Fenofibrato

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
O FENOFIBRATO é uma substância derivada do ÁCIDO FÍBRICO, que ao metabolizar-se no organismo origina o ÁCIDO FENOFÍBRICO, o seu metabolito activo.

O Fenofibrato é um fármaco utilizado no tratamento de colesterol elevado.
Usos comuns
O Fenofibrato é usado concomitantemente com uma dieta adequada para tratar os níveis elevados de colesterol e triglicéridos (substâncias semelhantes a gordura), no sangue.

Isto pode ajudar a prevenir o desenvolvimento da pancreatite (inflamação ou inchaço do pâncreas) causada pelos níveis elevados de triglicerídeos no sangue.

O Fenofibrato está disponível apenas sob prescrição médica.
Tipo
pequena molécula
História
O Fenofibrato foi desenvolvido pelo Groupe Fournier SA, antes desta ter sido adquirida em 2005 pela Solvay Pharmaceutical, uma unidade de negócios de propriedade da empresa belga Solvay SA.

Por sua vez, em 2009, a Solvay Pharmaceutical foi adquirida pela Abbott Laboratories, que agora comercializa a substância.

Em 26 de fevereiro de 2013, a Mylan Pharmaceuticals, subsidiária da empresa farmacêutica global Mylan, lançou no mercado o Fenofibrato cápsulas USP, 43mg e 130mg.
Indicações
O Fenofibrato está indicado como um adjuvante da dieta ou outro tratamento (por exemplo exercício físico, redução de peso) nas seguintes situações:
– Tratamento da hipertrigliceridemia grave com ou sem níveis baixos de colesterol-HDL.

– Hiperlipidemia mista, quando uma estatina está contraindicada ou não é tolerada.
Classificação CFT
03.07     Antidislipidémicos
Mecanismo De Ação
O Fenofibrato exerce seus efeitos terapêuticos através da ativação de peroxissoma proliferador recetor ativado um (PPARa).

Isso aumenta a lipólise e a eliminação das partículas ricas em triglicérides de plasma através da ativação da lipoproteína lipase e redução da produção de apoproteína C-III.

A queda resultante na triglicéridos produz uma alteração no tamanho e composição de LDL de partículas pequenas, densas, de grandes partículas flutuantes.

Estas partículas maiores têm uma maior afinidade para os recetores de colesterol e são rapidamente catabolizados.
Posologia Orientativa
Adultos: 1 cápsula por dia.
Administração
As cápsulas devem ser tomadas inteiras durante a refeição.
Engulir a cápsula inteira com um copo de água.
Não abrir nem mastigar a cápsula.
Contraindicações
– Hipersensibilidade à substância ativa.
– Insuficiência hepática (incluindo cirrose biliar e função hepática anormal persistente e inexplicável.
– Insuficiência renal crónica grave.
– Pancreatite aguda ou crónica com exceção da pancreatite aguda devido a hipertrigliceridemia grave.
– Reação conhecida de fotoalergia ou fototoxicidade durante o tratamento com fibratos ou com cetoprofeno.
– Doença da vesícula biliar conhecida.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Deixe de tomar Fenofibrato e contacte o seu Médico rapidamente, se observar algum dos seguintes efeitos indesejáveis graves – pode ter necessidade de tratamento médico urgente:
– reações alérgicas – os sinais podem incluir edema da cara, lábios, língua ou garganta, que podem causar dificuldades em respirar.

– cãibras, fraqueza muscular ou dores musculares – podem ser sinais de inflamação muscular ou destruição muscular, podendo incluir lesão renal ou mesmo morte.

– dor no estômago – pode ser um sinal que o seu pâncreas está inflamado (pancreatite).

– dor no peito e falta de ar – podem ser sinais de um coágulo de sangue no pulmão (embolismo pulmonar).

– pernas inchadas, vermelhidão e dores – podem ser sinais de um coágulo de sangue na perna (trombose venosa profunda),

– pele amarelada ou olhos esbranquiçados (icterícia) , ou um aumento das enzimas hepáticas – podem ser sinais de fígado inflamado (hepatite).

Deixe de tomar Fenofibrato e vá ao seu Médico imediatamente, se observar algum dos efeitos secundários acima descritos.

Outros efeitos indesejáveis incluem:
Frequentes (afetam menos que 1 em 10 pessoas):
– Diarreia;
– Dor no estômago
– Flatulência;
– Náuseas;
– Vómitos;
– Níveis elevados das enzimas hepáticos – conforme verificado nos testes laboratoriais.

Pouco frequentes (afetam menos de 1 em cada 100 pessoas):
– Cefaleias;
– Pedra na vesícula;
– Falta de desejo sexual;
– Eritema, comichão ou manchas vermelhas na pele;
– Aumento da creatinina (produzida pelo rim) – conforme verificado em testes laboratoriais.

Raros (afetam menos de 1 em 1000 doentes):
– Perda de cabelo;
– Vertigem;
– Fadiga;
– Aumento da ureia (produzida pelo rim) – conforme verificado nos testes laboratoriais;
– Aumento da sensibilidade da pele à luz solar, lâmpadas solares e solários;
– Queda da hemoglobina (pigmento que transporta oxigénio para o sangue) e leucócitos – conforme verificado nos testes.

Efeitos indesejáveis em que a possibilidade de aparecerem não é conhecida:
– Problemas do pulmão a longo termo.
Se sentir algum desconforto ao respirar fora do vulgar, avise o seu Médico rapidamente.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Ausência de dados em humanos; embriotóxico em estudos animais; o produtor recomenda evitar. Ver Fibratos. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento:Evitar; não há informação útil.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Evitar; não há informação útil.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:134 mg/dia na IR ligeira; 67 mg/dia na IR moderada; evitar na IR grave.
Precauções Gerais
Causas secundárias de hiperlipidemia:
As causas secundárias de hiperlipidemia, tais como diabetes mellitus tipo 2 não controlada, hipotiroidismo, síndrome nefrótico, disproteinemia, doença hepática obstrutiva, tratamento farmacológico, alcoolismo, devem ser adequadamente tratadas antes da terapêutica com Fenofibrato ser considerada.

Em doentes com hiperlipidemia a tomar estrogénios ou contracetivos contendo estrogénios dever-se-á avaliar se a hiperlipidemia é de natureza primária ou secundária (possível aumento dos parâmetros lipídicos devido à administração oral de estrogénios).

Função hepática:
Tal como acontece com outros hipolipidemiantes, têm sido referidos aumentos dos níveis de transaminases em alguns doentes.

Na maioria dos casos, estes aumentos foram transitórios, pouco significativos e assintomáticos.

Recomenda-se uma monitorização dos níveis das transaminases de 3 em 3 meses durante os primeiros doze meses de tratamento e a partir daí periodicamente.

Deve-se dar particular atenção aos doentes que sofrem um aumento dos níveis de transaminases, devendo a terapêutica ser interrompida no caso de se verificar aumentos dos níveis de AST (SGOT) e ALT (SGTP) três vezes superior ao valor máximo normal.

Quando ocorrem sintomas indicativos da hepatite (como icterícia e prurido) e o diagnóstico é confirmado por testes laboratoriais a terapêutica com Fenofibrato deve ser descontinuada.

Pâncreas: Do mesmo modo que com outros fibratos, tem sido descrita pancreatite em doentes a tomar Fenofibrato.

Esta ocorrência pode representar a diminuição da eficácia em doentes com hipertrigliceridemia grave, um efeito direto do fármaco ou um fenómeno secundário mediado por lítiase biliar ou formação de lamas com obstrução do canal biliar comum.

Músculo:
Têm sido referidas situações de toxicidade muscular, com ou sem insuficiência renal, incluindo casos muito raros de rabdomiólise, com a administração de fibratos e outros hipolipidemiantes. A incidência destes distúrbios aumenta em situações de hipoalbuminemia e com antecedentes de insuficiência renal.

Doentes com fatores de predisposição para miopatia e ou rabdomiólise, incluindo os doentes com mais de 70 anos de idade, com história pessoal ou familiar de doenças musculares hereditárias, insuficiência renal, hipotiroidismo, consumo elevado de álcool, poderão ter um risco acrescido de desenvolver rabdomiólise. Nestes doentes os efeitos benéficos e os riscos da terapêutica devem ser cuidadosamente avaliados.

Deve-se suspeitar de toxicidade muscular em doentes que apresentem mialgia difusa, miosite, cãibras musculares e fraqueza muscular e/ou aumentos acentuados da CPK (níveis 5 vezes superiores aos valores normais). Nestes casos o tratamento com Fenofibrato deve ser interrompido.

O risco de toxicidade muscular pode ser aumentado com a administração concomitante de outro fibrato ou de um inibidor HMG-CoA redutase, particularmente em casos de manifestações anteriores de doença muscular.

Consequentemente, a coprescrição de Fenofibrato com um inibidor da HMG-CoA redutase ou outro fibrato deverá ser reservada a doentes com dislipidemias graves combinadas e de elevado risco cardiovascular sem qualquer história de doença muscular monitorização estreita da potencial toxicidade muscular.

Função renal:
O tratamento deve ser interrompido nos casos de aumentos nos níveis de creatinina > 50% do limite superior do valor normal de referência.

Recomenda-se que os níveis de creatinina sejam monitorizados durante os três primeiros meses de tratamento após o início do tratamento e a partir daí periodicamente (para recomendações da dose.

Excipientes: Este medicamento contém lactose.

Portanto, doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, a deficiência de lactase ou má absorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.
Cuidados com a Dieta
É importante tomar a cápsula com alimentos – este medicamento atua melhor se o seu estômago não estiver vazio.
Terapêutica Interrompida
Se esqueceu de tomar uma dose, tome a próxima dose com a refeição seguinte. De seguida, tome a sua próxima dose no período normal.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Pravastatina + Ácido acetilsalicílico + Fenofibrato

Observações: Não há evidência de interações farmacocinéticas clinicamente significativas na co-administração da pravastatina com o ácido acetilsalicílico.
Interações: O uso de fibratos em monoterapia está ocasionalmente associado a miopatia. Tem sido relatado um risco acrescido de acontecimentos adversos relacionados com os músculos, incluindo rabdomiólise, quando os fibratos são co-administrados com outras estatinas. Estes acontecimentos adversos não podem ser excluídos com a pravastatina; por conseguinte deve ser evitado o uso associado da pravastatina e fibratos (e.g. gemfibrozil, fenofibrato). Se for considerada necessária esta associação, é necessária a monitorização clínica e da CK dos doentes medicados com este regime.
 Potencialmente Grave

Ezetimiba + Fenofibrato

Observações: Só foram efetuados estudos de interação em adultos. Nos estudos pré-clínicos, demonstrou-se que a ezetimiba não induz as enzimas metabolizadoras de fármacos do citocromo P450. Não se observaram interações farmacocinéticas clinicamente significativas entre a ezetimiba e os fármacos metabolizados pelos citocromos P450 1A2, 2D6, 2C8, 2C9 e 3A4, ou pela N-acetiltransferase.
Interações: Os médicos devem ter conhecimento do possível risco de colelitíase e de doença da vesícula biliar em doentes a tomar fenofibrato e Ezetimiba. Se há suspeita de colelitíase num doente a tomar Ezetimiba e fenofibrato, é indicada a realização de estudos à vesícula biliar e esta terapêutica deve ser interrompida. A administração concomitante de fenofibrato ou gemfibrozil aumentou de forma modesta as concentrações totais de ezetimiba (aproximadamente 1,5 e 1,7 vezes, respetivamente). Não foi estudada a administração concomitante de Ezetimiba com outros fibratos. Os fibratos podem aumentar a excreção de colesterol para a bílis, conduzindo a colelitíase. Em estudos em animais, a ezetimiba aumentou algumas vezes o colesterol do suco biliar mas isto não ocorreu em todas as espécies. Não pode ser excluído um risco litogénico associado à utilização terapêutica de Ezetimiba.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Alirocumab + Fenofibrato

Observações: Uma vez que o alirocumab é um produto biológico, não são previstos efeitos farmacocinéticos do alirocumab sobre outros medicamentos, nem efeitos nas enzimas do citocromo P450.
Interações: As estatinas e outras terapêuticas modificadoras dos lípidos são conhecidas por aumentar a produção da PCSK9, a proteína alvo do alirocumab. Tal conduz ao aumento da depuração mediada pelo alvo e à exposição sistémica reduzida do alirocumab. Em comparação com a monoterapia com alirocumab, a exposição ao alirocumab é de cerca de 40%, 15% e 35% inferior quando utilizada concomitantemente com estatinas, ezetimiba e fenofibrato, respetivamente. No entanto, a redução do C-LDL mantém-se durante o intervalo de doses, quando o alirocumab é administrado a cada duas semanas.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fenofibrato + Anticoagulantes orais

Observações: Estudos "in vitro" com microssomas hepáticos humanos indicam que o fenofibrato e o ácido fenofíbrico não são inibidores das isoformas do citocromo (CYP) P450, CYP 3A4, CYP2D6, CYP2E1 ou o CYP1A2. Eles são inibidores fracos do CYP2C19 e CYP2A6, e inibidores ligeiros a moderados do CYP2C9 em concentrações terapêuticas. Doentes medicados em simultâneo com o fenofibrato e medicamentos metabolizados pelo CYP2C19, o CYP2A6 e em especial o CYP2C9 com intervalo terapêutico estreito devem ser cuidadosamente monitorizados e, se necessário, recomendam-se ajustes da dose destes fármacos.
Interações: O fenofibrato aumenta o efeito dos anticoagulantes orais podendo aumentar o risco de hemorragia. Recomenda-se uma redução da dose de anticoagulantes em cerca de um terço no início do tratamento, sendo depois ajustado gradualmente, se necessário, de acordo com a monitorização INR (International Normalised Ratio).
 Potencialmente Grave

Fenofibrato + Ciclosporina

Observações: Estudos "in vitro" com microssomas hepáticos humanos indicam que o fenofibrato e o ácido fenofíbrico não são inibidores das isoformas do citocromo (CYP) P450, CYP 3A4, CYP2D6, CYP2E1 ou o CYP1A2. Eles são inibidores fracos do CYP2C19 e CYP2A6, e inibidores ligeiros a moderados do CYP2C9 em concentrações terapêuticas. Doentes medicados em simultâneo com o fenofibrato e medicamentos metabolizados pelo CYP2C19, o CYP2A6 e em especial o CYP2C9 com intervalo terapêutico estreito devem ser cuidadosamente monitorizados e, se necessário, recomendam-se ajustes da dose destes fármacos.
Interações: Têm sido relatados alguns casos graves de debilitação reversível da função renal, durante a administração concomitante de fenofibrato e ciclosporina. A função renal destes doentes deverá ser por esse motivo continuamente monitorizada e no caso de se registarem alterações graves dos parâmetros laboratoriais, o tratamento com fenofibrato deve ser interrompido.

Rosuvastatina + Fenofibrato

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. A extensão das interações na população pediátrica não é conhecida.
Interações: Gemfibrozil e outros medicamentos antidislipidémicos: O uso concomitante de rosuvastatina e gemfibrozil resultou num aumento para o dobro da Cmáx e da AUC da rosuvastatina. Com base em dados de estudos de interação específicos, não são de esperar interações farmacocinéticas relevantes com fenofibrato, contudo poderá ocorrer uma interação farmacodinâmica. O gemfibrozil, o fenofibrato, outros fibratos e a niacina (ácido nicotínico) em doses hipolipemiantes (> ou igual a 1 g/dia) aumentam o risco de miopatia quando administrados concomitantemente com inibidores da HMG-CoA redutase, provavelmente porque podem provocar miopatia quando administrados isoladamente. A dose de 40 mg é contraindicada com o uso concomitante de fibratos. Estes doentes deverão também iniciar o tratamento com a dose de 5 mg.

Fenofibrato + Inibidores da HMG-CoA redutase (Estatinas)

Observações: Estudos "in vitro" com microssomas hepáticos humanos indicam que o fenofibrato e o ácido fenofíbrico não são inibidores das isoformas do citocromo (CYP) P450, CYP 3A4, CYP2D6, CYP2E1 ou o CYP1A2. Eles são inibidores fracos do CYP2C19 e CYP2A6, e inibidores ligeiros a moderados do CYP2C9 em concentrações terapêuticas. Doentes medicados em simultâneo com o fenofibrato e medicamentos metabolizados pelo CYP2C19, o CYP2A6 e em especial o CYP2C9 com intervalo terapêutico estreito devem ser cuidadosamente monitorizados e, se necessário, recomendam-se ajustes da dose destes fármacos.
Interações: O risco de toxicidade muscular grave é acrescido se o fibrato for usado concomitantemente com inibidores da HMG-CoA redutase ou outros fibratos. Esta associação terapêutica deve ser utilizada com precaução e os doentes cuidadosamente monitorizados observando-se particularmente para os sinais de toxicidade muscular.

Fenofibrato + Glitazonas (tiazolidinedionas (TZDs))

Observações: Estudos "in vitro" com microssomas hepáticos humanos indicam que o fenofibrato e o ácido fenofíbrico não são inibidores das isoformas do citocromo (CYP) P450, CYP 3A4, CYP2D6, CYP2E1 ou o CYP1A2. Eles são inibidores fracos do CYP2C19 e CYP2A6, e inibidores ligeiros a moderados do CYP2C9 em concentrações terapêuticas. Doentes medicados em simultâneo com o fenofibrato e medicamentos metabolizados pelo CYP2C19, o CYP2A6 e em especial o CYP2C9 com intervalo terapêutico estreito devem ser cuidadosamente monitorizados e, se necessário, recomendam-se ajustes da dose destes fármacos.
Interações: Tem sido reportados alguns casos de redução paradoxical resersível de colesterol-HDL, durante a administração concomitante de fenofibrato e glitazonas. Pelo que recomenda-se monitorizar o colesterol-HDL se se adicionar um destes componentes ao outro e interromper ambas as terapêuticas se o nível de colesterol-HDL for muito baixo.

Glisentida (glipentida) + Fenofibrato

Observações: N.D.
Interações: O deslocamento da glisentida da sua fixação ao proteínas pode aumentar os seus efeitos hipoglicemiantes. Alguns medicamentos, tais como clofibrato, fenofibrato, fenilbutazona, salicilatos e sulfonamidas, podem deslocar as sulfonilureas com ligações iónicas às proteínas (caso da clorpropamida, tolbutamida e tolazamida) muito mais do que eles fazem com o glisentida.

Ácido acetilsalisílico + Atorvastatina + Ramipril + Fenofibrato

Observações: N.D.
Interações: Fenofibrato 160 mg OD, 7 dias Atorvastatina 40 mg SD Recomenda-se a monitorização clínica destes doentes.

Rosuvastatina + Perindopril + Indapamida + Fenofibrato

Observações: n.d.
Interações: Relacionados com rosuvastatina Efeito da administração concomitante de medicamentos na rosuvastatina Gemfibrozil e outros medicamentos hipolipemiantes: O uso concomitante de rosuvastatina e gemfibrozil resultou num aumento para o dobro da Cmax e AUC da rosuvastatina. Com base em dados de estudos de interação específicos, não são de esperar interações farmacocinéticas relevantes com fenofibrato, contudo podem ocorrer interações farmacodinâmicas. O gemfibrozil, fenofibrato, outros fibratos e niacina (ácido nicotínico) em doses hipolipemiantes (> ou igual a 1 g/dia) aumentam o risco de miopatia quando administrados concomitantemente com inibidores da redutase da HMG-CoA, provavelmente porque podem provocar miopatia quando administrados isoladamente. A dose de 40 mg está contraindicada no uso concomitante de fibratos. Estes doentes devem também iniciar o tratamento com a dose de 5 mg.

Rosuvastatina + Valsartan + Fenofibrato

Observações: Não foram efetuados estudos de interação com Rosuvastatina / Valsartan e outros medicamentos. Os estudos de interação só foram realizados em adultos. A extensão das interações na população pediátrica não é conhecida.
Interações: Gemfibrozil e outros medicamentos hipolipemiantes: O uso concomitante de rosuvastatina e gemfibrozil resultou num aumento para o dobro da Cmax e AUC da rosuvastatina. Com base em dados de estudos de interação específicos, não são de esperar interações farmacocinéticas relevantes com fenofibrato, contudo podem ocorrer interações farmacodinâmicas. O gemfibrozil, fenofibrato, outros fibratos e niacina (ácido nicotínico) em doses hipolipemiantes (> ou igual a 1 g/dia) aumentam o risco de miopatia quando administrados concomitantemente com inibidores da redutase da HMG-CoA, provavelmente porque podem provocar miopatia quando administrados isoladamente. As doses de 30 mg e 40 mg estão contraindicadas no uso concomitante de fibratos. Estes doentes devem também iniciar o tratamento com a dose de 5 mg.

Aliscireno + Hidroclorotiazida + Fenofibrato

Observações: N.D.
Interações: Substâncias que foram investigadas em estudos clínicos de farmacocinética com aliscireno incluíram acenocumarol, atenolol, celecoxib, fenofibrato, pioglitazona, alopurinol, mononitrato-5-isossorbido, digoxina, metformina, amlodipina, atorvastatina, cimetidina e hidroclorotiazida. Não foram identificadas interações clinicamente relevantes. Consequentemente não é necessário ajuste posológico do aliscireno ou destes medicamentos administrados concomitantemente.

Lomitapida + Fenofibrato

Observações: Avaliação in vitro das interações medicamentosas: A lomitapida inibe o CYP3A4. A lomitapida não induz os CYP 1A2, 3A4 ou 2B6, e também não inibe os CYP 1A2, 2B6, 2C9, 2C19, 2D6 ou 2E1. A lomitapida não é um substrato da glicoproteína P, mas inibe a glicoproteína P. A lomitapida não inibe a proteína de resistência ao cancro da mama (BCRP).
Interações: Efeitos da lomitapida noutros medicamentos: Fenofibrato, niacina e ezetimiba: Quando se administrou lomitapida em estado de equilíbrio antes de fenofibrato micronizado 145 mg, niacina 1000 mg de libertação prolongada ou ezetimiba 10 mg, não se observaram efeitos clinicamente significativos na exposição de qualquer um destes medicamentos. Não são necessários ajustes da dose na administração concomitante com o Lomitapida.
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

O Fenofibrato só deverá ser usado durante a gravidez após uma cuidadosa avaliação do risco/benefício.
O Fenofibrato não deverá ser tomado durante a amamentação.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017