Ciprofloxacina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução Uso Hospitalar DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
A Ciprofloxacina é um (antibiótico) do grupo das quinolonas. Devido a sua toxicidade, com largo histórico de efeitos adversos debilitantes, é apropriada somente quando antibióticos melhores tolerados tiverem sido inefetivos para curar a infeção.

A Ciprofloxacina ainda é indicada em casos em que os benefícios superem os riscos, visto em condições como fibrose cística e carbúnculo.
Usos comuns
A Ciprofloxacina é um antibiótico pertencente à família das fluoroquinolonas.

A Ciprofloxacina atua matando as batérias que causam infeções. Apenas funciona com tipos específicos de batérias.

Adultos
A Ciprofloxacina é utilizada em adultos para o tratamento das seguintes infeções baterianas:
– infeções do trato respiratório
– infeções do ouvido ou sinusais, de longa duração ou recorrentes
– infeções do trato urinário
– infeções dos testículos
– infeções dos órgãos genitais da mulher
– infeções do trato gastrointestinal e infeções intra-abdominais
– infeções da pele e dos tecidos moles
– infeções dos ossos e das articulações
– no tratamento de infeções em doentes com uma contagem de glóbulos brancos
muito baixa (neutropenia)
– na prevenção de infeções em doentes com uma contagem de glóbulos brancos
muito baixa (neutropenia)
– na prevenção das infeções devidas à batéria Neisseria meningitidis exposição a antraz por inalação.

Se tiver uma infecção grave ou que seja causada por mais do que um tipo de batéria, pode ser-lhe administrado um antibiótico adicional para além da Ciprofloxacina.

Crianças e adolescentes
A Ciprofloxacina é utilizada em crianças e adolescentes, sob supervisão de um médico especialista, para o tratamento das seguintes infeções baterianas:
– infeções pulmonares e brônquicas em crianças e adolescentes com fibrose quística
– infeções complicadas do trato urinário, incluindo infeções que tenham atingido os rins (pielonefrite) exposição a antraz por inalação.

A Ciprofloxacina também poderá ser utilizada no tratamento de outras infeções graves específicas em crianças e adolescentes, quando o seu médico o considerar necessário.
Tipo
pequena molécula
História
A história da patente para a Ciprofloxacina faz referência a uma patente europeia de 1982 (número 0.049.355), bem como uma patente alemã de 21 de Janeiro de 1986.

A Bayer introduziu a Ciprofloxacina em 1987, tendo sido mais tarde aprovada pela FDA em 22 de outubro de 1987 para o utilização nos EUA, para tratamento de infeções bacterianas específicas.

Em 1991 foi introduzida a formulação intravenosa. Nos EUA, a patente permanece atualmente nas mãos da Bayer sua cessionária.

De acordo com a história de patentes, nos Estados Unidos, a patente foi pedida em janeiro de 1986 mas só em 1996 foi aprovada.

Em 2004, a Ciprofloxacina e levofloxacina juntas, geraram 65% das receitas globais do grupo na classe das fluoroquinolonas. A Ciprofloxacina tem sido um fármaco altamente bem sucedido para a Bayer AG, gerando bilhões de dólares em receitas.

As vendas de Ciprofloxacina aumentaram drasticamente depois da crise de 2001 com o susto provocado pelo antraz.
Indicações
Os comprimidos revestidos por película de Ciprofloxacina estão indicados para o tratamento das seguintes infeções.

Deve ser dada especial atenção à informação disponível sobre resistência à Ciprofloxacina antes de iniciar a terapia. Devem ser consideradas as orientações oficiais quanto ao uso adequado de agentes antibacterianos.

Adultos
Infeções do trato respiratório inferior devidas a bactérias Gram-negativas
– exacerbações de doença pulmonar obstrutiva crónica
– infeções bronco-pulmonares na fibrose quística ou na bronquiectasia
– pneumonia

Otite média supurativa crónica
Exacerbação aguda de sinusite crónica especialmente se for causada por bactérias
Gram-negativo.

Infeções do trato urinário
Uretrite gonocócica e cervicite
Orqui-epididimite incluindo casos devidos a Neisseria gonorrhoeae
Doença inflamatória pélvica incluindo casos devidos a Neisseria gonorrhoeae.

Quando se suspeite ou saiba que as infeções do trato genital supramencionadas são devidas a Neisseria gonorrhoeae, é particularmente importante obter informação local sobre a prevalência de resistência à Ciprofloxacina e confirmar a sensibilidade com base em análises laboratoriais.

Infeções do trato gastrointestinal (ex. diarreia do viajante)
Infeções intra-abdominais
Infeções da pele e tecidos moles causadas por bactérias Gram-negativas
Otite externa maligna
Infeções dos ossos e articulações
Tratamento de infeções em doentes neutropénicos
Profilaxia de infeções em doentes neutropénicos
Profilaxia de infeções invasivas por Neisseria meningitidis
Antraz por inalação (profilaxia pós-exposição e tratamento curativo)

Crianças e adolescentes
Infeções bronco-pulmonares na fibrose quística causadas por Pseudomonas aeruginosa
Infeções complicadas do trato urinário e pielonefrite
Antraz por inalação (profilaxia pós-exposição e tratamento curativo)

A Ciprofloxacina também pode ser utilizada no tratamento de infeções graves em crianças e adolescentes, quando tal se considerar necessário.

O tratamento deve ser iniciado apenas por médicos com experiência no tratamento de fibrose quística e/ou infeções graves em crianças e adolescentes.
Classificação CFT
01.01.10     Quinolonas 15.01.01     Antibacterianos
Mecanismo De Ação
Como agente antibacteriano do tipo fluoroquinolona, a ação bactericida da Ciprofloxacina resulta da inibição de ambas as topoisomerase tipo II (ADN-girase) e topoisomerase IV, as quais são necessárias para a replicação, transcrição, reparação e recombinação do ADN bacteriano.
Posologia Orientativa
Infeções do trato respiratório inferior: 500 mg, duas vezes ao dia até 750 mg duas vezes ao dia durante 7 a 14 dias.

Infeções do trato respiratório superior:
Exacerbação aguda de sinusite crónica: 500 mg, duas vezes ao dia até 750 mg duas vezes ao dia durante 7 a 14 dias.

Otite média supurativa crónica: 500 mg, duas vezes ao dia até 750 mg duas vezes ao dia durante 7 a 14 dias.

Otite externa maligna: 750 mg duas vezes ao dia durante 28 dias até 3 meses.

Infeções do trato urinário:
Cistite não complicada: 250 mg duas vezes ao dia até 500 mg, duas vezes ao dia durante 3 dias.

Nas mulheres pré-menopáusicas pode ser usada uma dose única de 500 mg.

Cistite complicada, Pielonefrite não complicada: 500 mg, duas vezes ao dia durante 7 dias.

Pielonefrite complicada: 500 mg, duas vezes ao dia até 750 mg duas vezes ao dia: pelo menos 10 dias, podendo ser continuado para além de 21 dias em algumas circunstâncias específicas (tais como abcessos).

Prostatite: 500 mg, duas vezes ao dia até 750 mg duas vezes ao dia 2 a 4 semanas (aguda) até 4 a 6 semanas (crónica).

Infeções do trato genital:
Uretrite gonocócica e cervite: 500 mg como uma dose única durante 1 dia (dose única).

Orqui-epididimite e doenças inflamatórias pélvicas: 500 mg, duas vezes ao dia até 750 mg, duas vezes ao dia durante pelo menos 14 dias.

Infeções do trato gastrointestinal e infeções intra-abdominais:
Diarreia causada por agentes patogénicos bacterianos incluindo Shigella spp que não Shigella dysenteriae tipo 1 e tratamento empírico da diarreia grave do viajante: 500 mg, duas vezes ao dia durante 1 dia.

Diarreia causada por Shigella dysenteriae tipo 1: 500 mg, duas vezes ao dia durante 5 dias.

Diarreia causada por Vibrio cholerae: 500 mg, duas vezes ao dia durante 3 dias.

Febre tifóide: 500 mg, duas vezes ao dia durante 7 dias.

Infeções intra-abdominais por bactérias Gram-negativas: 500 mg, duas vezes ao dia até 750 mg, duas vezes ao dia durante 5 a 14 dias.

Infeções da pele e tecidos moles: 500 mg, duas vezes ao dia até 750 mg, duas vezes ao dia durante 7 a 14 dias.

Infeções ósseas e articulares: 500 mg, duas vezes ao dia até 750 mg duas vezes ao dia: máx. de 3 meses.

Tratamento de infeções ou profilaxia de infeções em doentes neutropénicos.

A Ciprofloxacina deve ser co-administrada com agente(s) antibacteriano(s) adequado(s) de acordo com as orientações oficiais: 500 mg, duas vezes ao dia até 750 mg duas vezes ao dia: A terapia deve ser continuada durante todo o período de neutropenia.

Profilaxia de infeções invasivas por Neisseria meningitidis: 500 mg, como uma dose única durante 1 dia (dose única).

Profilaxia e tratamento curativo de pós-exposição de antraz por inalação para pessoas aptas a receber o tratamento por via oral quando clinicamente apropriado.

A administração do fármaco deve ser iniciada tão cedo quanto o possível após a suspeita ou confirmação da exposição: 500 mg, duas vezes ao dia durante 60 dias desde a confirmação da exposição ao Bacillus anthracis.

Crianças e adolescentes
Fibrose quística: administrar 20 mg/Kg peso corporal duas vezes ao dia com um máximo de 750 mg por dose, durante 10 a 14 dias.

Infeções complicadas do trato urinário e pielonefrite: 10 mg/Kg peso corporal duas vezes ao dia até 20 mg/Kg peso corporal duas vezes ao dia com um máximo de 750 mg por dose, durante 10 a 21 dias.

Profilaxia e tratamento curativo de pós-exposição de antraz por inalação, para pessoas aptas a receber o tratamento por via oral quando clinicamente apropriado.

A administração do medicamento deve ser iniciada tão cedo quanto o possível após suspeita ou confirmação de exposição: 10 mg/Kg peso corporal duas vezes ao dia até 15 mg/Kg peso corporal duas vezes ao dia com um máximo de 500 mg por dose durante 60 dias desde a confirmação da exposição ao Bacillus anthracis.

Outras infeções graves: 20 mg/Kg peso corporal duas vezes ao dia com um máximo de 750 mg por dose: De acordo com o tipo de infeção.
Administração
O tratamento dura normalmente de 5 a 21 dias, mas pode demorar mais para infeções graves.

Engula os comprimidos com bastantes líquidos. Não mastigar os comprimidos porque não sabem bem. Podem ser tomados independentemente da hora das refeições.
Se forem tomados com o estômago vazio, a substância ativa é absorvida mais rapidamente.

Tente tomar os comprimidos por volta da mesma hora todos os dias. O tratamento IV deve ser seguido da via oral tão cedo quanto o possível.

A Ciprofloxacina IV deve ser inspecionada visualmente antes da utilização.
Não deve ser utilizada se estiver turva. A solução apenas deve ser utilizada se a mesma se encontrar límpida e livre de partículas.

A Ciprofloxacina deve ser administrada por perfusão intravenosa.
Para as crianças, a duração da perfusão é de 60 minutos.
Contraindicações
Hipersensibilidade à substância ativa, ou a outras quinolonas.
Administração concomitante de Ciprofloxacina e tizanidina.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Efeitos secundários frequentes (entre 1 e 10 em cada 100 pessoas podem provavelmente vir a ter):
– náusea, diarreia
– dores articulares nas crianças

Efeitos secundários pouco frequentes (entre 1 e 10 em cada 1.000 pessoas podem provavelmente vir a ter):
– superinfeções por fungos
– uma elevada concentração de eosinófilos, um tipo de glóbulos brancos perda de apetite (anorexia)
– hiperactividade ou agitação
– dor de cabeça, tonturas, problemas de sono, ou alterações do paladar
– vómitos, dor abdominal, problemas digestivos tais como mal-estar gástrico (indigestão/azia), ou gases
– quantidades aumentadas de certas substâncias no sangue (transaminases e/ou bilirrubina)
– erupção cutânea, comichão, ou urticária
– dores articulares nos adultos
– função renal fraca
– dores nos músculos ou ossos, sensação de mal-estar (astenia), ou febre
– aumento da fosfatase alcalina no sangue (uma certa substância no sangue)

Efeitos secundários raros (entre 1 e 10 em cada 10.000 pessoas podem provavelmente vir a ter):
– inflamação do intestino (colite) associada ao uso de antibióticos (pode ser fatal em casos muito raros)
– alterações na contagem de células sanguíneas (leucopenia, leucocitose, neutropenia, anemia), quantidades aumentadas ou reduzidas de um factor de coagulação sanguíneo (trombocitos)
– reação alérgica, inchaço (edema), ou inchaço rápido da pele e membranas mucosas (angioedema)
– açúcar no sangue aumentado (hiperglicemia)
– confusão, desorientação, reações de ansiedade, sonhos estranhos, depressão ou alucinações
– picadas, sensibilidade anormal a estímulos dos sentidos, sensibilidade cutânea diminuída, tremor, convulsões, ou vertigens problemas de visão
– zumbidos, perda de audição, audição comprometida
– ritmo cardíaco rápido (taquicardia)
– expansão dos vasos sanguíneos (vasodilatação), baixa pressão sanguínea, ou desfalecimento
– dificuldade em respirar, incluindo sintomas de asma
– problemas de fígado, icterícia (icterícia colestática), ou hepatite
– sensibilidade à luz
– dor muscular, inflamação das articulações, aumento do tónus muscular, ou cãibras
– falência dos rins, sangue ou cristais na urina
– inflamação do tracto urinário
– retenção de líquidos ou sudação excessiva
– níveis anormais de um factor da coagulação (protrombina) ou níveis aumentados da enzima amilase

Efeitos secundários muito raros (menos de 1 em cada 10.000 pessoas podem
provavelmente vir a ter):
– um tipo especial de redução da contagem de glóbulos vermelhos (anemia hemolítica); – uma redução perigosa de um tipo de glóbulos brancos (agranulocitose);
– uma redução do número de glóbulos vermelhos e brancos e de plaquetas (pancitopenia) que pode ser fatal; e depressão da medula óssea que também pode ser fatal
– reações alérgicas graves (reação anafiláctica ou choque anafiláctico, que pode ser fatal – doença do soro)
– perturbações mentais (reações psicóticas)
– enxaqueca, coordenação perturbada, andar cambaleante (perturbações da marcha), perturbação dos sentidos; sensibilidade olfactiva (perturbações do olfacto); pressão no cérebro (pressão intracraniana)
– distorção visual das cores
– inflamação da parede dos vasos sanguíneos (vasculite)
– pancreatite
– morte de células do fígado (necrose hepática) conduzindo, muito raramente, a falência do fígado que pode pôr a vida em perigo
– pequenas hemorragias sob a pele, como cabeças de alfinete (petéquias); várias erupções cutâneas ou exantema (por exemplo, síndrome de Stevens-Johnson potencialmente fatal ou necrólise epidérmica tóxica)
– fraqueza muscular, inflamação dos tendões, ruptura dos tendões - especialmente do tendão grande na parte de trás do tornozelo (tendão de Aquiles); agravamento dos sintomas de miastenia gravis Frequência desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)
– problemas associados com o sistema nervoso tais como dor, queimadura, formigueiro, entorpecimento e/ou fraqueza nas extremidades.
– anomalias graves do ritmo cardíaco, batimento cardíaco irregular (Torsades de Pointes).
Advertências
Gravidez
Gravidez:Durante a gestação não parece estar associada a malformações congénitas graves; os dados disponíveis em animais levam a contra-indicá-la durante a gravidez, em especial no 1º trimestre, até porque existem alternativas mais seguras. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados (evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco, para alguns autores). Trimestre: 1º
Aleitamento
Aleitamento:Concentrações reduzidas no leite, mas o produtor recomenda evitar.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Ver Quinolonas.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Reduzir dose em 25 a 50% na IR moderada a grave.
Conducao
Conducao:Devido aos seus efeitos neurológicos, a Ciprofloxacina pode afectar os tempos de reação. Assim, a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas pode ficar comprometida.
Precauções Gerais
Infeções graves e infeções mistas com agentes patogénicos Gram-positivos e anaeróbicos
A Ciprofloxacina em monoterapia não é adequada para tratamento de infeções graves e infeções que possam ser devidas a agentes patogénicos Gram-positivos ou anaeróbicos.
Nessas infeções, a Ciprofloxacina tem de ser co-administrada com outros agentes antibaterianos apropriados.

Infeções estreptocócicas (incluindo Streptococcus pneumoniae)
Não se recomenda a Ciprofloxacina para o tratamento de infeções estreptocócicas devidas a eficácia inadequada.

Infeções do trato genital
Orqui-epididimite e doenças inflamatórias pélvicas podem ser causadas por Neisseria gonorrhoeae resistente a fluoroquinolonas.
A Ciprofloxacina deve ser co-administrada com outro agente antibateriano apropriado, a não ser que se possa excluir a Neisseria gonorrhoeae resistente a Ciprofloxacina.
Se não ocorrer melhoria clínica após 3 dias de tratamento, a terapêutica deve ser reconsiderada.

Infeções intra-abdominais
Há dados limitados sobre a eficácia de Ciprofloxacina no tratamento de infeções intra-abdominais pós-cirúrgicas.

Diarreia do viajante
A escolha de Ciprofloxacina deve ter em linha de conta informação sobre resistência à Ciprofloxacina em agentes patogénicos relevantes, nos países visitados.

Infeções dos ossos e articulações
A Ciprofloxacina deve ser usada em combinação com outros agentes antimicrobianos, dependendo dos resultados da documentação microbiológica.

Antraz por inalação
A utilização no Homem é baseada nos dados de sensibilidade in-vitro e nos dados experimentais em animais conjuntamente com dados limitados em humanos.
Os clínicos devem seguir os documentos consensuais nacionais e/ou internacionais, referentes ao tratamento do antraz.

Crianças e adolescentes
A utilização de Ciprofloxacina em crianças e adolescentes deve seguir as orientações oficiais.
O tratamento com Ciprofloxacina apenas deve ser iniciado por médicos com experiência no tratamento de fibrose quística e/ou infeções graves em crianças e adolescentes.

Foi demonstrado que a Ciprofloxacina provoca artropatia nas articulações de suporte de peso em animais imaturos.
Dados de segurança de um estudo aleatório, duplamente cego, sobre o uso de Ciprofloxacina em crianças (Ciprofloxacina: n=335; idade média = 6,3 anos; comparadores: n=349, idade média = 6,2 anos; intervalo de idades = 1 a 17 anos) revelou, no Dia +42, uma incidência de artropatia suspeita de estar relacionada com o fármaco (diferenciada a partir de sinais e sintomas clínicos relacionados com as articulações) de 7,2% e 4,6%.
A incidência de artropatia relacionada com o fármaco após 1 ano de follow-up foi de 9,0% e 5,7%, respetivamente.
O aumento, ao longo do tempo, de casos de artropatia suspeita de estar relacionada com o fármaco não foi estatisticamente significativo entre os grupos.
O tratamento deve ser iniciado somente após uma criteriosa avaliação benefício/risco, devido a possíveis efeitos adversos associados às articulações e/ou tecidos adjacentes.

Infeções broncopulmonares na fibrose quística
Os ensaios clínicos incluíram crianças e adolescentes entre os 5-17 anos.
A experiência no tratamento de crianças entre 1 e 5 anos de idade é mais limitada.

Infeções complicadas do trato urinário e pielonefrite
Deve considerar-se o tratamento com Ciprofloxacina de infeções do trato urinário quando outros tratamentos não possam ser usados, e deve ser fundamentado em resultados da documentação microbiológica.

Os ensaios clínicos incluíram crianças e adolescentes entre os 1-17 anos.

Outras infeções graves específicas
Outras infeções graves de acordo com as orientações oficiais, ou após cuidadosa avaliação do benefício-risco quando outros tratamentos não possam ser usados, ou após falha da terapêutica convencional e quando a documentação microbiológica possa justificar a utilização de Ciprofloxacina.

A utilização de Ciprofloxacina para outras infeções graves específicas que não as supramencionadas não foi avaliada em ensaios clínicos e a experiência clínica é limitada.
Consequentemente, aconselha-se precaução no tratamento de doentes com estas infeções.

Hipersensibilidade
Podem ocorrer reações alérgicas ou de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia e reações anafilatóides, após uma dose única e podem ser ameaçadoras da vida.
Se tais reações ocorrerem, a Ciprofloxacina deve ser descontinuada e é requerido um tratamento médico adequado

Sistema Musculosquelético
A Ciprofloxacina não deve, de uma forma geral, ser utilizada em doentes com antecedentes de doença/alteração dos tendões relacionada com o tratamento com quinolonas.
Ainda assim, em circunstâncias muito raras, após documentação microbiológica do organismo causador e avaliação da relação risco/benefício, a Ciprofloxacina pode ser prescrita a estes doentes para o tratamento de determinadas infeções graves, particularmente no caso de falha da terapêutica padrão ou resistência bateriana, quando os dados microbiológicos possam justificar a utilização de Ciprofloxacina.

Pode ocorrer tendinite e ruptura dos tendões (especialmente do tendão de Aquiles), por vezes bilateral, com Ciprofloxacina, logo nas primeiras 48 horas de tratamento.
O risco de tendinopatia pode ser aumentado em doentes idosos ou em doentes sob terapia concomitante com corticosteróides.

Se surgir qualquer sinal de tendinite (ex.edema doloroso, inflamação), o tratamento com Ciprofloxacina deve ser interrompido.
Deve ter-se o cuidado de manter o membro afetado em repouso.

A Ciprofloxacina deve ser utilizada com precaução em doentes com miastenia gravis.
Fotossensibilidade
A Ciprofloxacina demonstrou causar reações de fotossensibilidade.
Os doentes a tomar Ciprofloxacina devem ser aconselhados a evitar a exposição direta à luz solar excessiva ou radiação UV durante o tratamento.

Sistema Nervoso Central
Sabe-se que as quinolonas desencadeiam convulsões ou diminuem o limiar das convulsões.
A Ciprofloxacina deve ser utilizada com precaução em doentes com perturbações do SNC que possam ter predisposição para convulsões.
Caso ocorram convulsões, a Ciprofloxacina deve ser interrompida.
Podem ocorrer reações psiquiátricas após a primeira administração de Ciprofloxacina.
Em casos raros, a depressão ou psicose podem progredir para comportamentos auto-destrutivos. Nestes casos, a Ciprofloxacina deve ser interrompida.

Foram relatados casos de polineuropatia (baseado em sintomas neurológicos tais como dor, queimadura, perturbações sensoriais ou fraqueza muscular, isolados ou em combinação) em doentes a receberem Ciprofloxacina.

A Ciprofloxacina deve ser descontinuada em doentes que experimentem sintomas de neuropatia, incluindo dor, queimadura, formigueiro, entorpecimento, e/ou fraqueza, de forma a prevenir o desenvolvimento de uma situação irreversível.
Perturbações cardíacas.
Uma vez que a Ciprofloxacina está associada com casos de prolongamento QT, deve exercer-se precaução aquando do tratamento de doentes em risco para arritmia torsades de pointes.

Sistema Gastrointestinal
A ocorrência de diarreia grave e persistente durante ou após o tratamento (incluindo várias semanas após o tratamento) pode indicar uma colite associada a antibióticos (com perigo de vida e possível desfecho fatal), requerendo tratamento imediato.
Em tais casos, a Ciprofloxacina deve ser imediatamente interrompida e iniciar-se uma terapêutica adequada.
Os medicamentos antiperistálticos estão contra-indicados nesta situação.

Sistemas renal e urinário
Foi notificada cristalúria relacionada com a utilização de Ciprofloxacina.
Os doentes a receberem Ciprofloxacina devem ser bem hidratados e deve-se evitar a excessiva alcalinidade da urina.

Sistema hepatobiliar
Foram notificados casos de necrose hepática e falência hepática com perigo de vida, com Ciprofloxacina.
Na eventualidade de quaisquer sinais e sintomas de doença hepática (tais como anorexia, iterícia, urina escura, prurido ou dor abdominal), o tratamento deve ser interrompido.

Deficiência em glucose-6-fosfato desidrogenase
Foram relatadas reações hemolíticas com Ciprofloxacina em doentes com deficiência em glucose-6-fosfato desidrogenase.
A utilização de Ciprofloxacina deve ser evitada nestes doentes a não ser que o potencial benefício seja superior ao possível risco.

Neste caso, a potencial ocorrência de hemólise deve ser monitorizada.

Resistência
Durante ou após o tratamento com Ciprofloxacina, as batérias que demonstram resistência à Ciprofloxacina podem ser isoladas, com ou sem uma superinfeção clinicamente aparente.
Pode existir um risco particular de seleccionar batérias resistentes à Ciprofloxacina durante tratamentos de longa duração e aquando do tratamento de infeções nosocomiais e/ou infeções causadas por espécies de Staphylococcus e Pseudomonas.

Citocromo P450
A Ciprofloxacina inibe o CYP1A2, pelo que pode aumentar as concentrações séricas de substâncias metabolizadas por esta enzima, administradas concomitantemente (ex.
teofilina, clozapina, ropinirol, tizanidina).
A co-administração de Ciprofloxacina e tizanidina está contra-indicada.
Assim, os doentes que estejam a tomar estas substâncias concomitantemente com Ciprofloxacina devem ser monitorizados de perto para deteção de sinais clínicos de sobredosagem, e pode ser necessário proceder à determinação das concentrações séricas (ex. de teofilina).

Metotrexato
A utilização concomitante de Ciprofloxacina com metotrexato não é recomendada

Interação com testes
A atividade in-vitro da Ciprofloxacina contra o Mycobaterium tuberculosis pode originar resultados laboratoriais bateriológicos falsos negativos em amostras de doentes correntemente a tomarem Ciprofloxacina.
Cuidados com a Dieta
Pode tomar os comprimidos à refeição ou entre refeições. O cálcio ingerido como parte da refeição não afeta gravemente a absorção.

No entanto, não tome os comprimidos de Ciprofloxacina com produtos lácteos, tais como leite ou iogurte ou com sumos de fruta com suplementos (ex. sumo de laranja com suplementos de cálcio).

Lembre-se de beber muitos líquidos enquanto estiver a tomar Ciprofloxacina.
Terapêutica Interrompida
Tome a dose normal assim que possível e depois continue tal como prescrito.
No entanto, se são quase horas da próxima toma, não tome a dose esquecida mas continue como habitualmente.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Assegure-se que termina o tratamento.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.
O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
Conservar na embalagem de origem do fabricante.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
A Ciprofloxacina é a quinolona com maior atividade, in vitro, contra bacilos Gram-negativos aeróbios.

A maioria das Enterobacteriaceae é sensível, assim como outros Gram–negativos, entre eles Haemophilus influenzae, Shigella sp., Salmonella sp., Brucella sp., Legionella sp., Neisseria sp., Moraxella sp., Campylobacter sp., Vibrio sp.e Aeromonas sp.

Ativa contra Pseudomonas aeruginosa, mas outras Pseudomonas são menos sensíveis.
No entanto, as taxas de resistência estão aumentando rapidamente, principalmente em enterobactérias e Pseudomonas sp. Staphylococcus aureus e Staphylococcus coagulase-negativos sensíveis à oxacilina geralmente são sensíveis.

Atividade moderada contra Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis e Chlamydia trachomatis.

Ativa contra Mycobacterium tuberculosis, Mycobacterium kansasii e Mycobacterium fortuitum.

Muito ativa contra Gardnerella vaginalis.

Pouco ativa contra Streptococcus em geral, Enterococcus sp., Chlamydia pneumoniae e Mycoplasma pneumoniae.

Pouca ou nenhuma atividade contra bactérias anaeróbias.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Licopeno + Ciprofloxacina

Observações: Licopeno interage com alguns agentes de quimioterapia do cancro, bem como com a ciprofloxacina e olestra.
Interações: N.D.

Ciprofloxacina + Alimentos/Bebidas (Soja, fitinas, fitatos, oxalatos, taninos, pectinas)

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros produtos na ciprofloxacina: Alimentos e Produtos Lácteos: O cálcio dietético, como parte integrante de uma refeição normal, não afecta significativamente a absorção. No entanto, a administração concomitante de apenas produtos lácteos ou bebidas suplementadas com minerais (ex. leite, iogurte, sumo de laranja suplementado com cálcio) com ciprofloxacina deve ser evitada, uma vez que a absorção da ciprofloxacina pode ser reduzida.
 Risco Moderado

Sucralfato + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Estudos em animais mostraram que a administração simultânea de sucralfato com tetraciclina, fenitoína, digoxina, cimetidina, ranitidina, ciprofloxacina, norfloxacina e teofilina originou uma redução estatisticamente significativa na biodisponibilidade destes agentes. O mecanismo destas interações é de natureza não sistémica, resultante da ligação do sucralfato ao fármaco administrado concomitantemente, no tracto gastrointestinal. A biodisponibilidade destes fármacos poderá ser restabelecida fazendo a sua administração duas horas antes da toma de Sucralfato.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Magaldrato + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Em particular, tem sido observada uma redução substancial da absorção de tetraciclinas e dos derivados da quinolona (ciprofloxacina, ofloxacina e norfloxacina) durante a utilização de antiácidos.

Tezacaftor + Ivacaftor + Ciprofloxacina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Medicamentos que afetam a farmacocinética de tezacaftor e de ivacaftor Ciprofloxacina A coadministração com ciprofloxacina não afetou a exposição ao ivacaftor ou ao tezacaftor. Não é necessário qualquer ajuste posológico ao coadministrar-se Tezacaftor/Ivacaftor com ciprofloxacina.

Loxapina + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Potencial para outros medicamentos afetarem a loxapina: Se possível, deve ser evitada a utilização con comitante de inibidores de CYP1A2 (por exemplo, fluvoxamina, ciprofloxacina, enoxacina, propranolol e refecoxib).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Letermovir + Ciprofloxacina

Observações: Informação geral sobre as diferenças na exposição entre os diferentes regimes de tratamento com letermovir - A exposição plasmática esperada de letermovir difere consoante o regime terapêutico utilizado. Desta forma, as consequências clínicas das interações medicamentosas do letermovir vão depender do regime de letermovir utilizado, e se o letermovir está ou não associado à ciclosporina. - A associação de ciclosporina e letermovir pode levar a efeitos potenciados ou adicionais dos medicamentos concomitantes quando comparado com letermovir isoladamente.
Interações: Medicamentos transportados pelo transportador renal OAT3 Os dados in vitro indicam que o letermovir é um inibidor do OAT3; assim sendo, o letermovir pode ser inibidor do OAT3 in vivo. As concentrações plasmáticas de medicamentos transportados pelo OAT3 podem estar aumentadas. - Exemplos de medicamentos transportados pelo OAT3 incluem ciprofloxacina, tenofovir, imipenem e cilastatina.

Venetoclax + Ciprofloxacina

Observações: Venetoclax é metabolizado predominantemente pelo CYP3A.
Interações: Agentes que podem aumentar as concentrações plasmáticas de venetoclax: Inibidores do CYP3A: No início e durante a fase de titulação da dose, deve ser evitada a utilização concomitante de venetoclax com inibidores moderados do CYP3A (p. ex. eritromicina, ciprofloxacina, diltiazem, fluconazol, verapamilo). Devem considerar-se tratamentos alternativos. Caso um inibidor moderado do CYP3A tenha que ser utilizado, as doses inicial e de titulação de venetoclax devem ser reduzidas em pelo menos 50%. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados em relação a sinais e sintomas de SLT. Nos doentes que completaram a fase de titulação da dose e estão a receber uma dose diária estável de venetoclax, a dose de venetoclax deve ser reduzida em 50% quando utilizada concomitantemente com inibidores moderados do CYP3A e em 75% quando utilizada concomitantemente com inibidores fortes do CYP3A. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados em relação a sinais de toxicidade e a dose poderá ter de ser ainda mais ajustada. A dose de venetoclax utilizada antes do início do inibidor do CYP3A deve ser retomada 2 a 3 dias após a descontinuação do inibidor.

Ácido acetilsalicílico + Paracetamol + Cafeína + Ciprofloxacina

Observações: Não existem interações de segurança relevantes entre o ácido acetilsalicílico e o paracetamol.
Interações: Cafeína e Antibióticos do tipo das quinolonas (ciprofloxacina, enoxacina e ácido pipemídico), terbinafina, cimetidina, fluvoxamina e contraceptivos orais: Aumento do tempo de semi-vida da cafeína devido à inibição da via do citocromo P-450. Assim, doentes com problemas do fígado, arritmias cardíacas ou epilepsia latente devem evitar tomar cafeína.

Ácido fólico + Ferro + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: O sulfato ferroso interfere com a absorção das quinolonas (ciprofloxacina, norfloxacina, ofloxacina) levando a diminuição das concentrações séricas e urinárias destes antibióticos. Portanto estes medicamentos devem ser tomados com um intervalo de 2 horas.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clozapina + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Substâncias inibidores do CYP1A2 (p.ex. Fluvoxamina, cafeína, ciprofloxacina): A utilização concomitante pode aumentar os níveis de clozapina. Potencial para aumentar os efeitos secundários. Deverá ser tida precaução após paragem na toma de medicamentos inibidores do CYP1A2 uma vez que irá ocorrer uma diminuição nos níveis de clozapina.

Tolvaptano + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Efeito de outros medicamentos na farmacocinética de tolvaptano: Inibidores do CYP3A: O uso concomitante de medicamentos que são inibidores moderados (por exemplo, amprenavir, aprepitante, atazanavir, ciprofloxacina, crizotinib, darunavir/ritonavir, diltiazem, eritromicina, fluconazol, fosamprenavir, imatinib, verapamil) ou fortes (por exemplo, itraconazol, cetoconazol, ritonavir, claritromicina) do CYP3A aumenta a exposição a tolvaptano. A coadministração de tolvaptano e cetoconazol resultou num aumento de 440% da área sob a curva da concentração-tempo (AUC) e num aumento de 248% da concentração plasmática máxima observada (C max ) para o tolvaptano. A coadministração de tolvaptano com sumo de toranja, um inibidor moderado a forte do CYP3A, produziu uma duplicação das concentrações máximas de tolvaptano (Cmax ). A redução da dose de tolvaptano é recomendada para os doentes enquanto estiverem a tomar inibidores moderados ou fortes do CYP3A. Os doentes a tomar inibidores moderados ou fortes do CYP3A têm de ser controlados com prudência, em particular se os inibidores forem tomados com frequência superior a uma vez por dia. Efeito de tolvaptano na farmacocinética de outros medicamentos: Substratos transportadores: Estudos in vitro indicam que tolvaptano é um substrato e inibidor competitivo da P-glicoproteína (P-gp). Estudos in vitro indicam que tolvaptano ou o seu metabolito oxobutírico podem ter o potencial para inibir os transportadores OATP1B1, OATP1B3, OAT3, BCRP e OCT1. As concentrações de digoxina no estado estacionário foram aumentadas (aumento de 1,3 vezes na concentração plasmática máxima observada [C max ] e aumento de 1,2 vezes na área sob a curva da concentração plasmática -tempo ao longo do intervalo de dosagem [AUC τ ]) quando esta foi coadministrada com doses múltiplas de 60 mg de tolvaptano uma vez por dia. Os doentes a tomarem digoxina ou outros substratos terapêuticos estreitos P -gp (por exemplo, dabigatrano) devem, por conseguinte, ser controlados com prudência e avaliados quanto a efeitos excessivos quando tratados com tolvaptano. As estatinas vulgarmente utilizadas no ensaio de referência de fase 3 de tolvaptano (por exemplo, rosuvastatina e pitavastatina) são substratos de OATP1B1 ou OATP1B3, no entanto não foi observada qualquer diferença no perfil de efeitos adversos (EA) durante o ensaio de referência de fase 3 de tolvaptan o na DPRAD. Se substratos de OATP1B1 e OATP1B3 (por exemplo, estatinas como a rosuvastatina e a pitavastatina), substratos de OAT3 (por exemplo, metotrexato, ciprofloxacina), substratos de BCRP (por exemplo, sulfassalazina) ou substratos de OCT1 (por exemplo, metformina) forem coadministrados com tolvaptano, os doentes devem ser controlados com prudência e avaliados quanto aos efeitos excessivos destes medicamentos.

Ruxolitinib + Ciprofloxacina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Ruxolitinib é eliminado através de metabolismo catalisado por CYP3A4 e CYP2C9. Assim, os medicamentos que inibem estas enzimas podem dar origem a um aumento da exposição a ruxolitinib.
Interações: Inibidores fracos a moderados da CYP3A4 (tais como, mas não limitados a, ciprofloxacina, eritromicina, ampreanevir, atazanavir, diltiazem, cimetidina). Em indivíduos saudáveis a administração concomitante de ruxolitinib (dose única 10 mg) com eritromicina 500 mg duas vezes por dia, durante quatro dias, resultou em Cmax e AUC de ruxolitinib superiores em 8% e 27%, respetivamente, face a ruxolitinib isoladamente. Não se recomenda ajuste posológico quando ruxolitinib é coadministrado com inibidores fracos a moderados da CYP3A4 (p. ex.eritromicina). Contudo, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados para identificação de citopenias aquando do início da terapêutica com um inibidor moderado da CYP3A4.

Ranelato de estrôncio + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Como os catiões bivalentes formam complexos com as tetraciclinas orais (por exemplo doxiciclina) e quinolonas (por exemplo ciprofloxacina) ao nível gastrointestinal reduzindo por isso a sua absorção, não é recomendado a administração simultânea de ranelato de estrôncio com estes medicamentos. Como medida de precaução, o tratamento com Ranelato de estrôncio deve ser suspenso durante o tratamento com tetraciclinas orais ou quinolonas.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Teofilina + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: A depuração da teofilina poderá ser retardada e/ou a sua concentração plasmática poderá ser aumentada – com risco acrescido de sobredosagem e efeitos adversos – em casos de administração simultânea das substâncias seguintes: - Contracetivos orais, - Antibióticos macrólidos (especialmente eritromicina e troleandomicina), - Quinolonas (inibidores da girase, especialmente ciprofloxacina, enoxacina e pefloxacina - Imipenem, especialmente efeitos secundários do SNC, tal como convulsões. - Isoniazida, - Tiabendazol, - Bloqueadores dos canais de cálcio (ex. verapamil ou diltiazem), - Propranolol, - Metilxantina, - Propafenona, - Ticlopidina, - Cimetidina, ranitidina, - Alopurinol, febuxostate, - Fluvoxamina, - Alfa-interferão e peginterferão alfa-2, - Zafirlucaste, - Vacinas da gripe, - Etintidina, - Idrocilamida e - Zileuton Nestes casos poderá ser necessária uma redução da dose. Quando a teofilina é administrada simultaneamente com a ciprofloxacina e com a enoxacina, a dose de teofilina deve ser reduzida para no máximo 60% e 30% da dose recomendada, respetivamente. Outras quinolonas (ex: peploxacina ou ácido pipemidico) podem também potenciar a ação de medicamentos contendo teofilina. Consequentemente, recomenda-se fortemente o controlo frequente das concentrações de teofilina durante a terapêutica concomitante com quinolonas.

Oxihidróxido sucroférrico + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Estudos in vitro com as seguintes substâncias ativas não revelaram qualquer interação significativa: cinacalcet, ciprofloxacina, clopidogrel, enalapril, hidroclorotiazida, metformina, metoprolol, nifedipina, pioglitazona e quinidina.

Aminofilina + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Durante a medicação com ciprofloxacina, a Aminofilina (Teofilina Etilenodiamina) não deve exceder 60% da dose normal, e durante a medicação com enoxacina, a Aminofilina (Teofilina Etilenodiamina) não deve exceder 30% da dose normal. O nível plasmático de Aminofilina (Teofilina Etilenodiamina) deve ser verificado frequentemente.

Bedaquilina + Ciprofloxacina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Inibidores do CYP3A4: A exposição da bedaquilina pode ser aumentada durante a administração concomitante com inibidores do CYP3A4. A administração concomitante a curto prazo de bedaquilina e cetoconazol (potente inibidor do CYP3A) em indivíduos saudáveis aumentou a exposição (AUC) da bedaquilina em 22% [IC90% (12; 32)]. Pode ser observado um efeito mais acentuado da bedaquilina durante a administração concomitante prolongada com cetoconazol ou outros inibidores do CYP3A. Não existem dados de segurança provenientes de ensaios de dose múltipla com bedaquilina em que se tenha utilizado uma dose mais elevada do que a dose recomendada. Devido ao potencial risco de reações adversas causadas pelo aumento da exposição sistémica, deve-se evitar a administração concomitante prolongada da bedaquilina com inibidores potentes ou moderados do CYP3A4 (ex. ciprofloxacina, eritromicina, fluconazol, claritromicina, cetoconazol, ritonavir) utilizados sistemicamente durante mais de 14 dias consecutivos. Se esta administração concomitante for necessária, recomenda-se a monitorização mais frequente através do eletrocardiograma e monitorização das transaminases.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Quinolonas + Ciprofloxacina

Observações: Susceptíveis à inibição da absorção gastrintestinal; Algumas quinolonas inibem o CYP1A2.
Interações: Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs): o uso concomitante de ciprofloxacina com ácido mefenâmico ou naproxeno pode potenciar a toxicidade com aparecimento de convulsões - Ciprofloxacina

Droperidol + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: As substâncias inibidoras da atividade das isoenzimas do citocromo P450 (CYP) CYP1A2, CYP3A4 ou ambas, podem diminuir a taxa de metabolização do droperidol e prolongar a sua ação farmacológica. Por conseguinte, é aconselhada precaução se o droperidol for administrado concomitantemente com inibidores do CYP1A2 (como por exemplo, ciprofloxacina, ticlopidina), inibidores do CYP3A4 (por exemplo, diltiazem, eritromicina, fluconazol, indinavir, itraconazol, quetoconazol, nefazodona, nelfinavir, ritonavir, saquinavir, verapamil) ou de ambos (como por exemplo, cimetidina, mibefradil).

Ibrutinib + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores moderados do CYP3A4: Simulações que utilizam condições de jejum sugerem que inibidores moderados do CYP3A4, tais como o diltiazem, a eritromicina e o voriconazol, podem aumentar a AUC de ibrutinib num fator de 5-9. Os inibidores moderados do CYP3A4 (ex. voriconazol, eritromicina, amprenavir, aprepitant, atazanavir, ciprofloxacina, crizotinib, darunavir/ritonavir, diltiazem, fluconazol, fosamprenavir, imatinib, verapamilo, amiodarona, dronedarona) devem ser evitados. Se for necessário utilizar um inibidor moderado do CYP3A4, a dose de Ibrutinib deve ser reduzida para 140 mg (uma cápsula) ao longo da duração do tratamento com o inibidor. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados quanto a toxicidade e as orientações para modificação da dose devem ser seguidas, conforme necessário.

Ivacaftor + Ciprofloxacina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. O ivacaftor é um substrato da CYP3A4 e da CYP3A5. É um inibidor fraco das CYP3A e da P-gp e um inibidor potencial da CYP2C9. O ivacaftor é um substrato sensível das CYP3A.
Interações: A coadministração de ciprofloxacina com ivacaftor não afetou a exposição de ivacaftor. Não é necessário um ajuste da dose ao coadministrar-se ivacaftor com ciprofloxacina.

Dasabuvir + Ciprofloxacina

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Dasabuvir deve ser sempre administrado em conjunto com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir. Quando coadministrados, exercem efeitos recíprocos um sobre o outro. Por conseguinte, o perfil de interação dos compostos tem de ser considerado como uma associação.
Interações: Interações farmacocinéticas: Potencial para Dasabuvir afetar a farmacocinética de outros medicamentos: Os estudos de interação medicamentosa in vivo avaliaram o efeito global do tratamento de associação, incluindo o ritonavir. Transportadores específicos e as enzimas metabolizadoras que são afetados pelo dasabuvir quando associado a ombitasvir/paritaprevir/ritonavir. Medicamentos metabolizados pelos CYP2D6 ou CYP1A2: Dasabuvir administrado com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir não afetou as exposições ao substrato do CYP2D6/CYP1A2, a duloxetina. Não são expectáveis ajustes de dose para outros substratos do CYP1A2 (por exemplo ciprofloxacina, teofilina e cafeína) e substratos da CYP2D6 (por exemplo desipramina, metoprolol e dextrometorfano).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Sulfato ferroso + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante das preparações orais de ferro pode interferir com a absorção oral de algumas quinolonas (ciprofloxacina, norfloxacina, ofloxacina) resultando em redução nas concentrações séricas e urinárias das mesmas. Por isso, as preparações orais de ferro não devem ser administradas concomitantemente ou no período de duas horas após uma dose oral de quinolona.

Pomalidomida + Ciprofloxacina

Observações: Não se prevê que a pomalidomida cause interações medicamentosas farmacocinéticas clinicamente relevantes devido à inibição ou indução da isoenzima P450 ou inibição de transportadores quando coadministrada com substratos destas enzimas ou transportadores.
Interações: Se forem coadministrados inibidores potentes da CYP1A2 (por ex., ciprofloxacina, enoxacina e fluvoxamina) com a pomalidomida, os doentes devem ser frequentemente monitorizados quanto à ocorrência de reações adversas.

Prednisolona + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Existe também a possibilidade de interacção da prednisolona com as quinolonas (como ofloxacina, norfloxacina e ciprofloxacina, entre outras).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Antiácidos + Ciprofloxacina

Observações: Os antiácidos podem reduzir a absorção por adsorção de fármacos no tubo digestivo ou porque os fármacos requerem pH ácido para a absorção. Tendem a acelerar o esvaziamento gástrico, aumentando a absorção intestinal dos fármacos. Alguns (ex.: hidróxido de alumínio ou de magnésio) alcalinizam a urina, alterando a eliminação de fármacos sensíveis ao pH urinário.
Interações: Quinolonas: redução da absorção da ciprofloxacina, enoxacina e outras, por quelação com catiões bi ou trivalentes - Ciprofloxacina

Sulfato ferroso + Glicina + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: A associação deve ser evitada. As seguintes associações podem requerer o ajuste da dose: O ferro inibe a absorção de muitos medicamentos por quelação. O intervalo entre a administração do Sulfato ferroso / Glicina e dos medicamentos abaixo mencionados deve ser o mais alargado possível. Fluoroquinolonas: Quando os sais de ferro são co-administrados com fluoroquinolonas, a absorção destas últimas é significativamente prejudicada. A absorção de norfloxacina, levofloxacina, ciprofloxacina, gatifloxacina e ofloxacina é inibida pelo ferro entre 30 a 90%. As fluoroquinolonas devem ser administradas pelo menos 2 horas antes ou 4 horas após a toma de Sulfato ferroso / Glicina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ferritina + Ciprofloxacina

Observações: A absorção do ferro é inibida pela ingestão de ovos ou leite. Café ou chá consumidos durante uma refeição ou uma hora após uma refeição podem inibir significativamente a absorção do ferro. Não foi determinado o seu significado clínico.
Interações: A administração concomitante das preparações orais de ferro pode interferir com a absorção oral de algumas quinolonas (ciprofloxacina, norfloxacina, ofloxacina) resultando em redução nas concentrações séricas e urinárias das mesmas. Por isso, as preparações orais de ferro não devem ser administradas concomitantemente ou no período de duas horas após uma dose oral de quinolona.

Ferro + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante das preparações orais de ferro pode interferir com a absorção oral de algumas quinolonas (ciprofloxacina, norfloxacina, ofloxacina) resultando em redução nas concentrações séricas e urinárias das mesmas. Por isso, as preparações orais de ferro não devem ser administradas concomitantemente ou no período de duas horas após uma dose oral de quinolona.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Agomelatina + Ciprofloxacina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: A agomelatina é metabolizada pelo citocromo P450 1 A2 (CYP1A2) (90%) e pelo CYP2C9/19 (10%). Os medicamentos que interagem com estas isoenzimas podem diminuir ou aumentar a biodisponibilidade da agomelatina. A fluvoxamina, um inibidor potente do CYP1A2 e inibidor moderado do CYP2C9 inibe fortemente o metabolismo da agomelatina, resultando num aumento de 60 vezes (intervalo 12-412) da exposição à agomelatina. Consequentemente, a co-administração de Agomelatina com inibidores potentes do CYP1A2 (por exemplo fluvoxamina, ciprofloxacina) é contraindicada.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciclofosfamida + Ciprofloxacina

Observações: A coadministração planeada ou a administração sequencial de outras substâncias ou tratamentos que podem aumentar os efeitos semelhantes ou a gravidade da toxicidade (através de interações farmacodinâmicas ou farmacocinéticas) exigem uma avaliação individual cuidada dos benefícios e dos riscos esperados. Os doentes que recebem tais combinações devem ser monitorizados cuidadosamente quanto a sinais de toxicidade para permitir uma intervenção atempada. Os doentes em tratamento com ciclofosfamida e agentes que reduzem a sua ativação devem ser monitorizados quanto a uma possível redução da eficácia terapêutica e a necessidade de um ajuste de dose.
Interações: Interações que afetam a farmacocinética da ciclofosfamida e dos seus metabolitos - A reduzida ativação da ciclofosfamida pode alterar a eficácia do tratamento com ciclofosfamida. As substâncias que atrasam a ativação da ciclofosfamida incluem: – Aprepitante – Bupropiona – Bussulfano: Foi notificada uma redução da depuração da ciclofosfamida e a semivida prolongada em doentes que receberam doses elevadas de ciclofosfamida em menos de 24 horas após doses elevadas de bussulfano. – Ciprofloxacina: Quando dada antes do tratamento com ciclofosfamida (usada na preparação antes do transplante da medula óssea), a ciprofloxacina tem sido notificada levar a um relapso da doença subjacente. – Cloranfenicol – Fluconazol – Itraconazol – Prasugrel – Sulfonamidas – Tiotepa: Uma inibição forte da bioactivação da ciclofosfamida pela tiotepa em regimes de quimioterapia em doses elevadas foi relatada quando a tiotepa foi administrada 1 hora antes da ciclofosfamida.

Eliglustato + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores da CYP3A: Em metabolizadores intermédios (MI) e extensivos (ME): Após doses repetidas de 84 mg de eliglustato duas vezes por dia em doentes não-MF, a administração concomitante de doses repetidas de 400 mg de cetoconazol, um inibidor potente da CYP3A, uma vez por dia, resultou num aumento da Cmax e da AUC0-12 do eliglustato, de 3,8 e 4,3 vezes, respetivamente; Serão de esperar efeitos semelhantes com outros inibidores potentes da CYP3A (p.ex., claritromicina, cetoconazol, itraconazol, cobicistat, indinavir, lopinavir, ritonavir, saquinavir, telaprevir, tipranavir, posaconazol, voriconazol, telitromicina, conivaptan, boceprevir). Em MI e ME, deve proceder-se com cuidado relativamente aos inibidores potentes da CYP3A. Para uma dosagem de 84 mg duas vezes por dia com eliglustato em doentes não-MFs, é de prever que a utilização concomitante de inibidores moderados da CYP3A (p.ex., eritromicina, ciprofloxacina, fluconazol, diltiazem, verapamilo, aprepitant, atazanavir, darunavir, fosamprenavir, imatinib, cimetidina) iria aumentar aproximadamente até 3 vezes a exposição ao eliglustato. Em MIs e MEs, deve proceder-se com cuidado relativamente aos inibidores moderados da CYP3A. Para uma dosagem de 84 mg uma vez por dia com eliglustato em MF, é de prever que a utilização concomitante de inibidores moderados da CYP3A (p.ex., eritromicina, ciprofloxacina, fluconazol, diltiazem, verapamilo, aprepitant, atazanavir, darunavir, fosamprenavir, imatinib, cimetidina) iria aumentar a Cmax e a AUC0-24 do eliglustato em 2,4 e 3,0 vezes, respetivamente. É contraindicada a utilização de inibidores moderados da CYP3A em MF.

Cinacalcet + Ciprofloxacina

Observações: Cinacalcet é metabolizado em parte pela enzima CYP3A4. Dados in vitro indicam que o cinacalcet é em parte metabolizado pela CYP1A2. Cinacalcet é um potente inibidor da CYP2D6.
Interações: O efeito de inibidores da CYP1A2 (ex: fluvoxamina, ciprofloxacina) nos valores plasmáticos do cinacalcet não está estudado. O ajuste de dose pode ser necessário num doente que inicia ou interrompe um tratamento concomitante com potentes inibidores da CYP1A2.

Safinamida + Ciprofloxacina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações medicamentosas farmacocinéticas in vivo e in vitro: A safinamida pode transitoriamente inibir a BCRP, por conseguinte, deverá manter-se um intervalo de 5 horas entre a dosagem de safinamida e de outros medicamentos que sejam substratos da BCRP com um T máx ≤2 horas (por exemplo, pitavastatina, pravastatina, ciprofloxacina, metotrexato, topotecano, diclofenac ou gliburida). A safinamida é quase exclusivamente eliminada via metabolismo, principalmente através de amidases de alta capacidade que ainda não for am caracterizadas. A safinamida é principalmente eliminada na urina. Em microssomas hepáticos humanos ( Human Liver Microsome, HLM), a etapa de N-desalquilação parece ser catalisada pela CYP3A4, uma vez que a depuração da safinamida nos HLM foi inibida em 90% pelo cetoconazol. Não existem atualmente no mercado quaisquer medicamentos conhecidos por causar interações medicamentosas clinicamente significativas através da inibição ou indução das enzimas amidases. O metabolito NW-1153 é um substrato do OAT3 em concentrações clinicamente relevantes. Os medicamentos que são inibidores do OAT3 administrados concomitantemente com a safinamida podem reduzir a depuração de NW-1153, e consequentemente, podem aumentar a sua exposição sistémica. A exposição sistémica de N W-1153 é baixa (1/10 da safinamida principal ). Este potencial aumento não tem, muito provavelmente, qualquer relevância clínica, dado que o NW-1153, o primeiro produto na via metabólica, é adicionalmente transformado em metabolitos secundários e terciários.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Gluconato férrico e sódico + Ciprofloxacina

Observações: A absorção do ferro é inibida pela ingestão de ovos ou leite. Café ou chá consumidos durante uma refeição ou uma hora após uma refeição podem inibir significativamente a absorção do ferro. Não foi determinado o seu significado clínico.
Interações: A administração concomitante das preparações orais de ferro pode interferir com a absorção oral de algumas quinolonas (ciprofloxacina, norfloxacina, ofloxacina) resultando em redução nas concentrações séricas e urinárias das mesmas. Por isso, as preparações orais de ferro não devem ser administradas concomitantemente ou no período de duas horas após uma dose oral de quinolona.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloropromazina + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: A administração de cloropromazina com inibidores do CYP1A2, nomeadamente inibidores potentes (como por exemplo a ciprofloxacina, enoxacina, fluvoxamina, clinafloxacina, idrocilamida, oltipraz, ácido pipemídico, rofecoxib, etintidina, zafirlucaste) ou inibidores moderados (como por exemplo metoxsaleno, mexiletina, contracetivos orais, fenilpropanolamina, tiabendazol, vemurafenib, zileuton) aumentam as concentrações plasmáticas da cloropromazina. Por esse motivo, os doentes podem ter reações adversas dose-dependentes.

Ombitasvir + Paritaprevir + Ritonavir + Ciprofloxacina

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir foi administrado em doses múltiplas em todos os estudos de interação medicamentosa, com exceção dos estudos de interação medicamentosa com carbamazepina, gemfibrozil e cetoconazol.
Interações: Interações farmacocinéticas: Potencial para Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir afetar a farmacocinética de outros medicamentos: Os estudos de interação medicamentosa in vivo avaliaram o efeito global do tratamento de associação, incluindo o ritonavir. Medicamentos metabolizados pelos CYP2D6 ou CYP1A2: Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir administrado com ou sem dasabuvir não afetou as exposições do substrato do CYP2D6/CYP1A2, a duloxetina. Não são expectáveis ajustes de dose para outros substratos do CYP1A2 (por exemplo ciprofloxacina, teofilina e cafeína) e substratos da CYP2D6 (por exemplo desipramina, metoprolol e dextrometorfano).

Zolmitriptano + Ciprofloxacina

Observações: Como se verifica com outros agonistas dos receptores 5HT1B/1D, o zolmitriptano poderá atrasar a absorção de outros medicamentos.
Interações: É recomendada a mesma redução posológica com compostos deste tipo, como a fluvoxamina e as quinolonas (p.ex. ciprofloxacina).

Clopidogrel + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Outras terapêuticas concomitantes: Uma vez que o clopidogrel é metabolizado no seu metabolito activo em parte pelo CYP2C19, o uso de medicamentos que inibem a actividade desta enzima têm um resultado esperado de redução dos níveis do metabolito activo do clopidogrel e uma redução na eficácia clínica. O uso concomitante de medicamentos que inibem o CYP2C19 deve ser desencorajado. Os fármacos que inibem o CYP2C19 incluem omeprazol e esomeprazol, fluvoxamina, fluoxetina, moclobemida, voriconazol, fluconazol, ticlopidina, ciprofloxacina, cimetidina, carbamazepina, oxcarbazepina e cloranfenicol.

Tizanidina + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores CYP: A administração concomitante de agentes conhecidos por inibirem a actividade do CYP1A2 pode aumentar os níveis plasmáticos de tizanidina. A utilização concomitante de tizanidina com fluvoxamina ou ciprofloxacina, ambos inibidores do CYP1A2 no Homem, está contra-indicado por resultar num aumento da AUC de 33 vezes e 10 vezes respectivamente. Pode ser verificada hipotensão prolongada e clinicamente significativa juntamente com sonolência, tonturas e diminuição da performance psicomotora.

Pirfenidona + Ciprofloxacina

Observações: Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com Pirfenidona. Descontinuar Pirfenidona se necessário.
Interações: A administração concomitante de Pirfenidona e de 750 mg de ciprofloxacina (um inibidor moderado da CYP1A2) aumentou a exposição à pirfenidona em 81%. Se a administração de ciprofloxacina, na 5 dose de 750 mg duas vezes ao dia, não puder ser evitada, a dose de Pirfenidona deve ser reduzida para 1.602 mg por dia (duas cápsulas, três vezes ao dia). Pirfenidona deve ser utilizado com precaução quando a ciprofloxacina é utilizada na dose de 250 mg ou 500 mg uma ou duas vezes ao dia.

Fluindiona + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Associações que requerem precauções de utilização: Fluoroquinolonas (ofloxacina, pefloxacina, enoxacina, lomefloxacina, a moxifloxacina, ciprofloxacina, levofloxacina, norfloxacina): Efeito aumentado de anticoagulantes orais e risco de hemorragia. Monitorização mais frequente do INR. Se ajustar a dosagem de anticoagulante oral durante o tratamento com fluoroquinolonas e após a sua interrupção.

Binimetinib + Ciprofloxacina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do binimetinib noutros medicamentos Binimetinib é um inibidor fraco do OAT3 e deve ser tomada precaução quando é utilizado com substratos sensíveis (como pravastatina ou ciprofloxacina).

Zolpidem + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: A coadministração de ciprofloxacina pode aumentar os níveis de zolpidem no sangue, a utilização simultânea não está recomendada. O tartarato de zolpidem é metabolizado por algumas enzimas pertencentes à família do citocromo P450. A enzima principal é a CYP3A4.

Rasagilina + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Estudos de metabolismo in vitro indicaram o citocromo P450 1A2 (CYP1A2) como a principal enzima responsável pelo metabolismo da rasagilina. A coadministração da rasagilina e ciprofloxacina (um inibidor do CYP1A2) aumentou 83% a AUC da rasagilina. A coadministração da rasagilina e teofilina (um substrato do CYP1A2) não afetou a farmacocinética de qualquer das substâncias. Assim, inibidores potentes do CYP1A2 podem alterar os níveis plasmáticos da rasagilina e devem ser administrados com precaução. Em doentes fumadores, há risco dos níveis plasmáticos de rasagilina poderem diminuir, devido à indução da enzima metabolizadora CYP1A2.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciprofloxacina + Cálcio

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros produtos na ciprofloxacina: Formação de Complexos Quelantes: A administração simultânea de ciprofloxacina (oral) e fármacos contendo catiões multivalentes e suplementos minerais (ex: cálcio, magnésio, alumínio, ferro), ligandos de fosfato polimérico (ex: sevelamer), sucralfato ou antiácidos, e de fármacos altamente tamponados (ex. comprimidos de didanosina) contendo magnésio, alumínio ou cálcio, reduz a absorção de ciprofloxacina. Consequentemente, a ciprofloxacina deve ser administrada 1-2 horas antes ou, pelo menos, 4 horas depois destas preparações. Esta restrição não se aplica aos antiácidos pertencentes à classe dos bloqueadores dos receptores H2.

Acetato de cálcio + Carbonato de magnésio + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Acetato de cálcio / Carbonato de magnésio afeta a absorção das tetraciclinas, doxiciclina, bifosfonatos, fluoretos, algumas quinolonas (inibidoras da girase) como a ciprofloxacina e a norfloxacina, algumas cefalosporinas, como a cefpodoxima e cefuroxima, cetoconazol, preparações de estramustina, anticolinérgicos, zinco, ácidos urso e quenodesoxicólicos e halofandrina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio + Ciprofloxacina

Observações: O uso concomitante de carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio com outros medicamentos pode alterar a absorção destes últimos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio e o ácido contido em algumas bebidas (sumo de fruta, vinho, etc) pode aumentar a absorção intestinal de alumínio. Devido à grande variedade de interações medicamentosas é recomendado, exceto indicação contrária do médico, um intervalo de 2 horas entre a administração do antiácido e outros medicamentos.
Interações: Foram descritas reduções de absorção, clinicamente relevantes, para as tetraciclinas, quinolonas (por exemplo, ciprofloxacina, ofloxacina e pefloxacina) e cefalosporinas. Estas reduções de absorção podem atingir os 90% e são devidas à formação de quelatos insolúveis entre os medicamentos e os iões alumínio.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciprofloxacina + Magnésio

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros produtos na ciprofloxacina: Formação de Complexos Quelantes: A administração simultânea de ciprofloxacina (oral) e fármacos contendo catiões multivalentes e suplementos minerais (ex: cálcio, magnésio, alumínio, ferro), ligandos de fosfato polimérico (ex: sevelamer), sucralfato ou antiácidos, e de fármacos altamente tamponados (ex. comprimidos de didanosina) contendo magnésio, alumínio ou cálcio, reduz a absorção de ciprofloxacina. Consequentemente, a ciprofloxacina deve ser administrada 1-2 horas antes ou, pelo menos, 4 horas depois destas preparações. Esta restrição não se aplica aos antiácidos pertencentes à classe dos bloqueadores dos receptores H2.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciprofloxacina + Alumínio

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros produtos na ciprofloxacina: Formação de Complexos Quelantes: A administração simultânea de ciprofloxacina (oral) e fármacos contendo catiões multivalentes e suplementos minerais (ex: cálcio, magnésio, alumínio, ferro), ligandos de fosfato polimérico (ex: sevelamer), sucralfato ou antiácidos, e de fármacos altamente tamponados (ex. comprimidos de didanosina) contendo magnésio, alumínio ou cálcio, reduz a absorção de ciprofloxacina. Consequentemente, a ciprofloxacina deve ser administrada 1-2 horas antes ou, pelo menos, 4 horas depois destas preparações. Esta restrição não se aplica aos antiácidos pertencentes à classe dos bloqueadores dos receptores H2.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciprofloxacina + Ferro

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros produtos na ciprofloxacina: Formação de Complexos Quelantes: A administração simultânea de ciprofloxacina (oral) e fármacos contendo catiões multivalentes e suplementos minerais (ex: cálcio, magnésio, alumínio, ferro), ligandos de fosfato polimérico (ex: sevelamer), sucralfato ou antiácidos, e de fármacos altamente tamponados (ex. comprimidos de didanosina) contendo magnésio, alumínio ou cálcio, reduz a absorção de ciprofloxacina. Consequentemente, a ciprofloxacina deve ser administrada 1-2 horas antes ou, pelo menos, 4 horas depois destas preparações. Esta restrição não se aplica aos antiácidos pertencentes à classe dos bloqueadores dos receptores H2.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciprofloxacina + Sucralfato

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros produtos na ciprofloxacina: Formação de Complexos Quelantes: A administração simultânea de ciprofloxacina (oral) e fármacos contendo catiões multivalentes e suplementos minerais (ex: cálcio, magnésio, alumínio, ferro), ligandos de fosfato polimérico (ex: sevelamer), sucralfato ou antiácidos, e de fármacos altamente tamponados (ex. comprimidos de didanosina) contendo magnésio, alumínio ou cálcio, reduz a absorção de ciprofloxacina. Consequentemente, a ciprofloxacina deve ser administrada 1-2 horas antes ou, pelo menos, 4 horas depois destas preparações. Esta restrição não se aplica aos antiácidos pertencentes à classe dos bloqueadores dos receptores H2.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciprofloxacina + Antiácidos

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros produtos na ciprofloxacina: Formação de Complexos Quelantes: A administração simultânea de ciprofloxacina (oral) e fármacos contendo catiões multivalentes e suplementos minerais (ex: cálcio, magnésio, alumínio, ferro), ligandos de fosfato polimérico (ex: sevelamer), sucralfato ou antiácidos, e de fármacos altamente tamponados (ex. comprimidos de didanosina) contendo magnésio, alumínio ou cálcio, reduz a absorção de ciprofloxacina. Consequentemente, a ciprofloxacina deve ser administrada 1-2 horas antes ou, pelo menos, 4 horas depois destas preparações. Esta restrição não se aplica aos antiácidos pertencentes à classe dos bloqueadores dos receptores H2.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciprofloxacina + Didanosina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros produtos na ciprofloxacina: Formação de Complexos Quelantes: A administração simultânea de ciprofloxacina (oral) e fármacos contendo catiões multivalentes e suplementos minerais (ex: cálcio, magnésio, alumínio, ferro), ligandos de fosfato polimérico (ex: sevelamer), sucralfato ou antiácidos, e de fármacos altamente tamponados (ex. comprimidos de didanosina) contendo magnésio, alumínio ou cálcio, reduz a absorção de ciprofloxacina. Consequentemente, a ciprofloxacina deve ser administrada 1-2 horas antes ou, pelo menos, 4 horas depois destas preparações. Esta restrição não se aplica aos antiácidos pertencentes à classe dos bloqueadores dos receptores H2.

Ciprofloxacina + Leite/lacticínios

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros produtos na ciprofloxacina: Alimentos e Produtos Lácteos: O cálcio dietético, como parte integrante de uma refeição normal, não afecta significativamente a absorção. No entanto, a administração concomitante de apenas produtos lácteos ou bebidas suplementadas com minerais (ex. leite, iogurte, sumo de laranja suplementado com cálcio) com ciprofloxacina deve ser evitada, uma vez que a absorção da ciprofloxacina pode ser reduzida.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciprofloxacina + Probenecida

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros produtos na ciprofloxacina: Probenecide: O probenecide interfere com a secreção renal de ciprofloxacina. A co-administração de probenecide e ciprofloxacina aumenta as concentrações séricas de ciprofloxacina.

Ciprofloxacina + Tizanidina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da ciprofloxacina noutros medicamentos: Tizanidina: A tizanidina não deve ser administrada conjuntamente com a ciprofloxacina. Num estudo clínico com indivíduos saudáveis ocorreu um aumento na concentração sérica de tizanidina (aumento da Cmax: 7 vezes, intervalo: 4 a 21 vezes; aumento da AUC: 10 vezes, intervalo: 6 a 24 vezes) quando administrada concomitantemente com ciprofloxacina. A concentração sérica aumentada de tizanidina está associada a um efeito hipotensivo potenciado e sedativo.

Tasimelteom + Ciprofloxacina

Observações: A CYP1A2 e a CYP3A4 são enzimas que foram identificadas como desempenhando um papel importante no metabolismo do tasimelteom. Foi demonstrado que os medicamentos que inibem a CYP1A2 e a CYP3A4 alteram o metabolismo do tasimelteom in vivo. Não é conhecido o envolvimento de outras enzimas (por exemplo, CYP2C19) no metabolismo do tasimelteom.
Interações: Recomenda-se precaução ao administrar o tasimelteom em associação com a fluvoxamina ou outros inibidores potentes da CYP1A2, como a ciprofloxacina e a enoxacina, devido a um aumento potencialmente significativo da exposição ao tasimelteom e ao risco mais elevado de reações adversas: a AUC0-inf e a Cmax do tasimelteom aumentaram 7 vezes e 2 vezes, respetivamente, quando o medicamento foi administrado de forma concomitante com fluvoxamina 50 mg (após 6 dias de fluvoxamina 50 mg/dia).

Ciprofloxacina + Metotrexato

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da ciprofloxacina noutros medicamentos: Metotrexato: O transporte tubular renal de metotrexato pode ser inibido pela administração concomitante de ciprofloxacina, levando, potencialmente, a níveis plasmáticos aumentados de metotrexato e risco aumentado de reacções tóxicas associadas ao metotrexato. O uso concomitante não é recomendado.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Patirómero + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de Patirómero demonstrou redução da biodisponibilidade de ciprofloxacina, levotiroxina e metformina. Porém, não existiu interação quando Patirómero e estes medicamentos foram tomados com um intervalo de 3 horas entre si.
 Potencialmente Fatal

Ciprofloxacina + Teofilina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da ciprofloxacina noutros medicamentos: Teofilina: A administração concomitante de ciprofloxacina e teofilina pode provocar um aumento indesejável na concentração sérica de teofilina. Tal pode conduzir a efeitos secundários induzidos pela teofilina, que podem raramente pôr a vida em perigo ou serem fatais. Durante o uso concomitante, as concentrações séricas de teofilina devem ser monitorizadas e a dose de teofilina reduzida como necessário.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciprofloxacina + XANTINAS (Derivados da Metilxantina)

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da ciprofloxacina noutros medicamentos: Outros derivados das xantinas: Aquando da administração concomitante de ciprofloxacina e cafeína ou pentoxifilina (oxpentifilina), foram notificadas concentrações séricas elevadas destes derivados das xantinas.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciprofloxacina + Cafeína

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da ciprofloxacina noutros medicamentos: Outros derivados das xantinas: Aquando da administração concomitante de ciprofloxacina e cafeína ou pentoxifilina (oxpentifilina), foram notificadas concentrações séricas elevadas destes derivados das xantinas.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciprofloxacina + Pentoxifilina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da ciprofloxacina noutros medicamentos: Outros derivados das xantinas: Aquando da administração concomitante de ciprofloxacina e cafeína ou pentoxifilina (oxpentifilina), foram notificadas concentrações séricas elevadas destes derivados das xantinas.

Clopidogrel + Ácido acetilsalicílico + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Outras terapêuticas concomitantes com clopidogrel: Uma vez que o clopidogrel é metabolizado no seu metabolito ativo em parte pelo CYP2C19, o uso de medicamentos que inibem a atividade desta enzima têm um resultado esperado de redução dos níveis do metabolito ativo do clopidogrel. A relevância clínica desta interação é incerta. Como precaução o uso concomitante de inibidores fortes ou moderados do CYP2C19 deve ser desencorajado. Os medicamentos que inibem o CYP2C19 incluem omeprazol e esomeprazol, fluvoxamina, fluoxetina, moclobemida, voriconazol, fluconazol, ticlopidina, ciprofloxacina, cimetidina, carbamazepina, oxcarbazepina e cloranfenicol.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ciprofloxacina + Fenitoína

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da ciprofloxacina noutros medicamentos: Fenitoína: A administração simultânea de ciprofloxacina e fenitoína pode resultar em níveis séricos de fenitoína aumentados ou reduzidos, pelo que se recomenda a monitorização dos fármacos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciprofloxacina + Anticoagulantes orais

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da ciprofloxacina noutros medicamentos: Anticoagulantes orais: A administração simultânea de ciprofloxacina com varfarina pode aumentar os seus efeitos anticoagulantes. Foi notificado um número elevado de casos de aumento da actividade anticoagulante oral em doentes a receberem agentes antibacterianos, incluindo fluoroquinolonas. O risco pode variar com a infecção subjacente, idade e estado geral do doente, pelo que a contribuição das fluoroquinolonas para o aumento no INR (índice normalizado internacional) é difícil de avaliar. Recomenda-se que o INR seja frequentemente monitorizado durante e imediatamente após a co-administração de ciprofloxacina com um agente anticoagulante oral.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciprofloxacina + Varfarina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da ciprofloxacina noutros medicamentos: Anticoagulantes orais: A administração simultânea de ciprofloxacina com varfarina pode aumentar os seus efeitos anticoagulantes. Foi notificado um número elevado de casos de aumento da actividade anticoagulante oral em doentes a receberem agentes antibacterianos, incluindo fluoroquinolonas. O risco pode variar com a infecção subjacente, idade e estado geral do doente, pelo que a contribuição das fluoroquinolonas para o aumento no INR (índice normalizado internacional) é difícil de avaliar. Recomenda-se que o INR seja frequentemente monitorizado durante e imediatamente após a co-administração de ciprofloxacina com um agente anticoagulante oral.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Varfarina + Ciprofloxacina

Observações: n.d.
Interações: Os compostos que reconhecidamente potenciam a acção da varfarina ou que habitualmente são referidos como exercendo esse efeito são: Ácido etacrínico, ácido mefenâmico, ácido tielínico, álcool (ingestão aguda), alopurinol, amiodarona, Ácido Acetilsalicílico, azapropazona, cefamandol, ciprofloxacina, claritromicina, cloranfenicol, cimetidina, clofibrato, cotrimoxazol, danazol, dextropropoxifeno, dipiramidol, dissulfiram, eritromicina, estanozolol, etiloestrenol, fenilbutazona, fibratos, fluconazol, glucagão, halofenato, hormonas tiroideias, cetoconazol, latamofex, meclofenamato de sódio, metronidazol, miconazol, noretandrolona, omeprazol, oxifenbutazona, oximetolona, paracetamol, piroxicam, propafenona, quetoquenazol, quinidina, quinina, sinvastatina, ISRS antidepressivos, sulfinpirazona, sulfonamidas, sulindac, tetraciclina, valproato, vitamina E.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciprofloxacina + Ropinirol

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da ciprofloxacina noutros medicamentos: Ropinirol: Foi evidenciado num estudo clínico que a utilização concomitante de ropinirol com ciprofloxacina, um inibidor moderado da isoenzima CYP450 1A2, resulta num aumento da Cmax e AUC do ropinirol em 60% e 84%, respectivamente. É recomendado proceder à monitorização dos efeitos secundários relacionados com o ropinirol e ao ajuste adequado da dose, durante e imediatamente após a co-administração com ciprofloxacina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciprofloxacina + Clozapina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da ciprofloxacina noutros medicamentos: Clozapina: Após a administração concomitante de 250 mg de ciprofloxacina com clozapina durante 7 dias, as concentrações séricas de clozapina e N-desmetilclozapina aumentaram em 29% e 31%, respectivamente. Aconselha-se vigilância clínica e ajuste adequado da dose da clozapina durante e imediatamente após a co-administração com ciprofloxacina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio + Dimeticone + Ciprofloxacina

Observações: Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio/ Dimeticone pode interferir com a biodisponibilidade oral de vários fármacos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio com outros fármacos pode alterar a absorção destes últimos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio e o ácido contido em algumas bebidas (sumo de fruta, vinho, etc) pode aumentar a absorção intestinal de alumínio.
Interações: Foi descrita uma redução da absorção clinicamente relevante para as tetraciclinas e para os derivados das quinolonas, ciprofloxacina e ofloxacina. Esta redução pode atingir os 90% e é devida à formação de quelatos não absorvíveis destes fármacos com os iões alumínio. Tendo em conta uma possível diminuição da absorção, deve considerar-se um intervalo de uma a duas horas entre a administração de antiácidos e de outros fármacos.

Erlotinib + Ciprofloxacina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Erlotinib e outros substratos do CYP: O erlotinib, in vitro, é um inibidor potente do CYP1A1, e um inibidor moderado do CYP3A4 e do CYP2C8, bem como um forte inibidor da glucuronidação por UGT1A1. Desconhece-se a relevância fisiológica da forte inibição do CYP1A1 devido à muito limitada expressão do CYP1A1 nos tecidos humanos. Quando o erlotinib foi administrado em simultâneo com ciprofloxacina, um inibidor moderado do CYP1A2, a exposição ao erlotinib [AUC] aumentou significativamente em 39% enquanto que não houve alteração estatisticamente significativa da concentração máxima (Cmax). Da mesma forma, a exposição ao metabolito ativo aumentou em cerca de 60% e 48% para a AUC e Cmax, respetivamente. A relevância clínica deste aumento não foi estabelecida. Quando a ciprofloxacina ou inibidores potentes do CYP1A2 (por ex. fluvoxamina) são associados com erlotinib, deve ter-se precaução. Caso se observem reações adversas relacionadas com erlotinib, a dose de erlotinib pode ser reduzida. O pré-tratamento ou a coadministração de Erlotinib não alterou a clearance de substratos prototípicos do CYP3A4, midazolam e eritromicina, mas parece ter originado uma diminuição da biodisponibilidade oral do midazolam até 24%. Noutro ensaio clínico, o erlotinib revelou não afetar os parâmetros farmacocinéticos do paclitaxel, substrato do CYP3A4/2C8, administrado concomitantemente. Desta forma, são improváveis interações significativas na clearance de outros substratos do CYP3A4.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metadona + Ciprofloxacina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacocinéticas: Inibidores da enzima CYP3A4: A metadona é um substrato do CYP3A4. Por inibição de CYP3A4 a depuração da metadona é reduzida. A administração concomitante de inibidores do CYP3A4 (por exemplo, canabinóides, claritromicina, delavirdina, eritromicina, ciprofloxacina, fluconazol, sumo de toranja, cimetidina, itraconazol, cetoconazol, fluoxetina, fluvoxamina, nefazodona e telitromicina) pode resultar num aumento das concentrações plasmáticas da metadona. Verificou-se um aumento de 40-100% da relação entre os níveis séricos e a dose de metadona com o tratamento concomitante com fluvoxamina. Se estes medicamentos forem prescritos a doentes em tratamento de manutenção com metadona, deve-se estar consciente do risco de sobredosagem.
 Sem significado Clínico

Didanosina + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Os estudos específicos de interação com ciprofloxacina, indinavir, cetoconazol, itraconazol e fluconazol não mostraram evidência de interação clinicamente significativa.

Ciclosporina + Ciprofloxacina

Observações: Interações medicamentosas: Encontram-se descritos de seguida os vários fármacos para os quais há relatos de interações com a ciclosporina, devidamente fundamentadas e consideradas como tendo implicações clínicas. São conhecidos vários fármacos que aumentam ou diminuem os níveis plasmáticos ou sanguíneos de ciclosporina habitualmente pela inibição ou indução de enzimas envolvidos no metabolismo da ciclosporina, em particular as enzimas do citocromo P450.
Interações: Outras interações medicamentosas relevantes: Deve ser tomada precaução quando se utiliza ciclosporina juntamente com outros fármacos que exibem sinergia nefrotóxica, amiglicosídeos (incluindo gentamicina, tobramicina), anfotericina B, ciprofloxacina, vancomicina, trimetoprim (+sulfametaxazol), anti-inflamatórios não esteróides (incluindo diclofenac, naproxeno, sulindac), melfalam.

Bendamustina + Ciprofloxacina

Observações: Não foram realizados estudos de interacção in vivo. Qualquer tratamento que reduza a capacidade de desempenho do doente ou afecte o funcionamento da medula óssea pode aumentar a toxicidade de Bendamustina. O metabolismo da bendamustina envolve a isoenzima 1A2 do citocromo P450 (CYP).
Interações: Existe a possibilidade de interacção com inibidores da CYP1A2, como a fluvoxamina, ciprofloxacina, aciclovir e cimetidina.

Sevelâmero + Ciprofloxacina

Observações: Diálise: Não foram realizados estudos de interação em doentes submetidos a diálise.
Interações: Ciprofloxacina: Em estudos de interação em voluntários saudáveis, o cloridrato de sevelâmero diminuiu a biodisponibilidade da ciprofloxacina em aproximadamente 50% quando coadministrada com Sevelâmero, num estudo de dose única. Consequentemente, o Sevelâmero não deve ser tomado em simultâneo com a ciprofloxacina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de lantânio + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: A biodisponibilidade da ciprofloxacina oral diminuiu em aproximadamente 50% quando foi tomada com Carbonato de lantânio num estudo de dose única realizado em voluntários saudáveis. Recomenda-se que as formulações de floxacina oral sejam tomadas pelo menos 2 horas antes ou 4 horas depois de Carbonato de lantânio.

Atalureno + Ciprofloxacina

Observações: Com base em estudos in vitro, o atalureno é um substrato da UGT1A9 e da proteína de resistência ao cancro da mama (BCRP). Com base em estudos in vitro, o atalureno é um inibidor da UGT1A9, do transportador de aniões orgânicos 1 (OAT1), do transportador de aniões orgânicos 3 (OAT3) e do polipéptido transportador de aniões orgânicos 1B3 (OATP1B3). Com base nos estudos in vitro, não se prevê que o atalureno seja um inibidor do transporte mediado pela glicoproteína P nem do metabolismo mediado pelo citocromo P450. De forma semelhante, não se prevê que, in vivo, o atalureno seja um indutor das isoenzimas do citocromo P450. Medicamentos que afetam a glicoproteína-P transportadora In vitro, o atalureno não é um substrato da glicoproteína-P transportadora. É improvável que a farmacocinética do atalureno seja afetada por medicamentos que inibem a glicoproteína-P transportadora. Desconhece-se qual é o efeito da administração concomitante do atalureno com outros medicamentos nefrotóxicos. Em alguns destes casos, a desidratação pode ser um fator contribuinte. Os doentes devem manter uma hidratação adequada durante a toma do atalureno.
Interações: É necessário ter cuidado quando o atalureno for administrado de forma concomitante com medicamentos que são substratos da UGT1A9, OAT1, OAT3 ou OATP1B3 devido ao risco de aumento da concentração destes medicamentos (por exemplo, oseltamivir, aciclovir, ciprofloxacina, captopril, furosemida, bumetanida, valsartan, pravastatina, rosuvastatina, atorvastatina e pitavastatina).

Prasugrel + Ciprofloxacina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre Prasugrel: Inibidores do CYP3A: O cetoconazol (400 mg por dia), um potente inibidor seletivo do CYP3A4 e CYP3A5, não afetou o efeito inibitório do prasugrel sobre a agregação plaquetária nem a AUC e o Tmax do metabolito ativo de prasugrel, mas diminuiu a Cmax em cerca de 34% a 46%. Assim, não se espera que os inibidores do CYP3A tais como os antifúngicos azólicos, inibidores da protease do VIH, claritromicina, telitromicina, verapamilo, diltiazem, indinavir, ciprofloxacina e sumo de toranja, tenham um efeito significativo na farmacocinética do metabolito ativo.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tolazamida + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores da enzima conversora da angiotensina (por exemplo, enalapril), anticoagulantes (por exemplo, varfarina), antifúngicos azóis (por exemplo, miconazol, cetoconazol), cloranfenicol, clofibrato, fenfluramina, insulina, inibidores da monoamina oxidase (por exemplo, fenelzina) (Por exemplo, ibuprofeno), fenilbutazona, probenecida, antibióticos quinolona (por exemplo, ciprofloxacina), salicilatos (por exemplo, aspirina) ou sulfonamidas (por exemplo, sulfametoxazol) porque o risco de baixo nível de açúcar no sangue pode ser aumentado.

Colestilano + Ciprofloxacina

Observações: Os estudos de interação for am realizados em voluntários saudáveis. Não foram realizados estudos de interação a doses diárias >9 g, não sendo por isso possível excluir a ocorrência de efeitos de interação mais significativos a doses mais elevadas de Colestilano.
Interações: Estudos de interação de uma única dose demonstraram que a biodisponibilidade de ciprofloxacina, varfarina e enalapril não foi afectada quando coadministrados com Colestilano (6-9 g/dia).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido ursodesoxicólico + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Em casos isolados, Ácido ursodesoxicólico pode causar a redução da absorção de ciprofloxacina.

Guanfacina + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores das CYP3A4 e CYP3A5: Devem tomar-se precauções quando Guanfacina é administrado a doentes que estão a tomar cetoconazol e outros inibidores moderados e potentes das CYP3A4/5, sendo proposta uma diminuição da dose de Guanfacina no intervalo de doses recomendado. A coadministração de Guanfacina com inibidores moderados e potentes das CYP3A4/5 eleva as concentrações plasmáticas de guanfacina e aumenta o risco de reações adversas como hipotensão, bradicardia e sedação. Verificou-se um aumento considerável da taxa e extensão da exposição da guanfacina quando administrada com cetoconazol; as concentrações plasmáticas máximas (Cmax) e a exposição (AUC) da guanfacina aumentaram respetivamente 2 e 3 vezes. Outros inibidores das CYP3A4/5 podem ter um efeito comparável; ver a seguir para uma lista de exemplos de inibidores moderados e potentes das CYP3A4/5, embora esta lista não seja definitiva. Inibidores moderados das CYP3A4/5: Aprepitant, Atazanavir, Ciprofloxacina, Crizotinib, Diltiazem, Eritromicina, Fluconazol, Fosamprenavir, Imatinib, Verapamil, Sumo de toranja. Inibidores potentes das CYP3A4/5: Boceprevir, Cloranfenicol, Claritromicina, Indinavir, Itraconazol, Cetoconazol, Posaconazol, Ritonavir, Saquinavir, Telaprevir, Telitromicina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ropinirol + Ciprofloxacina

Observações: O ropinirol é metabolizado principalmente pelo isoenzima CYP1A2 do citocromo P450. O tabagismo é conhecido por induzir o metabolismo pela CYP1A2, consequentemente se os doentes deixarem de ou começarem a fumar durante o tratamento com ropinirol, poderá ser necessário um ajuste da dose.
Interações: Um estudo de farmacocinética (com uma dose de comprimidos revestidos por película (de libertação imediata) de ropinirol de 2 mg, três vezes por dia) em doentes com doença de Parkinson, revelou que a ciprofloxacina aumentou a Cmáx e a AUC do ropinirol em 60% e 84% respetivamente, com um potencial risco de eventos adversos. Por isso, nos doentes que já se encontram a efetuar tratamento com ropinirol, poderá ser necessário ajustar a dose de ropinirol quando são introduzidos ou retirados medicamentos conhecidos por inibirem a CYP1A2, p. ex. ciprofloxacina, enoxacina ou fluvoxamina.

Bosutinib + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores da CYP3A: A utilização concomitante de bosutinib com inibidores potentes (por exemplo, ritonavir, indinavir, nelfinavir, saquinavir, cetoconazol, itraconazol, voriconazol, posaconazol, troleandomicina, claritromicina, telitromicina, boceprevir, telaprevir, mibefradil, nefazodona, conivaptan, produtos à base de toranja incluindo sumo de toranja) ou moderados (por exemplo, fluconazol, darunavir, eritromicina, diltiazem, dronedarona, atazanavir, aprepitant, amprenavir, fosamprenavir, imatinib, verapamil, tofisopam, ciprofloxacina) da CYP3A deve ser evitada, devido à ocorrência de um aumento na concentração plasmática do bosutinib. Deve-se ter cuidado no caso de uma utilização concomitante de inibidores ligeiros da CYP3A com bosutinib. Se possível, recomenda-se um medicamento concomitante alternativo sem ou com um mínimo de potencial de inibição da enzima CYP3A. Se for necessário administrar um inibidor potente ou moderado da CYP3A durante o tratamento com Bosutinib, deve-se considerar a interrupção da terapêutica com Bosutinib ou uma redução da dose de Bosutinib. Num estudo realizado com 24 indivíduos saudáveis a quem foram administradas cinco doses diárias de 400 mg de cetoconazol concomitantemente com uma única dose de 100 mg de bosutinib em jejum, o cetoconazol aumentou a Cmax do bosutinib em 5,2 vezes e a AUC do bosutinib no plasma em 8,6 vezes, em comparação com a administração isolada de bosutinib.

Tramadol + Dexcetoprofeno + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: A administração requer cuidado com ciprofloxacina utilizada para infecções bacterianas.
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Não tome Ciprofloxacina conjuntamente com tizanidina, porque tal pode causar efeitos secundários tais como baixa pressão arterial e sonolência.

Sabe-se que os seguintes medicamentos interagem com Ciprofloxacina no seu organismo. Tomar Ciprofloxacina conjuntamente com estes medicamentos pode influenciar o efeito terapêutico desses medicamentos.
Também pode aumentar a probabilidade de ocorrerem efeitos secundários.

Informe o seu Médico se estiver a tomar:
– varfarina ou outros anticoagulantes orais (para diluir o sangue)
– probenecide (para a gota)
– metotrexato (para certos tipos de cancro, psoríase, artrite reumatóide)
– teofilina (para problemas respiratórios)
– tizanidina (para espasticidade muscular na esclerose múltipla)
– clozapina (um antipsicótico)
– ropinirol (para a doença de Parkinson)
– fenitoína (para a epilepsia).

A Ciprofloxacina pode aumentar os níveis dos seguintes medicamentos no
seu sangue:
– pentoxifilina (para problemas circulatórios)
– cafeína.

Alguns medicamentos reduzem o efeito da Ciprofloxacina.

Informe o seu Médico se toma ou pensa tomar:
– antiácidos
– suplementos minerais
– sucralfato
– um quelante de fósforo polimérico (ex. sevelamer).
– medicamentos ou suplementos contendo cálcio, magnésio, alumínio ou ferro.

Se estes produtos são essenciais, tome Ciprofloxacina cerca de duas horas antes, ou pelo menos quatro horas depois de os tomar.

Como medida preventiva, é preferível evitar a utilização de Ciprofloxacina durante a gravidez.
A Ciprofloxacina não deve ser utilizada durante a amamentação.
Devido aos seus efeitos neurológicos, a Ciprofloxacina pode afectar os tempos de reação.
Assim, a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas pode ficar comprometida.


Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017