioritariamente excretada na forma inalterada. Num estudo de interação com gemfibrozil, um inibidor in vitro do OAT3 e dos transportadores OATP1B1/1B3, a Cmax da empagliflozina aumentou em 15% e a AUC em 59%, após administração concomitante. Estas alterações não foram consideradas clinicamente significativas.

Atorvastatina + Perindopril + Amlodipina + Gemfibrozil

Observações: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com Atorvastatina / Perindopril / Amlodipina e outros medicamentos, embora alguns estudos tenham sido realizados com atorvastatina, perindopril e amlodipina separadamente.
Interações: Utilização concomitante que requer CUIDADOS ESPECIAIS: ATORVASTATINA: Gemfibrozil / derivados do ácido fíbrico: A utilização isolada de fibratos está ocasionalmente associada a acontecimentos relacionados com os músculos, incluindo a rabdomiólise. O risco destes acontecimentos pode aumentar com o uso concomitante de derivados do ácido fíbrico e atorvastatina. Se a administração concomitante não puder ser evitada, deve utilizar-se a dose mais baixa possível de atorvastatina no Atorvastatina / Perindopril / Amlodipina para alcançar o objetivo terapêutico e os doentes devem ser adequadamente monitorizados.

Azilsartan medoxomilo + Gemfibrozil

Observações: N.D.
Interações: Não foram notificadas interações clinicamente significativas em estudos do azilsartan medoxomilo ou do azilsartan administrado com amlodipina, antiácidos, clorotalidona, digoxina, fluconazol, gliburida, cetoconazol, metformina e varfarina. O azilsartan medoxomilo é rapidamente hidrolizado na sua fracção ativa pelas estearases do tracto gastrointestinal e/ou durante a absorção do fármaco. Estudos in vitro indicaram que é improvável a ocorrência de interações baseadas na inibição das estearases.
 Sem significado Clínico

Empagliflozina + Metformina + Gemfibrozil

Observações: A administração concomitante de doses múltiplas de empagliflozina e metformina não altera significativamente a farmacocinética da empagliflozina ou da metformina em indivíduos saudáveis. Não foram realizados estudos de interação com Empagliflozina/Metformina.
Interações: EMPAGLIFLOZINA: Interações farmacocinéticas: Efeitos de outros medicamentos sobre a empagliflozina: Num estudo de interação com gemfibrozil, um inibidor in vitro dos transportadores OAT3 e OATP1B1/1B3, a Cmax da empagliflozina aumentou em 15% e a AUC em 59%, após administração concomitante. Estas alterações não foram consideradas clinicamente significativas.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Glisentida (glipentida) + Gemfibrozil

Observações: N.D.
Interações: O gemfibrozil pode potenciar a acção e / ou toxicidade da glisentida.

Dasabuvir + Gemfibrozil

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Dasabuvir deve ser sempre administrado em conjunto com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir. Quando coadministrados, exercem efeitos recíprocos um sobre o outro. Por conseguinte, o perfil de interação dos compostos tem de ser considerado como uma associação.
Interações: Interações farmacocinéticas: Potencial de outros medicamentos para afetar a farmacocinética de dasabuvir: Indutores enzimáticos: A coadministração de dasabuvir com medicamentos que são indutores enzimáticos fortes ou moderados é expectável que diminua as concentrações plasmáticas de dasabuvir e reduza o seu efeito terapêutico. Dasabuvir é um substrato da gp-P e BCRP e o seu principal metabolito M1 é um substrato de OCT1 in vitro. A inibição de gp-P e BCRP não deve revelar aumentos clinicamente relevantes na exposição a dasabuvir. O metabolito do dasabuvir M1 foi quantificado em todos os estudos de interação medicamentosa. Alterações na exposição ao metabolito foram geralmente consistentes com a observada com dasabuvir exceto nos estudos com inibidor do CYP2C8, gemfibrozil, onde as exposições ao metabolito diminuíram até 95% e o indutor do CYP3A, carbamazepina, onde as exposições ao metabolito diminuíram apenas até 39%. Interações entre Dasabuvir com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir e outros medicamentos: ANTIDISLIPIDÉMICOS: Gemfibrozil 600 mg duas vezes por dia Administrado com: Dasabuvir + paritaprevir/ritonavir Mecanismo: O aumento da exposição ao dasabuvir é possivelmente devido à inibição do CYP2C8 e o aumento de paritaprevir ocorre possivelmente devido à inibição do OATP1B1 pelo gemfibrozil. A utilização concomitante está contraindicada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Simeprevir + Gemfibrozil

Observações: A principal enzima envolvido na biotransformação de simeprevir é o CYP3A4, pelo que podem ocorrer efeitos clinicamente relevantes de outros medicamentos na farmacocinética de simeprevir por via do CYP3A4. A captação hepática de simeprevir é mediada pelo OATP1B1. O simeprevir inibe ligeiramente a atividade do CYP1A2 e do CYP3A4 intestinal, não afetando a atividade do CYP3A4 hepático. A administração concomitante deste medicamento com medicamentos que são primariamente metabolizados pelo CYP3A4 pode conduzir a um aumento das concentrações plasmáticas destes medicamentos. O simeprevir não afeta o CYP2C9, CYP2C19 ou CYP2D6 in vivo. O simeprevir inibe os transportadores OATP1B1 e P-gp.
Interações: Os inibidores de OATP1B1, tais como o eltrombopag ou gemfibrozil podem conduzir a ligeiros aumentos das concentrações plasmáticas de simeprevir.

Ácido acetilsalisílico + Atorvastatina + Ramipril + Gemfibrozil

Observações: N.D.
Interações: Gemfibrozil / derivados do ácido fíbrico: A utilização de fibratos isolados está ocasionalmente associada a acontecimentos relacionados com os músculos, incluindo rabdomiólise. O risco destes acontecimentos pode aumentar com a utilização concomitante de derivados do ácido fíbrico e atorvastatina. Se a administração concomitante não puder ser evitada, os doentes devem ser devidamente monitorizados. Gemfibrozil 600 mg BID, 7 dias Atorvastatina 40 mg SD Recomenda-se a monitorização clínica destes doentes.

Paclitaxel + Gemfibrozil

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo do paclitaxel é catalisado, em parte, pelas isoenzimas CYP2C8 e CYP3A4 do citocromo P450. Estudos clínicos demonstraram que o metabolismo do paclitaxel mediado pela CYP2C8 em 6-hidroxipaclitaxel é a principal via metabólica no ser humano. A administração concomitante de cetoconazol, um inibidor potente conhecido da CYP3A4, não inibe a eliminação de paclitaxel em doentes; pelo que ambos os medicamentos podem ser administrados simultaneamente sem qualquer ajuste posológico. Dados adicionais sobre o potencial de interações medicamentosas entre o paclitaxel e outros substratos/inibidores da CYP3A4 são limitados. Portanto, devem tomar-se precauções quando se administra paclitaxel em concomitância com medicamentos conhecidos por inibirem (por exemplo, eritromicina, fluoxetina, gemfibrozil) ou induzirem (por exemplo, rifampicina, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, efavirenze, nevirapina) a CYP2C8 ou a CYP3A4.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Sinvastatina + Gemfibrozil

Observações: N.D.
Interações: Interações com fármacos hipolipemiantes que podem causar miopatia quando administrados isoladamente: O risco de miopatia está também aumentado pelos seguintes fármacos hipolipemiantes que não são inibidores potentes do CYP3A4, mas que podem causar miopatia quando administrados isoladamente: Gemfibrozil Outros fibratos Niacina (ácido nicotínico) (≥ 1g/dia)

Sinvastatina + Ezetimiba + Gemfibrozil

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Interações com fármacos hipolipemiantes que podem causar miopatia quando administrados em monoterapia: O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, está aumentado durante a administração concomitante de sinvastatina com fibratos. Além disso, existe uma interação farmacocinética da sinvastatina com gemfibrozil, que resulta num aumento dos níveis plasmáticos de sinvastatina. Foram associados casos raros de miopatia/rabdomiólise com a administração concomitante de sinvastatina e doses modificadoras dos lípidos (≥ 1g/dia) de niacina. Os fibratos podem aumentar a excreção de colesterol para a bílis, conduzindo a colelitíase. Num estudo pré-clínico realizado em cães, a ezetimiba aumentou o colesterol do suco biliar. Apesar de se desconhecer a relevância deste resultado pré-clínico para a espécie humana, não se recomenda a administração concomitante de Sinvastatina / Ezetimiba com fibratos. Interações farmacocinéticas: Interações Medicamentosas Associadas com o Risco Aumentado de Miopatia/Rabdomiólise: Inibidores potentes do CYP3A4 por ex. Itraconazol, Cetoconazol, Posaconazol, Voriconazol, Eritromicina, Claritromicina, Telitromicina, Inibidores da protease do VIH (ex: nelfinavir), Boceprevir, Telaprevir, Nefazodona, Cobicistato, Ciclosporina, Danazol, Gemfibrozil: Contraindicados com Sinvastatina / Ezetimiba. SINVASTATINA: A sinvastatina é um substrato do citocromo P450 3A4. Os inibidores potentes do citocromo P450 3A4 aumentam o risco de miopatia e de rabdomiólise através do aumento da concentração de atividade inibidora da redutase da HMG-CoA no plasma durante a terapêutica com sinvastatina. Estes inibidores incluem: Itraconazol, cetoconazol, posaconazol, voriconazol, eritromicina, claritromicina, telitromicina, inibidores da protease do VIH (p. ex: nelfinavir), boceprevir, telaprevir, nefazodona e medicamentos contendo cobicistato. A administração concomitante de itraconazol resultou num aumento de mais de 10 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina (o metabolito betahidroxiácido ativo). A telitromicina causou um aumento de 11 vezes na exposição ao ácido da sinvastatina. Está contraindicada a utilização concomitante de sinvastatina com itraconazol, cetoconazol, posaconazol, voriconazol, inibidores da protease do VIH (p. ex: nelfinavir), boceprevir, telaprevir, eritromicina, claritromicina, telitromicina, nefazodona e medicamentos contendo cobicistato, assim como com gemfibrozil, ciclosporina e danazol. Se o tratamento com inibidores potentes do CYP3A4 (fármacos que aumentam a AUC em aproximadamente 5 vezes ou mais) for inevitável, a terapêutica com Sinvastatina / Ezetimiba deverá ser interrompida (e considerada a utilização de uma estatina alternativa) durante o tratamento. Gemfibrozil: O gemfibrozil aumenta a AUC do ácido da sinvastatina em 1,9 vezes, possivelmente devido à inibição da via metabólica de glucoronidação e/ou OATP1B1. É contraindicada a administração concomitante com gemfibrozil.

Gemfibrozil + Repaglinida

Observações: O perfil de interacção do gemfibrozil é complexo. Estudos in vivo indicam que o gemfibrozil é um potente inibidor da CYP2C8 (uma enzima importante no metabolismo da repaglinida, rosiglitazona e paclitaxel, por ex.). Estudos in vitro demonstraram que o gemfibrozil é um forte inibidor da CYP2C9 (uma enzima envolvida no metabolismo da varfarina e da glimepirida por ex.), mas também da CYP2C19, CYP1A2, UGTA1 e UGTA3.
Interações: A combinação de gemfibrozil com a repaglinida está contraindicada. A administração concomitante originou um aumento de 8 vezes das concentrações plasmáticas da repaglinida, provavelmente devido à inibição da enzima CYP2C8, originando reacções hipoglicémicas.

Gemfibrozil + Rosiglitazona

Observações: O perfil de interacção do gemfibrozil é complexo. Estudos in vivo indicam que o gemfibrozil é um potente inibidor da CYP2C8 (uma enzima importante no metabolismo da repaglinida, rosiglitazona e paclitaxel, por ex.). Estudos in vitro demonstraram que o gemfibrozil é um forte inibidor da CYP2C9 (uma enzima envolvida no metabolismo da varfarina e da glimepirida por ex.), mas também da CYP2C19, CYP1A2, UGTA1 e UGTA3.
Interações: A combinação de gemfibrozil com rosiglitazona deve ser avaliada cuidadosamente. A co-administração com a rosiglitazona originou um aumento de 2,3 vezes da exposição sistémica da rosiglitazona, provavelmente devido à inibição da enzima CYP2C8.

Gemfibrozil + Inibidores da HMG-CoA redutase (Estatinas)

Observações: O perfil de interacção do gemfibrozil é complexo. Estudos in vivo indicam que o gemfibrozil é um potente inibidor da CYP2C8 (uma enzima importante no metabolismo da repaglinida, rosiglitazona e paclitaxel, por ex.). Estudos in vitro demonstraram que o gemfibrozil é um forte inibidor da CYP2C9 (uma enzima envolvida no metabolismo da varfarina e da glimepirida por ex.), mas também da CYP2C19, CYP1A2, UGTA1 e UGTA3.
Interações: Inibidores da HMG-CoA redutase: A utilização combinada de gemfibrozil com uma estatina deve ser normalmente evitada. A administração isolada de fibratos está ocasionalmente associada a miopatia. Foi reportado um risco aumentado de ocorrência de efeitos indesejáveis musculares, incluindo a rabdomiólise, quando os fibratos são co-administrados com estatinas. Foi também reportado que o gemfibrozil influencia a farmacocinética da sinvastatina, lovastatina, pravastatina e rosuvastatina. O gemfibrozil causou um aumento da AUC da sinvastatina ácida em quase 3 vezes, possivelmente devido à inibição da glucoronidação via UGTA1 e UGTA3, e um aumento da AUC da pravastatina em 3 vezes, que pode ser devido à interferência com as proteínas de transporte. Um estudo indicou que a co-administração de uma dose única de 80 mg de rosuvastatina, a voluntários saudáveis em tratamento com gemfibrozil (600 mg duas vezes ao dia), originou um aumento de 2,2 vezes da Cmáx média e um aumento de 1,9 vezes da AUC média da rosuvastatina.

Gemfibrozil + Sinvastatina

Observações: O perfil de interacção do gemfibrozil é complexo. Estudos in vivo indicam que o gemfibrozil é um potente inibidor da CYP2C8 (uma enzima importante no metabolismo da repaglinida, rosiglitazona e paclitaxel, por ex.). Estudos in vitro demonstraram que o gemfibrozil é um forte inibidor da CYP2C9 (uma enzima envolvida no metabolismo da varfarina e da glimepirida por ex.), mas também da CYP2C19, CYP1A2, UGTA1 e UGTA3.
Interações: Inibidores da HMG-CoA redutase: A utilização combinada de gemfibrozil com uma estatina deve ser normalmente evitada. A administração isolada de fibratos está ocasionalmente associada a miopatia. Foi reportado um risco aumentado de ocorrência de efeitos indesejáveis musculares, incluindo a rabdomiólise, quando os fibratos são co-administrados com estatinas. Foi também reportado que o gemfibrozil influencia a farmacocinética da sinvastatina, lovastatina, pravastatina e rosuvastatina. O gemfibrozil causou um aumento da AUC da sinvastatina ácida em quase 3 vezes, possivelmente devido à inibição da glucoronidação via UGTA1 e UGTA3, e um aumento da AUC da pravastatina em 3 vezes, que pode ser devido à interferência com as proteínas de transporte.

Gemfibrozil + Lovastatina

Observações: O perfil de interacção do gemfibrozil é complexo. Estudos in vivo indicam que o gemfibrozil é um potente inibidor da CYP2C8 (uma enzima importante no metabolismo da repaglinida, rosiglitazona e paclitaxel, por ex.). Estudos in vitro demonstraram que o gemfibrozil é um forte inibidor da CYP2C9 (uma enzima envolvida no metabolismo da varfarina e da glimepirida por ex.), mas também da CYP2C19, CYP1A2, UGTA1 e UGTA3.
Interações: Inibidores da HMG-CoA redutase: A utilização combinada de gemfibrozil com uma estatina deve ser normalmente evitada. A administração isolada de fibratos está ocasionalmente associada a miopatia. Foi reportado um risco aumentado de ocorrência de efeitos indesejáveis musculares, incluindo a rabdomiólise, quando os fibratos são co-administrados com estatinas. Foi também reportado que o gemfibrozil influencia a farmacocinética da sinvastatina, lovastatina, pravastatina e rosuvastatina.

Gemfibrozil + Pravastatina

Observações: O perfil de interacção do gemfibrozil é complexo. Estudos in vivo indicam que o gemfibrozil é um potente inibidor da CYP2C8 (uma enzima importante no metabolismo da repaglinida, rosiglitazona e paclitaxel, por ex.). Estudos in vitro demonstraram que o gemfibrozil é um forte inibidor da CYP2C9 (uma enzima envolvida no metabolismo da varfarina e da glimepirida por ex.), mas também da CYP2C19, CYP1A2, UGTA1 e UGTA3.
Interações: Inibidores da HMG-CoA redutase: A utilização combinada de gemfibrozil com uma estatina deve ser normalmente evitada. A administração isolada de fibratos está ocasionalmente associada a miopatia. Foi reportado um risco aumentado de ocorrência de efeitos indesejáveis musculares, incluindo a rabdomiólise, quando os fibratos são co-administrados com estatinas. Foi também reportado que o gemfibrozil influencia a farmacocinética da sinvastatina, lovastatina, pravastatina e rosuvastatina. O gemfibrozil causou um aumento da AUC da sinvastatina ácida em quase 3 vezes, possivelmente devido à inibição da glucoronidação via UGTA1 e UGTA3, e um aumento da AUC da pravastatina em 3 vezes, que pode ser devido à interferência com as proteínas de transporte.

Gemfibrozil + Rosuvastatina

Observações: O perfil de interacção do gemfibrozil é complexo. Estudos in vivo indicam que o gemfibrozil é um potente inibidor da CYP2C8 (uma enzima importante no metabolismo da repaglinida, rosiglitazona e paclitaxel, por ex.). Estudos in vitro demonstraram que o gemfibrozil é um forte inibidor da CYP2C9 (uma enzima envolvida no metabolismo da varfarina e da glimepirida por ex.), mas também da CYP2C19, CYP1A2, UGTA1 e UGTA3.
Interações: Inibidores da HMG-CoA redutase: A utilização combinada de gemfibrozil com uma estatina deve ser normalmente evitada. A administração isolada de fibratos está ocasionalmente associada a miopatia. Foi reportado um risco aumentado de ocorrência de efeitos indesejáveis musculares, incluindo a rabdomiólise, quando os fibratos são co-administrados com estatinas. Foi também reportado que o gemfibrozil influencia a farmacocinética da sinvastatina, lovastatina, pravastatina e rosuvastatina. Um estudo indicou que a co-administração de uma dose única de 80 mg de rosuvastatina, a voluntários saudáveis em tratamento com gemfibrozil (600 mg duas vezes ao dia), originou um aumento de 2,2 vezes da Cmáx média e um aumento de 1,9 vezes da AUC média da rosuvastatina.

Gemfibrozil + Anticoagulantes orais

Observações: O perfil de interacção do gemfibrozil é complexo. Estudos in vivo indicam que o gemfibrozil é um potente inibidor da CYP2C8 (uma enzima importante no metabolismo da repaglinida, rosiglitazona e paclitaxel, por ex.). Estudos in vitro demonstraram que o gemfibrozil é um forte inibidor da CYP2C9 (uma enzima envolvida no metabolismo da varfarina e da glimepirida por ex.), mas também da CYP2C19, CYP1A2, UGTA1 e UGTA3.
Interações: O gemfibrozil pode potenciar os efeitos dos anticoagulantes orais, o que exige monitorização cuidadosa da dose de anticoagulante.

Gemfibrozil + Bexaroteno

Observações: O perfil de interacção do gemfibrozil é complexo. Estudos in vivo indicam que o gemfibrozil é um potente inibidor da CYP2C8 (uma enzima importante no metabolismo da repaglinida, rosiglitazona e paclitaxel, por ex.). Estudos in vitro demonstraram que o gemfibrozil é um forte inibidor da CYP2C9 (uma enzima envolvida no metabolismo da varfarina e da glimepirida por ex.), mas também da CYP2C19, CYP1A2, UGTA1 e UGTA3.
Interações: A administração concomitante de gemfibrozil com bexaroteno não é recomendada. Uma análise populacional das concentrações plasmáticas de bexaroteno, em doentes com linfoma cutâneo das células T (CTCL), indicou que a administração concomitante de gemfibrozil origina aumentos substanciais das concentrações plasmáticas de bexaroteno.

Selexipag + Gemfibrozil

Observações: Selexipag é hidrolisado no seu metabolito ativo pela carboxilesterase hepática 1 (CES1). Selexipag e o seu metabolito ativo sofrem ambos metabolismo oxidativo, mediado pelo CYP2C8 e CYP3A4. A glucoronidação do metabolito ativo é catalisada através da UGT1A3 e UGT2B7. Selexipag e o seu metabolito ativo são substratos do OATP1B1 e OATP1B3. Selexipag é um substrato fraco da bomba de efluxo P-gp. O metabolito ativo é um substrato fraco da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP). Terapêuticas específicas para a HAP: Na Fase 3 do ensaio controlado por placebo em doentes com HAP, a utilização do selexipag em associação com um ARE e um inibidor da PDE-5 resultou numa exposição 30% inferior ao metabolito ativo. Efeito do selexipag em outros medicamentos: Selexipag e o seu metabolito ativo não inibem as enzimas do citocromo P450 em concentrações clinicamente relevantes. Selexipag e o seu metabolito ativo não inibem as proteínas transportadoras. Não é esperado que selexipag e o seu metabolito ativo induzam as enzimas do citocromo P450 no fígado e rim em concentrações clinicamente relevantes. Dados in vitro indicam que selexipag pode ser um indutor de ambos CYP3A4 e CYP2C9 no intestino.
Interações: O efeito de inibidores do CYP2C8 (gemfibrozil), inibidores da UGT1A3 e UGT2B7 (ácido valpróico, probenecide e fluconazol), indutores do CYP2C8 (rifampicina, rifapentina), ou indutores da UGT1A3 e UGT2B7 (rifampicina) na exposição ao selexipag e ao seu metabolito ativo não foi estudado. É necessária precaução aquando da administração concomitante destes medicamentos com Selexipag. Não se pode excluir uma potencial interação farmacocinética com indutores ou inibidores fortes destas enzimas.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Gemfibrozil + Colestipol

Observações: O perfil de interacção do gemfibrozil é complexo. Estudos in vivo indicam que o gemfibrozil é um potente inibidor da CYP2C8 (uma enzima importante no metabolismo da repaglinida, rosiglitazona e paclitaxel, por ex.). Estudos in vitro demonstraram que o gemfibrozil é um forte inibidor da CYP2C9 (uma enzima envolvida no metabolismo da varfarina e da glimepirida por ex.), mas também da CYP2C19, CYP1A2, UGTA1 e UGTA3.
Interações: A biodisponibilidade do gemfibrozil pode ser reduzida quando administrado simultaneamente com grânulos de resinas, tais como o colestipol. Recomenda-se a administração destas substâncias com 2 horas ou mais de intervalo.

Rosuvastatina + Perindopril + Indapamida + Gemfibrozil

Observações: n.d.
Interações: Relacionados com rosuvastatina Efeito da administração concomitante de medicamentos na rosuvastatina Gemfibrozil e outros medicamentos hipolipemiantes: O uso concomitante de rosuvastatina e gemfibrozil resultou num aumento para o dobro da Cmax e AUC da rosuvastatina. Com base em dados de estudos de interação específicos, não são de esperar interações farmacocinéticas relevantes com fenofibrato, contudo podem ocorrer interações farmacodinâmicas. O gemfibrozil, fenofibrato, outros fibratos e niacina (ácido nicotínico) em doses hipolipemiantes (> ou igual a 1 g/dia) aumentam o risco de miopatia quando administrados concomitantemente com inibidores da redutase da HMG-CoA, provavelmente porque podem provocar miopatia quando administrados isoladamente. A dose de 40 mg está contraindicada no uso concomitante de fibratos. Estes doentes devem também iniciar o tratamento com a dose de 5 mg.

Enzalutamida + Gemfibrozil

Observações: N.D.
Interações: Potencial de outros medicamentos para afetarem a exposição à enzalutamida: Inibidores e indutores do CYP2C8: O CYP2C8 desempenha um papel importante na eliminação da enzalutamida e na formação do seu metabolito ativo. Após administração oral do inibidor potente do CYP2C8 gemfibrozil (600 mg duas vezes por dia) em indivíduos do sexo masculino saudáveis, a AUC da enzalutamida e do metabolito ativo aumentou 326% enquanto a Cmax de enzalutamida diminuiu 18%. A enzalutamida não ligada associada ao metabolito ativo não ligado, a AUC aumentou 77%, enquanto a Cmax diminuiu 19%. Durante o tratamento com a enzalutamida, os inibidores potentes (ex. gemfibrozil) ou indutores (ex. rifampicina) do CYP2C8 devem ser evitados ou usados com precaução. Se é necessária a coadministração de um inibidor potente do CYP2C8, a dose de enzalutamida deve ser reduzida para 80 mg, uma vez por dia.

Atorvastatina + Gemfibrozil

Observações: N.D.
Interações: Gemfibrozil / derivados do ácido fíbrico: A utilização isolada de fibratos está ocasionalmente associada a acontecimentos relacionados com os músculos, incluindo a rabdomiólise. O risco destes acontecimentos pode aumentar com o uso concomitante de derivados do ácido fíbrico e atorvastatina. Se a administração concomitante não puder ser evitada, deve utilizar-se a dose mais baixa possível de atorvastatina para alcançar o objetivo terapêutico e os doentes devem ser adequadamente monitorizados.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Glimepirida + Pioglitazona + Gemfibrozil

Observações: Não existem estudos formais de interação para o Glimepirida / Pioglitazona, contudo, a utilização concomitante das substâncias ativas em doentes em utilização clínica não teve como resultado interações inesperadas. As informações disponíveis são sobre as substâncias ativas individualmente (pioglitazona e glimepirida).
Interações: PIOGLITAZONA: A administração concomitante de pioglitazona com gemfibrozil (um inibidor do citocromo P450 2C8) originou um aumento de três vezes na AUC da pioglitazona. Poderá ser necessária uma diminuição da dose de pioglitazona quando gemfibrozil for administrado concomitantemente. Deverá ser considerada a monitorização cuidadosa do controlo da glicemia.

Dabrafenib + Gemfibrozil

Observações: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Tomar precauções se forem coadministrados inibidores fortes (por ex., cetoconazol, gemfibrozil, nefazodona, claritromicina, ritonavir, saquinavir, telitromicina, itraconazol, voriconazol, posaconazol, atazanavir) com dabrafenib. A administração de 600 mg de gemfibrozil (um inibidor do CYP2C8) duas vezes por dia, com 75 mg de dabrafenib duas vezes por dia, resultou num aumento de 47% na AUC de dabrafenib mas não altera a Cmax de dabrafenib relativamente à administração de 75 mg de dabrafenib duas vezes por dia em monoterapia. O gemfibrozil não apresenta efeitos clinicamente relevantes na exposição sistémica aos metabolitos de dabrafenib (≤13%).

Metformina + Pioglitazona + Gemfibrozil

Observações: Não existem estudos formais de interação para Metformina/Pioglitazona. Os parágrafos seguintes refletem a informação disponível acerca das substâncias ativas individualmente (pioglitazona e metformina).
Interações: PIOGLITAZONA: Foi notificado que a administração concomitante de pioglitazona com gemfibrozil (um inibidor do citocromo P450 2C8) originou um aumento de 3 vezes na AUC da pioglitazona. Dado que existe um potencial aumento do risco de acontecimentos adversos dose -dependentes, poderá ser necessária uma diminuição da dose de pioglitazona quando o gemfibrozil for administrado concomitantemente.

Ombitasvir + Paritaprevir + Ritonavir + Gemfibrozil

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir foi administrado em doses múltiplas em todos os estudos de interação medicamentosa, com exceção dos estudos de interação medicamentosa com carbamazepina, gemfibrozil e cetoconazol.
Interações: Interações entre Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir e outros medicamentos ANTIDISLIPIDÉMICOS: Gemfibrozil 600 mg duas vezes por dia: Mecanismo: o aumento da exposição ao dasabuvir é possivelmente devido à inibição do CYP2C8 e o aumento de paritaprevir ocorre possivelmente devido à inibição do OATP1B1 pelo gemfibrozil. Administrado com: Paritaprevir/ritonavir + dasabuvir: A utilização concomitante de Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com dasabuvir está contraindicada. Administrado com: Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir Sem dasabuvir: Não é necessário ajuste da dose de gemfibrozil. Não é necessário ajuste da dose para Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atorvastatina + Ezetimiba + Gemfibrozil

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros medicamentos: ATORVASTATINA: Gemfibrozil / derivados do ácido fíbrico: A utilização isolada de fibratos está ocasionalmente associada a eventos musculares, incluindo a rabdomiólise. O risco destes acontecimentos pode aumentar com a utilização concomitante de derivados do ácido fíbrico e atorvastatina.

Rosuvastatina + Valsartan + Gemfibrozil

Observações: Não foram efetuados estudos de interação com Rosuvastatina / Valsartan e outros medicamentos. Os estudos de interação só foram realizados em adultos. A extensão das interações na população pediátrica não é conhecida.
Interações: Gemfibrozil e outros medicamentos hipolipemiantes: O uso concomitante de rosuvastatina e gemfibrozil resultou num aumento para o dobro da Cmax e AUC da rosuvastatina. Com base em dados de estudos de interação específicos, não são de esperar interações farmacocinéticas relevantes com fenofibrato, contudo podem ocorrer interações farmacodinâmicas. O gemfibrozil, fenofibrato, outros fibratos e niacina (ácido nicotínico) em doses hipolipemiantes (> ou igual a 1 g/dia) aumentam o risco de miopatia quando administrados concomitantemente com inibidores da redutase da HMG-CoA, provavelmente porque podem provocar miopatia quando administrados isoladamente. As doses de 30 mg e 40 mg estão contraindicadas no uso concomitante de fibratos. Estes doentes devem também iniciar o tratamento com a dose de 5 mg. Interações que requerem ajustes na dose de rosuvastatina: Quando for necessário administrar concomitantemente rosuvastatina com outros medicamentos conhecidos por aumentarem a exposição à rosuvastatina, as doses de rosuvastatina devem ser ajustadas. Iniciar com uma dose diária de 5 mg de rosuvastatina se o aumento expectável na exposição (AUC) é de aproximadamente 2 vezes ou superior. A dose máxima diária de rosuvastatina deve ser ajustada para que a exposição expectável à rosuvastatina não exceda os 40 mg diários de rosuvastatina tomados sem interações medicamentosas, por exemplo uma dose de 20 mg de rosuvastatina com gemfibrozil (aumenta 1,9 vezes), e uma dose de 10 mg de rosuvastatina com a combinação atazanavir/ritonavir (aumenta 3,1 vezes).

Niraparib + Gemfibrozil

Observações: Os estudos clínicos só foram realizados em adultos.
Interações: Interações farmacocinéticas Efeitos de outros medicamentos sobre niraparib Niraparib como substrato de transportadores de captação hepática (OATP1B1, OATP1B3 e OCT1) Nem niraparib nem M1 são substratos de polipeptídeo transportador de aniões orgânicos 1B1 (OATP1B1), 1B3 (OATP1B3) ou transportador de catiões orgânicos 1 (OCT1). Não é necessário ajustar a dose de Niraparib quando administrado concomitantemente com medicamentos conhecidos por inibir OATP1B1 ou 1B3 (por exemplo, gemfibrozil, ritonavir) ou transportadores de captação OCT1 (por exemplo, dolutegravir).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Insulina zinco protamina + Gemfibrozil

Observações: A insulina não afeta outros medicamentos. No entanto, é importante estar ciente de que muitos medicamentos podem afetar os níveis de glicose no sangue e pode, portanto, alterar as suas necessidades de insulina. Por esta razão, as pessoas com diabetes devem sempre procurar o conselho de seu médico ou farmacêutico antes de tomar quaisquer novos medicamentos ou interromper as já existentes.
Interações: Os seguintes medicamentos podem diminuir os níveis de açúcar no sangue. Fibratos, por exemplo, gemfibrozil
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metformina + Rosiglitazona + Gemfibrozil

Observações: Não existem estudos formais de interacção para Metformina + Rosiglitazona, no entanto o uso concomitante das substâncias activas em doentes em estudos clínicos e na sua vasta utilização clínica não originou interações inesperadas.
Interações: Estudos in vitro demonstram que a rosiglitazona é metabolizada predominantemente pelo CYP2C8, representando o CYP2C9 uma via menor de metabolização. A administração concomitante de rosiglitazona com gemfibrozil (um inibidor do CYP2C8) originou um aumento de duas vezes nas concentrações plasmáticas da rosiglitazona. Sendo que existe um potencial aumento do risco de reacções adversas dose-dependentes, poderá ser necessária a diminuição da dose de rosiglitazona. Deverá ser considerada a monitorização cuidadosa do controlo glicémico.

Eluxadolina + Gemfibrozil

Observações: N.D.
Interações: Inibidores do OATP1B1: A coadministração de inibidores do OATP1B1 (ciclosporina, gemfibrozil, antirretrovirais (atazanavir, lopinavir, ritonavir, saquinavir, tipranavir), rifampicina) com eluxadolina pode aumentar a exposição à eluxadolina. A eluxadolina não deve ser administrada concomitantemente com tais medicamentos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Glimepirida + Rosiglitazona + Gemfibrozil

Observações: Não existem estudos formais de interacção para este medicamento, no entanto o uso concomitante das substâncias activas em doentes em estudos clínicos e na sua vasta utilização clínica não originou interações inesperadas. Anformação disponível é acerca das substâncias activas individualmente (rosiglitazona e glimepirida).
Interações: ROSIGLITAZONA: A administração concomitante de rosiglitazona com gemfibrozil (um inibidor do CYP2C8) originou um aumento de duas vezes das concentrações plasmáticas da rosiglitazona. Sendo que existe um potencial aumento do risco de reacções adversas dose-dependentes, poderá ser necessária a diminuição da dose de rosiglitazona. Deverá ser considerada a monitorização cuidadosa do controlo glicémico.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Pitavastatina + Gemfibrozil

Observações: A pitavastatina é activamente transportada para os hepatócitos humanos por diversos transportadores hepáticos (incluindo transportadores orgânicos aniónicos polipeptídicos (OATP)), os quais podem estar envolvidos nas seguintes interações. Estudos de interacção com o sumo de toranja, inibidor conhecido do CYP3A4, não tive qualquer efeito clinicamente significativo nas concentrações plasmáticas de pitavastatina.
Interações: A utilização isolada de fibratos é, por vezes, associada a miopatia. A administração concomitante de fibratos com estatinas é ocasionalmente associada a um aumento na incidência de miopatia e rabdomiólise. Pitavastatina deve ser administrada com precaução quando utilizada simultaneamente com fibratos. Em estudos de farmacocinética, a administração concomitante de pitavastatina com gemfibrozil resultou num aumento de 1,4 vezes da AUC da pitavastatina e com fenofibrato a AUC aumentou 1,2 vezes.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Loperamida + Gemfibrozil

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de loperamida (dose única de 4 mg) com itraconazol, um inibidor do CYP3A4 e da glicoproteína-P, resultou num aumento de três a quatro vezes mais dos níveis plasmáticos de loperamida. No mesmo estudo o gemfibrozil, inibidor do CYP2C8, aumentou aproximadamente a loperamida em duas vezes. A combinação de itraconazol e gemfibrozil resultou num aumento de quatro vezes nos níveis do pico plasmático da loperamida e um aumento de trezes vezes mais dos níveis plasmáticos. Segundo testes psicomotores (ex., sonolência subjetiva e o teste de substituição Dígito Símbolo), estes aumentos não foram associados a efeitos do sistema nervoso central (SNC).

Atorvastatina + Perindopril + Gemfibrozil

Observações: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com este medicamento e outros medicamentos, embora alguns estudos tenham sido realizados com atorvastatina e perindopril separadamente. Os dados de estudos clínicos demonstram que o duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) através da utilização combinada de IECAs, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado ao aumento da frequência de eventos adversos, tais como hipotensão, hipercaliemia, diminuição da função renal (incluindo insuficiência renal aguda) comparativamente com a utilização de um único medicamento que atua no SRAA.
Interações: Utilização concomitante que requer cuidados especiais: Atorvastatina Gemfibrozil / derivados do ácido fíbrico A utilização isolada de fibratos está ocasionalmente associada a acontecimentos relacionados com os músculos, incluindo a rabdomiólise. O risco destes acontecimentos pode aumentar com o uso concomitante de derivados do ácido fíbrico e atorvastatina. Se a administração concomitante não puder ser evitada, deve utilizar-se a dose mais baixa possível de atorvastatina no Atorvastatina + Perindopril para alcançar o objetivo terapêutico e os doentes devem ser adequadamente monitorizados.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Inibidores da HMG-CoA redutase (Estatinas) + Gemfibrozil

Observações: Lovastatina, sinvastatina e, em menor extensão, atorvastatina, são susceptíveis aos inibidores do CYP3A4. Risco aumentado de miopatia aditiva com outros fármacos que podem causar miopatia.
Interações: Fármacos que diminuem o metabolismo das estatinas: Genfibrozil: níveis plasmáticos aumentados de lovastatina e sinvastatina - Gemfibrozil
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bexaroteno + Gemfibrozil

Observações: Não se efectuaram quaisquer estudos formais para avaliar as interações medicamentosas com bexaroteno.
Interações: Um a análise populacional das concentrações plasmáticas de bexaroteno nos doentes com CTCL indicou que a administração concomitante de gemfibrozil resultou em aumentos substanciais das concentrações plasmáticas de bexaroteno. Desconhece-se o mecanismo desta interacção. Em condições semelhantes, as concentrações de bexaroteno não foram afectadas pela administração concomitante de atorvastatina ou levotiroxina. Não se recomenda a administração concomitante de gemfibrozil com bexaroteno.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Loperamida + Simeticone + Gemfibrozil

Observações: N.D.
Interações: No mesmo estudo um inibidor CYP2C8, gemfibrozil, aumentou aproximadamente 2 vezes a loperamida. A associação de itraconazol e gemfibrozil resultou num aumento em 4 vezes dos níveis de concentração plasmática de loperamida e num aumento em 13 vezes da exposição plasmática total. Dado que estes aumentos não foram associados aos efeitos medidos no sistema nervoso central (SNC) o significado clínico desta interação farmacocinética é desconhecido.

Lovastatina + Gemfibrozil

Observações: N.D.
Interações: Interações com medicamentos hipolipemiantes que podem causar miopatia quando administrados isoladamente. O risco de miopatia incluindo rabdomiólise aumenta com a administração dos seguintes medicamentos hipolipemiantes, os quais não são inibidores potentes do CYP3A4, mas que podem causar miopatia quando administrados isoladamente: - Gemfibrozil - Outros fibratos - Niacina (ácido nicotínico) ( ≥ 1g/dia).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tolazamida + Gemfibrozil

Observações: N.D.
Interações: Gemfibrozil porque o açúcar no sangue pode ser aumentado ou diminuído.

Rosiglitazona + Gemfibrozil

Observações: N.D.
Interações: Estudos in vitro demonstram que a rosiglitazona é metabolizada predominantemente pelo CYP2C8, representando o CYP2C9 uma via menor de metabolização. A administração concomitante de rosiglitazona com gemfibrozil (um inibidor do CYP2C8) originou um aumento de duas vezes nas concentrações plasmáticas da rosiglitazona. Sendo que existe um potencial aumento do risco de reacções adversas dose-dependentes, poderá ser necessária a diminuição da dose de rosiglitazona. Deverá ser considerada a monitorização cuidadosa do controlo glicémico.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

O gemfibrozil não deve ser administrado durante a gravidez excepto quando claramente necessário.

O gemfibrozil não deve ser utilizado durante o aleitamento.

Em casos isolados, podem ocorrer tonturas e distúrbios visuais que podem afectar negativamente a capacidade de conduzir.

Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017