Brolucizumab

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Condução
O que é
Brolucizumab que pertence a um grupo de medicamentos chamados agentes anti-neovascularização.

Brolucizumab é um fragmento de anticorpo monoclonal de cadeia única Fv (scFv) humanizado, produzido em células de Escherichia coli através de tecnologia de ADN recombinante projetado para o tratamento da degeneração macular relacionada à idade da úmida (DMRI).
Usos comuns
Brolucizumab é indicado em adultos para o tratamento da degenerescência macular relacionada com a idade (DMI) neovascular (húmida).
Tipo
Biológico.
História
Este medicamento foi desenvolvido por ESBATech (descoberta para a fase 2a), Alcon Laboratories (fase 2b) e Novartis (fase 3).
Indicações
Brolucizumab é utilizado para tratar a DMI neovascular húmida em adultos, que ocorre quando existe formação e crescimento de vasos sanguíneos anormais debaixo da mácula. A mácula, que está localizada na parte de trás do olho, é responsável pela visão nítida. Estes vasos sanguíneos anormais podem derramar fluído ou sangue para o interior do olho e interferir com a função da mácula, resultando desta forma na redução da visão.
Classificação CFT

N.D.

Mecanismo De Ação
Brolucizumab é um fragmento de anticorpo monoclonal de cadeia única Fv (scFv) humanizado com um peso molecular de ~26 kDa.

Níveis elevados de sinalização através da via do fator de crescimento endotelial vascular humano A (VEGF-A) estão associados com angiogénese ocular patológica e edema na retina. O brolucizumab liga-se com elevada afinidade às isoformas do VEGF-A (ex. VEGF110, VEGF121, e VEGF165), impedindo assim a ligação do VEGF-A aos seus recetores VEGFR-1 e VEGFR-2. Ao inibir a ligação do VEGF-A, o brolucizumab suprime a proliferação das células endoteliais, reduzindo assim a neovascularização patológica e a permeabilidade vascular.
Posologia Orientativa
Brolucizumab tem de ser administrado por um oftalmologista qualificado com experiência em injeções intravítreas.

A dose recomendada é de 6 mg de brolucizumab (0,05 ml de solução) administrada através de uma injeção intravítrea a cada 4 semanas (mensalmente) para as primeiras 3 doses. Posteriormente, o médico pode individualizar os intervalos de tratamento com base na atividade da doença, avaliada pela acuidade visual e/ou parâmetros anatómicos. Sugere-se uma avaliação da atividade da doença 16 semanas (4 meses) após o início do tratamento. Em doentes sem atividade da doença, deve considerar-se o tratamento a cada 12 semanas (3 meses). Em doentes com atividade da doença, deve considerar-se o tratamento a cada 8 semanas (2 meses). O médico pode ainda individualizar os intervalos de tratamento baseado na atividade da doença.

Se os resultados visuais e anatómicos indicarem que o doente não está a beneficiar da continuação do tratamento, Brolucizumab deve ser descontinuado.
Administração
Brolucizumab é administrado através de uma injeção no seu olho (uso intravítreo) por um oftalmologista.

Antes da injeção, o médico irá limpar o seu olho cuidadosamente, para prevenir uma infeção. O seu médico irá também aplicar-lhe gotas oftálmicas (anestésico local) para anestesiar o olho de modo a reduzir ou prevenir dor da injeção.
Contraindicações
Hipersensibilidade à substância ativa.
Doentes com infeções oculares ou perioculares, ativas ou suspeitas.
Doentes com inflamação intraocular ativa.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Os efeitos indesejáveis associados à injeção de Brolucizumab são tanto devidos ao medicamento propriamente dito como ao procedimento da injeção e afetam sobretudo o olho.

Alguns efeitos indesejáveis podem ser graves
Procure ajuda médica imediata se tiver algum dos seguintes sinais de reações alérgicas, inflamações ou infeções:
● uma diminuição ou alteração súbita da visão
● dor, desconforto aumentado, agravamento da vermelhidão no olho
Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis graves, informe o médico imediatamente.

Outros efeitos indesejáveis possíveis
Outros efeitos indesejáveis que podem ocorrer após o tratamento com Brolucizumab incluem os seguintes:
A maioria dos efeitos indesejáveis são ligeiros a moderados e geralmente desaparecem no prazo de uma semana após cada injeção.

Se estes efeitos indesejáveis se tornarem graves, por favor informe o médico.

Frequentes: podem afetar até 1 em cada 10 pessoas
● inflamação na camada média da parede do olho (uveíte)
● descolamento da substância gelatinosa que está dentro do olho (descolamento do vítreo)
● rasgadura da retina (a parte detrás do olho que deteta a luz) ou uma das suas camadas (rasgadura do epitélio pigmentado da retina)
● diminuição da nitidez da visão (redução da acuidade visual)
● hemorragia na retina (hemorragia retiniana)
● inflamação da íris, a parte colorida do olho (irite)
● turvação da lente do olho (catarata)
● hemorragia de pequenos vasos sanguíneos na camada exterior do olho (hemorragia da conjuntiva)
● manchas que se movimentam na sua visão (flocos vítreos)
● dor ocular
● aumento da pressão dentro do olho (aumento da pressão intraocular)
● vermelhidão na zona branca do olho (conjuntivite)
● visão turva ou desfocada
● córnea arranhada, lesão na camada transparente do globo ocular que reveste a iris (abrasão da córnea)
● lesão na camada transparente do globo ocular que reveste a íris (queratite ponteada)
● reações alérgicas (hipersensibilidade)

Pouco frequentes: podem afetar até 1 em cada 100 pessoas
● inflamação grave no interior do olho (endoftalmite)
● cegueira
● perda de visão súbita devido a bloqueio de uma artéria no olho (oclusão da artéria retiniana)
● descolamento da retina
● vermelhidão do olho (hiperemia conjuntival)
● aumento da produção de lágrimas (lacrimejo aumentado)
● sensação anormal no olho
● descolamento de uma das camadas da retina (descolamento do epitélio pigmentado da retina)
● inflamação da substância gelatinosa dento do olho (vitrite)
● inflamação da parte da frente do olho (inflamação da câmara anterior ou flare)
● inflamação na íris e no tecido adjacente do olho (iridociclite)
● inchaço da córnea, camada transparente do globo ocular (edema da cornea)
● hemorragia no olho (hemorragia do vítreo)
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Apesar da exposição sistémica após administração ocular ser muito baixa, brolucizumab não deve ser administrado durante a gravidez a menos que o potencial benefício supere o potencial risco para o feto.
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:A amamentação não é recomendada durante o tratamento com Brolucizumab e por pelo menos um mês após a interrupção do tratamento com Brolucizumab, porque não se sabe se o Brolucizumab passa para o leite materno.
Condução
Condução
Condução:Os efeitos de Brolucizumab sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas devido a possíveis perturbações visuais temporárias após a injeção intravítrea e o exame ocular associado são reduzidos. Os doentes não devem conduzir nem utilizar máquinas até que a função visual esteja suficientemente recuperada.
Precauções Gerais
As injeções intravítreas, incluindo as injeções com Brolucizumab, têm sido associadas com endoftalmite, inflamação intraocular, catarata traumática e descolamento da retina. Foi notificada oclusão da artéria retiniana com a utilização de Brolucizumab. Ao administrar Brolucizumab têm que ser sempre utilizadas técnicas de injeção asséticas apropriadas. Os doentes devem ser instruídos a comunicar imediatamente quaisquer sintomas sugestivos dos acontecimentos acima mencionados.

Foram observados aumentos transitórios da pressão intraocular nos 30 minutos após a injeção intravítrea com inibidores do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) incluindo brolucizumab. É necessária precaução especial em doentes com glaucoma mal controlado (não injetar Brolucizumab enquanto a pressão intraocular for ≥30 mmHg). Tem de se monitorizar e tratar apropriadamente a pressão intraocular e a perfusão da cabeça do nervo ótico.

A segurança e eficácia de brolucizumab administrado simultaneamente em ambos os olhos não foi estudada.

Uma vez que é uma proteína terapêutica, existe um potencial para imunogenicidade com brolucizumab. Os doentes devem ser instruídos a informar o médico se desenvolverem sintomas como dor ocular ou desconforto aumentado, agravamento da vermelhidão ocular, visão turva ou diminuída, um aumento do número de pequenas partículas na visão ou aumento da sensibilidade à luz.

Não existem dados disponíveis sobre a utilização concomitante de Brolucizumab com outros medicamentos anti-VEGF no mesmo olho. Brolucizumab não deve ser administrado concomitantemente com outros medicamentos anti-VEGF (sistémicos ou oculares).

Em tratamentos intravítreos anti-VEGF, a dose deve ser suspensa e o tratamento não deve ser reiniciado antes do próximo tratamento previsto em caso de:
● uma redução na melhor acuidade visual corrigida (BVCA) de ≥30 letras em comparação com a última avaliação da acuidade visual;
● um descolamento da retina;
● uma hemorragia subretiniana envolvendo o centro da fóvea, ou, se a dimensão da hemorragia for ≥50% da área total da lesão;
● cirurgia intraocular realizada nos 28 dias anteriores ou planeada para os próximos 28 dias. Rasgadura do epitélio pigmentado da retina
Os fatores de risco associados ao desenvolvimento de rasgadura do epitélio pigmentado da retina após tratamento com anti-VEGF para a DMI húmida incluem um grande e/ou elevado descolamento do epitélio pigmentado da retina. Ao iniciar o tratamento com brolucizumab, deve ter-se precaução em doentes com estes fatores de risco para rasgadura do epitélio pigmentado da retina.

O tratamento deve ser interrompido em indivíduos com descolamento regmatogéneo da retina ou buraco macular de fase 3 ou 4.

Foram notificados acontecimentos adversos sistémicos, incluindo hemorragias não oculares e acontecimentos tromboembólicos arteriais, após injeção intravítrea de inibidores de VEGF e existe um risco teórico de que estes possam estar relacionados com a inibição de VEGF. Existem dados limitados de segurança no tratamento de doentes com DMI com antecedentes de AVC, episódios isquémicos transitórios ou enfarte do miocárdio nos últimos 3 meses. Deve ter-se precaução quando se tratam esses doentes.
Cuidados com a Dieta
Não aplicável.
Terapêutica Interrompida
Não aplicável.
Cuidados no Armazenamento
Conservar no frigorífico. Não congelar.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu médico, enfermeiro ou farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.

As mulheres com potencial para engravidar devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento com brolucizumab e durante, pelo menos um mês após a última dose, quando pararem o tratamento com brolucizumab.

A quantidade de dados sobre a utilização de brolucizumab em mulheres grávidas, é limitada ou inexistente. Os estudos em animais são insuficientes no que respeita à toxicidade reprodutiva. Apesar da exposição sistémica após administração ocular ser muito baixa, brolucizumab não deve ser administrado durante a gravidez a menos que o potencial benefício supere o potencial risco para o feto.

Desconhece-se se brolucizumab é excretado no leite humano. Não pode ser excluído qualquer risco para os recém-nascidos/lactentes. Brolucizumab não é recomendado durante a amamentação e a amamentação deve apenas ser iniciada pelo menos um mês após a última dose após a interrupção do tratamento com brolucizumab. A amamentação não é recomendada durante o tratamento com Brolucizumab e por pelo menos um mês após a interrupção do tratamento com Brolucizumab, porque não se sabe se o Brolucizumab passa para o leite materno.

Os efeitos de Brolucizumab sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas devido a possíveis perturbações visuais temporárias após a injeção intravítrea e o exame ocular associado são reduzidos. Os doentes não devem conduzir nem utilizar máquinas até que a função visual esteja suficientemente recuperada.
Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020