Cimetidina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
Cimetidina pertence ao grupo dos medicamentos antiácidos e antiulcerosos, antagonistas dos receptores H2.


Um congénere da histamina, inibe competitivamente a ligação de receptores de histamina H2.

Cimetidina tem uma gama de ações farmacológicas.

Inibe a secreção do ácido gástrico, bem como a pepsina e saída da gastrina.

Também bloqueia a atividade do citocromo P-450 que pode explicar propostas para uso em terapia neoadjuvante.
Usos comuns
Cimetidina é usada para o tratamento de úlceras, refluxo gastroesofágico e síndrome de Zollinger-Ellison.

Na profilaxia das lesões pulmonares provocadas por aspiração do conteúdo gástrico, em doentes submetidos a anestesia geral, e o tratamento da hemorragia digestiva alta, como medida de suporte.

Está também indicada na profilaxia das lesões recidivantes do tracto gastrintestinal superior, nomeadamente na terapêutica de manutenção da úlcera duodenal e da úlcera gástrica benigna.

Em situações de dispepsia crónica não ulcerosa, em que foi previamente excluída uma causa orgânica; na gastrite aguda ou crónica e na insuficiência pancreática.
Tipo
pequena molécula
História
A Cimetidina foi o culminar de um projecto de Smith, Kline e French (SK &F; agora GlaxoSmithKline) por James W. Preto, C. Robin Ganellin, e outros para desenvolver um antagonista do receptor da histamina para suprimir a secreção de ácido no estômago.

Esta foi uma das primeiras drogas descobertos usando uma abordagem de design racional de medicamentos.

Sir James W. Preto dividiu o Prêmio Nobel 1988 em Fisiologia ou Medicina pela descoberta do propranolol e também é creditado pela descoberta da cimetidina, na verdade, os químicos medicinais teria feito a descoberta.

Na época (1964), a histamina foi conhecido por estimular a secreção de ácido gástrico, mas também que os anti-histamínicos tradicionais não teve nenhum efeito sobre a produção de ácido.

No processo, os cientistas de SK & F, também demonstrou a existência de histamina H2-receptores.

Cimetidina foi comercializado pela primeira vez no Reino Unido em 1976, e em os EUA em agosto de 1977 e, portanto, ele levou 12 anos a partir de início do programa de antagonista dos receptores H2 para a comercialização.
Indicações
- tratamento da úlcera duodenal ou da úlcera gástrica benigna;

- doença do refluxo gastroesofágico (incluindo as situações de pirose e de esofagite péptica);

- úlceras recorrentes do tracto gastrintestinal superior;

- úlcera da boca anastomótica e de outras situações para as quais a redução da secreção ácida gástrica seja benéfica, nomeadamente, terapêutica sintomática da dispepsia sem causa orgânica identificada;

- tratamento da gastrite aguda ou crónica, assim como da agudização da gastrite crónica, obedecendo o diagnóstico de gastrite a critérios clínicos, endoscópicos e histológicos estabelecidos;

- na insuficiência pancreática, para reduzir a degradação dos suplementos de enzimas.


- profilaxia das recidivas da úlcera duodenal ou da úlcera gástrica benigna, em doentes com história prévia de recidivas ou de complicações, ou em doentes com doenças associadas, para quem a cirurgia constitua um risco superior ao habitual.


- profilaxia das úlceras de stress em doentes graves com risco de hemorragia; no tratamento de hipersecreção patológica, nomeadamente síndrome de Zollinger-Ellison, mastocitose sistémica e adenomas endócrinos múltiplos; como medida de suporte, no tratamento da hemorragia digestiva alta por úlcera péptica ou erosões.


- redução da acidez gástrica e do volume secretório com consequente redução do risco de lesão pulmonar causado por aspiração do conteúdo gástrico, em doentes submetidos a anestesia geral (p.e. cesariana).


- tratamento das lesões, úlceras e erosões, causadas por anti-inflamatórios não esteróides.


- profilaxia da recidiva das lesões em doentes que necessitem de terapêutica contínua com anti-inflamatórios não esteróides.
Classificação CFT
06.02.02.02     Antagonistas dos recetores H2
Mecanismo De Ação
A cimetidina é um antagonista dos receptores H2 da histamina, pelo que a sua acção a nível dos receptores H2 das células parietais gástricas se caracteriza pela inibição da secreção do ácido clorídrico e da pepsina.

No entanto, apesar da acção preponderante da cimetidina ser a inibição da secreção ácida basal e estimulada, também lhe tem sido atribuída uma acção citoprotectora.

A capacidade de inibir a secreção ácida basal (BAO) é um índice adequado da actividade anti-secretora.
Posologia Orientativa
Via oral:

Adultos:
Nas situações de úlcera duodenal; úlcera gástrica benigna; úlcera recorrente pós-cirurgia gástrica; refluxo gastroesofágico (esofagite péptica), Cimetidina é eficaz em doses que variam entre 800 mg e 1600 mg/dia.

Pode ser administrado numa toma única, ao deitar, ou fraccionada em duas (pequeno almoço e deitar) ou quatro (às refeições e ao deitar) tomas.


Em doentes com úlcera duodenal e úlcera gástrica benigna, a terapêutica de manutenção é feita com uma dose de 400 mg, administrada numa toma única ao deitar.


No síndrome de Zollinger-Ellison têm sido utilizadas doses até 12 g/dia.

O tratamento, dose administrada e duração, deve ser ajustado de acordo com as necessidades individuais de cada doente.

Na gastrite e na dispepsia não ulcerosa, aconselha-se uma dose de 200 mg quatro vezes ao dia, às refeições e ao deitar.


Na insuficiência pancreática (concomitante com a terapêutica enzimática) recomendam-se doses entre 800 mg e 1600 mg/dia, divididas em quatro tomas e administradas uma hora a hora e meia antes das refeições.


No tratamento das lesões iatrogénicas (úlcera e erosões) provocadas pelos anti-inflamatórios não esteróides, a posologia habitual é de 800 mg/dia, numa toma única ou em duas tomas diárias (400 mg ao pequeno almoço e 400 mg ao deitar).

Nos doentes que responderam ao tratamento inicial e que requerem continuação da terapêutica com AINE's, recomenda-se a terapêutica de manutenção com 400 mg ao deitar, para profilaxia de recidivas.



Crianças:
- 1 – 12 anos: 20-25 mg/Kg/dia, fraccionados de 4 em 4 ou de 6 em 6 horas
- idade inferior a 1 ano: 20 mg/Kg/dia, fraccionados de 4 em 4 ou de 6 em 6 horas
- recém-nascidos: 10-15 mg/Kg/dia, fraccionados de 4 em 4 ou de 6 em 6 horas
Em crianças com idade inferior a 16 anos não deverá ser feita uma utilização rotineira deste medicamento.



Via injectável:

Adultos:
Cimetidina injectável destina-se a doentes com indicação para terapêutica necessária com cimetidina, sempre que a via oral seja inadequada, ou que a gravidade da situação o justifique.


Cimetidina injetável pode ser administrado por injecção intramuscular ou por via intravenosa.



Injecção intramuscular
– 200 mg de 4 em 4 ou de 6 em 6 horas.



Via intravenosa:
A administração intravenosa pode ser feita de duas formas: por injecção IV e infusão/perfusão IV, sendo esta última preferível no caso de se usarem doses mais elevadas ou haver patologia cardiovascular.

A perfusão IV pode ser intermitente ou contínua.



Perfusão intermitente:
diluir 400 mg de Cimetidina em 100 ml de dextrose a 5% ou outra solução compatível.


No caso da perfusão intermitente, a dose recomendada é de 200-400 mg de 4 em 4 horas a 6 em 6 horas, se necessário e no caso da perfusão contínua o ritmo de infusão deve ser de 50-100 mg/h.



Injecção intravenosa:
diluir a ampola de 200 mg em cloreto de sódio a 0,9% (ou outra solução compatível) até perfazer o volume total de 20 ml.

A injecção IV deve ser feita lentamente durante pelo menos 5 minutos e pode ser repetida de 4 em 4 horas ou de 6 em 6 horas.



NOTA:
Nas situações cirúrgicas de urgência, incluindo cesarianas, em que Cimetidina é administrada juntamente com a anestesia geral, devem injectar-se, de preferência por via intramuscular, 400 mg cerca de 1 hora antes da indução da anestesia, seguidos de 200 mg, de 4 em 4 horas.

Nas situações de cirurgia electiva, pode iniciar-se o tratamento com Cimetidina na noite anterior à cirurgia.



Crianças:
- 1 – 12 anos: 20-25 mg/Kg/dia, fraccionados de 4 em 4 ou de 6 em 6 horas
- idade inferior a 1 ano: 20 mg/Kg/dia, fraccionados de 4 em 4 ou de 6 em 6 horas
- recém-nascidos: 10-15 mg/Kg/dia, fraccionados de 4 em 4 ou de 6 em 6 horas
Em crianças com idade inferior a 16 anos não deverá ser feita uma utilização rotineira deste medicamento.
Administração
Via oral.

Tomar às refeições e ao deitar.
Contraindicações
Está contra-indicado nos doentes com hipersensibilidade à Cimetidina.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Sistema Gastro-intestinal
Episódios transitórios de diarreia têm sido descritos num reduzido número (1%) de doentes.

Sistema Nervoso
Ocorreram estados confusionais reversíveis (confusão mental, agitação, psicose, depressão, ansiedade, desorientação, alucinações), principalmente, mas não exclusivamente em doentes graves. Em regra, estas alterações surgiram 2-3 dias depois do início da terapêutica com Cimetidina e desapareceram 3-4 dias após a interrupção do tratamento. A sua incidência é de aproximadamente 0,02%. Episódios transitórios de tonturas e sonolência têm sido descritos num reduzido número (1%) de doentes. Foram referidos poucos casos de cefaleias, por vezes intensas, que melhoraram quando se suspendeu a terapêutica.

Pele
Episódios transitórios de erupção cutânea têm sido descritos num reduzido número (1%) de doentes.
Embora de raridade extrema, foi descrita a ocorrência de alopécia reversível.

Sistema Endócrino
O aparecimento de ginecomastia foi referido por doentes tratados por períodos de tempo iguais ou superiores a 1 mês. A incidência de ginecomastia oscilou entre 0,3 a 1% nos vários estudos, embora possa atingir uma percentagem ligeiramente superior (até 4%) nos doentes com Síndrome de Zollinger-Ellison ou outras situações decorrentes de hipersecreção patológica. Não se demonstraram alterações endócrinas nestes doentes e a situação reverteu-se ou manteve-se estacionária com a continuação do tratamento.
Também foram referidos casos de impotência, particularmente em doentes com hipersecreção patológica, p.e. Síndrome de Zollinger-Ellison, submetidos a doses elevadas de cimetidina, por períodos de tempo superiores a um ano (média 38 meses). No entanto, com as doses habituais, a incidência de impotência nos doentes medicados com cimetidina não excedeu a referida na população geral.

Sangue
Leucopenia (cerca de 1 caso em 100.000 doentes), incluindo agranulocitose (aproximadamente 3 por milhão de doentes) foi descrita, em doentes tratados com cimetidina. A maioria destes casos ocorreu em doentes com doenças graves concomitantes e/ou submetidos a terapêuticas que reconhecidamente causam neutropenia. Também foram descritas, embora muito raramente, casos de trombocitopenia (cerca de 3 por milhão de doentes) e de anemia aplásica.

Alterações Laboratoriais
Têm sido detectadas pequenas elevações da creatinina plasmática, que não se agravam com a continuação da terapêutica e que normalizam no fim do tratamento. A elevação da creatinina plasmática não se associa a alterações da taxa de filtração glomerular.

Sistema Hepatobiliar
Foram ainda referidas elevações moderadas das transaminases séricas, assim como casos raros de hepatite, que resolveram com a suspensão do fármaco.

Sistema Urogenital
Foram também referidos casos raros de nefrite intersticial.

Pâncreas
Foram descritos casos raros de pancreatite.

Sistema Cardiovascular
Foram descritos casos raros de bradicárdia sinusal, taquicárdia e bloqueio cardíaco, bem como anafilaxia em doentes medicados com antagonistas H2.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Ver Bloqueadores dos receptores H2 da histamina ; evitar, a menos que seja essencial pela possibilidade de feminização. Ausência de risco fetal, demonstrada em experimentação animal ou em estudos humanos.
Aleitamento
Aleitamento:Quantidade significativa no leite; recomenda-se evitar.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Reduzir a dose; pode aumentar a confusão mental.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:600 a 800 mg/dia na IR ligeira a moderada; 400 mg/dia na IR grave.
Conducao
Conducao:Não altera a capacidade de condução.
Precauções Gerais
Em doentes com insuficiência renal, a posologia deve ser ajustada em função da clearance da creatinina.

A hemodiálise interfere, reduzindo os níveis circulantes de cimetidina, que não são contudo, alterados pela diálise peritoneal.

Assim, nos doentes em hemodiálise a Cimetidina deve ser administrado no final de cada sessão de hemodiálise e cada 12 horas no período interdiálise.


Tal como acontece com qualquer inibidor da secreção ácida, só deve ser prescrito a doentes com úlcera gástrica benigna, depois do clínico se certificar, através dos meios de diagnóstico adequados, da natureza benigna da lesão.


De facto, esta precaução é mandatória, na medida em que a inibição da secreção ácida pode, embora temporariamente, aliviar os sintomas e induzir a cicatrização do cancro gástrico, contribuindo assim para o atraso no seu diagnóstico.


A redução da acidez gástrica em doentes imunocomprometidos pode aumentar a probabilidade de superinfecção com Strongyloides Estercoralis.
Cuidados com a Dieta
Não interfere com alimentos e bebidas.
Terapêutica Interrompida
Quando for omitida a administração de uma ou mais doses, deve retomar-se o tratamento de acordo com a posologia previamente estabelecida.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.


Não conservar acima de 25°C.


Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dextrometorfano + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de medicamentos que inibam o sistema enzimático do citocromo P450-2D6 a nível hepático e, por conseguinte, o metabolismo do dextrometorfano – nomeadamente amiodarona, quinidina, fluoxetina, haloperidol, paroxetina, propafenona, tioridazina, cimetidina e ritonavir – pode aumentar a concentração de dextrometorfano. Estes efeitos podem ocorrer se algum dos medicamentos mencionados tiver sido administrado recentemente, mesmo que a toma já tenha sido cessada.
 Risco Moderado

Sucralfato + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Estudos em animais mostraram que a administração simultânea de sucralfato com tetraciclina, fenitoína, digoxina, cimetidina, ranitidina, ciprofloxacina, norfloxacina e teofilina originou uma redução estatisticamente significativa na biodisponibilidade destes agentes. O mecanismo destas interações é de natureza não sistémica, resultante da ligação do sucralfato ao fármaco administrado concomitantemente, no tracto gastrointestinal. A biodisponibilidade destes fármacos poderá ser restabelecida fazendo a sua administração duas horas antes da toma de Sucralfato.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dienogest + Cimetidina

Observações: Com base em estudos de inibição in vitro, é pouco provável uma interacção clinicamente relevante do dienogest com o metabolismo mediado pelas enzimas do citocromo P450 de outros medicamentos. Nota: A informação de prescrição da medicação concomitante deverá ser consultada para identificar potenciais interações.
Interações: Inibidores conhecidos da CYP3A4 como os antifúngicos do grupo dos azóis (por ex., cetoconazol, itraconazol, fluconazol), cimetidina, verapamil, macrólidos (por ex., eritromicina, claritromicina e roxitromicina), diltiazem, inibidores das proteases (por ex., ritonavir, saquinavir, indinavir, nelfinavir), antidepressores (por ex., nefazodona, fluvoxamina, fluoxetina) e o sumo de toranja poderão aumentar os níveis plasmáticos de progestagénios e resultar em efeitos indesejáveis. Num estudo que investigou o efeito dos inibidores da CYP3A4 (cetoconazol, eritromicina) sobre a associação de valerato de estradiol/dienogest, os níveis plasmáticos de dienogest no estado estacionário foram aumentados. A administração concomitante com o forte inibidor cetoconazol resultou num aumento de 186% da AUC 0-24 h de dienogest no estado estacionário. Quando co-administrada com o moderado inibidor eritromicina, a AUC 0-24 h de dienogest no estado estacionário foi aumentada em 62%. Desconhece-se qual a relevância clínica destas interações.

Ebastina + Cimetidina

Observações: Quando a ebastina é administrada em simultâneo com alimentos, verifica-se um aumento do principal metabolito ativo da ebastina de 1,5 a 2,0 vezes nos níveis plasmáticos e na AUC. Este aumento não altera o Tmax. A administração concomitante de ebastina com alimentos não altera a sua eficácia clínica.
Interações: Não se verificam interações entre ebastina e teofilina, varfarina, cimetidina, diazepam ou álcool.

Fosinopril + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Outros: A biodisponibilidade do fosinopril não sofre alteração quando é administrado com ácido acetilsalicílico, clortalidona, cimetidina, digoxina, hidroclorotiazida, metoclopramida, nifedipina, propranolol, propantelina ou varfarina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Pefloxacina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: O uso de cimetidina aumenta a AUC da pefloxacina em cerca de 40%.

Enalapril + Lercanidipina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: LERCANIDIPINA: Associações que devem ser tidas em consideração: Cimetidina: A administração simultânea de 800 mg por dia de cimetidina não causa modificações significativas nos níveis plasmáticos de lercanidipina, porém são necessárias precauções com doses mais elevadas dado que a biodisponibilidade e o efeito hipotensor da lercanidipina podem ser aumentados.

Memantina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Devido aos efeitos farmacológicos e ao mecanismo de ação da memantina, poderão ocorrer as seguintes interações: A utilização concomitante de memantina e amantadina deverá ser evitada, devido ao risco de psicose farmacotóxica. Ambas as substâncias são antagonistas do NMDA, quimicamente relacionados. A mesma recomendação poderá aplicar-se para a cetamina e o dextrometorfano. Devido aos efeitos farmacológicos e ao mecanismo de ação da memantina, poderão ocorrer as seguintes interações: Outras substâncias ativas, como a cimetidina, ranitidina, procaínamida, quinidina, quinina e nicotina, que utilizam o mesmo sistema de transporte renal de catiões que a amantadina, também poderão interagir com a memantina, conduzindo a um risco potencial de aumento dos seus níveis séricos.

Ertugliflozina + Metformina + Cimetidina

Observações: Não foram efetuados estudos de interação medicamentosa farmacocinética com Ertugliflozina + Metformina; contudo, estes tipos de estudo foram efetuados com as substâncias ativas individuais de Ertugliflozina + Metformina.
Interações: Metformina Associações que requerem precauções de utilização Transportadores orgânicos catiónicos (OCT) A metformina é um substrato de ambos os transportadores OCT1 e OCT2. A coadmnistração da metformina com: • Inibidores do OCT1 (tais como o verapamilo) podem reduzir a eficácia da metformina. • Inibidores do OCT1 (tais como a rifampicina) podem aumentar a absorção gastrointestinal e a eficácia da metformina. • Inibidores do OCT2 (tais como a cimetidina, dolutegravir, ranolazina, trimetoprim, vandetanib, isavuconazol) podem diminuir a eliminação renal da metformina o que leva a um aumento da concentração plasmática da metformina. • Inibidores de ambos OCT1 e OCT2 (tais como crizotinib, olaparib) podem alterar a eficácia e a eliminação renal da metformina. Recomenda-se precaução, especialmente em doentes com compromisso renal, quando estes medicamentos são coadmnistrados com metformina uma vez que a concentração plasmática de metformina pode aumentar. Se necessário, pode ser considerado um ajuste da dose de metformina uma vez que os inibidores/indutores do OCT podem alterar a eficácia da metformina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Magaldrato + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Uma vez que os antiácidos podem diminuir a absorção de outros fármacos quando administrados concomitantemente (como por exemplo, tetraciclinas, benzodiazepinas, digoxina, dicumarol, indometacina, cimetidina, ácido quenodesoxicólico e ácido ursodesoxicólico), em princípio deve ser mantido um intervalo de 1 - 2 horas entre a ingestão de Magaldrato e dos outros medicamentos.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido fólico + Cianocobalamina + Iodo + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Antiulcerosos (cimetidina, omeprazol e ranitidina): estes fármacos podem produzir uma diminuição da absorção oral da vitamina B12 com possível inibição do seu efeito por possível influência da alteração do pH gástrico.

Ezetimiba + Cimetidina

Observações: Só foram efetuados estudos de interação em adultos. Nos estudos pré-clínicos, demonstrou-se que a ezetimiba não induz as enzimas metabolizadoras de fármacos do citocromo P450. Não se observaram interações farmacocinéticas clinicamente significativas entre a ezetimiba e os fármacos metabolizados pelos citocromos P450 1A2, 2D6, 2C8, 2C9 e 3A4, ou pela N-acetiltransferase.
Interações: A cimetidina, quando administrada concomitantemente com ezetimiba, não teve qualquer efeito na biodisponibilidade da ezetimiba.

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Cimetidina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interação com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interações: ANTAGONISTAS DOS RECETORES H2 Cimetidina Famotidina Nizatidina Ranitidina Tendo por base considerações teóricas, não são esperadas interações mecanísticas. este medicamento pode ser administrado concomitantemente com antagonistas dos recetores H2 sem ajuste de dose.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clozapina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de fármacos que se sabe inibirem a actividade de algumas isoenzimas do citocromo P450 pode aumentar os níveis de clozapina e a dose de clozapina pode ter de ser reduzida para evitar efeitos indesejáveis. Da mesma forma, são improváveis interações farmacocinéticas com inibidores de CYP3A4 tais como um antifúngicos azóis, cimetidina, eritromicina e inibidores de protease, apesar de algumas terem sido relatadas.

Amlodipina + Atorvastatina + Cimetidina

Observações: Os dados de um estudo de interação fármaco-fármaco que envolveu 10 mg de amlodipina e 80 mg de atorvastatina em indivíduos saudáveis indicam que a farmacocinética da amlodipina não é alterada quando os fármacos são coadministrados. Não foi demonstrado nenhum efeito da amlodipina na Cmáx da atorvastatina, mas a AUC da atorvastatina aumentou 18% (IC 90% [109-127%]) na presença de amlodipina. Não foi realizado nenhum estudo de interação medicamentosa com a associação fixa de amlodipina e atorvastatina e outros fármacos, embora tenham sido realizados estudos com os componentes individuais amlodipina e atorvastatina.
Interações: Interações relacionadas com a AMLODIPINA: Em estudos de interação foi também demonstrado que a cimetidina, a atorvastatina, os sais de alumínio/magnésio e a digoxina não afetaram a farmacocinética da amlodipina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brometo de metilnaltrexona + Cimetidina

Observações: O brometo de metilnaltrexona não afeta a farmacocinética de medicamentos metabolizados pelas isoenzimas do citocromo P450 (CYP). O brometo de metilnaltrexona é metabolizado minimamente pelas isoenzimas do CYP. Os estudos do metabolismo in vitro sugerem que o brometo de metilnaltrexona não inibe a atividade do CYP1A2, CYP2E1, CYP2B6, CYP2A6, CYP2C9, CYP2C19 ou CYP3A4, embora seja um fraco inibidor do metabolismo de um substrato modelo do CYP2D6.
Interações: O potencial de interação fármaco-fármaco, relacionado com o transportador catião orgânico (OCT), entre o brometo de metilnaltrexona e um inibidor OCT foi estudado em 18 indivíduos saudáveis comparando os perfis farmacocinéticos de doses únicas de brometo de metilnaltrexona antes e depois da administração de doses múltiplas de 400 mg de cimetidina. Verificou-se redução da depuração renal do brometo de metilnaltrexona após a administração de doses múltiplas de cimetidina (de 31 l/h para 18 l/h). No entanto, isto resultou numa pequena redução da depuração total (de 107 l/h para 95 l/h). Consequentemente, não se registaram alterações significativas da AUC do brometo de metilnaltrexona, para além da Cmax, antes e depois da administração de doses múltiplas de cimetidina.

Bicalutamida + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Deve ter-se cuidado ao prescrever Bicalutamida com outros medicamentos que podem inibir a oxidação de medicamentos, por exemplo como a cimetidina e o cetoconazol. Esta co-administração pode resultar num aumento das concentrações plasmáticas de bicalutamida que, teoricamente, pode produzir um aumento dos efeitos secundários.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Aciclovir + Cimetidina

Observações: Não se identificaram interações com grande significado clínico. O aciclovir é eliminado principalmente pela urina, na forma inalterada, por secreção tubular activa. Qualquer medicamento, administrado concomitantemente, que compita com este mecanismo pode aumentar as concentrações plasmáticas de aciclovir.
Interações: A probenecida e a cimetidina aumentam a AUC (Área sob a curva concentração-tempo) do aciclovir por este mecanismo, e reduzem a depuração renal do aciclovir.

Nifedipina + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: Cimetidina: A administração concomitante de cimetidina aumentou as concentrações plasmáticas de nifedipina em 100%. Esta associação deve ser utilizada com precaução, e pode ser necessária uma redução da dose de nifedipina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clorodiazepóxido + Brometo de clidínio + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Cimetidina: Risco aumentado de sonolência. Previna os doentes do risco aumentado quando conduzem automóveis ou utilizam máquinas.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fluorouracilo + Cimetidina

Observações: Vários agentes têm sido referidos como moduladores bioquímicos da eficácia antitumoral ou a toxicidade do fluorouracilo. Entre os medicamentos comuns incluem-se o metotrexato, o metronidazol, a leucovorina, o interferão alfa e o alopurinol.
Interações: A cimetidina, o metronidazol e o interferão podem aumentar as concentrações plasmáticas de 5-fluorouracilo e, desta forma, aumentar a toxicidade de 5- fluorouracilo.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Beclometasona + Formoterol + Brometo de glicopirrónio + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas Como o glicopirrónio é eliminado principalmente pela via renal, podem ocorrer potencialmente interações medicamentosas com medicamentos que afetam os mecanismos de excreção renal. O efeito da inibição dos transportadores de catiões orgânicos (utilizando a cimetidina como um inibidor sonda dos transportadores OCT2 e MATE1) a nível dos rins, após distribuição do glicopirrónio inalado, revelou um aumento limitado da sua exposição sistémica total (AUC0-t) de 16% e uma diminuição ligeira da depuração renal de 20%, resultantes da coadministração de cimetidina.

Triazolam + Cimetidina

Observações: Podem ocorrer interações farmacocinéticas quando o triazolam é administrado com fármacos que interferem com o seu metabolismo. Compostos inibidores de determinadas enzimas hepáticas (particularmente o citocromo P4503A4) podem aumentar a concentração de triazolam e provocar um aumento da sua atividade. Dados de estudos clínicos com triazolam, estudos in vitro com triazolam e estudos clínicos com fármacos metabolizados de modo semelhante ao triazolam fornecem provas de vários graus de interação e várias interações possíveis entre o triazolam e outros fármacos.
Interações: Recomenda-se precaução e deve ter-se em consideração a hipótese de diminuir a dose, nos casos em que o triazolam é coadministrado com cimetidina ou antibióticos macrólidos, tais como a eritromicina, claritromicina e troleandomicina.

Acitretina + Cimetidina

Observações: O tratamento sistémico com retinóides pode causar um aumento da pressão intracraniana.
Interações: Até à data não se observaram interações de Acitretina com outros medicamentos (p. ex., digoxina, cimetidina, contracetivos orais com estrogénio-progesterona combinados).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ansiolíticos + Cimetidina

Observações: Aumento do efeito sedativo por inibição do CYP3A4. Efeito aditivo com depressores do SNC. Inibição enzimática.
Interações: Inibição do metabolismo deste antagonista H2 - Cimetidina

Tegafur + Gimeracilo + Oteracilo + Cimetidina

Observações: Não foram realizados estudos de interacção em doentes adultos ou pediátricos.
Interações: Cimetidina: Não existem dados disponíveiss obre a utilização concomitante de cimetidina com Tegafur/Gimeracilo/Oteracilo em associação com a cisplatina. No entanto, a administração concomitante pode reduzir a depuração e, por conseguinte, aumentar os níveis plasmáticos do 5-FU. É aconselhado cuidado uma vez que a administração concomitante pode aumentar a toxicidade de Tegafur/Gimeracilo/Oteracilo.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Enalapril + Nitrendipina + Cimetidina

Observações: O sumo de toranja inibe o metabolismo oxidativo da nitrendipina. A sua ingestão simultânea com sumo de toranja aumenta a concentração plasmática de nitrendipina, o que pode aumentar o efeito hipotensor do medicamento.
Interações: A cimetidina e, em menor extensão, a ranitidina, podem aumentar os níveis plasmáticos de nitrendipina, embora se desconheça ainda a relevância clínica deste efeito.

Sildenafil + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre o sildenafil: Estudos in vivo: A análise farmacocinética populacional de dados dos ensaios clínicos indicaram uma diminuição da depuração do sildenafil quando co-administrado com inibidores da CYP3A4 (como, por exemplo, o cetoconazol, a eritromicina, a cimetidina). Embora não se tenha observado um aumento da incidência de acontecimentos adversos nestes doentes quando o sildenafil foi administrado em concomitância com inibidores da CYP3A4, deve considerar-se a utilização de uma dose inicial de 25 mg. Efeitos de outros medicamentos sobre o sildenafil: Estudos in vivo: A cimetidina (800 mg), um inibidor do citocromo P450 e um inibidor não específico da CYP3A4, causou um aumento de 56% das concentrações plasmáticas do sildenafil quando co-administrada com sildenafil (50 mg) a voluntários saudáveis.

Metformina + Vildagliptina + Cimetidina

Observações: Não foram efetuados estudos formais de interação com Metformina/Vildagliptina. As informações seguintes refletem a informação disponível com as substâncias ativas em monoterapia.
Interações: Metformina: Associações não recomendadas: Substâncias ativas catiónicas que são eliminadas através de secreção tubular renal (por ex. cimetidina) podem interagir com a metformina por competição pelos sistemas de transporte tubulares renais comuns e assim atrasar a eliminação da metformina, que pode aumentar o risco de acidose láctica. Um ensaio em voluntários saudáveis revelou que a cimetidina, administrada na dose de 400 mg duas vezes por dia, aumentou a exposição sistémica à metformina ( AUC ) em 50%. Assim, deve considerar-se uma monitorização rigorosa do controlo da glicemia, ajuste posológico dentro da posologia recomendada e mudança de terapêutica diabética sempre que sejam a dministrados medicamentos catiónicos que sejam eliminados por secrecção tubular renal.
 Sem significado Clínico

Repaglinida + Cimetidina

Observações: Não foram efetuados estudos de interação em crianças.
Interações: A administração concomitante de cimetidina, nifedipina, estrogénio ou sinvastatina com repaglinida, todos substratos de CYP3A4, não alterou significativamente os parâmetros farmacocinéticos de repaglinida.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levorfanol + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Alguns medicamentos podem interagir com levorfanol. Cimetidina, inibidores da MAO (por exemplo, fenelzina) ou oxibato de sódio (GHB) porque os efeitos secundários do levorfanol podem ser aumentados.
 Sem significado Clínico

Loratadina + Pseudoefedrina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Foi demonstrado que os inibidores do CYP3A4 e CYP2D6 aumentam a exposição da loratadina e desloratadina. No entanto, dado o largo índice terapêutico da loratadina, não são expectáveis interações clinicamente relevantes e não foram observadas com a administração concomitante de eritromicina, cetoconazole e cimetidina nos ensaios clínicos realizados.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Glipizida + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Os compostos mencionados a seguir podem aumentar o efeito hipoglicemiante: Cimetidina: A utilização de cimetidina pode estar associada a uma redução da glicémia pós-prandial, em doentes tratados com glipizida. Em geral, a ação hipoglicémica das sulfonilureias também pode ser potenciada por inibidores da monoaminoxidase e por fármacos que se ligam fortemente às proteínas plasmáticas, tais como sulfonamidas, cloranfenicol, probenecid, cumarinas e fibratos. Quando se administram (ou retiram) estes fármacos a doentes a tomarem glipizida, deve-se observar cuidadosamente os doentes, em relação a hipoglicemia (ou perda de controlo).

Quinapril + Hidroclorotiazida + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Outros agentes: Não se registaram interações farmacocinéticas clinicamente importantes quando se administrou quinapril em associação a Propranolol, hidroclorotiazida, digoxina ou cimetidina. O efeito anticoagulante de uma dose única de varfarina (medida pelo tempo de protrombina) não foi significativamente alterado pela administração combinada de quinapril, duas vezes ao dia. Quando administrados em concomitância, as seguintes drogas podem interagir com diuréticos tiazídicos.

Histamina + Cimetidina

Observações: A administração concomitante de medicamentos com efeitos de toxicidade cardíaca ou de depressão da pressão sanguínea podem aumentar a toxicidade do Histamina.
Interações: Os antagonistas do receptor H2 com estruturas imidazol semelhantes à histamina, p.ex. cimetidina, esteróides sistémicos e clonidina, não devem ser utilizados durante o tratamento com histamina.

Sofosbuvir + Velpatasvir + Voxilaprevir + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: Interações entre Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir e outros medicamentos: AGENTES REDUTORES DE ÁCIDO Antagonistas dos recetores H2 Famotidina (dose única de 40 mg) + sofosbuvir/velpatasvir/ voxilaprevir (dose única de 400/100/100 mg) Famotidina administrada simultaneamente com Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir Cimetidina, Nizatidina, Ranitidina (Aumento do pH gástrico diminui a solubilidade de velpatasvir) Famotidina (dose única de 40 mg) + sofosbuvir/velpatasvir/ voxilaprevir (dose única de 400/100/100 mg)c Famotidina administrada 12 horas antes de Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir (Aumento do pH gástrico diminui a solubilidade de velpatasvir) Os antagonistas dos recetores H2 podem ser administrados simultaneamente ou alternados com Sofosbuvir / Velpatasvir / Voxilaprevir numa dose que não exceda doses comparáveis a 40 mg de famotidina duas vezes por dia.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Cafeína + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Embora existam poucos dados sobre as interações entre a cafeína e outras substâncias ativas em recém-nascidos prematuros, podem ser necessárias doses inferiores de citrato de cafeína após coadministração de substâncias ativas que se saiba reduzirem a eliminação da cafeína em adultos (por exemplo, a cimetidina e o cetoconazol) e doses mais elevadas de citrato de cafeína após coadministração de substâncias ativas que aumentem a eliminação da cafeína (por exemplo, o fenobarbital e a fenitoína). Em caso de dúvida sobre as possíveis interações, devem determinar-se as concentrações plasmáticas de cafeína.

Letrozol + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: O metabolismo de letrozol é parcialmente mediado via CYP2A6 e CYP3A4. A cimetidina, um inibidor fraco inespecífico das enzimas CYP450, não afetou as concentrações plasmáticas de letrozol. Não se conhece o efeito de inibidores potentes da CYP450.

Metronidazol + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A cimetidina é um inibidor do metabolismo hepático, pelo que quando administrada concomitantemente com o metronidazol, provoca um aumento da concentração plasmática e da semivida do metronidazol. Recomenda-se a monitorização das concentrações plasmáticas de metronidazol, uma vez que pode ser necessário o ajuste da dose durante o tratamento com a cimetidina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Halazepam + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: As substâncias que inibem certos enzimas hepáticos (particularmente o citocromo P450), como a cimetidina, eritromicina e cetoconazol, podem intensificar a actividade das benzodiazepinas. Este efeito também se aplica às benzodiazepinas que são metabolizadas apenas por conjugação, ainda que em menor grau. Existem referências a interações farmacocinéticas com as benzodiazepinas. Tem sido referido, por exemplo, que a cimetidina reduz a depuração do diazepam. Desconhece-se, no entanto, se se verifica uma interacção semelhante com Halazepam.

Metformina + Alogliptina + Cimetidina

Observações: A coadministração de 100 mg de alogliptina uma vez ao dia e 1.000 mg de cloridrato de metformina duas vezes ao dia, durante 6 dias, em indivíduos saudáveis, não teve quaisquer efeitos clinicamente relevantes na farmacocinética da alogliptina ou da metformina. Não foram realizados estudos farmacocinéticos específicos de interação medicamentosa com este medicamento.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre a alogliptina: A alogliptina é principalmente excretada sob a forma inalterada na urina e o metabolismo pelo sistema enzimático do citocromo (CYP) P450 é desprezável. Por conseguinte, não são esperadas nem foram observadas interações com os inibidores do CYP. Os resultados dos estudos de interação clínica também demonstraram que não há efeitos clinicamente relevantes do gemfibrozil (um inibidor do CYP2C8/9), fluconazol (um inibidor do CYP2C9), cetoconazol (um inibidor do CYP3A4), ciclosporina (um inibidor da glicoproteína-P), voglibose (um inibidor da alfa-glucosidase), digoxina, metformina, cimetidina, pioglitazona ou atorvastatina na farmacocinética da alogliptina. Efeitos da alogliptina sobre outros medicamentos: Em estudos in vitro, constatou-se que a alogliptina não é um substrato nem um inibidor dos principais transportadores associados à disposição do fármaco no rim: transportador aniónico orgânico 1, transportador aniónico orgânico 3 ou transportador catiónico orgânico 2 (OCT2). Além disso, os dados clínicos não sugerem interação com os inibidores ou substratos da glicoproteína-P. Em estudos clínicos, a alogliptina não teve qualquer efeito clinicamente relevante na farmacocinética da cafeína, (R)-varfarina, pioglitazona, gliburida, tolbutamida, (S)-varfarina, dextrometorfano, atorvastatina, midazolam, um contracetivo oral (noretindrona e etinilestradiol), digoxina, fexofenadina, metformina ou cimetidina, proporcionando assim provas in vivo de uma baixa tendência para causar interação com substratos do CYP1A2, CYP3A4, CYP2D6, CYP2C9, da glicoproteína-P e do OCT2. Em indivíduos saudáveis, a alogliptina não tem qualquer efeito no tempo da protrombina ou Razão Normalizada Internacional (INR) quando administrada concomitantemente com a varfarina. Interações com a METFORMINA: Associações não recomendadas: Medicamentos catiónicos: As substâncias catiónicas que são eliminadas por secreção tubular renal (como por exemplo, a cimetidina) podem interagir com a metformina ao competir pelos sistemas de transporte tubular renal comuns. Um estudo realizado em sete voluntários saudáveis demonstrou que a cimetidina (400 mg duas vezes ao dia) aumentou a exposição sistémica da metformina (área sob a curva, AUC) em 50% e a Cmax em 81%. Por conseguinte, deve considerar-se a monitorização atenta do controlo glicémico, o ajuste da dose dentro da posologia recomendada e alterações no tratamento diabético, quando se administra concomitantemente medicamentos catiónicos que sejam eliminados por secreção tubular renal.

Tiagabina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Uso concomitante com fármacos não indutores: Após uma dose de tiagabina, a concentração plasmática esperada em doentes não induzidos é mais do que 2 vezes maior do que em doentes a receber agentes indutores enzimáticos. Para se alcançar similar exposição sistémica à tiagabina, doentes não induzidos necessitam de doses menores ou menos frequentes do que os doentes induzidos. Estes doentes podem também necessitar de uma titulação da tiagabina mais lenta quando comparados com os doentes induzidos. Tiagabina não tem qualquer efeito clinicamente significativo nas concentrações plasmáticas de fenitoína, carbamazepina, fenobarbital, valproato, varfarina, digoxina, teofilina e das hormonas contidas nos contracetivos orais. A cimetidina não tem efeito clinicamente significativo nos níveis plasmáticos de tiagabina.

Encainida + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A cimetidina (300 mg quatro vezes por dia) aumenta os níveis plasmáticos de encainida e dos seus metabolitos activos. Apesar de não terem consequências clinicamente significativos relatados, o cuidado deve ser exercido quando os dois fármacos são administrados simultaneamente. dose de encainida deve ser reduzida, se necessário cimetidina administrar.

Aliscireno + Cimetidina

Observações: O aliscireno não inibe as isoenzimas CYP450 (CYP1A2, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1 e 3A). O aliscireno não induz a CYP3A4. Assim não se espera que o aliscireno afete a exposição sistémica de substâncias que inibam, induzam ou sejam metabolizadas por estas enzimas. O aliscireno é pouco metabolizado pelas enzimas do citocromo P450. Assim, não são de esperar interações devidas a inibição ou indução das isoenzimas do citocromo CYP450.
Interações: A coadministração de aliscireno quer com metformina (↓28%), amlodipina (↑29%) quer com cimetidina (↑19%) resultou numa variação da Cmax ou AUC de Aliscireno entre 20% e 30%. A coadministração de Aliscireno não teve impacto significativo sobre a farmacocinética da metformina ou amlodipina. Consequentemente, não é necessário ajuste de dose de Aliscireno ou destes medicamentos coadministrados. Não se observaram interações relevantes com atenolol, digoxina, amlodipina ou cimetidina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Aminofilina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A degradação retardada e/ou o aumento dos níveis plasmáticos de Aminofilina (Teofilina Etilenodiamina), acompanhados de um risco aumentado de sobredosagem ou de uma incidência aumentada de efeitos secundários, pode ser provocada por medicação concomitante com contracetivos orais, antibióticos macrólidos (ex. eritromicina, iosamicina e lincomicina), bloqueadores dos canais de cálcio (ex. diltiazem, verapamil), inibidores da girase, cimetidina, ranitidina, ácido isonicótico hidrazida, alopurinol, propranolol, e interferão. Em tais casos, pode-se tornar necessária uma redução da dose.

Cetirizina + Cimetidina

Observações: Dados os perfis farmacocinéticos, farmacodinâmicos e de tolerância da cetirizina, não são esperadas interações com este anti-histamínico. A extensão da absorção da cetirizina não é reduzida pela administração de alimentos, apesar da velocidade de absorção diminuir.
Interações: Estudos farmacodinâmicos de cetirizina com cimetidina não revelaram evidências de interações adversas.

Ruxolitinib + Cimetidina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Ruxolitinib é eliminado através de metabolismo catalisado por CYP3A4 e CYP2C9. Assim, os medicamentos que inibem estas enzimas podem dar origem a um aumento da exposição a ruxolitinib.
Interações: Inibidores fracos a moderados da CYP3A4 (tais como, mas não limitados a, ciprofloxacina, eritromicina, amprenavir, atazanavir, diltiazem, cimetidina). Em indivíduos saudáveis a administração concomitante de ruxolitinib (dose única 10 mg) com eritromicina 500 mg duas vezes por dia, durante quatro dias, resultou em Cmax e AUC de ruxolitinib superiores em 8% e 27%, respetivamente, face a ruxolitinib isoladamente. Não se recomenda ajuste posológico quando ruxolitinib é coadministrado com inibidores fracos a moderados da CYP3A4 (p. ex.eritromicina). Contudo, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados para identificação de citopenias aquando do início da terapêutica com um inibidor moderado da CYP3A4.

Fosinopril + Hidroclorotiazida + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Outros fármacos: a biodisponibilidade do fosinopril não ligado não é alterada pela coadministração com ácido acetilsalicílico, clortolidona, cimetidina, digoxina, metoclopramida, nifedipina, propanolol, propantelina ou varfarina. Fosinopril / Hidroclorotiazida tem sido usado concomitantemente com paracetamol, outros anti-inflamatórios não- esteroides, anti-histamínicos, antilipémicos, estrogénios, sem evidência de eventos adversos clinicamente importantes.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Hidrocortisona + Cimetidina

Observações: População pediátrica: Não foram realizados estudos de interação.
Interações: Medicamentos como a cimetidina, eritromicina e o cetoconazol podem inibir o metabolismo dos corticosteróides e assim diminuir a sua clearance.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dienogest + Etinilestradiol + Cimetidina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. As interações do etinilestradiol e o dienogest, com outros medicamentos podem aumentar ou diminuir ou ambas, as concentrações séricas das hormonas esteroides. A redução das concentrações séricas de etinilestradiol/dienogest pode levar a um aumento das hemorragias intercorrentes e dos distúrbios menstruais e reduzir a eficácia do contracetivo do Dienogest / Etinilestradiol; o aumento de etinilestradiol/dienogest nos níveis séricos pode levar a um aumento de incidência e aumento da expressão de efeitos secundários.
Interações: Os seguintes medicamentos podem aumentar as concentrações séricas das hormonas esteroides contidas no Dienogest / Etinilestradiol: - Compostos que inibem a sulfatação de etinilestradiol na parede gastrointestinal, tais como o ácido ascórbico ou o paracetamol, - Atorvastatina (aumento na AUC do etinilestradiol em 20%), - Compostos que inibem as enzimas microssomais hepáticas, tais como imidazol, antifúngicos (por exemplo fluconazol), indinavir e troleandomicina. - Os chamados inibidores da enzima CYP3A4 como antifúngicos azólicos, cimetidina, verapamil, macrólidos, diltiazem, antidepressivos e sumo de toranja podem aumentar os níveis plasmáticos de dienogest.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Gabapentina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Não se prevê que a ligeira diminuição da excreção renal de gabapentina, observada quando é administrada concomitantemente com cimetidina, tenha importância clínica.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Propafenona + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Fármacos que inibem o CYP2D6, CYP1A2 e CYP3A4, por ex. cetoconazol, cimetidina, quinidina, eritromicina e o sumo de toranja, podem conduzir a um aumento dos níveis de cloridrato de propafenona. Quando o cloridrato de propafenona é administrado com inibidores destas enzimas, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados e a dose ajustada convenientemente.

Amlodipina + Valsartan + Cimetidina

Observações: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com Amlodipina / Valsartan e outros medicamentos.
Interações: Interações associadas ao VALSARTAN: Outras: Em monoterapia com valsartan não se verificaram interações clinicamente significativas com as seguintes substâncias: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol, indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida.

Aliscireno + Amlodipina + Cimetidina

Observações: Não foram realizados estudos de interação de Aliscireno + Amlodipina com outros medicamentos. Apresenta-se a informação conhecida sobre interações com outros medicamentos para as substâncias ativas individualmente. A administração conjunta de aliscireno e amlodipina não provoca alterações significativas na exposição farmacocinética no estado estacionário (AUC) e na concentração máxima (Cmax) de ambos os componentes em voluntários saudáveis.
Interações: Inibidores potentes da gp-P: Um estudo de interação medicamentosa com administração única em indivíduos saudáveis demonstrou que a ciclosporina (200 e 600 mg) aumenta a Cmax de 75 mg de aliscireno aproximadamente 2,5 vezes e a AUC aproximadamente 5 vezes. O aumento pode ser maior com doses superiores de aliscireno. Em indivíduos saudáveis, o itraconazol (100 mg) aumenta a AUC e a Cmax de aliscireno (150 mg) 6,5 vezes e 5,8 vezes, respetivamente. Assim, o uso concomitante de aliscireno e inibidores potentes da gp-P é contraindicado. A coadministração de aliscireno quer com metformina (↓28%), amlodipina (↑29%) quer com cimetidina (↑19%) resultou numa variação da Cmax ou AUC de aliscireno entre 20% e 30%. Quando administrado com atorvastatina, o estado estacionário da AUC de aliscireno e a Cmax aumentaram em 50%. A coadministração de aliscireno não teve impacto significativo sobre a farmacocinética da atorvastatina, metformina ou amlodipina. Consequentemente, não é necessário ajuste de dose de aliscireno ou destes medicamentos coadministrados.
 Sem significado Clínico

Alogliptina + Cimetidina

Observações: A alogliptina é principalmente excretada sob a forma inalterada na urina e o metabolismo pelo sistema enzimático do citocromo (CYP) P450 é desprezável. Por conseguinte, não são esperadas nem foram observadas interações com os inibidores do CYP. Estudos in vitro sugerem que a alogliptina não inibe nem induz as isoformas do CYP 450 em concentrações obtidas com a dose recomendada de 25 mg de alogliptina. Por conseguinte, não é esperada nem foi observada interação com substratos das isoformas do CYP 450. Em estudos in vitro, constatou-se que a alogliptina não é um substrato nem um inibidor dos principais transportadores associados à disposição do fármaco no rim: transportador aniónico orgânico 1, transportador aniónico orgânico 3 ou transportador catiónico orgânico 2 (OCT2).
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre a alogliptina: Os resultados dos estudos de interação clínica também demonstraram que não há efeitos clinicamente relevantes do gemfibrozil (um inibidor do CYP2C8/9), fluconazol (um inibidor do CYP2C9), cetoconazol (um inibidor do CYP3A4), ciclosporina (um inibidor da glicoproteína-P), voglibose (um inibidor da alfa-glucosidase), digoxina, metformina, cimetidina, pioglitazona ou atorvastatina na farmacocinética da alogliptina. Efeitos da alogliptina sobre outros medicamentos: Em estudos clínicos, a alogliptina não teve qualquer efeito clinicamente relevante na farmacocinética da cafeína, (R)-varfarina, pioglitazona, gliburida, tolbutamida, (S)-varfarina, dextrometorfano, atorvastatina, midazolam, um contracetivo oral (noretindrona e etinilestradiol), digoxina, fexofenadina, metformina ou cimetidina, proporcionando assim provas in vivo de uma baixa tendência para causar interação com substratos do CYP1A2, CYP3A4, CYP2D6, CYP2C9, da glicoproteína-P e do OCT2.

Cetirizina + Pseudoefedrina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: CETIRIZINA: Foram realizados estudos de interacção farmacocinética de cetirizina com cimetidina, cetoconazol, eritromicina, azitromicina e pseudoefedrina; não se verificaram interações farmacocinéticas. Estudos farmacodinâmicos de cetirizina com cimetidina, glipizida, diazepam e pseudoefedrina não revelaram evidências de interações adversas.

Metilergometrina + Cimetidina

Observações: Os alcaloides da cravagem do centeio são substratos do CYP3A4.
Interações: Interações a ter em consideração: Inibidores menos potentes do CYP3A4: Deve ser tomada precaução aquando da utilização concomitante de Metilergometrina com inibidores do CYP3A4 menos potentes (p.ex. cimetidina, delavirdina, sumo de toranja, quinupristina, dalfopristina) porque pode conduzir a uma exposição elevada à metilergometrina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Nortriptilina + Cimetidina

Observações: N.d.
Interações: A cimetidina e o metilfenilato reduzem o metabolismo dos antidepressivos tricíclicos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clomipramina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: A co-administração com o antagonista dos receptores de histamina (H2), cimetidina (um inibidor de várias enzimas do P450, incluindo CYP2D6 e CYP3A4), pode aumentar as concentrações plasmáticas dos antidepressivos tricíclicos cuja dose deve, como tal, ser reduzida.
 Sem significado Clínico

Pioglitazona + Alogliptina + Cimetidina

Observações: A coadministração de 25 mg de alogliptina uma vez ao dia e 45 mg de pioglitazona uma vez ao dia, durante 12 dias, em indivíduos saudáveis, não teve quaisquer efeitos clinicamente relevantes na farmacocinética da alogliptina, da pioglitazona ou dos seus metabolitos ativos. Não foram realizados estudos farmacocinéticos específicos de interação medicamentosa com este medicamento. A alogliptina é principalmente excretada sob a forma inalterada na urina e o metabolismo pelo sistema enzimático do citocromo (CYP) P450 é desprezável. Por conseguinte, não são esperadas nem foram observadas interações com os inibidores do CYP. Estudos realizados no ser humano não sugerem qualquer indução do principal citocromo induzível, o P450 (1A, 2C8/9 e 3A4). Estudos in vitro não demonstraram qualquer inibição de qualquer subtipo de citocromo P450. Não são esperadas interações com substâncias metabolizadas por estas enzimas p. ex., contracetivos orais, ciclosporina, bloqueadores do canal de cálcio e inibidores da HMGCoA redutase.
Interações: Os resultados dos estudos de interação clínica também demonstraram que não há efeitos clinicamente relevantes do gemfibrozil (um inibidor do CYP2C8/9), fluconazol (um inibidor do CYP2C9), cetoconazol (um inibidor do CYP3A4), ciclosporina (um inibidor da glicoproteína-P), voglibose (um inibidor da alfa-glucosidase), digoxina, metformina, cimetidina, pioglitazona ou atorvastatina na farmacocinética da alogliptina. Em estudos clínicos, a alogliptina não teve qualquer efeito clinicamente relevante na farmacocinética da cafeína, (R)-varfarina, pioglitazona, gliburida, tolbutamida, (S)-varfarina, dextrometorfano, atorvastatina, midazolam, um contracetivo oral (noretindrona e etinilestradiol), digoxina, fexofenadina, metformina ou cimetidina, proporcionando assim provas in vivo de uma baixa tendência para causar interação com substratos do CYP1A2, CYP3A4, CYP2D6, CYP2C9, da glicoproteína-P e do OCT2.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Teofilina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A depuração da teofilina poderá ser retardada e/ou a sua concentração plasmática poderá ser aumentada – com risco acrescido de sobredosagem e efeitos adversos – em casos de administração simultânea das substâncias seguintes: - Contracetivos orais, - Antibióticos macrólidos (especialmente eritromicina e troleandomicina), - Quinolonas (inibidores da girase, especialmente ciprofloxacina, enoxacina e pefloxacina - Imipenem, especialmente efeitos secundários do SNC, tal como convulsões. - Isoniazida, - Tiabendazol, - Bloqueadores dos canais de cálcio (ex. verapamil ou diltiazem), - Propranolol, - Metilxantina, - Propafenona, - Ticlopidina, - Cimetidina, ranitidina, - Alopurinol, febuxostate, - Fluvoxamina, - Alfa-interferão e peginterferão alfa-2, - Zafirlucaste, - Vacinas da gripe, - Etintidina, - Idrocilamida e - Zileuton Nestes casos poderá ser necessária uma redução da dose. Quando a teofilina é administrada simultaneamente com a ciprofloxacina e com a enoxacina, a dose de teofilina deve ser reduzida para no máximo 60% e 30% da dose recomendada, respetivamente. Outras quinolonas (ex: peploxacina ou ácido pipemidico) podem também potenciar a ação de medicamentos contendo teofilina. Consequentemente, recomenda-se fortemente o controlo frequente das concentrações de teofilina durante a terapêutica concomitante com quinolonas.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbamazepina + Cimetidina

Observações: Indução das enzimas microssomais hepáticas metabolizadoras de fármacos. Susceptível à inibição do metabolismo, principalmente pelo CYP3A4
Interações: Fármacos que reduzem o metabolismo da carbamazepina: - Cimetidina

Escitalopram + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Influência de outros medicamentos na farmacocinética do escitalopram: O metabolismo do escitalopram é mediado principalmente pela CYP2C19. A CYP3A4 e a CYP2D6 também podem contribuir para o metabolismo embora num menor grau. O metabolismo do metabolito principal S-DCT (escitalopram desmetilado) parece ser parcialmente catalisado pela CYP2D6. A co-administração de escitalopram com 30 mg de omeprazol uma vez por dia (um inibidor da CYP2C19) resultou num aumento moderado (aproximadamente 50%) das concentrações plasmáticas de escitalopram. A co-administração de escitalopram com 400 mg de cimetidina duas vezes por dia (inibidor enzimático geral moderadamente potente) resultou num aumento moderado (aproximadamente 70%) das concentrações plasmáticas de escitalopram. Portanto, devem tomar-se precauções durante a sua utilização concomitante com inibidores da CYP2C19 (p. ex., omeprazol, esomeprazol, fluvoxamina, lansoprazol, ticlopidina) ou com cimetidina. Pode ser necessária uma diminuição da dose de escitalopram baseada na monitorização de efeitos secundários durante o tratamento concomitante.

Mirtazapina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Quando é administrada a cimetidina (um inibidor fraco do CYP1A2, CYP2D6 e CYP3A4) com a mirtazapina, a concentração plasmática média da mirtazapina pode aumentar mais de 50%. Devem ser tomadas medidas de precaução e a dose pode ser diminuída quando se administra concomitantemente a mirtazapina com inibidores potentes do CYP3A4, inibidores da protease do VIH, antifúngicos azóis, eritromicina, cimetidina e nefazodona.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Lornoxicam + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Administração de lornoxicam em simultâneo com: Cimetidina: aumento das concentrações plasmáticas de lornoxicam. (Não foi demonstrada qualquer interacção entre o lornoxicam e a ranitidina ou lornoxicam e antiácidos).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Nebivolol + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacocinéticas: A coadministração de cimetidina aumenta os níveis plasmáticos de nebivolol, sem alterar o efeito clínico.

Oseltamivir + Cimetidina

Observações: As propriedades farmacocinéticas do oseltamivir, tais como a reduzida ligação às proteínas e o metabolismo independente dos sistemas de metabolização com intervenção do CYP450 e da glucuronidase, sugerem que é improvável a ocorrência de interações medicamentosas clinicamente relevantes, por estes mecanismos. É improvável a ocorrência de interações medicamentosas clinicamente importantes que envolvam a competição para a secreção tubular renal, devido às margens de segurança conhecidas para a maior parte destas substâncias, às características de eliminação do metabolito ativo (filtração glomerular e secreção tubular aniónica) e à capacidade de excreção destas vias.
Interações: Não se observaram interações farmacocinéticas entre o oseltamivir ou os seus principais metabolitos ao coadministrar oseltamivir e paracetamol, ácido acetilsalicílico, cimetidina, antiácidos (hidróxidos de magnésio e alumínio e carbonatos de cálcio), rimantadina ou varfarina (em indivíduos estáveis a tomar varfarina e sem gripe).

Maprotilina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Embora não tenham sido referidos casos com maprotilina, a administração concomitante com o antagonista dos receptores H2 cimetidina (um inibidor de várias enzimas do citocromo P450, incluído a CYP2D6 e CYP3A4) mostrou inibir o metabolismo de diversos antidepressivos tricíclicos, provocando um aumento das concentrações plasmáticas destes últimos e um aumento dos efeitos adversos (xerostomia, perturbações da visão). Poderá assim ser necessário reduzir a posologia de Maprotilina quando este é administrado concomitantente com cimetidina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Azintamida + Celulase + Pancreatina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A pancreatina do Azintamida/Celulase/Pancreatina poderá ter os seus efeitos aumentados pelos antagonistas H2 como a cimetidina, famotidina e nazatidina.

Citalopram + Cimetidina

Observações: Interações farmacocinéticas: A biotransformação do citalopram para desmetilcitalopram é mediada pelas isoenzimas do sistema citocromo P450 CYP2C19 (aproximadamente 38%), CYP3A4 (aproximadamente 31%) e CYP2D6 (aproximadamente 31%). O facto do citalopram ser metabolizado por mais de um CYP significa que a inibição da sua biotransformação é menos provável, uma vez que a inibição de uma enzima pode ser compensada por outra. Consequentemente, a administração concomitante de citalopram com outros medicamentos na prática clínica tem uma probabilidade muito baixa de originar interações farmacocinéticas medicamentosas.
Interações: Influência com outros medicamentos na farmacocinética do citalopram: Cimetidina: A cimetidina (um potente inibidor do CYP2D6, 3A4 e 1A2) causou um aumento moderado nos níveis do citalopram no estado estacionário. Recomenda-se precaução na administração de citalopram em combinação com cimetidina. Pode ser necessário um ajuste da dose.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Flufenazina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Cimetidina: A cimetidina pode reduzir as concentrações plasmáticas das fenotiazinas.
 Sem significado Clínico

Ziprasidona + Cimetidina

Observações: Não existem estudos realizados em crianças sobre a interação da ziprasidona com outros medicamentos.
Interações: Efeitos de outros fármacos sobre a ziprasidona: Antiácidos: Doses múltiplas de antiácidos contendo alumínio e magnésio ou cimetidina não exerceram efeitos clinicamente significativos na farmacocinética da ziprasidona quando administrada com alimentos.

Glisentida (glipentida) + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Cimetidina e ranitidina têm mostrado a afectar a farmacocinética de algumas sulfonilureias, particularmente glipizida, gliburida, tolbutamida. O mecanismo desta interacção pode envolver um aumento na absorção ou redução da depuração da sulfonilureia. Como resultado desta interacção foi observada hipoglicemia assintomática. Não se sabe se esta interacção ocorre mesmo com famotidina e nizatidina. Por conseguinte, deve monitorar a resposta glicémica dos pacientes tratados com sulfonilureias em que é introduzido ou um interromper o tratamento antiácido com antagonistas H2.

Trandolapril + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Não se observaram interações clínicas em doentes com disfunção ventricular esquerda após enfarte do miocárdio, quando trandolapril foi administrado concomitantemente com trombolíticos, ácido acetilsalicílico, bloqueadores beta, antagonistas dos canais de cálcio, nitratos, anticoagulantes ou digoxina. Não se observaram interações clinicamente significativas entre o trandolaprilato e a cimetidina.

Cianocobalamina (57Co) + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A capacidade do organismo absorver Cianocobalamina diminui quando se administram concomitantemente medicamentos que reduzem a acidez do estômago tais como o omeprazol e a cimetidina. Esta interferência tem maior probabilidade de ocorrência com o uso prolongado destes fármacos.

Droperidol + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: As substâncias inibidoras da atividade das isoenzimas do citocromo P450 (CYP) CYP1A2, CYP3A4 ou ambas, podem diminuir a taxa de metabolização do droperidol e prolongar a sua ação farmacológica. Por conseguinte, é aconselhada precaução se o droperidol for administrado concomitantemente com inibidores do CYP1A2 (como por exemplo, ciprofloxacina, ticlopidina), inibidores do CYP3A4 (por exemplo, diltiazem, eritromicina, fluconazol, indinavir, itraconazol, quetoconazol, nefazodona, nelfinavir, ritonavir, saquinavir, verapamil) ou de ambos (como por exemplo, cimetidina, mibefradil).

Ledipasvir + Sofosbuvir + Cimetidina

Observações: Quaisquer interações que tenham sido identificadas com cada uma destas substâncias ativas individualmente podem ocorrer com a associação de Ledipasvir/Sofosbuvir.
Interações: Interações entre Ledipasvir/sofosbuvir e outros medicamentos AGENTES REDUTORES DE ÁCIDO Antagonistas dos recetores H2 Famotidina (dose única de 40 mg)/ledipasvir (dose única de 90 mg)c/ sofosbuvir (dose única de 400 mg) Famotidina administrada simultaneamente com Ledipasvir/sofosbuvir Cimetidina Nizatidina Ranitidina Famotidina (dose única de 40 mg)/ledipasvir (dose única de90 mg)c/ sofosbuvir (dose única de 400 mg) Famotidina administrada 12 horas antes de Ledipasvir/sofosbuvir Os antagonistas dos recetores H2 podem ser administrados simultaneamente ou alternados com Ledipasvir/sofosbuvir numa dose que não exceda doses comparáveis a 40 mg de famotidina duas vezes por dia.

Azitromicina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Cimetidina: Num estudo de farmacocinética que investigou os efeitos de uma dose única de cimetidina, administrada 2 horas antes da azitromicina, na farmacocinética da azitromicina, não foram observadas alterações na farmacocinética da azitromicina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Doxazosina + Cimetidina

Observações: Não foram realizados estudos com formulações de doxazosina de libertação prolongada. A maior parte da doxazosina plasmática (98%) está ligada às proteínas.
Interações: Num ensaio clínico aleatorizado, aberto e controlado por placebo em 22 voluntários saudáveis do sexo masculino, a administração de uma dose única de 1 mg de doxazosina no dia 1, de um regime de quatro dias de cimetidina oral (400 mg duas vezes ao dia), resultou num aumento de 10% na AUC média de doxazosina, e não ocorreram alterações estatisticamente significativas na Cmax média e semivida média da doxazosina. Os 10% de aumento na AUC média de doxazosina com cimetidina estão dentro da variação interindividual (27%) da AUC média da doxazosina com placebo.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Felodipina + Cimetidina

Observações: A felodipina é um substrato CYP3A4. Fármacos que induzam ou inibam o CYP3A4, terão grande influência na concentração da felodipina.
Interações: A administração concomitante de felodipina com fármacos inibidores da isoenzima 3A4 do citocromo P450 hepático (p. ex., cimetidina, antifúngicos azol (itraconazol ou cetoconazol), antibióticos macrólidos (eritromicina, claritromicina e telitromicina) ou inibidores das proteases do VIH) conduzem ao aumento dos níveis plasmáticos de felodipina.

Rilpivirina + Cimetidina

Observações: A rilpivirina é um inibidor in vitro do transportador MATE-2K com um IC50 < 2,7 nM. As implicações clínicas deste achado são atualmente desconhecidas.
Interações: INTERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES POSOLÓGICAS COM OUTROS MEDICAMENTOS ANTAGONISTAS DOS RECETORES H2: Cimetidina, Nizatidina, Ranitidina: Não foi estudado. (reduzida absorção devido ao aumento do pH gástrico) A associação de Rilpivirina e antagonistas dos recetores H2 deve ser utilizada com particular precaução. Apenas devem ser utilizados os antagonistas dos recetores H2 que podem ser administrados uma vez por dia. Deverá ser utilizado um esquema posológico restrito, com toma de antagonistas dos recetores H2 pelos menos 12 horas antes ou pelo menos 4 horas após a administração de Rilpivirina.

Carvedilol + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Os doentes a tomar medicamentos que inibem (por exemplo, cimetidina, cetoconazol, fluoxetina, haloperidol, verapamil, eritromicina) o citocromo P450 têm que ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento concomitante com carvedilol uma vez que as concentrações séricas de carvedilol podem ser reduzidas pelos primeiros agentes e aumentados pelos inibidores da enzima. A cimetidina aumentou AUC em cerca de 30%, mas não causou alteração na Cmax. Podem ser necessários cuidados em doentes que receberam inibidores de função mista oxidases por exemplo cimetidina, como os níveis séricos podem ser aumentados. No entanto, com base no efeito relativamente pequeno de cimetidina em níveis ativo carvedilol, a probabilidade de qualquer interação clinicamente importante é mínima.

Dolutegravir + Rilpivirina + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: Antagonistas dos recetores H2 Cimetidina/Dolutegravir: A associação de Dolutegravir + Rilpivirina e antagonistas dos recetores H2 deve ser utilizada com particular precaução. Apenas devem ser utilizados os antagonistas dos recetores H2 que podem ser administrados uma vez por dia. Cimetidina/Rilpivirina Os antagonistas dos recetores H2 devem ser tomados de forma bem separada da administração de Dolutegravir + Rilpivirina (no mínimo 4 horas após ou 12 horas antes).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Lidocaína + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: A toxicidade da lidocaína é aumentada pela coadministração de cimetidina e propranolol requerendo uma redução na dose de lidocaína. Ambos os medicamentos diminuem o fluxo sanguíneo hepático. A cimetidina também diminui a atividade microssomal.

Cianocobalamina (Cobalamina, Vitamina B12) + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A capacidade do organismo absorver Cianocobalamina diminui quando se administram concomitantemente medicamentos que reduzem a acidez do estômago tais como o omeprazol e a cimetidina. Esta interferência tem maior probabilidade de ocorrência com o uso prolongado destes fármacos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ofloxacina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Probenecide, cimetidina, furosemida, ou metotrexato: Particularmente em casos de terapêutica com doses elevadas, deve tomar-se em consideração uma perturbação mútua da excreção e um aumento dos níveis séricos quando as quinolonas são administradas concomitantemente com outros medicamentos que sofrem também secreção tubular (tais como probenecide, cimetidina, furosemida ou metotrexato).
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Bloqueadores beta-adrenérgicos + Cimetidina

Observações: Os bloqueadores adrenérgicos beta (em especial os não selectivos como o propranolol) alteram a resposta aos simpaticomiméticos com actividade agonista-beta (ex.: adrenalina). Os bloqueadores que sofrem um metabolismo de primeira passagem extenso, podem ser afectados por fármacos capazes de alterar este processo. Estes bloqueadores podem reduzir o fluxo sanguíneo hepático.
Interações: Fármacos que podem aumentar o efeito de bloqueio beta: Cimetidina: reduz o metabolismo dos bloqueadores que são metabolizados principalmente pelo fígado, como o propranolol. Tem menor efeito sobre os que são depurados pelo rim, como o atenolol, nadolol - Cimetidina

Solifenacina + Tansulosina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Interações com inibidores do CYP3A4 e CYP2D6: A administração concomitante da solifenacina com cetoconazol (um inibidor potente do CYP3A4) (200 mg/dia) resultou num aumento de 1,4 e 2,0 vezes na Cmax e área sob a curva (AUC) da solifenacina, enquanto que numa dose de 400 mg/dia de cetoconazol resultou em aumentos de 1,5 e 2,8 vezes na Cmax e AUC da solifenacina. A administração concomitante de tansulosina e cetoconazol numa dose de 400 mg/dia resultou em aumentos de 2,2 e 2,8 vezes na Cmax e na AUC da tansulosina, respetivamente. A administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4, tais como cetoconazol, ritonavir, nelfinavir e itraconazol, pode levar a um aumento da exposição tanto à solifenacina como à tansulosina. Este medicamento deve ser usado com precaução quando prescrito em combinação com inibidores potentes do CYP3A4. Este medicamento não deve ser administrado em conjunto com inibidores potentes do CYP3A4 em doentes com fenótipo metabolizador fraco do CYP2D6 ou que já estejam a ser medicados com inibidores potentes do CYP2D6. A administração concomitante deste medicamento com verapamil (um inibidor moderado do CYP3A4) resultou num aumento aproximado de 2,2 vezes na Cmax e na AUC da tansulosina e num aumento aproximado de 1,6 vezes na Cmax e na AUC da solifenacina. Este medicamento deve ser usado com precaução quando prescrito em combinação com inibidores moderados do CYP3A4. A administração concomitante de tansulosina com o inibidor fraco do CYP3A4, cimetidina (400 mg a cada 6 horas), resultou num aumento de 1,44 vezes na AUC da tansulosina, enquanto a Cmax não se alterou de forma significativa. Pode usar-se este medicamento com inibidores fracos do CYP3A4. A administração concomitante de tansulosina com o inibidor potente do CYP2D6 paroxetina (20 mg/dia) resultou num aumento na Cmax e na AUC da tansulosina de 1,3 e 1,6 vezes, respetivamente. Este medicamento pode ser usado com inibidores do CYP2D6. Não foi estudado o efeito da indução enzimática sobre a farmacocinética da solifenacina e da tansulosina. Como a solifenacina e a tansulosina são metabolizadas pelo CYP3A4, é possível a ocorrência de interações com indutores do CYP3A4 (ex. rifampicina) que podem diminuir a concentração plasmática da solifenacina e da tansulosina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levobunolol + Cimetidina

Observações: Não foram realizados estudos específicos de interação com o levobunolol.
Interações: A cimetidina pode aumentar as concentrações plasmáticas de levobunolol.

Diacereína + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Não se observaram, também, interações com cimetidina e paracetamol.

Zofenopril + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Associações que requerem precauções de uso: Cimetidina: Pode aumentar o risco do efeito hipotensor.

Cimetidina + Varfarina

Observações: Aparentemente, através de uma acção nos sistemas enzimáticos microssómicos, Cimetidina pode causar alterações significativas no metabolismo de certos fármacos, causando um atraso na sua eliminação e provocando, por consequência, um prolongamento ou um aumento das suas concentrações sanguíneas.
Interações: Estão descritas interações com anticoagulantes do tipo da varfarina, fenitoína, teofilina e nifedipina. No caso da medicação concomitante de Cimetidina com anticoagulantes do tipo da varfarina, recomenda-se o ajustamento da posologia do anticoagulante oral e um controlo regular do tempo de protrombina.

Mizolastina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante da mizolastina com outros inibidores potentes ou substratos da oxidação hepática (citocromo P450 3A4) deve ser efectuado com precaução. Estes incluem cimetidina, ciclosporina e nifedipina.

Paclitaxel + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A depuração do paclitaxel não é afectada pela pré-medicação com cimetidina.

Terbinafina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A depuração plasmática da terbinafina pode ser acelerada por fármacos que induzam o metabolismo (por ex. rifampicina) e pode ser inibida por fármacos que inibam o citocromo P450 (por ex. cimetidina). Quando a co-administração desse agentes é requerida pode ser necessário ajustar a dose terbinafina.

Cimetidina + Fenitoína

Observações: Aparentemente, através de uma acção nos sistemas enzimáticos microssómicos, Cimetidina pode causar alterações significativas no metabolismo de certos fármacos, causando um atraso na sua eliminação e provocando, por consequência, um prolongamento ou um aumento das suas concentrações sanguíneas.
Interações: Estão descritas interações com anticoagulantes do tipo da varfarina, fenitoína, teofilina e nifedipina. É necessário fazer um ajuste da dose da fenitoína e da teofilina quando do início ou suspensão da terapêutica concomitante com cimetidina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Hidroxicloroquina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Pode inibir o metabolismo da hidroxicloroquina e, assim, aumentar a sua semi-vida.

Ácido acetilsalisílico + Atorvastatina + Ramipril + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Cimetidina 300 mg QID, 2 semanas Atorvastatina 10 mg OD durante 4 semanas Não existem recomendações específicas.

Cimetidina + Teofilina

Observações: Aparentemente, através de uma acção nos sistemas enzimáticos microssómicos, Cimetidina pode causar alterações significativas no metabolismo de certos fármacos, causando um atraso na sua eliminação e provocando, por consequência, um prolongamento ou um aumento das suas concentrações sanguíneas.
Interações: Estão descritas interações com anticoagulantes do tipo da varfarina, fenitoína, teofilina e nifedipina. É necessário fazer um ajuste da dose da fenitoína e da teofilina quando do início ou suspensão da terapêutica concomitante com cimetidina.

Cimetidina + Nifedipina

Observações: Aparentemente, através de uma acção nos sistemas enzimáticos microssómicos, Cimetidina pode causar alterações significativas no metabolismo de certos fármacos, causando um atraso na sua eliminação e provocando, por consequência, um prolongamento ou um aumento das suas concentrações sanguíneas.
Interações: Estão descritas interações com anticoagulantes do tipo da varfarina, fenitoína, teofilina e nifedipina. É necessária a titulação periódica da nifedipina quando da terapêutica em simultâneo com a mesma.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Lacidipina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Os níveis plasmáticos de lacidipina podem ser aumentados pela administração simultânea de cimetidina.

Cimetidina + Propranolol

Observações: Aparentemente, através de uma acção nos sistemas enzimáticos microssómicos, Cimetidina pode causar alterações significativas no metabolismo de certos fármacos, causando um atraso na sua eliminação e provocando, por consequência, um prolongamento ou um aumento das suas concentrações sanguíneas.
Interações: Estão também descritas interações com propanolol, clordiazepóxido, diazepam, alguns antidepressivos tricíclicos, metronidazole, triamterene e terfenadina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cimetidina + Cetoconazol

Observações: Aparentemente, através de uma acção nos sistemas enzimáticos microssómicos, Cimetidina pode causar alterações significativas no metabolismo de certos fármacos, causando um atraso na sua eliminação e provocando, por consequência, um prolongamento ou um aumento das suas concentrações sanguíneas.
Interações: A administração simultânea da cimetidina com certos fármacos como o cetoconazole pode resultar numa diminuição na absorção dos mesmos e potencial perda de eficácia. Por esta razão a cimetidina deve ser administrada pelo menos duas horas após a administração do cetoconazole.

Metformina + Canagliflozina + Cimetidina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica farmacocinética com este medicamento. Contudo, tais estudos foram realizados com as substâncias ativas individuais (canagliflozina e metformina). A administração concomitante de canagliflozina (300 mg uma vez por dia) e metformina (2000 mg uma vez por dia) não teve um efeito clínico relevante sobre a farmacocinética quer da canagliflozina, quer da metformina.
Interações: METFORMINA Associações não recomendadas: Medicamentos catiónicos: Os medicamentos catiónicos que são eliminados por secreção tubular renal (ex.: cimetidina) podem interagir com a metformina competindo pelos sistemas de transporte tubulares renais comuns. Um estudo realizado em sete voluntários saudáveis demonstrou que a cimetidina, administrada a 400 mg duas vezes por dia, aumentou em cerca de 50% a AUC à metformina e em 81% a Cmáx. Assim, quando são administrados concomitantemente medicamentos catiónicos que são eliminados por secreção renal tubular, deve ser considerada uma monitorização cuidadosa do controlo glicémico, o ajuste da dose dentro da posologia recomendada e a introdução de alterações no tratamento antidiabético.

Cimetidina + Clorodiazepóxido

Observações: Aparentemente, através de uma acção nos sistemas enzimáticos microssómicos, Cimetidina pode causar alterações significativas no metabolismo de certos fármacos, causando um atraso na sua eliminação e provocando, por consequência, um prolongamento ou um aumento das suas concentrações sanguíneas.
Interações: Estão também descritas interações com propanolol, clordiazepóxido, diazepam, alguns antidepressivos tricíclicos, metronidazole, triamterene e terfenadina.

Cimetidina + Diazepam

Observações: Aparentemente, através de uma acção nos sistemas enzimáticos microssómicos, Cimetidina pode causar alterações significativas no metabolismo de certos fármacos, causando um atraso na sua eliminação e provocando, por consequência, um prolongamento ou um aumento das suas concentrações sanguíneas.
Interações: Estão também descritas interações com propanolol, clordiazepóxido, diazepam, alguns antidepressivos tricíclicos, metronidazole, triamterene e terfenadina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Flurazepam + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores conhecidos das enzimas hepáticas particularmente a cimetidina, omeprazol e dissulfuram, mostraram reduzir a depuração das benzodiazepinas e podem potenciar a sua ação.

Cimetidina + Antidepressores (Tricíclicos)

Observações: Aparentemente, através de uma acção nos sistemas enzimáticos microssómicos, Cimetidina pode causar alterações significativas no metabolismo de certos fármacos, causando um atraso na sua eliminação e provocando, por consequência, um prolongamento ou um aumento das suas concentrações sanguíneas.
Interações: Estão também descritas interações com propanolol, clordiazepóxido, diazepam, alguns antidepressivos tricíclicos, metronidazole, triamterene e terfenadina.

Cimetidina + Metronidazol

Observações: Aparentemente, através de uma acção nos sistemas enzimáticos microssómicos, Cimetidina pode causar alterações significativas no metabolismo de certos fármacos, causando um atraso na sua eliminação e provocando, por consequência, um prolongamento ou um aumento das suas concentrações sanguíneas.
Interações: Estão também descritas interações com propanolol, clordiazepóxido, diazepam, alguns antidepressivos tricíclicos, metronidazole, triamterene e terfenadina.
 Sem significado Clínico

Olanzapina + Cimetidina

Observações: Só foram efectuados estudos de interacção em adultos. Interações potenciais que afectam a olanzapina: Dado que a olanzapina é metabolizada pela CYP1A2, as substâncias que podem induzir ou inibir dum modo específico esta isoenzima podem afectar a farmacocinética da olanzapina.
Interações: Diminuição da biodisponibilidade: Não se verificou um efeito significativo na farmacocinética da olanzapina com fluoxetina (inibidor da CYP2D6), doses únicas de antiácidos (alumínio, magnésio) ou cimetidina.

Cimetidina + Triamtereno

Observações: Aparentemente, através de uma acção nos sistemas enzimáticos microssómicos, Cimetidina pode causar alterações significativas no metabolismo de certos fármacos, causando um atraso na sua eliminação e provocando, por consequência, um prolongamento ou um aumento das suas concentrações sanguíneas.
Interações: Estão também descritas interações com propanolol, clordiazepóxido, diazepam, alguns antidepressivos tricíclicos, metronidazole, triamterene e terfenadina.

Moclobemida + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A cimetidina prolonga o metabolismo da moclobemida, pelo que a dose desta última deve ser reduzida.

Nilvadipina + Cimetidina

Observações: Estudos in vitro mostram que Nilvadipina é metabolizado pelo citocromo P-450 3A4 (CYP3A4). Tal como acontece com outros bloqueadores do canal de cálcio do grupo das diidropiridininas, tem sido relatado um forte aumento das concentrações de nilvadipina no sangue quando nilvadipina é tomada com sumo de toranja ou quando é tomado com água. Uma vez que em casos raros Nilvadipina pode causar um aumento no nível de digoxina no plasma, recomenda-se a monitorização deste parâmetro.
Interações: É recomendado não usar em doentes tratados concomitantemente com anticonvulsivantes indutores de enzimas, tais como fenitoína, carbamazepina e fenobarbital administração concomitante de cimetidina, e, em menor escala, outras substâncias estruturalmente relacionadas, em um estudo de interacção específica, levaram em média a uma duplicação dos níveis plasmáticos de nilvadipina. Uma dose diária de 1 x 8 mg de nilvadipina não deve ser ultrapassada quando nilvadipina e cimetidina forem utilizados concomitantemente.

Cimetidina + Terfenadina

Observações: Aparentemente, através de uma acção nos sistemas enzimáticos microssómicos, Cimetidina pode causar alterações significativas no metabolismo de certos fármacos, causando um atraso na sua eliminação e provocando, por consequência, um prolongamento ou um aumento das suas concentrações sanguíneas.
Interações: Estão também descritas interações com propanolol, clordiazepóxido, diazepam, alguns antidepressivos tricíclicos, metronidazole, triamterene e terfenadina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cimetidina + Antiácidos

Observações: Aparentemente, através de uma acção nos sistemas enzimáticos microssómicos, Cimetidina pode causar alterações significativas no metabolismo de certos fármacos, causando um atraso na sua eliminação e provocando, por consequência, um prolongamento ou um aumento das suas concentrações sanguíneas.
Interações: A administração concomitante de cimetidina com antiácidos pode diminuir a absorção da cimetidina recomedando-se que a administração do antiácido seja feita com um intervalo de uma hora antes ou após a administração da cimetidina quer esta seja feita em jejum ou às refeições.

Empagliflozina + Metformina + Cimetidina

Observações: A administração concomitante de doses múltiplas de empagliflozina e metformina não altera significativamente a farmacocinética da empagliflozina ou da metformina em indivíduos saudáveis. Não foram realizados estudos de interação com Empagliflozina/Metformina.
Interações: METFORMINA: Associações não recomendadas: As substâncias catiónicas eliminadas por secreção tubular renal (p. ex., cimetidina) podem interagir com a metformina ao competir pelos sistemas de transporte nos túbulos renais que têm em comum. A administração intravascular de agentes de contraste iodados nos exames radiológicos pode provocar insuficiência renal, tendo como consequência a acumulação de metformina e o risco de sofrer acidose láctica. Por conseguinte, este medicamento tem de ser interrompido antes ou no momento do exame e não ser reinstituído até 48 horas depois e, ainda assim, apenas depois de se reavaliar a função renal e verificar que não houve agravamento.

Levocetirizina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Não foram efectuados estudos de interacção com a levocetirizina (incluindo estudos com indutores da CYP3A4); estudos efectuados com o composto racemato cetirizina demonstraram não existir interações adversas clinicamente relevantes (com pseudoefedrina, cimetidina, cetoconazol, eritromicina, azitromicina, glipizida e diazepam).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brimonidina + Timolol + Cimetidina

Observações: Não foram realizados estudos específicos de interações com a associação fixa brimonidina timolol.
Interações: A cimetidina, a hidralazina e o álcool podem aumentar os níveis plasmáticos de timolol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Diazepam + Cimetidina

Observações: O metabolismo oxidativo de diazepam, que leva à formação de N-desmetildiazepam, de 3-hidroxiazepam (temazepam) e de oxazepam, é mediado pelas isoenzimas CYP2C19 e CYP3A do citocromo P450. Como demonstrado por estudo in vitro, a reacção de hidroxilação é executada principalmente pela isoforma CYP3A, enquanto que a N-desmetilação é mediada por ambas a CYP3A e CYP2C19. Resultados de estudos in vivo em humanos voluntários confirmaram as observações in vitro. Consequentemente, substratos que sejam moduladores de CYP3A e/ou de CYP2C19 podem potencialmente alterar a farmacocinética de diazepam.
Interações: Fármacos como cimetidina, cetoconazol, fluvoxamina, fluoxetina e omeprazol, que são inibidores CYP3A ou CYP2C19 podem originar uma sedação aumentada e prolongada.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bloqueadores da entrada de cálcio (antagonistas de cálcio) + Cimetidina

Observações: Verapamilo, diltiazem e talvez a nicardipina (mas não a nifedipina) inibem as enzimas hepáticas metabolizadoras de fármacos. O metabolismo do diltiazem, nifedipina, verapamilo e provavelmente outros bloqueadores da entrada de cálcio estão sujeitos a indução e inibição.
Interações: Cimetidina: diminuição do metabolismo dos bloqueadores da entrada de cálcio - Cimetidina
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brometo de vecurónio + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Aumento do efeito: Antibióticos: Aminoglicosidos, lincosamida e antibióticos polipeptidicos, antibióticos acilaminopenicílinicos Diuréticos, quinidina, sais de magnésio, bloqueadores dos canais de cálcio, sais de lítio, cimetidina, lidocaína e administração aguda de fenitoína ou agentes β-bloqueadores.

Leflunomida + Cimetidina

Observações: Os estudos de interação só foram efetuados em adultos.
Interações: Um estudo de interação in vivo com a cimetidina (inibidor não específico do citocromo P450) demonstrou a ausência de uma interação significativa.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciclofosfamida + Cimetidina

Observações: A coadministração planeada ou a administração sequencial de outras substâncias ou tratamentos que podem aumentar os efeitos semelhantes ou a gravidade da toxicidade (através de interações farmacodinâmicas ou farmacocinéticas) exigem uma avaliação individual cuidada dos benefícios e dos riscos esperados. Os doentes que recebem tais combinações devem ser monitorizados cuidadosamente quanto a sinais de toxicidade para permitir uma intervenção atempada. Os doentes em tratamento com ciclofosfamida e agentes que reduzem a sua ativação devem ser monitorizados quanto a uma possível redução da eficácia terapêutica e a necessidade de um ajuste de dose.
Interações: Interações que afetam a farmacocinética da ciclofosfamida e dos seus metabolitos - A reduzida ativação da ciclofosfamida pode alterar a eficácia do tratamento com ciclofosfamida. Um aumento da concentração do metabolito citotóxico pode ocorrer com: – Alopurinol – Hidrato de cloral – Cimetidina – Dissulfiram – Gliceraldeído – Indutores das enzimas microssomais hepáticas e extrahepáticas humanas (por ex. Enzimas do citocromo P450): A capacidade de indução das enzimas microssomais hepáticas e extrahepáticas tem de ser considerada no caso de tratamento anterior ou concomitante com substâncias conhecidas por induzirem uma atividade aumentada de tais enzimas como rifampina,fenobarbital, carbamazepina, fenitoina, hipericão e corticosteroides. – Inibidores da protease: a utilização concomitante de inibidores da protease pode aumentar a concentração de metabolitos citotóxicos. A utilização de regimes com base em inibidores da protease foi determinado estar associado com uma incidência mais elevada de infeções e neutropenia em doentes a receber ciclofosfamida, doxorubicina e etoposido (CDE) do que o uso de um regime com base NNRTI.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Albendazol + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Tem sido relatado, que a cimetidina, praziquantel e a dexametasona podem aumentar os níveis plasmáticos do metabolito do albendazol.

Eliglustato + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores da CYP3A: Em metabolizadores intermédios (MI) e extensivos (ME): Após doses repetidas de 84 mg de eliglustato duas vezes por dia em doentes não-MF, a administração concomitante de doses repetidas de 400 mg de cetoconazol, um inibidor potente da CYP3A, uma vez por dia, resultou num aumento da Cmax e da AUC0-12 do eliglustato, de 3,8 e 4,3 vezes, respetivamente; Serão de esperar efeitos semelhantes com outros inibidores potentes da CYP3A (p.ex., claritromicina, cetoconazol, itraconazol, cobicistat, indinavir, lopinavir, ritonavir, saquinavir, telaprevir, tipranavir, posaconazol, voriconazol, telitromicina, conivaptan, boceprevir). Em MI e ME, deve proceder-se com cuidado relativamente aos inibidores potentes da CYP3A. Para uma dosagem de 84 mg duas vezes por dia com eliglustato em doentes não-MFs, é de prever que a utilização concomitante de inibidores moderados da CYP3A (p.ex., eritromicina, ciprofloxacina, fluconazol, diltiazem, verapamilo, aprepitant, atazanavir, darunavir, fosamprenavir, imatinib, cimetidina) iria aumentar aproximadamente até 3 vezes a exposição ao eliglustato. Em MIs e MEs, deve proceder-se com cuidado relativamente aos inibidores moderados da CYP3A. Para uma dosagem de 84 mg uma vez por dia com eliglustato em MF, é de prever que a utilização concomitante de inibidores moderados da CYP3A (p.ex., eritromicina, ciprofloxacina, fluconazol, diltiazem, verapamilo, aprepitant, atazanavir, darunavir, fosamprenavir, imatinib, cimetidina) iria aumentar a Cmax e a AUC0-24 do eliglustato em 2,4 e 3,0 vezes, respetivamente. É contraindicada a utilização de inibidores moderados da CYP3A em MF.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Mebendazol + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A administração simultânea com cimetidina pode inibir o metabolismo hepático do mebendazol, resultando num aumento das concentrações plasmáticas deste fármaco, particularmente durante tratamentos prolongados. Neste último caso, recomenda-se a determinação das concentrações plasmáticas, a fim de permitir ajustes posológicos.

Propranolol + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Associações a utilizar com precaução, com as quais pode ser necessário ajuste posológico: Cimetidina: A cimetidina aumenta os níveis plasmáticos de propranolol, provavelmente através da inibição do seu metabolismo de primeira passagem. Pode existir o risco, por exemplo, de bradicardia com a administração oral.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Zolmitriptano + Cimetidina

Observações: Como se verifica com outros agonistas dos receptores 5HT1B/1D, o zolmitriptano poderá atrasar a absorção de outros medicamentos.
Interações: Após a administração de cimetidina, um inibidor geral do P450, a semivida do zolmitriptano foi aumentada em 44% e a AUC aumentou 48%. Além disso, a semivida e a AUC do metabolito activo, N-desmetilado, (183C91) aumentaram para o dobro. É recomendada uma dose máxima de 5 mg de zolmitriptano em 24 horas em doentes que estão a tomar cimetidina.

Oxatomida + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Com base em estudos in vitro, pode existir uma potencial interação entre a oxatomida e os inibidores do citocromo 3A4, como o itraconazol, cetoconazol e cimetidina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Cafeína + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Os contracetivos orais, cimetidina e dissulfiram reduzem o metabolismo hepático da cafeína, enquanto os barbitúricos e o tabaco aumentam.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Darifenacina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre a darifenacina: O metabolismo da darifenacina é primariamente mediado pelas enzimas CYP2D6 e CYP3A4 do citocromo P450. Assim, os inibidores destas enzimas podem aumentar a exposição à darifenacina. Inibidores da CYP2D6: Em doentes a receber substâncias que sejam inibidores potentes da CYP2D6 (ex: paroxetina, terbinafina, cimetidina e quinidina), a dose inicial recomendada é de 7,5 mg por dia. A dose pode ser ajustada para 15 mg por dia para obter uma melhoria da resposta clínica desde que a dose seja bem tolerada. O tratamento concomitante com inibidores potentes da CYP2D6 resulta num aumento da exposição (ex: de 33% com 20 mg de paroxetina para uma dose de 30 mg de darifenacina).

Fesoterodina + Cimetidina

Observações: Dados in vitro demonstram que o metabolito ativo da fesoterodina não inibe o CYP 1A2, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1, ou 3A4, ou induz o CYP 1A2, 2B6, 2C9, 2C19 ou 3A4 em concentrações plasmáticas clinicamente relevantes. Assim, é pouco provável que a fesoterodina altere a depuração dos medicamentos que são metabolizados por estas enzimas. Não são recomendados ajustes de dose na presença de inibidores moderados do CYP3A4 (p.ex.sumo de toranja).
Interações: Não foi avaliado o efeito de inibidores fracos do CYP3A4 (p.ex. cimetidina); não deverá ser superior ao efeito do inibidor moderado.

Fluindiona + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Associações que requerem precauções de utilização: A cimetidina (em doses ≥ 800 mg / dia): efeito aumentado de anticoagulantes orais e risco de hemorragia (diminuição do seu metabolismo hepático). Monitorização mais frequente do INR. Se ajustar a dosagem de anticoagulante oral durante o tratamento com cimetidina e 8 dias depois de sua interrupção.

Nimesulida + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Foram também estudadas in vivo as potenciais interações farmacocinéticas com a glibenclamida, teofilina, varfarina, digoxina, cimetidina e um antiácido (i.e. uma associação de hidróxido de alumínio e hidróxido de magnésio). Não foram observadas interações clinicamente significativas.

Torasemida + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Efeito de outros medicamentos sobre a torasemida: Cimetidina e espironolactona: O perfil farmacocinético e a actividade diurética da torasemida não são alterados nem pela cimetidina nem pela espironolactona.

Vardenafil + Cimetidina

Observações: Estudos in vitro Vardenafil é metabolizado predominantemente por enzimas hepáticas através da isoforma 3A4 do citocromo P450 (CYP), com alguma contribuição das isoformas CYP3A5 e CYP2C. Assim, os inibidores destas isoenzimas podem reduzir a taxa de depuração do vardenafil.
Interações: A cimetidina (400 mg duas vezes ao dia), um inibidor não específico do citocromo P450, não exerceu efeito sobre a AUC e a Cmax do vardenafil, quando coadministrada com vardenafil (20 mg) a voluntários saudáveis.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Verapamilo + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: Antagonistas dos receptores H2 Cimetidina - Aumento da AUC do R-verapamilo ( 25%) e S-verapamilo ( 40%) com correspondente diminuição da depuração do R- e S-verapamilo.

Trissilicato de magnésio + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Anfetaminas ou quinidina, esteróides anabolizantes, anticoagulantes orais derivados da cumarina ou da indandiona, antidiscinéticos, antimuscarínicos (especialmente a atropina e seus derivados), benzodiazepinas, fosfato sódico de celulose, cimetidina ou ranitidina, diflunisal, glicosídeos digitálicos, efedrina, preparações orais de ferro, cetoconazol, levodopa, loxapina oral, mecamilamina, metenamina, lipase pancreática, fenotiazinas, fosfatos orais, salicilatos, resina de poliestirensulfonato de sódio, sucralfato, tetraciclinas orais, tioxantenos orais, vitamina D. O Trissilicato de magnésio pode diminuir a absorção destes medicamentos.

Ácido acetilsalicílico + Codeína + Cafeína + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Os contracetivos orais, a cimetidina e o dissulfiramo retardam a degradação hepática da cafeína, enquanto que os barbitúricos e o consumo de tabaco a aceleram.
 Sem significado Clínico

Bupropiom + Naltrexona + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Substratos do OCT2: O bupropiom e os seus metabolitos inibem de forma competitiva o OCT2 na membrana basolateral do túbulo renal responsável pela secreção da creatinina, de forma idêntica ao substrato do OCT2 cimetidina. Por conseguinte, os ligeiros aumentos na creatinina, observados após um tratamento prolongado com a associação naltrexona/bupropiom, são prováveis devido à inibição do OCT2 e não são indicativos de alterações na depuração da creatinina. A utilização da associação naltrexona/bupropiom com outros substratos do OCT2 (por exemplo, a metformina) em ensaios clínicos não demonstrou a necessidade de um ajuste posológico ou outras precauções.

Darunavir + Cobicistate + Cimetidina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interação com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interações: ANTAGONISTAS DOS RECETORES H2: Cimetidina, Famotidina, Nizatidina, Ranitidina: Tendo por base considerações teóricas, não são esperadas interações mecanísticas. Darunavir / Cobicistate pode ser administrado concomitantemente com antagonistas dos recetores H2 sem ajuste de dose.
 Sem significado Clínico

Aliscireno + Amlodipina + Hidroclorotiazida + Cimetidina

Observações: A análise farmacocinética populacional de doentes com hipertensão não revelou quaisquer alterações clinicamente relevantes durante a exposição no estado de equilíbrio (AUC) e Cmax de aliscireno, amlodipina e hidroclorotiazida comparativamente com as terapêuticas duplas correspondentes.
Interações: A coadministração de aliscireno quer com metformina (↓28%), amlodipina (↑29%) quer com cimetidina (↑19%) resultou numa variação da Cmax ou AUC de aliscireno entre 20% e 30%. Substratos da gp-P ou inibidores fracos: Não se observaram interações clinicamente relevantes com atenolol, digoxina ou cimetidina.

Alprazolam + Cimetidina

Observações: As interações farmacocinéticas podem ocorrer quando o alprazolam é administrado concomitantemente com compostos que inibem a enzima hepática CYP3A4, aumentando os níveis plasmáticos de alprazolam.
Interações: Nefazodona, fluvoxamina e cimetidina: É necessário ter cuidado ao usar estes compostos (inibidores do CYP3A4) e alprazolam ao mesmo tempo, sendo que deve ser ponderada uma possível redução da dose de alprazolam. A cimetidina reduz a depuração do alprazolam, o que pode intensificar o efeito. O significado clínico da interação não foi ainda determinado.

Clopidogrel + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Outras terapêuticas concomitantes: Uma vez que o clopidogrel é metabolizado no seu metabolito activo em parte pelo CYP2C19, o uso de medicamentos que inibem a actividade desta enzima têm um resultado esperado de redução dos níveis do metabolito activo do clopidogrel e uma redução na eficácia clínica. O uso concomitante de medicamentos que inibem o CYP2C19 deve ser desencorajado. Os fármacos que inibem o CYP2C19 incluem omeprazol e esomeprazol, fluvoxamina, fluoxetina, moclobemida, voriconazol, fluconazol, ticlopidina, ciprofloxacina, cimetidina, carbamazepina, oxcarbazepina e cloranfenicol. Foram efectuados outros estudos clínicos com o clopidogrel e outras terapêuticas concomitantes, para investigar potenciais interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas. Não se observaram quaisquer interações farmacodinâmicas clinicamente importantes, na administração concomitante de clopidogrel e atenolol, com nifedipina ou com atenolol e nifedipina em simultâneo. Para além disso, a actividade farmacodinâmica do clopidogrel não foi significativamente influenciada pela co-administração de fenobarbital, cimetidina ou estrogénio.

Metformina + dapagliflozina + Cimetidina

Observações: A administração concomitante de doses múltiplas de dapagliflozina e metformina não alterou significativamente o perfil farmacocinético quer da dapagliflozina ou da metformina em indivíduos saudáveis. Não foram realizados estudos de interação para Metformina / dapagliflozina. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: METFORMINA: Associações não recomendadas: As substâncias catiónicas que são eliminadas por secreção renal tubular (p.ex. cimetidina) poderão interagir com a metformina competindo pelos sistemas de transporte renais tubulares comuns. Um estudo realizado em sete voluntários saudáveis demonstrou que a cimetidina, administrada a 400 mg duas vezes por dia, aumentou em cerca de 50% a exposição sistémica (AUC) da metformina e em cerca de 81% a Cmax. Assim, quando medicamentos catiónicos que são eliminados por secreção renal tubular são administrados concomitantemente, deve ser considerada uma monitorização cuidadosa do controlo glicémico, o ajuste da dose dentro da posologia recomendada e alterações no tratamento diabético.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tansulosina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de cimetidina aumenta, e a de furosemida diminui as concentrações plasmáticas da tansulosina, mas uma vez que a concentração de tansulosina permanece dentro do intervalo normal, não é necessário alterar a posologia.

Carvedilol + Ivabradina + Cimetidina

Observações: Não se observaram interações entre o carvedilol e a ivabradina num estudo de interações efetuado em voluntários saudáveis. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Utilização concomitante contraindicada do Carvedilol / Ivabradina: Inibidores potentes do CYP3A4 (antifúngicos azois (cetoconazol, itraconazol), antibióticos macrólidos (claritromicina, eritromicina oral, josamicina, telitromicina), inibidores da protease do VIH (nelfinavir, ritonavir) e nefazodona. Ivabradina - Utilização concomitante contraindicada: Interação farmacocinética: A utilização concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 é contraindicada. Os inibidores potentes do CYP3A4, tais como o cetoconazol (200 mg uma vez por dia) e a josamicina (1 g duas vezes por dia) aumentaram a exposição plasmática média à ivabradina em 7 a 8 vezes. Carvedilol - Utilização concomitante com precauções: Os doentes medicados com inibidores enzimáticos do citocromo P450 (p.ex. cimetidina, fluoxetina, verapamilo, cetoconazol, haloperidol, eritromicina) devem ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento concomitante com carvedilol. Utilização concomitante com precauções de Carvedilol / Ivabradina: Cimetidina: Carvedilol - Utilização concomitante com precauções: A cimetidina aumentou a AUC de carvedilol em cerca de 30% sem provocar alterações na Cmax. Poderá ser necessário ter cuidado com os doentes medicados com inibidores das oxidases de função mista (por ex. cimetidina), uma vez que podem aumentar os níveis séricos de carvedilol. No entanto, com base no efeito relativamente pequeno da cimetidina nos níveis de carvedilol, a probabilidade de interações clínicas importantes é mínima.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloroquina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Cimetidina reduz o metabolismo da cloroquina, resultando numa aumento das concentrações plasmáticas

Tizanidina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores CYP: A co-administração de tizanidina com outros inibidores do CYP1A2 tais como alguns antiarritmicos (amiodarona, mexiletina, propafenona), cimetidina, algumas fluoroquinolonas (enoxacina, pefloxacina, norfloxacina), rofecoxib, contracetivos orais e ticlopidina não são recomendados.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Valaciclovir + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: O aciclovir é eliminado primariamente sob forma inalterada na urina através de secreção tubular activa. Quaisquer medicamentos administrados concomitantemente que competem com este mecanismo pela eliminação (por exemplo, cimetidina, probenecide ou micofenolato de mofetil) podem aumentar as concentrações plasmáticas do aciclovir após a administração do valaciclovir. Nos doentes a receberem o valaciclovir de dose alta (8 g/dia) para a profilaxia do CMV, são necessárias precauções durante a administração concomitante com estes tipos de medicamentos. Contudo, após 1 g de valaciclovir, não é necessário ajuste posológico com esta dose de 1 g devido ao índice terapêutico amplo do aciclovir. Os medicamentos alternativos, que não interagem com outras substâncias excretadas primariamente através dos rins, podem ser considerados para o controlo da produção excessiva de ácido gástrico e terapêutica redutora de uratos aquando da administração de valaciclovir de dose alta.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Antiarrítmicos + Cimetidina

Observações: Aumentam a depressão do miocárdio quando são administrados com outros AA. Aumentam o risco de arritmias ventriculares quando são dados com AA que prolongam o intervalo QT
Interações: Flecainida: Aumento da concentração plasmática de flecainida por: (inibe o metabolismo da flecainida) - Cimetidina

Indinavir + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: INDINAVIR NÃO POTENCIADO ANTAGONISTAS HISTAMINÉRGICOS H2: Cimetidina 600 mg BID (Indinavir 400 mg SD) Indinavir e cimetidina podem ser administrados concomitantemente sem ajuste posológico.

Posaconazol + Cimetidina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de outros medicamentos sobre posaconazol: Antagonistas dos recetores H2 e inibidores da bomba de protões: As concentrações plasmáticas de posaconazol ( Cmax e AUC) desceram 39% quando posaconazol foi administrado com cimetidina (400 mg duas vezes por dia) devido a uma redução da absorção, possivelmente secundária a uma redução da produção ácida gástrica. A administração concomitante de posaconazol com antagonistas dos recetores H2 deve ser evitada, se possível. De forma semelhante, a administração de 400 mg de posaconazol com esomeprazol (40 mg por dia) diminuiu a Cmax média e AUC em 46% e 32% respetivamente em comparação com a administração de 400 mg de posaconazol isolado. A administração concomitante de posaconazol com inibidores da bomba de protões deve ser evitada, se possível.

Trazodona + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: Gerais: Os efeitos sedativos dos antipsicóticos, hipnóticos, sedativos ansiolíticos e medicamentos antihistamínicos podem ser intensificados; nestes casos, recomenda-se a redução da dosagem. O metabolismo dos antidepressivos é acelerado pelos contracetivos orais, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos devido aos efeitos hepáticos. O metabolismo dos antidepressivos é inibido pela cimetidina e outros antipsicóticos.

Tropissetrom + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Os efeitos de inibidores enzimáticos do citocromo P450, como a cimetidina, sobre os níveis plasmáticos de tropissetrom, são insignificantes e não necessitam de ajustamento posológico. Foi observado um prolongamento do intervalo QTc em alguns doentes em que foi usado juntamente com fármacos que se sabe causarem este efeito. O prolongamento de QTc não foi relatado em estudos onde Tropissetrom foi utilizado isoladamente em doses terapêuticas. Apesar disso, deve tomar-se precauções com o uso concomitante deste medicamento e outros fármacos passíveis de prolongar o intervalo QTc.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Roflumilaste + Cimetidina

Observações: Os estudos de interação foram apenas realizados em adultos.
Interações: Um passo importante do metabolismo de roflumilaste é a N - oxidação de roflumilaste a N -óxido roflumilaste pelo citocromo (CYP) 3A4 e CYP1A2. Roflumilaste e N- óxido roflumilaste têm atividade inibitória intrínseca da fosfodiesterase 4 (PDE4). Portanto, após administração de roflumilaste, a inibição de PDE4 total é considerada como o efeito combinado de roflumilaste e N-óxido roflumilaste. Estudos de interação com o inibidor de CYP1A2 /3A4 enoxacina e os inibidores de CYP 1A2/2C19/3A4 cimetidina e fluvoxamina provocaram o aumento da atividade inibitória de PDE4 total de 25%, 47% e 59% respetivamente. A dose testada de fluvoxamina foi de 50 mg. A combinação de roflumilaste com estas substâncias ativas pode conduzir a um aumento de exposição e intolerabilidade persistente. Neste caso, deverá ser reavaliado o tratamento com roflumilaste.

Vareniclina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Cimetidina: A coadministração de cimetidina com vareniclina aumenta a exposição sistémica da vareniclina em 29%, devido a uma redução da depuração renal da vareniclina. Com base na administração concomitante de cimetidina em indivíduos com função renal normal ou em doentes com insuficiência ligeira a moderada, não se recomenda ajuste da dose. Em doentes com compromisso renal grave, a administração concomitante de cimetidina e vareniclina deve ser evitada.

Amitriptilina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Fármacos metabolizados pelo citocromo P450 2D6: A utilização concomitante de anti-depressivos tricíclicos com fármacos que podem inibir o CYP P450 2D6 (ex: quinidina, cimetidina) e fármacos que são substrato para o P450 2D6 (ex. amitriptilina) pode requerer doses menores do que as normalmente prescritas para a amitriptilina ou para o outro fármaco. Pode ser necessário o ajuste da dose.

Lidocaína + Cloro-hexidina + Cimetidina

Observações: Não foram efetuados estudos de interação.
Interações: Deve ser dada especial atenção à coadministração com cimetidina, um antagonista H2. Podem verificar-se elevados nível plasmáticos de lidocaína devido à redução da perfusão hepática e inibição de enzimas microssomais.

Metformina + Linagliptina + Cimetidina

Observações: Embora não tenham sido realizados estudos farmacocinéticos de interação medicamentosa com Metformina/Linagliptina, estes estudos foram efetuados com as substâncias ativas individuais, i.e.linagliptin a e metformina. A administração concomitante de doses múltiplas de linagliptina e metformina não alterou significativamente o perfil farmacocinético da linagliptina nem da metformina em voluntários saudáveis e doentes.
Interações: METFORMINA: Associações não recomendadas: Substâncias catiónicas que são eliminadas por secreção tubular renal ( p.ex. cimetidina) podem interagir com a metformina, ao competir por sistemas de transporte tubulares comuns.

Diltiazem + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: COMBINAÇÕES QUE REQUEREM PRECAUÇÃO: Agentes anti-H2 (cimetidina e ranitidina): Aumento nas concentrações plasmáticas do diltiazem. Os doentes em terapêutica com diltiazem devem ser cuidadosamente monitorizados ao iniciarem ou interromperem a terapêutica com agentes anti-H2. Pode ser necessário um ajustamento da posologia diária de diltiazem.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Nebivolol + Hidroclorotiazida + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacocinéticas: NEBIVOLOL: A administração concomitante de cimetidina aumenta os níveis plasmáticos de nebivolol, sem alterar o efeito clínico.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Imipramina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Cimetidina, metilfenidato: Estes fármacos podem aumentar as concentrações plasmáticas dos antidepressivos tricíclicos, cuja dose deve, portanto, ser reduzida.

Lamivudina + Cimetidina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. A probabilidade de interações metabólicas é baixa devido aos limitados metabolismo e ligação às proteínas plasmáticas e à quase completa depuração renal. O metabolismo da lamivudina não envolve o CYP3A, pelo que são pouco prováveis as interações com medicamentos metabolizados por este sistema (por ex. PIs).
Interações: Deve considerar-se a possibilidade de interação com outros medicamentos administrados concomitantemente, particularmente quando a principal via de eliminação é a secreção renal ativa através do sistema de transporte catiónico orgânico, por ex. trimetoprim. Outros medicamentos (por ex. ranitidina, cimetidina) são eliminados apenas em parte por este mecanismo e mostraram não interagir com a lamivudina.

Donepezilo + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: O cloridrato de donepezilo e/ou qualquer dos seus metabolitos não inibem o metabolismo da teofilina, varfarina, cimetidina ou digoxina no ser humano. O metabolismo do cloridrato de donepezilo não é afetado pela administração simultânea de digoxina ou cimetidina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Isradipina + Cimetidina

Observações: A isradipina não parece inibir as enzimas do citocromo P450, em particular CYP3A4, numa extensão clínica significativa. A ingestão concomitante de sumo de toranja pode aumentar a biodisponibilidade da isradipina.
Interações: A administração concomitante de cimetidina aumenta em cerca de 50% a biodisponibilidade da isradipina.

Metformina + Pioglitazona + Cimetidina

Observações: Não existem estudos formais de interação para Metformina/Pioglitazona. Os parágrafos seguintes refletem a informação disponível acerca das substâncias ativas individualmente (pioglitazona e metformina).
Interações: METFORMINA: Os medicamentos catiónicos que são eliminados através de secreção tubular renal (como por exemplo a cimetidina) podem interagir com a metformina ao competir pelos sistemas de transporte tubular renais. Um estudo conduzido em sete voluntários saudáveis normais mostrou que a cimetidina, administrada na dosagem de 400 mg duas vezes ao dia, aumentava a exposição sistémica da metformina (AUC) em 50% e a Cmax em 81%. Por essa razão, devem considerar-se a monitorização cuidadosa do controlo da glicemia, o ajuste das doses dentro da posologia recomendada e as alterações no tratamento da diabetes nos casos em que sejam administrados medicamentos catiónicos que sejam eliminados por secreção tubular renal.

Rosuvastatina + Valsartan + Cimetidina

Observações: Não foram efetuados estudos de interação com Rosuvastatina / Valsartan e outros medicamentos. Os estudos de interação só foram realizados em adultos. A extensão das interações na população pediátrica não é conhecida.
Interações: Precaução recomendada no uso concomitante: Nos estudos de interações medicamentosas com valsartan, não foram observadas quaisquer interações clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um dos fármacos seguintes: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol, indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio + Cimetidina

Observações: O uso concomitante de carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio com outros medicamentos pode alterar a absorção destes últimos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio e o ácido contido em algumas bebidas (sumo de fruta, vinho, etc) pode aumentar a absorção intestinal de alumínio. Devido à grande variedade de interações medicamentosas é recomendado, exceto indicação contrária do médico, um intervalo de 2 horas entre a administração do antiácido e outros medicamentos.
Interações: Foram encontradas pequenas diminuições na absorção de digoxina, captopril, cimetidina, ranitidina, famotidina, teofilina, propranolol, atenolol, sulfato de ferro e clorpromazina. Estas diminuições não são clinicamente relevantes.

Clopidogrel + Ácido acetilsalicílico + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Outras terapêuticas concomitantes com clopidogrel: Uma vez que o clopidogrel é metabolizado no seu metabolito ativo em parte pelo CYP2C19, o uso de medicamentos que inibem a atividade desta enzima têm um resultado esperado de redução dos níveis do metabolito ativo do clopidogrel. A relevância clínica desta interação é incerta. Como precaução o uso concomitante de inibidores fortes ou moderados do CYP2C19 deve ser desencorajado. Os medicamentos que inibem o CYP2C19 incluem omeprazol e esomeprazol, fluvoxamina, fluoxetina, moclobemida, voriconazol, fluconazol, ticlopidina, ciprofloxacina, cimetidina, carbamazepina, oxcarbazepina e cloranfenicol.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Sirolímus + Cimetidina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Os inibidores da CYP3A4 podem diminuir o metabolismo do sirolímus e aumentar os seus níveis sanguíneos. Estes inibidores incluem alguns antifúngicos (por exemplo, clotrimazol, fluconazol, itraconazol, voriconazol), alguns antibióticos (por exemplo, troleandomicina, telitromicina, claritromicina), alguns inibidores da protease (por exemplo, ritonavir, indinavir, boceprevir, telaprevir), nicardipina, bromocriptina, cimetidina e danazol.

Urapidilo + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de cimetidina inibe o metabolismo do urapidilo. A concentração sérica do urapidilo é suscetível de aumentar em 15% de modo que a redução da dose deve ser considerada.

Zonisamida + Cimetidina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Potenciais interações medicamentosas que afetem Zonisamida: Em estudos clínicos a co-administração de lamotrigina não aparentou ter qualquer efeito na farmacocinética da zonisamida. A conjugação de Zonisamida com outros medicamentos suscetíveis de provocar urolitíase pode potenciar o risco de desenvolvimento de cálculos renais devendo, deste modo, a administração concomitante destes medicamentos ser evitada. A zonisamida é parcialmente metabolizada pela CYP3A4 (clivagem redutora) e também pelas N-acetiltransferases com conjugação com o ácido glucurónico. Deste modo, substâncias que podem induzir ou inibir estas enzimas podem afetar a farmacocinética da zonisamida: Inibição da CYP3A4: Com base em informações clínicas, inibidores específicos e não-específicos conhecidos da CYP3A4 não parecem ter qualquer efeito clinicamente relevante nos parâmetros de exposição farmacocinética da zonisamida. A dosagem em estado estacionário com cetoconazol (400 mg/dia) ou cimetidina (1200 mg/dia) não demonstrou qualquer efeito clinicamente relevante na farmacocinética de uma dose única de zonisamida administrada a voluntários saudáveis. Deste modo, não devem ser necessárias modificações na dosagem de Zonisamida quando este é co-administrado com inibidores conhecidos da CYP3A4.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Anticoagulantes orais + Cimetidina

Observações: Intensamente ligados às proteínas plasmáticas. O metabolismo pode ser induzido. Susceptível à inibição do metabolismo pelo CYP2C9. A resposta anticoagulante pode ser alterada por fármacos que afectam a síntese ou o catabolismo de factores da coagulação.
Interações: Varfarina: Aumentam o efeito do anticoagulante com risco de hemorragia: (Amiodarona alguns agentes aumentam a resposta hipoprotrombinémica (Cimetidina, Clopidogrel) - Cimetidina

Lercanidipina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Interações metabólicas: Sabe-se que a lercanidipina é metabolizada pela enzima CYP3A4 e, portanto, os inibidores e os indutores da CYP3A4 administrados concomitantemente poderão interferir com o metabolismo e a eliminação da lercanidipina. A administração concomitante de 800 mg de cimetidina por dia não origina modificações significativas dos níveis plasmáticos de lercanidipina, mas para doses mais elevadas é necessária precaução, pois a biodisponibilidade e o efeito hipotensor da lercanidipina poderão estar aumentados.

Lamivudina + Zidovudina + Cimetidina

Observações: Os ensaios clínicos demonstraram que não existem interações clinicamente significativas entre a lamivudina e a zidovudina. A zidovudina é principalmente metabolizada pelas enzimas UGT; a administração concomitante de indutores ou inibidores das enzimas UGT pode alterar a exposição à zidovudina. A lamivudina é depurada ao nível renal. A secreção renal ativa da lamivudina na urina é mediada através de transportadores catiónicos orgânicos (OCTs); a administração concomitante de lamivudina com inibidores OCT ou fármacos nefrotóxicos pode aumentar a exposição à lamivudina. A lamivudina e a zidovudina não são significativamente metabolizadas pelas enzimas do citocromo P450 (tais como CYP 3A4, CYP 2C9 ou CYP 2D6) nem inibem ou induzem este sistema enzimático. Assim, o potencial para interações com antirretrovirais inibidores da protease, não nucleosídeos e outros medicamentos metabolizados pelas principais enzimas P450 é baixo. Foram realizados estudos de interação apenas em adultos.
Interações: Cimetidina/Lamivudina: Interação não estudada. Improvável uma interação clinicamente significativa. A cimetidina é eliminada apenas em parte pelo sistema renal de transporte catiónico orgânico. Não é necessário ajuste de dose. Cimetidina/Zidovudina: Interação não estudada. Não é necessário ajuste de dose.

Prucaloprida + Cimetidina

Observações: A prucaloprida tem um baixo potencial de interação farmacocinética. É extensivamente excretada inalterada na urina (aproximadamente 60% da dose) e o metabolismo in vitro é muito lento. A prucaloprida não demonstrou inibir atividades específicas do CYP450 em estudos in vitro em microssomas de fígado humano em concentrações terapeuticamente relevantes. Embora a prucaloprida possa ser um fraco substrato para a glicoproteína - P (P - gp), não é um inibidor da P - gp em concentrações clinicamente relevantes.
Interações: Doses terapêuticas de probenecida, cimetidina, eritromicina e paroxetina não afetaram a farmacocinética da prucaloprida.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Timolol + Cimetidina

Observações: Não foram realizados estudos específicos de interação com o timolol.
Interações: Cimetidina e hidralazina: Pode induzir o aumento dos níveis plasmáticos do maleato de timolol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Varfarina + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: Os compostos que reconhecidamente potenciam a acção da varfarina ou que habitualmente são referidos como exercendo esse efeito são: Ácido etacrínico, ácido mefenâmico, ácido tielínico, álcool (ingestão aguda), alopurinol, amiodarona, Ácido Acetilsalicílico, azapropazona, cefamandol, ciprofloxacina, claritromicina, cloranfenicol, cimetidina, clofibrato, cotrimoxazol, danazol, dextropropoxifeno, dipiramidol, dissulfiram, eritromicina, estanozolol, etiloestrenol, fenilbutazona, fibratos, fluconazol, glucagão, halofenato, hormonas tiroideias, cetoconazol, latamofex, meclofenamato de sódio, metronidazol, miconazol, noretandrolona, omeprazol, oxifenbutazona, oximetolona, paracetamol, piroxicam, propafenona, quetoquenazol, quinidina, quinina, sinvastatina, ISRS antidepressivos, sulfinpirazona, sulfonamidas, sulindac, tetraciclina, valproato, vitamina E.

Fosfato de alumínio + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Sais de ferro, fluoroquilonas, anti-histamínicos H2, flureto de sódio. Não existe interação entre o Fosfato de alumínio gel e a prednisolona, o cetoprofeno, a amoxicilina, a disopiramida e a cimetidina.

Asenapina + Cimetidina

Observações: A asenapina é principalmente eliminada através de glucuronidação direta pelo UGT1A4 e metabolismo oxidativo pelas isoenzimas do citocromo P450 (predominantemente do CYP1A2). Devido às suas propriedades antagonistas α1-adrenérgicas com potencial para induzir hipotensão ortostática), Asenapina pode potenciar os efeitos de certos antihipertensores. Os estudos in vitro indicam que a asenapina é um inibidor fraco do CYP2D6.
Interações: Foram estudados os potenciais efeitos dos inibidores e de um indutor de várias destas vias enzimáticas sobre a farmacocinética da asenapina, especificamente a fluvoxamina (inibidor do CYP1A2), paroxetina (inibidor do CYP2D6), imipramina (inibidor do CYP1A2/2C19/3A4), cimetidina (inibidor do CYP3A4/2D6/1A2), carbamazepina (indutor do CYP3A4/1A2) e valproato (inibidor do UGT). Com exceção da fluvoxamina, nenhuma das interações medicamentosas resultou em alterações clinicamente relevantes na farmacocinética da asenapina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brotizolam + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Os medicamentos que inibem a CYP3A4 e, deste modo, podem aumentar a toxicidade de brotizolam são os antimicóticos azóis, a cimetidina, sumo de toranja, antibióticos macrólidos e inibidores da protease.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Prulifloxacina + Cimetidina

Observações: A administração concomitante de prulifloxacina e leite resulta numa redução da curva de absorção (AUC) e redução da recuperação urinária da prulifloxacina, enquanto a ingestão de alimentos retarda e reduz os níveis plasmáticos. Nenhuma interacção clinicamente significativa foi observada no decurso do desenvolvimento clínico do Prulifloxacina quando administrado com outros produtos comummente usados no tratamento de doentes com patologias.
Interações: O tratamento concomitante com cimetidina, antiácidos contendo Al e Mg ou preparados contendo ferro e cálcio reduz a absorção do Prulifloxacina. Assim o Prulifloxacina deve ser administrado 2 horas antes ou pelo menos 4 horas após a administração destes medicamentos.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Doxorrubicina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Demonstrou-se também que a cimetidina diminui a depuração plasmática e aumenta a AUC da doxorrubicina.

Metformina + Rosiglitazona + Cimetidina

Observações: Não existem estudos formais de interacção para Metformina + Rosiglitazona, no entanto o uso concomitante das substâncias activas em doentes em estudos clínicos e na sua vasta utilização clínica não originou interações inesperadas.
Interações: Os medicamentos catiónicos eliminados por secreção tubular renal (p. ex.: cimetidina), poderão interagir com a metformina por competição nos sistemas de transporte tubular renal. Um estudo realizado em sete voluntários saudáveis mostrou que a cimetidina, administrada 400 mg duas vezes por dia, aumentou a exposição sistémica (AUC) da metformina em 50% e a Cmáx em 81%. Assim, deverá ser considerada a monitorização cuidadosa do controlo glicémico, o ajuste da dose dentro do regime posológico recomendado e alterações ao tratamento da diabetes, quando forem administrados concomitantemente medicamentos catiónicos eliminados por secreção tubular renal.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido alendrónico + Colecalciferol + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Os anticonvulsivantes, a cimetidina e as tiazidas podem aumentar o catabolismo da vitamina D. Pode considerar-se em cada caso, individualmente analisado, a administração de outros suplementos de vitamina D.

Niraparib + Cimetidina

Observações: Os estudos clínicos só foram realizados em adultos.
Interações: Interações farmacocinéticas Efeitos de outros medicamentos sobre niraparib Niraparib como substrato de transportadores de captação renal (OAT1, OAT3 e OCT2) Nem niraparib nem M1 são substratos do transportador de aniões orgânicos 1 (OAT1), 3 (OAT3) e do transportador de catiões orgânicos 2 (OCT2). Não é necessário ajustar a dose de Niraparib quando administrado concomitantemente com medicamentos conhecidos por inibir OAT1 (por exemplo, probenecid) ou OAT3 (por exemplo, probenecid, diclofenac) ou transportadores de captação OCT2 (por exemplo, cimetidina, quinidina).
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio + Dimeticone + Cimetidina

Observações: Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio/ Dimeticone pode interferir com a biodisponibilidade oral de vários fármacos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio com outros fármacos pode alterar a absorção destes últimos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio e o ácido contido em algumas bebidas (sumo de fruta, vinho, etc) pode aumentar a absorção intestinal de alumínio.
Interações: Foram encontradas pequenas diminuições na absorção de digoxina, captopril, cimetidina, ranitidina, famotidina, teofilina, propranolol, atenolol, sulfato de ferro e clorpromazina. Estas diminuições não são clinicamente relevantes. Tendo em conta uma possível diminuição da absorção, deve considerar-se um intervalo de uma a duas horas entre a administração de antiácidos e de outros fármacos.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Pramipexol + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores/competidores da via de eliminação renal activa: A cimetidina reduziu a depuração renal do pramipexol em cerca de 34%, presumivelmente por inibição do sistema de transporte por excreção catiónica dos túbulos renais. Portanto, medicamentos que são inibidores desta via de eliminação renal activa ou são eliminados por esta via, tais como cimetidina e amantidina, poderão interagir com o pramipexol, tendo como resultado uma redução da depuração de um ou dos dois medicamentos. Quando estes medicamentos são administrados concomitantemente, deve considerar-se a possibilidade de redução da dose de pramipexol.
 Potencialmente Grave

Amitriptilina + Perfenazina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de cimetidina e de antidepressivos tricíclicos pode provocar um aumento das concentrações plasmáticas do antidepressivo tricíclico. Tem sido associada a ocorrência de sintomas anticolinérgicos graves a níveis séricos elevados de antidepressivos tricíclicos. Foram observadas concentrações séricas "steady-state" deste componente, superiores ao previsto, quando a terapêutica é iniciada em doentes tratados com cimetidina. Alternativamente, têm sido referidas concentrações séricas “steady-state” de antidepressivos tricíclicos diminuídas após descontinuação da cimetidina. O ajuste da dose pode ser necessário. A actividade bioquímica da isoenzima metabolizadora de fármacos, citocromo P450 2D6 (debrisoquina-hidroxilase) encontra-se diminuída num subgrupo da população Caucasiana (cerca de 7%-10% dos Caucasianos são denominados “maus metabolizadores”); não existem ainda disponíveis estimativas fiáveis da prevalência da actividade reduzida da isoenzima P450 2D6 entre as populações Asiática, Africana e outras. Os “maus metabolizadores” têm concentrações plasmáticas de antidepressivos tricíclicos superiores às esperadas, após administração de doses normais. Dependendo da fracção de fármaco metabolizada pelo P450 2D6, o aumento na concentração plasmática pode ser pequeno, ou bastante grande (aumento de 8 vezes na AUC plasmática do antidepressivo tricíclico). Num estudo de 45 doentes idosos com demência, tratados com perfenazina, nos 5 doentes que foram identificados prospectivamente como “maus metabolizadores” P450 2D6 foram referidos efeitos secundários significativamente maiores que nos 40 “metabolizadores completos” durante os primeiros 10 dias de tratamento, após os quais os grupos tenderam a convergir. A caracterização fenotipica prospectiva de doentes idosos antes do tratamento com neurolépticos pode identificar os doentes em risco de eventos adversos. Adicionalmente, certos fármacos inibem a actividade desta isoenzima e transformam metabolizadores normais em aparentes “maus metabolizadores”. Um indivíduo que se mantém estável com uma determinada dose de antidepressivo tricíclico pode exibir toxicidade abrupta quando lhe é administrado um destes fármacos inibidores como terapêutica concomitante. Os fármacos que inibem o citocromo P450 2D6 incluem alguns que não são metabolizados pela enzima (quinidina; cimetidina) e vários que são substracto para o P450 2D6 (vários outros antidepressivos, fenotiazinas, e os antiarrítmicos Tipo 1C propafenona e flecainida). Embora todos os inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS), p.ex. fluoxetina, sertralina e paroxetina inibem o P450 2D6, podem variar na extensão da inibição. A extensão até a qual as interações entre ISRS e antidepressivos tricíclicos podem causar problemas clínicos vai depender do grau de inibição e da farmacocinética do ISRS envolvido. No entanto, recomenda-se cuidado na co-administração de antidepressivos tricíclicos com qualquer dos ISRS e também na alteração terapêutica de uma classe para outra. É particularmente importante que decorra tempo suficiente antes de iniciar a terapêutica com um antidepressivo tricíclico num doente a descontinuar a fluoxetina, dadas as longas semi-vidas do fármaco e do seu metabolito activo (podem ser necessárias pelo menos 5 semanas). A utilização concomitante de antidepressivos tricíclicos com fármacos inibidores do citocromo P450 2D6 pode implicar doses mais baixas do que as habitualmente prescritas para o antidepressivo tricíclico ou para o outro fármaco. Adicionalmente, quando qualquer um destes outros fármacos é retirado da co-terapêutica, pode ser necessária uma dose mais elevada do antidepressivo tricíclico. A monitorização dos níveis plasmáticos do antidepressivo tricíclico é desejável quando este vai ser co-administrado com outro fármaco inibidor do P450 2D6.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Lomefloxacina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Não foram realizados estudos de interacção da Lomefloxacina com a cimetidina e a ciclosporina, no entanto, na sequência da administração simultânea de outras quinolonas e de ciclosporina observou-se um aumento da concentração sérica da ciclosporina.

Sertralina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Outras interações medicamentosas, digoxina, atenolol, cimetidina: A co-administração com cimetidina causou uma diminuição substancial na depuração da sertralina.

Barnidipina + Cimetidina

Observações: O perfil de interacção farmacocinética da barnidipina não foi estudado na totalidade. Estudos in vitro mostram que a barnidipina é metabolizada pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4). Não foram efectuados estudos complexos de interacção in vivo sobre o efeito de fármacos inibidores ou indutores da enzima CYP3A4 na farmacocinética da barnidipina.
Interações: A administração concomitante de cimetidina num estudo de interacção específico levou, em média, à duplicação dos níveis plasmáticos da barnidipina. Por isso, deve-se ter cuidado ao usar concomitantemente a barnidipina com a cimetidina.

Melatonina + Cimetidina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Interações farmacocinéticas: Observou-se que a melatonina induz o CYP3A in vitro em concentrações supraterapêuticas. Desconhece-se a relevância clínica desta observação. Caso a indução ocorra, esta pode dar origem a concentrações plasmáticas reduzidas de medicamentos administrados concomitantemente. A melatonina não induz as enzimas CYP1A in vitro a concentrações supraterapêuticas. Assim, as interações entre a melatonina e outras substâncias ativas em consequência do efeito da melatonina sobre as enzimas CYP1A não deverão ser significativas. O metabolismo da melatonina é principalmente mediado pelas enzimas CYP1A. Por este motivo, é possível que se registem interações entre a melatonina e outras substâncias ativas em consequência do seu efeito sobre as enzimas CYP1A.
Interações: Deverá agir-se com precaução no caso de doentes a tomar cimetidina, um inibidor do CYP2D, que aumenta os níveis plasmáticos da melatonina, por inibição do seu metabolismo.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Altretamina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A cimetidina pode aumentar sua meia-vida de eliminação e toxicidade.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metadona + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacocinéticas: Inibidores da enzima CYP3A4: A metadona é um substrato do CYP3A4. Por inibição de CYP3A4 a depuração da metadona é reduzida. A administração concomitante de inibidores do CYP3A4 (por exemplo, canabinóides, claritromicina, delavirdina, eritromicina, ciprofloxacina, fluconazol, sumo de toranja, cimetidina, itraconazol, cetoconazol, fluoxetina, fluvoxamina, nefazodona e telitromicina) pode resultar num aumento das concentrações plasmáticas da metadona. Verificou-se um aumento de 40-100% da relação entre os níveis séricos e a dose de metadona com o tratamento concomitante com fluvoxamina. Se estes medicamentos forem prescritos a doentes em tratamento de manutenção com metadona, deve-se estar consciente do risco de sobredosagem.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metoprolol + Cimetidina

Observações: Metoprolol é um substrato do CYP2D6. Os fármacos que inibem esta enzima podem aumentar a concentração plasmática de metoprolol.
Interações: Fármacos que podem aumentar a concentração plasmática de metoprolol: medicamentos para úlceras de estômago como a cimetidina. No início do tratamento com estes medicamentos em doentes a ser tratados com metoprolol, a dose de metoprolol pode necessitar de ser reduzida.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Hidroxizina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A administração de 600 mg de cimetidina, duas vezes por dia, demonstrou aumentar as concentrações séricas da hidroxizina em 36% e diminuiu as concentrações máximas, do metabolito cetirizina, em 20%.

Tretinoína (ou Ácido retinóico) + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Uma vez que a tretinoína é metabolizada pelo sistema P450 hepático, existe a possibilidade de alteração dos parâmetros farmacocinéticos nos doentes a receber concomitantemente medicamentos indutores ou inibidores deste sistema. Os medicamentos que habitualmente induzem as enzimas P450 hepáticas são rifampicina, glucocorticoides, fenobarbital e pentobarbital. Os medicamentos que habitualmente inibem as enzimas P450 hepáticas são cetoconazol, cimetidina, eritromicina, verapamil, diltiazem e ciclosporina. Não existem dados que sugiram que a utilização concomitante destes medicamentos aumente ou diminua quer a eficácia quer a toxicidade da tretinoína.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Petidina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A cimetidina reduz a clearance e o volume de distribuição da petidina em indivíduos saudáveis.
 Sem significado Clínico

Tramadol + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Inibidor da enzima / indutor: Os resultados obtidos em estudos farmacocinéticos mostram que é pouco provável que a administração prévia ou simultânea de cimetidina (inibidor enzimático) provoque interações clinicamente relevantes. A administração concomitante ou prévia de carbamazepina (indutor enzimático) pode reduzir o efeito analgésico e encurtar a duração da ação terapêutica.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fluvastatina + Cimetidina

Observações: n.d
Interações: Interações farmacológicas: Antagonistas dos receptores H2 da histamina e inibidores da bomba de protões: A administração concomitante de fluvastatina com cimetidina, ranitidina ou omeprazol resulta num aumento da biodisponibilidade da fluvastatina, que, contudo, não tem relevância clínica.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Piroxicam + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Os resultados de dois estudos independentes indicam um ligeiro, mas significativo aumento na absorção de piroxicam administrado por via oral após a administração da cimetidina, mas sem alterações significativas nos parâmetros de eliminação. A cimetidina aumenta a área sob a curva (AUC 0-120 horas) e a Cmax de piroxicam em, aproximadamente, 13 a 15%. As constantes da taxa de eliminação e a semi-vida não apresentam diferenças significativas. É improvável que tenha importância clínica, o pequeno, mas significativo aumento registado na absorção.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bromazepam + Cimetidina

Observações: Os fármacos que inibem certos enzimas hepáticos podem intensificar a atividade das benzodiazepinas que são metabolizadas por estes enzimas.
Interações: A administração concomitante de cimetidina pode prolongar o tempo de semivida do bromazepam.
 Sem significado Clínico

Budesonida + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Nas doses recomendadas, o omeprazol não afeta a farmacocinética da budesonida oral, ao passo que a cimetidina tem um efeito ligeiro mas clinicamente não significativo.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cleboprida + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A presença de cleboprida diminui os efeitos da digoxina e da cimetidina.

Nevirapina + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: ANTIÁCIDOS: Cimetidina: Não foi verificado nenhum efeito significativo nos parâmetros farmacocinéticos da cimetidina. Cimetidina e Nevirapina podem ser coadministrados sem ajuste de dose.

Bendamustina + Cimetidina

Observações: Não foram realizados estudos de interacção in vivo. Qualquer tratamento que reduza a capacidade de desempenho do doente ou afecte o funcionamento da medula óssea pode aumentar a toxicidade de Bendamustina. O metabolismo da bendamustina envolve a isoenzima 1A2 do citocromo P450 (CYP).
Interações: Existe a possibilidade de interacção com inibidores da CYP1A2, como a fluvoxamina, ciprofloxacina, aciclovir e cimetidina.

Levofloxacina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Efeito de outros medicamentos sobre a levofloxacina: Probenecida e cimetidina: A probenecida e a cimetidina tiveram um efeito estatisticamente significativo na eliminação da levofloxacina. A depuração renal da levofloxacina foi diminuída pela cimetidina (24%) e pela probenecida (34%). Esta diminuição é devida ao facto de que os dois medicamentos são capazes de bloquear a secreção tubular renal da levofloxacina. Contudo, é improvável que, nas doses testadas no estudo, estas diferenças farmacocinéticas estatisticamente significativas sejam clinicamente relevantes. Devem tomar-se precauções quando a levofloxacina é administrada concomitantemente com medicamentos que afectam a secreção tubular renal como a probenecida e a cimetidina, especialmente em doentes com compromisso renal.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Valpromida + Cimetidina

Observações: Porque o principal metabolito da valpromida é o valproato, produzem-se as mesmas interações que com o valproato.
Interações: Os níveis plasmáticos do ácido valproico podem aumentar (a consequência de um metabolismo hepático reduzido) quando se utiliza em conjunto com a cimetidina, fluoxetina e a eritromicina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Epirrubicina + Cimetidina

Observações: A Epirrubicina é principalmente utilizada em associação com outros agentes anticancerígenos. Pode ocorrer toxicidade aditiva, especialmente no que respeita a efeitos sobre a medula óssea/hematológicos e gastrointestinais. A Epirrubicina é extensamente metabolizada pelo fígado. As alterações da função hepática induzidas por terapêuticas concomitantes podem afectar o metabolismo, farmacocinética, eficácia terapêutica e/ou toxicidade da Epirrubicina.
Interações: A cimetidina na dose de 400 mg duas vezes por dia, administrada antes da Epirrubicina na dose de 100 mg/m2 em intervalos de 3 semanas, produziu um aumento da AUC da Epirrubicina de 50% e um aumento da AUC do epirrubicinol de 41% (último com p<0,05). Como a AUC da 7-desoxi-doxorrubicinol aglicona e o fluxo hepático não diminuíram, os resultados não podem ser explicados por uma diminuição da actividade do citocromo P-450.

Aliscireno + Hidroclorotiazida + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Substâncias que foram investigadas em estudos clínicos de farmacocinética com aliscireno incluíram acenocumarol, atenolol, celecoxib, fenofibrato, pioglitazona, alopurinol, mononitrato-5-isossorbido, digoxina, metformina, amlodipina, atorvastatina, cimetidina e hidroclorotiazida. Não foram identificadas interações clinicamente relevantes. Consequentemente não é necessário ajuste posológico do aliscireno ou destes medicamentos administrados concomitantemente. Substratos da gp-P ou inibidores fracos: Não se observaram interações relevantes com atenolol, digoxina, amlodipina ou cimetidina. Quando administrado com atorvastatina (80 mg), a AUC e Cmax na fase estacionária de aliscireno (300 mg) aumentaram em 50%.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Antidepressores (tricíclicos) + Cimetidina

Observações: Inibição da recaptação de aminas nos neurónios adrenérgicos pós-ganglionares. Efeitos antimuscarínicos aditivos com fármacos antimuscarínicos. Indução do metabolismo. Susceptíveis à inibição do metabolismo pelo CYP2D6 e outras enzimas CYP450.
Interações: Reduz o metabolismo dos antidepressores - Cimetidina

Zalcitabina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Probenecide/Cimetidina/Trimetoprim: A administração concomitante de probenecide, cimetidina ou trimetoprim diminui a eliminação da zalcitabina, muito provavelmente por inibição da excreção tubular renal da zalcitabina. Os doentes a receber estes fármacos em associação com a zalcitabina devem ser vigiados em relação aos sinais de toxicidade e a dose de zalcitabina deve ser reduzida se necessário.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Risperidona + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: Potencial para outros medicamentos afetarem Risperidona: A cimetidina e a ranitidina aumentam a biodisponibilidade da risperidona, no entanto aumentam apenas ligeiramente a biodisponibilidade da fração antipsicótica ativa.

Valsartan + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Outros: Nos estudos de interações medicamentosas com valsartan, não foram observadas quaisquer interações clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um dos fármacos seguintes: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol, indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida.

Palonossetrom + Cimetidina

Observações: Palonossetrom é metabolizado principalmente pela isoenzima CYP2D6, com uma contribuição menor das isoenzimas CYP3A4 e CYP1A2. Com base em estudos in vitro, palonossetrom não demonstrou inibir nem induzir as isoenzimas do citocromo P450 em concentrações clinicamente relevantes.
Interações: Numa análise farmacocinética populacional, demonstrou-se não haver qualquer efeito significativo na depuração de palonossetrom quando este era coadministrado com inibidores (incluindo amiodarona, celecoxib, cloropromazina, cimetidina, doxorrubicina, fluoxetina, haloperidol, paroxetina, quinidina, ranitidina, ritonavir, sertralina ou terbinafina) da CYP2D6.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fenitoína + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Fármacos que podem aumentar os níveis séricos de fenitoína incluem: cloranfenicol, sulfonamidas, dicumarol, disulfiram, isoniazida, cimetidina, sultiamo, fenilbutazona, tolbutamida, salicilatos, clordiazepóxido, fenotiazinas, diazepam e alcoolismo agudo.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Macrólidos + Cimetidina

Observações: Podem interferir com a absorção de outros fármacos, inibir as enzimas metabolizadoras com aumento da toxicidade de alguns fármacos e, com menos frequência, reduzir a concentração plasmática de outros, por aceleração do metabolismo. Os macrólidos envolvidos com mais frequência são a eritromicina (em particular por via parentérica) e a claritromicina. A eritromicina em aplicação tópica não origina interacções.
Interações: Por inibição enzimática, com aumento da concentração plasmática e da toxicidade respectiva interferem com - Cimetidina
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amprenavir + Cimetidina

Observações: Foram realizados estudos de interacção com amprenavir como único inibidor da protease.
Interações: O amprenavir poderá aumentar as concentrações plasmáticas de outras substâncias, incluindo: clozapina, cimetidina, dapsona e loratadina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Cloranfenicol + Cimetidina

Observações: O cloranfenicol é metabolizado no fígado e, como tal, pode interagir com os fármacos metabolizados pelas enzimas microssomais hepáticas.
Interações: Quando o cloranfenicol é administrado simultaneamente com cimetidina os efeitos são aditivos e sinergéticos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Brometo de glicopirrónio + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Num ensaio clínico em voluntários saudáveis, a cimetidina, um inibidor do transporte de catiões orgânicos que se pensa contribuir para a excreção renal do glicopirrónio, aumentou a exposição total (AUC) ao glicopirrónio em 22% e diminuiu a depuração renal em 23%. Com base na magnitude destas alterações, não se esperam interações medicamentosas relevantes quando glicopirrónio é co-administrado com cimetidina ou outros inibidores do transporte de catiões orgânicos.

Alfentanilo + Cimetidina

Observações: O alfentanilo é metabolizado principalmente por via da enzima 3A4 do citocromo P450.
Interações: Os dados de farmacocinética humana indicam que o metabolismo do alfentanilo pode ser inibido pelo fluconazol, voriconazol, eritromicina, diltiazem e cimetidina (conhecidos inibidores da enzima 3A4 do citocromo P450). Isto pode aumentar o risco de depressão respiratória prolongada ou tardia. A administração simultânea de tais fármacos exige cuidado e observação especial do doente; em particular pode ser necessário reduzir a dose de Alfentanilo. Geralmente, recomenda-se a interrupção da administração de inibidores da monoaminoxidase duas semanas antes de qualquer intervenção cirúrgica ou anestésica.

Itraconazol + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos na ligação às proteínas: Estudos in vitro demonstraram que não existem interações na ligação às proteínas plasmáticas entre o itraconazol e imipramina, o propranolol, o diazepam, cimetidina, indometacina, tolbutamida e sulfametazina.

Metformina + Saxagliptina + Cimetidina

Observações: A administração concomitante de doses múltiplas de saxagliptina (2,5 mg duas vezes por dia) e metformina (1.000 mg duas vezes por dia) não alterou significativamente o perfil farmacocinético da saxagliptina nem da metformina em doentes com diabetes tipo 2. Não foram realizados estudos formais de interação com Metformina/Saxagliptina.
Interações: METFORMINA: Associações não recomendadas: Substâncias catiónicas que são eliminadas por secreção tubular renal (p. ex., cimetidina) poderão interagir com a metformina competindo pelos sistemas de transporte tubulares renais comuns. Um estudo realizado em sete voluntários saudáveis demonstrou que a cimetidina, administrada a 400 mg duas vezes por dia, aumentou em cerca de 50% a exposição sistémica (AUC) à metformina e em cerca de 81% a Cmax. Assim, quando são administrados concomitantemente medicamentos catiónicos que são eliminados por secreção renal tubular, deve ser considerada uma monitorização cuidadosa do controlo glicémico, o ajuste da dose dentro da posologia recomendada e a introdução de alterações no tratamento antidiabético.

Meloxicam + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Interações Farmacocinéticas: (Efeito de outros fármacos na farmacocinética do meloxicam) Não foram detectadas interações farmacocinéticas fármaco-fármaco com relevância clínica, relativamente à administração concomitante de antiácidos, cimetidina e digoxina.

Voriconazol + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: Cimetidina (400 mg BID) [inibidor não específico do CYP450 e aumenta o pH gástrico] Não necessário ajuste de dose

Zaleplom + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A cimetidina, um inibidor moderado inespecífico de diversas enzimas hepáticas, incluindo a aldeído-oxidase e o CYP3A4, provocou um aumento de 85% nas concentrações plasmáticas do zaleplon porque inibiu ambas as enzimas, primária (aldeído-oxidase) e secundária (CYP3A4), responsáveis pelo metabolismo do zaleplon. Por isso, recomenda-se precaução quando se coadministra a cimetidina e o Zaleplom.

Dutasterida + Tansulosina + Cimetidina

Observações: Não foram realizados estudos de interação fármaco-fármaco com Dutasterida / Tansulosina.
Interações: TANSULOSINA: A administração concomitante do cloridrato de tansulosina com fármacos que possam reduzir a pressão arterial, incluindo anestésicos, inibidores PDE5 e outros bloqueadores adrenérgicos alfa-1, poderá levar à potenciação dos efeitos hipotensores. Dutasterida-tansulosina não deverá ser utilizada em associação com outros bloqueadores adrenérgicos alfa-1. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina e cetoconazol (um inibidor forte do CYP3A4) resultou num aumento da Cmáx e AUC do cloridrato de tansulosina num fator de 2,2 e 2,8 respetivamente. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina e paroxetina (um inibidor forte do CYP2D6) resultou num aumento da Cmáx e AUC do cloridrato de tansulosina num fator de 1,3 e 1,6 respetivamente. Quando administrado concomitantemente com um inibidor forte do CYP3A4, é esperado um aumento semelhante na exposição dos metabolizadores fracos do CYP2D6 quando comparados com os metabolisadores extensos. Os efeitos da administração concomitante de inibidores do CYP3A4 e CYP2D6 com cloridrato de tansulosina não foram avaliados clinicamente, contudo existe um potencial para aumento significativo da exposição à tansulosina. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina (0,4 mg) e cimetidina (400 mg de seis em seis horas durante seis dias) resultou na diminuição da depuração (26%) e no aumento na AUC (44%) do cloridrato de tansulosina. Deverá ser tida precaução na utilização de dutasterida-tansulosina em associação com cimetidina. Não foi realizado um estudo de interação de fármacos entre o cloridrato de tansulosina e a varfarina. Os resultados de estudos limitados in vitro e in vivo são inconclusivos. Deverá ser tida precaução na administração concomitante de varfarina e cloridrato de tansulosina. Não foram observadas interações quando o cloridrato de tansulosina foi administrado concomitantemente com atenolol, enalapril, nifedipina ou teofilina. A administração concomitante de furosemida origina a diminuição dos níveis plasmáticos da tansulosina, no entanto não são necessários ajustes posológicos uma vez que os níveis permanecem dentro do intervalo normal. In vitro, nem o diazepam ou propanolol, triclorometiazida, clormadinona, amitriptilina, diclofenac, glibenclamida e sinvastatina alteram a fração livre da tansulosina no plasma humano. A tansulosina também não altera as frações livres de diazepam, propanolol, triclormetiazida e clormadinona. Não foram observadas interações ao nível do metabolismo hepático durante os estudos in vitro com frações microssomais de fígado (representativas do sistema metabolizador enzimático de fármacos associado ao citocromo P450), envolvendo amitriptilina, salbutamol e glibenclamida. No entanto, o diclofenac pode aumentar a taxa de eliminação da tansulosina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Flecainida + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Antihistamínicos H2 (para o tratamento de úlcera gástrica): o antagonista H2 cimetidina inibe o metabolismo da flecainida. Em indivíduos saudáveis a receberem cimetidina (1g por dia) durante 1 semana, a AUC da flecainida apresentou um aumento de cerca de 30% e uma semivida aumentada em cerca de 10%.

Brometo de glicopirrónio + Indacaterol + Cimetidina

Observações: A administração concomitante de indacaterol e glicopirrónio inalados por via oral, nas condições de estado estacionário de ambos os componentes, não afeta a farmacocinética de cada um dos componentes. Não foram conduzidos estudos de interação específicos com Brometo de glicopirrónio/Indacaterol. A informação sobre o potencial de interações é baseada no potencial para cada um dos seus dois componentes.
Interações: Num ensaio clínico em voluntários saudáveis, a cimetidina, um inibidor do transporte de catiões orgânicos que se pensa contribuir para a excreção renal do glicopirrónio, aumentou a exposição total (AUC) ao glicopirrónio em 22% e diminuiu a depuração renal em 23%. Com base na magnitude destas alterações, não se esperam interações medicamentosas relevantes quando glicopirrónio é coadministrado com cimetidina ou outros inibidores do transporte de catiões orgânicos.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Oxicodona + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A cimetidina pode inibir o metabolismo da oxicodona.

Metformina + Sitagliptina + Cimetidina

Observações: A coadministração de doses múltiplas de sitagliptina (50 mg duas vezes por dia) e metformina (1.000 mg duas vezes por dia) não alterou significativamente o perfil farmacocinético da sitagliptina nem da metformina em doentes com diabetes tipo 2. Embora não tenham sido realizados estudos farmacocinéticos de interação medicamentosa com Metformina/Sitagliptina, foram efetuados estudos com as substâncias ativas individuais, a sitagliptina e a metformina. Existe um risco aumentado de acidose láctica na intoxicação alcoólica aguda (em particular nas situações de jejum, desnutrição ou insuficiência hepática) devido à metformina.
Interações: Os medicamentos catiónicos que são eliminados por secreção tubular renal (por ex., cimetidina) poderão interagir com a metformina competindo pelos sistemas de transporte tubulares renais comuns. Um estudo realizado em sete voluntários saudáveis demonstrou que a cimetidina, administrada sob a forma de 400 mg duas vezes por dia, aumentou em cerca de 50% a exposição sistémica (AUC) à metformina e a Cmax em cerca de 81%. Assim, quando são coadministrados medicamentos catiónicos que são eliminados por secreção renal tubular deve ser considerada uma cuidadosa monitorização do controlo glicémico, o ajuste da dose dentro da posologia recomendada e a introdução de alterações no tratamento antidiabético.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Azatioprina + Cimetidina

Observações: Os doentes devem ser aconselhados no sentido de informar o seu anestesiologista do tratamento com Azatioprina antes de uma cirurgia.
Interações: A terapêutica concomitante com azatioprina e inibidores da ECA, trimetoprim/sulfametoxazol, cimetidina ou indometacina aumenta o risco de mielossupressão.

Quetiapina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Cimetidina: A farmacocinética da quetiapina não foi alterada quando coadministrado com a cimetidina.

Valsartan + Hidroclorotiazida + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: Interações relacionadas com VALSARTAN: Sem interações: Nos estudos de interações medicamentosas com valsartan, não foram observadas quaisquer interações clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um dos fármacos seguintes: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol, indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida. Digoxina e indometacina podem interagir com a hidroclorotiazida.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido valpróico (Valproato de sódio) + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de cimetidina ou de eritromicina pode aumentar as taxas séricas de valproato (pela diminuição do seu metabolismo hepático).

Amifampridina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Substâncias que são potentes inibidoras de enzimas que metabolizam medicamentos: É pouco provável que inibidores enzimáticos potentes do citocromo P450 (CYP450), como a cimetidina e o cetoconazol, inibam o metabolismo da amifampridina por N-acetiltransferases (NATs) humanas e originem um aumento da exposição à amifampridina. Os resultados do estudo de inibição in vitro do CYP450 indicam que é pouco provável que a amifampridina tenha um papel a desempenhar nas interações medicamentosas metabólicas clínicas relativas à inibição do metabolismo de CYP1A2, CYP2A6, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, CYP2E1 e CYP3A4 de medicamentos administrados concomitantemente. Independentemente disso, ao iniciarem o tratamento com potentes inibidores enzimáticos ou do transporte renal, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados quanto a reações adversas. Caso um tratamento com um inibidor potente seja interrompido, os doentes devem ser monitorizados quanto à eficácia, dado que poderá ser necessário aumentar a dose de amifampridina.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Cimetidina não deve ser utilizada na gravidez, a não ser que, na opinião do médico assistente, os benefícios esperados superem os eventuais riscos.

É possível que a utilização deste medicamento em mulheres grávidas possa ter efeitos adversos no desenvolvimento sexual e fertilidade da descendência no caso de fetos masculinos.

Não se aconselha o aleitamento a mulheres medicadas com o fármaco.

Esta questão do aleitamento não se coloca nas doentes submetidas a cesariana, que sejam medicadas com Cimetidina concomitantemente com a anestesia geral, porque a semi-vida de Cim é curta (cerca de 2 horas) e o fármaco é eliminado antes da mãe recuperar o suficiente para iniciar a amamentação.



Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017