Famotidina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
Famotidina é um fármaco, antiulceroso, inibidor de receptores de histamina do tipo H2.

O seu principal efeito farmacodinâmico é a inibição da secreção gástrica.
Usos comuns
Famotidina é usado para tratar úlceras de estômago (gástricas e duodenais), esofagite erosiva (azia ou indigestão ácida), e doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).

DRGE é uma condição em que o ácido no estômago lava de volta para o esófago.

É também utilizado para tratar certas condições em que existe demasiado ácido no estômago (por exemplo, síndrome de Zollinger-Ellison, tumores endócrinos).

Famotidina pertence ao grupo de medicamentos conhecidos como antagonistas dos receptores H2 da histamina ou bloqueadores de H2.

Funciona diminuindo a quantidade de ácido produzido pelo estômago.

Famotidina está disponível com prescrição médica e também sem receita.

Para a forma de prescrição, há mais do medicamento em cada comprimido.

O prescritor dará instruções especiais sobre o uso e a dose adequada para cada problema.
Tipo
pequena molécula
História
A Famotidina foi desenvolvida por Yamanouchi Pharmaceutical Co.

Foi licenciado em meados dos anos 80 pela Merck & Co. e é comercializado por uma joint venture entre Merck e Johnson & Johnson.

O imidazol-anel de cimetidina foi substituída com um anel de 2-guanidino-tiazole.

Famotidine provou ser 30 vezes mais ativo do que a cimetidina.

Foi comercializado pela primeira vez em 1981.

Pepcid RPD comprimidos por via oral-desintegração (que não são engolidas) foram lançados em 1999.

Preparações genéricos tornou-se disponível em 2001, egFluxid (Schwarz) ou Quamatel (Gedeon Richter Ltd.).
Indicações
- Úlcera duodenal;

- Úlcera gástrica benigna;

- Situações de hipersecreção gástrica, tais como o sindroma de Zollinger-Ellison;

- Prevenção das recidivas de úlcera duodenal;

- Prevenção das recidivas de úlcera gástrica benigna;

- Alívio sintomático da esofagite de refluxo;

- Cicatrização das erosões ou ulcerações do esófago associadas à esofagite de refluxo;

- Prevenção das recidivas dos sintomas e erosões ou ulcerações associadas à esofagite de refluxo.
Classificação CFT
06.02.02.02     Antagonistas dos recetores H2
Mecanismo De Ação
A famotidina é um antagonista dos receptores H2 altamente eficaz e de acção duradoura.


A famotidina tem um início de acção rápido e apresenta um elevado grau de especificidade para os receptores H2 da histamina.


A famotidina reduz o conteúdo de ácido e de pepsina, bem como o volume da secreção gástrica basal e estimulada.

Nos estudos clínicos, a famotidina aliviou a dor associada à ulceração péptica, usualmente na primeira semana de tratamento, e suprimiu a secreção ácida do estômago com a administração uma vez por dia, à noite.


A famotidina é altamente eficaz no tratamento de úlcera duodenal, da úlcera gástrica benigna e de situações de hipersecreção como a síndroma de ZoIlinger-EIlison, bem como de outras situações em que seja desejável a diminuição da secreção gástrica.


No tratamento da esofagite de refluxo, a famotidina demonstrou aliviar os sintomas e promover a cicatrização das erosões ou ulcerações da mucosa do esófago.

Além disso, tem sido demonstrado que a famotidina previne as recidivas dos sintomas e erosões ou ulcerações associadas à esofagite de refluxo.


A famotidina é também altamente eficaz na prevenção das recidivas da úlcera duodenal e da úlcera gástrica benigna.


Após a administração oral, o início do efeito antisecretório ocorreu em 1 hora; o efeito máximo foi dependente da dose, ocorrendo em uma a três horas.


Após a administração intravenosa, o efeito máximo foi atingido em 30 minutos.

Doses únicas de 20 e de 40 mg inibiram a secreção ácida nocturna basal em todos os indivíduos; a secreção ácida gástrica média foi inibida em 86% e 94%, respectivamente por um período de pelo menos 10 horas.


A presença da esofagite de refluxo parece estar correlacionada com a percentagem de tempo, no espaço de 24 horas, durante o qual o esófago se encontra exposto ao ácido.


Nos doentes com esofagite de refluxo, as posologias de 20 mg duas vezes por dia e de 40 mg de famotidina duas vezes por dia, reduziram a exposição do esófago ao ácido para um nível normal, quando determinado por monitorização do pH do esófago ao longo de 24 horas.

Nos estudos clínicos em doentes com esofagite de refluxo, e com esofagite ulcerativa ou erosiva verificada por endoscopia, a posologia de 40 mg duas vezes por dia foi mais eficaz que a de 20 mg duas vezes por dia na cicatrização das lesões esofágicas.

Ambos os regimes posológicos foram superiores ao placebo.


Em doentes tratados durante 6 meses com famotidina, as recidivas da erosão ou ulceração esofágica foram significativamente inferiores que nos doentes tratados com placebo.

A famotidina mostrou também ser superior ao placebo na prevenção do agravamento dos sintomas.


Não se verificaram efeitos anti-androgénicos nos estudos de farmacologia clínica.

Os níveis séricos hormonais, incluindo os da prolactina, do cortisol, da tiroxina (T4) e da testosterona, não se encontravam alterados após o tratamento com famotidina.
Posologia Orientativa
Úlcera duodenal
Terapêutica inicial
A dose recomendada de Famotidina é de um comprimido de 40 mg por dia, tomado à noite.
O tratamento deverá ser mantido durante 4 a 8 semanas mas a sua duração pode ser encurtada se a endoscopia revelar cicatrização completa da úlcera.

Terapêutica de manutenção
Para a prevenção de recidivas da ulceração duodenal, é recomendado que o tratamento seja continuado com Famotidina, na dose diária de um comprimido de 20 mg à noite.

Úlcera gástrica benigna
Terapêutica inicial
A dose recomendada é de um comprimido diário de 40 mg tomado à noite.
O tratamento deverá ser mantido por 4-8 semanas mas a sua duração pode ser encurtada se a endoscopia revelar cicatrização da úlcera.

Terapêutica de manutenção
A dose recomendada para a prevenção da recorrência de úlcera gástrica benigna é de um comprimido de 20 mg, tomado à noite, e que pode ser administrado por um período até um ano.

Síndroma de Zollinger-Ellinson
Doentes sem prévia terapêutica anti-secretória deverão iniciar Famotidina na dose de 20 mg de 6 em 6 horas.
A posologia deverá ser reajustada e individualizada de acordo com as necessidades do doente e mantida pelo tempo clinicamente indicado.
Têm sido utilizadas doses diárias até 800 mg por períodos até um ano, sem
desencadear efeitos adversos significativos ou taquifilaxia.

Esofagite de Refluxo
Terapêutica inicial
A posologia recomendada para alívio sintomático da esofagite de refluxo é de 20 mg de famotidina duas vezes por dia.
No tratamento da erosão ou ulceração do esófago associadas à esofagite de refluxo, a posologia recomendada é de 40 mg de famotidina duas vezes por dia.

Terapêutica de Manutenção
A posologia recomendada para a prevenção da recorrência dos sintomas e erosões ou ulcerações associadas à esofagite de refluxo é de 20 mg de famotidina duas vezes por dia.

Ajustamentos de posologia em doentes com insuficiência renal grave
Em doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina inferior a 10 ml/min), a posologia da Famotidina deverá ser reduzida para 20 mg tomados à noite
Administração
Os comprimidos de Famotidina destinam-se a ser administrados por via oral.
Contraindicações
Hipersensibilidade à Famotidina.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Foi demonstrado que a Famotidina é geralmente bem tolerada.


Foram referidas raramente cefaleias, tonturas, obstipação e diarreia.


Foram relatados ainda menos frequentemente outros efeitos colaterais, como sejam:
secura da boca, náusea e/ou vómito, desconforto abdominal ou distensão, anorexia, fadiga, exantema, prurido e urticária, anomalias nas enzimas hepáticas, icterícia colestática, anafilase, angioedema, artralgia, cãibras musculares, perturbações psíquicas reversíveis, incluindo depressão, ansiedade, agitação, confusão e alucinações.


Foi relatada, embora raramente, necrose epidérmica tóxica com os antagonistas dos receptores H2.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Evitar; usar apenas se o benefício potencial suplantar os riscos possíveis para o feto. Ausência de risco fetal, demonstrada em experimentação animal ou em estudos humanos.
Aleitamento
Aleitamento:Evitar; presente no leite.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Reduzir dose na IR grave.
Conducao
Conducao:Pode alterar a capacidade de condução.
Precauções Gerais
Neoplasia gástrica
Deverá ser excluída a existência de neoplasia gástrica antes de iniciar o tratamento da úlcera gástrica com Famotidina.

A resposta sintomática ao tratamento da úlcera gástrica com Famotidina não exclui a presença de neoplasia gástrica.


Insuficiência renal
Uma vez que a famotidina é excretada principalmente pelo rim deverá ser usada com precaução em doentes com insuficiência renal.

Deverá ser considerada uma redução da dose diária se a depuração da creatinina for inferior a 10 ml/min.


Uso pediátrico
Não foram ainda estabelecidas a segurança e eficácia de famotidina em crianças.


Uso em idosos
Quando, em ensaios clínicos, se administrou famotidina a doentes idosos, não foi observado qualquer aumento da incidência ou modificação do tipo de efeitos colaterais relacionados com o fármaco.

Não há necessidade de ajustamentos da posologia com base apenas na idade.
Cuidados com a Dieta
Não interfere com alimentos e bebidas.
Terapêutica Interrompida
Tente tomar diariamente este medicamento conforme indicado pelo seu médico.

No entanto, se se esqueceu de tomar uma dose, deverá tomá-la assim que se lembrar.

Não tome uma toma a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.


Não necessita de precauções especiais de conservação.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Famotidina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interação com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interações: ANTAGONISTAS DOS RECETORES H2 Cimetidina Famotidina Nizatidina Ranitidina Tendo por base considerações teóricas, não são esperadas interações mecanísticas. este medicamento pode ser administrado concomitantemente com antagonistas dos recetores H2 sem ajuste de dose.

Elvitegravir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir + Famotidina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Estudos realizados com outros medicamentos: Com base em estudos de interações medicamentosas realizados com os componentes deste medicamento, não se observaram nem são de prever interações medicamentosas clinicamente significativas entre os componentes de Elvitegravir / Cobicistate / Emtricitabina / Tenofovir e os seguintes fármacos: Entecavir, famciclovir, famotidina, omeprazol e ribavirina.

Apixabano + Famotidina

Observações: N.D.
Interações: Outras terapêuticas concomitantes: Não foram observadas interações farmacinéticas ou farmacodinâmicas quando o apixaban o foi coadministrado com atenolol ou famotidina. A coadministração de 10 mg de apixabano com 100 mg de atenolol, não teve um efeito clinicamente relevante na farmacocinética do apixabano. Após a administração dos dois medicamentos em simultâneo, a AUC e Cmax médias de apixabano foram 15% e 18% mais baixas do que quando administrado isoladamente. A administração de 10 mg de apixabano com 40 mg de famotidina não teve efeito na AUC nem na Cmax do apixabano.

Famotidina + Varfarina

Observações: Não foram identificadas quaisquer interações de importância clínica.
Interações: A Famotidina não interage com o sistema enzimática biotransformador de fármacos dependente do citocromo P-450. Foram ensaiados no homem compostos metabolizados por este sistema tais como: varfarina, teofilina, fenitoína, diazepam, propranolol, aminopirina e antipirina.

Famotidina + Teofilina

Observações: Não foram identificadas quaisquer interações de importância clínica.
Interações: A Famotidina não interage com o sistema enzimática biotransformador de fármacos dependente do citocromo P-450. Foram ensaiados no homem compostos metabolizados por este sistema tais como: varfarina, teofilina, fenitoína, diazepam, propranolol, aminopirina e antipirina.

Sofosbuvir + Velpatasvir + Voxilaprevir + Famotidina

Observações: n.d.
Interações: Interações entre Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir e outros medicamentos: AGENTES REDUTORES DE ÁCIDO Antagonistas dos recetores H2 Famotidina (dose única de 40 mg) + sofosbuvir/velpatasvir/ voxilaprevir (dose única de 400/100/100 mg) Famotidina administrada simultaneamente com Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir Cimetidina, Nizatidina, Ranitidina (Aumento do pH gástrico diminui a solubilidade de velpatasvir) Famotidina (dose única de 40 mg) + sofosbuvir/velpatasvir/ voxilaprevir (dose única de 400/100/100 mg)c Famotidina administrada 12 horas antes de Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir (Aumento do pH gástrico diminui a solubilidade de velpatasvir) Os antagonistas dos recetores H2 podem ser administrados simultaneamente ou alternados com Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir numa dose que não exceda doses comparáveis a 40 mg de famotidina duas vezes por dia.

Famotidina + Fenitoína

Observações: Não foram identificadas quaisquer interações de importância clínica.
Interações: A Famotidina não interage com o sistema enzimática biotransformador de fármacos dependente do citocromo P-450. Foram ensaiados no homem compostos metabolizados por este sistema tais como: varfarina, teofilina, fenitoína, diazepam, propranolol, aminopirina e antipirina.

Famotidina + Diazepam

Observações: Não foram identificadas quaisquer interações de importância clínica.
Interações: A Famotidina não interage com o sistema enzimática biotransformador de fármacos dependente do citocromo P-450. Foram ensaiados no homem compostos metabolizados por este sistema tais como: varfarina, teofilina, fenitoína, diazepam, propranolol, aminopirina e antipirina.

Famotidina + Propranolol

Observações: Não foram identificadas quaisquer interações de importância clínica.
Interações: A Famotidina não interage com o sistema enzimática biotransformador de fármacos dependente do citocromo P-450. Foram ensaiados no homem compostos metabolizados por este sistema tais como: varfarina, teofilina, fenitoína, diazepam, propranolol, aminopirina e antipirina.

Famotidina + Aminopirina (Aminofenazona)

Observações: Não foram identificadas quaisquer interações de importância clínica.
Interações: A Famotidina não interage com o sistema enzimática biotransformador de fármacos dependente do citocromo P-450. Foram ensaiados no homem compostos metabolizados por este sistema tais como: varfarina, teofilina, fenitoína, diazepam, propranolol, aminopirina e antipirina.

Famotidina + Fenazona

Observações: Não foram identificadas quaisquer interações de importância clínica.
Interações: A Famotidina não interage com o sistema enzimática biotransformador de fármacos dependente do citocromo P-450. Foram ensaiados no homem compostos metabolizados por este sistema tais como: varfarina, teofilina, fenitoína, diazepam, propranolol, aminopirina e antipirina.

Famotidina + Indocianina verde

Observações: Não foram identificadas quaisquer interações de importância clínica.
Interações: Foi utilizado o verde de indocianina como indicador do débito sanguíneo hepático e/ou da extracção hepática de fármacos, não se tendo encontrado efeitos significativos.

Famotidina + Femprocumona

Observações: Não foram identificadas quaisquer interações de importância clínica.
Interações: Estudos em doentes em terapêutica estabilizada com femprocumona não apresentaram interacção farmacocinética com a famotidina nem qualquer efeito na farmacocinética ou na actividade anticoagulante da fenprocumona.

Famotidina + Álcool

Observações: Não foram identificadas quaisquer interações de importância clínica.
Interações: Além disso, estudos com famotidina não demonstraram qualquer aumento dos níveis de álcool no sangue esperados após ingestão de álcool.

Nilotinib + Famotidina

Observações: O nilotinib é principalmente metabolizado no fígado e é também substrato para a bomba de efluxo multifármacos, glicoproteína-P (gp-P). Assim, a absorção e subsequente eliminação do nilotinib absorvido sistemicamente podem ser influenciadas por substâncias que afetem a CYP3A4 e/ou a gp-P.
Interações: Substâncias que podem diminuir as concentrações séricas do nilotinib: Num estudo com indivíduos saudáveis, não se observou alteração significativa na farmacocinética do nilotinib a quando da administração de uma dose única de 400 mg de Nilotinib 10 horas depois e 2 horas antes de famotidina. Assim, quando é necessária a utilização concomitante de um bloqueador H2, este pode ser administrado aproximadamente 10 horas antes e aproximadamente 2 horas depois da dose de Nilotinib.

Cefditoreno + Famotidina

Observações: N.D.
Interações: Antagonistas dos receptores: A administração concomitante de famotidina intravenosa e de pivoxilato de cefditoreno oral produziu uma diminuição na Cmax e na AUC do cefditoreno de 27% e 22% respectivamente. Assim, o uso concomitante de pivoxilato de cefditoreno e de antagonistas dos receptores H2 não está recomendado.
 Sem significado Clínico

Saxagliptina + Famotidina

Observações: Os dados clínicos a seguir descritos sugerem que é baixo o risco de interações clinicamente significativas com medicamentos coadministrados.
Interações: Em estudos in vitro, a saxagliptina e o seu principal metabolito não inibiram o CYP1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1, ou 3A4, nem induziram o CYP1A2, 2B6, 2C9, ou 3A4. Em estudos realizados em indivíduos saudáveis, a farmacocinética da saxagliptina e do seu principal metabolito não foram significativamente alteradas pela metformina, glibenclamida, pioglitazona, digoxina, sinvastatina, omeprazol, antiácidos ou famotidina. Adicionalmente, a saxagliptina não alterou significativamente a farmacocinética da metformina, glibenclamida, pioglitazona, digoxina, sinvastatina, dos componentes ativos de um contracetivo oral combinado (etinilestradiol e norgestimato), do diltiazem ou cetoconazol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Azintamida + Celulase + Pancreatina + Famotidina

Observações: N.D.
Interações: A pancreatina do Azintamida/Celulase/Pancreatina poderá ter os seus efeitos aumentados pelos antagonistas H2 como a cimetidina, famotidina e nazatidina.

Efavirenz + Famotidina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIÁCIDOS: Antiácido hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio, simeticone /Efavirenz (dose única de 30 ml / dose única de 400 mg). Famotidina/Efavirenz: (dose única de 40 mg /dose única de 400 mg). Nem os antiácidos de hidróxido de alumínio/hidróxido de magnésio nem a famotidina alteraram a absorção do efavirenz. Não é de esperar que a coadministração de efavirenz com outros medicamentos que alteram o pH gástrico afete a absorção do efavirenz.

Ledipasvir + Sofosbuvir + Famotidina

Observações: Quaisquer interações que tenham sido identificadas com cada uma destas substâncias ativas individualmente podem ocorrer com a associação de Ledipasvir/Sofosbuvir.
Interações: Interações entre Ledipasvir/sofosbuvir e outros medicamentos AGENTES REDUTORES DE ÁCIDO Antagonistas dos recetores H2 Famotidina (dose única de 40 mg)/ledipasvir (dose única de 90 mg)c/ sofosbuvir (dose única de 400 mg) Famotidina administrada simultaneamente com Ledipasvir/sofosbuvir Cimetidina Nizatidina Ranitidina Famotidina (dose única de 40 mg)/ledipasvir (dose única de90 mg)c/ sofosbuvir (dose única de 400 mg) Famotidina administrada 12 horas antes de Ledipasvir/sofosbuvir Os antagonistas dos recetores H2 podem ser administrados simultaneamente ou alternados com Ledipasvir/sofosbuvir numa dose que não exceda doses comparáveis a 40 mg de famotidina duas vezes por dia.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Aripiprazol + Famotidina

Observações: Deverá ter-se precaução se o aripiprazol for administrado concomitantemente com medicamentos que se sabe que causam intervalo QT prolongado ou desequilíbrio eletrolítico.
Interações: Um bloqueador do ácido gástrico, o antagonista H2 famotidina, reduz a taxa de absorção do aripiprazol, mas este efeito não foi considerado clinicamente relevante.

Rilpivirina + Famotidina

Observações: A rilpivirina é um inibidor in vitro do transportador MATE-2K com um IC50 < 2,7 nM. As implicações clínicas deste achado são atualmente desconhecidas.
Interações: INTERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES POSOLÓGICAS COM OUTROS MEDICAMENTOS ANTAGONISTAS DOS RECETORES H2: Famotidina*# Dose única de 40 mg administrada 12 horas antes de rilpivirina Famotidina*# Dose única de 40 mg administrada 2 horas antes de rilpivirina Famotidina*# Dose única de 40 mg administrada 4 horas após a rilpivirina (reduzida absorção devido ao aumento do pH gástrico) A associação de Rilpivirina e antagonistas dos recetores H2 deve ser utilizada com particular precaução. Apenas devem ser utilizados os antagonistas dos recetores H2 que podem ser administrados uma vez por dia. Deverá ser utilizado um esquema posológico restrito, com toma de antagonistas dos recetores H2 pelos menos 12 horas antes ou pelo menos 4 horas após a administração de Rilpivirina. * A interação entre Rilpivirina e o medicamento foi avaliada num estudo clínico. Todas as outras interações medicamentosas apresentadas são previstas. # Este estudo de interação foi realizado com uma dose superior à dose recomendada de Rilpivirina, para avaliar o efeito máximo no medicamento administrado concomitantemente. A recomendação posológica é aplicável à dose recomendada de Rilpivirina de 25 mg uma vez por dia.

Dolutegravir + Rilpivirina + Famotidina

Observações: n.d.
Interações: Antagonistas dos recetores H2 Famotidina/Dolutegravir: A associação de Dolutegravir + Rilpivirina e antagonistas dos recetores H2 deve ser utilizada com particular precaução. Apenas devem ser utilizados os antagonistas dos recetores H2 que podem ser administrados uma vez por dia. Famotidina/Rilpivirina Dose única de 40 mg administrada 12 horas antes de rilpivirina Dose única de 40 mg administrada 2 horas antes de rilpivirina Dose única de 40 mg administrada 4 horas após de rilpivirina Os antagonistas dos recetores H2 devem ser tomados de forma bem separada da administração de Dolutegravir + Rilpivirina (no mínimo 4 horas após ou 12 horas antes).

Saxagliptina + Dapagliflozina + Famotidina

Observações: Saxagliptina: O metabolismo da saxagliptina é mediado principalmente pelo citocromo P450 3A4/5 (CYP3A4/5). Dapagliflozina: O metabolismo da dapagliflozina é feito principalmente através de conjugação do glucuronido mediado pela UDP glucuroniltransferase 1A9 (UGT1A9).
Interações: Em estudos realizados em indivíduos saudáveis, nem a farmacocinética de saxagliptina nem do seu metabolito principal foram significativamente alterados pela metformina, glibenclamida, pioglitazona, digoxina, sinvastatina, omeprazol, antiácidos ou famotidina.

Hidróxido de alumínio + Famotidina

Observações: N.D.
Interações: Os antiácidos provocam uma diminuição da absorção dum número considerável de fármacos, entre os quais: famotidina. Deve ser evitada a administração simultânea do hidróxido de alumínio com os referidos fármacos.

Darunavir + Cobicistate + Famotidina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interação com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interações: ANTAGONISTAS DOS RECETORES H2: Cimetidina, Famotidina, Nizatidina, Ranitidina: Tendo por base considerações teóricas, não são esperadas interações mecanísticas. Darunavir / Cobicistate pode ser administrado concomitantemente com antagonistas dos recetores H2 sem ajuste de dose.

Dasatinib + Famotidina

Observações: N.D.
Interações: Antagonistas dos recetores da histamina-2 e inibidores da bomba de protões: É provável que a supressão a longo prazo da secreção ácida gástrica pelos antagonistas dos recetores H2 e inibidores da bomba de protões (ex. famotidina e omeprazol) reduza a exposição ao dasatinib. Num estudo de dose única em indivíduos saudáveis, a administração de famotidina 10 horas antes de uma dose única de dasatinib reduziu a exposição ao dasatinib em cerca de 61%. Num estudo de 14 indivíduos saudáveis, a administração de uma dose única de 100 mg de dasatinib 22 horas após omeprazol na dose de 40 mg durante 4 dias no estado estacionário, levou à redução da AUC do dasatinib em 43% e da Cmax do dasatinib em 42%. Em doentes a receber terapêutica com dasatinib deve ser considerada a utilização de antiácidos em substituição dos antagonistas dos recetores H2 ou dos inibidores da bomba de protões.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Raltegravir + Famotidina

Observações: Todos os ensaios de interação foram realizados em adultos.
Interações: Efeito de outros medicamentos na farmacocinética do raltegravir: A administração concomitante de Raltegravir com outros medicamentos que aumentam o pH gástrico (ex., omeprazol e famotidina) pode aumentar a taxa de absorção de raltegravir e conduzir a níveis plasmáticos de raltegravir aumentados. Nos ensaios clínicos de fase III, os perfis de segurança nos subgrupos de doentes a tomar inibidores da bomba de protões ou antagonistas H2 foram comparáveis aos que não estavam a tomar estes antiácidos. Deste modo, não é necessário ajuste de dose com a utilização de inibidores da bomba de protões ou antagonistas H2. Dados de Interações Farmacocinéticas: BLOQUEADORES H2 E INIBIDORES DA BOMBA DE PROTÕES: Famotidina (raltegravir 400 mg Duas Vezes por Dia) Não é necessário ajuste posológico para o Raltegravir.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio + Famotidina

Observações: O uso concomitante de carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio com outros medicamentos pode alterar a absorção destes últimos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio e o ácido contido em algumas bebidas (sumo de fruta, vinho, etc) pode aumentar a absorção intestinal de alumínio. Devido à grande variedade de interações medicamentosas é recomendado, exceto indicação contrária do médico, um intervalo de 2 horas entre a administração do antiácido e outros medicamentos.
Interações: Foram encontradas pequenas diminuições na absorção de digoxina, captopril, cimetidina, ranitidina, famotidina, teofilina, propranolol, atenolol, sulfato de ferro e clorpromazina. Estas diminuições não são clinicamente relevantes.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio + Dimeticone + Famotidina

Observações: Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio/ Dimeticone pode interferir com a biodisponibilidade oral de vários fármacos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio com outros fármacos pode alterar a absorção destes últimos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio e o ácido contido em algumas bebidas (sumo de fruta, vinho, etc) pode aumentar a absorção intestinal de alumínio.
Interações: Foram encontradas pequenas diminuições na absorção de digoxina, captopril, cimetidina, ranitidina, famotidina, teofilina, propranolol, atenolol, sulfato de ferro e clorpromazina. Estas diminuições não são clinicamente relevantes. Tendo em conta uma possível diminuição da absorção, deve considerar-se um intervalo de uma a duas horas entre a administração de antiácidos e de outros fármacos.
 Sem significado Clínico

Metformina + Saxagliptina + Famotidina

Observações: A administração concomitante de doses múltiplas de saxagliptina (2,5 mg duas vezes por dia) e metformina (1.000 mg duas vezes por dia) não alterou significativamente o perfil farmacocinético da saxagliptina nem da metformina em doentes com diabetes tipo 2. Não foram realizados estudos formais de interação com Metformina/Saxagliptina.
Interações: SAXAGLIPTINA: Os dados clínicos a seguir descritos sugerem que é baixo o risco de interações clinicamente significativas com outros medicamentos administrados concomitantemente. O metabolismo da saxagliptina é mediado principalmente pelo citocromo P450 3A4/5 (CYP3A4/5). Em estudos in vitro, a saxagliptina e o seu principal metabolito não inibiram o CYP1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1, ou 3A4, nem induziram o CYP1A2, 2B6, 2C9, ou 3A4. Em estudos realizados em indivíduos saudáveis, a farmacocinética da saxagliptina e do seu principal metabolito não foram significativamente alteradas pela metformina, glibenclamida, pioglitazona, digoxina, sinvastatina, omeprazol, antiácidos ou famotidina. Adicionalmente, a saxagliptina não alterou significativamente a farmacocinética da metformina, glibenclamida, pioglitazona, digoxina, sinvastatina, os componentes ativos dos contracetivos orais combinados (etinilestradiol e norgestimato), diltiazem ou cetoconazol. A administração concomitante de saxagliptina com o diltiazem, um inibidor moderado do CYP3A4/5, aumentou a Cmax e a AUC da saxagliptina em cerca de 63% e 2,1 vezes, respetivamente, e os valores correspondentes para o metabolito ativo diminuíram em cerca de 44% e 34%, respetivamente. A administração concomitante de saxagliptina com o cetoconazol, um inibidor potente do CYP3A4/5, aumentou a Cmax e a AUC da saxagliptina em cerca de 62% e 2,5 vezes, respetivamente, e os valores correspondentes para o metabolito ativo diminuíram em cerca de 95% e 88%, respetivamente.

Efavirenz + Emtricitabina + Tenofovir + Famotidina

Observações: As interações que foram identificadas com Efavirenz, Emtricitabina e Tenofovir individualmente podem ocorrer com esta associação. Os estudos de interação com estes medicamentos só foram realizados em adultos.
Interações: Estudos conduzidos com outros medicamentos: Não se observaram quaisquer interações farmacocinéticas clinicamente significativas quando efavirenz foi administrado com azitromicina, cetirizina, fosamprenavir/ritonavir, lorazepam, nelfinavir, zidovudina, antiácidos de hidróxido de alumínio/magnésio, famotidina ou fluconazol.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Não é recomendada a utilização de Famotidina durante a gravidez e só deverá
ser prescrito se for claramente necessário.

As mães que amamentam deverão suspender este medicamento ou deixar de amamentar.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017