Gabapentina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
Gabapentina é um fármaco da classe dos anticonvulsivantes, análogo de GABA.

Foi desenvolvido para o tratamento da epilepsia e eventualmente é utilizado para o tratamento de dor ocasionadas pelos nervos periféricos.

Provoca uma série de reações adversas, sobretudo fadiga, tonturas e sonolência, além disso, não pode ter seu uso interrompido de forma abrupta e afeta alguns exames laboratoriais como o Ames N-Multistick SG que resulta em falsos positivos para proteínas na urina.

Apesar disso, parece possuir poucas interações medicamentosas.
Usos comuns
Várias formas de epilepsia (crises que estão inicialmente limitadas a certas áreas do cérebro quer se alastrem, ou não, para outras áreas cerebrais).

O seu médico irá prescrever-lhe Gabapentina para ajudar a tratar a epilepsia quando o seu tratamento atual não está a controlar totalmente a sua condição.

Deverá tomar Gabapentina juntamente com o seu tratamento atual, a menos que tenha sido informado do contrário.

Gabapentina pode também ser utilizada isoladamente para tratar adultos e crianças com idade superior a 12 anos.


Dor neuropática periférica (dor de duração prolongada provocada por lesões nos nervos).


A dor neuropática periférica (que ocorre principalmente nas pernas e/ou braços) pode ser provocada por várias doenças diferentes, tais como a diabetes ou zona.


A sensação de dor pode ser descrita como sensação de calor, de queimadura, latejante, descarga, punhalada, cortante, cãibra, moinha, formigueiro, dormência, picadas, etc.
Tipo
pequena molécula
História
Foi aprovado pelo FDA em 1994 como coadjuvante para o tratamento de ataques parciais.

Em 2002 foi aprovado para tratamento da neuralgia pós-herpética, outras neuropatias e dores de origem nervosa
Indicações
Epilepsia
Gabapentina está indicada como terapêutica de associação no tratamento de crises parciais com ou sem generalização secundária em adultos e crianças com idade igual ou superior a 6 anos.


Gabapentina está indicada em monoterapia no tratamento de crises parciais com ou sem generalização secundária em adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos.


Tratamento da dor neuropática periférica
Gabapentina está indicada no tratamento da dor neuropática periférica, tal como neuropatia diabética dolorosa e neuralgia pós-herpética em adultos.
Classificação CFT
02.06     Antiepiléticos e anticonvulsivantes
Mecanismo De Ação
O mecanismo de ação preciso da gabapentina não é conhecido.


A gabapentina é estruturalmente relacionada com o neurotransmissor GABA (ácido γ- amino-butírico), mas o seu mecanismo de ação é diferente dos mecanismos de ação de outras substâncias ativas que interagem com as sinapses GABA, nomeadamente valproato, barbitúricos, benzodiazepinas, inibidores das transaminases do GABA, inibidores da recaptação do GABA, agonistas do GABA e pró-fármacos do GABA.

Estudos in vitro com gabapentina radioactivamente marcada, caracterizaram um novo local de ligação de péptidos, em tecidos de cérebro de rato, nomeadamente no neocórtex e no hipocampo, que pode estar relacionado com a atividade anticonvulsiva e analgésica da gabapentina e dos seus derivados estruturais.

O local de ligação para a gabapentina foi identificado como subunidade alfa2-delta dos canais de cálcio voltagem – dependente.


Em concentrações clínicas relevantes, a gabapentina não se liga a outros recetores de fármacos ou de neurotransmissores no cérebro, incluindo os recetores GABAA, GABAB de benzodiazepinas, glutamato, glicina ou N-metil-d-aspartato (NMDA).


A gabapentina não interage, in vitro, com os canais de cálcio, distinguindo-se portanto da fenitoína e da carbamazepina.

A gabapentina reduz parcialmente as respostas ao agonista do glutamato, N-metil-D-aspartato (NMDA), em alguns sistemas de ensaio in vitro, mas apenas em concentrações superiores a 100 μM, que não são atingidas in vivo.

A gabapentina reduz, ligeiramente, a libertação dos neurotransmissores monoaminas in vivo.

A administração de gabapentina a ratos aumenta o turnover do GABA em várias regiões cerebrais, de forma similar ao valproato de sódio, embora em regiões cerebrais diferentes.

A relevância destas várias ações da gabapentina com os efeitos anticonvulsivos ainda não foi estabelecida.


Em animais a gabapentina penetra, rapidamente, no cérebro e previne as crises induzidas por eletrochoque máximo, por convulsivantes químicos, incluindo os inibidores da síntese de GABA, e nos genéticos de crises.
Posologia Orientativa
Epilepsia:
Adultos e adolescentes:
A dose inicial será, geralmente, entre 300 mg e 900 mg por dia.

Depois, a dose pode ser gradualmente aumentada até um máximo de 3600 mg por dia.



Crianças com idade igual ou superior a 6 anos:
A dose depende do peso da criança.

O tratamento inicia-se com uma dose inicial baixa, que é gradualmente aumentada durante um período aproximado de 3 dias.

A dose habitual para o controlo da epilepsia é de 25-35 mg/Kg/dia.


Gabapentina não é recomendada para utilização em crianças com idade inferior a 6 anos.



Dor neuropática periférica:
Adultos
A dose inicial será, geralmente, entre 300 mg e 900 mg por dia.

Depois, a dose pode ser, gradualmente, aumentada até um máximo de 3600 mg por dia, e o seu médico irá dizer-lhe que a dose deve ser administrada em três tomas, isto é, uma de manhã, uma à tarde e uma à noite.
Administração
Via oral.


As cápsulas/comprimidos devem ser engolido(a)s inteiro(a)s com uma quantidade suficiente de líquido (por exemplo, um copo de água).
Contraindicações
Hipersensibilidade à Gabapentina.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Infeções e infestações
Muito frequentes: infeção vírica
Frequentes: pneumonia, infeção respiratória, infeção do trato urinário, infeção, otite média.

Doenças do sangue e dos sistema linfático
Frequentes: leucopenia
Frequência desconhecida: trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário
Pouco frequentes: reações alérgicas (ex. urticária)
Frequência desconhecida: síndrome de hipersensibilidade, uma reação sistémica, com uma apresentação variável que pode incluir febre, erupção cutânea, hepatite, linfadenopatia, eosinofilia, e às vezes outros sinais e sintomas.

Doenças do metabolismo e da nutrição
Frequentes: anorexia, aumento de apetite

Perturbações do foro psiquiátrico
Frequentes: hostilidade, confusão e labilidade emocional, depressão, ansiedade, nervosismo, perturbações do pensamento.
Frequência desconhecida: alucinações

Doenças do sistema nervoso
Muito frequentes: sonolência, tonturas, ataxia
Frequentes: convulsões, hipercinesia, disartria, amnésia, tremor, insónias, cefaleias, sensações tais como parestesias, hipostesia, alterações da coordenação, nistagmo, reflexos aumentados, diminuídos ou ausentes
Pouco frequentes: hipocinesia
Frequência desconhecida: outras alterações do movimento (ex. coreoatetose, discinesia, distonia)

Afeções oculares
Frequentes: alterações visuais tais como ambliopia, diplopia

Afeções do ouvido e do labirinto
Frequentes: vertigem
Frequência desconhecida: acufeno

Cardiopatias
Pouco frequentes: palpitações
Vasculopatias
Frequentes: hipertensão, vasodilatação

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino
Frequentes: dispneia, bronquite, faringite, tosse, rinite

Doenças gastrointestinais
Frequentes: vómito, náuseas, anomalias dentárias, gengivite, diarreia, dor abdominal, dispepsia, obstipação, boca ou garganta seca, flatulência.
Frequência desconhecida: pancreatite.

Afeções hepatobiliares
Frequência desconhecida: hepatite, icterícia

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas
Frequentes: edema facial, púrpura mais frequentemente descrita como equimoses provocados por traumatismo físico, erupção, prurido, acne
Frequência desconhecida: síndrome de Stevens-Johnson, angioedema, eritema multiforme, alopecia, erupção cutânea associada ao medicamento com eosinofilia e sintomas sistémicos

Afeções musculoqueléticas e dos tecidos conjuntivos
Frequentes: artralgia, mialgia, dor lombar, espasmo
Frequência desconhecida: mioclonia.

Doenças renais e urinárias
Frequência desconhecida: insuficiência renal aguda, incontinência

Doenças dos órgãos genitais e da mama
Frequentes: impotência
Frequência desconhecida: hipertrofia mamária, ginecomastia

Perturbações gerais e alterações no local de administração
Muito frequentes: fadiga, febre
Frequentes: edema periférico, alteração da marcha, astenia, dor, mal-estar geral, síndroma gripal
Pouco frequentes: edema generalizado
Frequência desconhecida: reações de privação (maioritariamente ansiedade, insónia, náuseas, dores, suores), dor no peito. Foram relatadas mortes súbitas inexplicáveis, não tendo sido estabelecida relação causal com o tratamento com gabapentina.

Exames complementares de diagnóstico
Frequentes: diminuição da contagem dos glóbulos brancos, aumento de peso
Pouco frequentes: elevação dos testes da função hepática GOT (AST), GPT (ALT) e bilirrubina
Frequência desconhecida: flutuações da glicemia em doentes com diabetes

Lesões e intoxicações
Frequentes: lesões acidentais, fratura, abrasão
Foram relatados casos de pancreatite aguda, em doentes sob tratamento com gabapentina. A causalidade com a gabapentina não é clara.

Foram notificados casos de miopatia com níveis elevados de creatina quinase em doentes com insuficiência renal de fase terminal a efetuar hemodiálise.

As infeções do trato respiratório, otite média, convulsões e bronquite foram relatadas apenas em ensaios
clínicos com crianças.
Adicionalmente, foram notificados com frequência, comportamento agressivo e movimentos espasmódicos, em ensaios clínicos em crianças.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Atraso no crescimento fetal em animais; a falta de dados não permite uma conclusão acerca da segurança da gabapentina durante a gravidez; só deve ser usada durante a gravidez quando os potenciais benefícios justificam os riscos potenciais para o feto. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento:Presente no leite; usar apenas se o benefício potencial for superior ao risco.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Evitar.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Reduzir dose; consultar literatura específica.
Conducao
Conducao:Altera a capacidade de condução.
Precauções Gerais
Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados com medicamentos antiepilépticos, em várias indicações terapêuticas.

Uma meta-análise de ensaios aleatorizados de medicamentos antiepilépticos, contra placebo, mostrou também um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicida.

Não é ainda conhecido o mecanismo que explica este risco e os dados disponíveis não excluem possibilidade de um aumento do risco para a Gabapentina.


Os doentes devem ser monitorizados quanto aos sinais de ideação e comportamento suicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento adequado.

Os doentes (e os prestadores de cuidados aos doentes) devem ser aconselhados a contactar o médico assim que surjam sinais de ideação ou comportamento suicida.


Se um doente desenvolver pancreatite aguda durante o tratamento com Gabapentina , a descontinuação da gabapentina deve ser considerada.


Apesar de não haver evidência de crises de privação com gabapentina, a retirada súbita de anticonvulsivantes em doentes com epilepsia pode precipitar o estado de mal epiléptico.


Tal como com outros medicamentos antiepilépticos, alguns doentes podem sofrer um aumento da frequência das crises ou desenvolver novos tipos de crise com a Gabapentina .


Tal como com outros antiepilépticos, as tentativas de retirar antiepilépticos concomitantes no tratamento de doentes refractários a mais do que um antiepiléptico, para se fazer gabapentina em monoterapia, tem uma taxa de sucesso baixa.


A Gabapentina não é considerada eficaz nas crises primárias generalizadas, tais como crises de ausência, e pode agravar estas crises em alguns doentes.

Assim, a Gabapentina deve ser utilizada com precaução em doentes com crises mistas incluindo crises de ausência.


Não foram realizados estudos sistemáticos com gabapentina em doentes com idade igual ou superior a 65 anos de idade.

Num estudo com dupla ocultação realizado em doentes com dor neuropática ocorreu sonolência, edema periférico e astenia numa percentagem um pouco superior em doentes com idade igual ou superior a 65 anos, à notificada nos doentes mais jovens.

À parte destes resultados, as investigações clínicas neste grupo etário não indicam um perfil de acontecimentos adversos diferente do observado em doentes mais jovens.


Os efeitos a longo prazo da terapêutica com gabapentina (mais de 36 meses) na aprendizagem, inteligência e desenvolvimento de crianças e adolescentes, não foram adequadamente estudados.

Os benefícios da terapêutica prolongada devem, por isso, ser ponderados relativamente aos seus riscos potenciais.


Testes laboratoriais
Na determinação semi-quantitativa do total de proteínas na urina pelas tiras teste, podem obter-se resultados falsos positivos.

É por isso recomendado que se verifique esse resultado positivo por métodos baseados num princípio analítico diferente, tal como o método do Biureto, turbidimétrico ou dye-binding, ou utilizar estes métodos alternativos desde o início.
Cuidados com a Dieta
A gabapentina pode ser administrada com ou sem alimentos
Terapêutica Interrompida
Se se esqueceu de tomar uma dose, tome-a logo que se lembre, a não ser que seja altura da próxima dose.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não conservar acima de 30°C.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Gabapentina + Morfina

Observações: N.D.
Interações: Num estudo que envolveu voluntários saudáveis (N=12), quando se administrou uma cápsula de libertação controlada de 60 mg de morfina 2 horas antes da administração de uma cápsula de 600 mg de gabapentina, a AUC média da gabapentina aumentou em 44% em comparação com a gabapentina administrada sem morfina. Por conseguinte, os doentes devem ser cuidadosamente observados para sinais de depressão do SNC, como sonolência, e a dose de gabapentina ou de morfina deve ser diminuída de forma apropriada.

Gabapentina + Fenitoína

Observações: N.D.
Interações: Não se observaram interações entre a gabapentina e fenobarbital, fenitoína, ácido valpróico ou carbamazepina. A farmacocinética da gabapentina no estado estacionário é semelhante em indivíduos saudáveis e em doentes com epilepsia medicados com estes medicamentos antiepiléticos.

Gabapentina + Fenobarbital

Observações: N.D.
Interações: Não se observaram interações entre a gabapentina e fenobarbital, fenitoína, ácido valpróico ou carbamazepina. A farmacocinética da gabapentina no estado estacionário é semelhante em indivíduos saudáveis e em doentes com epilepsia medicados com estes medicamentos antiepiléticos.

Gabapentina + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: N.D.
Interações: Não se observaram interações entre a gabapentina e fenobarbital, fenitoína, ácido valpróico ou carbamazepina. A farmacocinética da gabapentina no estado estacionário é semelhante em indivíduos saudáveis e em doentes com epilepsia medicados com estes medicamentos antiepiléticos.

Gabapentina + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Não se observaram interações entre a gabapentina e fenobarbital, fenitoína, ácido valpróico ou carbamazepina. A farmacocinética da gabapentina no estado estacionário é semelhante em indivíduos saudáveis e em doentes com epilepsia medicados com estes medicamentos antiepiléticos.

Gabapentina + Contracetivos orais

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de gabapentina com contracetivos orais contendo noretindrona e/ou etinilestradiol não afeta a farmacocinética no estado estacionário de nenhum dos componentes.

Gabapentina + Noretisterona

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de gabapentina com contracetivos orais contendo noretindrona e/ou etinilestradiol não afeta a farmacocinética no estado estacionário de nenhum dos componentes.

Gabapentina + Etinilestradiol

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de gabapentina com contracetivos orais contendo noretindrona e/ou etinilestradiol não afeta a farmacocinética no estado estacionário de nenhum dos componentes.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Gabapentina + Antiácidos

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de gabapentina com antiácidos contendo alumínio e magnésio diminui a biodisponibilidade da gabapentina até 24%. Recomenda-se que a gabapentina seja administrada pelo menos duas horas após a administração do antiácido.

Gabapentina + Probenecida

Observações: N.D.
Interações: A excreção renal de gabapentina não é alterada pela probenecida.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Gabapentina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Não se prevê que a ligeira diminuição da excreção renal de gabapentina, observada quando é administrada concomitantemente com cimetidina, tenha importância clínica.
 Sem significado Clínico

Retigabina + Gabapentina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Com base nesses dados agrupados, a retigabina não causou efeitos clinicamente significativos no plasma nas concentrações dos seguintes antiepiléticos: Carbamazepina, clobazam, clonazepam, gabapentina, lamotrigina, levetiracetam, oxcarbazepina, fenobarbital, fenitoína, pregabalina, topiramato, valproato, zonisamida.

Levetiracetam + Gabapentina

Observações: N.D.
Interações: Dados provenientes de ensaios clínicos pré-comercialização conduzidos em adultos indicam que o Levetiracetam não influencia as concentrações séricas de medicamentos antiepiléticos existentes (fenitoína, carbamazepina, ácido valpróico, fenobarbital, lamotrigina, gabapentina e primidona) e que estes medicamentos antiepiléticos não influenciam a farmacocinética de Levetiracetam.

Efavirenz + Gabapentina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICONVULSIVANTES: Vigabatrina/Efavirenz e Gabapentina/Efavirenz: Interação não estudada. Não são de esperar interações clinicamente significativas, uma vez que a vigabantrina e a gabapentina são exclusivamente eliminadas inalteradas na urina, e é improvável que compitam para as mesmas enzimas metabólicas e vias de eliminição do efavirenz. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.

Agalsidase alfa + Gabapentina

Observações: Como a α-galactosidase é ela própria uma enzima, seria um candidato pouco provável às interações medicamentosas mediadas pelo citocromo P450
Interações: Em estudos clínicos foram administrados ao mesmo tempo medicamentos para dores neuropáticas (como, por exemplo, carbamazepina, fenitoína e gabapentina) à maioria dos doentes sem que se tivesse registado qualquer evidência de interação.

Pregabalina + Gabapentina

Observações: Como a pregabalina é predominantemente excretada na urina na forma inalterada, sofre uma metabolização negligenciável no ser humano (< 2% da dose recuperada na urina na forma de metabolitos), não inibe o metabolismo dos fármacos in vitro e não se fixa às proteínas plasmáticas, é improvável que produza ou esteja sujeita a interações farmacocinéticas. Não foram conduzidos estudos específicos de interação farmacodinâmica em voluntários idosos. Os estudos de interação foram apenas realizados em adultos.
Interações: Por conseguinte, nos estudos in vivo não se observaram interações farmacocinéticas, clinicamente relevantes, entre a pregabalina e fenitoína, carbamazepina, ácido valproico, lamotrigina, gabapentina, lorazepam, oxicodona ou etanol.

Efavirenz + Emtricitabina + Tenofovir + Gabapentina

Observações: As interações que foram identificadas com Efavirenz, Emtricitabina e Tenofovir individualmente podem ocorrer com esta associação. Os estudos de interação com estes medicamentos só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICONVULSIVANTES: Vigabatrina/Efavirenz, Gabapentina/Efavirenz: Interação não estudada. Não são esperadas interações clinicamente significativas, uma vez que a vigabatrina e a gabapentina são exclusivamente eliminadas inalteradas na urina e é improvável que compitam para as mesmas enzimas metabólicas e vias de eliminação do efavirenz. Vigabatrina/Emtricitabina; Gabapentina/Emtricitabina: Interação não estudada. Vigabatrina/Tenofovir disoproxil fumarato: Interação não estudada. Gabapentina/Tenofovir disoproxil fumarato: Interação não estudada. Efavirenz / Emtricitabina / Tenofovir e a vigabatrina ou a gabapentina podem ser coadministrados sem ajuste da dose.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Gabapentina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na glucuronidação da LAMOTRIGINA Medicamentos que não inibem ou induzem significativamente a glucuronidação da lamotrigina: Oxcarbazepina; Felbamato; Gabapentina; Levetiracetam; Pregabalina; Topiramato; Zonisamida; Lítio; Bupropiom; Olanzapina. Interações envolvendo fármacos antiepiléticos: Com base numa análise retrospetiva dos níveis plasmáticos, em doentes tratados com lamotrigina tanto com ou sem gabapentina, a gabapentina não parece alterar a depuração aparente da lamotrigina.

Hipericão + Gabapentina

Observações: Além disto, os pacientes devem estar informados que interacções com outros medicamentos não podem ser excluídas e devem ser tidas em consideração durante a toma de Hipericão.
Interações: Hipericão é contra-indicado (interacções farmacocinéticas) em associação com: - Certos imunossupressores tais como a ciclosporina e o tacrolimo (risco de rejeição de transplantes), - Os anticoagulantes orais, varfarina e o acenocoumarol (risco de trombose), - Os antiretrovirais inibidores da protease como o indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir, e os inibidores não-nucleósidos da transcriptase reversa como o efavirenz e nevirapina (risco de redução da concentração plasmática com diminuição possível da resposta virológica), - Os anticancerosos, irinotecan e mesilato de imatinib (risco de falha terapêutica), - Os seguintes anticonvulsivantes (exceto a gabapentina e a vigabatrina): carbamazepina, etosuximida, felbamate, fosfenitoína, lamotrigina, fenobarbital, fenitoína, primidona, tiagabina, topiramato, ácido valpróico, valpromida (risco de diminuição do efeito terapêutico).
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Antiácidos contendo alumínio e magnésio - se tomados em simultâneo, a absorção no estômago pode ser reduzida.

Deste modo, recomenda-se que Gabapentina seja administrada, pelo menos, 2 horas após a administração do antiácido.

Gabapentina não deve ser administrado durante a gravidez, a não ser que o médico lhe tenha dado informação contrária.

A mulher com possibilidade de engravidar deve utilizar contraceção eficaz.

Não pare de tomar este medicamento subitamente, uma vez que pode aumentar o risco de crises epiléticas com consequências graves para si e para o seu bebé.

Recomenda-se que não amamente enquanto estiver a tomar Gabapentina.

Gabapentina pode provocar tonturas, sonolência e cansaço.

Não deve conduzir, manobrar máquinas complexas ou realizar outras atividades potencialmente perigosas até saber se este medicamento afeta a sua capacidade para realizar essas atividades.

Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017