Dabigatrano etexilato

DCI com Advertência na Gravidez DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
O Dabigatrano etexilato é um profármaco oral que é metabolizado pela esterase do soro de dabigatrano.

É um inibidor sintético, competitivo e reversível direto da trombina. A inibição da trombina interrompe a cascata de coagulação e inibe a formação de coágulos.

O etexilato de Dabigatrana pode ser usado para diminuir o risco de eventos tromboembólicos venosos em Pacientes que se submeteram a cirurgia de substituição total da anca ou do joelho, ou para prevenir o AVC e embolia sistémica em Pacientes com fibrilação atrial, em que está indicada a terapia de anticoagulação.

Contrasta com a Varfarina, porque os seus efeitos anticoagulantes são previsíveis, não sendo necessária a monitorização laboratorial.
Usos comuns
O Dabigatrano etexilato é usado para prevenir coágulos sanguíneos e reduzir o risco de acidente vascular cerebral em Pacientes com algum tipo de distúrbio do ritmo cardíaco.
Tipo
pequena molécula
História
O Ximelagatran, da AstraZeneca, um inibidor direto da trombina, foi o primeiro fármaco desta classe a poder ser administrado por via oral.

Também foi o primeiro inibidor oral direto da trombina a mostrar potencial para o tratamento da fibrilação atrial, e o primeiro para o qual foi pedida a aprovação da FDA.

Em 2006, foi retirado o pedido depois de relatos de hepatotoxicidade (danos no fígado) durante os ensaios. Também a taxa de eventos coronários graves foi mais elevada em ensaios posteriores.

Num estudo anterior, estimou-se que a administração de ximelagatran em combinação com a aspirina ajudava a prevenir a recorrência de infarto do miocárdio, apesar de duplo risco de maiores sangramentos comparado com o placebo.

Em análise posterior dos ensaios SPORTIF para a fibrilação atrial, cerca de 10% dos pacientes tomaram aspirina combinada com varfarina ou ximelegatran.

A combinação de aspirina e varfarina foi associada a um aumento significativo do risco annual aumentado de sangramento maior, 3,9 % versus 2,3% (P = 0,01), enquanto a combinação de ximelegatran mais aspirina não teve tal efeito sobre o risco de sangramento, 2,0 % versus 1,9%.

Os resultados SPORTIF 3 e 5 dos ensaios para a fibrilação atrial não foram considerados para atender as atuais exigências da FDA para provar a não-inferioridade em termos de eficácia. Assim, o ximelagatran era inferior à varfarina para esta indicação.

Estes resultados, em combinação com a evidência de toxicidade hepática e maior risco de eventos coronários, impediu o registro durante o primeiro pedido de avaliação nos EUA, em 2004.

Houve uma grande diferença nos resultados entre os ensaios abertos e os ensaios duplamente cegos.

No ensaio sem sucesso SPORTIF 5 duplamente cego (multicêntrico norte-americano), o risco relativo de AVC para o Dabigatrano foi numericamente maior 24% do que para a varfarina, mas no teste alargado SPORTIF 3 aberto (multicêntrico Internacional), o risco relativo de acidente vascular cerebral foi 33 % inferior.

No SPORTIF 5 (18,5 % o uso de aspirina) o risco de eventos cardíacos foi numericamente inferior, em SPORTIF 3 (10,5 % o uso de aspirina) risco foi numericamente mais elevado. O teste SPORTIF 3 foi o antecessor do RE-LY, o ROCKET-AF, o Aristóteles e ensaios ENGAGE AF-TIMI para os novos anticoagulantes orais o seu comportamento foi influenciado por ele.

Nos ensaios alargados, 30 a 40 % dos Pacientes foram expostos inicialmente ao tratamento combinado de aspirina com anticoagulantes, possivelmente resultando em duplicação da incidência de grandes eventos hemorrágicos e um aumento de > 2% ao ano nos três braços do estudo RE -LY e, possivelmente, os aumentos similares em ROCKET-AF e Aristóteles.

Nesses ensaios também se procedeu a estudos multicêntricos internacionais, incluindo centros com pior controle da varfarina, promovendo os benefícios da NOACS.

Ao contrário dos ensaios SPORTIF, em ensaios NOAC posteriores com pacientes com doença coronária prévia não foram especificamente incluídos, o que reverteu a razão entre o curso anterior à doença coronária prévia à entrada.

Esta proporção foi de 18,5 %, contra 41,5 % na tentativa SPORTIF 5 e inversa sem sucesso nos ensaios NOAC.

Para inverter essa relação a adição de aspirina foi feita para diminuir o risco de infarto do coração.
Indicações
O Dabigatrano está indicado para a prevenção de eventos tromboembólicos venosos em pacientes que se submeteram a cirurgia eletiva da anca ou artroplastia do joelho (com base nos ensaios RE-NOVATE, RE-MODEL e RE-MOBILIZE).

Em 2010 foi aprovado nos EUA e Canadá para a prevenção de AVC e embolia sistémica em pacientes com fibrilação atrial (aprovação baseada no estudo RE-LY).
Classificação CFT
04.03.01.04     AntiAgregantes plaquetários
Mecanismo De Ação
O Dabigatrano etexilato é um profármaco inativo que é convertido para Dabigatrano, a sua forma ativa, por meio de hidrólise catalisada por esterase no plasma e no fígado.

O Dabigatrano, principal princípio ativo no plasma, é um inibidor direto competitivo e reversível de ação rápida da trombina.

A trombina, uma serina-protease, é responsável pela conversão do fibrinogénio em fibrina, a cascata de coagulação.

A inibição de trombina, por conseguinte, impede o desenvolvimento de trombos.

O Dabigatrano inibe a trombina livre, a trombina ligada a fibrina e a agregação de plaquetas induzida por trombina.
Posologia Orientativa
Dose usual em adultos para a Prevenção do Tromboembolismo na Fibrilação Atrial:
Para reduzir o risco de AVC e embolia sistémica em pacientes com fibrilação atrial não valvular: 150 mg por via oral duas vezes por dia.
Administração
Via oral.
Contraindicações
Não use Dabigatrano se:
– é alérgico a qualquer dos seus ingredientes;
– tem certos tipos de sangramento ativo;
– tem uma válvula cardíaca artificial (prótese);
– tem problemas renais graves e está também a tomar Dronedarona ou Cetoconazol
– Estiver a tomar Apixaban, Enzalutamide, a Rifampicina, a Rivaroxabana, ou Erva de São João;
Contacte o seu Médico ou Profissional de Saúde imediatamente se algum destes casos se aplicar a si.

Contraindicado na nsuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min); manifestações hemorrágicas, diátese hemorrágica ou prejuízo espontâneo ou farmacológico da hemostase, lesões com risco de sangramento clinicamente significativo (por exemplo, infarto cerebral extenso (hemorrágico ou isquémico) nos últimos 6 meses, úlcera péptica ativa); tratamento concomitante com inibidores da P-glicoproteína (por exemplo, Cetoconazol por via oral, Verapamil), e os que têm hipersensibilidade conhecida ao Etexilato, Dabigatrano etexilato ou qualquer ingrediente utilizado na formulação ou componente do recipiente.

Em dezembro de 2012, o Dabigatrano está contraindicado em Pacientes com próteses valvulares cardíacas mecânicas.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Obtenha ajuda médica de emergência se tiver algum destes sinais de reação alérgica: urticária, dificuldade em respirar, inchaço do rosto, lábios, língua ou garganta.

Chame o seu Médico imediatamente se tiver:
– Qualquer sangramento que não pára;
– Fraqueza, sensação de desmaio;
– Nódoas negras fáceis, hemorragias (nariz, boca, vagina ou reto), manchas roxas ou vermelhas puntiformes sob a pele;
– Sangue na urina ou fezes e fezes negras;
– Tosse com sangue ou vómito semelhante a borras de café;
– Urina cor de rosa ou vermelha;
– Dor nas articulações ou inchaço, ou
– Sangramento menstrual intenso.

Efeitos colaterais comuns incluem:
– Dor ou mal estar do estômago, indigestão, azia;
– Náuseas, diarreia, ou
– Erupções cutâneas ou prurido leve.

Esta não é uma lista completa dos efeitos secundários e outros podem ocorrer. Peça aconselhamento médico sobre os efeitos secundários.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Todos os trimestres: C - Não há estudos adequados em mulheres. Em experiências animais ocorreram alguns efeitos colaterais no feto, mas o benefício do produto pode justificar o risco potencial durante a gravidez.
Precauções Gerais
É muito importante que o seu Médico verifique o seu progresso em visitas regulares para se certificar de que o Dabigatrano está a funcionar corretamente e para decidir se deve continuar a tomá-lo.
Podem ser necessários exames de sangue para verificar se há efeitos indesejáveis.

Certifique-se de qualquer Médico que o trate sabe que está a usar Dabigatrano. Pode ser necessário parar o uso de Dabigatrano durante vários dias antes de uma cirurgia, incluindo procedimentos odontológicos.

Pode sangrar e adquirir nódoas negras mais facilmente, enquanto estiver a usar Dabigatrano. Tenha cuidados redobrados para evitar lesões.

Fique afastado de desportos violentos ou outras de situações de onde poderia sair magoado, ferido, com cortes.

Escove suavemente os dentes com fio edental. Tenha cuidado ao usar objetos cortantes, incluindo lâminas de barbear e corta-unhas.

Evite contactos com o nariz. Se precisar de se assoar, faça-o com cuidado.

Fale com o seu Médico imediatamente se tiver qualquer hemorragia invulgar ou nódoas negras, fezes negras, sangue na urina ou nas fezes, dor de cabeça, tonturas ou fraqueza, dor, inchaço ou desconforto nas articulações, manchas vermelhas na pele, hemorragias nasais incomuns, ou sangramento vaginal anormal que se mostra mais volumose que o normal. Estes podem ser sinais de problemas de sangramento.

Não pare de repente de usar o Dabigatrano sem perguntar primeiro ao seu Médico. Fazê-lo pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral.

Fale com o seu Médico imediatamente se tiver dores de estômago ou mal estar, náuseas, azia ou indigestão enquanto estiver a tomar Dabigatrano.

Não tome outros medicamentos que não tenham sido discutidos com o seu Médico.

Isso inclui a prescrição de medicamentos com ou sem receita (OTC), e ervas ou suplementos vitamínicos.
Cuidados com a Dieta
Ingestão de alimentos: Erva de São João.
Terapêutica Interrompida
Se falhar uma dose de Dabigatrano, tome-a assim que possível. No entanto, se estiver quase na hora da sua próxima dose, salte a dose e volte ao seu esquema posológico regular.

Não duplique doses.

Se estiver a menos de 6 horas da sua próxima dose, salte-a e volte ao seu esquema posológico regular.
Cuidados no Armazenamento
Guardar o Dabigatrano entre 15 e 30º C, na sua embalagem original.

Armazene longe do calor, humidade e luz. Não guardar na casa de banho.

O Dabigatrano pode ser embalado em blister ou em frasco.

Se o medicamento vem em frasco, deve ser utilizado dentro de 4 meses após a abertura da embalagem.

Deitar fora qualquer medicamento não utilizado até 4 meses após a abertura do frasco.

Mantenha o Dabigatrano fora do alcance de crianças e longe de animais de estimação.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Pitolisant + Dabigatrano etexilato

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Medicamentos cujo metabolismo pode ser afetado pelo pitolisant: Substratos da CYP3A4 e da CYP2B6: Com base nos dados in vitro, o pitolisant e os seus metabolitos principais podem induzir a CYP3A4 e a CYP2B6 em concentrações terapêuticas, e a CYP2C, UGT e glicoproteína-P por extrapolação. Não existem dados clínicos disponíveis sobre a magnitude desta interação. Por conseguinte, a associação de pitolisant com substratos da CYP3A4 com uma margem terapêutica estreita (por exemplo, imunossupressores, docetaxel, inibidores das quinases, cisaprida, pimozida, halofantrina), deve ser evitada. Medicamentos cujo metabolismo pode ser afetado pelo pitolisant: Com outros substratos da CYP3A4, CYP2B6 (por exemplo, efavirenz, bupropiona), CYP2C (por exemplo, repaglinida, fenitoína, varfarina), glicoproteína-P (por exemplo, dabigatrano, digoxina) e UGT (por exemplo, morfina, paracetamol, irinotecano), é necessária precaução quanto à monitorização clínica da sua eficácia.

Ceritinib + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: Agentes que são substratos de transportadores: Com base nos dados in vitro, ceritinib não inibe o transportador de efluxo apical MRP2, transportadores da captação hepática OATP1B1 ou OATP1B3, transportadores da captação renal orgânicos aniónicos OAT1 e OAT3, ou transportadores da captação de catiões orgânicos OCT1 ou OCT2 em concentrações clinicamente relevantes. Assim, é pouco provável que existam interações clínicas farmacológicas resultantes da inibição de substratos mediadas por ceritinib. Com base em dados in vitro, prevê-se que ceritinib iniba a gp-P intestinal e BCRP em concentrações clinicamente relevantes. Assim, ceritinib pode ter o potencial de aumentar as concentrações plasmáticas de medicamentos co administrados, transportados por estas proteínas. Deve ter-se precaução com o uso concomitante de substratos da BCRP (por exemplo, rosuvastatina, topotecano, sulfassalazina) e substratos da gp-P (digoxina, dabigatrano, colchicina, pravastatina) e monitorizar cuidadosamente as reações adversas.

Sofosbuvir + Velpatasvir + Voxilaprevir + Dabigatrano etexilato

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacocinéticas Potencial de Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir para afetar outros medicamentos: O velpatasvir e o voxilaprevir são inibidores dos transportadores de fármacos P-gp, da proteína de resistência ao cancro da mama (BCRP), do polipéptido transportador de aniões orgânicos (OATP) 1B1 e OATP1B3. A coadministração de Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir com medicamentos que são substratos destes transportadores pode aumentar a exposição a tais medicamentos. Os medicamentos que são substratos sensíveis destes transportadores, e cujos níveis plasmáticos elevados estão associados a acontecimentos graves, são contraindicados. O dabigatrano etexilato (substrato da P-gp) e a rosuvastatina (substrato do OATP1B e da BCRP) são contraindicados. Interações farmacocinéticas: Potencial de Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir para afetar outros medicamentos: O velpatasvir e o voxilaprevir são inibidores dos transportadores de fármacos P-gp, da proteína de resistência ao cancro da mama (BCRP), do polipéptido transportador de aniões orgânicos (OATP) 1B1 e OATP1B3. A coadministração de Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir com medicamentos que são substratos destes transportadores pode aumentar a exposição a tais medicamentos. Os medicamentos que são substratos sensíveis destes transportadores, e cujos níveis plasmáticos elevados estão associados a acontecimentos graves, são contraindicados. O dabigatrano etexilato (substrato da P-gp) e a rosuvastatina (substrato do OATP1B e da BCRP) são contraindicados. Interações entre Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir e outros medicamentos: ANTICOAGULANTES Dabigatrano etexilato (dose única de 75 mg) + sofosbuvir/velpatasvir/ voxilaprevir (dose única de 400/100/100 mg) + voxilaprevir (dose única de 100 mg) (Inibição da P-gp) Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir é contraindicado com dabigatrano etexilato

Dronedarona + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: Efeito da dronedarona nos outros medicamentos: Interação do substrato da gp-P: Dabigatrano: Quando o dabigatrano etexilato 150 mg uma vez ao dia é administrado concomitantemente com dronedarona 400 mg duas vezes ao dia, a AUC0-24 e a Cmax do dabigatrano foram aumentados em 100% e 70%, respetivamente. Não existem dados clínicos disponíveis sobre a administração concomitante destes medicamentos em doentes com FA. A administração concomitante destes medicamentos é contraindicada.

Letermovir + Dabigatrano etexilato

Observações: Informação geral sobre as diferenças na exposição entre os diferentes regimes de tratamento com letermovir - A exposição plasmática esperada de letermovir difere consoante o regime terapêutico utilizado. Desta forma, as consequências clínicas das interações medicamentosas do letermovir vão depender do regime de letermovir utilizado, e se o letermovir está ou não associado à ciclosporina. - A associação de ciclosporina e letermovir pode levar a efeitos potenciados ou adicionais dos medicamentos concomitantes quando comparado com letermovir isoladamente.
Interações: Medicamentos transportados pela gp-P no intestino O letermovir é um indutor da gp-P intestinal. Administração de Letermovir pode resultar numa redução clinicamente relevante da concentração plasmática de medicamentos administrados concomitantemente, que sejam significativamente transportados pela gp-P no intestino tais como dabigatrano e sofosbuvir. Anticoagulantes orais Dabigatrano: Interação não estudada. Letermovir pode diminuir as concentrações plasmáticas de dabigatrano e pode diminuir a eficácia de dabigatrano. A utilização concomitante de dabigatrano deve ser evitada devido ao risco de diminuição de eficácia de dabigatrano. Quando Letermovir é administrado concomitantemente com ciclosporina, o dabigatrano é contraindicado.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cabozantinib + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: Efeito de cabozantinib sobre outros medicamentos: Substratos da glicoproteína-P: Cabozantinib era um inibidor (IC50 = 7,0 μM), mas não um substrato, de atividades de transporte P-gp num sistema de ensaio bidirecional usando células MDCK-MDR1. Portanto, cabozantinib pode ter o potencial de aumentar as concentrações plasmáticas de substratos co-administrados de P-gp. Os participantes devem ser avisados no que se refere ao substrato P-gp (por exemplo, fexofenadina, aliscireno, ambrisentano, etexilato dabigatran, digoxina, colchicina, maraviroc, posaconazol, ranolazina, saxagliptina, sitagliptina, talinolol, tolvaptan) enquanto recebem cabozantinib.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Mirabegrom + Dabigatrano etexilato

Observações: Dados in vitro Mirabegrom é transportado e metabolizado por inúmeras vias. Mirabegrom é um substrato do citocromo P450 3A4 (CYP), do CYP 2D6, da butirilcolinesterase, da uridina difosfato glucuronil transferase (UGT), do transportador de efluxo glicoproteína P (P - gp) e dos transportadores de influxo de catiões orgânicos (OCT) OCT1, OCT2 e OCT3. Estudos com Mirabegrom que usaram microssomas hepáticos humanos e enzimas CYP humanas recombinantes mostraram que o Mirabegrom é um inibidor moderado e dependente do tempo do CYP 2D6 e um inibidor fraco do CYP 3A. Em altas concentrações, mirabegrom inibe o transporte de fármacos mediado pela P - gp. O efeito da coadministração de medicamentos sobre a farmacocinética do Mirabegrom e o efeito do Mirabegrom na farmacocinética de outros medicamentos foram estudados em ensaios com dose única e em ensaios com múltiplas doses. A maior parte das interações medicamentosas foram estudadas usando uma dose de 100 mg de Mirabegrom em comprimidos com sistema de absorção oral controlada ( Oral Controlled Absorption System, OCAS).
Interações: O Mirabegrom é um inibidor fraco da P - gp. Deve ser considerado o potencial para a inibição da P - gp do Mirabegrom, quando o Mirabegrom é combinado com substratos sensíveis à P - gp, como por exemplo o dabigatrano.

Inotersen + Dabigatrano etexilato

Observações:
Interações: Deve ter-se precaução com a utilização de medicamentos antitrombóticos, antiplaquetários e medicamentos que podem reduzir a contagem das plaquetas, como por exemplo, ácido acetilsalicílico, clopidogrel, varfarina, heparina, heparinas de baixo peso molecular, inibidores do Fator Xa, como rivaroxabano e apixabano, e inibidores da trombina, como o dabigatrano.

Rilpivirina + Dabigatrano etexilato

Observações: A rilpivirina é um inibidor in vitro do transportador MATE-2K com um IC50 < 2,7 nM. As implicações clínicas deste achado são atualmente desconhecidas.
Interações: Medicamentos que são afetados pela utilização de rilpivirina: Não é provável que rilpivirina numa dose de 25 mg, uma vez por dia, tenha um efeito clinicamente relevante na exposição de medicamentos metabolizados pelas enzimas CYP. A rilpivirina inibe a glicoproteína-P in vitro (IC50 é 9,2 μM). Num estudo clínico, a rilpivirina não afetou significativamente a farmacocinética da digoxina. Contudo, não pode ser totalmente excluído o facto de que a rilpivirina pode aumentar a exposição a outros medicamentos transportados pela glicoproteína-P, mais sensíveis à inibição da P-gp intestinal, i.e. dabigatrano etexilato. INTERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES POSOLÓGICAS COM OUTROS MEDICAMENTOS ANTICOAGULANTES: Dabigatrano etexilato: Não foi estudado. O risco do aumento das concentrações plasmáticas de dabigatrano não pode ser excluído. (inibição da P-gp intestinal) A associação de Rilpivirina e dabigatrano etexilato deve ser utilizada com precaução.

Venetoclax + Dabigatrano etexilato

Observações: Venetoclax é metabolizado predominantemente pelo CYP3A.
Interações: Agentes que podem ter as concentrações plasmáticas alteradas por venetoclax: Substratos de gp-P, BCRP e OATP1B1: Venetoclax é um inibidor in vitro de gp-P, BCRP e OATP1B1. Deve ser evitada a coadministração de substratos de gp-P ou BCRP, de janela terapêutica estreita (p. ex. digoxina, dabigatrano, everolimus, sirolimus) com Venetoclax. Se houver necessidade de administrar um substrato de gp-P ou BCRP, de janela terapêutica estreita, este deve ser utilizado com precaução. No caso de um substrato de gp-P ou BCRP administrado oralmente que seja sensível à inibição no tracto gastrointestinal (p. ex. dabigatrano etexilato), a sua administração deve ser separada da administração de venetoclax tanto quanto possível para minimizar uma potencial interação. Se uma estatina (substrato de OATP) for utilizada concomitantemente com venetoclax, recomenda-se que o doente seja cuidadosamente monitorizado em relação a toxicidade relacionada com a estatina.

Abemaciclib + Dabigatrano etexilato

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Em indivíduos saudáveis, a coadministração de abemaciclib e loperamida, um substrato da P-glicoproteína (P-gp), resultou num aumento de 9% na exposição plasmática da loperamida, com base na AUC0-∞ e de 35% com base na Cmax. Isto não foi considerado clinicamente relevante. Contudo, com base na inibição in vitro da P-gp e da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP), observada com abemaciclib, podem ocorrer interações in vivo do abemaciclib com substratos destes transportadores com índice terapêutico estreito, como a digoxina ou o dabigatrano etexilato.

Cariprazina + Dabigatrano etexilato

Observações: n.d.
Interações: Potencial da cariprazina para afetar outros medicamentos Substratos da glicoproteína P (gp-P): A cariprazina é um inibidor da gp-P in vitro na sua máxima concentração intestinal teórica. As consequências clínicas deste efeito não são totalmente compreendidas, porém, a utilização de substratos de gp-P que tenham um índice terapêutico estreito, tais como o dabigatrano e a digoxina, poderá exigir uma monitorização e ajuste da dose adicionais.
 Sem significado Clínico

Dasabuvir + Dabigatrano etexilato

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Dasabuvir deve ser sempre administrado em conjunto com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir. Quando coadministrados, exercem efeitos recíprocos um sobre o outro. Por conseguinte, o perfil de interação dos compostos tem de ser considerado como uma associação.
Interações: Interações farmacocinéticas: Potencial para Dasabuvir afetar a farmacocinética de outros medicamentos: Os estudos de interação medicamentosa in vivo avaliaram o efeito global do tratamento de associação, incluindo o ritonavir. Transportadores específicos e as enzimas metabolizadoras que são afetados pelo dasabuvir quando associado a ombitasvir/paritaprevir/ritonavir. Medicamentos transportados pela gp-P no intestino: Embora o dasabuvir seja um inibidor da gp-P in vitro, não foi observada alteração significativa na exposição ao substrato gp-P, digoxina, quando administrada com Dasabuvir com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir. Não se pode excluir que a exposição sistémica do dabigatrano etexilato seja aumentada pelo dasabuvir devido à inibição da gp-P no intestino. Interações entre Dasabuvir com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir e outros medicamentos: ANTICOAGULANTES: Dabigatrano etexilato: Administrado com: Dasabuvir+ombitasvir/paritaprevir/ritonavir Mecanismo: inibição de gp-P intestinal pelo paritaprevir e ritonavir. Dasabuvir+ombitasvir/paritaprevir/ritonavir pode aumentar as concentrações plasmáticas de dabigatrano etexilato. Utilizar com precaução.

Dextrometorfano + Quinidina + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: O ticagrelor e o dabigatrano-etexilato são outros substratos da glicoproteína P para os quais poderá ser considerada uma redução da dose.

Tolvaptano + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: Efeito de tolvaptano na farmacocinética de outros medicamentos: Substratos transportadores: Estudos in vitro indicam que tolvaptano é um substrato e inibidor competitivo da P-glicoproteína (P-gp). Estudos in vitro indicam que tolvaptano ou o seu metabolito oxobutírico podem ter o potencial para inibir os transportadores OATP1B1, OATP1B3, OAT3, BCRP e OCT1. As concentrações de digoxina no estado estacionário foram aumentadas (aumento de 1,3 vezes na concentração plasmática máxima observada [C max ] e aumento de 1,2 vezes na área sob a curva da concentração plasmática -tempo ao longo do intervalo de dosagem [AUC τ ]) quando esta foi coadministrada com doses múltiplas de 60 mg de tolvaptano uma vez por dia. Os doentes a tomarem digoxina ou outros substratos terapêuticos estreitos P -gp (por exemplo, dabigatrano) devem, por conseguinte, ser controlados com prudência e avaliados quanto a efeitos excessivos quando tratados com tolvaptano. As estatinas vulgarmente utilizadas no ensaio de referência de fase 3 de tolvaptano (por exemplo, ro suvastatina e pitavastatina) são substratos de OATP1B1 ou OATP1B3, no entanto não foi observada qualquer diferença no perfil de efeitos adversos (EA) durante o ensaio de referência de fase 3 de tolvaptan o na DPRAD. Se substratos de OATP1B1 e OATP1B3 (por exemplo, estatinas como a rosuvastatina e a pitavastatina), substratos de OAT3 (por exemplo, metotrexato, ciprofloxacina), substratos de BCRP (por exemplo, sulfassalazina) ou substratos de OCT1 (por exemplo, metformina) forem coadministrados com tolvaptano, os doentes devem ser controlados com prudência e avaliados quanto aos efeitos excessivos destes medicamentos.

Crizotinib + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Com base num estudo in vitro, prevê-se que o crizotinib seja um inibidor da gp-P intestinal. Como tal, a administração de crizotinib com medicamentos que são substratos da gp-P (por exemplo, digoxina, dabigatrano, colchicina, pravastatina) pode aumentar o seu efeito terapêutico e reações adversas. Recomenda-se uma vigilância clínica rigorosa quando o crizotinib é administrado com estes medicamentos.

Darunavir + Cobicistate + Dabigatrano etexilato

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interação com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interações: ANTICOAGULANTES/INIBIDOR DA AGREGAÇÃO PLAQUETAR: Apixaban, Etexilato de dabigatran, Rivaroxabano: Tendo por base considerações teóricas, a administração concomitante de Darunavir / Cobicistate com estes anticoagulantes pode aumentar as concentrações do anticoagulante (inibição do CYP3A e/ou da glicoproteína-P). A administração concomitante de Darunavir / Cobicistate com estes anticoagulantes não é recomendada.

Canagliflozina + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da canagliflozina noutros medicamentos: Dabigatrano: O efeito da administração concomitante de canagliflozina (um inibidor fraco da gp-P) e dabigatrano etexilato (um substrato da gp-P) não foi estudado. As concentrações de dabigatrano podem aumentar com a presença de canagliflozina pelo que se deve monitorizar (investigar sinais de hemorragia ou anemia) quando dabigatrano é combinado com canagliflozina.

Lumacaftor + Ivacaftor + Dabigatrano etexilato

Observações: O lumacaftor é um indutor potente das CYP3A e o ivacaftor é um inibidor fraco das CYP3A, quando administrados em monoterapia. Existe a possibilidade de outros medicamentos afetarem lumacaftor/ivacaftor quando administrados concomitantemente, assim como de lumacaftor/ivacaftor afetar outros medicamentos.
Interações: Dabigatrano: A monitorização clínica adequada deve ser realizada quando coadministrado com lumacaftor/ivacaftor. Pode ser necessário um ajuste posológico do dabigatrano para obter o efeito clínico desejado. Lumacaftor/ivacaftor pode alterar a exposição do dabigatrano.
 Sem significado Clínico

Maraviroc + Dabigatrano etexilato

Observações: n.d.
Interações: Estudos em microssomas hepáticos humanos e sistemas enzimáticos recombinantes demonstraram que maraviroc não inibe nenhuma das principais enzimas do P450, em concentrações clinicamente relevantes (CYP1A2, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6 e CYP3A4). O maraviroc não teve efeito clinicamente relevante na farmacocinética de midazolam, contracetivos orais de etinilestradiol e levonorgestrel, ou na razão de 6β-hidroxicortisol/cortisol urinário, sugerindo não existir inibição ou indução da CYP3A4 in vivo. Com exposições mais elevadas de maraviroc não se pode excluir a potencial inibição de CYP2D6. O potencial de maraviroc para afetar a farmacocinética de medicamentos administrados concomitantemente é baixa, com base na informação in vitro e clínica. A depuração renal contribui para, aproximadamente, 23% do total da depuração do maraviroc quando este é administrado sem inibidores da CYP3A4. Uma vez que ambos os processos ativo e passivo estão envolvidos, existe potencial para competição para a eliminação com outras substâncias ativas eliminadas por via urinária. No entanto, a coadministração de maraviroc com tenofovir (substrato para eliminação renal) e cotrimoxazol (contém trimetoprim, um inibidor do transporte de catiões ao nível renal), não demonstrou efeito na farmacocinética do maraviroc. Adicionalmente, a administração concomitante de maraviroc com lamivudina/zidovudina demonstrou que o maraviroc não teve efeito na farmacocinética da lamivudina (excretada principalmente por via renal) ou zidovudina (metabolismo não dependente do P450 e depuração renal). In vitro, maraviroc inibe a glicoproteína-P (IC50 é de 183 μM). Contudo, in vivo, maraviroc não afeta significativamente a farmacocinética da digoxina. Não se pode excluir que maraviroc possa aumentar a exposição ao substrato da glicoproteína-P dabigatrano etexilato.

Ledipasvir + Sofosbuvir + Dabigatrano etexilato

Observações: Quaisquer interações que tenham sido identificadas com cada uma destas substâncias ativas individualmente podem ocorrer com a associação de Ledipasvir/Sofosbuvir.
Interações: Interações entre Ledipasvir/sofosbuvir e outros medicamentos ANTICOAGULANTES Etexilato de dabigatrano Recomenda-se a monitorização clínica, à procura de sinais de hemorragia e anemia, quando o etexilato de dabigatrano é coadministrado com Ledipasvir/sofosbuvir. Um teste de coagulação ajuda a identificar os doentes com um maior risco de hemorragia devido ao aumento da exposição ao dabigatrano.

Metformina + Canagliflozina + Dabigatrano etexilato

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica farmacocinética com este medicamento. Contudo, tais estudos foram realizados com as substâncias ativas individuais (canagliflozina e metformina). A administração concomitante de canagliflozina (300 mg uma vez por dia) e metformina (2000 mg uma vez por dia) não teve um efeito clínico relevante sobre a farmacocinética quer da canagliflozina, quer da metformina.
Interações: CANAGLIFLOZINA Efeitos da canagliflozina noutros medicamentos: Dabigatrano: O efeito da administração concomitante de canagliflozina (um inibidor fraco da gp-P) e dabigatrano etexilato (um substrato da gp-P) não foi estudado. As concentrações de dabigatrano podem aumentar com a presença de canagliflozina, pelo que se deve monitorizar (investigar sinais de hemorragia ou anemia) quando dabigatrano é combinado com canagliflozina.

Vandetanib + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Efeitos de vandetanib sobre outros medicamentos: No que respeita outros substratos P-gp como o dabigatrano, recomenda-se monitorização clínica quando administrado em combinação com vandetanib.

Dabigatrano etexilato + Anticoagulantes orais

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante.

Dabigatrano etexilato + Antiagregantes plaquetários

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante.

Dabigatrano etexilato + Heparina

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante.

Dabigatrano etexilato + Heparinas

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante.

Telaprevir + Dabigatrano etexilato

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTICOAGULANTES: Dabigatrano: Recomenda-se precaução, recomenda-se monitorização laboratorial e clinica.

Dabigatrano etexilato + Fondaparinux sódico

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante.

Dabigatrano etexilato + Desirudina

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante.

Neratinib + Dabigatrano etexilato

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do neratinib sobre outras substâncias Transportadores da glicoproteína-P Em estudos in vitro, o neratinib é um inibidor dos substratos da glicoproteína-P (P-gp). Em indivíduos saudáveis, a digoxina aumentou a Cmáx em 54% e a AUC aumentou em 32% quando coadministrada com doses orais múltiplas de 240 mg de neratinib, em comparação com as exposições à digoxina em monoterapia. Os valores de depuração da digoxina foram equivalentes após administração de digoxina e de digoxina associada a neratinib. Aparentemente, o neratinib teve um efeito inibitório principalmente na atividade da P-gp no trato gastrointestinal como resultado da inibição pré-sistémica. Esta interação pré-sistémica do neratinib com a digoxina pode ser clinicamente relevante para os substratos da P-gp com uma janela terapêutica estreita (por ex., dabigatrano, digoxina e fexofenadina). Os doentes que são tratados concomitantemente com agentes terapêuticos cujo metabolismo envolve substratos da P-gp no trato gastrointestinal devem ser monitorizados atentamente.

Dabigatrano etexilato + Trombolíticos

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante.

Dabigatrano etexilato + Antagonistas da vitamina K

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ombitasvir + Paritaprevir + Ritonavir + Dabigatrano etexilato

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir foi administrado em doses múltiplas em todos os estudos de interação medicamentosa, com exceção dos estudos de interação medicamentosa com carbamazepina, gemfibrozil e cetoconazol.
Interações: Interações farmacocinéticas: Potencial para Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir afetar a farmacocinética de outros medicamentos: Os estudos de interação medicamentosa in vivo avaliaram o efeito global do tratamento de associação, incluindo o ritonavir. Medicamentos transportados pela gp-P no intestino: Embora o paritaprevir, o ritonavir e o dasabuvir sejam inibidores da gp-P in vitro, não foi observada alteração significativa na exposição à digoxina substrato gp-P quando administrada com Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir e dasabuvir. No entanto, a coadministração de digoxina com Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir sem dasabuvir pode resultar num aumento das concentrações plasmáticas. Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir pode aumentar a exposição plasmática de medicamentos que são sensíveis à atividade alterada da gp-P intestinal (como o dabigatrano etexilato). Interações entre Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir e outros medicamentos MEDICAMENTOS ANTICANCERÍGENOS: Dabigatrano etexilato: Mecanismo: inibição de gp-P intestinal pelo paritaprevir e ritonavir. Administrado com: Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir. Não estudado. Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir sem dasabuvir pode aumentar as concentrações plasmáticas de dabigatrano etexilato. Utilizar com precaução.

Dabigatrano etexilato + Rivaroxabano

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante.

Dabigatrano etexilato + Antagonistas do receptor plaquetário GPIIb/IIIa

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante.

Dabigatrano etexilato + Ticlopidina

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante.

Dabigatrano etexilato + Prasugrel

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante.

Dolutegravir + Rilpivirina + Dabigatrano etexilato

Observações: n.d.
Interações: Anticoagulantes Dabigatrano etexilato/Dolutegravir: A associação de Dolutegravir + Rilpivirina e dabigatrano etexilato deve ser utilizada com precaução. Dabigatrano etexilato/Rilpivirina: A associação de Dolutegravir + Rilpivirina e dabigatrano etexilato deve ser utilizada com precaução.

Dabigatrano etexilato + Ticagrelor

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante. Interações a nível do transporte: Inibidores da gp-P: O dabigatrano etexilato é um substracto do transportador de efluxo gp-P. É previsível que a administração concomitante com inibidores da gp-P (tais como amiodarona, verapamilo, quinidina, cetoconazol, dronedarona, claritromicina e ticagrelor) resulte num aumento das concentrações plasmáticas de dabigatrano. Quando o dabigatrano é coadministrado com fortes inibidores da gp-P, deve ser feita uma monitorização clínica rigorosa (com pesquisa de sinais de hemorragia ou anemia), exceto se especificamente descrito em contrário. Um teste de coagulação ajuda a identificar os doentes com risco aumentado de hemorragia por exposição aumentada ao dabigatrano. Deve ser tida precaução com inibidores fracos a moderados da gp-P (ex.: amiodarona, posaconazol, quinidina, verapamilo e ticagrelor). Ticagrelor: Quando uma dose única de 75mg de dabigatrano etexilato foi co-administrada simultaneamente com uma dose de carga de 180mg de ticagrelor, a AUC e a Cmax do dabigatrano foram aumentadas em 1,73 e 1,95 vezes (+73% e 95%), respetivamente. Após doses múltiplas de 90mg de ticagrelor, duas vezes ao dia, o aumento da exposição ao dabigatrano é de 1,56 e 1,46 vezes (+56% e 46%) para a Cmax e para a AUC, respetivamente. Os seguintes potentes inibidores da gp-P não foram clinicamente estudados, mas com base nos resultados in-vitro, espera-se um efeito semelhante ao encontrado com o cetoconazol: Itraconazol e ciclosporina, os quais são contraindicados. In vitro, o tacrolimus demonstrou atividade semelhante no efeito inibidor da P-gp relativamente ao itraconazol e ciclosporina. O dabigatrano etexilato não foi ainda clinicamente estudado juntamente com o tacrolimus. Contudo, dados clínicos de outro substrato da P-gp (everolimus), sugerem que a inibição da P-gp com o tacrolimus é mais fraca do que a observada com inibidores fortes da P-gp. Com base nestes dados, o tratamento concomitante com tacrolimus não é recomendado. O posaconazol e o tacrolimus afetam a P-gp, todavia não foram ainda clinicamente estudados. A utilização concomitante de Dabigatrano etexilato e Tacrolimus não está recomendada, e deve ser tida precaução na coadministração de Dabigatrano etexilato com posaconazol.

Ponatinib + Dabigatrano etexilato

Observações: Ponatinib é metabolizado por CYP3A4. Substratos de transporte In vitro, o ponatinib é um inibidor de P-gp e BCRP. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Substratos de transporte In vitro, o ponatinib é um inibidor de P-gp e BCRP. Por esse motivo, o ponatinib poderá ter o potencial de aumentar as concentrações plasmáticas dos substratos coadministrados da P-gp (por exemplo, digoxina, dabigatrano, colquicina, pravastatina) ou da BCRP (por exemplo, metotrexato, rosuvastatina, sulfassalazina) e poderá aumentar o seu efeito terapêutico e reações adversas. Recomenda-se uma vigilância clínica apertada quando o ponatinib é administrado com estes medicamentos.

Dabigatrano etexilato + Dextrano

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante.

Dabigatrano etexilato + Sulfimpirazona

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários: Não existe experiência, ou a experiência existente é limitada, relativamente aos seguintes tratamentos que podem aumentar o risco de hemorragia quando usados concomitantemente com Dabigatrano etexilato: Anticoagulantes tais como heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e derivados da heparina (fondaparinux, desirudina), medicamentos trombolíticos, e antagonistas da vitamina K, rivaroxabano ou outros anticoagulantes orais, e medicamentos agregantes plaquetários tais como antagonistas dos recetores GPIIb/IIIa, ticlopidina, prasugrel, ticagrelor, dextrano e sulfimpirazona. A HNF pode ser administrada em doses necessárias para manter um cateter central ou venoso funcionante.
 Sem significado Clínico

Dabigatrano etexilato + Clopidogrel

Observações: N.D.
Interações: Clopidogrel: Num estudo de fase I em voluntários jovens do sexo masculino, a administração concomitante de dabigatrano etexilato e clopidogrel, quando comparada com o clopidogrel em monoterapia, não resultou num prolongamento adicional dos tempos de hemorragia capilar. Adicionalmente os valores de AUCτ,ss e Cmax de dabigatrano e os tempos de coagulação para medição do efeito do dabigatrano, ou a inibição da agregação plaquetária como medida do efeito do clopidogrel, permaneceram essencialmente inalterados, comparando o tratamento combinado com as respetivas monoterapias. Com uma dose de carga de 300 mg ou 600 mg de clopidogrel, os valores de AUCτ,ss e Cmax de dabigatrano foram aumentados cerca de 30-40%.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dabigatrano etexilato + Ácido Acetilsalicílico

Observações: N.D.
Interações: AAS: O efeito da administração concomitante de dabigatrano etexilato e AAS no risco de hemorragia foi estudado em doentes com fibrilhação auricular num estudo de fase II no qual a coadministração de AAS foi aleatorizada. Com base na análise de regressão logística, a coadministração de AAS e 150 mg de dabigatrano etexilato, duas vezes ao dia, pode aumentar o risco de qualquer hemorragia de 12% a 18% e 24%, com 81 mg e 325 mg de AAS, respetivamente.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dabigatrano etexilato + Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs)

Observações: N.D.
Interações: AINE: Os AINE utilizados em analgesia peri-operatória de curta duração mostraram não estar associados a risco aumentado de hemorragia, quando administrados em conjunto com dabigatrano etexilato. Com a utilização crónica, os AINE aumentaram o risco de hemorragia em aproximadamente 50%, tanto com o dabigatrano como com a varfarina. Consequentemente, devido ao risco de hemorragia, particularmente para os AINE com semividas de eliminação > 12 horas, recomenda-se uma observação apertada em relação aos sinais de hemorragia.

Dabigatrano etexilato + Varfarina

Observações: N.D.
Interações: AINE: Os AINE utilizados em analgesia peri-operatória de curta duração mostraram não estar associados a risco aumentado de hemorragia, quando administrados em conjunto com dabigatrano etexilato. Com a utilização crónica, os AINE aumentaram o risco de hemorragia em aproximadamente 50%, tanto com o dabigatrano como com a varfarina. Consequentemente, devido ao risco de hemorragia, particularmente para os AINE com semividas de eliminação > 12 horas, recomenda-se uma observação apertada em relação aos sinais de hemorragia.
 Sem significado Clínico

Dabigatrano etexilato + Enoxaparina sódica

Observações: N.D.
Interações: HBPM (Heparina de baixo peso molecular): A utilização concomitante de HBPM, tais como a enoxaparina, e dabigatrano etexilato não foi especificamente investigada. Após substituição terapêutica, de um tratamento de 3 dias com 40 mg de enoxaparina administrada uma vez ao dia por via subcutânea, a exposição ao dabigatrano, 24 horas após a última dose de enoxaparina, foi ligeiramente menor do que a encontrada após a administração exclusiva de dabigatrano etexilato (dose única de 220 mg). Foi observada uma atividade anti-FXa/FIIa mais elevada após a administração de dabigatrano etexilato, antecedido de tratamento com enoxaparina, comparativamente à encontrada após tratamento exclusivo com o dabigatrano etexilato. Considera-se que este facto se deve ao efeito de sobreposição do tratamento com a enoxaparina, sendo considerado clinicamente não relevante. Outros testes de anticoagulação relacionados com o dabigatrano não foram significativamente alterados pelo tratamento prévio com enoxaparina.

Dabigatrano etexilato + Citocromo P450

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com dabigatrano etexilato e com o perfil metabólico de dabigatrano: O dabigatrano etexilato e o dabigatrano não são metabolizados pelo citocromo P450 e não exerceram efeitos in vitro nas enzimas do citocromo P450 humano. Assim, não são esperadas interações medicamentosas com o dabigatrano.

Dabigatrano etexilato + Inibidores da glicoproteína-P (Gp-P)

Observações: N.D.
Interações: Interações a nível do transporte: Inibidores da gp-P: O dabigatrano etexilato é um substracto do transportador de efluxo gp-P. É previsível que a administração concomitante com inibidores da gp-P (tais como amiodarona, verapamilo, quinidina, cetoconazol, dronedarona, claritromicina e ticagrelor) resulte num aumento das concentrações plasmáticas de dabigatrano. Quando o dabigatrano é coadministrado com fortes inibidores da gp-P, deve ser feita uma monitorização clínica rigorosa (com pesquisa de sinais de hemorragia ou anemia), exceto se especificamente descrito em contrário. Um teste de coagulação ajuda a identificar os doentes com risco aumentado de hemorragia por exposição aumentada ao dabigatrano. Os seguintes inibidores fortes da gp-P são contraindicados: cetoconazol sistémico, ciclosporina, itraconazol e dronedarona. O tratamento concomitante com tacrolimus não é recomendado. Deve ser tida precaução com inibidores fracos a moderados da gp-P (ex.: amiodarona, posaconazol, quinidina, verapamilo e ticagrelor).

Dabigatrano etexilato + Amiodarona

Observações: N.D.
Interações: Interações a nível do transporte: Inibidores da gp-P: O dabigatrano etexilato é um substracto do transportador de efluxo gp-P. É previsível que a administração concomitante com inibidores da gp-P (tais como amiodarona, verapamilo, quinidina, cetoconazol, dronedarona, claritromicina e ticagrelor) resulte num aumento das concentrações plasmáticas de dabigatrano. Quando o dabigatrano é coadministrado com fortes inibidores da gp-P, deve ser feita uma monitorização clínica rigorosa (com pesquisa de sinais de hemorragia ou anemia), exceto se especificamente descrito em contrário. Um teste de coagulação ajuda a identificar os doentes com risco aumentado de hemorragia por exposição aumentada ao dabigatrano. Deve ser tida precaução com inibidores fracos a moderados da gp-P (ex.: amiodarona, posaconazol, quinidina, verapamilo e ticagrelor). Amiodarona: Quando Dabigatrano etexilato foi coadministrado com uma dose única oral de 600 mg de amiodarona, a extensão e taxa de absorção da amiodarona e do seu metabolito ativo DEA permaneceram essencialmente inalteradas. A AUC e a Cmax de dabigatrano aumentaram em cerca de 60% e 50%, respetivamente. O mecanismo da interação não está completamente clarificado. Tendo em conta a longa semivida da amiodarona, poderá existir potencial de interação medicamentosa durante semanas após a descontinuação da amiodarona. Nos doentes tratados para a prevenção do TEV após artroplastia da anca ou do joelho, que recebam concomitantemente dabigatrano etexilato e amiodarona, a dose deve ser reduzida para 150 mg, uma vez por dia, correspondendo a 2 cápsulas de 75 mg de Dabigatrano etexilato. Quando o dabigatrano etexilato é combinado com a amiodarona, e particularmente na ocorrência de hemorragia, deve ser feita uma monitorização clínica rigorosa, em especial nos doentes com compromisso renal ligeiro a moderado.

Dabigatrano etexilato + Verapamilo

Observações: N.D.
Interações: Interações a nível do transporte: Inibidores da gp-P: O dabigatrano etexilato é um substracto do transportador de efluxo gp-P. É previsível que a administração concomitante com inibidores da gp-P (tais como amiodarona, verapamilo, quinidina, cetoconazol, dronedarona, claritromicina e ticagrelor) resulte num aumento das concentrações plasmáticas de dabigatrano. Quando o dabigatrano é coadministrado com fortes inibidores da gp-P, deve ser feita uma monitorização clínica rigorosa (com pesquisa de sinais de hemorragia ou anemia), exceto se especificamente descrito em contrário. Um teste de coagulação ajuda a identificar os doentes com risco aumentado de hemorragia por exposição aumentada ao dabigatrano. Deve ser tida precaução com inibidores fracos a moderados da gp-P (ex.: amiodarona, posaconazol, quinidina, verapamilo e ticagrelor). Verapamilo: Quando o dabigatrano etexilato (150 mg) foi coadministrado com verapamilo oral, a Cmax e a AUC do dabigatrano foram aumentados, mas a magnitude desta alteração difere dependendo da altura da administração e da formulação do verapamilo. O maior aumento da exposição ao dabigatrano foi observado com a primeira dose de uma formulação de libertação imediata de verapamilo, administrada uma hora antes da toma de dabigatrano etexilato (aumento da Cmax em cerca de 180% e da AUC em cerca de 150%). O efeito foi progressivamente reduzido com a administração de uma formulação de libertação prolongada (aumento da Cmax em cerca de 90% e da AUC em cerca de 70%) ou administração de múltiplas doses de verapamilo (aumento da Cmax em cerca de 60% e da AUC em cerca de 50%). Deste modo, é necessária uma monitorização clínica rigorosa (com pesquisa de sinais de hemorragia e anemia) quando o dabigatrano é coadministrado com verapamilo. Nos doentes com função renal normal após artroplastia da anca ou do joelho, a receber concomitantemente dabigatrano etexilato e verapamilo, a dose de Dabigatrano etexilato deve ser reduzida para 150 mg, uma vez por dia, correspondendo a 2 cápsulas de 75 mg. Nos doentes com insuficiência renal moderada e tratados concomitantemente com dabigatrano etexilato e verapamilo, deve ser considerada a redução da dose de Dabigatrano etexilato para 75 mg por dia. Quando o dabigatrano etexilato é combinado com o verapamilo, e particularmente na ocorrência de hemorragia, deve ser feita uma monitorização clínica rigorosa, em especial nos doentes com compromisso renal ligeiro a moderado. Não foi observada interação significativa quando o verapamilo foi administrado 2 horas após o dabigatrano etexilato (aumento da Cmax em cerca de 10% e da AUC em cerca de 20%). Isto é explicado pela completa absorção do dabigatrano após 2 horas.

Dabigatrano etexilato + Quinidina

Observações: N.D.
Interações: Interações a nível do transporte: Inibidores da gp-P: O dabigatrano etexilato é um substracto do transportador de efluxo gp-P. É previsível que a administração concomitante com inibidores da gp-P (tais como amiodarona, verapamilo, quinidina, cetoconazol, dronedarona, claritromicina e ticagrelor) resulte num aumento das concentrações plasmáticas de dabigatrano. Quando o dabigatrano é coadministrado com fortes inibidores da gp-P, deve ser feita uma monitorização clínica rigorosa (com pesquisa de sinais de hemorragia ou anemia), exceto se especificamente descrito em contrário. Um teste de coagulação ajuda a identificar os doentes com risco aumentado de hemorragia por exposição aumentada ao dabigatrano. Deve ser tida precaução com inibidores fracos a moderados da gp-P (ex.: amiodarona, posaconazol, quinidina, verapamilo e ticagrelor). Quinidina: A quinidina foi administrada em doses de 200 mg a cada 2 horas até uma dose total de 1000 mg. O dabigatrano etexilato foi administrado 2 vezes ao dia durante 3 dias consecutivos, tendo no 3º dia sido administrado com e sem quinidina. Os valores de AUCт,ss e Cmax,ss de dabigatrano foram aumentados em média 53% e 56%, respetivamente, com a administração concomitante de quinidina. Nos doentes tratados para a prevenção do TEV após artroplastia da anca ou do joelho, que recebam concomitantemente dabigatrano etexilato e quinidina, a dose deve ser reduzida para 150 mg, uma vez por dia, correspondendo a 2 cápsulas de 75 mg. Quando o dabigatrano etexilato é combinado com a quinidina, e particularmente na ocorrência de hemorragia, deve ser feita uma monitorização clínica rigorosa, em especial nos doentes com compromisso renal ligeiro a moderado.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Antiarrítmicos + Dabigatrano etexilato

Observações: Aumentam a depressão do miocárdio quando são administrados com outros AA. Aumentam o risco de arritmias ventriculares quando são dados com AA que prolongam o intervalo QT
Interações: Amiodarona: aumento do efeito anticoagulante por aumento da concentração plasmática de: Dabigtrano (reduzir a dose do anticoagulante) - Dabigatrano

Dabigatrano etexilato + Cetoconazol

Observações: N.D.
Interações: Interações a nível do transporte: Inibidores da gp-P: O dabigatrano etexilato é um substracto do transportador de efluxo gp-P. É previsível que a administração concomitante com inibidores da gp-P (tais como amiodarona, verapamilo, quinidina, cetoconazol, dronedarona, claritromicina e ticagrelor) resulte num aumento das concentrações plasmáticas de dabigatrano. Quando o dabigatrano é coadministrado com fortes inibidores da gp-P, deve ser feita uma monitorização clínica rigorosa (com pesquisa de sinais de hemorragia ou anemia), exceto se especificamente descrito em contrário. Um teste de coagulação ajuda a identificar os doentes com risco aumentado de hemorragia por exposição aumentada ao dabigatrano. Os seguintes inibidores fortes da gp-P são contraindicados: cetoconazol sistémico, ciclosporina, itraconazol e dronedarona. O tratamento concomitante com tacrolimus não é recomendado. Cetoconazol: O cetoconazol aumentou os valores totais de AUC 0-∞ e Cmax de dabigatrano em 138% e 135%, respetivamente, após uma dose oral única de 400 mg, e em 153% e 149%, respetivamente, após doses orais múltiplas de 400 mg de cetoconazol uma vez ao dia. O tempo para atingir a concentração de pico, a semivida terminal e o tempo médio de residência não foram afetados pelo cetoconazol. O tratamento concomitante com cetoconazol sistémico é contraindicado.

Dabigatrano etexilato + Dronedarona

Observações: N.D.
Interações: Interações a nível do transporte: Inibidores da gp-P: O dabigatrano etexilato é um substracto do transportador de efluxo gp-P. É previsível que a administração concomitante com inibidores da gp-P (tais como amiodarona, verapamilo, quinidina, cetoconazol, dronedarona, claritromicina e ticagrelor) resulte num aumento das concentrações plasmáticas de dabigatrano. Quando o dabigatrano é coadministrado com fortes inibidores da gp-P, deve ser feita uma monitorização clínica rigorosa (com pesquisa de sinais de hemorragia ou anemia), exceto se especificamente descrito em contrário. Um teste de coagulação ajuda a identificar os doentes com risco aumentado de hemorragia por exposição aumentada ao dabigatrano. Os seguintes inibidores fortes da gp-P são contraindicados: cetoconazol sistémico, ciclosporina, itraconazol e dronedarona. O tratamento concomitante com tacrolimus não é recomendado. Dronedarona: Quando o dabigatrano etexilato e a dronedarona são administrados na mesma altura os valores da AUC0-∞ e da Cmax do dabigatrano total aumentaram em cerca de 2,4 vezes e 2,3 vezes (+136% e 125%), respetivamente, após doses múltiplas de 400 mg de dronedarona, 2 vezes por dia, e em cerca de 2,1 vezes e 1,9 vezes (+114% e 87%), respectivamente, após uma dose única de 400 mg. A semivida terminal e a depuração renal do dabigatrano não foram afetados pela dronedarona. Quando foram administradas doses únicas e doses múltiplas de dronedarona 2 horas após o dabigatrano etexilato, os aumentos na AUC0-∞ do dabigatrano foram de 1,3 vezes e 1,6 vezes, respetivamente. O tratamento concomitante com dronedarona está contraindicado.

Dabigatrano etexilato + Claritromicina

Observações: N.D.
Interações: Interações a nível do transporte: Inibidores da gp-P: O dabigatrano etexilato é um substracto do transportador de efluxo gp-P. É previsível que a administração concomitante com inibidores da gp-P (tais como amiodarona, verapamilo, quinidina, cetoconazol, dronedarona, claritromicina e ticagrelor) resulte num aumento das concentrações plasmáticas de dabigatrano. Quando o dabigatrano é coadministrado com fortes inibidores da gp-P, deve ser feita uma monitorização clínica rigorosa (com pesquisa de sinais de hemorragia ou anemia), exceto se especificamente descrito em contrário. Um teste de coagulação ajuda a identificar os doentes com risco aumentado de hemorragia por exposição aumentada ao dabigatrano. Claritromicina: Quando a claritromicina (500 mg duas vezes por dia) foi administrada concomitantemente com dabigatrano etexilato em voluntários saudáveis, foi observado um aumento da AUC em cerca de 19% e da Cmax em cerca de 15%, sem qualquer motivo de preocupação de segurança clínica. Contudo, em doentes a receber dabigatrano, não pode ser excluída uma interação clinicamente relevante aquando da combinação com claritromicina. Assim, deve ser feita uma monitorização apertada quando o dabigatrano etexilato é coadministrado com claritromicina, nomeadamente na ocorrência de hemorragia, principalmente em doentes com compromisso renal ligeiro a moderado.

Dabigatrano etexilato + Ciclosporina

Observações: N.D.
Interações: Os seguintes inibidores fortes da gp-P são contraindicados: cetoconazol sistémico, ciclosporina, itraconazol e dronedarona. O tratamento concomitante com tacrolimus não é recomendado.

Dabigatrano etexilato + Itraconazol

Observações: N.D.
Interações: Os seguintes inibidores fortes da gp-P são contraindicados: cetoconazol sistémico, ciclosporina, itraconazol e dronedarona. O tratamento concomitante com tacrolimus não é recomendado.

Dabigatrano etexilato + Posaconazol

Observações: N.D.
Interações: Deve ser tida precaução com inibidores fracos a moderados da gp-P (ex.: amiodarona, posaconazol, quinidina, verapamilo e ticagrelor).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dabigatrano etexilato + Indutores da glicoproteína-P (Gp-P)

Observações: N.D.
Interações: Indutores da gp-P: É previsível que a administração concomitante de um indutor da gp-P (tal como rifampicina, hipericão, carbamazepina ou fenitoína) resulte na diminuição das concentrações de dabigatrano, devendo ser evitada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Boceprevir + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: Um estudo clínico de interação medicamentosa com digoxina demonstrou que o boceprevir é um inibidor in vivo ligeiro da P-gp, aumentando a exposição à digoxina em 19%. Deve antecipar-se um aumento nas concentrações plasmáticas dos substratos do transportador de efluxo da P-gp, tais como a digoxina ou o dabigatran.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dabigatrano etexilato + Hipericão

Observações: N.D.
Interações: Indutores da gp-P: É previsível que a administração concomitante de um indutor da gp-P (tal como rifampicina, hipericão, carbamazepina ou fenitoína) resulte na diminuição das concentrações de dabigatrano, devendo ser evitada.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dabigatrano etexilato + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Indutores da gp-P: É previsível que a administração concomitante de um indutor da gp-P (tal como rifampicina, hipericão, carbamazepina ou fenitoína) resulte na diminuição das concentrações de dabigatrano, devendo ser evitada.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dabigatrano etexilato + Fenitoína

Observações: N.D.
Interações: Indutores da gp-P: É previsível que a administração concomitante de um indutor da gp-P (tal como rifampicina, hipericão, carbamazepina ou fenitoína) resulte na diminuição das concentrações de dabigatrano, devendo ser evitada.
 Sem significado Clínico

Dabigatrano etexilato + Rifampicina

Observações: N.D.
Interações: Rifampicina: A pré-dosagem com o indutor rifampicina a uma dose de 600 mg uma vez por dia durante 7 dias, diminuiu o pico total e a exposição total de dabigatrano em 65,5% e 67%, respetivamente. Ao 7º dia após o fim do tratamento com a rifampicina, o efeito indutor foi diminuído, resultando numa exposição de dabigatrano próxima à da referência. Não foi observado nenhum aumento da biodisponibilidade após mais 7 dias.

Dabigatrano etexilato + Inibidores da Protease (IP)

Observações: N.D.
Interações: Outros medicamentos que afetam a gp-P: Os inibidores da protease, incluindo o ritonavir, e as suas combinações com outros inibidores da protease, afetam a gp-P (quer como inibidores ou como indutores). Estes não foram estudados e consequentemente não são recomendados para tratamento concomitante com Dabigatrano etexilato.

Dabigatrano etexilato + Ritonavir

Observações: N.D.
Interações: Outros medicamentos que afetam a gp-P: Os inibidores da protease, incluindo o ritonavir, e as suas combinações com outros inibidores da protease, afetam a gp-P (quer como inibidores ou como indutores). Estes não foram estudados e consequentemente não são recomendados para tratamento concomitante com Dabigatrano etexilato.

Dabigatrano etexilato + Substratos da glicoproteína-P (Gp-P)

Observações: N.D.
Interações: Substracto da gp-P: Digoxina: Num estudo realizado com 24 indivíduos saudáveis, quando o Dabigatrano etexilato foi coadministrado com digoxina não foram observadas alterações na exposição de digoxina nem alterações clinicamente significativas na exposição do dabigatrano.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dabigatrano etexilato + Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) (SSRIs)

Observações: N.D.
Interações: Substracto da gp-P: A administração concomitante de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) ou inibidores seletivos da recaptação de serotonina e norepinefrina (ISRSNs): Os ISRSs e os ISRSNs aumentaram o risco de hemorragia no RE-LY, em todos os grupos de tratamento.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dabigatrano etexilato + Inibidores seletivos da recaptação da serotonina-norepinefrina (ISRSNs)

Observações: N.D.
Interações: Substracto da gp-P: A administração concomitante de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) ou inibidores seletivos da recaptação de serotonina e norepinefrina (ISRSNs): Os ISRSs e os ISRSNs aumentaram o risco de hemorragia no RE-LY, em todos os grupos de tratamento.
 Sem significado Clínico

Dabigatrano etexilato + Pantoprazol

Observações: N.D.
Interações: pH gástrico: Pantoprazol: Quando o Dabigatrano etexilato foi coadministrado com pantoprazol, observou-se uma diminuição de aproximadamente 30% na área sob a curva da concentração plasmática/tempo. O pantoprazol e outros inibidores da bomba de protões (IBP) foram coadministrados com Dabigatrano etexilato em ensaios clínicos e o tratamento concomitante com IBP não demonstrou reduzir a eficácia do Dabigatrano etexilato.
 Sem significado Clínico

Dabigatrano etexilato + Inibidores da Bomba de Protões (IBP)

Observações: N.D.
Interações: pH gástrico: Pantoprazol: Quando o Dabigatrano etexilato foi coadministrado com pantoprazol, observou-se uma diminuição de aproximadamente 30% na área sob a curva da concentração plasmática/tempo. O pantoprazol e outros inibidores da bomba de protões (IBP) foram coadministrados com Dabigatrano etexilato em ensaios clínicos e o tratamento concomitante com IBP não demonstrou reduzir a eficácia do Dabigatrano etexilato.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Eliglustato + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: Agentes cuja exposição pode ser aumentada pelo eliglustato Substratos da gp-P: Após uma dose única de 0,25 mg de digoxina, um substrato da gp-P, a administração concomitante de doses de 127 mg de eliglustato duas vezes por dia resultou num aumento de 1,7 e 1,5 vezes da Cmax e da AUClast da digoxina, respetivamente. Podem ser necessárias doses inferiores de substâncias que são substratos da gp-P (p.ex., digoxina, colquicina, dabigatrano, fenitoína, pravastatina).

Dabigatrano etexilato + Ranitidina

Observações: N.D.
Interações: pH gástrico: Ranitidina: A administração de ranitidina juntamente com Dabigatrano etexilato não teve efeito clínico relevante na extensão da absorção do dabigatrano.

Emtricitabina + Rilpivirina + Tenofovir + Dabigatrano etexilato

Observações: Não foram efetuados estudos de interação medicamentosa com Emtricitabina / Rilpivirina / Tenofovir. As interações que foram identificadas com estes agentes individualmente podem ocorrer com esta associação. Os estudos de interação com estes agentes só foram realizados em adultos. A rilpivirina é metabolizada principalmente pelo citocromo P450 (CYP)3A. Medicamentos que induzem ou inibem a CYP3A podem portanto afetar a depuração de rilpivirina.
Interações: Utilização concomitante nos casos em que é recomendada precaução: Substratos da glicoproteína P: A rilpivirina inibe a glicoproteína P in vitro (CI50 de 9,2 μM). Num estudo clínico, a rilpivirina não afetou a farmacocinética da digoxina de forma significativa. Contudo, não se pode excluir por completo que a rilpivirina pode aumentar a exposição a outros fármacos transportados pela glicoproteína P que sejam mais sensíveis à inibição da glicoproteína P intestinal (por ex., etexilato de dabigatran). A rilpivirina é um inibidor in vitro do transportador da MATE-2K com uma CI50 de < 2,7 nM. Desconhecem-se atualmente as implicações clínicas deste resultado.
 Sem significado Clínico

Fidaxomicina + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: Efeito da fidaxomicina nos substratos da gp-P: A fidaxomicina pode ser um inibidor ligeiro a moderado da gp-P intestinal. Fidaxomicina (200 mg duas vezes por dia) teve um efeito ligeiro e clinicamente irrelevante na exposição da digoxina. No entanto, não se pode excluir um efeito maior nos substratos da gp-P com uma biodisponibilidade mais baixa e mais sensível à inibição da gp-P intestinal, tal como o dabigatrano etexilato.

Olaparib + Dabigatrano etexilato

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica formais.
Interações: Interações farmacocinéticas: Efeito de olaparib sobre outros fármacos: Desconhece-se o potencial de olaparib para induzir o CYP3A, CYP1A2, CYP2B6, CYP2C9, CYP2C19 e o P-gp e não se pode excluir que o olaparib após administração concomitante possa reduzir a exposição aos substratos destas enzimas metabólicas e proteína transportadora. A eficácia dos contracetivos hormonais pode estar reduzida se forem administrados concomitantemente com olaparib. O olaparib in vitro pode ser um inibidor do P-gp e é um inibidor do BRCP, OATP1B1, OCT1 e OCT2. Não se pode excluir que olaparib possa aumentar a exposição aos substratos do P-gp (p.ex., estatinas, digoxina, dabigatrano, colquicina), BRCP (p.ex., metotrexato, rosuvastatina e sulfassalazina), OATP1B1 (p.ex., bosentano, glibenclamida, repaglinida, estatinas e valsartan), OCT1 (p.ex., metformina) e OCT2 (p.ex., creatinina sérica). Em particular, recomenda-se precaução se olaparib for administrado em associação com qualquer estatina.

Defibrotido + Dabigatrano etexilato

Observações: O Defibrotido não inibe nem induz CYP450.
Interações: Potenciais interações com agentes antitrombóticos/fibrinolíticos: O defibrotido tem um efeito profibrinolítico, passível de aumentar potencialmente a atividade dos medicamentos antitrombóticos/fibrinolíticos. Atualmente, não existe notificação de experiência em doentes no tratamento concomitante com heparinas de baixo peso molecular (LMWH), varfarina ou no tratamento concomitante com inibidores diretos da trombina (por exemplo, dabigatrano) ou inibidores diretos do Fator Xa (por exemplo, rivaroxabano e apixabano). Por conseguinte, não se recomenda a utilização de defibrotido com medicamentos antitrombóticos/fibrinolíticos. Contudo, no caso da sua utilização em casos excecionais, é aconselhada precaução através de uma monitorização cuidadosa dos parâmetros de coagulação.

Temsirolímus + Dabigatrano etexilato

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações com medicamentos que são substratos da glicoproteína-P: Num estudo in vitro, o temsirolímus inibiu o transporte dos substratos da glicoproteína-P ( gp -P ) com um valor de IC 50 de 2 M. O efeito da inibição da gp-P não foi investigada in vivo num estudo clínico de interação fármaco-fármaco, no entanto, os dados preliminares recentes de um estudo de Fase 1 sobre a associação lenalidomida (dose de 25 mg) e temsirolímus (dose de 20 mg) parecem suportar as observações in vitro e sugerir um maior risco de acontecimentos adversos. Desta forma, quando o temsirolímus é coadministrado com medicamentos que sejam substratos da gp-P (ex.: digoxina, vincristina, colchicina, dabigatrano, lenalidomida e paclitaxel) deve ser efetuada uma monitorização rigorosa dos acontecimentos adversos relacionados com a coadministração destes medicamentos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Palbociclib + Dabigatrano etexilato

Observações: Palbociclib é metabolizado principalmente pela CYP3A e pela SULT2A1, uma enzima da família das sulfotransferases (SULT). In vivo, palbociclib é um inibidor fraco e dependente do tempo da CYP3A.
Interações: Baseado em dados in vitro, é de esperar que palbociclib iniba o transporte mediado pela glicoproteína P (P-gp) intestinal e pela proteína de resistência ao cancro da mama (BCRP). Por conseguinte, a administração de palbociclib com medicamentos que são substratos da P-gp (por ex., digoxina, dabigatrano, colquicina, pravastatina) ou da BCRP (por ex., rosuvastatina, sulfassalazina) poderá aumentar o seu efeito terapêutico e as reações adversas.

Telitromicina + Dabigatrano etexilato

Observações: Os estudos de interação foram apenas realizados em adultos.
Interações: Efeito do Telitromicina nos outros medicamentos: A telitromicina é um inibidor da glicoproteína-P. A administração concomitante de Telitromicina com outros medicamentos que sejam substratos de glicoproteína-P pode resultar num aumento da exposição aos subtratos da glicoproteína-P tais como digoxina e dabigatrano etexilato. Se a telitromicina for coadministrada com dabigatrano etexilato deverá ser instituída uma monitorização clínica rigorosa (procurando sinais de hemorragia ou anemia).

Alectinib + Dabigatrano etexilato

Observações: Com base nos dados in vitro, CYP3A4 é a principal enzima que medeia o metabolismo do alectinib e do metabolito principal M4, o CYP3A4 contribui para 40%-50% da totalidade do metabolismo hepático. O M4 mostrou potência e atividade in vitro similar contra o ALK.
Interações: Quando Alectinib é administrado concomitantemente com substratos da gp-P (por exemplo, digoxina, etexilato de dabigatrano, topotecano, siromilus, everomilus, nilotinib e lapatinib) recomenda-se monitorização apropriada.

Glecaprevir + Pibrentasvir + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: Potencial de Glecaprevir / Pibrentasvir para afetar outros medicamentos Glecaprevir e pibrentasvir são inibidores da glicoproteína-P (gp-P), da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e polipeptídeo transportador do anião orgânico (OATP) 1B1/3. A coadministração com Glecaprevir / Pibrentasvir pode aumentar as concentrações plasmáticas de medicamentos que são substratos da gp-P (por exemplo, dabigatrano etexilato, digoxina), BCRP (por exemplo, rosuvastatina), ou OATP1B1/3 (por exemplo, atorvastatina, lovastatina, pravastatina, rosuvastatina, sinvastatina). Outros substratos P-gp, BCRP, ou OATP1B1/3, pode ser necessário ajuste de dose. Glecaprevir e pibrentasvir são inibidores fracos in vivo do citocromo P450 (CYP) 3A e uridina glucuronosiltransferase (UGT) 1A1. Não são esperados aumentos clinicamente significativos quando Glecaprevir / Pibrentasvir é coadministrado com substratos sensíveis do CYP3A (midazolam, felodipina) ou UGT1A1 (raltegravir). Quer glecaprevir quer pibrentasvir inibem in vitro a bomba de exportação de sais biliares (BSEP). Não é expectável inibição significativa do CYP1A2, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, UGT1A6, UGT1A9, UGT1A4, UGT2B7, OCT1, OCT2, OAT1, OAT3, MATE1 ou MATE2K. ANTICOAGULANTES Dabigatrano etexilato 150 mg dose única (Inibição da gp-P) A coadministração é contraindicada

Netupitant + Palonossetrom + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: Interações adicionais É improvável que o Netupitant / Palonossetrom interaja com medicamentos que sejam substratos da gp-P. O netupitant não é um substrato da gp-P. Não se observaram alterações na farmacocinética da digoxina quando se administrou netupitant no Dia 8 de um regime de 12 dias com digoxina. É improvável que haja inibição da proteína transportadora de efluxo BCRP e da isoenzima UGT2B7 da glucuronidação pelo netupitant e pelos seus metabolitos e, caso ocorra, a mesma apresenta uma relevância clínica mínima. Os dados in vitro mostram que o netupitant inibe a UGT2B7, não estando estabelecida a amplitude de um tal efeito no enquadramento clínico. Recomenda-se precaução ao associar-se o netupitant a um substrato oral desta enzima (p. ex., zidovudina, ácido valproico, morfina). Os dados in vitro sugerem que o netupitant inibe a proteína transportadora de efluxo BCRP. A relevância clínica deste efeito não está estabelecida. Os dados in vitro mostram que o netupitant é um inibidor da gp-P. Num estudo efetuado em voluntários saudáveis, o netupitant não afetou a exposição da digoxina, um substrato da gp-P, que aumentou a sua Cmáx 1,09 vezes [IC de 90% 0,9-1,31]. Não se exclui que este efeito possa ser mais acentuado, e nesse caso clinicamente relevante, em doentes oncológicos, especialmente naqueles com função renal anormal. Por conseguinte, recomenda-se precaução quando o netupitant é associado à digoxina ou a outros substratos da gp-P, tais como, o dabigatrano ou a colquicina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Lurasidona + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Potencial da lurasidona para afetar outros medicamentos: A administração concomitante de lurasidona com digoxina (um substrato de P-gp) não aumentou a exposição da digoxina e apenas aumentou ligeiramente a Cmax (1,3 vezes) e, portanto, considera-se que a lurasidona pode ser coadministrada com digoxina. A lurasidona é um inibidor in vitro do transportador de efluxo P-gp e a relevância clínica da inibição do P-gp intestinal não pode ser excluída. A administração concomitante do substrato P-gp etexilato de dabigatrano pode resultar num aumento das concentrações plasmáticas de dabigatrano.

Darunavir + Dabigatrano etexilato

Observações: O perfil de interação do darunavir pode variar dependendo se é utilizado o ritonavir ou o cobicistate como fármacos potenciadores. As recomendações dadas para a utilização concomitante de darunavir e outros medicamentos podem por isso variar dependendo se darunavir é potenciado com ritonavir ou com cobicistate, e é também necessária precaução durante o primeiro tempo de tratamento, se se substituir o fármaco potenciador de ritonavir para cobicistate.
Interações: Medicamentos que podem ser afetados por darunavir potenciado com ritonavir: O darunavir e o ritonavir são inibidores do CYP3A, do CYP2D6 e da gp-P. A coadministração de darunavir/ritonavir com fármacos que são principalmente metabolizados pelo CYP3A e/ou CYP2D6 ou transportados pela gp-P poderá induzir o aumento da exposição sistémica aos referidos fármacos, o que poderá potenciar ou prolongar os respetivos efeitos terapêuticos e reações adversas. O darunavir, coadministrado com uma dose baixa de ritonavir não deve ser associado com medicamentos cuja depuração seja altamente dependente do CYP3A e para os quais a elevação das concentrações plasmáticas está associada a acontecimentos graves e/ou potencialmente fatais (margem terapêutica estreita). O efeito global da potenciação farmacocinética pelo ritonavir foi de aproximadamente 14 vezes na exposição sistémica de darunavir quando foi administrada, por via oral, uma dose única de 600 mg de darunavir em associação com 100 mg de ritonavir duas vezes por dia. Portanto, darunavir só pode ser administrado em associação com um potenciador farmacocinético. Um estudo clínico que utilizou vários medicamentos metabolizados pelos citocromos CYP2C9, CYP2C19 e CYP2D6 demonstrou um aumento na atividade dos CYP2C9 e CYP2C19 e inibição da atividade do CYP2D6 na presença de darunavir/ritonavir, o que pode ser atribuído à presença de dose baixa de ritonavir. O ritonavir inibe os transportadores glicoproteína-P, OATP1B1 e OATP1B3 e a coadministração com substratos destes transportadores pode resultar num aumento das concentrações plasmáticas destes compostos (ex.: dabigatrano etexilato, digoxina, estatinas e bosentano. ANTICOAGULANTES: Apixabano, Etexilato de dabigatrano, Rivaroxabano: Não foi estudado. A coadministração de Darunavir potenciado, com estes anticoagulantes pode aumentar a concentração do anticoagulante. (CYP3A e/ou inibição da gp-P). A administração de Darunavir potenciado com estes anticoagulantes não é recomendada.

Rolapitant + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: Substratos da P-gp: Rolapitant é um inibidor da glicoproteína-p (P-gp). Foi observado um aumento de 70% na Cmax e de 30% na AUC de digoxina, um substrato de P-gp, quando administrado com uma dose única de 180 mg de rolapitant. Portanto, recomenda-se a monitorização clínica das reações adversas e, se possível, a monitorização biológica quando rolapitant é combinado com digoxina ou com outros substratos de P-gp (por exemplo, dabigatran ou colchicina) e, em particular, em doentes com compromisso renal.

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Dabigatrano etexilato

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interação com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interações: ANTICOAGULANTES/INIBIDORES DA AGREGAÇÃO PLAQUETAR Apixabano Etexilato de dabigatrano Rivaroxabano Tendo por base considerações teóricas, a administração concomitante de DRV/COBI com estes anticoagulantes pode aumentar as concentrações do anticoagulante. (inibição do CYP3A e/ou da glicoproteína-P) A administração concomitante de este medicamento com estes anticoagulantes não é recomendada.

Enzalutamida + Dabigatrano etexilato

Observações: N.D.
Interações: Grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não se limitam a: Substratos da P-gp: Dados in vitro indicam que a enzalutamida pode ser um inibidor do transportador de efluxo P-gp (glicoproteína P). O efeito da enzalutamida em substratos da P-gp não foi avaliado in vivo; contudo, em situações de utilização clínica, a enzalutamida pode ser um indutor da P-gp através da ativação do recetor nuclear de pregnano (PXR). Os medicamentos que têm uma margem terapêutica estreita e que são substratos da P-gp (ex. colquicina, dabigatrano etexilato, digoxina) devem ser usados com precaução quando administrados concomitantemente com Enzalutamida e podem ser necessários ajustes de dose para manter as concentrações plasmáticas ótimas.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Lomitapida + Dabigatrano etexilato

Observações: Avaliação in vitro das interações medicamentosas: A lomitapida inibe o CYP3A4. A lomitapida não induz os CYP 1A2, 3A4 ou 2B6, e também não inibe os CYP 1A2, 2B6, 2C9, 2C19, 2D6 ou 2E1. A lomitapida não é um substrato da glicoproteína P, mas inibe a glicoproteína P. A lomitapida não inibe a proteína de resistência ao cancro da mama (BCRP).
Interações: Efeitos da lomitapida noutros medicamentos: Substratos da glicoproteína P: A lomitapida inibe a glicoproteína P in vitro e pode aumentar a absorção dos substratos da glicoproteína P. A administração concomitante do Lomitapida com substratos da glicoproteína P (como aliscireno, ambrisentan, colquicina, dabigatrano-etexilato, digoxina, everolímus, fexofenadina, imatinib, lapatinib, maraviroc, nilotinib, posaconazol, ranolazina, saxagliptina, sirolímus, sitagliptina, talinolol, tolvaptan, topotecano) pode aumentar a absorção dos substratos da glicoproteína P. Deve ser ponderada a redução da dose do substrato da glicoproteína P quando utilizado de forma concomitante com o Lomitapida.
 Sem significado Clínico

Ciclossilicato de zircónio sódico + Dabigatrano etexilato

Observações: n.d.
Interações: Consistente com outros modificadores do ácido gástrico, os valores de Cmax e AUC de dabigatrano foram aproximadamente 40% mais baixos quando administrados concomitantemente com ciclossilicato de zircónio sódico, no entanto, o ciclossilicato de zircónio sódico e o dabigatrano podem ser administrados concomitantemente sem ajuste da dose de dabigatrano.

Idarucizumab + Dabigatrano etexilato

Observações: Não foram realizados estudos de interação com Idarucizumab e outros medicamentos. Com base nas propriedades farmacocinéticas e na elevada especificidade da ligação ao dabigatrano, consideram-se improváveis as interações clinicamente relevantes com outros medicamentos.
Interações: A investigação pré-clínica com idarucizumab não demonstrou quaisquer interações com: Outros anticoagulantes (p. ex. inibidores da trombina para além do dabigatrano, inibidores do fator Xa, incluindo heparina de baixo peso molecular, antagonistas da vitamina K, heparina). Dessa forma, o idarucizumab não reverterá os efeitos de outros anticoagulantes.
Use Dabigatrano como indicado pelo seu Médico. Verifique a bula do medicamento para instruções de dosagem exatas.

– Dabigatrano vem com uma folha de informações do Paciente extra chamado um Guia de Medicação. Leia-o atentamente.

Leia-o de novo cada vez que recomeça as tomas de Dabigatrano.

– Tome Dabigatrano por via oral com ou sem alimentos.

– Engula inteiro o Dabigatrano. Não parta, esmague, mastigue, ou abra antes de engolir.

– Manter Dabigatrano no pacote de garrafa ou blister de origem.

Não o guarde em qualquer outro frasco ou recipiente, como caixas de comprimidos ou organizadores de pílulas.

– Quando chega a hora de tomar uma dose de Dabigatrano, retire apenas essa dose de medicamento do frasco. Feche bem o frasco imediatamente após retirar sua dose.

– Abrir apenas 1 frasco de Dabigatrano de cada vez. Termine a garrafa aberta antes de abrir uma nova.

– Se esquecer de uma dose de Dabigatrano, tome-a assim que possível. Se estiver a menos de 6 horas da próxima dose, salte a dose e volte ao seu esquema posológico regular.

Não tome duas doses de uma só vez. Esclareça com o seu Médico quaisquer dúvidas que possa ter sobre o uso de Dabigatrano.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017