Efavirenz

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
Efavirenz é um inibidor da transcriptase reversa não-nucleosídeo (NNRTI) e é usado como parte da terapia anti-retroviral altamente ativa (HAART) para o tratamento de um vírus da imunodeficiência humana (HIV) do tipo 1.

Para a infeção do HIV que não tenha sido previamente tratada, efavirenz e lamivudina em associação com zidovudina ou tenofovir é o regime baseado em NNRTI preferido.

Efavirenz também é usado em combinação com outros agentes anti-retrovirais, como parte de um regime de profilaxia pós-exposição expandida para evitar a transmissão do HIV para as pessoas expostas a materiais associados a um risco elevado de transmissão do VIH.
Usos comuns
Efavirenz pertence a uma classe de medicamentos antirretrovirais denominada inibidores da transcriptase reversa não nucleósidos (NNRTIs).

É um medicamento antirretrovírico que combate a infeção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) reduzindo a quantidade do vírus no sangue.


Tratamento de infeções pelo VIH.


Efavirenz tomado em associação com outros medicamentos antirretrovirais reduz a quantidade de vírus no sangue.
Tipo
pequena molécula
História
Efavirenz foi aprovado pela FDA em 21 de setembro de 1998, tornando-se o 14º droga anti-retroviral aprovado.
Indicações
Efavirenz é indicado na terapêutica antiretrovírica combinada de adultos, adolescentes e crianças com idade igual e superior a 3 anos infetados pelo vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (VIH-1).


Efavirenz não foi convenientemente estudado em doentes com doença avançada por VIH, nomeadamente em doentes com contagens de CD4 < 50 células/mm3, ou após insucesso dos regimes contendo inibidores da protease (PI).

Apesar de não ter sido documentada resistência cruzada do efavirenz com fármacos PIs, existem atualmente dados insuficientes sobre a eficácia do uso subsequente da terapêutica de associação que inclua PIs, após insucesso dos regimes contendo efavirenz.
Classificação CFT
01.03.01.02     Análogos não nucleosídeos inibidores da transcriptase inversa (reversa)
Mecanismo De Ação
O efavirenz é um NNRTI do VIH-1.

O efavirenz é um inibidor não competitivo da transcriptase reversa (TR) do VIH-1 e não inibe significativamente a TR do VIH-2 nem as polimerases do ADN celular (α, β, γ ou δ).


Atividade antivírica: A concentração livre necessária para se obter uma inibição de 90 a 95% da estirpe selvagem ou de isolados laboratoriais e clínicos resistentes à zidovudina in vitro variou entre 0,46 e 6,8 nM em linhas celulares linfoblastoides, células mononucleares do sangue periférico (CMSP) e culturas de macrófagos/monócitos.
Posologia Orientativa
Adultos e adolescentes com peso superior a 40 kg: a dose recomendada de efavirenz em associação com análogos nucleosídeos inibidores da transcriptase reversa (NRTIs) com ou sem um PI é de 600 mg por via oral, uma vez por dia.



Ajuste posológico
Se o efavirenz for coadministrado com voriconazol, a dose de manutenção do voriconazol tem de ser aumentada para 400 mg de 12 em 12 horas e a dose de efavirenz tem de ser reduzida em 50 %, i.e., para 300 mg uma vez por dia.

Quando o tratamento com voriconazol é parado, deve ser reinstituída dose inicial de efavirenz.

Se o efavirenz for coadministrado com rifampicina, pode ser considerado um aumento da dose de efavirenz para 800 mg/dia.
Administração
A terapêutica deve ser iniciada por um médico experiente no tratamento da infeção por VIH.

Efavirenz é para via oral. É recomendado que Efavirenz seja tomado com o estômago vazio, de preferência ao deitar.


Terapia antiretroviral concomitante: efavirenz tem de ser administrado em associação com outros medicamentos antiretrovirais.


Recomenda-se que efavirenz seja tomado com o estômago vazio
Contraindicações
Hipersensibilidade ao Efavirenz.


Doentes com insuficiência hepática grave (Classe C de Child-Pugh).


A administração concomitante com terfenadina, astemizol, cisaprida, midazolam, triazolam, pimozida, bepridilo ou alcaloides da cravagem de centeio (por exemplo, ergotamina, di-hidroergotamina, ergonovina e metilergonovina) porque a competição em relação ao CYP3A4 pelo efavirenz pode causar a inibição do metabolismo e criar um potencial para o aparecimento de reações adversas graves e/ou que podem acarretar risco de vida [por exemplo, arritmias cardíacas, sedação prolongada ou depressão respiratória.]

As preparações à base de plantas que contenham hipericão (Hypericum perforatum) devido ao risco de redução das concentrações plasmáticas de efavirenz e redução dos efeitos clínicos do efavirenz
Efeitos Indesejáveis/Adversos
No tratamento da infeção por VIH, não é possível determinar sempre se um determinado efeito secundário foi causado por Efavirenz, por outro medicamento que esteja a tomar em simultâneo, ou pela própria doença por VIH.



Os efeitos secundários mais notórios comunicados com efavirenz quando administrado em associação com outros medicamentos anti-VIH são erupção cutânea e sintomas do sistema nervoso.



Deve consultar o seu médico se tiver uma erupção cutânea, porque algumas erupções cutâneas podem ser graves; contudo, a maior parte dos casos de erupção cutânea desaparecem sem que se proceda a qualquer alteração ao seu tratamento com Efavirenz.

A erupção cutânea foi mais comum em crianças do que em adultos tratados com efavirenz.



Os sintomas do sistema nervoso tendem a ocorrer quando o tratamento é iniciado pela primeira vez, mas diminuem normalmente nas primeiras semanas.

Num estudo, os sintomas do sistema nervoso ocorreram frequentemente durante as primeiras 1-3 horas após a toma.

Se for afetado, o seu médico pode sugerir que tome Efavirenz à hora de deitar e com o estômago vazio.

Alguns doentes apresentam sintomas mais graves que podem afetar o comportamento ou a capacidade de pensar com clareza.

Alguns doentes tentaram mesmo o suicídio.

Os problemas tendem a ocorrer mais frequentemente em indivíduos com história de doença mental.

Informe sempre o seu médico imediatamente se sentir qualquer um destes sintomas ou quaisquer efeitos indesejáveis enquanto estiver a tomar Efavirenz.



Muito frequentes (afetam mais de 1 utilizador em cada 10)
erupção cutânea.



Frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100)
sonhos estranhos, dificuldade de concentração, tonturas, dores de cabeça, dificuldade em dormir, sonolência, problemas com coordenação ou equilíbrio;
dor de estômago, diarreia, sensação de mal-estar (náuseas), vómitos;
comichão;
fadiga;
ansiedade, depressão.



Análises laboratoriais podem apresentar:
aumento das enzimas do fígado no sangue;
aumento dos triglicéridos (ácidos gordos) no sangue.



Pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 1.000)
nervosismo, esquecimento, confusão, espasmo (convulsões), pensamentos estranhos;
visão turva;
sensação de movimento ou de rotação (vertigens);
dor abdominal (estômago) causada pela inflamação do pâncreas;
reação alérgica (hipersensibilidade) que pode causar reações cutâneas graves (síndrome de Stevens-Johnson e eritema multiforme);
pele ou olhos amarelos, comichão ou dor abdominal (estômago), causada por inflamação do fígado;
desenvolvimento mamário nos homens;
comportamento agressivo, alteração de humor, ver ou ouvir coisas que não são reais (alucinações), mania (distúrbio mental caracterizado por episódios de hiperatividade,
euforia ou irritabilidade), paranoia, pensamentos suicidas;
sensação de assobio, de campainhas ou outro ruído persistente nos ouvidos;
tremores;
vermelhidão.



Análises laboratoriais podem apresentar:
aumento do colesterol no sangue.



Raros (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 10.000)
erupção na pele com comichão provocada por uma reação à luz solar; ocorreu com efavirenz insuficiência do fígado, levando em alguns casos à morte ou a transplante do fígado.

A maioria dos casos ocorreu em doentes que já tinham doença do fígado prévia, mas foram comunicados alguns casos em doentes sem doença do fígado prévia;
sensação de aflição sem explicação, não associada a alucinações, mas pode ser difícil pensar de forma clara ou sensata;
suicídio.



A terapêutica antiretrovírica combinada pode alterar a sua forma corporal modificando a distribuição de gordura.

Poderá perder gordura das suas pernas, braços e face, ganhar gordura no abdómen (ventre) e noutros órgãos internos, sofrer aumento mamário ou aparecimento de nódulos de gordura na região posterior do pescoço (“cachaço de búfalo”).

Não se conhecem ainda as causas e os efeitos a longo prazo destes problemas.



A terapêutica antiretrovírica combinada pode também causar aumento do ácido láctico e do açúcar no sangue, aumento dos níveis de gordura no sangue (hiperlipidemia) e resistência à insulina.

O seu médico fará exames para detetar estas alterações.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Usar apenas se não existir alternativa. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento:O aleitamento não é recomendado na infecção por VIH.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Evitar na IH grave.
Conducao
Conducao:Efavirenz pode causar tonturas, incapacidade de concentração e sonolência. Caso seja afetado, não conduza.
Precauções Gerais
O efavirenz não pode ser utilizado em monoterapia para tratar o VIH nem deve ser adicionado isoladamente a um regime mal sucedido.

Quando efavirenz é administrado em monoterapia emergem rapidamente vírus resistentes.

A escolha de novos agentes antiretrovirais a serem utilizados em associação com efavirenz deve ter em consideração o potencial para resistência cruzada viral.

Não é recomendada a coadministração de efavirenz com o comprimido de associação fixa que contém efavirenz, emtricitabina, e tenofovir disoproxil fumarato.

Ao prescreverem medicamentos simultaneamente com efavirenz, os médicos devem consultar o Resumo das Características dos Medicamentos.

Os doentes devem ser advertidos de que a terapia antiretroviral atual, incluindo efavirenz, não foi comprovada que evite o risco de transmissão do VIH através do contacto sexual ou contaminação sanguínea.

Devem ser tomadas precauções apropriadas continuadamente.

Se qualquer medicamento antirretrovírico num regime de associação for interrompido devido a suspeita de intolerância, deve considerar-se seriamente a interrupção simultânea de todos os medicamentos anti-retrovirais.

Os medicamentos antiretrovirais devem ser reiniciados ao mesmo tempo após resolução dos sintomas de intolerância.

Não é aconselhável a monoterapia intermitente e a reintrodução sequencial de agentes antiretrovirais devido ao potencial aumentado de selecção de vírus resistentes.

Não é recomendada a coadministração de extratos de Ginkgo biloba.

Erupção cutânea
Foi notificada erupção cutânea ligeira a moderada em estudos clínicos com efavirenz, que se resolveu normalmente com a continuação da terapêutica.

Anti-histamínicos e/ou corticosteroides apropriados podem melhorar a tolerabilidade e acelerar a resolução da erupção cutânea.

Foi notificada erupção cutânea grave com formação de vesículas, descamação húmida ou ulceração em menos de 1% dos doentes tratados com efavirenz.

A incidência de eritema multiforme ou de síndrome de Stevens-Johnson foi, aproximadamente, de 0,1%.

O efavirenz tem que ser interrompido em doentes que desenvolvam uma erupção cutânea grave associada a formação de vesículas, descamação, envolvimento das mucosas ou febre.

Se a terapêutica com efavirenz for suspensa, deve considerar-se também a interrupção dos outros agentes antiretrovirais para evitar o desenvolvimento de vírus resistentes.

A experiência com efavirenz em doentes que descontinuaram outros medicamentos antiretrovirais da classe dos NNRTIs é limitada.

Efavirenz não é recomendado em doentes que sofreram reações cutâneas com ameaça de vida (ex. síndrome de Stevens-Johnson) durante a administração de outro NNRTI.

Sintomas psiquiátricos
Foram notificadas reações adversas psiquiátricas em doentes tratados com efavirenz.

Os doentes com história de perturbações psiquiátricas parecem apresentar um risco superior destas reações adversas psiquiátricas graves.

Em particular, a depressão grave foi mais comum nos doentes com história de depressão.

Houve também notificações na pós-comercialização de depressão grave, morte por suicídio, delírios e comportamento mimetizando psicose.

Os doentes devem ser avisados, de que, no caso de experimentarem sintomas como depressão grave, psicose ou ideação de suicídio, deverão contactar o seu médico imediatamente para avaliar a possibilidade dos sintomas poderem estar relacionados com a utilização do efavirenz, e, nesse caso, determinar se os riscos de terapêutica continuada ultrapassam os benefícios.

Sintomas do sistema nervoso
São frequentemente notificados como reações adversas sintomas que incluíram, mas não se limitaram a, tonturas, insónia, sonolência, incapacidade de concentração e sonhos anómalos, em doentes que receberam 600 mg de efavirenz por dia em estudos clínicos.

Os sintomas do sistema nervoso iniciam-se normalmente no primeiro ou nos dois primeiros dias de tratamento, e desaparecem normalmente durante as primeiras 2 - 4 semanas.

Os doentes devem ser informados que, no caso da ocorrência destes sintomas comuns, é provável que os mesmos melhorem com a continuação do tratamento, e não indiciam o desencadeamento subsequente de qualquer um dos sintomas psiquiátricos menos frequentes.

Crises convulsivas
Foram observadas convulsões em doentes a tomar efavirenz, geralmente na presença de história clínica conhecida de crises convulsivas.

Os doentes que estejam concomitantemente a tomar medicamentos anticonvulsivantes principalmente metabolizados pelo fígado, como a fenitoína, carbamazepina e o fenobarbital, podem requerer monitorização periódica dos níveis plasmáticos.

Num estudo sobre interações medicamentosas, as concentrações plasmáticas de carbamazepina diminuíram quando a carbamazepina foi coadministrada com efavirenz.

Deve ter-se precaução em doentes com história de crises convulsivas.

Acontecimentos hepáticos
Alguns dos casos de insuficiência hepática notificados durante a experiência pós-comercialização ocorreram em doentes sem doença hepática pré-existente ou outros fatores de risco identificados.

Deve ser considerada a monitorização das enzimas hepáticas em doentes sem disfunção hepática pré-existente ou outros fatores de risco.

Efeito dos alimentos
A administração de efavirenz com alimentos pode aumentar a exposição ao efavirenz e pode conduzir a um aumento da frequência de reações adversas.

Recomenda-se que efavirenz seja tomado com o estômago vazio, de preferência ao deitar.

Síndrome de reativação imunológica
Em doentes infetados pelo VIH com deficiência imunológica grave à data da instituição da terapêutica antirretrovírica combinada (TARC), pode ocorrer uma reação inflamatória a patogéneos oportunistas assintomáticos ou residuais e causar várias situações clínicas graves, ou o agravamento dos sintomas.

Tipicamente, estas reações foram observadas durante as primeiras semanas ou meses após início da TARC.

São exemplos relevantes a retinite por citomegalovírus, as infeções micobacterianas generalizadas e/ou focais e a pneumonia causada por Pneumocystis jiroveci (anteriormente conhecido por Pneumocystis carinii).

Qualquer sintoma de inflamação deve ser avaliado e, quando necessário, instituído o tratamento.

Doenças autoimunes (tal como a Doença de Graves), também têm sido descritas como tendo ocorrido no contexto de reativação imunitária; no entanto, o tempo de início descrito é mais variável e estes acontecimentos podem ocorrer muitos meses após o início do tratamento.

Lipodistrofia e distúrbios metabólicos
A terapêutica combinada de medicamentos antirretrovirais foi associada com a redistribuição do tecido adiposo corporal (lipodistrofia) em doentes infetados pelo VIH.

As consequências a longo prazo deste efeito são atualmente desconhecidas.

O conhecimento sobre o mecanismo é incompleto.

Foi colocada a hipótese de existir uma relação entre a lipomatose visceral e os inibidores da protease, a lipoatrofia e os inibidores da transcriptase reversa análogos dos nucleósidos.

Um risco acrescido de lipodistrofia foi associado com fatores individuais, tais como a idade avançada, e com fatores relacionados com o fármaco, como a longa duração da terapêutica antirretrovírica e as alterações metabólicas associadas.

O exame clínico deve incluir a avaliação dos sinais físicos da redistribuição do tecido adiposo.

Deverá ter-se em consideração a necessidade de medição dos níveis de lípidos séricos e da glicemia em jejum.

As alterações lipídicas devem ser tratadas de modo clinicamente apropriado.

Osteonecrose
Foram notificados casos de osteonecrose, particularmente em doentes com doença por VIH avançada e/ou exposição prolongada a terapêutica antirretrovírica combinada (TARC), apesar da etiologia ser considerada multifatorial (incluindo a utilização de corticosteroides, o consumo de álcool, a imunossupressão grave, um índice de massa corporal aumentado).

Os doentes devem ser instruídos a procurar aconselhamento médico caso sintam mal-estar e dor articular, rigidez articular ou dificuldade de movimentos.

Populações especiais:

Doença hepática
Efavirenz é contraindicado em doentes com compromisso hepático grave e não recomendado em doentes com insuficiência hepática moderada devido a dados insuficientes sobre a necessidade de ajuste posológico.

Devido ao extenso metabolismo de efavirenz mediado pelo citocromo P450 e à experiência clínica limitada em doentes com doença hepática crónica, têm que ser tomadas precauções ao administrar-se efavirenz a doentes com insuficiência hepática ligeira.

Os doentes devem ser monitorizados cuidadosamente em relação a reações adversas relacionadas, especialmente sintomas do sistema nervoso.

Devem realizar-se testes laboratoriais para avaliar a sua doença hepática em intervalos periódicos.

A segurança e eficácia do efavirenz não foram estabelecidas em doentes com significativos problemas hepáticos subjacentes.

Os doentes com hepatite B ou C crónica, e tratados com terapêutica antiretrovírica combinada apresentam um risco aumentado para reações adversas hepáticas graves e potencialmente fatais.

Os doentes com disfunção hepática pré-existente, incluindo hepatite ativa crónica, apresentam um aumento da frequência de anomalias da função hepática durante a terapêutica antiretrovírica combinada, e deverão ser monitorizados de acordo com a prática habitual.

Se houver evidência de agravamento da doença hepática ou de elevações persistentes das transaminases séricas para um valor superior a 5 vezes o limite superior do intervalo normal, o benefício da continuação da terapêutica com efavirenz necessita ser ponderado relativamente aos potenciais riscos de toxicidade hepática significativa.

Nestes doentes deverá considerar-se a interrupção ou a paragem do tratamento.

Em doentes tratados com outros medicamentos associados a toxicidade hepática, é também recomendada a monitorização das enzimas hepáticas.

Em caso de terapêutica antivírica concomitante para hepatite B ou C, deverá consultar-se o Resumo das Características destes Medicamentos.

Insuficiência renal
A farmacocinética do efavirenz não foi estudada em doentes com insuficiência renal; uma vez que menos de 1% de uma dose de efavirenz é excretado inalterado na urina, o impacto do compromisso renal sobre a eliminação de efavirenz parece ser mínimo.

Não existe qualquer experiência em doentes com insuficiência renal grave, sendo recomendada uma estreita monitorização de segurança nesta população.

Doentes idosos
Em estudos clínicos foi avaliado um número insuficiente de doentes idosos que permita determinar se estes respondem de maneira diferente em relação aos doentes mais jovens.

População pediátrica
O efavirenz não foi avaliado em crianças com menos de 3 anos de idade nem em crianças com um peso inferior a 13 kg.

Logo, o efavirenz não deve ser administrado a crianças com idade inferior a 3 anos.

Foi notificada erupção cutânea em 26 de um total de 57 crianças (46 %) tratadas com efavirenz durante um período de 48 semanas, tendo sido grave em três doentes.

Pode considerar-se a profilaxia com anti-histamínicos apropriados, antes de se iniciar a terapêutica com efavirenz em crianças.
Cuidados com a Dieta
Tomar Efavirenz com o estômago vazio pode diminuir os efeitos indesejáveis.
Terapêutica Interrompida
Tente não se esquecer de tomar uma dose.

Se se esquecer, tome a dose seguinte logo que for possível, mas não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se necessitar de ajuda para planear as alturas melhores para tomar o seu medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
HIV-1.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Guanfacina + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Indutores da CYP3A4: Quando os doentes estão a tomar Guanfacina concomitantemente com um indutor da CYP3A4, propõe-se um aumento da dose de Guanfacina no intervalo de doses recomendado. Verificou-se uma diminuição considerável da taxa e da extensão de exposição da guanfacina quando coadministrada com rifampicina, um indutor da CYP3A4. As concentrações plasmáticas máximas (Cmax) e a exposição (AUC) da guanfacina diminuíram respetivamente em 54% e 70%. Outros indutores da CYP3A4 podem ter um efeito comparável. Indutores da CYP3A4: Bosentano, Carbamazepina, Efavirenz, Etravirina, Modafinil, Nevirapina, Oxcarbazepina, Fenobarbital, Fenitoína, Primidona, Rifabutina, Rifampicina, Hipericão.

Pitolisant + Efavirenz

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Medicamentos cujo metabolismo pode ser afetado pelo pitolisant: Substratos da CYP3A4 e da CYP2B6: Com base nos dados in vitro, o pitolisant e os seus metabolitos principais podem induzir a CYP3A4 e a CYP2B6 em concentrações terapêuticas, e a CYP2C, UGT e glicoproteína-P por extrapolação. Não existem dados clínicos disponíveis sobre a magnitude desta interação. Por conseguinte, a associação de pitolisant com substratos da CYP3A4 com uma margem terapêutica estreita (por exemplo, imunossupressores, docetaxel, inibidores das quinases, cisaprida, pimozida, halofantrina), deve ser evitada. Medicamentos cujo metabolismo pode ser afetado pelo pitolisant: Com outros substratos da CYP3A4, CYP2B6 (por exemplo, efavirenz, bupropiona), CYP2C (por exemplo, repaglinida, fenitoína, varfarina), glicoproteína-P (por exemplo, dabigatrano, digoxina) e UGT (por exemplo, morfina, paracetamol, irinotecano), é necessária precaução quanto à monitorização clínica da sua eficácia.

Sofosbuvir + Velpatasvir + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que são indutores moderados da P-gp ou indutores moderados do CYP (p. ex., oxcarbazepina, modafinil ou efavirenz) podem diminuir as concentrações plasmáticas do sofosbuvir ou velpatasvir, levando à redução do efeito terapêutico de Sofosbuvir / Velpatasvir. A coadministração destes medicamentos com Sofosbuvir / Velpatasvir não é recomendada.

Atazanavir + Cobicistate + Efavirenz

Observações: Ensaios de interações de fármacos não foram realizados para o Atazanavir / Cobicistate. Os mecanismos complexos ou não conhecidos de interações de fármacos opõem-se à extrapolação de interações medicamentosas com ritonavir a certas interações medicametosas com o cobicistate. As recomendações dadas mediante o uso concomitante de atazanavir e de outros medicamentos podem diferir consoante o atazanavir é potenciado com o ritonavir ou com o cobicistate. Em particular, o atazanavir potenciado com o cobicistate é mais sensível na indução da CYP3A. É também necessária precaução durante a primeira vez em que é efetuado o tratamento se for alternado o potenciador farmacológico do ritonavir para o cobicistate.
Interações: Medicamentos que afetam a exposição ao atazanavir/cobicistate: O atazanavir é metabolizado no fígado através da CYP3A4. O cobicistate é um substrato da CYP3A e é metabolizado com menor extensão pela CYP2D6. Uso concomitante não recomendado: A coadministração de Atazanavir / Cobicistate com medicamentos que são potenciadores moderados a fracos da CYP3A podem levar a uma diminuição das concentrações plasmáticas de atazanavir e/ou cobicistate, levando a uma perda do efeito terapêutico e possível desenvolvimento de resistência ao atazanavir. Alguns exemplos incluem, mas não estão limitados à etravirina, à nevirapina, ao efavirenz, ao boceprevir, à fluticasona e ao bosentan.

Letermovir + Efavirenz

Observações: Informação geral sobre as diferenças na exposição entre os diferentes regimes de tratamento com letermovir - A exposição plasmática esperada de letermovir difere consoante o regime terapêutico utilizado. Desta forma, as consequências clínicas das interações medicamentosas do letermovir vão depender do regime de letermovir utilizado, e se o letermovir está ou não associado à ciclosporina. - A associação de ciclosporina e letermovir pode levar a efeitos potenciados ou adicionais dos medicamentos concomitantes quando comparado com letermovir isoladamente.
Interações: Medicamentos metabolizados pelo CYP2B6, UGT1A1 ou transportados pelo BCRP ou OATP2B1 O letermovir é em geral um indutor in vivo mas também se observou que inibe o CYP2B6, UGT1A1, BCRP e OATP2B1 in vitro. O efeito real in vivo não é conhecido. Assim sendo, as concentrações plasmáticas de medicamentos que são substrato destas enzimas ou transportadores podem aumentar ou diminuir quando administrados concomitantemente com letermovir. Pode ser recomendada monitorização adicional; consultar a informação de prescrição dos medicamentos em questão. - Exemplos de medicamentos metabolizados pelo CYP2B6 incluem bupropiona e efavirenz. - Exemplos de medicamentos metabolizados pelo UGT1A1 são o raltegravir e dolutegravir. - Exemplos de medicamentos transportados pelo BCRP incluem rosuvastatina e sulfasalazina. - Um exemplo de medicamento transportado pelo OATP2B1 é o celiprolol.

Sofosbuvir + Velpatasvir + Voxilaprevir + Efavirenz

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacocinéticas Medicamentos que podem diminuir a exposição plasmática de Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir: Os medicamentos que são indutores moderados da P-gp ou indutores moderados do CYP (p. ex., oxcarbazepina, rifapentina, modafinil ou efavirenz) podem diminuir as concentrações plasmáticas do sofosbuvir, velpatasvir e/ou voxilaprevir, levando à redução do efeito terapêutico de Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir. A coadministração destes medicamentos com Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir não é recomendada. Interações farmacocinéticas: Medicamentos que podem diminuir a exposição plasmática de Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir: Os medicamentos que são indutores moderados da P-gp ou indutores moderados do CYP (p. ex., oxcarbazepina, rifapentina, modafinil ou efavirenz) podem diminuir as concentrações plasmáticas do sofosbuvir, velpatasvir e/ou voxilaprevir, levando à redução do efeito terapêutico de Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir. A coadministração destes medicamentos com Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir não é recomendada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Estradiol + Nomegestrol + Efavirenz

Observações: Clinicamente, um metabolismo aumentado de estrogénios e progestagénios pode conduzir a uma diminuição do efeito e alterações no perfil da hemorragia uterina.
Interações: O metabolismo dos estrogénios e dos progestagénios pode ser aumentado pela utilização concomitante de substâncias conhecidas por induzirem a metabolização enzimática de fármacos, especificamente as enzimas do citocromo P450, tais como os anticonvulsivantes (por exemplo fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (por exemplo, rifampicina, rifabutina, nevirapina e efavirenz).

Tipranavir + Efavirenz

Observações: Os estudos de interação apenas foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS ANTI-INFECCIOSOS: Análogos não nucleosídeos inibidores da transcriptase reversa (ITRNNs): Efavirenz 600 mg QD Não é necessário qualquer ajuste de dose.

Amlodipina + Atorvastatina + Efavirenz

Observações: Os dados de um estudo de interação fármaco-fármaco que envolveu 10 mg de amlodipina e 80 mg de atorvastatina em indivíduos saudáveis indicam que a farmacocinética da amlodipina não é alterada quando os fármacos são coadministrados. Não foi demonstrado nenhum efeito da amlodipina na Cmáx da atorvastatina, mas a AUC da atorvastatina aumentou 18% (IC 90% [109-127%]) na presença de amlodipina. Não foi realizado nenhum estudo de interação medicamentosa com a associação fixa de amlodipina e atorvastatina e outros fármacos, embora tenham sido realizados estudos com os componentes individuais amlodipina e atorvastatina.
Interações: Interações relacionadas com a ATORVASTATINA: Indutores da CYP3A4: A administração concomitante de atorvastatina com indutores isoenzima 3A do citocromo P450 (p.ex. efavirenz, rifampicina, hipericão) pode levar a reduções variáveis das concentrações plasmáticas de atorvastatina. Devido ao mecanismo de interação duplo da rifampicina (indução da isoenzima 3A do citocromo P450 e inibição do transportador de captação dos hepatócitos OATP1B1), recomenda-se a coadministração simultânea de atorvastatina com rifampicina, pois a administração ulterior de atorvastatina após a administração de rifampicina foi associada a uma redução significativa das concentrações plasmáticas de atorvastatina. O efeito da rifampicina nas concentrações de atorvastatina nos hepatócitos é, no entanto, desconhecido e se a administração concomitante não puder ser evitada, os doentes deverão ser alvo de uma monitorização cuidadosa relativamente à eficácia.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Estradiol + Noretisterona + Efavirenz

Observações: Clinicamente, um metabolismo aumentado de estrogénios e progestagénios pode originar um efeito diminuído e alterações no perfil de hemorragia uterina.
Interações: O metabolismo dos estrogénios e progestagénios pode aumentar através do uso concomitante de substâncias indutoras das enzimas metabolizadoras, especificamente as enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes (por exemplo: fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e antiinfecciosos (por exemplo: rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenze).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Etinilestradiol + Norelgestromina + Efavirenz

Observações: As interações entre contracetivos orais e outros medicamentos podem conduzir a hemorragias intra cíclicas e/ou falência do contracetivo.
Interações: Metabolismo hepático: Podem ocorrer interações medicamentosas com medicamentos que induzem a atividade das enzimas hepáticas, o que pode resultar num aumento da depuração das hormonas sexuais (por exemplo: fenobarbital, primidona, rifampicina, rifabutina, bosentano, (fos)aprepitant, alguns anti-epileticos (por exemplo: carbamazepina, a cetato de eslicarbazepina, felbamato, oxcarbazepina, fenitoína, rufinamida, topiramato) e alguns medicamentos para a infeção pelo VIH (nelfinavir, ritonavir, nevirapina, efavirenz e possivelmente também, griseofulvina e preparações à base de plantas contendo hipericão (Hypericum perforatum). A indução enzimática máxima é, geralmente, observada em 10 dias, mas pode ser mantida durante pelo menos 4 semanas após cessação da terapia. As mulheres em tratamento de curto prazo com qualquer das classes terapêuticas ou substâncias ativas individuais supracitadas que induzem as enzimas hepáticas (exceto a rifampicina), devem utilizar, temporariamente, um método de barreira para além de Etinilestradiol + Norelgestromina, durante o período da administração concomitante e durante 7 dias após a sua descontinuação. No caso das mulheres em terapêutica prolongada com qualquer uma das classes terapêuticas supracitadas, é recomendada a utilização de outro método de contraceção não hormonal fiável. As mulheres em tratamento com antibióticos (exceto a rifampicina) devem utilizar o método de barreira até 7 dias após a descontinuação. Se a administração concomitante de medicamentos se prolongar para além do final do período de utilização correspondente a uma semana, deve aplicar-se o próximo sistema transdérmico, sem o habitual intervalo livre de sistema transdérmico.

Venetoclax + Efavirenz

Observações: Venetoclax é metabolizado predominantemente pelo CYP3A.
Interações: Agentes que podem diminuir as concentrações plasmáticas de venetoclax: Indutores do CYP3A: A coadministração de rifampicina 600 mg uma vez por dia, um indutor forte do CYP3A, durante 13 dias em 10 indivíduos saudáveis, reduziu a Cmax em 42% e a AUC∞ em 71% de venetoclax. Deve ser evitada a utilização concomitante de Venetoclax com indutores fortes do CYP3A (p. ex. carbamazepina, fenitoína, rifampicina) ou indutores moderados do CYP3A (p. ex. bosentano, efavirenz, etravirina, modafinil, nafcilina). Devem considerar-se tratamentos alternativos com menor indução do CYP3A.

Darunavir + Cobicistate + Efavirenz

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interação com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interações: Medicamentos que afetam a exposição a darunavir/cobicistate: O darunavir e o cobicistate são metabolizados pelo CYP3A. É expectável que os medicamentos que induzem a atividade do CYP3A aumentem a depuração do darunavir e do cobicistate, o que resulta na diminuição das concentrações plasmáticas de darunavir e cobicistate (ex.: efavirenz, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, rifampicina, rifapentina, rifabutina, hipericão). OUTROS MEDICAMENTOS ANTIRRETROVIRAIS VIH: Análogos não núcleo(s/t)ídeos inibidores da transcriptase reversa (NNRTI): Efavirenz: Tendo por base considerações teóricas, é expectável que efavirenz diminua as concentrações plasmáticas de darunavir e/ou cobicistate. (indução do CYP3A) A administração concomitante de Darunavir / Cobicistate e efavirenz não é recomendada. Esta recomendação é diferente de darunavir potenciado com ritonavir.

Elbasvir + Grazoprevir + Efavirenz

Observações: Grazoprevir é um substrato do OATP1B1/3 transportadores. Elbasvir e grazoprevir são substratos para CYP3A e P-gp, mas o papel da P-gp intestinal na absorção de elbasvir e grazoprevir parece ser mínima.
Interações: Drogas que são contraindicados com Elbasvir/ grazoprevir: Efavirenz: Pode levar à perda de resposta virológica ao Elbasvir / grazoprevir devido a reduções significativas das concentrações elbasvir e plasma grazoprevir causadas por indução CYP3A.

Efavirenz + Substratos do CYP3A4

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efavirenz é um indutor in vivo do CYP3A4, CYP2B6 e UGT1A1. Os compostos que são substratos destas enzimas podem apresentar concentrações plasmáticas diminuídas quando administrados concomitantemente com efavirenz. In vitro, o efavirenz é também um inibidor do CYP3A4. Teoricamente, o efavirenz pode assim aumentar inicialmente a exposição a substratos do CYP3A4 e deve ser tida precaução para substratos do CYP3A4 com índices terapêuticos estreitos.

Triazolam + Efavirenz

Observações: Podem ocorrer interações farmacocinéticas quando o triazolam é administrado com fármacos que interferem com o seu metabolismo. Compostos inibidores de determinadas enzimas hepáticas (particularmente o citocromo P4503A4) podem aumentar a concentração de triazolam e provocar um aumento da sua atividade. Dados de estudos clínicos com triazolam, estudos in vitro com triazolam e estudos clínicos com fármacos metabolizados de modo semelhante ao triazolam fornecem provas de vários graus de interação e várias interações possíveis entre o triazolam e outros fármacos.
Interações: O efavirenz inibe o metabolismo oxidativo do triazolam e pode causar efeitos com potencial risco de vida, como sedação prolongada e depressão respiratória. Como precaução, o tratamento concomitante está, desta forma, contraindicado.

Efavirenz + Substratos do CYP2B6

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efavirenz é um indutor in vivo do CYP3A4, CYP2B6 e UGT1A1. Os compostos que são substratos destas enzimas podem apresentar concentrações plasmáticas diminuídas quando administrados concomitantemente com efavirenz. In vitro, o efavirenz é também um inibidor do CYP3A4. Teoricamente, o efavirenz pode assim aumentar inicialmente a exposição a substratos do CYP3A4 e deve ser tida precaução para substratos do CYP3A4 com índices terapêuticos estreitos.

Efavirenz + Substratos do UGT1A1

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efavirenz é um indutor in vivo do CYP3A4, CYP2B6 e UGT1A1. Os compostos que são substratos destas enzimas podem apresentar concentrações plasmáticas diminuídas quando administrados concomitantemente com efavirenz. In vitro, o efavirenz é também um inibidor do CYP3A4. Teoricamente, o efavirenz pode assim aumentar inicialmente a exposição a substratos do CYP3A4 e deve ser tida precaução para substratos do CYP3A4 com índices terapêuticos estreitos.

Efavirenz + Ritonavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efavirenz pode ser um indutor do CYP2C19 e CYP2C9; no entanto, também se observou inibição in vitro e o efeito final da administração concomitante com substratos destas enzimas não é claro. A exposição ao efavirenz pode ser aumentada quando este é administrado com medicamentos (por exemplo, ritonavir) ou alimentos (por exemplo, sumo de toranja) que inibem a atividade do CYP3A4 ou CYP2B6. ANTI-INFECCIOSOS: Antiretrovirais Inibidores da Protease (IP): Atazanavir/ritonavir/Efavirenz: (400 mg uma vez por dia/ 100 mg uma vez por dia/ 600 mg uma vez por dia, todos administrados com alimentos) ou (400 mg uma vez por dia/ 200 mg uma vez por dia/ 600 mg uma vez por dia, todos administrados com alimentos). Não é recomendada a coadministração de efavirenz com atazanavir/ritonavir. Se for necessária a coadministração de atazanavir com um NNRTI, poderá ser considerado um aumento da dose de atazanavir e ritonavir para 400 mg e 200 mg, respetivamente, em associação com o efavirenz, com cuidadosa monitorização clínica. Darunavir/ritonavir/Efavirenz (300 mg duas vezes por dia*/100 mg duas vezes por dia/600 mg uma vez por dia): *mais baixa que as doses recomendadas, são esperados resultados semelhantes com as doses recomendadas. Efavirenz em associação com darunavir/ritonavir 800/100 mg uma vez por dia, pode resultar em Cmin subótimas para darunavir. Se o efavirenz for usado em associação com darunavir/ritonavir, deve ser usado o esquema posológico de darunavir/ritonavir 600/100 mg duas vezes por dia. Esta associação deve ser utilizada com precaução. Fosamprenavir/ritonavir/ Efavirenz: (700 mg duas vezes ao dia/100 mg duas vezes ao dia/600 mg uma vez ao dia). Interação farmacocinética sem significado clínico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Indinavir/Ritonavir/Efavirenz: (800 mg duas vezes por dia/100 mg duas vezes por dia/600 mg uma vez por dia) Enquanto não for estabelecido o significado clínico da redução das concentrações de indinavir, dever-se-á ter em consideração a dimensão da interação farmacocinética observada quando se escolhe um regime contendo efavirenz e indinavir. Não é necessário qualquer ajuste posológico do efavirenz quando administrado com indinavir ou com indinavir/ritonavir. Ritonavir/Efavirenz: (500 mg duas vezes ao dia/600 mg uma vez ao dia). Quando se administrou efavirenz com 500 mg ou 600 mg de ritonavir duas vezes por dia, a associação não foi bem tolerada (ocorreram, por exemplo, tonturas, náuseas, parestesias e elevação das enzimas hepáticas). Não estão disponíveis dados suficientes relativos à tolerabilidade do efavirenz com doses baixas de ritonavir (100 mg, uma ou duas vezes por dia). Quando se utiliza efavirenz com doses baixas de ritonavir, deve ser considerada a possibilidade de aumento da incidência dos acontecimentos adversos associados ao efavirenz, devido à possível interação farmacodinâmica. Saquinavir/Ritonavir/Efavirenz: Interação não estudada. Não há informação disponível que permita fazer uma recomendação sobre a dose. Não é recomendada a utilização de efavirenz em associação com saquinavir como único inibidor da protease.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Efavirenz + Sumo de toranja

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efavirenz pode ser um indutor do CYP2C19 e CYP2C9; no entanto, também se observou inibição in vitro e o efeito final da administração concomitante com substratos destas enzimas não é claro. A exposição ao efavirenz pode ser aumentada quando este é administrado com medicamentos (por exemplo, ritonavir) ou alimentos (por exemplo, sumo de toranja) que inibem a atividade do CYP3A4 ou CYP2B6.

Efavirenz + Hipericão

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Os compostos ou preparações à base de plantas (por exemplo extratos de Ginkgo biloba e hipericão (Hypericum perforatum)) que induzem estas enzimas podem originar concentrações diminuídas de efavirenz. A utilização concomitante de hipericão (Hypericum perforatum) é contraindicada. Não é recomendada a utilização concomitante de extratos de Ginkgo biloba. Contraindicações da utilização concomitante Hipericão (Hypericum perforatum) A administração concomitante de efavirenz com hipericão ou preparações à base de plantas contendo hipericão é contraindicada. Os níveis plasmáticos de efavirenz podem ser reduzidos pela utilização concomitante de hipericão devido à indução pelo hipericão de enzimas metabolizadoras e/ou de proteínas de transporte do fármaco. Se um doente já estiver a tomar hipericão, deve interromper a administração de hipericão, verificar os níveis virais e, se possível, os níveis de efavirenz. Os níveis de efavirenz podem aumentar quando a administração de hipericão é interrompida, e a dose de efavirenz pode necessitar de ajuste. O efeito indutor do hipericão pode persistir até 2 semanas após a paragem do tratamento.

Efavirenz + Ginkgo biloba

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Os compostos ou preparações à base de plantas (por exemplo extratos de Ginkgo biloba e hipericão (Hypericum perforatum)) que induzem estas enzimas podem originar concentrações diminuídas de efavirenz. A utilização concomitante de hipericão (Hypericum perforatum) é contraindicada. Não é recomendada a utilização concomitante de extratos de Ginkgo biloba.

Efavirenz + Terfenadina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Contraindicações da utilização concomitante O efavirenz não pode ser administrado concomitantemente com terfenadina, astemizol, cisaprida, midazolam, triazolam, pimozida, bepridilo ou alcaloides da cravagem de centeio (por exemplo, ergotamina, di-hidroergotamina, ergonovina e metilergonovina) uma vez que a inibição dos respetivos metabolismos pode levar a acontecimentos graves, com risco de vida.

Bedaquilina + Efavirenz

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Indutores do CYP3A4: A exposição da bedaquilina pode ser reduzida durante a administração concomitante com indutores do CYP3A4. Num estudo de interação de dose única de bedaquilina e rifampicina uma vez por dia (potente indutor) em indivíduos saudáveis, a exposição (AUC) à bedaquilina foi reduzida em 52% [IC90% (-57;-46)]. Devido à possibilidade de redução do efeito terapêutico da bedaquilina resultante da diminuição da exposição sistémica, a administração concomitante de bedaquilina e indutores potentes ou moderados do CYP3A4 (ex. efavirenz, etravirina, rifamicinas incluindo rifampicina, rifapentina e rifabutina, carbamazepina, fenitoína, hipericão (Hypericum perforatum)) utilizados sistemicamente deve ser evitada.

Cariprazina + Efavirenz

Observações: n.d.
Interações: Potencial de outros medicamentos para afetar a cariprazina: O metabolismo da cariprazina e dos seus principais metabolitos ativos, a desmetil cariprazina (DCAR) e a didesmetil cariprazina (DDCAR), é maioritariamente mediado pela CYP3A4 com um contributo menor da CYP2D6. Indutores da CYP3A4: A coadministração de cariprazina com indutores fortes e moderados da CYP3A4 pode resultar numa redução significativa na exposição à cariprazina total, pelo que a coadministração de cariprazina e indutores fortes ou moderados da CYP3A4 (p. ex. carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifampicina, hipericão (Hypericum perforatum), bosentano, efavirenz, etravirina, modafinil, nafcilina) é contraindicada.

Efavirenz + Astemizol

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Contraindicações da utilização concomitante O efavirenz não pode ser administrado concomitantemente com terfenadina, astemizol, cisaprida, midazolam, triazolam, pimozida, bepridilo ou alcaloides da cravagem de centeio (por exemplo, ergotamina, di-hidroergotamina, ergonovina e metilergonovina) uma vez que a inibição dos respetivos metabolismos pode levar a acontecimentos graves, com risco de vida.

Efavirenz + Cisaprida

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Contraindicações da utilização concomitante O efavirenz não pode ser administrado concomitantemente com terfenadina, astemizol, cisaprida, midazolam, triazolam, pimozida, bepridilo ou alcaloides da cravagem de centeio (por exemplo, ergotamina, di-hidroergotamina, ergonovina e metilergonovina) uma vez que a inibição dos respetivos metabolismos pode levar a acontecimentos graves, com risco de vida.

Efavirenz + Midazolam

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Contraindicações da utilização concomitante O efavirenz não pode ser administrado concomitantemente com terfenadina, astemizol, cisaprida, midazolam, triazolam, pimozida, bepridilo ou alcaloides da cravagem de centeio (por exemplo, ergotamina, di-hidroergotamina, ergonovina e metilergonovina) uma vez que a inibição dos respetivos metabolismos pode levar a acontecimentos graves, com risco de vida.

Atorvastatina + Perindopril + Amlodipina + Efavirenz

Observações: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com Atorvastatina / Perindopril / Amlodipina e outros medicamentos, embora alguns estudos tenham sido realizados com atorvastatina, perindopril e amlodipina separadamente.
Interações: Utilização concomitante que requer CUIDADOS ESPECIAIS: ATORVASTATINA: Indutores do CYP3A4: A administração concomitante de atorvastatina com indutores do citocromo P450 3A (por exemplo, efavirenz, rifampicina, hipericão) pode originar reduções variáveis nas concentrações plasmáticas de atorvastatina. Devido ao duplo mecanismo de interação da rifampicina (indução do citocromo P450 3A e inibição do transportador de captação hepático OATP1B1), é recomendada a toma simultânea de Atorvastatina / Perindopril / Amlodipina com rifampicina, na medida em que a toma de atorvastatina com atraso após a toma da rifampicina tem sido associada a uma redução significativa nas concentrações plasmáticas de atorvastatina. O efeito da rifampicina nas concentrações de atorvastatina nos hepatócitos é no entanto desconhecido e caso a administração concomitante não possa ser evitada, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados, para controlo da eficácia.

Efavirenz + Triazolam

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Contraindicações da utilização concomitante O efavirenz não pode ser administrado concomitantemente com terfenadina, astemizol, cisaprida, midazolam, triazolam, pimozida, bepridilo ou alcaloides da cravagem de centeio (por exemplo, ergotamina, di-hidroergotamina, ergonovina e metilergonovina) uma vez que a inibição dos respetivos metabolismos pode levar a acontecimentos graves, com risco de vida.

Efavirenz + Mesilato de di-hidroergotamina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Contraindicações da utilização concomitante O efavirenz não pode ser administrado concomitantemente com terfenadina, astemizol, cisaprida, midazolam, triazolam, pimozida, bepridilo ou alcaloides da cravagem de centeio (por exemplo, ergotamina, di-hidroergotamina, ergonovina e metilergonovina) uma vez que a inibição dos respetivos metabolismos pode levar a acontecimentos graves, com risco de vida.

Efavirenz + Ergotamina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Contraindicações da utilização concomitante O efavirenz não pode ser administrado concomitantemente com terfenadina, astemizol, cisaprida, midazolam, triazolam, pimozida, bepridilo ou alcaloides da cravagem de centeio (por exemplo, ergotamina, di-hidroergotamina, ergonovina e metilergonovina) uma vez que a inibição dos respetivos metabolismos pode levar a acontecimentos graves, com risco de vida.

Efavirenz + Ergonovina (ergometrina)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Contraindicações da utilização concomitante O efavirenz não pode ser administrado concomitantemente com terfenadina, astemizol, cisaprida, midazolam, triazolam, pimozida, bepridilo ou alcaloides da cravagem de centeio (por exemplo, ergotamina, di-hidroergotamina, ergonovina e metilergonovina) uma vez que a inibição dos respetivos metabolismos pode levar a acontecimentos graves, com risco de vida.

Efavirenz + Metilergometrina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Contraindicações da utilização concomitante O efavirenz não pode ser administrado concomitantemente com terfenadina, astemizol, cisaprida, midazolam, triazolam, pimozida, bepridilo ou alcaloides da cravagem de centeio (por exemplo, ergotamina, di-hidroergotamina, ergonovina e metilergonovina) uma vez que a inibição dos respetivos metabolismos pode levar a acontecimentos graves, com risco de vida.

Rilpivirina + Efavirenz

Observações: A rilpivirina é um inibidor in vitro do transportador MATE-2K com um IC50 < 2,7 nM. As implicações clínicas deste achado são atualmente desconhecidas.
Interações: INTERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES POSOLÓGICAS COM OUTROS MEDICAMENTOS ANTI-INFECIOSOS: Antirretrovirais: NNRTIs do VIH NNRTIs (delavirdina, efavirenz, etravirina, nevirapina): Não foi estudado. Não se recomenda a administração concomitante de Rilpivirina com outros NNRTIs.

Efavirenz + Atazanavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antiretrovirais Inibidores da Protease (IP): Atazanavir/ritonavir/Efavirenz: (400 mg uma vez por dia/ 100 mg uma vez por dia/ 600 mg uma vez por dia, todos administrados com alimentos) ou (400 mg uma vez por dia/ 200 mg uma vez por dia/ 600 mg uma vez por dia, todos administrados com alimentos). Não é recomendada a coadministração de efavirenz com atazanavir/ritonavir. Se for necessária a coadministração de atazanavir com um NNRTI, poderá ser considerado um aumento da dose de atazanavir e ritonavir para 400 mg e 200 mg, respetivamente, em associação com o efavirenz, com cuidadosa monitorização clínica.

Efavirenz + Darunavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antiretrovirais Inibidores da Protease (IP): Darunavir/ritonavir/Efavirenz (300 mg duas vezes por dia*/100 mg duas vezes por dia/600 mg uma vez por dia): *mais baixa que as doses recomendadas, são esperados resultados semelhantes com as doses recomendadas. Efavirenz em associação com darunavir/ritonavir 800/100 mg uma vez por dia, pode resultar em Cmin subótimas para darunavir. Se o efavirenz for usado em associação com darunavir/ritonavir, deve ser usado o esquema posológico de darunavir/ritonavir 600/100 mg duas vezes por dia. Esta associação deve ser utilizada com precaução.

Fosamprenavir + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Efavirenz e Nevirapina: Não é necessário nenhum ajuste de dose.

Efavirenz + Fosamprenavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antiretrovirais Inibidores da Protease (IP): Fosamprenavir/ritonavir/ Efavirenz: (700 mg duas vezes ao dia/100 mg duas vezes ao dia/600 mg uma vez ao dia). Interação farmacocinética sem significado clínico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Ver também a informação do ritonavir a seguir. Fosamprenavir/Nelfinavir/ Efavirenz: Interação não estudada. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Fosamprenavir/Saquinavir/ Efavirenz: Interação não estudada. Não recomendada, uma vez que se espera que a exposição a ambos os PIs sofra uma diminuição significativa.

Efavirenz + Nelfinavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antiretrovirais Inibidores da Protease (IP): Fosamprenavir/Nelfinavir/ Efavirenz: Interação não estudada. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Nelfinavir/Efavirenz: (750 mg q8h/600 mg uma vez ao dia). A associação foi em geral bem tolerada. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.

Efavirenz + Saquinavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antiretrovirais Inibidores da Protease (IP): Fosamprenavir/Saquinavir/ Efavirenz: Interação não estudada. Não recomendada, uma vez que se espera que a exposição a ambos os PIs sofra uma diminuição significativa. Saquinavir/Ritonavir/Efavirenz: Interação não estudada. Não há informação disponível que permita fazer uma recomendação sobre a dose. Não é recomendada a utilização de efavirenz em associação com saquinavir como único inibidor da protease.

Efavirenz + Indinavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antiretrovirais Inibidores da Protease (IP): Indinavir/Efavirenz: (800 mg q8h/200 mg uma vez ao dia). Enquanto não for estabelecido o significado clínico da redução das concentrações de indinavir, dever-se-á ter em consideração a dimensão da interação farmacocinética observada quando se escolhe um regime contendo efavirenz e indinavir. Não é necessário qualquer ajuste posológico do efavirenz quando administrado com indinavir ou com indinavir/ritonavir. Ver também a informação do ritonavir a seguir. Indinavir/Ritonavir/Efavirenz: (800 mg duas vezes por dia/100 mg duas vezes por dia/600 mg uma vez por dia) Enquanto não for estabelecido o significado clínico da redução das concentrações de indinavir, dever-se-á ter em consideração a dimensão da interação farmacocinética observada quando se escolhe um regime contendo efavirenz e indinavir. Não é necessário qualquer ajuste posológico do efavirenz quando administrado com indinavir ou com indinavir/ritonavir. Ver também a informação do ritonavir a seguir.

Efavirenz + Lopinavir + Ritonavir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antiretrovirais Inibidores da Protease (IP): Lopinavir/ritonavir cápsulas moles ou solução oral/Efavirenz Lopinavir/comprimidos de ritonavir/Efavirenz (400/100 mg duas vezes por dia/600 mg uma vez por dia) (500/125 mg duas vezes por dia /600 mg uma vez por dia) Quando administrados concomitantemente com efavirenz, deverá considerar-se um aumento das doses de lopinavir/ritonavir cápsulas moles ou solução oral de cerca de 33 % (4 cápsulas/~6,5 ml duas vezes por dia em vez de 3 cápsulas/5 ml duas vezes por dia). É necessária precaução, uma vez que este ajuste posológico pode ser insuficiente em alguns doentes. A dose dos comprimidos de lopinavir/ritonavir deve ser aumentada para 500/125 mg duas vezes por dia quando administrada concomitantemente com 600 mg de efavirenz uma vez por dia.

Efavirenz + Maraviroc

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antagonistas do CCR5: Maraviroc/Efavirenz: (100 mg duas vezes ao dia/600 mg uma vez ao dia). Concentrações de Efavirenz não determinadas, não é de esperar efeito. Consultar o Resumo das Características do Medicamento do produto com maraviroc.

Efavirenz + Raltegravir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Inibidor de transferência da cadeia da integrase: Raltegravir/Efavirenz (400 mg dose única/ -). Não é necessário qualquer ajuste posológico do raltegravir.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Efavirenz + Boceprevir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antivíricos para a hepatite C Boceprevir/Efavirenz (800 mg 3 vezes por dia/600 mg uma vez por dia) As concentrações plasmáticas mínimas de boceprevir diminuíram quando foi administrado com efavirenz. O resultado clínico desta redução nas concentrações mínimas de boceprevir não foi diretamente avaliado.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Crizotinib + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os estudos in vitro indicaram que crizotinib é um inibidor do CYP2B6. Por este motivo, o crizotinib pode ter o potencial de aumentar as concentrações plasmáticas de fármacos coadministrados que são metabolizados pelo CYP2B6 (por exemplo, bupropiona, efavirenz).

Efavirenz + Telaprevir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antivíricos para a hepatite C Telaprevir/Efavirenz (1125 mg q8h/600 mg uma vez por dia) Caso o efavirenz e o telaprevir sejam administrados concomitantemente, deve ser utilizada uma dose de telaprevir de 1125 mg a cada 8 horas.

Efavirenz + Simeprevir

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antivíricos para a hepatite C Simeprevir/Efavirenz (150 mg uma vez por dia/600 mg uma vez por dia) A administração concomitante de simeprevir com efavirenz resultou numa diminuição significativa das concentrações plasmáticas de simeprevir devido à indução do CYP3A4 pelo efavirenz, o que pode resultar em perda de efeito terapêutico do simeprevir. Não é recomendada a administração concomitante de simeprevir com efavirenz.

Efavirenz + Azitromicina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antibióticos: Azitromicina/Efavirenz: (dose única de 600 mg/400 mg uma vez por dia) Interação farmacocinética sem significado clínico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.
 Sem significado Clínico

Efavirenz + Claritromicina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antibióticos: Claritromicina/Efavirenz: (500 mg q12h/400 mg uma vez ao dia). 46% dos indivíduos voluntários não infetados desenvolveram erupção cutânea quando receberam efavirenz e claritromicina. Desconhece-se o significado clínico destas alterações nos níveis plasmáticos de claritromicina. Podem considerar-se outras alternativas à claritromicina (ex. azitromicina). Não é necessário ajuste posológico de efavirenz.

Efavirenz + Macrólidos

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Outros antibióticos macrólidos (ex. eritromicina)/Efavirenz: Interacção não estudada. Não há informação disponível que permita fazer uma recomendação sobre a dose.

Efavirenz + Eritromicina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Outros antibióticos macrólidos (ex. eritromicina)/Efavirenz: Interacção não estudada. Não há informação disponível que permita fazer uma recomendação sobre a dose.

Efavirenz + Rifabutina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antimicrobianos: Rifabutina/Efavirenz: (300 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). A dose diária de rifabutina deve se aumentada em cerca de 50% quando é administrada com efavirenz. Para regimes nos quais a rifabutina seja administrada duas ou três vezes por semana em associação com efavirenz, considera-se que a dose de rifabutina pode ser duplicada. O resultado clínico deste ajuste posológico não foi avaliado de forma adequada. A tolerabilidade individual e a resposta virológica devem ser consideradas quando se faz o ajuste posológico.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Canagliflozina + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Efeitos de outros medicamentos na canagliflozina: O metabolismo da canagliflozina é principalmente efetuado via conjugação com glucuronido mediado pela enzima UDP glucuronil transferase 1A9 (UGT1A9) e 2B4 (UGT2B4). A canagliflozina é transportada pela glicoproteína-P (gp-P) e pela proteína de resistência ao cancro da mama (BCRP). Os indutores enzimáticos (tais como a erva de São João [Hypericum perforatum], rifampicina, barbitúricos, fenitoína, carbamazepina, ritonavir, efavirenz) podem dar origem a uma diminuição da exposição da canagliflozina. Após a administração concomitante de canagliflozina com rifampicina (um indutor de vários transportadores ativos e enzimas metabolizadoras de fármacos), foram observadas reduções de 51% e 28% na exposição sistémica (AUC) e na concentração máxima (Cmax) de canagliflozina. Estas diminuições na exposição à canagliflozina podem diminuir a eficácia. Se um indutor combinado destas enzimas UGTs e de proteínas de transporte for administrado concomitantemente com canagliflozina, é apropriado efetuar a monitorização do controlo da glicemia para avaliar a resposta à canagliflozina. Se um indutor destas enzimas UGT for administrado concomitantemente com canagliflozina, deve-se considerar o aumento da dose para 300 mg uma vez ao dia em doentes que toleram 100 mg de canagliflozina uma vez ao dia, que apresentam uma TFGe ≥ 60 ml/min/1,73 m2 ou CrCl≥ 60 ml/min e necessitam de um controlo adicional da glicemia. Em doentes a tomar 100 mg de canagliflozina com uma TFGe de 45 ml/min/1,73 m2 a <60 ml/min/1,73 m2 ou CrCl de 45 ml/min a <60 ml/min, que estão a receber terapêutica concomitante com um indutor da enzima UGT e que requerem controlo glicémico adicional, devem ser consideradas outras terapêuticas hipoglicemiantes. A colestiramina pode reduzir potencialmente a exposição à canagliflozina. A dose de canagliflozina deve ser administrada pelo menos 1 hora antes ou 4 -6 horas após a administração de sequestradores de ácidos biliares de forma a minimizar uma possível interferência com a absorção. Os estudos de interação sugerem que a farmacocinética da canagliflozina não é alterada pela metformina, hidroclorotiazida, contracetivos orais (etinilestradiol e levonorgestrel), ciclosporina, e/ou probenecida.
 Sem significado Clínico

Efavirenz + Rifampicina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antimicrobianos: Rifampicina/Efavirenz: (600 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Quando tomado com rifampicina, o aumento da dose diária de efavirenz para 800 mg pode provocar uma exposição semelhante à dose diária de 600 mg, quando tomado sem rifampicina. Os efeitos clínicos deste ajuste posológico não foram ainda adequadamente avaliados. A tolerabilidade individual e a resposta virológica devem ser consideradas quando se faz o ajuste posológico. Não é necessário ajuste posológico da rifampicina.

Efavirenz + Itraconazol

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antifúngicos: Itraconazol/Efavirenz: (200 mg q12h/600 mg uma vez ao dia). Uma vez que não se pode fazer uma recomendação posológica para o itraconazol, deve ser considerado tratamento antifúngico alternativo.

Efavirenz + Posaconazol

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antifúngicos: Posaconazol/Efavirenz: --/400 mg uma vez ao dia. Deve ser evitado o uso concomitante de posaconazol e efavirenz a menos que o benefício para o doente supere o risco.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dienogest + Valerato de estradiol + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo dos estrogénios e dos progestagénios pode estar aumentado com a utilização concomitante de substâncias indutoras das enzimas metabolizadoras de fármacos, particularmente enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes (por ex. fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (por ex. rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz).

Efavirenz + Voriconazol

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antifúngicos: Voriconazol/Efavirenz: (200 mg duas vezes ao dia/400 mg uma vez ao dia). (400 mg duas vezes ao dia/300 mg uma vez ao dia). Quando o efavirenz é coadministrado com voriconazol, a dose de manutenção do voriconazol deve ser aumentada para 400 mg duas vezes por dia e a dose de efavirenz tem de ser reduzida em 50%, i.e., para 300 mg uma vez por dia. Quando o tratamento com voriconazol é interrompido, deve ser reinstituída a dose inicial de efavirenz.

Efavirenz + Fluconazol

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antifúngicos: Fluconazol/Efavirenz: (200 mg uma vez ao dia/400 mg uma vez ao dia). Interação farmacocinética sem significado clínico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.

Efavirenz + Cetoconazol

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antifúngicos: Cetoconazol e outros antifúngicos imidazólicos: Interacção não estudada. Não há informação disponível que permita fazer uma recomendação sobre a dose.

Cobicistate + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Utilização concomitante não recomendada: A coadministração de Cobicistate com medicamentos que são indutores moderados a fracos do CYP3A pode resultar na diminuição da concentração plasmática de cobicistate e, consequentemente, da potenciação de atazanavir ou darunavir, levando a perda do efeito terapêutico e a possível desenvolvimento de resistência. Alguns exemplos incluem, mas não se limitam à etravirina, efavirenz, nevirapina, boceprevir, telaprevir, fluticasona e bosentano.

Efavirenz + Arteméter + Lumefantrina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antimaláricos Arteméter/lumefantrina/Efavirenz (comprimido 20/120 mg, 6 doses de 4 comprimidos cada durante 3 dias/600mg uma vez por dia) Dado que a redução das concentrações de arteméter, dihidroartemisinina ou lumefantrina poderá resultar numa diminuição da eficácia antimalárica, recomenda-se precaução na administração concomitante de efavirenz e comprimidos de arteméter/lumefantrina.

Efavirenz + Atovaquona + Proguanilo

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antimaláricos Atovaquona e cloridrato de proguanilo/Efavirenz (dose única de 250/100 mg/600 mg uma vez por dia) A administração concomitante de atovaquona/proguanilo com efavirenz deve ser evitada sempre que possível.

Efavirenz + Hidróxido de alumínio + Hidróxido de magnésio + Simeticone

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIÁCIDOS: Antiácido hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio, simeticone /Efavirenz (dose única de 30 ml / dose única de 400 mg). Famotidina/Efavirenz: (dose única de 40 mg /dose única de 400 mg). Nem os antiácidos de hidróxido de alumínio/hidróxido de magnésio nem a famotidina alteraram a absorção do efavirenz. Não é de esperar que a coadministração de efavirenz com outros medicamentos que alteram o pH gástrico afete a absorção do efavirenz.

Efavirenz + Famotidina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIÁCIDOS: Antiácido hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio, simeticone /Efavirenz (dose única de 30 ml / dose única de 400 mg). Famotidina/Efavirenz: (dose única de 40 mg /dose única de 400 mg). Nem os antiácidos de hidróxido de alumínio/hidróxido de magnésio nem a famotidina alteraram a absorção do efavirenz. Não é de esperar que a coadministração de efavirenz com outros medicamentos que alteram o pH gástrico afete a absorção do efavirenz.

Osimertinib + Efavirenz

Observações: Estudos in vitro demonstraram que a Fase I do metabolismo de osimertinib ocorre predominantemente via CYP3A4 e CYP3A5. Com base em estudos in vitro, osimertinib é um inibidor competitivo dos transportadores BCRP.
Interações: Indutores moderados do CYP3A4 (p.ex. bosentano, efavirenz, etravirina, modafinil) também podem diminuir a exposição do osimertinib e devem ser utilizados com precaução, ou evitados sempre que possível. Não existem dados clínicos disponíveis para recomendar um ajuste de dose de osimertinib.

Bupropiom (Bupropiona) + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Uma vez que o bupropiom é extensamente metabolizado, deve ter-se especial cuidado quando o bupropiom é administrado concomitantemente com indutores do metabolismo (por ex.: carbamazepina, fenitoína, ritonavir, efavirenz) ou inibidores do metabolismo (por ex.: valproato), dado que podem afetar a sua eficácia clínica e segurança. As consequências clínicas da exposição reduzida não são claras, mas podem incluir eficácia reduzida no tratamento da depressão major. Os doentes tratados com qualquer um destes medicamentos e bupropiom poderão necessitar de um aumento da dose de bupropiom, no entanto a dose máxima recomendada de bupropiom não deverá ser excedida. 600 mg de efavirenz, uma vez por dia, durante duas semanas reduziram a exposição do bupropiom em aproximadamente 55% em voluntários saudáveis. As consequências clínicas da exposição reduzida não são claras, mas podem incluir eficácia reduzida no tratamento da depressão major. Os doentes tratados com qualquer um destes medicamentos e bupropiom poderão necessitar de um aumento da dose de bupropiom, no entanto a dose máxima recomendada de bupropiom não deverá ser excedida.

Efavirenz + Lorazepam

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANSIOLÍTICOS: Lorazepam/Efavirenz: (2 mg dose única/600 mg uma vez ao dia). Estas alterações não são consideradas clinicamente significativas. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.

Metformina + Canagliflozina + Efavirenz

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica farmacocinética com este medicamento. Contudo, tais estudos foram realizados com as substâncias ativas individuais (canagliflozina e metformina). A administração concomitante de canagliflozina (300 mg uma vez por dia) e metformina (2000 mg uma vez por dia) não teve um efeito clínico relevante sobre a farmacocinética quer da canagliflozina, quer da metformina.
Interações: CANAGLIFLOZINA Efeitos de outros medicamentos na canagliflozina: O metabolismo da canagliflozina é principalmente efetuado via conjugação com glucuronido mediada pela enzima UDP glucuronil transferase 1A9 (UGT1A9) e 2B4 (UGT2B4). A canagliflozina é transportada pela glicoproteína-P (gp-P) e pela proteína de resistência ao cancro da mama (BCRP). Os indutores enzimáticos (tais como a erva de São João [Hypericum perforatum], rifampicina, barbitúricos, fenitoína, carbamazepina, ritonavir, efavirenz) podem dar origem a uma diminuição da exposição da canagliflozina.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Varfarina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICOAGULANTES: Varfarina/Efavirenz Acenocumarol/Efavirenz Interação não estudada. As concentrações plasmáticas e os efeitos da varfarina ou acenocumarol são potencialmente aumentados ou diminuídos pelo efavirenz. Pode ser necessário ajuste posológico de varfarina ou acenocumarol.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Acenocumarol

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICOAGULANTES: Varfarina/Efavirenz Acenocumarol/Efavirenz Interação não estudada. As concentrações plasmáticas e os efeitos da varfarina ou acenocumarol são potencialmente aumentados ou diminuídos pelo efavirenz. Pode ser necessário ajuste posológico de varfarina ou acenocumarol.
 Sem significado Clínico

Azitromicina + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Efavirenz: A coadministração de uma dose única diária de 600 mg de azitromicina e de 400 mg de efavirenz durante 7 dias não originou quaisquer interações farmacocinéticas clinicamente relevantes.

Efavirenz + Carbamazepina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICONVULSIVANTES: Carbamazepina/Efavirenz: (400 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Não podem ser feitas recomendações posológicas. Deve ser considerado um tratamento anticonvulsivante alternativo. Os níveis plasmáticos de carbamazepina devem ser monitorizados periodicamente.

Efavirenz + Fenitoína

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICONVULSIVANTES: Fenitoína, Fenobarbital, e outros anticonvulsantes que sejam substratos das isoenzimas do CYP450: Interação não estudada. Existe um potencial de redução ou aumento das concentrações plasmáticas de fenitoína, fenobarbital ou outros anticonvulsivantes que sejam substratos das isoenzimas do CYP450, quando coadministrados com efavirenz. Deve ser efetuada a monitorização periódica dos níveis plasmáticos do anticonvulsivante quando o efavirenz é coadministrado com anticonvulsivantes que sejam substratos das isoenzimas do CYP450.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Estriol + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Na prática clínica, não foram registados casos de interação entre o Estriol e outros medicamentos. Embora os dados sejam limitados, podem ocorrer interações entre Estriol e outros medicamentos. Foram descritas as seguintes interações com o uso de contracetivos orais combinados, que podem ser também relevantes para o Estriol. O metabolismo dos estrogénios pode estar aumentado pelo uso concomitante de indutores das enzimas metabolizadoras de fármacos, especialmente das enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes, (por ex. hidantoínas, barbitúricos, carbamazepina), anti-infecciosos (por ex. griseofulvina, rifamicina, os antirretrovirais nevirapina e efavirenz) e preparações herbais à base de ervas contendo a erva de S. João (Hypericum perforatum).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido acetilsalisílico + Atorvastatina + Ramipril + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de atorvastatina com indutores do citocromo P450 3A (p. ex., efavirenz, rifampicina, hipericão) pode causar diminuições variáveis das concentrações plasmáticas de atorvastatina. Efavirenz 600 mg OD, 14 dias Atorvastatina 10 mg durante 3 dias Não existem recomendações específicas.

Efavirenz + Fenobarbital

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICONVULSIVANTES: Fenitoína, Fenobarbital, e outros anticonvulsantes que sejam substratos das isoenzimas do CYP450: Interação não estudada. Existe um potencial de redução ou aumento das concentrações plasmáticas de fenitoína, fenobarbital ou outros anticonvulsivantes que sejam substratos das isoenzimas do CYP450, quando coadministrados com efavirenz. Deve ser efetuada a monitorização periódica dos níveis plasmáticos do anticonvulsivante quando o efavirenz é coadministrado com anticonvulsivantes que sejam substratos das isoenzimas do CYP450.

Efavirenz + Ácido Valpróico (Valproato de sódio)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICONVULSIVANTES: Ácido Valproico/Efavirenz: (250 mg duas vezes ao dia/600 mg uma vez ao dia). Não existe efeito clinicamente significativo na farmacocinética do efavirenz. Os dados limitados sugerem que não existe efeito clinicamente significativo na farmacocinética do ácido valpróico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Os doentes devem ser monitorizados para controlo das convulsões.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Drospirenona + Estradiol + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo de estrogénios [e progestagénios] poderá ser aumentado pela utilização concomitante de substâncias conhecidas por induzir enzimas metabolizantes do fármaco, especificamente enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes (por exemplo fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (por exemplo rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz).

Efavirenz + Vigabatrina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICONVULSIVANTES: Vigabatrina/Efavirenz e Gabapentina/Efavirenz: Interação não estudada. Não são de esperar interações clinicamente significativas, uma vez que a vigabantrina e a gabapentina são exclusivamente eliminadas inalteradas na urina, e é improvável que compitam para as mesmas enzimas metabólicas e vias de eliminição do efavirenz. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.

Atovaquona + Efavirenz

Observações: Dada a experiência ser limitada, deve tomar-se precaução ao associar outros fármacos com Atovaquona. A atovaquona liga-se fortemente às proteínas plasmáticas, devendo tomar-se precaução ao administrar Atovaquona simultaneamente com outros fármacos com elevada taxa de ligação às proteínas e com baixos índices terapêuticos. A atovaquona não afeta a farmacocinética, metabolismo ou extensão de ligação às proteínas da fenitoína in vivo.
Interações: Quando administrado com efavirenz ou inibidores da protease potenciados, observa-se que as concentrações de atovaquona diminuem até 75%. Esta combinação deve ser evitada sempre que possível.

Efavirenz + Gabapentina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICONVULSIVANTES: Vigabatrina/Efavirenz e Gabapentina/Efavirenz: Interação não estudada. Não são de esperar interações clinicamente significativas, uma vez que a vigabantrina e a gabapentina são exclusivamente eliminadas inalteradas na urina, e é improvável que compitam para as mesmas enzimas metabólicas e vias de eliminição do efavirenz. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.

Efavirenz + Sertralina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS: Inibidores Seletivos da Recaptação da serotonina (ISRSs): Sertralina/Efavirenz: (50 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Os aumentos da dose de sertralina deverão ser efetuados de acordo com a resposta clínica. Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz.

Efavirenz + Paroxetina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS: Inibidores Seletivos da Recaptação da serotonina (ISRSs): Paroxetina/Efavirenz: (20 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Interação farmacocinética sem significado clínico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.

Efavirenz + Fluoxetina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS: Inibidores Seletivos da Recaptação da serotonina (ISRSs): Fluoxetina/Efavirenz: Interação não estudada. Uma vez que a fluoxetina tem um perfil metabólico semelhante ao da paroxetina, i.e., um forte efeito inibidor do CYP2D6, poder-se-á esperar uma semelhante ausência de interação para a fluoxetina. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.

Maraviroc + Efavirenz

Observações: n.d.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antirretrovirais: Análogos dos não nucleósidos inibidores da transcriptase reversa (NNRTIs): Efavirenz 600 mg QD: (maraviroc 100 mg BID) As concentrações de efavirenz não foram calculadas; não se espera efeito. A dose de maraviroc deve ser aumentada para 600 mg duas vezes por dia quando se coadministra efavirenz na ausência de um inibidor potente da CYP3A4. NNRTI +IP: Efavirenz 600 mg QD + lopinavir/ritonavir 400 mg/100 mg BID: (maraviroc 300 mg BID) As concentrações de efavirenz, lopinavir/ritonavir não foram calculadas; não se espera efeito. Efavirenz 600 mg QD + saquinavir/ritonavir 1000 mg/100 mg BID: (maraviroc 100 mg BID) As concentrações de efavirenz, saquinavir/ritonavir não foram calculadas; não se espera efeito. Efavirenz e atazanavir/ritonavir ou darunavir/ritonavir: Não foram estudados. Com base na extensão da inibição causada por atazanavir/ritonavir ou darunavir/ritonavir, na ausência de efavirenz, espera-se um aumento da exposição. A dose de maraviroc deve ser reduzida para 150 mg duas vezes por dia quando coadministrado com efavirenz e um IP (exceto tipranavir/ritonavir devendo a dose ser 600 mg duas vezes ao dia). ANTIBIÓTICOS: Rifampicina + efavirenz: Não foi estudada a associação com estes dois indutores. Pode existir o risco de níveis inferiores ao adequado com risco de baixa resposta virológica e desenvolvimento de resistências. O uso concomitante de maraviroc e rifampicina + efavirenz não está recomendado.
 Sem significado Clínico

Efavirenz + Bupropiom (Bupropiona)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS: Norepinefrina e inibidores da recaptação de dopamina Bupropiom/Efavirenz [dose única de 150 mg (libertação prolongada)/600 mg uma vez por dia) O aumento da dose de bupropiom deve ser orientado pela resposta clínica, mas a dose máxima recomendada de bupropiom não deve ser excedida. Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz.

Efavirenz + Cetirizina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIHISTAMÍNICOS: Cetirizina/Efavirenz: (dose única de 10 mg /600 mg uma vez por dia) Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.
 Sem significado Clínico

Efavirenz + Diltiazem

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS CARDIOVASCULARES: Bloqueadores dos Canais de Cálcio: Diltiazem/Efavirenz: (240 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). O aumento dos parâmetros farmacocinéticos do efavirenz não é considerado clinicamente significativo. Os ajustes posológicos do diltiazem devem basear-se na resposta clínica (consultar o Resumo das Características do Medicamento do diltiazem). Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz.

Efavirenz + Felodipina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS CARDIOVASCULARES: Bloqueadores dos Canais de Cálcio: Verapamil, Felodipina, Nifedipina e Nicardipina: Interação não estudada. Quando o efavirenz é coadministrado com bloqueadores dos canais de cálcio que são substratos da enzima CYP3A4, existe um potencial de redução nas concentrações plasmáticas do bloqueador dos canais de cálcio. Os ajustes posológicos dos bloqueadores dos canais de cálcio devem basear-se na resposta clínica (consultar o Resumo das Características do Medicamento dos bloqueadores dos canais de cálcio).

Efavirenz + Verapamilo

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS CARDIOVASCULARES: Bloqueadores dos Canais de Cálcio: Verapamil, Felodipina, Nifedipina e Nicardipina: Interação não estudada. Quando o efavirenz é coadministrado com bloqueadores dos canais de cálcio que são substratos da enzima CYP3A4, existe um potencial de redução nas concentrações plasmáticas do bloqueador dos canais de cálcio. Os ajustes posológicos dos bloqueadores dos canais de cálcio devem basear-se na resposta clínica (consultar o Resumo das Características do Medicamento dos bloqueadores dos canais de cálcio).

Efavirenz + Nicardipina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS CARDIOVASCULARES: Bloqueadores dos Canais de Cálcio: Verapamil, Felodipina, Nifedipina e Nicardipina: Interação não estudada. Quando o efavirenz é coadministrado com bloqueadores dos canais de cálcio que são substratos da enzima CYP3A4, existe um potencial de redução nas concentrações plasmáticas do bloqueador dos canais de cálcio. Os ajustes posológicos dos bloqueadores dos canais de cálcio devem basear-se na resposta clínica (consultar o Resumo das Características do Medicamento dos bloqueadores dos canais de cálcio).

Paclitaxel + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo do paclitaxel é catalisado, em parte, pelas isoenzimas CYP2C8 e CYP3A4 do citocromo P450. Estudos clínicos demonstraram que o metabolismo do paclitaxel mediado pela CYP2C8 em 6-hidroxipaclitaxel é a principal via metabólica no ser humano. A administração concomitante de cetoconazol, um inibidor potente conhecido da CYP3A4, não inibe a eliminação de paclitaxel em doentes; pelo que ambos os medicamentos podem ser administrados simultaneamente sem qualquer ajuste posológico. Dados adicionais sobre o potencial de interações medicamentosas entre o paclitaxel e outros substratos/inibidores da CYP3A4 são limitados. Portanto, devem tomar-se precauções quando se administra paclitaxel em concomitância com medicamentos conhecidos por inibirem (por exemplo, eritromicina, fluoxetina, gemfibrozil) ou induzirem (por exemplo, rifampicina, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, efavirenze, nevirapina) a CYP2C8 ou a CYP3A4.

Efavirenz + Nifedipina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS CARDIOVASCULARES: Bloqueadores dos Canais de Cálcio: Verapamil, Felodipina, Nifedipina e Nicardipina: Interação não estudada. Quando o efavirenz é coadministrado com bloqueadores dos canais de cálcio que são substratos da enzima CYP3A4, existe um potencial de redução nas concentrações plasmáticas do bloqueador dos canais de cálcio. Os ajustes posológicos dos bloqueadores dos canais de cálcio devem basear-se na resposta clínica (consultar o Resumo das Características do Medicamento dos bloqueadores dos canais de cálcio).
 Sem significado Clínico

Efavirenz + Atorvastatina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS ANTIDISLIPIDÉMICOS: Inibidores da redutase da HMG-CoA: Atorvastatina/Efavirenz: (10 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Os níveis de colesterol devem ser monitorizados periodicamente. Podem ser necessários ajustes posológicos da atorvastatina (consultar o Resumo das Características do Medicamento da atorvastatina). Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz.

Aripiprazol + Efavirenz

Observações: Deverá ter-se precaução se o aripiprazol for administrado concomitantemente com medicamentos que se sabe que causam intervalo QT prolongado ou desequilíbrio eletrolítico.
Interações: Após a administração concomitante de carbamazepina, um indutor potente da CYP3A4, as médias geométricas da Cmax e AUC para o aripiprazol foram 68% e 73% inferiores, respetivamente, em comparação com a administração do aripiprazol (30 mg) em monoterapia. Similarmente, para o dehidro-aripiprazol, as médias geométricas de Cmax e AUC após a coadministração de carbamazepina foram 69% e 71% inferiores, respetivamente, às obtidas após o tratamento com o aripiprazol em monoterapia. A dose de Aripiprazol deve ser duplicada na administração concomitante de Aripiprazol com carbamazepina. Pode-se esperar que outros indutores potentes da CYP3A4 (tais como rifampicina, rifabutina, fenitoína, fenobarbital, primidona, efavirenz, nevirapina e Hipericão) tenham efeitos semelhantes e, consequentemente, devem ser aplicados aumentos similares das doses. Após a interrupção dos indutores potentes da CYP3A4, a dose de Aripiprazol deve ser reduzida para a dose recomendada.
 Sem significado Clínico

Efavirenz + Pravastatina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS ANTIDISLIPIDÉMICOS: Inibidores da redutase da HMG-CoA: Pravastatina/Efavirenz: (40 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Os níveis de colesterol devem ser monitorizados periodicamente. Podem ser necessários ajustes posológicos da pravastatina (consultar o Resumo das Características do Medicamento da pravastatina). Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz.
 Sem significado Clínico

Efavirenz + Sinvastatina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS ANTIDISLIPIDÉMICOS: Inibidores da redutase da HMG-CoA: Sinvastatina/Efavirenz: (40 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). A administração concomitante de efavirenz com atorvastatina, pravastatina ou sinvastatina não afetou os valores de AUC ou Cmax do efavirenz. Os níveis de colesterol devem ser monitorizados periodicamente. Podem ser necessários ajustes posológicos da sinvastatina (consultar o Resumo das Características do Medicamento da sinvastatina). Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz.

Efavirenz + Rosuvastatina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS ANTIDISLIPIDÉMICOS: Inibidores da redutase da HMG-CoA: Rosuvastatina/Efavirenz: Interação não estudada. A rosuvastatina é largamente excretada inalterada nas fezes, pelo que não é de esperar interação com o efavirenz. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.

Efavirenz + Contracetivos hormonais

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: CONTRACETIVOS HORMONAIS: Oral: Etinilestradiol+Norgestimato/Efavirenz: (0,035 mg+0,25 mg uma vez por dia/600 mg uma vez por dia). Terá de ser utilizado um método fiável de contraceção de barreira além dos contraconceptivos hormonais. Injeção: Acetato de Medroxiprogesterona (DMPA)/Efavirenz: (150 mg IM dose única de DMPA). Num estudo de interação com duração de 3 meses não foi detetada diferença significativa nos parâmetros farmacocinéticos da MPA entre indivíduos sujeitos à terapia antirretrovírica com efavirenz e os não sujeitos à terapia antirretrovírica. Foram encontrados resultados similares por outros investigadores, embora os níveis séricos de MPA fossem mais elevados no 2º estudo. Em ambos os estudos, as concentrações plasmáticas de progesterona em indivíduos sujeitos à terapia com efavirenz e DMPA manteve-se baixa, consistente com a supressão da ovulação. Dada a limitação da informação existente, terá de ser utilizado um método fiável de contraceção de barreira além dos contraconceptivos hormonais. Implante: Etonogestrel/Efavirenz: Interação não estudada. Pode existir redução da exposição ao etonogestrel (indução do CYP3A4). Existem notificações ocasionais pós-comercialização de falência do contracetivo com etonogestrel em doentes expostos a efavirenz. Terá de ser utilizado um método fiável de contraceção de barreira além dos contraconceptivos hormonais.

Efavirenz + Etinilestradiol + Norgestimato

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: CONTRACETIVOS HORMONAIS: Oral: Etinilestradiol+Norgestimato/Efavirenz: (0,035 mg+0,25 mg uma vez por dia/600 mg uma vez por dia). Terá de ser utilizado um método fiável de contraceção de barreira além dos contraconceptivos hormonais.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibrutinib + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Agentes que podem apresentar alteração da concentração plasmática devida a ibrutinib: Com base em dados in vitro, o ibrutinib é um indutor reversível fraco do CYP2B6 e pode ter o potencial de afetar a expressão de outras enzimas e transportadores, regulados através do recetor constitutivo do androstano (CAR), por exemplo, CYP2C9, CYP2C19, UGT1A1 e MRP2. A relevância clínica não é conhecida, mas a exposição a substratos do CYP2B6 (tais como, bupropiona e efavirenz) e a enzimas co-reguladas pode ser reduzido mediante a coadministração com ibrutinib.

Efavirenz + Medroxiprogesterona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: CONTRACETIVOS HORMONAIS: Injeção: Acetato de Medroxiprogesterona (DMPA)/Efavirenz: (150 mg IM dose única de DMPA). Num estudo de interação com duração de 3 meses não foi detetada diferença significativa nos parâmetros farmacocinéticos da MPA entre indivíduos sujeitos à terapia antirretrovírica com efavirenz e os não sujeitos à terapia antirretrovírica. Foram encontrados resultados similares por outros investigadores, embora os níveis séricos de MPA fossem mais elevados no 2º estudo. Em ambos os estudos, as concentrações plasmáticas de progesterona em indivíduos sujeitos à terapia com efavirenz e DMPA manteve-se baixa, consistente com a supressão da ovulação. Dada a limitação da informação existente, terá de ser utilizado um método fiável de contraceção de barreira além dos contraconceptivos hormonais.

Alopurinol + Lesinurad + Efavirenz

Observações: n.d.
Interações: Utilização concomitante que necessita de ser tomada em consideração: Substratos CYP2B6 Com base nos dados in vitro, o lesinurad pode ser um indutor ligeiro do CYP2B6 mas esta interação não foi estudada clinicamente. Assim, recomenda-se que os doentes sejam monitorizados para verificar a redução da eficácia de substratos do CYP2B6 (p. ex., bupropiom, efavirenz) quando administrados concomitantemente com lesinurad. Com base em estudos de interação em indivíduos saudáveis ou doentes com gota, o lesinurad não apresenta interações clinicamente significativas com AINEs (naproxeno e indometacina) ou com colquicina.

Efavirenz + Etonogestrel

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: CONTRACETIVOS HORMONAIS: Implante: Etonogestrel/Efavirenz: Interação não estudada. Pode existir redução da exposição ao etonogestrel (indução do CYP3A4). Existem notificações ocasionais pós-comercialização de falência do contracetivo com etonogestrel em doentes expostos a efavirenz. Terá de ser utilizado um método fiável de contraceção de barreira além dos contraconceptivos hormonais.

Efavirenz + Imunossupressores

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: IMUNOSSUPRESSORES: Imunossupressores metabolizados pelo CYP3A4 (por ex., ciclosporina, tacrolímus, sirolímus)/Efavirenz: Interação não estudada. Pode esperar-se uma diminuição da exposição do imunossupressor (indução do CYP3A4). Não se espera que estes imunossupressores afetem a exposição do efavirenz. Podem ser necessários ajustes posológicos dos imunossupressores. É recomendada a monitorização cuidadosa das concentrações dos imunossupressores durante pelo menos 2 semanas (até que sejam atingidas concentrações estáveis) quando se inicia ou para o tratamento com efavirenz.

Efavirenz + Ciclosporina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: IMUNOSSUPRESSORES: Imunossupressores metabolizados pelo CYP3A4 (por ex., ciclosporina, tacrolímus, sirolímus)/Efavirenz: Interação não estudada. Pode esperar-se uma diminuição da exposição do imunossupressor (indução do CYP3A4). Não se espera que estes imunossupressores afetem a exposição do efavirenz. Podem ser necessários ajustes posológicos dos imunossupressores. É recomendada a monitorização cuidadosa das concentrações dos imunossupressores durante pelo menos 2 semanas (até que sejam atingidas concentrações estáveis) quando se inicia ou para o tratamento com efavirenz.

Efavirenz + Sirolímus

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: IMUNOSSUPRESSORES: Imunossupressores metabolizados pelo CYP3A4 (por ex., ciclosporina, tacrolímus, sirolímus)/Efavirenz: Interação não estudada. Pode esperar-se uma diminuição da exposição do imunossupressor (indução do CYP3A4). Não se espera que estes imunossupressores afetem a exposição do efavirenz. Podem ser necessários ajustes posológicos dos imunossupressores. É recomendada a monitorização cuidadosa das concentrações dos imunossupressores durante pelo menos 2 semanas (até que sejam atingidas concentrações estáveis) quando se inicia ou para o tratamento com efavirenz.

Efavirenz + Tacrolímus

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: IMUNOSSUPRESSORES: Imunossupressores metabolizados pelo CYP3A4 (por ex., ciclosporina, tacrolímus, sirolímus)/Efavirenz: Interação não estudada. Pode esperar-se uma diminuição da exposição do imunossupressor (indução do CYP3A4). Não se espera que estes imunossupressores afetem a exposição do efavirenz. Podem ser necessários ajustes posológicos dos imunossupressores. É recomendada a monitorização cuidadosa das concentrações dos imunossupressores durante pelo menos 2 semanas (até que sejam atingidas concentrações estáveis) quando se inicia ou para o tratamento com efavirenz.

Etonogestrel + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Influência de outros medicamentos sobre Etonogestrel: As interações entre contracetivos hormonais e outros medicamentos poderão originar hemorragia menstrual e /ou falência contracetiva. As seguintes interações têm sido referidas na literatura (principalmente com contracetivos combinados, mas também ocasionalmente com contracetivos apenas com progestagénio). Metabolismo hepático: Podem ocorrer interações com medicamentos indutores das enzimas hepáticas, especificamente enzimas do citocromo P450, as quais podem resultar na depuração aumentada de hormonas sexuais (por exemplo, fenitoína, fenobarbital, primidona, bosentano, carbamazepina, rifampicina) e medicação para o tratamento do VIH (por exemplo, ritonavir, nelfinavir, nevirapina, efavirenz) e, possivelmente, também a oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos medicinais à base de erva de S. João (Hypericum perforatum). Tratamento: As mulheres a fazer tratamento com qualquer um dos medicamentos acima mencionados, devem usar um método contracetivo não hormonal em adição ao Etonogestrel. Com medicamentos indutores das enzimas hepáticas, o método contracetivo não hormonal deve ser utilizado durante o tempo da administração concomitante e nos 28 dias após a sua suspensão. Em caso de tratamento a longo prazo com medicamentos indutores das enzimas hepáticas, é recomendada a remoção do implante e a utilização de um método contracetivo que não seja afetado por esta interação medicamentosa.

Efavirenz + Opiáceos

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: OPIÁCEOS: Metadona/Efavirenz: (manutenção estável, 35-100 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia): Num estudo realizado em utilizadores de drogas intravenosas, infetados por VIH, a coadministração de efavirenz com metadona conduziu a uma diminuição dos níveis plasmáticos de metadona e a sinais de privação de opiáceos. A dose de metadona foi aumentada em média 22%, para aliviar os sintomas de privação. Os doentes devem ser monitorizados em relação a sinais de privação, e a sua dose de metadona ser aumentada de modo a aliviar os sintomas de privação. Buprenorfina/naloxona/Efavirenz: Não existe interação clinicamente significativa. Apesar da redução na exposição à buprenorfina, nenhum doente manifestou sintomas de privação. Pode não ser necessário ajuste posológico de buprenorfina ou efavirenz quando coadministrados.

Efavirenz + Metadona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: OPIÁCEOS: Metadona/Efavirenz: (manutenção estável, 35-100 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia): Num estudo realizado em utilizadores de drogas intravenosas, infetados por VIH, a coadministração de efavirenz com metadona conduziu a uma diminuição dos níveis plasmáticos de metadona e a sinais de privação de opiáceos. A dose de metadona foi aumentada em média 22%, para aliviar os sintomas de privação. Os doentes devem ser monitorizados em relação a sinais de privação, e a sua dose de metadona ser aumentada de modo a aliviar os sintomas de privação.

Efavirenz + Buprenorfina + Naloxona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: OPIÁCEOS: Buprenorfina/naloxona/Efavirenz: Não existe interação clinicamente significativa. Apesar da redução na exposição à buprenorfina, nenhum doente manifestou sintomas de privação. Pode não ser necessário ajuste posológico de buprenorfina ou efavirenz quando coadministrados.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Anti-infecciosos

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antiretrovirais Inibidores da Protease (IP): Atazanavir/ritonavir/Efavirenz: (400 mg uma vez por dia/ 100 mg uma vez por dia/ 600 mg uma vez por dia, todos administrados com alimentos) ou (400 mg uma vez por dia/ 200 mg uma vez por dia/ 600 mg uma vez por dia, todos administrados com alimentos). Não é recomendada a coadministração de efavirenz com atazanavir/ritonavir. Se for necessária a coadministração de atazanavir com um NNRTI, poderá ser considerado um aumento da dose de atazanavir e ritonavir para 400 mg e 200 mg, respetivamente, em associação com o efavirenz, com cuidadosa monitorização clínica. Darunavir/ritonavir/Efavirenz (300 mg duas vezes por dia*/100 mg duas vezes por dia/600 mg uma vez por dia): *mais baixa que as doses recomendadas, são esperados resultados semelhantes com as doses recomendadas. Efavirenz em associação com darunavir/ritonavir 800/100 mg uma vez por dia, pode resultar em Cmin subótimas para darunavir. Se o efavirenz for usado em associação com darunavir/ritonavir, deve ser usado o esquema posológico de darunavir/ritonavir 600/100 mg duas vezes por dia. Esta associação deve ser utilizada com precaução. Fosamprenavir/ritonavir/ Efavirenz: (700 mg duas vezes ao dia/100 mg duas vezes ao dia/600 mg uma vez ao dia). Interação farmacocinética sem significado clínico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Ver também a informação do ritonavir a seguir. Fosamprenavir/Nelfinavir/ Efavirenz: Interação não estudada. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Fosamprenavir/Saquinavir/ Efavirenz: Interação não estudada. Não recomendada, uma vez que se espera que a exposição a ambos os PIs sofra uma diminuição significativa. Indinavir/Efavirenz: (800 mg q8h/200 mg uma vez ao dia). Enquanto não for estabelecido o significado clínico da redução das concentrações de indinavir, dever-se-á ter em consideração a dimensão da interação farmacocinética observada quando se escolhe um regime contendo efavirenz e indinavir. Não é necessário qualquer ajuste posológico do efavirenz quando administrado com indinavir ou com indinavir/ritonavir. Ver também a informação do ritonavir a seguir. Indinavir/Ritonavir/Efavirenz: (800 mg duas vezes por dia/100 mg duas vezes por dia/600 mg uma vez por dia) Enquanto não for estabelecido o significado clínico da redução das concentrações de indinavir, dever-se-á ter em consideração a dimensão da interação farmacocinética observada quando se escolhe um regime contendo efavirenz e indinavir. Não é necessário qualquer ajuste posológico do efavirenz quando administrado com indinavir ou com indinavir/ritonavir. Ver também a informação do ritonavir a seguir.. Lopinavir/ritonavir cápsulas moles ou solução oral/Efavirenz Lopinavir/comprimidos de ritonavir/Efavirenz (400/100 mg duas vezes por dia/600 mg uma vez por dia) (500/125 mg duas vezes por dia /600 mg uma vez por dia) Quando administrados concomitantemente com efavirenz, deverá considerar-se um aumento das doses de lopinavir/ritonavir cápsulas moles ou solução oral de cerca de 33 % (4 cápsulas/~6,5 ml duas vezes por dia em vez de 3 cápsulas/5 ml duas vezes por dia). É necessária precaução, uma vez que este ajuste posológico pode ser insuficiente em alguns doentes. A dose dos comprimidos de lopinavir/ritonavir deve ser aumentada para 500/125 mg duas vezes por dia quando administrada concomitantemente com 600 mg de efavirenz uma vez por dia. Ver também a informação do ritonavir a seguir. Nelfinavir/Efavirenz: (750 mg q8h/600 mg uma vez ao dia). A associação foi em geral bem tolerada. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Ritonavir/Efavirenz: (500 mg duas vezes ao dia/600 mg uma vez ao dia). Quando se administrou efavirenz com 500 mg ou 600 mg de ritonavir duas vezes por dia, a associação não foi bem tolerada (ocorreram, por exemplo, tonturas, náuseas, parestesias e elevação das enzimas hepáticas). Não estão disponíveis dados suficientes relativos à tolerabilidade do efavirenz com doses baixas de ritonavir (100 mg, uma ou duas vezes por dia). Quando se utiliza efavirenz com doses baixas de ritonavir, deve ser considerada a possibilidade de aumento da incidência dos acontecimentos adversos associados ao efavirenz, devido à possível interação farmacodinâmica. Saquinavir/Ritonavir/Efavirenz: Interação não estudada. Não há informação disponível que permita fazer uma recomendação sobre a dose. Ver também a informação do ritonavir anterior. Não é recomendada a utilização de efavirenz em associação com saquinavir como único inibidor da protease. Antagonistas do CCR5: Maraviroc/Efavirenz: (100 mg duas vezes ao dia/600 mg uma vez ao dia). Concentrações de Efavirenz não determinadas, não é de esperar efeito. Consultar o Resumo das Características do Medicamento do produto com maraviroc. Inibidor de transferência da cadeia da integrase: Raltegravir/Efavirenz (400 mg dose única/ -). Não é necessário qualquer ajuste posológico do raltegravir. NRTIs e NNRTIs: NRTIs/Efavirenz: Não foram realizados estudos específicos de interação com efavirenz e NRTIs diferentes de lamivudina, zidovudina e tenofovir disoproxil fumarato. Não são de esperar interações clinicamente significativas visto que os NRTIs são metabolizados através de uma via diferente da do efavirenz e é improvável que compitam para as mesmas enzimas metabólicas e vias de eliminação. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. NNRTIs/Efavirenz: Interacção não estudada. Uma vez que a utilização de dois NNRTIs não demonstrou benefícios em termos de eficácia e segurança, não é recomendada a coadministração de efavirenz e outro NNRTI. Antivíricos para a hepatite C Boceprevir/Efavirenz (800 mg 3 vezes por dia/600 mg uma vez por dia) As concentrações plasmáticas mínimas de boceprevir diminuíram quando foi administrado com efavirenz. O resultado clínico desta redução nas concentrações mínimas de boceprevir não foi diretamente avaliado. Telaprevir/Efavirenz (1125 mg q8h/600 mg uma vez por dia) Caso o efavirenz e o telaprevir sejam administrados concomitantemente, deve ser utilizada uma dose de telaprevir de 1125 mg a cada 8 horas. Simeprevir/Efavirenz (150 mg uma vez por dia/600 mg uma vez por dia) A administração concomitante de simeprevir com efavirenz resultou numa diminuição significativa das concentrações plasmáticas de simeprevir devido à indução do CYP3A4 pelo efavirenz, o que pode resultar em perda de efeito terapêutico do simeprevir. Não é recomendada a administração concomitante de simeprevir com efavirenz. Antibióticos: Azitromicina/Efavirenz: (dose única de 600 mg/400 mg uma vez por dia) Interação farmacocinética sem significado clínico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Claritromicina/Efavirenz: (500 mg q12h/400 mg uma vez ao dia). 46% dos indivíduos voluntários não infetados desenvolveram erupção cutânea quando receberam efavirenz e claritromicina. Desconhece-se o significado clínico destas alterações nos níveis plasmáticos de claritromicina. Podem considerar-se outras alternativas à claritromicina (ex. azitromicina). Não é necessário ajuste posológico de efavirenz. Outros antibióticos macrólidos (ex. eritromicina)/Efavirenz: Interacção não estudada. Não há informação disponível que permita fazer uma recomendação sobre a dose. Antimicrobianos: Rifabutina/Efavirenz: (300 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). A dose diária de rifabutina deve se aumentada em cerca de 50 % quando é administrada com efavirenz. Para regimes nos quais a rifabutina seja administrada duas ou três vezes por semana em associação com efavirenz, considera-se que a dose de rifabutina pode ser duplicada. O resultado clínico deste ajuste posológico não foi avaliado de forma adequada. A tolerabilidade individual e a resposta virológica devem ser consideradas quando se faz o ajuste posológico. Rifampicina/Efavirenz: (600 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Quando tomado com rifampicina, o aumento da dose diária de efavirenz para 800 mg pode provocar uma exposição semelhante à dose diária de 600 mg, quando tomado sem rifampicina. Os efeitos clínicos deste ajuste posológico não foram ainda adequadamente avaliados. A tolerabilidade individual e a resposta virológica devem ser consideradas quando se faz o ajuste posológico. Não é necessário ajuste posológico da rifampicina. Antifúngicos: Itraconazol/Efavirenz: (200 mg q12h/600 mg uma vez ao dia). Uma vez que não se pode fazer uma recomendação posológica para o itraconazol, deve ser considerado tratamento antifúngico alternativo. Posaconazol/Efavirenz: --/400 mg uma vez ao dia. Deve ser evitado o uso concomitante de posaconazol e efavirenz a menos que o benefício para o doente supere o risco. Voriconazol/Efavirenz: (200 mg duas vezes ao dia/400 mg uma vez ao dia). (400 mg duas vezes ao dia/300 mg uma vez ao dia). Quando o efavirenz é coadministrado com voriconazol, a dose de manutenção do voriconazol deve ser aumentada para 400 mg duas vezes por dia e a dose de efavirenz tem de ser reduzida em 50%, i.e., para 300 mg uma vez por dia. Quando o tratamento com voriconazol é interrompido, deve ser reinstituída a dose inicial de efavirenz. Fluconazol/Efavirenz: (200 mg uma vez ao dia/400 mg uma vez ao dia). Interação farmacocinética sem significado clínico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Cetoconazol e outros antifúngicos imidazólicos: Interacção não estudada. Não há informação disponível que permita fazer uma recomendação sobre a dose. Antimaláricos Arteméter/lumefantrina/Efavirenz (comprimido 20/120 mg, 6 doses de 4 comprimidos cada durante 3 dias/600mg uma vez por dia) Dado que a redução das concentrações de arteméter, dihidroartemisinina ou lumefantrina poderá resultar numa diminuição da eficácia antimalárica, recomenda-se precaução na administração concomitante de efavirenz e comprimidos de arteméter/lumefantrina. Atovaquona e cloridrato de proguanilo/Efavirenz (dose única de 250/100 mg/600 mg uma vez por dia) A administração concomitante de atovaquona/proguanilo com efavirenz deve ser evitada sempre que possível.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Antivíricos

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antiretrovirais Inibidores da Protease (IP): Atazanavir/ritonavir/Efavirenz: (400 mg uma vez por dia/ 100 mg uma vez por dia/ 600 mg uma vez por dia, todos administrados com alimentos) ou (400 mg uma vez por dia/ 200 mg uma vez por dia/ 600 mg uma vez por dia, todos administrados com alimentos). Não é recomendada a coadministração de efavirenz com atazanavir/ritonavir. Se for necessária a coadministração de atazanavir com um NNRTI, poderá ser considerado um aumento da dose de atazanavir e ritonavir para 400 mg e 200 mg, respetivamente, em associação com o efavirenz, com cuidadosa monitorização clínica. Darunavir/ritonavir/Efavirenz (300 mg duas vezes por dia*/100 mg duas vezes por dia/600 mg uma vez por dia): *mais baixa que as doses recomendadas, são esperados resultados semelhantes com as doses recomendadas. Efavirenz em associação com darunavir/ritonavir 800/100 mg uma vez por dia, pode resultar em Cmin subótimas para darunavir. Se o efavirenz for usado em associação com darunavir/ritonavir, deve ser usado o esquema posológico de darunavir/ritonavir 600/100 mg duas vezes por dia. Esta associação deve ser utilizada com precaução. Fosamprenavir/ritonavir/ Efavirenz: (700 mg duas vezes ao dia/100 mg duas vezes ao dia/600 mg uma vez ao dia). Interação farmacocinética sem significado clínico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Ver também a informação do ritonavir a seguir. Fosamprenavir/Nelfinavir/ Efavirenz: Interação não estudada. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Fosamprenavir/Saquinavir/ Efavirenz: Interação não estudada. Não recomendada, uma vez que se espera que a exposição a ambos os PIs sofra uma diminuição significativa. Indinavir/Efavirenz: (800 mg q8h/200 mg uma vez ao dia). Enquanto não for estabelecido o significado clínico da redução das concentrações de indinavir, dever-se-á ter em consideração a dimensão da interação farmacocinética observada quando se escolhe um regime contendo efavirenz e indinavir. Não é necessário qualquer ajuste posológico do efavirenz quando administrado com indinavir ou com indinavir/ritonavir. Ver também a informação do ritonavir a seguir. Indinavir/Ritonavir/Efavirenz: (800 mg duas vezes por dia/100 mg duas vezes por dia/600 mg uma vez por dia) Enquanto não for estabelecido o significado clínico da redução das concentrações de indinavir, dever-se-á ter em consideração a dimensão da interação farmacocinética observada quando se escolhe um regime contendo efavirenz e indinavir. Não é necessário qualquer ajuste posológico do efavirenz quando administrado com indinavir ou com indinavir/ritonavir. Ver também a informação do ritonavir a seguir.. Lopinavir/ritonavir cápsulas moles ou solução oral/Efavirenz Lopinavir/comprimidos de ritonavir/Efavirenz (400/100 mg duas vezes por dia/600 mg uma vez por dia) (500/125 mg duas vezes por dia /600 mg uma vez por dia) Quando administrados concomitantemente com efavirenz, deverá considerar-se um aumento das doses de lopinavir/ritonavir cápsulas moles ou solução oral de cerca de 33 % (4 cápsulas/~6,5 ml duas vezes por dia em vez de 3 cápsulas/5 ml duas vezes por dia). É necessária precaução, uma vez que este ajuste posológico pode ser insuficiente em alguns doentes. A dose dos comprimidos de lopinavir/ritonavir deve ser aumentada para 500/125 mg duas vezes por dia quando administrada concomitantemente com 600 mg de efavirenz uma vez por dia. Ver também a informação do ritonavir a seguir. Nelfinavir/Efavirenz: (750 mg q8h/600 mg uma vez ao dia). A associação foi em geral bem tolerada. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Ritonavir/Efavirenz: (500 mg duas vezes ao dia/600 mg uma vez ao dia). Quando se administrou efavirenz com 500 mg ou 600 mg de ritonavir duas vezes por dia, a associação não foi bem tolerada (ocorreram, por exemplo, tonturas, náuseas, parestesias e elevação das enzimas hepáticas). Não estão disponíveis dados suficientes relativos à tolerabilidade do efavirenz com doses baixas de ritonavir (100 mg, uma ou duas vezes por dia). Quando se utiliza efavirenz com doses baixas de ritonavir, deve ser considerada a possibilidade de aumento da incidência dos acontecimentos adversos associados ao efavirenz, devido à possível interação farmacodinâmica. Saquinavir/Ritonavir/Efavirenz: Interação não estudada. Não há informação disponível que permita fazer uma recomendação sobre a dose. Ver também a informação do ritonavir anterior. Não é recomendada a utilização de efavirenz em associação com saquinavir como único inibidor da protease. ANTI-INFECCIOSOS: Antivíricos para a hepatite C Boceprevir/Efavirenz (800 mg 3 vezes por dia/600 mg uma vez por dia) As concentrações plasmáticas mínimas de boceprevir diminuíram quando foi administrado com efavirenz. O resultado clínico desta redução nas concentrações mínimas de boceprevir não foi diretamente avaliado. Telaprevir/Efavirenz (1125 mg q8h/600 mg uma vez por dia) Caso o efavirenz e o telaprevir sejam administrados concomitantemente, deve ser utilizada uma dose de telaprevir de 1125 mg a cada 8 horas. Simeprevir/Efavirenz (150 mg uma vez por dia/600 mg uma vez por dia) A administração concomitante de simeprevir com efavirenz resultou numa diminuição significativa das concentrações plasmáticas de simeprevir devido à indução do CYP3A4 pelo efavirenz, o que pode resultar em perda de efeito terapêutico do simeprevir. Não é recomendada a administração concomitante de simeprevir com efavirenz.

Efavirenz + Antagonistas do CCR5

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antagonistas do CCR5: Maraviroc/Efavirenz: (100 mg duas vezes ao dia/600 mg uma vez ao dia). Concentrações de Efavirenz não determinadas, não é de esperar efeito. Consultar o Resumo das Características do Medicamento do produto com maraviroc.

Efavirenz + Inibidores da Transferência de Cadeia da Integrase

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Inibidor de transferência da cadeia da integrase: Raltegravir/Efavirenz (400 mg dose única/ -). Não é necessário qualquer ajuste posológico do raltegravir.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Inibidores nucleosídeos da transcriptase inversa (reversa) (NRTIs)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: NRTIs e NNRTIs: NRTIs/Efavirenz: Não foram realizados estudos específicos de interação com efavirenz e NRTIs diferentes de lamivudina, zidovudina e tenofovir disoproxil fumarato. Não são de esperar interações clinicamente significativas visto que os NRTIs são metabolizados através de uma via diferente da do efavirenz e é improvável que compitam para as mesmas enzimas metabólicas e vias de eliminação. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. NNRTIs/Efavirenz: Interacção não estudada. Uma vez que a utilização de dois NNRTIs não demonstrou benefícios em termos de eficácia e segurança, não é recomendada a coadministração de efavirenz e outro NNRTI.

Atovaquona + Proguanilo + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Quando administrado com efavirenz ou inibidores da protease de reforço, foi observado um decréscimo até 75% nas concentrações de atovaquona. Esta associação deve ser evitada sempre que possível.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Inibidores não nucleosídeos da transcriptase inversa (reversa) (NNRTIs)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: NRTIs e NNRTIs: NRTIs/Efavirenz: Não foram realizados estudos específicos de interação com efavirenz e NRTIs diferentes de lamivudina, zidovudina e tenofovir disoproxil fumarato. Não são de esperar interações clinicamente significativas visto que os NRTIs são metabolizados através de uma via diferente da do efavirenz e é improvável que compitam para as mesmas enzimas metabólicas e vias de eliminação. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. NNRTIs/Efavirenz: Interacção não estudada. Uma vez que a utilização de dois NNRTIs não demonstrou benefícios em termos de eficácia e segurança, não é recomendada a coadministração de efavirenz e outro NNRTI.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Antibióticos

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antibióticos: Azitromicina/Efavirenz: (dose única de 600 mg/400 mg uma vez por dia) Interação farmacocinética sem significado clínico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Claritromicina/Efavirenz: (500 mg q12h/400 mg uma vez ao dia). 46% dos indivíduos voluntários não infetados desenvolveram erupção cutânea quando receberam efavirenz e claritromicina. Desconhece-se o significado clínico destas alterações nos níveis plasmáticos de claritromicina. Podem considerar-se outras alternativas à claritromicina (ex. azitromicina). Não é necessário ajuste posológico de efavirenz. Outros antibióticos macrólidos (ex. eritromicina)/Efavirenz: Interacção não estudada. Não há informação disponível que permita fazer uma recomendação sobre a dose.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Antimicrobiótico (antimicrobianos)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antimicrobianos: Rifabutina/Efavirenz: (300 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). A dose diária de rifabutina deve se aumentada em cerca de 50 % quando é administrada com efavirenz. Para regimes nos quais a rifabutina seja administrada duas ou três vezes por semana em associação com efavirenz, considera-se que a dose de rifabutina pode ser duplicada. O resultado clínico deste ajuste posológico não foi avaliado de forma adequada. A tolerabilidade individual e a resposta virológica devem ser consideradas quando se faz o ajuste posológico. Rifampicina/Efavirenz: (600 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Quando tomado com rifampicina, o aumento da dose diária de efavirenz para 800 mg pode provocar uma exposição semelhante à dose diária de 600 mg, quando tomado sem rifampicina. Os efeitos clínicos deste ajuste posológico não foram ainda adequadamente avaliados. A tolerabilidade individual e a resposta virológica devem ser consideradas quando se faz o ajuste posológico. Não é necessário ajuste posológico da rifampicina.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Antifúngicos

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antifúngicos: Itraconazol/Efavirenz: (200 mg q12h/600 mg uma vez ao dia). Uma vez que não se pode fazer uma recomendação posológica para o itraconazol, deve ser considerado tratamento antifúngico alternativo. Posaconazol/Efavirenz: --/400 mg uma vez ao dia. Deve ser evitado o uso concomitante de posaconazol e efavirenz a menos que o benefício para o doente supere o risco. Voriconazol/Efavirenz: (200 mg duas vezes ao dia/400 mg uma vez ao dia). (400 mg duas vezes ao dia/300 mg uma vez ao dia). Quando o efavirenz é coadministrado com voriconazol, a dose de manutenção do voriconazol deve ser aumentada para 400 mg duas vezes por dia e a dose de efavirenz tem de ser reduzida em 50%, i.e., para 300 mg uma vez por dia. Quando o tratamento com voriconazol é interrompido, deve ser reinstituída a dose inicial de efavirenz. Fluconazol/Efavirenz: (200 mg uma vez ao dia/400 mg uma vez ao dia). Interação farmacocinética sem significado clínico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Cetoconazol e outros antifúngicos imidazólicos: Interacção não estudada. Não há informação disponível que permita fazer uma recomendação sobre a dose.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Antimaláricos (antipalúdicos)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTI-INFECCIOSOS: Antimaláricos Arteméter/lumefantrina/Efavirenz (comprimido 20/120 mg, 6 doses de 4 comprimidos cada durante 3 dias/600mg uma vez por dia) Dado que a redução das concentrações de arteméter, dihidroartemisinina ou lumefantrina poderá resultar numa diminuição da eficácia antimalárica, recomenda-se precaução na administração concomitante de efavirenz e comprimidos de arteméter/lumefantrina. Atovaquona e cloridrato de proguanilo/Efavirenz (dose única de 250/100 mg/600 mg uma vez por dia) A administração concomitante de atovaquona/proguanilo com efavirenz deve ser evitada sempre que possível.

Bupropiom + Naltrexona + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Indutores, inibidores e substratos da CYP2B6: O bupropiom é metabolizado no seu principal metabolito ativo – hidroxibupropiom – pela isoenzima CYP2B6. Existe potencial para uma interação medicamentosa entre a associação naltrexona/bupropiom e fármacos que induzam ou sejam substratos da isoenzima CYP2B6. Como o bupropiom é extensivamente metabolizado, aconselha-se precaução quando a associação naltrexona/bupropiom é coadministrada com medicamentos conhecidos por induzir a CYP2B6 (por exemplo, carbamazepina, fenitoína, ritonavir, efavirenz), visto que estes podem afetar a eficácia clínica da associação naltrexona/bupropiom. Numa série de estudos realizados em voluntários saudáveis, a administração de ritonavir (100 mg duas vezes ao dia ou 600 mg duas vezes ao dia) ou de 100 mg de ritonavir mais 400 mg de lopinavir por dia reduziu a exposição do bupropiom e dos principais metabolitos de uma forma dependente da dose em 20 a 80%. Similarmente, a administração de 600 mg de efavirenz, uma vez ao dia, ao longo de um período de duas semanas, reduziu a exposição do bupropiom em aproximadamente 55% nos voluntários saudáveis.

Efavirenz + Antiácidos

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIÁCIDOS: Antiácido hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio, simeticone /Efavirenz (dose única de 30 ml / dose única de 400 mg). Famotidina/Efavirenz: (dose única de 40 mg /dose única de 400 mg). Nem os antiácidos de hidróxido de alumínio/hidróxido de magnésio nem a famotidina alteraram a absorção do efavirenz. Não é de esperar que a coadministração de efavirenz com outros medicamentos que alteram o pH gástrico afete a absorção do efavirenz.

Raltegravir + Efavirenz

Observações: Todos os ensaios de interação foram realizados em adultos.
Interações: Efeito de outros medicamentos na farmacocinética do raltegravir: Uma vez que o raltegravir é principalmente metabolizado pela UGT1A1, deve ter-se precaução quando se administra concomitantemente Raltegravir com indutores potentes da UGT1A1 (por ex., rifampicina). A rifampicina reduz os níveis plasmáticos de raltegravir; desconhece-se o impacto na eficácia do raltegravir. No entanto, se a administração concomitante com rifampicina não puder ser evitada, pode considerar-se uma duplicação da dose de Raltegravir em adultos. Não existem dados para orientar a administração concomitante de Raltegravir com rifampicina em doentes com idade inferior a 18 anos. Desconhece-se o impacto de outros indutores potentes de enzimas que metabolizam os fármacos, como a fenitoína e o fenobarbital na UGT1A1. Indutores menos potentes (por ex., efavirenz, nevirapina, etravirina, rifabutina, glucocorticoides, hipericão, pioglitazona) podem ser utilizados com a dose recomendada de Raltegravir. A administração concomitante de Raltegravir com medicamentos que sejam inibidores potentes da UGT1A1 (por exemplo, atazanavir) pode aumentar os níveis plasmáticos do raltegravir. Os inibidores menos potentes da UGT1A1 (por ex., indinavir, saquinavir) podem também aumentar os níveis plasmáticos do raltegravir, mas em menor extensão quando comparados com o atazanavir. Dados de Interações Farmacocinéticas: ANTIRRETROVÍRICOS: Análogos não nucleosídeos inibidores da transcriptase reversa (NNRTIs): Efavirenz (Dose Única de raltegravir 400 mg) Não é necessário ajuste posológico para o Raltegravir.

Efavirenz + Ansiolíticos

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANSIOLÍTICOS: Lorazepam/Efavirenz: (2 mg dose única/600 mg uma vez ao dia). Estas alterações não são consideradas clinicamente significativas. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Anticoagulantes orais

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICOAGULANTES: Varfarina/Efavirenz Acenocumarol/Efavirenz Interação não estudada. As concentrações plasmáticas e os efeitos da varfarina ou acenocumarol são potencialmente aumentados ou diminuídos pelo efavirenz. Pode ser necessário ajuste posológico de varfarina ou acenocumarol.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Anticonvulsivantes

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICONVULSIVANTES: Carbamazepina/Efavirenz: (400 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Não podem ser feitas recomendações posológicas. Deve ser considerado um tratamento anticonvulsivante alternativo. Os níveis plasmáticos de carbamazepina devem ser monitorizados periodicamente. Fenitoína, Fenobarbital, e outros anticonvulsantes que sejam substratos das isoenzimas do CYP450: Interação não estudada. Existe um potencial de redução ou aumento das concentrações plasmáticas de fenitoína, fenobarbital ou outros anticonvulsivantes que sejam substratos das isoenzimas do CYP450, quando coadministrados com efavirenz. Deve ser efetuada a monitorização periódica dos níveis plasmáticos do anticonvulsivante quando o efavirenz é coadministrado com anticonvulsivantes que sejam substratos das isoenzimas do CYP450. Ácido Valproico/Efavirenz: (250 mg duas vezes ao dia/600 mg uma vez ao dia). Não existe efeito clinicamente significativo na farmacocinética do efavirenz. Os dados limitados sugerem que não existe efeito clinicamente significativo na farmacocinética do ácido valpróico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Os doentes devem ser monitorizados para controlo das convulsões. Vigabatrina/Efavirenz e Gabapentina/Efavirenz: Interação não estudada. Não são de esperar interações clinicamente significativas, uma vez que a vigabantrina e a gabapentina são exclusivamente eliminadas inalteradas na urina, e é improvável que compitam para as mesmas enzimas metabólicas e vias de eliminição do efavirenz. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.

Indinavir + Efavirenz

Observações: n.d.
Interações: INDINAVIR NÃO POTENCIADO ANTI-INFECCIOSOS: Antirretrovirais: NNRTIs: Efavirenz 600 mg QD (Indinavir 1.000 mg TID) Um aumento da dose (1.000 mg TID) de indinavir não compensa o efeito indutor do efavirenz. Efavirenz 200 mg QD (Indinavir 800 mg TID) Não pode ser feita qualquer recomendação específica sobre a dose. INDINAVIR POTENCIADO COM RITONAVIR. ANTI-INFECCIOSOS: Antirretrovirais: Efavirenz 600 mg QD (Indinavir/ritonavir 800/100 BID) Não foram estudados aumentos da dose de indinavir/ritonavir quando administrados em associação com efavirenz.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Antidepressores

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS: Inibidores Seletivos da Recaptação da serotonina (ISRSs): Sertralina/Efavirenz: (50 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Os aumentos da dose de sertralina deverão ser efetuados de acordo com a resposta clínica. Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz. Paroxetina/Efavirenz: (20 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Interação farmacocinética sem significado clínico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Fluoxetina/Efavirenz: Interação não estudada. Uma vez que a fluoxetina tem um perfil metabólico semelhante ao da paroxetina, i.e., um forte efeito inibidor do CYP2D6, poder-se-á esperar uma semelhante ausência de interação para a fluoxetina. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Norepinefrina e inibidores da recaptação de dopamina Bupropiom/Efavirenz [dose única de 150 mg (libertação prolongada)/600 mg uma vez por dia) O aumento da dose de bupropiom deve ser orientado pela resposta clínica, mas a dose máxima recomendada de bupropiom não deve ser excedida. Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz.

Ranolazina + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Aconselha-se prudência durante a coadministração de substratos de CYP2B6 (p.ex. bupropiona, efavirenz, ciclofosfamida).

Ribociclib + Efavirenz

Observações: n.d.
Interações: Substâncias que podem reduzir as concentrações plasmáticas de ribociclib: O efeito de um indutor moderado da CYP3A4 sobre a exposição do ribocliclib não foi estudado. Simulações farmacocinéticas de base fisiológica sugeriram que um indutor moderado da CYP3A4 (efavirenz) pode diminuir a Cmax e ribociclib no estado estacionário e a AUC em 51% e 70%, respetivamente. A utilização concomitante de indutores moderados da CYP3A4 pode portanto conduzir a um decréscimo da exposição e consequentemente a risco de compromisso de eficácia, particularmente em doentes tratados com ribociclib a 400 mg ou 200 mg uma vez por dia.

Efavirenz + Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) (SSRIs)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS: Inibidores Seletivos da Recaptação da serotonina (ISRSs): Sertralina/Efavirenz: (50 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Os aumentos da dose de sertralina deverão ser efetuados de acordo com a resposta clínica. Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz. Paroxetina/Efavirenz: (20 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Interação farmacocinética sem significado clínico. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos. Fluoxetina/Efavirenz: Interação não estudada. Uma vez que a fluoxetina tem um perfil metabólico semelhante ao da paroxetina, i.e., um forte efeito inibidor do CYP2D6, poder-se-á esperar uma semelhante ausência de interação para a fluoxetina. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.

Efavirenz + Antihistamínicos

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIHISTAMÍNICOS: Cetirizina/Efavirenz: (dose única de 10 mg /600 mg uma vez por dia) Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.
 Sem significado Clínico

Efavirenz + Inibidores da recaptação de noradrenalina-dopamina (IRND)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS: Norepinefrina e inibidores da recaptação de dopamina Bupropiom/Efavirenz [dose única de 150 mg (libertação prolongada)/600 mg uma vez por dia) O aumento da dose de bupropiom deve ser orientado pela resposta clínica, mas a dose máxima recomendada de bupropiom não deve ser excedida. Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz.

Telaprevir + Efavirenz

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: INIBIDORES DA TRANSCRIPTASE REVERSA: Efavirenze: Se administrado concomitantemente deve ser utilizado telaprevir 1.125 mg a cada 8 horas.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Medicamentos cardiovasculares

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS CARDIOVASCULARES: Bloqueadores dos Canais de Cálcio: Diltiazem/Efavirenz: (240 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). O aumento dos parâmetros farmacocinéticos do efavirenz não é considerado clinicamente significativo. Os ajustes posológicos do diltiazem devem basear-se na resposta clínica (consultar o Resumo das Características do Medicamento do diltiazem). Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz. Verapamil, Felodipina, Nifedipina e Nicardipina: Interação não estudada. Quando o efavirenz é coadministrado com bloqueadores dos canais de cálcio que são substratos da enzima CYP3A4, existe um potencial de redução nas concentrações plasmáticas do bloqueador dos canais de cálcio. Os ajustes posológicos dos bloqueadores dos canais de cálcio devem basear-se na resposta clínica (consultar o Resumo das Características do Medicamento dos bloqueadores dos canais de cálcio).
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Efavirenz + Bloqueadores da entrada de cálcio (antagonistas de cálcio)

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS CARDIOVASCULARES: Bloqueadores dos Canais de Cálcio: Diltiazem/Efavirenz: (240 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). O aumento dos parâmetros farmacocinéticos do efavirenz não é considerado clinicamente significativo. Os ajustes posológicos do diltiazem devem basear-se na resposta clínica (consultar o Resumo das Características do Medicamento do diltiazem). Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz. Verapamil, Felodipina, Nifedipina e Nicardipina: Interação não estudada. Quando o efavirenz é coadministrado com bloqueadores dos canais de cálcio que são substratos da enzima CYP3A4, existe um potencial de redução nas concentrações plasmáticas do bloqueador dos canais de cálcio. Os ajustes posológicos dos bloqueadores dos canais de cálcio devem basear-se na resposta clínica (consultar o Resumo das Características do Medicamento dos bloqueadores dos canais de cálcio).

Efavirenz + Antidislipidémicos

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: MEDICAMENTOS ANTIDISLIPIDÉMICOS: Inibidores da redutase da HMG-CoA: Atorvastatina/Efavirenz: (10 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Os níveis de colesterol devem ser monitorizados periodicamente. Podem ser necessários ajustes posológicos da atorvastatina (consultar o Resumo das Características do Medicamento da atorvastatina). Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz. Pravastatina/Efavirenz: (40 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). Os níveis de colesterol devem ser monitorizados periodicamente. Podem ser necessários ajustes posológicos da pravastatina (consultar o Resumo das Características do Medicamento da pravastatina). Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz. Sinvastatina/Efavirenz: (40 mg uma vez ao dia/600 mg uma vez ao dia). A administração concomitante de efavirenz com atorvastatina, pravastatina ou sinvastatina não afetou os valores de AUC ou Cmax do efavirenz. Os níveis de colesterol devem ser monitorizados periodicamente. Podem ser necessários ajustes posológicos da sinvastatina (consultar o Resumo das Características do Medicamento da sinvastatina). Não é necessário qualquer ajuste posológico para o efavirenz. Rosuvastatina/Efavirenz: Interação não estudada. A rosuvastatina é largamente excretada inalterada nas fezes, pelo que não é de esperar interação com o efavirenz. Não é necessário ajuste posológico de qualquer um destes medicamentos.

Efavirenz + Emtricitabina + Tenofovir + Efavirenz

Observações: As interações que foram identificadas com Efavirenz, Emtricitabina e Tenofovir individualmente podem ocorrer com esta associação. Os estudos de interação com estes medicamentos só foram realizados em adultos.
Interações: Este medicamento não deve ser coadministrado com medicamentos que contenham efavirenz a menos que seja necessário para o ajuste da dose, por ex., com rifampicina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atorvastatina + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Indutores do CYP3A4: A administração concomitante de atorvastatina com indutores do citocromo P450 3A (por exemplo, efavirenz, rifampicina, hipericão) pode originar reduções variáveis nas concentrações plasmáticas de atorvastatina. Devido ao duplo mecanismo de interação da rifampicina (indução do citocromo P450 3A e inibição do transportador de captação hepático OATP1B1), é recomendada a administração concomitante de atorvastatina com rifampicina, na medida em que a administração de atorvastatina com atraso após a administração da rifampicina tem sido associada a uma redução significativa nas concentrações plasmáticas de atorvastatina. O efeito da rifampicina nas concentrações de atorvastatina nos hepatócitos é no entanto desconhecida e caso a administração concomitante não possa ser evitada, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados, para controlo da eficácia.

Eribulina + Efavirenz

Observações: A eribulina é excretada principalmente (até 70%) por excreção biliar. Desconhece-se qual a proteína de transporte envolvida neste processo. A inibição completa do transporte poderá, em teoria, dar origem a um aumento três vezes superior das concentrações plasmáticas.
Interações: Não se recomenda a utilização de substâncias inibidoras das proteínas de transporte hepático como, por exemplo, proteínas transportadoras de aniões orgânicos (OATPs-organic anion-transporting proteins) e proteínas resistentes a múltiplos medicamentos (MRPs-multidrug resistant proteins), etc., em concomitância com a eribulina. Os inibidores destes transportadores incluem, mas não se limitam a: Ciclosporina, ritonavir, saquinavir, lopinavir e certos outros inibidores das proteases, efavirenz e, emtricitabina, quinina, quinidina, disopiramida, etc.

Posaconazol + Efavirenz

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre posaconazol: Efavirenz: Efavirenz (400 mg uma vez por dia) reduziu a Cmax e a AUC de posaconazol, respetivamente em 45% e 50%. Deve ser evitada a utilização concomitante de posaconazol e efavirenz, exceto se os benefícios para o doente superarem os riscos.

Sonidegib + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de sonidegib em outros medicamentos: O sonidegib é um inibidor competitivo da CYP2B6 e CYP2C9 in vitro, aumentando potencialmente as concentrações de substâncias metabolizadas por estas enzimas. O sonidegib é também um inibidor (IC50 ~1,5µM) da proteína de resistência ao cancro da mama (breast cancer resistance protein - BCRP). Os doentes que utilizem concomitantemente substratos das enzimas CYP2B6 e CYP2C9 ou transportadores, devem ser cuidadosamente monitorizados para reações adversas. Substâncias que sejam substratos das enzimas CYP2B6 e CYP2C9 com margem terapêutica estreita (por ex.: varfarina, acenocumarol, efavirenz, metadona) ou substratos BCRP com margem terapêutica estreita (por ex.: metotrexato, mitoxantrona, irinotecano, topotecano) devem ser evitados.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Medroxiprogesterona + Valerato de estradiol + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo dos estrogénios e progestagénios pode ser potenciado pela utilização concomitante de substâncias conhecidas por induzir as enzimas metabolizadoras de fármacos, especialmente as enzimas do citocromo P450, como os anticonvulsivantes (por exemplo, fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e os Anti-infecciosos (por exemplo, rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz). Do ponto de vista clínico, o aumento do metabolismo dos estrogénios e dos progestagénios pode levar à diminuição do efeito e a alterações no perfil da hemorragia uterina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Midazolam + Efavirenz

Observações: n.d.
Interações: Fármacos indutores do CYP3A: A rifampicina reduziu em cerca de 60% as concentrações plasmáticas do midazolam intravenoso após 7 dias de rifampicina 600 mg o.d. A semivida terminal diminuiu cerca de 50-60%. Informação adicional sobre midazolam oral: A rifampicina reduziu em cerca de 96% as concentrações plasmáticas do midazolam oral em indivíduos saudáveis e perderam-se quase totalmente os seus efeitos psicomotores. Carbamazepina / fenitoína: Doses repetidas de carbazepina ou fenitoína reduziram as concentrações plasmáticas de midazolam oral até 90% e a semivida terminal em cerca de 60%. Efavirenz: Um aumento para o quíntuplo do rácio do metabolito a-hidroxymidazolam gerado pelo CYP3A versus midazolam confirma o efeito indutor do CYP3A.

Claritromicina + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na claritromicina: Sabe-se que os fármacos seguintes afetam, ou suspeita-se que afetem, as concentrações circulantes de claritromicina; pode ser necessário o ajuste posológico da claritromicina ou considerar tratamentos alternativos. Efavirenz, nevirapina, rifampicina, rifabutina e rifapentina: Os indutores fortes do sistema metabólico do citocromo P450, tais como efavirenz, nevirapina, rifampicina, rifabutina e rifapentina, podem acelerar o metabolismo da claritromicina e, consequentemente, reduzir os níveis plasmáticos de claritromicina, aumentando, simultaneamente os da 14-OH-claritromicina, um metabolito que é igualmente microbiologicamente ativo. Dado que as atividades microbiológicas da claritromicina e da 14-OH-claritromicina são diferentes para bactérias diferentes, o efeito terapêutico pretendido pode ser prejudicado durante a administração concomitante de claritromicina e indutores enzimáticos.

Ulipristal (Acetato de ulipristal) + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Efeitos potenciais de outros medicamentos sobre o acetato de ulipristal: O acetato de ulipristal é metabolizado in vitro pelo CYP3A4. Indutores do CYP3A4: Os resultados in vivo revelam que a administração do acetato de ulipristal com um forte indutor do CYP3A4 como a rifampicina diminui marcadamente a Cmax e a AUC do acetato de ulipristal em 90% ou mais e diminuia semivida do acetato de ulipristal em 2,2 vezes correspondendo a uma diminuição em aproximadamente 10 vezes da exposição ao acetato de ulipristal. A utilização concomitante de Ulipristal com indutores do CYP3A4 (por ex., rifampicina, fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, efavirenz, fosfenitoína, nevirapina, oxcarbazepina, primidona, rifabutina, hipericão/Hypericum perforatum) reduz, assim, as concentrações de plasma do acetado de ulipristal e pode resultar numa diminuição da eficácia de Ulipristal, logo não é recomendada.

Lurasidona + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Outros potenciais medicamentos que podem afetar a lurasidona: Tanto a lurasidona como o seu metabolito ativo ID-14283 contribuem para o efeito farmacodinâmico nos recetores dopaminérgicos e serotoninérgicos. A lurasidona e seu metabolitoativo ID-14283 são principalmente metabolizados pelo CYP3A4. Indutores do CYP3A4: A lurasidona é contraindicada em concomitância com indutores fortes do CYP3A4 (por exemplo, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifampicina, hipericão (Hypericum perforatum)). A administração concomitante de lurasidona como indutor forte do CYP3A4 rifampicina resultou numa redução de 6 vezes na exposição da lurasidona. É esperado que a administração concomitante de lurasidona com indutores fracos (por exemplo, armodafinil, amprenavir, aprepitante, prednisona, rufinamida) ou moderados (por exemplo, bosentano, efavirenz, etravirina, modafinil, nafcilina) do CYP3A4 origine uma redução <2 vezes na exposição da lurasidona durante a administração concomitante e até 2 semanas após a interrupção de indutores fracos ou moderados do CYP3A4. Quando a lurasidona é coadministrada com indutores fracos ou moderados do CYP3A4, a eficácia da lurasidona deve ser cuidadosamente monitorizada e pode ser necessário um ajuste da dose.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Efavirenz

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interação com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interações: O darunavir e o cobicistate são metabolizados pelo CYP3A. É expectável que os medicamentos que induzem a atividade do CYP3A aumentem a depuração do darunavir e do cobicistate, o que resulta na diminuição das concentrações plasmáticas de darunavir e cobicistate (ex.: efavirenz, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, rifampicina, rifapentina, rifabutina, erva de São João).

Darunavir + Efavirenz

Observações: O perfil de interação do darunavir pode variar dependendo se é utilizado o ritonavir ou o cobicistate como fármacos potenciadores. As recomendações dadas para a utilização concomitante de darunavir e outros medicamentos podem por isso variar dependendo se darunavir é potenciado com ritonavir ou com cobicistate, e é também necessária precaução durante o primeiro tempo de tratamento, se se substituir o fármaco potenciador de ritonavir para cobicistate.
Interações: Medicamentos que afetam a exposição a darunavir (cobicistate como fármaco potenciador): O darunavir e o cobicistate são metabolizados pelo CYP3A, e a administração concomitante com indutores do CYP3A pode resultar em exposições plasmáticas subterapêuticas ao darunavir. O darunavir potenciado com cobicistate é mais sensível à indução do CYP3A, do que darunavir potenciado com ritonavir: A administração concomitante de darunavir/cobicistate com indutores fracos a moderados do CYP3A (ex.: efavirenz, etravirina, nevirapina, boceprevir, telaprevir, fluticasona e bosentano) não é recomendada. À administração concomitante com inibidores fortes do CYP3A4, aplicam-se as mesmas recomendações independentemente de darunavir ser potenciado com ritonavir ou com cobicistate. ANTIRRETROVIRAIS PARA O VIH: Análogos não nucleo(s/t)ídeos inibidores da transcriptase reversa (NNRTIs): Efavirenz 600 mg, uma vez por dia: Está indicada a monitorização clínica para a toxicidade do sistema nervoso central, associada com o aumento na exposição ao efavirenz quando Darunavir associado com uma dose baixa de ritonavir é coadministrado com efavirenz. A associação de efavirenz com Darunavir/ritonavir 800/100 mg, uma vez por dia, pode resultar numa Cmin subótima de darunavir. Se efavirenz for utilizado em associação com Darunavir/ritonavir, deve ser usado um regime de Darunavir/ritonavir 600/100 mg, duas vezes por dia. A coadministração de Darunavir coadministrado com cobicistate não está recomendada.

Fluindiona + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Associações que requerem precauções de utilização: Nevirapina, Efavirenz: Diminuição do efeito do anticoagulante oral, aumentando o seu metabolismo hepático. Monitorização mais frequente do INR e ajuste de dose possível do anticoagulante oral.

Brivaracetam + Efavirenz

Observações: Os estudos de interação formais foram realizados apenas em adultos.
Interações: Efeitos do brivaracetam sobre outros medicamentos: O brivaracetam nas doses de 50 mg ou 150 mg/dia não afetou a área sob a curva (AUC) do midazolam (metabolizado pelo CYP3A4). O risco de interações clinicamente significativas com o CYP3A4 é considerado reduzido. Estudos in vitro demonstraram que o brivaracetam possui uma inibição reduzida ou inexistente das isoformas do CYP450 exceto para o CYP2C19. O brivaracetam pode aumentar as concentrações plasmáticas dos medicamentos metabolizados pelo CYP2C19 (por exemplo, lansoprazol, omeprazol, diazepam). Quando testado in vitro, o brivaracetam não induziu os enzimas CYPA1/2 mas induziu o CYP3A4 e o CYP2B6. Nos estudos in vivo, não foi detetada indução do CYP3A4 (ver midazolam acima). A indução do CYP2B6 não foi investigada em estudos in vivo mas o brivaracetam pode reduzir as concentrações plasmáticas dos medicamentos metabolizados pelo CYP2B6 (por exemplo, efavirenz). Estudos de interação in vitro, destinados a determinar os potenciais efeitos inibitórios sobre os transportadores, concluíram que não existiram efeitos clinicamente significativos exceto para o OAT3. Em estudos in vitro, o brivaracetam inibiu o OAT3 com uma concentração inibitória máxima média 42 vezes superior à Cmax para a dose máxima clínica. O brivaracetam na dose de 200 mg/dia pode aumentar as concentrações plasmáticas dos medicamentos transportados pelo OAT3.

Atorvastatina + Ezetimiba + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros medicamentos: ATORVASTATINA: Indutores do citocromo P450 3A4: A administração concomitante de atorvastatina com indutores do citocromo P450 3A4 (p. ex., efavirenze, rifampicina, erva de São João) pode originar reduções variáveis nas concentrações plasmáticas de atorvastatina. Devido ao duplo mecanismo de interação da rifampicina, (indução do citocromo P450 3A4 e inibição do transportador de captação hepático OATP1B1), é recomendada a administração concomitante deste medicamento com rifampicina, na medida em que a administração de atorvastatina com atraso após a administração da rifampicina tem sido associada a uma redução significativa nas concentrações plasmáticas de atorvastatina. O efeito da rifampicina nas concentrações de atorvastatina nos hepatócitos é, no entanto, desconhecida e caso a administração concomitante não possa ser evitada, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados, para controlo da eficácia.

Avanafil + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outras substâncias no avanafil: O avanafil é um substrato da CYP3A4 e é predominantemente metabolizado por esta enzima. Alguns estudos demonstraram que os medicamentos que inibem a CYP3A4 podem aumentar a exposição ao avanafil. Indutores do citocromo P450: Não se avaliou o potencial efeito dos indutores do CYP, sobretudo dos indutores da CYP3A4 (por exemplo, bosentano, carbamazepina, efavirenz, fenobarbital e rifampina), na farmacocinética e eficácia do avanafil. Não se recomenda a utilização concomitante do avanafil e de um indutor do CYP, dada a possibilidade de diminuir a eficácia do avanafil.

Metadona + Efavirenz

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacocinéticas: Indutores da enzima CYP3A4: A metadona é um substrato do CYP3A4. Por indução do CYP3A4, a depuração plasmática da metadona vai aumentar e os níveis plasmáticos vão diminuir. Os indutores dessa enzima (barbitúricos, carbamazepina, fenitoína, nevirapina, rifampicina, efavirenz, amprenavir, espironolactona, dexametasona, Hypericum perforatum (erva de São João), podem induzir o metabolismo hepático. Por exemplo, depois de três semanas de tratamento com 600 mg de efavirenz por dia, a média da concentração máxima no plasma e a ASC diminuíram em 48% e 57%, respetivamente, em doentes tratados com metadona (35-100 mg por dia). As consequências da indução enzimática são mais acentuadas se o indutor for administrado após o tratamento com a metadona já ter começado. Foram notificados sintomas de abstinência após estas interações e, portanto, pode ser necessário aumentar a dose de metadona. Se o tratamento com um indutor de CYP3A4 for interrompido, a dose de metadona deve ser reduzida.

Saquinavir + Efavirenz

Observações: A maioria dos estudos de interação medicamentosa com saquinavir foi desenvolvida com saquinavir não potenciado ou com saquinavir cápsulas moles não potenciado. Um número reduzido de estudos foi desenvolvido com saquinavir potenciado com ritonavir ou com saquinavir cápsulas moles potenciado com ritonavir. Os dados obtidos a partir dos estudos de interação medicamentosa realizados com saquinavir não potenciado podem não ser representativos dos efeitos observados com a terapêutica de saquinavir/ritonavir. Adicionalmente, os resultados observados com saquinavir cápsulas moles podem não ser preditivos relativamente à magnitude destas interações com saquinavir/ritonavir.
Interações: Fármacos antirretrovíricos Inibidores não nucleósidos da transcriptase reversa (INNTR): Efavirenz 600 mg qd (saquinavir/ ritonavir 1600/200 mg qd, ou saquinavir/ritonavir 1000/100 mg bid, ou saquinavir/ ritonavir 1200/100 mg qd) Não é necessário ajuste de dose.

Amprenavir + Efavirenz

Observações: Foram realizados estudos de interacção com amprenavir como único inibidor da protease.
Interações: Inibidores não-nucleósidos da transcriptase reversa (NNRTIs): Em adultos, o efavirenze diminuiu a Cmax, a AUC e a Cminss do amprenavir em aproximadamente 40%. Quando o amprenavir é associado ao ritonavir, o efeito do efavirenze é compensado pelo efeito intensificador farmacocinético do ritonavir. Portanto, se o efavirenze é administrado em associação ao amprenavir (600 mg, duas vezes por dia) e ritonavir (100 mg, duas vezes por dia), não é necessário ajuste da dose. Caso o efavirenze seja administrado em associação ao amprenavir e nelfinavir, não é necessário ajuste da dose de qualquer dos fármacos. Não se recomenda a associação de efavirenze a amprenavir e saquinavir, pois a exposição a ambos os inibidores da protease estará diminuída. Não se podem fazer recomendações posológicas relativamente à administração concomitante de amprenavir com outros inibidores da protease e efavirenze em crianças. Estas associações deverão ser evitadas em doentes com compromisso hepático.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brotizolam + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que podem resultar num aumento (indução de) da atividade enzimática da CYP3A4 podem reduzir o efeito de brotizolam, por ex. carbamazepina, efavirenz, erva de São João, nevirapina, fenobarbital, fenitoína, primidona, rifabutina e rifampicina.

Voriconazol + Efavirenz

Observações: n.d.
Interações: Efavirenz (inibidor da transcriptase reversa não-nucleósido) [indutor do CYP450, inibidor e substrato do CYP3A4] Efavirenz 400 mg OD, coadministrado com 200 mg BID de voriconazol * Efavirenz 300 mg OD, coadministrada com 400 mg BID de voriconazol* Doses padrão de voriconazol e doses de efavirenz (400 mg OD ou mais elevadas) é contraindicado. O voriconazol pode ser coadministrado com efavirenz se a dose de manutenção do voriconazol for aumentada para 400 mg BID e a dose de efavirenz for reduzida para 300 mg OD. Quando o tratamento com o voriconazol for interrompido, deve retomar-se a dose inicial de efavirenz. O asterisco (*) indica uma interação de dois sentidos.

Nevirapina + Efavirenz

Observações: n.d.
Interações: ANTIRRETROVIRAIS: Análogos não nucleosídeos inibidores da transcriptase reversa (ITRNNs): Efavirenz 600 mg uma vez por dia Não se recomenda a administração concomitante de efavirenz e Nevirapina, uma vez que a toxicidade é aditiva e não há benefício em termos de eficácia, comparativamente a cada ITRNN isolado.

Dabrafenib + Efavirenz

Observações: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de dabrafenib noutros medicamentos: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Num estudo clínico de interação medicamentosa, a Cmax e AUC do midazolam oral (um substrato do CYP3A4) diminuiu 61% e 74% respetivamente com a coadministração de doses repetidas de dabrafenib utilizando uma formulação com uma biodisponibilidade mais baixa do que a formulação de dabrafenib. A administração de 150 mg de dabrafenib duas vezes por dia e varfarina resultou numa diminuição da AUC de S-e R-varfarina em 37% e 33% em comparação com a administração de varfarina em monoterapia. A Cmax de S-e R-varfarina aumentou 18% e 19%. São esperadas interações com muitos medicamentos eliminados através do metabolismo ou transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico for de grande importância para o doente, e os ajustes posológicos não forem facilmente realizáveis com base na monitorização da eficácia ou concentrações plasmáticas, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. Suspeita-se que o risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é superior nos doentes tratados concomitantemente com indutores enzimáticos. Espera-se que o número de medicamentos afetados seja grande; embora a magnitude da interação possa variar. Os grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não estão limitados a: - Analgésicos (por ex. fentanilo, metadona) - Antibióticos (por ex., claritromicina, doxiciclina) - Agentes anticancerígenos (por ex., cabazitaxel) - Anticoagulantes (por ex. acenocumarol, varfarina) - Antiepiléticos (por ex., carbamazepina, fenitoína, primidona, ácido valpróico) - Antipsicóticos (por ex., haloperidol) - Bloqueadores dos canais de cálcio (por ex., diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) - Glicosidos cardíacos (por ex., digoxina) - Corticosteroides (por ex., dexametasona, metilprednisolona) - Antivíricos para o VIH (por ex., amprenavir, atazanavir, darunavir, delavirdina, efavirenz, fosamprenavir, indinavir, lopinavir, nelfinavir, saquinavir, tipranavir) - Contracetivos hormonais - Hipnóticos (por ex., diazepam, midazolam, zolpidem) - Imunossupressores (por ex., ciclosporina, tacrolimus, sirolímus) - Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (por ex., atorvastatina, sinvastatina) É provável que o início da indução ocorra após 3 dias de administração repetida com dabrafenib. Aquando da descontinuação de dabrafenib, o equilibro da indução é gradual, as concentrações dos CYP3A4, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP2C19, UDP-glucuronosil transferases (UGT) e substratos transportadores podem aumentar e os doentes devem ser monitorizados para toxicidade e a posologia destes agentes pode necessitar de ser ajustada. In vitro, o dabrafenib é um inibidor do mecanismo do CYP3A4. Como tal, a inibição transitória do CYP3A4 pode ser vista durante os primeiros dias do tratamento.

Everolímus + Efavirenz

Observações: O everolímus é um substrato da CYP3A4, e também é um substrato e inibidor modera do da gp-P. Por esta razão, a absorção e eliminação subsequente do everolímus pode ser influenciada por produtos que afetem a CYP3A4 e/ou a gp - P. In vitro, o everolímus é um inibidor competitivo da CYP3A4 e um inibidor misto da CYP2D6.
Interações: Indutores potentes e moderados da CYP3A4: Dexametasona, Carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, Efavirenz, nevirapina: Não estudada. É esperada uma diminuição na exposição. Evite o uso concomitante de indutores potentes da CYP3A4. Se for necessário co-administrar um indutor potente da CYP3A4, deve considerar-se um aumento da dose de de 10 mg por dia até 20 mg por dia utilizando incrementos de 5 mg ou menos efetuados no 4.º e no 8.º dia após o início do indutor. Esta dose de Everolímus é calculada para ajustar a AUC ao intervalo observado sem indutores. No entanto, não existem dados clínicos com este ajuste de dose. Caso o indutor seja descontinuado, considerar um período de lavagem de pelo menos 3 a 5 dias (tempo razoável para eliminação significativa da indução da enzima) antes de restabelecer a dose de conforme prescrita antes do início da coadministração.

Midostaurina + Efavirenz

Observações: A midostaurina sofre uma extensa metabolização hepática principalmente através das enzimas CYP3A4 que são induzidas ou inibidas por alguns medicamentos concomitantes.
Interações: Efeito de Midostaurina sobre outros medicamentos Midostaurina não é um inibidor da CYP3A4 in vivo. A farmacocinética de midazolam (sonda CYP3A4 sensíveis) não foi afetada após três dias de administração de midostaurina a indivíduos saudáveis. Com base em dados in vitro, a midostaurina e/ou os seus metabolitos têm o potencial de inibir as enzimas CYP1A2, CYP2D6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2E1 e CYP3A4/5. Com base em dados in vitro, a midostaurina e/ou os seus metabolitos têm o potencial de induzir as enzimas CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4. A midostaurina inibiu OATP1B1, BCRP e glicoproteína-p (P-gp) in vitro. A combinação dos dados de auto indução de midostaurina in vivo após administração repetida e o aumento dos níveis de colesterol 4β-OH no plasma sugerem que a midostaurina pode ser pelo menos um indutor moderado da CYP3A4 in vivo. Não foram realizados estudo in vivo para investigar a indução e inibição de enzimas e transportadores pela midostaurina e pelos metabolitos ativos. Os medicamentos com uma margem terapêutica estreita que são substratos da CYP1A2 (p.ex. tizanidina), CYP2D6 (p. ex. codeína) CYP2C8 (p.ex. paclitaxel), CYP2C9 (p.ex. varfarina), CYP2C19 (e.g. omeprazol), CYP2E1 (p.ex. clorzoxazona), CYP3A4/5 (p.ex. tacrolímus), CYP2B6 (p.ex. efavirenz), Gp-p (p.ex. paclitaxel), BCRP (p.ex. atorvastatina) ou OATP1B1 (p. ex. digoxina) devem ser utilizados com precaução quando administrados concomitantemente com midostaurina, e podem necessitar de ajuste de dose para manter uma exposição ótima. Atualmente desconhece-se se a midostaurina pode reduzir a eficácia de contracetivos hormonais e portanto as mulheres a utilizar contracetivos hormonais devem também utilizar um método anticoncecional de barreira.

Patisiran + Efavirenz

Observações: Não foi realizado nenhum estudo clínico formal sobre interações medicamentosas.
Interações: Não é esperado que o Patisiran seja afetado por inibidores ou indutores de enzimas do citocromo P450 ou que cause interações medicamentosas, excetuando a indução e a inibição dependente do tempo da CYP2B6 in vitro. O efeito concreto nos substratos da CYP2B6 (p. ex., bupropiom e efavirenz) in vivo é desconhecido.

Lesinurad + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Efeitos do lesinurad noutros medicamentos: Substratos CYP2B6: Com base nos dados in vitro, o lesinurad pode ser um indutor ligeiro do CYP2B6 mas esta interação não foi estudada clinicamente. Assim, recomenda-se que os doentes sejam monitorizados para redução da eficácia de substratos do CYP2B6 (p.ex. bupropiom, efavirenz) quando administrados concomitantemente com Lesinurad.
 Sem significado Clínico

Tenofovir + Efavirenz

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Estudos realizados com outros medicamentos: Não se observaram quaisquer interações farmacocinéticas clinicamente significativas quando o tenofovir disoproxil foi coadministrado com emtricitabina, lamivudina, indinavir, efavirenz, nelfinavir, saquinavir (potenciado com ritonavir), metadona, ribavirina, rifampicina, tacrolimus ou o contracetivo hormonal norgestimato/etinilestradiol.
 Sem significado Clínico

Delamanid + Efavirenz

Observações: O perfil metabólico completo e o modo de eliminação de delamanid não foram ainda inteiramente elucidados. Os estudos in vitro mostraram que delamanid não inibiu as isoenzimas do CYP450. Os estudos in vitro mostraram que delamanid e os respectivos metabolitos não tiveram qualquer efeito nos transportadores MDR1(p - gp), BCRP, OATP1, OATP3, OCT1, OCT2, OATP1B1, OATP1B3 e BSEP, a concentrações aproximadamente 5 a 20 vezes superiores à Cmáx no estado de equilíbrio. No entanto, uma vez que as concentrações no intestino podem ser potencialmente muito mais elevadas do que estes múltiplos da Cmáx, há o potencial para delamanid ter efeito nestes transportadores.
Interações: Medicamentos anti-VIH: Em estudos clínicos de interacção medicamentosa em indivíduos saudáveis, delamanid foi administrado isoladamente (100 mg duas vezes por dia) e com tenofovir (300 mg por dia) ou lopinavir/ritonavir (400/100 mg por dia) durante 14 dias e com efavirenz durante 10 dias (600 mg por dia). A exposição a delamanid permaneceu inalterada (diferença < 25%) com os medicamentos anti-VIH tenofovir e efavirenz, mas foi ligeiramente aumentada com a combinação de medicamentos anti-VIH contendo lopinavir/ritonavir. Medicamentos anti-VIH: Num estudo clínico de interacção medicamentosa em indivíduos saudáveis, delamanid foi administrado isoladamente (100 mg duas vezes por dia) e tenofovir (300 mg), lopinavir/ritonavir (400/100 mg) durante 14 dias e com efavirenz durante 10 dias (600 mg por dia). Delamanid administrado em combinação com os medicamentos anti-VIH, tenofovir, lopinavir/ritonavir e efavirenz, não afectou a exposição a estes medicamentos.

Rolapitant + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Outros CYP Não é de esperar nenhuma interação clinicamente significativa com os seguintes medicamentos, quando administrados com uma dose única de 180 mg de rolapitant no Dia 1 e sem rolapitant no Dia 8: repaglinida 0,25 mg (um substrato do CYP2C8), efavirenz 600 mg (um substrato do CYP2B6), tolbutamida 500 mg (um substrato do CYP2C9) ou omeprazol 40 mg (um substrato do CYP2C19). Ainda não é conhecido o potencial de rolapitant como inibidor do CYP1A2. O efeito de indutores moderados (por exemplo, efavirenz, rifabutina) não está estabelecido; portanto, não é recomendado o uso de rolapitant em doentes a quem já foi administrado um indutor moderado.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Macrólidos + Efavirenz

Observações: Podem interferir com a absorção de outros fármacos, inibir as enzimas metabolizadoras com aumento da toxicidade de alguns fármacos e, com menos frequência, reduzir a concentração plasmática de outros, por aceleração do metabolismo. Os macrólidos envolvidos com mais frequência são a eritromicina (em particular por via parentérica) e a claritromicina. A eritromicina em aplicação tópica não origina interacções.
Interações: Por inibição enzimática, com aumento da concentração plasmática e da toxicidade respectiva interferem com: Antivirais (atazanavir, efavirenz, ritonavir, tipranavir) - Efavirenz

Isavuconazol + Efavirenz

Observações: O isavuconazol é um substrato do CYP3A4 e do CYP3A5. O isavuconazol é um inibidor moderado do CYP3A4/5. O isavuconazol é um indutor ligeiro do CYP2B6. O isavuconazol é um inibidor ligeiro da P-glicoproteína (P-gp. O isavuconazol é um inibidor in vitro da BCRP. O isavuconazol é um inibidor ligeiro do transportador de catiões orgânicos 2 (OCT2. O isavuconazol é um inibidor ligeiro da UGT.
Interações: A administração concomitante de Isavuconazol com indutores potentes do CYP3A4/5, como a rifampicina, rifabutina, carbamazepina, barbitúricos de ação prolongada (por ex., fenobarbital), fenitoína e hipericão, ou com indutores moderados do CYP3A4/5, como o efavirenz, nafcilina e etravirina, é contraindicada, uma vez que estes medicamentos podem reduzir significativamente as concentrações plasmáticas do isavuconazol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Didrogesterona + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Dados in vitro indicam que a didrogesterona e o seu metabolito principal 20 α- dihidrodidrogesterona (DHD) podem ser metabolizados pelas isoenzimas 3A4 e 2C19 do citocromo P 450. Como tal, o metabolismo da didrogesterona poderá estar aumentado pela utilização concomitante de substâncias conhecidas por induzir estas isoenzimas, tais como, anticonvulsionantes (por ex. fenobarbital, fenítoina, carbamazepina), anti-infeciosos (por ex. rifampicina, rifambutina, nevirapina, efavirenz) e preparações à base de plantas contendo, por ex., Erva de São João (Hyperium perforatum), raiz de valeriana, salva ou ginkgo biloba.

Elvitegravir + Efavirenz

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. O elvitegravir é metabolizado principalmente pelo CYP3A. Prevê-se que os medicamentos que são indutores potentes (causam um aumento >5 vezes na depuração do substrato) ou moderados (causam um aumento de 2-5 vezes na depuração do substrato) do CYP3A diminuam as concentrações plasmáticas de elvitegravir. O elvitegravir é um indutor modesto e pode ter o potencial de induzir o CYP2C9 e/ou as enzimas induzíveis da UGT. Além disso, estudos in vitro demonstraram que o elvitegravir é um indutor fraco a modesto das enzimas CYP1A2, CYP2C19 e CYP3A. O elvitegravir terá também o potencial de ser um indutor fraco a modesto das enzimas CYP2B6 e CYP2C8, visto que estas enzimas são reguladas de maneira semelhante ao CYP2C9 e ao CYP3A. O elvitegravir é um substrato do OATP1B1 e do OATP1B3 (OATP – polipéptidos transportadores de aniões orgânicos) e um inibidor do OATP1B3 in vitro. A relevância in vivo destas interações não é clara.
Interações: A coadministração de Elvitegravir com medicamentos que são indutores moderados do CYP3A (incluindo, mas não se limitando ao efavirenz e ao bosentano) não é recomendada dado que a diminuição prevista das concentrações plasmáticas de elvitegravir pode causar perda do efeito terapêutico e possível desenvolvimento de resistência ao elvitegravir.

Prasugrel + Efavirenz

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do Prasugrel sobre outros medicamentos: Medicamentos metabolizados pelo CYP2B6: O prasugrel é um inibidor fraco do CYP2B6. Em indivíduos saudáveis, o prasugrel diminuiu em cerca de 23% a exposição ao cloridrato de bupropiom, um metabolito do bupropiom mediado em cerca de 23% pelo CYP2B6. Este efeito será clinicamente preocupante apenas quando prasugrel for coadministrado com medicamentos para os quais o CYP2B6 é a única via metabólica e que tenham uma margem terapêutica estreita (ex: ciclofosfamida, efavirenz)
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Caspofungina + Efavirenz

Observações: Estudos in vitro mostram que a caspofungina não é um inibidor de qualquer das enzimas do sistema do citocromo P450 (CYP). Em estudos clínicos, a caspofungina não induziu o metabolismo de outras substâncias pelo CYP3A4. A caspofungina não é um substrato para a glicoproteína - P e é um substrato pobre para as enzimas do citocromo P450. No entanto, em estudos farmacológicos e clínicos, foi demonstrado que a caspofungina interage com outros medicamentos. Todos os estudos de interação em adultos supracitados foram conduzidos com doses diárias de 50 ou 70 mg de caspofungina. A interação de doses mais elevadas de caspofungina com outros medicamentos não foi formalmente estudada.
Interações: Os dados limitados sobre os estudos farmacocinéticos na população indicam que a utilização concomitante de caspofungina com os indutores efavirenz, nevirapina, rifampicina, dexametasona, fenitoína ou carbamazepina, podem resultar numa diminuição da AUC da caspofungina. Quando se coadministram indutores das enzimas metabólicas em doentes adultos, deve considerar-se um aumento da dose diária de caspofungina para 70 mg, a seguir à dose de carga de 70 mg. Quando a caspofungina é coadministrada a doentes pediátricos (12 meses a 17 anos de idade) com indutores da depuração de fármacos como a rifampicina, efavirenz, nevirapina, fenitoína, dexametasona ou carbamazepina, deve ser considerada uma dose diária de 70 mg/m2 de caspofungina (não excedendo uma dose real diária de 70 mg).

Nelfinavir + Efavirenz

Observações: n.d.
Interações: Análogos Não Nucleosídeos Inibidores da Transcriptase Reversa (NNRTIs): Efavirenz: Não é necessário o ajuste de dose de nenhum dos medicamentos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Didrogesterona + Estradiol + Efavirenz

Observações: Não foram realizados estudos de interação.
Interações: A eficácia dos estrogénios e progestagénios pode ser prejudicada: O metabolismo dos estrogénios e dos progestagénios pode ser aumentado com a utilização concomitante de substâncias indutoras dos enzimas metabolizadores de fármacos, particularmente enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes (por ex. fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (por ex. rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz).

Ritonavir + Efavirenz

Observações: n.d.
Interações: Medicamentos que afetam os níveis de ritonavir: Os níveis séricos de ritonavir podem ser afetados por determinados medicamentos coadministrados (por ex. delavirdina, efavirenz, fenitoína e rifampicina). Interações Medicamentosas: Ritonavir com Medicamentos Antirretrovirais Além dos Inibidores da Protease: Efavirenz: Quando o efavirenz foi coadministrado com o ritonavir como antirretroviral observou-se uma frequência mais elevada de reações adversas (por ex, tonturas, náuseas, parestesia) e de anomalias laboratoriais (enzimas hepáticas elevadas).

Atorvastatina + Perindopril + Efavirenz

Observações: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com este medicamento e outros medicamentos, embora alguns estudos tenham sido realizados com atorvastatina e perindopril separadamente. Os dados de estudos clínicos demonstram que o duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) através da utilização combinada de IECAs, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado ao aumento da frequência de eventos adversos, tais como hipotensão, hipercaliemia, diminuição da função renal (incluindo insuficiência renal aguda) comparativamente com a utilização de um único medicamento que atua no SRAA.
Interações: Utilização concomitante que requer cuidados especiais: Atorvastatina Indutores do CYP3A4 A administração concomitante de atorvastatina com indutores do citocromo P450 3A (por exemplo, efavirenz, rifampicina, hipericão) pode originar reduções variáveis nas concentrações plasmáticas de atorvastatina. Devido ao duplo mecanismo de interação da rifampicina (indução do citocromo P450 3A e inibição do transportador de captação hepático OATP1B1), é recomendada a toma simultânea de Atorvastatina + Perindopril com rifampicina, na medida em que a toma de atorvastatina com atraso após a toma da rifampicina tem sido associada a uma redução significativa nas concentrações plasmáticas de atorvastatina. O efeito da rifampicina nas concentrações de atorvastatina nos hepatócitos é no entanto desconhecido e caso a administração concomitante não possa ser evitada, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados, para controlo da eficácia.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bazedoxifeno + Estrogénios conjugados + Efavirenz

Observações: O bazedoxifeno é sujeito a metabolismo pelas enzimas uridina difosfato glucuronil transferase (UGT) no trato intestinal e no fígado. O bazedoxifeno é sujeito a pouco, ou nenhum, metabolismo mediado pelo citocromo P450 (CYP). O bazedoxifeno não induz nem inibe as atividades das principais isoenzimas do CYP e é pouco provável que interaja com medicamentos coadministrados através do metabolismo mediado pelo CYP.
Interações: O metabolismo dos estrogénios pode aumentar através do uso concomitante de substâncias indutoras das enzimas metabolizadoras de medicamentos, especificamente das enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes (por exemplo: fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (por exemplo, rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz). Clinicamente, um metabolismo aumentado de estrogénios pode originar um efeito diminuído e alterações no perfil de hemorragia uterina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Estradiol + Efavirenz

Observações: Na administração transdérmica, o efeito de primeira passagem no fígado é evitado, sendo o medicamento menos afectado pelos indutores enzimáticos, do que as hormonas orais. Clinicamente, um metabolismo aumentado de estrogénios e progestagénios pode originar um efeito diminuído e alterações no perfil de hemorragia uterina.
Interações: O metabolismo dos estrogénios pode ser aumentado pela utilização concomitante de substâncias indutoras das enzimas que metabolizam o fármaco, especialmente enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes (por exemplo, fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (por exemplo, rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz).

Hipericão + Efavirenz

Observações: Além disto, os pacientes devem estar informados que interacções com outros medicamentos não podem ser excluídas e devem ser tidas em consideração durante a toma de Hipericão.
Interações: Hipericão é contra-indicado (interacções farmacocinéticas) em associação com: - Certos imunossupressores tais como a ciclosporina e o tacrolimo (risco de rejeição de transplantes), - Os anticoagulantes orais, varfarina e o acenocoumarol (risco de trombose), - Os antiretrovirais inibidores da protease como o indinavir, nelfinavir, ritonavir e saquinavir, e os inibidores não-nucleósidos da transcriptase reversa como o efavirenz e nevirapina (risco de redução da concentração plasmática com diminuição possível da resposta virológica), - Os anticancerosos, irinotecan e mesilato de imatinib (risco de falha terapêutica), - Os seguintes anticonvulsivantes (exceto a gabapentina e a vigabatrina): carbamazepina, etosuximida, felbamate, fosfenitoína, lamotrigina, fenobarbital, fenitoína, primidona, tiagabina, topiramato, ácido valpróico, valpromida (risco de diminuição do efeito terapêutico).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tedizolida + Efavirenz

Observações: O potencial de interações serotoninérgicas não foi estudado nem em doentes nem em voluntários saudáveis.
Interações: Baseado nos resultados in vitro, há um risco de indução enzimática pelo fosfato de tedizolida. Isto pode resultar numa redução da eficácia de medicamentos administrados concomitantemente que sejam substratos da CYP3A4 com um índice terapêutico estreito (tais como midazolam oral, triazolam, alfentanilo, ciclosporina, fentanilo, pimozida, quinidina, sirolimus e tacrolimus), da CYP2B6 (efavirenz), da CYP2C9 (varfarina) e P-gp (digoxina).
 Sem significado Clínico

Tenofovir alafenamida + Efavirenz

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. O tenofovir alafenamida é um substrato do OATP1B1 e do OATP1B3 in vitro. A distribuição do tenofovir alafenamida no organismo pode ser afetada pela atividade do OATP1B1 e/ou do OATP1B3. O tenofovir alafenamida não é um inibidor do CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19 ou CYP2D6 in vitro. Não é inibidor do CYP3A in vivo. O tenofovir alafenamida não é um inibidor da uridina difosfato glucuronosiltransferase (UGT) 1A1 humana in vitro. Não se sabe se o tenofovir alafenamida é inibidor de outras enzimas UGT.
Interações: Efavirenz (600 mg por via oral, q.d.): Não são necessários ajustes posológicos de Tenofovir alafenamida ou de efavirenz.

Bosutinib + Efavirenz

Observações: N.D.
Interações: Indutores da CYP3A: A utilização concomitante de Bosutinib com indutores potentes (por exemplo, rifampicina, fenitoína, carbamazepina, erva de São João, rifabutina, fenobarbital) ou moderados (por exemplo, bosentano, nafcilina, efavirenz, modafinil, etravirina) da CYP3A deve ser evitada, devido à ocorrência de uma diminuição na concentração plasmática do bosutinib. Com base na acentuada redução da exposição ao bosutinib que ocorreu com a administração concomitante de bosutinib com rifampicina, é pouco provável que o aumento da dose de Bosutinib no caso de uma administração concomitante com indutores potentes ou moderados da CYP3A compense suficientemente a perda de exposição. Deve ser exercida precaução no caso de uma utilização concomitante de indutores ligeiros da CYP3A com Bosutinib. No seguimento da administração concomitante de uma única dose de bosutinib com seis doses diárias de 600 mg de rifampicina após as refeições, em 24 indivíduos saudáveis, a exposição ao bosutinib (Cmax e AUC no plasma) diminuiu para 14% e 6%, respetivamente, dos valores resultantes da administração isolada de 500 mg de bosutinib.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Estradiol + Gestodeno + Efavirenz

Observações: Clinicamente, um aumento do metabolismo dos estrogénios e progestagénios pode conduzir à diminuição dos efeitos terapêuticos e a alterações no perfil de hemorragia uterina.
Interações: O metabolismo de estrogénios e progestagénios pode ser aumentado pelo uso concomitante de substâncias que induzem o sistema enzimático, nomeadamente as enzimas do citocromo P450, tais como os anticonvulsivantes (por exemplo, fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (por exemplo, rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

As mulheres não devem engravidar durante o tratamento com Efavirenz e durante as 12 semanas seguintes.

O seu médico poderá pedir-lhe que faça um teste de gravidez para assegurar que não está grávida antes de iniciar o tratamento com Efavirenz.

Se houver possibilidade de engravidar durante o tratamento com Efavirenz, deve utilizar um método fiável de contraceção de barreira (por exemplo, um preservativo) com outros métodos de contraceção, incluindo o oral (pílula) ou outros contracetivos hormonais (por exemplo, implantes, injeção).

O efavirenz pode permanecer no seu sangue durante algum tempo após o fim do tratamento.

Assim, deve continuar a usar medidas contracetivas, como as referidas acima, durante 12 semanas após o fim do tratamento com Efavirenz.

Se estiver grávida, só deverá tomar Efavirenz se for decidido entre si e o seu médico que é realmente necessário.

Observaram-se defeitos graves à nascença em fetos de animais e em bebés de mulheres tratadas com efavirenz durante a gravidez.

Não deve amamentar o seu bebé se estiver a tomar Efavirenz.

Efavirenz pode causar tonturas, incapacidade de concentração e sonolência.

Caso seja afetado, não conduza nem utilize quaisquer ferramentas ou máquinas.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017