Cloranfenicol

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
Um antibiótico isolado pela primeira vez a partir de culturas de Streptomyces venequelae em 1947, mas atualmente produzido sinteticamente.

Tem uma estrutura relativamente simples e foi o primeiro antibiótico de largo espectro a ser descoberto.

Actua através da interferência na síntese da proteína bacteriana e é principalmente bacteriostático.
Usos comuns
Tratamento de infeções graves causadas por bactérias específicas.
Tipo
pequena molécula
História
O Cloranfenicol derivou originalmente da bactéria Streptomyces venezuelae, foi isolado por David Gottlieb, e introduzido na prática clínica em 1949, sob o nome comercial Chloromycetin.

Foi o primeiro antibiótico a ser produzido sinteticamente em larga escala.
Indicações
Tratamento de infeções superficiais (blefarites e conjuntivites) ou de úlceras da córnea de origem bacteriana em caso de falta de resposta aos antibióticos de primeira escolha ou quando a sensibilidade do agente infetante o justifique.
Classificação CFT
15.01.01     Antibacterianos
Mecanismo De Ação
O cloranfenicol é lipossolúvel, o que lhe permite difundir-se através da membrana celular bacteriana.

Em seguida, liga-se reversivelmente à proteína L16 da subunidade 50S dos ribossomas de bactérias, onde a transferência de aminoácidos para o crescimento de cadeias peptídicas está impedido (talvez através da supressão da actividade de peptidil transferase), inibindo assim a formação de ligação peptídica e a síntese proteica subsequente.
Posologia Orientativa
Usado na forma de colírio (0,5 ou 0,8%) ou pomada (a 1%).

Instilar uma gota em intervalos de 1 ou 2 horas.

No caso do gel ou de pomada oftálmica, a aplicação deve ser feita 3 a 4 vezes/dia (quando usado isoladamente) ou apenas à noite (quando associado a colírios).

O tratamento deve ser mantido durante 48 horas após o desaparecimento da sintomatologia.
Administração
Via oral ou IV.

Quando usado por Via oral, deve ser tomado com água e de estômago vazio.

Não administrar por via IM.

A administração por via IV direta pode ser feita diluindo-se o pó liofilizado em água destilada, utilizando-se 2,5 mL para cada 250 mg de cloranfenicol.

A solução para infusão IV pode ser obtida por meio da diluição da solução inicial em SF 0,9%, SG 5%, SGF ou solução de Ringer, com ou sem lactato.

A concentração final não deve ultrapassar 20 mg/mL, e a infusão deve ser feita por um período de 15-30 min.
Contraindicações
Realizar regularmente hemograma com contagem de leucócitos e plaquetas para despistar a ocorrência de aplasia medular.

O seu uso prolongado pode favorecer o aparecimento de infecções secundárias de origem bacteriana ou fúngica.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Irritação ocular passageira e possibilidade de causar anemia aplástica.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Síndrome do bebé cinzento. Efeitos teratogénicos. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados. Trimestre: 3º
Aleitamento
Aleitamento:Possível supressão da medula óssea por idiossincrasia; usar outro antibiótico.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Evitar na IR grave; usar apenas se não existirem alternativas (depressão da hematopoiese dose-dependente).
Precauções Gerais
Se os sintomas não melhorarem dentro de alguns dias, ou se piorarem, deve consultar o médico.

É muito importante que o médico procure, nas consultas regulares, quaisquer problemas de sangue que podem ser causados ​​por cloranfenicol.

O Cloranfenicol pode causar problemas no sangue.

Esses problemas podem originar uma maior probabilidade de infecção, cicatrização lenta e sangramento das gengivas.

Portanto, deve ter-se cuidado ao usar escovas de dentes regulares, fio dental e palitos.

A medicina dentária, sempre que possível, deve ser feita antes de começar a tomar cloranfenicol ou atrasada até a contagem sanguínea volte ao normal.

Esclarecer com o médico ou dentista qualquer dúvida sobre a higiene oral adequada (cuidados boca) durante o tratamento.

Nos pacientes diabéticos:
o cloranfenicol pode originar testes com resultados falsos nos exames de açúcar na urina.

Falar com o médico antes de alterar a dieta ou a dose do medicamento para diabetes.
Cuidados com a Dieta
Tomar com o estômago vazio.
Terapêutica Interrompida
Se se esquecer de uma dose de cloranfenicol, deve tomá-la o mais breve possível.

A seguir, tomar as doses em tempos uniformemente espaçados, conforme indicado pelo médico.

Não tomar duas doses de uma só vez.
Cuidados no Armazenamento
O cloranfenicol é geralmente manipulado e armazenado por um profissional de saúde.

Se estiver a tomar cloranfenicol em casa, deve guardar o cloranfenicol como indicado pelo farmacêutico ou profissional de saúde.

Manter o cloranfenicol fora do alcance de crianças e longe de animais de estimação.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Gram-positivos, como o Streptococcus sp. e Staphylococcus sensíveis à oxacilina.

Boa atividade contra Gram-negativos, incluindo Neisseria sp., Haemophilus sp., Escherichia coli, Shigella sp., Salmonella sp. e Yersinia sp.

Muito boa atividade contra anaeróbios (incluindo Bacteroides fragilis), Rickettsia sp., Mycoplasma sp. e Chlamydia sp.

É ativo contra várias estirpes de Klebsiella sp., Enterobacter sp., Serratia sp., Proteus sp., Pseudomonas sp. e Acinetobacter sp.

Sem atividade adequada contra o Enterococcus sp.

Ácido fólico (Vitamina B9) + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Cloranfenicol e cotrimoxazol podem interferir com o metabolismo do ácido fólico.

Cefadroxil + Cloranfenicol

Observações: A ocorrência de diarreia pode prejudicar a absorção de outros medicamentos ficando assim a sua eficácia comprometida. Uma diurese forçada leva a uma diminuição dos níveis sanguíneos de cefadroxil.
Interações: O cefadroxil não deve ser combinado com antibacterianos bacteriostáticos (ex. tetraciclina, eritromicina, sulfonamidas e cloranfenicol) uma vez que é possível um efeito antagonista.

Ácido acetilsalicílico + Paracetamol + Cafeína + Cloranfenicol

Observações: Não existem interações de segurança relevantes entre o ácido acetilsalicílico e o paracetamol.
Interações: Paracetamol e Cloranfenicol: O paracetamol pode aumentar o risco de concentrações plasmáticas elevadas de cloranfenicol. O uso concomitante não é recomendado.

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: O cloranfenicol em tratamentos prolongados pode provocar um efeito depressor sobre a medula óssea, pelo que pode antagonizar os efeitos estimulantes da vitamina B12 sobre a ritropoiese.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Glibenclamida + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Reacções hipoglicémicas devidas à potenciação da acção da Glibenclamida podem ocorrer com a administração simultânea das seguintes substâncias: Anabolizantes, bezafibrato, biguanidas, bloqueadores beta, clofibrato, cloranfenicol, derivados cumarínicos, fenfluramina, fenilbutazona, feniramidol, fluoxetina, fosfamídios, guanetidina, inibidores da ECA, inibidores da MAO, miconazol, PAS, pentoxifilina (em doses elevadas por via parentérica), probenecida, reserpina, salicilatos, sulfimpirazona, sulfonamidas, tetraciclinas, tritoqualina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Mepiramina + Cafeína + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: O paracetamol possui as seguintes interações com: - cloranfenicol: tempo de semi-vida prolongada até 5 vezes para o antibiótico;
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fenobarbital + Cloranfenicol

Observações: Para além das interações acima mencionadas, está descrito que muitos outros fármacos podem alterar a resposta aos barbitúricos ou ver a sua própria resposta alterada. Por isso deve haver precaução sempre que se adiciona ou retira um fármaco de um regime terapêutico que contém fenobarbital, tendo sempre em consideração a possibilidade de ser necessário efectuar ajustes de doses.
Interações: O fenobarbital parece aumentar o metabolismo dos corticosteróides, provavelmente pela indução das enzimas microssomiais hepáticas. O mesmo pode acontecer com o cloranfenicol, ciclosporina, metronidazol, quinidina e digitálicos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cefatrizina + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Existe um maior risco de nefrotoxicidade quando se associa a Cefatrizina com medicamentos como por exemplo aminoglicosidos, colistina, polimixina B ou vancomicina, que por si só possuem já potencial nefrotóxico. Existe a possibilidade de adição ou sinergia dos efeitos, por associação da Cefatrizina com outros medicamentos anti-infecciosos nomeadamente aminoglicosidos, penicilinas ou cloranfenicol.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Isoniazida + Pirazinamida + Rifampicina + Cloranfenicol

Observações: A rifampicina possui propriedades indutoras enzimáticas, incluindo a indução da delta aminoácido levulínico sintetase. Têm sido registados casos isolados de exacerbação de porfíria com a administração de rifampicina.
Interações: O Isoniazida/Pirazinamida/Rifampicina possui propriedades indutoras das enzimas hepáticas e pode reduzir a actividade de um certo número de fármacos, incluindo anticoagulantes, anticonvulsivantes, anti-estrogénios, antipsicóticos, antiarrítmicos (quinidina), antifúngicos, antirretrovirais, barbitúricos, benzodiazepinas e seus derivados, betabloqueantes, bloqueadores da entrada de cálcio, cloranfenicol, claritromicina, corticosteróides, agentes imunossupressores (ciclosporina) digitálicos, clofibrato, doxiciclina, estrogéneos, fluoroquinolonas, gestrinona, irinotecano, losartan, metadona, praziquantel, progestina, riluzol, antagonistas selectivos dos receptores 5- HT3, estatinas metabolizadas pelo citocromo CYP3A4, telitromicina, tiazolidinedionas, antidepressivos tricíclicos, contracetivos orais, hipoglicemiantes orais, antipsicóticos (haloperidol), levotiroxina, teofilina, dapsona, narcóticos e analgésicos. Pode ser necessário ajustar a dose destes fármacos se forem administrados concomitantemente com Isoniazida/Pirazinamida/Rifampicina. As doentes a fazer contracetivos orais devem ser aconselhadas a mudar o método contracetivo para um método não-hormonal durante a terapêutica com Isoniazida/Pirazinamida/Rifampicina. A diabetes pode também tornar-se mais difícil de controlar.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Tiocolquicosido + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Paracetamol/Tiocolquicosido pode aumentar a toxicidade do cloranfenicol.

Clozapina + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Supressores da Medula Óssea (ex: carbamazepina, cloranfenicol, sulfonamidas (ex: cotrimoxazol), analgésicos derivados da pirazolona (ex: fenilbutazona), penicilamina, agentes citotóxicos e injecções antipsicóticos depot de longa-duração: Interagem para aumentar o risco e/ou gravidade da supressão da medula óssea. A clozapina não deve ser utilizada concomitantemente com outros agentes que tenham um potencial para suprimir a função da medula óssea bem conhecido.

Cefazolina + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Antibióticos: O potencial efeito antagonista que tem sido observado in vitro com antibióticos com ação bacteriostática (por ex. tetraciclinas, sulfonamidas, eritromicina, cloranfenicol), deve ser considerado quando estes antibióticos estão a ser coadministrados com cefazolina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Hidroclorotiazida + Triamtereno + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: A hidroclorotiazida aumenta a excreção urinária de cloranfenicol mas, aparentemente, não interfere com os valores séricos do composto.

Ácido fólico + Ferro + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Em doentes medicados com cloranfenicol pode haver atraso na resposta à terapia com ferro. A administração concomitante de ácido fólico e cloranfenicol em doentes com carência em folatos pode dar origem a uma resposta hematopoiética antagónica ao ácido fólico.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clorofenamina + Paracetamol + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: O paracetamol pode aumentar a toxicidade do cloranfenicol.

Benzilpenicilina benzatínica (benzilpenicilina benzatina) + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Os antibióticos bacteriostáticos, como a tetraciclina, eritromicina ou cloranfenicol, podem antagonizar o efeito bactericida da benzilpenicilina, pois interferem com o crescimento bacteriano ativo necessário ao efeito da benzilpenicilina.

Benzilpenicilina benzatínica + Benzilpenicilina potássica + Benzilpenicilina procaínica + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Os antibióticos bacteriostáticos, como a tetraciclina, eritromicina ou cloranfenicol, podem antagonizar o efeito bactericida da benzilpenicilina, pois interferem com o crescimento bacteriano ativo necessário ao efeito da benzilpenicilina.

Benzilpenicilina potássica + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Antibióticos bacteriostáticos (cloranfenicol, eritromicina, sulfonamidas ou tetraciclinas) podem antagonizar o efeito bactericida da penicilina. Esta interacção foi documentada em estudos in vitro mas a sua relevância clínica não está bem estabelecida.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Estreptomicina + Neomicina + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Antagonismo com o cloranfenicol ou eritromicina.

Benzilpenicilina sódica + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Antibióticos bacteriostáticos (cloranfenicol, eritromicina, sulfonamidas ou tetraciclinas) podem antagonizar o efeito bactericida da penicilina. Esta interacção foi documentada em estudos in vitro mas a sua relevância clínica não está bem estabelecida.

Cianocobalamina (57Co) + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Pacientes em tratamento com cloranfenicol respondem fracamente à terapia com cianocobalamina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea de paracetamol e cloranfenicol pode atrasar marcadamente a excreção de cloranfenicol, aumentando as suas concentrações plasmáticas e causando um aumento do risco da toxicidade.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Isoniazida + Rifampicina + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: RIFAMPICINA: A rifampicina possui propriedades indutoras das enzimas hepáticas e pode reduzir a actividade de um certo número de fármacos, incluíndo os anticoagulantes orais, anticonvulsivos, anti-estrogénios, antipsicóticos, corticosteróides, agentes imunomoduladores (ciclosporina), digitálicos, contracetivos orais, hipoglicemiantes orais, dapsona, analgésicos narcóticos, metadona, barbitúricos, losartan, bloqueadores beta-adrenérgicos, clorofibrato, progestina, teofilina, cloranfenicol, claritromicina, antiarrítmicos (ex. disopiramida, mexiletina, quinidina), bloqueadores da entrada de cálcio, antifúngicos, benzodiazepinas, antidepressivos tricíclicos, antirretrovirais, estrogéneos, gestrinona, fluoroquinolonas, levotiroxina, irinotecano, praziquantel, riluzol, antagonistas selectivos dos receptores 5-HT3, estatinas metabolizadas pelo citocromo CYP3A4, telitromicina, tiazolidinedionas e doxiciclina. Pode ser necessário ajustar a dose destes fármacos se forem administrados concomitantemente com a rifampicina.

Glisentida (glipentida) + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Associação cloranfenicol com sulfonilureias leva a um aumento da semivida do plasmática destes, com o consequente risco de hipoglicemia. O efeito pode ser devido à inibição do metabolismo hepático de sulfonilureia. Recomenda-se para monitorizar o açúcar no sangue e ajustar a dose de sulfonilureia, se necessário.

Sulfato ferroso + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: O cloranfenicol pode atrasar a resposta ao tratamento com ferro.

Cianocobalamina (Cobalamina, Vitamina B12) + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Pacientes em tratamento com cloranfenicol respondem fracamente à terapia com cianocobalamina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Glimepirida + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Pode ocorrer uma potenciação do efeito hipoglicemiante e portanto, em alguns casos, hipoglicemia quando um dos seguintes medicamentos é administrado em simultâneo com glimepirida, por exemplo: - fenilbutazona, azapropazona e oxifenobutazona; - insulina e produtos antidiabéticos orais, tal como a metformina; - ácido p-amino-salicílico; - esteroides anabolizantes e hormonas sexuais masculinas; - cloranfenicol, algumas sulfonamidas de ação longa, tetraciclinas, antibióticos da classe das quinolonas e claritromicina; - anticoagulantes cumarínicos; - fenfluramina; - disopiramida; - fibratos; - inibidores da ECA; - fluoxetina, inibidores da MAO; - alopurinol, probenecida, sulfinpirazona; - simpaticolíticos; - ciclofosfamida, trofosfamida e ifosfamidas; - miconazol, fluconazol; - pentoxifilina (doses elevadas por via parentérica); - tritoqualina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ferritina + Cloranfenicol

Observações: A absorção do ferro é inibida pela ingestão de ovos ou leite. Café ou chá consumidos durante uma refeição ou uma hora após uma refeição podem inibir significativamente a absorção do ferro. Não foi determinado o seu significado clínico.
Interações: O cloranfenicol pode atrasar a resposta ao tratamento com ferro.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Bromofeniramina + Cafeína + Ácido ascórbico + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Em combinação com cloranfenicol a semi-vida do mesmo pode aumentar correndo-se o risco de aumento da toxicidade.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ferro + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: O cloranfenicol pode atrasar a resposta ao tratamento com ferro.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciclofosfamida + Cloranfenicol

Observações: A coadministração planeada ou a administração sequencial de outras substâncias ou tratamentos que podem aumentar os efeitos semelhantes ou a gravidade da toxicidade (através de interações farmacodinâmicas ou farmacocinéticas) exigem uma avaliação individual cuidada dos benefícios e dos riscos esperados. Os doentes que recebem tais combinações devem ser monitorizados cuidadosamente quanto a sinais de toxicidade para permitir uma intervenção atempada. Os doentes em tratamento com ciclofosfamida e agentes que reduzem a sua ativação devem ser monitorizados quanto a uma possível redução da eficácia terapêutica e a necessidade de um ajuste de dose.
Interações: Interações que afetam a farmacocinética da ciclofosfamida e dos seus metabolitos - A reduzida ativação da ciclofosfamida pode alterar a eficácia do tratamento com ciclofosfamida. As substâncias que atrasam a ativação da ciclofosfamida incluem: – Aprepitante – Bupropiona – Bussulfano: Foi notificada uma redução da depuração da ciclofosfamida e a semivida prolongada em doentes que receberam doses elevadas de ciclofosfamida em menos de 24 horas após doses elevadas de bussulfano. – Ciprofloxacina: Quando dada antes do tratamento com ciclofosfamida (usada na preparação antes do transplante da medula óssea), a ciprofloxacina tem sido notificada levar a um relapso da doença subjacente. – Cloranfenicol – Fluconazol – Itraconazol – Prasugrel – Sulfonamidas – Tiotepa: Uma inibição forte da bioactivação da ciclofosfamida pela tiotepa em regimes de quimioterapia em doses elevadas foi relatada quando a tiotepa foi administrada 1 hora antes da ciclofosfamida.

Ceftazidima + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: O cloranfenicol é antagonista, in vitro, da ceftazidima e de outras cefalosporinas. Desconhece-se o significado clínico deste facto, mas se for proposta a administração simultânea da ceftazidima com cloranfenicol deve ser considerada a possibilidade de antagonismo.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Cafeína + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea de paracetamol e cloranfenicol pode atrasar marcadamente a excreção do cloranfenicol, aumentando as suas concentrações plasmáticas e causando um aumento do risco de toxicidade associada.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ácido nalidíxico + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Visto que a proliferação activa de organismos é uma condição necessária para a sua actividade antibacteriana, a acção do ácido nalidíxico pode ser inibida pela presença de outras substâncias antibacterianas, especialmente agentes bacteriostáticos, tais como tetraciclina, cloranfenicol ou nitrofurantoína, que é antagonista ao ácido nalidíxico in vitro.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Gluconato férrico e sódico + Cloranfenicol

Observações: A absorção do ferro é inibida pela ingestão de ovos ou leite. Café ou chá consumidos durante uma refeição ou uma hora após uma refeição podem inibir significativamente a absorção do ferro. Não foi determinado o seu significado clínico.
Interações: O cloranfenicol pode atrasar a resposta ao tratamento com ferro.

Ceftazidima + Avibactam + Cloranfenicol

Observações: N.d.
Interações: In vitro o cloranfenicol é antagonista da ceftazidima e de outras cefalosporinas. A relevância clínica deste facto é desconhecida, mas devido à possibilidade do antagonismo in vivo, esta associação de fármacos deve ser evitada.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Glucosamina + Cloranfenicol

Observações: A natureza do sulfato de glucosamina, as suas propriedades farmacocinéticas e o perfil farmacodinâmico sugere a ausência de interações medicamentosas clinicamente significativas e os estudos clínicos demonstraram a ausência de interações entre o sulfato de glucosamina e os fármacos para doenças concomitantes. Durante o tratamento global da osteoartrose pode ser associado ao sulfato de glucosamina, fisioterapia e programas de fisioquinésia.
Interações: O sulfato de glucosamina pode reduzir a absorção gastrointestinal do cloranfenicol, quando administrado simultaneamente por via oral.

Clopidogrel + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Outras terapêuticas concomitantes: Uma vez que o clopidogrel é metabolizado no seu metabolito activo em parte pelo CYP2C19, o uso de medicamentos que inibem a actividade desta enzima têm um resultado esperado de redução dos níveis do metabolito activo do clopidogrel e uma redução na eficácia clínica. O uso concomitante de medicamentos que inibem o CYP2C19 deve ser desencorajado. Os fármacos que inibem o CYP2C19 incluem omeprazol e esomeprazol, fluvoxamina, fluoxetina, moclobemida, voriconazol, fluconazol, ticlopidina, ciprofloxacina, cimetidina, carbamazepina, oxcarbazepina e cloranfenicol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ibuprofeno + Paracetamol + Cloranfenicol

Observações: n.d.
Interações: Foram detetadas as seguintes interações de paracetamol com outros medicamentos: • O paracetamol pode aumentar as concentrações plasmáticas de cloranfenicol. Este produto pode interferir com alguns medicamentos, incluindo: • cloranfenicol, um antibiótico usado para tratar infeções dos ouvidos e oculares

Paracetamol + Codeína + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Quando em administração simultânea com o cloranfenicol, a semi-vida deste poderá ser prolongada, aumentando o risco de toxicidade.

Pirfenidona + Cloranfenicol

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: Devem ser tomadas precauções especiais no caso da utilização concomitante de inibidores da CYP1A2 com inibidores potentes de uma ou mais isoenzimas CYP diferentes envolvidas no metabolismo da pirfenidona tais como a CYP2C9 (p.ex. amiodarona, fluconazol), 2C19 (p.ex. cloranfenicol) e 2D6 (p.ex. fluoxetina, paroxetina).

Ceftriaxona + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Num estudo in vitro, foram observados efeitos antagonistas com a associação de cloranfenicol e ceftriaxona.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Femprocumona + Cloranfenicol

Observações: Femprocumona é metabolizado principalmente pelo CYP450 2C9 e isoenzimas 3A4 Medicamentos comumente prescritos podem potencializar ou antagonizar o efeito dos cumarínicos. Portanto, é importante a monitoração dos parâmetros da coagulação após o início ou retirada de outras drogas em pacientes em uso de anticoagulantes orais.
Interações: Substâncias que podem intensificar o efeito dos anticoagulantes orais: Alopurinol, amiodarona, esteróides anabólicos, fibratos, dissulfiram, drogas anti-inflamatórias (salicilatos e alguns anti-inflamatórios não hormonais, incluindo inibidores da COX-2), tamoxifeno, drogas tireoideanas, antidepressivos tricíclicos, e alguns antimicrobianos (várias cefalosporinas, cloranfenicol, cloxacilina, sulfonamidas, derivados da eritromicina e derivados triazólicos e imidazólicos).

Cefuroxima + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Uma vez que os medicamentos bacteriostáticos podem interferir com a acção bactericida das cefalosporinas, é aconselhável que se evite a administração de tetraciclinas, macrólidos ou cloranfenicol em conjunto com cefuroxima axetil.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Glimepirida + Pioglitazona + Cloranfenicol

Observações: Não existem estudos formais de interação para o Glimepirida / Pioglitazona, contudo, a utilização concomitante das substâncias ativas em doentes em utilização clínica não teve como resultado interações inesperadas. As informações disponíveis são sobre as substâncias ativas individualmente (pioglitazona e glimepirida).
Interações: GLIMEPIRIDA: Potenciação do efeito hipoglicemiante e como tal, em alguns casos, poderá ocorrer hipoglicemia quando uma das seguintes substâncias ativas é tomada, por exemplo: Fenilbutazona, azapropazona e oxifenbutazona; Insulina e outros produtos orais antidiabéticos; Metformina; Salicilatos e ácido p-amino salicílico; Esteróides anabolizantes e hormonas sexuais masculinas; Cloranfenicol; Claritromicina; Anticoagulantes cumarínicos; Disopiramida; Fenfluramina; Fibratos; Inibidores da ECA; Fluoxetina; Alopurinol; Simpatolíticos; Ciclo-, tro e ifosfamidas; Sulfinpirazona; Determinadas sulfonamidas de ação prolongada; tetraciclinas; Inibidores da MAO; Antibióticos que contêm quinolonas; Probenecida; Miconazol; Pentoxifilina (dose elevada, via parentérica); Tritoqualina; Fluconazol.

Vidarabina + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Os seguintes antibióticos tópicos podem ser combinados com vidarabina sem que sejam registradas reações adversas: gentamicina, eritromicina, cloranfenicol.

Clopidogrel + Ácido acetilsalicílico + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Outras terapêuticas concomitantes com clopidogrel: Uma vez que o clopidogrel é metabolizado no seu metabolito ativo em parte pelo CYP2C19, o uso de medicamentos que inibem a atividade desta enzima têm um resultado esperado de redução dos níveis do metabolito ativo do clopidogrel. A relevância clínica desta interação é incerta. Como precaução o uso concomitante de inibidores fortes ou moderados do CYP2C19 deve ser desencorajado. Os medicamentos que inibem o CYP2C19 incluem omeprazol e esomeprazol, fluvoxamina, fluoxetina, moclobemida, voriconazol, fluconazol, ticlopidina, ciprofloxacina, cimetidina, carbamazepina, oxcarbazepina e cloranfenicol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Fenilefrina + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Paracetamol aumenta os níveis plasmáticos do ácido acetilsalicílico e cloranfenicol. Apenas é possível a administração concomitante de curta duração com ácido acetilsalicílico porque existe o risco aumentado de ocorrer insuficiência renal semelhante à que é provocada por outros medicamentos anti-inflamatórios não esteróides.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Varfarina + Cloranfenicol

Observações: n.d.
Interações: Os compostos que reconhecidamente potenciam a acção da varfarina ou que habitualmente são referidos como exercendo esse efeito são: Ácido etacrínico, ácido mefenâmico, ácido tielínico, álcool (ingestão aguda), alopurinol, amiodarona, Ácido Acetilsalicílico, azapropazona, cefamandol, ciprofloxacina, claritromicina, cloranfenicol, cimetidina, clofibrato, cotrimoxazol, danazol, dextropropoxifeno, dipiramidol, dissulfiram, eritromicina, estanozolol, etiloestrenol, fenilbutazona, fibratos, fluconazol, glucagão, halofenato, hormonas tiroideias, cetoconazol, latamofex, meclofenamato de sódio, metronidazol, miconazol, noretandrolona, omeprazol, oxifenbutazona, oximetolona, paracetamol, piroxicam, propafenona, quetoquenazol, quinidina, quinina, sinvastatina, ISRS antidepressivos, sulfinpirazona, sulfonamidas, sulindac, tetraciclina, valproato, vitamina E.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Fenilefrina + Guaifenesina + Cloranfenicol

Observações: n.d.
Interações: PARACETAMOL: A semi-vida do cloranfenicol pode ser prolongada pelo paracetamol. No entanto, o cloranfenicol tópico pode ser utilizado concomitantemente quando usado no tratamento de infeções oculares.

Zalcitabina + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Fármacos com potencial para causar neuropatia periférica: Zalcitabina deve ser utilizado com cuidado nos doentes a receber outros medicamentos com potencial para causar neuropatia periférica. Os fármacos que têm sido associados à ocorrência de neuropatia periférica incluem os análogos dos nucleósidos anti-retrovíricos, cloranfenicol, cisplatina, dapsona, dissulfiram, etionamida, glutetimida, ouro, hidralazina, iodoquinol, isoniazida, metronidazol, nitrofurantoína, fenitoína, ribavirina e vincristina. Fármacos como a anfotericina, o foscarnet e os aminoglicosidos podem aumentar o risco de desenvolvimento de neuropatia periférica ou outros efeitos adversos associados ao Zalcitabina, por interferência com a clearance renal da zalcitabina (o que aumenta a exposição sistémica). Os doentes para quem é necessário utilizar um destes fármacos com Zalcitabina, devem ser sujeitos a monitorização clínica e laboratorial frequente, com ajuste da dose se se detectar alguma alteração significativa na função renal.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Butilescopolamina + Paracetamol + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: A terapêutica simultânea com cloranfenicol pode aumentar a semi-vida deste, com aumento do risco de toxicidade.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Primidona + Cloranfenicol

Observações: Tanto a primidona como o seu principal metabolito, o fenobarbital, induzem a actividade enzimática hepática, principalmente o sistema enzimático CYP4503A4. Isto pode provocar alterações na farmacocinética de fármacos administrados simultaneamente.
Interações: Os fármacos cujo metabolismo possa ser aumentado e levar a uma diminuição da concentração plasmática e/ou diminuição do tempo de semi-vida, devido a uma terapêutica concomitante são: Androgéneos, beta-antagonistas, carbamazepina, ciclosporina, clonazepam, cloranfenicol, corticosteróides/glucocorticóides, ciclofosfamida, dicumarinas, digitoxina, doxiciclina, etosuxamida, etoposido, felbamato, granissetrom, lamotrigina, losartan, metadona, metronidazol, mianserina, Montelucaste, nelfinavir, nimodipina, contracetivos orais, oxcarbazepina, fentoína, quinidina, rocurónio, valproato de sódio, tiagabina, teofilinas, topiramato, antidepressores tricíclicos, vecurónio, varfarina e zonisamida. Os seguintes fármacos inibem o sitema enzimático CYP 450 3A4 e podem originar um aumento das concentrações plasmáticas da primidona e do seu metabolito fenobarbital, quando administrados concomitantemente: - Cloranfenicol, - Felbamato, - Nelfinavir, - Metrodinazol, - Valproato de sódio.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tolazamida + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Inibidores da enzima conversora da angiotensina (por exemplo, enalapril), anticoagulantes (por exemplo, varfarina), antifúngicos azóis (por exemplo, miconazol, cetoconazol), cloranfenicol, clofibrato, fenfluramina, insulina, inibidores da monoamina oxidase (por exemplo, fenelzina) (Por exemplo, ibuprofeno), fenilbutazona, probenecida, antibióticos quinolona (por exemplo, ciprofloxacina), salicilatos (por exemplo, aspirina) ou sulfonamidas (por exemplo, sulfametoxazol) porque o risco de baixo nível de açúcar no sangue pode ser aumentado.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloranfenicol + Anticoagulantes orais (Derivados da Cumarina)

Observações: O cloranfenicol é metabolizado no fígado e, como tal, pode interagir com os fármacos metabolizados pelas enzimas microssomais hepáticas.
Interações: O cloranfenicol potencia o efeito dos anticoagulantes cumarínicos como o dicumarol e varfarina sódica, de alguns agentes hipoglicemiantes como a clorpropamida e tolbutamida.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloranfenicol + Dicumarol

Observações: O cloranfenicol é metabolizado no fígado e, como tal, pode interagir com os fármacos metabolizados pelas enzimas microssomais hepáticas.
Interações: O cloranfenicol potencia o efeito dos anticoagulantes cumarínicos como o dicumarol e varfarina sódica, de alguns agentes hipoglicemiantes como a clorpropamida e tolbutamida.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloranfenicol + Varfarina

Observações: O cloranfenicol é metabolizado no fígado e, como tal, pode interagir com os fármacos metabolizados pelas enzimas microssomais hepáticas.
Interações: O cloranfenicol potencia o efeito dos anticoagulantes cumarínicos como o dicumarol e varfarina sódica, de alguns agentes hipoglicemiantes como a clorpropamida e tolbutamida.

Ácido acetilsalicílico + Paracetamol + Ácido ascórbico + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea de paracetamol e cloranfenicol, pode atrasar marcadamente a excreção do cloranfenicol, aumentando as duas concentrações plasmáticas e causando um aumento do risco da toxicidade.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloranfenicol + Hipoglicemiantes

Observações: O cloranfenicol é metabolizado no fígado e, como tal, pode interagir com os fármacos metabolizados pelas enzimas microssomais hepáticas.
Interações: O cloranfenicol potencia o efeito dos anticoagulantes cumarínicos como o dicumarol e varfarina sódica, de alguns agentes hipoglicemiantes como a clorpropamida e tolbutamida.

Epirrubicina + Cloranfenicol

Observações: A Epirrubicina é principalmente utilizada em associação com outros agentes anticancerígenos. Pode ocorrer toxicidade aditiva, especialmente no que respeita a efeitos sobre a medula óssea/hematológicos e gastrointestinais. A Epirrubicina é extensamente metabolizada pelo fígado. As alterações da função hepática induzidas por terapêuticas concomitantes podem afectar o metabolismo, farmacocinética, eficácia terapêutica e/ou toxicidade da Epirrubicina.
Interações: É necessário estar ciente da possibilidade de perturbação marcada da hematopoiese com o tratamento prévio ou concomitante com medicamentos que afectam a medula óssea (isto é, citostásticos, sulfonamida, cloranfenicol, difenilhidantoína, derivados do amidopireno e anti-retrovirais).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloranfenicol + Clorpropamida

Observações: O cloranfenicol é metabolizado no fígado e, como tal, pode interagir com os fármacos metabolizados pelas enzimas microssomais hepáticas.
Interações: O cloranfenicol potencia o efeito dos anticoagulantes cumarínicos como o dicumarol e varfarina sódica, de alguns agentes hipoglicemiantes como a clorpropamida e tolbutamida.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloranfenicol + Tolbutamida

Observações: O cloranfenicol é metabolizado no fígado e, como tal, pode interagir com os fármacos metabolizados pelas enzimas microssomais hepáticas.
Interações: O cloranfenicol potencia o efeito dos anticoagulantes cumarínicos como o dicumarol e varfarina sódica, de alguns agentes hipoglicemiantes como a clorpropamida e tolbutamida.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fenitoína + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Fármacos que podem aumentar os níveis séricos de fenitoína incluem: cloranfenicol, sulfonamidas, dicumarol, disulfiram, isoniazida, cimetidina, sultiamo, fenilbutazona, tolbutamida, salicilatos, clordiazepóxido, fenotiazinas, diazepam e alcoolismo agudo.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloranfenicol + Ferro

Observações: O cloranfenicol é metabolizado no fígado e, como tal, pode interagir com os fármacos metabolizados pelas enzimas microssomais hepáticas.
Interações: Pode diminuir os efeitos do ferro e vitamina B12 em pacientes anémicos, reduzir a eficácia dos contracetivos orais e reduzir a metabolização da ciclofosfamida à sua forma activa.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fosfato tricálcico + Colecalciferol + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Os diuréticos tiazídicos, pelo contrário, podem reduzir a excreção urinária do cálcio e alguns antibióticos, como penicilina, neomicina e cloranfenicol, podem incrementar a sua absorção.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloranfenicol + Cianocobalamina (Cobalamina, Vitamina B12)

Observações: O cloranfenicol é metabolizado no fígado e, como tal, pode interagir com os fármacos metabolizados pelas enzimas microssomais hepáticas.
Interações: Pode diminuir os efeitos do ferro e vitamina B12 em pacientes anémicos, reduzir a eficácia dos contracetivos orais e reduzir a metabolização da ciclofosfamida à sua forma activa.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloranfenicol + Contracetivos orais

Observações: O cloranfenicol é metabolizado no fígado e, como tal, pode interagir com os fármacos metabolizados pelas enzimas microssomais hepáticas.
Interações: Pode diminuir os efeitos do ferro e vitamina B12 em pacientes anémicos, reduzir a eficácia dos contracetivos orais e reduzir a metabolização da ciclofosfamida à sua forma activa.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloranfenicol + Ciclofosfamida

Observações: O cloranfenicol é metabolizado no fígado e, como tal, pode interagir com os fármacos metabolizados pelas enzimas microssomais hepáticas.
Interações: Pode diminuir os efeitos do ferro e vitamina B12 em pacientes anémicos, reduzir a eficácia dos contracetivos orais e reduzir a metabolização da ciclofosfamida à sua forma activa.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Cloranfenicol + Fenobarbital

Observações: O cloranfenicol é metabolizado no fígado e, como tal, pode interagir com os fármacos metabolizados pelas enzimas microssomais hepáticas.
Interações: A semi-vida e concentrações plasmáticas do cloranfenicol podem ser afectadas pela fenobarbitona ou rifampicina.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Cloranfenicol + Rifampicina

Observações: O cloranfenicol é metabolizado no fígado e, como tal, pode interagir com os fármacos metabolizados pelas enzimas microssomais hepáticas.
Interações: A semi-vida e concentrações plasmáticas do cloranfenicol podem ser afectadas pela fenobarbitona ou rifampicina.

Cloranfenicol + Fenitoína

Observações: O cloranfenicol é metabolizado no fígado e, como tal, pode interagir com os fármacos metabolizados pelas enzimas microssomais hepáticas.
Interações: Quando administrado conjuntamente com a fenitoína podem ser atingidas concentrações muito elevadas, potencialmente tóxicas de cloranfenicol, pelo que esta associação deve ser evitada.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloranfenicol + Cimetidina

Observações: O cloranfenicol é metabolizado no fígado e, como tal, pode interagir com os fármacos metabolizados pelas enzimas microssomais hepáticas.
Interações: Quando o cloranfenicol é administrado simultaneamente com cimetidina os efeitos são aditivos e sinergéticos.

Rifampicina + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: A rifampicina tem propriedades indutoras de enzimas hepáticas e pode acelerar a metabolização e, portanto, reduzir a actividade de vários fármacos, tais como: Antiepilépticos, anticoagulantes orais, antiestrogéneos, antipsicóticos, antifúngicos, anti-retrovirais, barbitúricos, benzodiazepinas, bloqueadores da entrada de cálcio, cloranfenicol, claritromicina, clorofibrato, beta-bloqueantes, corticosteróides, agentes imunomoduladores (ciclosporina), digitálicos, antiarrítmicos (quinidina), contracetivos, hipoglicemiantes orais, dapsona, doxiciclina, estrogéneos, fluoroquinolonas, gestrinona, levotiroxina, irinotecano, metadona, praziquantel, progestina, riluzol, antagonistas do receptores 5-HT3, estatinas metabolizadas pelo CYP3A4, telitromicina, teofilina, tiazoledinedionas, losartan, antidepressivos triciclicos enarcóticos analgésicos. Pode tornar-se necessário ajustar a dosagem destes fármacos, no início e no fim do tratamento com rifampicina.

Guanfacina + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: Inibidores das CYP3A4 e CYP3A5: Devem tomar-se precauções quando Guanfacina é administrado a doentes que estão a tomar cetoconazol e outros inibidores moderados e potentes das CYP3A4/5, sendo proposta uma diminuição da dose de Guanfacina no intervalo de doses recomendado. A coadministração de Guanfacina com inibidores moderados e potentes das CYP3A4/5 eleva as concentrações plasmáticas de guanfacina e aumenta o risco de reações adversas como hipotensão, bradicardia e sedação. Verificou-se um aumento considerável da taxa e extensão da exposição da guanfacina quando administrada com cetoconazol; as concentrações plasmáticas máximas (Cmax) e a exposição (AUC) da guanfacina aumentaram respetivamente 2 e 3 vezes. Outros inibidores das CYP3A4/5 podem ter um efeito comparável; ver a seguir para uma lista de exemplos de inibidores moderados e potentes das CYP3A4/5, embora esta lista não seja definitiva. Inibidores moderados das CYP3A4/5: Aprepitant, Atazanavir, Ciprofloxacina, Crizotinib, Diltiazem, Eritromicina, Fluconazol, Fosamprenavir, Imatinib, Verapamil, Sumo de toranja. Inibidores potentes das CYP3A4/5: Boceprevir, Cloranfenicol, Claritromicina, Indinavir, Itraconazol, Cetoconazol, Posaconazol, Ritonavir, Saquinavir, Telaprevir, Telitromicina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metotrexato + Cloranfenicol

Observações: N.D.
Interações: O Metotrexato está ligado em parte à albumina sérica após a absorção, e a toxicidade pode ser aumentada devido ao deslocamento por certos fármacos tais como: Salicilatos, sulfonamidas, diuréticos, hipoglicemiantes, difenil-hidantoínas, tetraciclinas, Cloranfenicol e Ácido p-aminobenzóico, agentes anti-inflamatórios acídicos, originando condições para uma potenciação da toxicidade quando usados concomitantemente.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Glimepirida + Rosiglitazona + Cloranfenicol

Observações: Não existem estudos formais de interacção para este medicamento, no entanto o uso concomitante das substâncias activas em doentes em estudos clínicos e na sua vasta utilização clínica não originou interações inesperadas. Anformação disponível é acerca das substâncias activas individualmente (rosiglitazona e glimepirida).
Interações: GLIMEPIRIDA: Com base na experiência com glimepirida e outras sulfonilureias, deverão ser mencionadas as seguintes interações. Potenciação do efeito de redução de glucose no sangue, pelo que em alguns casos poderá ocorrer hipoglicemia quando um dos seguintes fármacos é administrado, por exemplo: Fenilbutazona, azapropazona e oxifenbutazona, sulfinpirazona, insulina e medicamentos antidiabéticos, algumas sulfamidas de longa duração, metformina, tetraciclinas, salicilatos e ácido p-amino-salicílico, inibidores da MAO, esteróides anabolizantes e hormonas masculinas, antibióticos quinolonas, cloranfenicol, probenecide, anticoagulantes cumarínicos, miconazol, fenfluramina, pentoxifilina (dose parentérica elevada), fibratos, tritoqualina, inibidores da ECA, fluconazol, fluoxetina, alopurinol, simpaticolíticos, ciclo-, tro- e ifosfamidas.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.

O Cloranfenicol não é recomendado durante a gravidez, particularmente durante o 3º trimestre da gravidez e em mulheres com potencial para engravidar que não utilizam métodos contraceptivos.

O Cloranfenicol não deve ser utilizado durante a amamentação.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017