Dexmedetomidina

DCI com Advertência na Gravidez
O que é
É um agonista dos recetores adrenérgicos alfa-2 que é usado em medicina veterinária devido às suas propriedades analgésicas e sedativas.

É o racemato de Dexmedetomidina.
Usos comuns
A sedação dos pacientes inicialmente entubados e em ventilação mecânica durante o tratamento em um ambiente de cuidados intensivos; sedação de pacientes não entubados antes e / ou durante procedimentos cirúrgicos e outros.
Tipo
Molécula pequena.
História
Sem informação.
Indicações
Para sedação de pacientes inicialmente entubados e em ventilação mecânica durante o tratamento num ambiente de cuidados intensivos, também usado no alívio da dor, redução da ansiedade e analgesia.
Classificação CFT

02.09.01 : Ansiolíticos, sedativos e hipnóticos

Mecanismo De Ação
A Dexmedetomidina é um adrenocetor alfa-2 agonista específico e seletivo. Ao ligar-se aoso pré-sinápticos alfa-2 adrenérgicos, inibe a libertação de norepinefrina e, por conseguinte, cessaa a transmissão dos sinais de dor.

A ativação dos pós-sinápticos alfa-2 adrenérgicos inibe a atividade simpática diminuindo a pressão arterial e a frequência cardíaca.
Posologia Orientativa
Início dos Procedimentos de sedação
Dose para Adultos:
IV, 1 mcg / kg, durante 10 minutos, incluindo os Pacientes de intubação por fibra óptica despertos.

Para os procedimentos menos invasivos (por exemplo, cirurgia oftálmica), uma dose de carga de 0,5 mcg / kg, ao longo de 10 minutos ,podem ser apropriados.

Dose de manutenção:
IV, Iniciar com 0,6 mcg / kg / h e a titulação para atingir o efeito clínico desejado, com as doses variando de 0,2 a 1 mcg / kg / h.

Para intubação por fibra ótica acordado, uma infusão de manutenção de 0,7 mcg / kg / h é recomendada até que se fixe o tubo endotraqueal.

Sedação na UTI
Dose para Adultos:
IV, acima de 1 mcg / kg, ao longo de 10 min.

Para os Pacientes a serem convertidos de terapia sedativo alternativo, uma dose de carga pode não ser necessária.

Dose de manutenção
IV, 0.2 a 0.7 mcg / kg / h.

Taxa de infusão de Ajuste para atingir o nível desejado de sedação.

Início de sedação em Idosos
IV, Usar uma dose de 0,5 mcg / kg, em 10 min.

Considere-se uma redução da dose para a dose de manutenção.

Sedação em UTI
IV, Considere uma redução da dose.

Comprometimento da função hepática
IV, Considere uma redução da dose.
Administração
Via intravenosa.
Contraindicações
Não lhe deve ser administrado Dexmedetomidina:
– se tem alergia (hipersensibilidade) à Dexmedetomidina.
– se tiver alguns problemas de ritmo cardíaco (bloqueio cardíaco de grau 2 ou 3).
– se tiver uma tensão arterial muito baixa que não responde a tratamento.
– se tiver tido recentemente um AVC ou outra doença grave que afete o fluxo de sangue para o cérebro.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Muito frequentes (afetam mais de 1 utilizador em 10)
– batimentos lentos do coração
– tensão arterial irregular (baixa ou alta).

Frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em 100)
– dor no peito ou ataque cardíaco
– batimentos rápidos do coração
– nível de açúcar no sangue baixo ou elevado
– febre
– náuseas, vómitos ou boca seca
– inquietação
– temperatura elevada (febre)
– sintomas após parar o medicamento .

Pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em 1.000)
– diminuição da função do coração
– inchaço do estômago
– sede
– condição em que há demasiado ácido no organismo
– baixo nível de albumina no sangue
– dificuldade em respirar
– alucinações
– o medicamento não está a ser suficientemente eficaz.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundários não aqui não mencionados, informe o seu Médico ou Enfermeiro.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Todos os trimestres: C - Não há estudos adequados em mulheres. Em experiências animais ocorreram alguns efeitos colaterais no feto, mas o benefício do produto pode justificar o risco potencial durante a gravidez.
Precauções Gerais
Antes de lhe ser administrado este medicamento, informe o médico ou Enfermeiro se alguma das seguintes situações se aplica a si, uma vez que o Dexmedetomidina deve ser utilizado com precaução:

– se tiver batimentos do coração anormalmente lentos (devido a doença ou a atividade física intensa)
– se tiver tensão arterial baixa
– se tiver um baixo volume de sangue, por exemplo após hemorragia (sangramento)
– se tiver certos problemas de coração
– se for idoso
– se tiver um problema neurológico (por exemplo lesão da cabeça ou da medula espinhal ou AVC)
– se tiver problemas graves de fígado
– se alguma vez tiver tido febre muito alta após a toma de alguns medicamentos, especialmente anestésicos.
Cuidados com a Dieta
Como é administrado por via intravenosa (numa veia), não são necessárias restrições relativas à comida ou bebidas.
Terapêutica Interrompida
Não utilize uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Armazenar entre 15 ° e 30 °C.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dexmedetomidina + Anestésicos

Observações: Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos. A inibição das enzimas CYP, incluindo a CYP2B6, pela dexmedetomidina tem sido estudada em incubações com microssomas hepáticos humanos. Estudos in vitro sugerem que existe potencial de interação in vivo entre a dexmedetomidina e substratos metabolizados predominantemente pela CYP2B6. A indução da dexmedetomidina in vitro foi observada nos CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP3A4, e a indução in vivo não pode ser excluída. O significado clínico é desconhecido.
Interações: É provável que a administração concomitante de dexmedetomidina com anestésicos, sedativos, hipnóticos e opioides leve a uma potenciação dos efeitos. Estudos específicos confirmaram estes efeitos com isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. Não foram demonstradas interações farmacocinéticas entre a dexmedetomidina e o isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. No entanto, devido a possíveis interações farmacodinâmicas, quando administrados concomitantemente com dexmedetomidina, pode ser necessário reduzir a dose de dexmedetomidina ou do anestésico, sedativo, hipnótico ou opioide concomitante. - Anestésicos
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dexmedetomidina + Sedativos

Observações: Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos. A inibição das enzimas CYP, incluindo a CYP2B6, pela dexmedetomidina tem sido estudada em incubações com microssomas hepáticos humanos. Estudos in vitro sugerem que existe potencial de interação in vivo entre a dexmedetomidina e substratos metabolizados predominantemente pela CYP2B6. A indução da dexmedetomidina in vitro foi observada nos CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP3A4, e a indução in vivo não pode ser excluída. O significado clínico é desconhecido.
Interações: É provável que a administração concomitante de dexmedetomidina com anestésicos, sedativos, hipnóticos e opioides leve a uma potenciação dos efeitos. Estudos específicos confirmaram estes efeitos com isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. Não foram demonstradas interações farmacocinéticas entre a dexmedetomidina e o isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. No entanto, devido a possíveis interações farmacodinâmicas, quando administrados concomitantemente com dexmedetomidina, pode ser necessário reduzir a dose de dexmedetomidina ou do anestésico, sedativo, hipnótico ou opioide concomitante. - Sedativos
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dexmedetomidina + Hipnóticos

Observações: Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos. A inibição das enzimas CYP, incluindo a CYP2B6, pela dexmedetomidina tem sido estudada em incubações com microssomas hepáticos humanos. Estudos in vitro sugerem que existe potencial de interação in vivo entre a dexmedetomidina e substratos metabolizados predominantemente pela CYP2B6. A indução da dexmedetomidina in vitro foi observada nos CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP3A4, e a indução in vivo não pode ser excluída. O significado clínico é desconhecido.
Interações: É provável que a administração concomitante de dexmedetomidina com anestésicos, sedativos, hipnóticos e opioides leve a uma potenciação dos efeitos. Estudos específicos confirmaram estes efeitos com isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. Não foram demonstradas interações farmacocinéticas entre a dexmedetomidina e o isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. No entanto, devido a possíveis interações farmacodinâmicas, quando administrados concomitantemente com dexmedetomidina, pode ser necessário reduzir a dose de dexmedetomidina ou do anestésico, sedativo, hipnótico ou opioide concomitante. - Hipnóticos
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dexmedetomidina + Opiáceos

Observações: Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos. A inibição das enzimas CYP, incluindo a CYP2B6, pela dexmedetomidina tem sido estudada em incubações com microssomas hepáticos humanos. Estudos in vitro sugerem que existe potencial de interação in vivo entre a dexmedetomidina e substratos metabolizados predominantemente pela CYP2B6. A indução da dexmedetomidina in vitro foi observada nos CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP3A4, e a indução in vivo não pode ser excluída. O significado clínico é desconhecido.
Interações: É provável que a administração concomitante de dexmedetomidina com anestésicos, sedativos, hipnóticos e opioides leve a uma potenciação dos efeitos. Estudos específicos confirmaram estes efeitos com isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. Não foram demonstradas interações farmacocinéticas entre a dexmedetomidina e o isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. No entanto, devido a possíveis interações farmacodinâmicas, quando administrados concomitantemente com dexmedetomidina, pode ser necessário reduzir a dose de dexmedetomidina ou do anestésico, sedativo, hipnótico ou opioide concomitante. - Opiáceos
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dexmedetomidina + Isoflurano

Observações: Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos. A inibição das enzimas CYP, incluindo a CYP2B6, pela dexmedetomidina tem sido estudada em incubações com microssomas hepáticos humanos. Estudos in vitro sugerem que existe potencial de interação in vivo entre a dexmedetomidina e substratos metabolizados predominantemente pela CYP2B6. A indução da dexmedetomidina in vitro foi observada nos CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP3A4, e a indução in vivo não pode ser excluída. O significado clínico é desconhecido.
Interações: É provável que a administração concomitante de dexmedetomidina com anestésicos, sedativos, hipnóticos e opioides leve a uma potenciação dos efeitos. Estudos específicos confirmaram estes efeitos com isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. Não foram demonstradas interações farmacocinéticas entre a dexmedetomidina e o isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. No entanto, devido a possíveis interações farmacodinâmicas, quando administrados concomitantemente com dexmedetomidina, pode ser necessário reduzir a dose de dexmedetomidina ou do anestésico, sedativo, hipnótico ou opioide concomitante. - Isoflurano
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dexmedetomidina + Propofol

Observações: Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos. A inibição das enzimas CYP, incluindo a CYP2B6, pela dexmedetomidina tem sido estudada em incubações com microssomas hepáticos humanos. Estudos in vitro sugerem que existe potencial de interação in vivo entre a dexmedetomidina e substratos metabolizados predominantemente pela CYP2B6. A indução da dexmedetomidina in vitro foi observada nos CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP3A4, e a indução in vivo não pode ser excluída. O significado clínico é desconhecido.
Interações: É provável que a administração concomitante de dexmedetomidina com anestésicos, sedativos, hipnóticos e opioides leve a uma potenciação dos efeitos. Estudos específicos confirmaram estes efeitos com isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. Não foram demonstradas interações farmacocinéticas entre a dexmedetomidina e o isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. No entanto, devido a possíveis interações farmacodinâmicas, quando administrados concomitantemente com dexmedetomidina, pode ser necessário reduzir a dose de dexmedetomidina ou do anestésico, sedativo, hipnótico ou opioide concomitante. - Propofol
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dexmedetomidina + Alfentanilo

Observações: Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos. A inibição das enzimas CYP, incluindo a CYP2B6, pela dexmedetomidina tem sido estudada em incubações com microssomas hepáticos humanos. Estudos in vitro sugerem que existe potencial de interação in vivo entre a dexmedetomidina e substratos metabolizados predominantemente pela CYP2B6. A indução da dexmedetomidina in vitro foi observada nos CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP3A4, e a indução in vivo não pode ser excluída. O significado clínico é desconhecido.
Interações: É provável que a administração concomitante de dexmedetomidina com anestésicos, sedativos, hipnóticos e opioides leve a uma potenciação dos efeitos. Estudos específicos confirmaram estes efeitos com isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. Não foram demonstradas interações farmacocinéticas entre a dexmedetomidina e o isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. No entanto, devido a possíveis interações farmacodinâmicas, quando administrados concomitantemente com dexmedetomidina, pode ser necessário reduzir a dose de dexmedetomidina ou do anestésico, sedativo, hipnótico ou opioide concomitante. - Alfentanilo
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dexmedetomidina + Midazolam

Observações: Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos. A inibição das enzimas CYP, incluindo a CYP2B6, pela dexmedetomidina tem sido estudada em incubações com microssomas hepáticos humanos. Estudos in vitro sugerem que existe potencial de interação in vivo entre a dexmedetomidina e substratos metabolizados predominantemente pela CYP2B6. A indução da dexmedetomidina in vitro foi observada nos CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP3A4, e a indução in vivo não pode ser excluída. O significado clínico é desconhecido.
Interações: É provável que a administração concomitante de dexmedetomidina com anestésicos, sedativos, hipnóticos e opioides leve a uma potenciação dos efeitos. Estudos específicos confirmaram estes efeitos com isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. Não foram demonstradas interações farmacocinéticas entre a dexmedetomidina e o isoflurano, propofol, alfentanilo e midazolam. No entanto, devido a possíveis interações farmacodinâmicas, quando administrados concomitantemente com dexmedetomidina, pode ser necessário reduzir a dose de dexmedetomidina ou do anestésico, sedativo, hipnótico ou opioide concomitante. - Midazolam
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dexmedetomidina + Bloqueadores beta-adrenérgicos (betabloqueadores)

Observações: Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos. A inibição das enzimas CYP, incluindo a CYP2B6, pela dexmedetomidina tem sido estudada em incubações com microssomas hepáticos humanos. Estudos in vitro sugerem que existe potencial de interação in vivo entre a dexmedetomidina e substratos metabolizados predominantemente pela CYP2B6. A indução da dexmedetomidina in vitro foi observada nos CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP3A4, e a indução in vivo não pode ser excluída. O significado clínico é desconhecido.
Interações: Deve considerar-se a possibilidade de efeitos hipotensores e bradicárdicos aumentados em doentes que estejam a tomar outros medicamentos que causem estes efeitos, por exemplo bloqueadores-beta, apesar dos efeitos adicionais num estudo de interação com esmolol terem sido modestos. - Bloqueadores beta-adrenérgicos (betabloqueadores)
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações da Dexmedetomidina
– Indique aos Pacientes que recebem uma infusão durante mais de 6 horas para relatarem agitação, dor de cabeça e nervosismo ao Prestador de Cuidados de Saúde. Estes sintomas podem ocorrer até 48 horas após a infusão.

– Instrua os Pacientes a relatar os seguintes sintomas ao Prestador de Cuidados de Saúde, o que pode ocorrer dentro de 48 h da administração: dor abdominal, confusão, obstipação, diarreia, tontura ou sensação de desmaio, sudorese excessiva, anseio de sal, fraqueza ou perda de peso.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020