Baclofeno

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução Uso Hospitalar DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
O Baclofeno é um derivado do ácido gama-aminobutírico (GABA). É usado principalmente para tratar a espasticidade e está em fase de pesquisa para a utilização no tratamento do alcoolismo.

É também utilizado pelas farmácias em cremes tópicos para a dor como relaxante muscular.

É um agonista dos receptores GABAB. Os seus efeitos benéficos na espasticidade resultam de ações em locais espinais e supra-espinais.

Baclofeno também pode ser utilizado no tratamento de soluços, e tem sido indicado para evitar aumentos de temperatura corporal induzida por medicamentos MDMA em ratos.

Além disso, a investigação tem demostrado eficácia do Baclofeno no tratamento da dependência do álcool e no desmame, por inibir os sintomas de abstinência e desejos.

Da mesma forma, o Baclofeno ajuda numa série de sintomas de privação de opiáceos, incluindo cãibras musculares e dor muscular, bem como o tremor intenso, muitas vezes experimentado.

Também pode reduzir a sensação geral de disforia, o pior dos sintomas.

A propriedade benéfica do Baclofeno é que a tolerância não parece ocorrer de forma significativa - Baclofeno mantém os seus efeitos anti-espasmódicos terapêuticos, mesmo depois de muitos anos de uso contínuo.

Estudos mais recentes, no entanto, indicam que a tolerância se pode desenvolver em alguns pacientes recebendo tratamento intratecal com Baclofeno.

A dosagem oral deve ser cuidadosamente regulada; significativamente, doses elevadas do medicamento, especialmente 80 mg por dia ou mais, podem causar ataxia e / ou sono excessivo que pode interferir com o funcionamento diário.
Usos comuns
Espasticidade dos músculos esqueléticos na esclerose múltipla.

Situações espásticas decorrentes de patologias medulares, de etiologia infecciosa, degenerativa, traumática, neoplásica ou desconhecida: por exemplo paralisia espástica espinal, esclerose lateral amiotrófica, siringomielia, mielite transversa, paraplegia ou paraparesia traumática e compressão da espinal medula; espasmos musculares de origem cerebral, bem como na sequência de acidentes cerebrovasculares ou em presença de patologias cerebrais neoplásicas ou degenerativas.

População pediátrica
É indicado em doentes com idade inferior a 18 anos para o tratamento sintomático de espasticidade de origem cerebral, especialmente devido a paralisia cerebral infantil, bem como na sequência de acidentes cerebrovasculares ou em presença de patologias cerebrais neoplásicas ou degenerativas.

É também indicado para o tratamento sintomático de espasmos musculares decorrentes de patologias medulares, de etiologia infecciosa, degenerativa, traumática, neoplásica ou desconhecida, tais como, esclerose múltipla, paralisia espástica espinal, esclerose lateral amiotrófica, siringomielia, mielite transversa, paraplegia ou paraparesia traumática e compressão da espinal medula.
Tipo
pequena molécula
História
Historicamente o Baclofeno foi concebido como um fármaco para o tratamento da epilepsia.

Foi sintetizado pela primeira na Ciba-Geigy pelo químico suíço Heinrich Keberle em 1962.

O efeito sobre a epilepsia foi desapontante, mas verificou-se que, em certos doentes a espasticidade diminuiu.

O Baclofeno foi e ainda é administrado por via oral, com efeitos variáveis​​.

Em crianças gravemente afetadas, a dose oral é tão elevada que os efeitos colaterais surgem e o tratamento perde a sua eficácia.

Como e quando o Baclofeno veio a ser utilizado na coluna vertebral permanece desconhecido, mas a partir de 2012 este tornou-se o método utilizado no tratamento da espasticidade em muitas condições.
Indicações
O Baclofeno é utilizado para reduzir e aliviar a tensão excessiva (espasmos) dos músculos, que ocorrem em diversas doenças tais como paralisia cerebral, esclerose múltipla, acidentes cerebrovasculares, doenças ou lesões da espinal medula e outras patologias do sistema nervoso.
Classificação CFT
02.03.01     Ação central
Mecanismo De Ação
O Baclofeno é um relaxante muscular que atua nos receptores GABA, a nível medular.

Deprime o Sistema Nervoso Central por meio de uma diminuição dos neurotransmissores glutamato e aspartato, inibindo a ação reflexa mono e polissinática a nível espinhal.

A sua administração é efetuada somente por via intratecal ou via oral. Tém uma baixa taxa de ligação a proteínas séricas e uma semi-vida média de 3 a 4 horas. Atravessa a barreira hemato-encefálica.
Posologia Orientativa
População adulta
O tratamento deve ser iniciado com uma dose de 15 mg por dia, preferencialmente em 2 a 4 doses divididas, que por razões de titulação cuidadosa da dose deve ser subsequentemente aumentada com incrementos de 15 mg por dia, em intervalos de 3 dias, até se atingir a dose diária desejada.

População pediátrica (idade inferior a 18 anos)
O tratamento deve ser geralmente iniciado com uma dose muito baixa (correspondente a aproximadamente 0,3 mg/kg por dia), em 2 a 4 doses repartidas (preferencialmente em 4 doses repartidas).

A dose deve ser aumentada cuidadosamente, em intervalos de 1 semana, até atingir a dose necessária aos requisitos individuais da criança.

A dose diária habitual da terapêutica de manutenção varia entre 0,75 e 2 mg/kg de peso corporal.

A dose diária total não deve exceder um máximo de 40 mg/dia em crianças com menos de 8 anos de idade.

Em crianças com idade superior a 8 anos, poderá ser administrada uma dose diária máxima de 60 mg/dia.
Administração
Deverá ser tomado durante as refeições, com um pouco de líquido.
Contraindicações
Hipersensibilidade à substância activa.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Estes efeitos secundários são frequentemente ligeiros e ocorrem, regra geral, no início do tratamento; normalmente desaparecem decorridos alguns dias.

Efeitos secundários graves
– Problemas respiratórios.
– Sensação de confusão.
– Sensação de extrema felicidade.
– Humor depressivo (depressão).
– Descoordenação que afeta o equilíbrio e o andar, os movimentos dos membros e olhos e/ou o discurso (sinais de ataxia).
– Tremores.
– Alucinações.
– Pesadelos.
– Visão desfocada/perturbações visuais.
– Falta de ar em repouso ou com atividade, inchaço nas pernas e cansaço (sinais de diminuição do débito cardíaco).
– Pressão arterial baixa (hipotensão).
– Erupção cutânea e urticária.
– Dificuldade em urinar, dor enquanto urina ou uma redução súbita no débito urinário.
– Convulsões.
– Dor abdominal, amarelecimento da pele ou dos olhos e cansaço (sinais de perturbações do fígado).
– Temperatura corporal baixa.
Caso sofra algum dos efeitos secundários listados, informe o seu médico imediatamente.

Efeitos secundários muito frequentes
Estes efeitos secundários poderão afetar mais de 1 em cada 10 doentes.
– Sonolência.
– Torpor.
– Náuseas.

Se algum destes efeitos o afetar gravemente, informe o seu Médico.

Efeitos secundários frequentes
Estes efeitos secundários poderão afetar entre 1 a 10 em cada 100 doentes.
– Sensação de desmaio.
– Fadiga.
– Exaustão.
– Tonturas.
– Dores de cabeça.
– Incapacidade de adormecer
– Fraqueza dos membros superiores e inferiores.
– Dores musculares.
– Movimentos oculares contínuos incontroláveis.
– Boca seca.
– Ligeiras perturbações do trato digestivo.
– Vómitos secos.
– Vómitos.
– Obstipação.
– Diarreia.
– Sudorese excessiva.
– Aumento do débito urinário.
– Incontinência noturna.
Se algum destes efeitos o afetar gravemente, informe o seu Médico.

Efeitos secundários raros
Estes efeitos secundários poderão afetar menos de 1 em 1.000, mas mais de 1 em cada 10.000 doentes.

– Formigueiro ou entorpecimento das mãos e/ou pés.
– Perturbações da fala.
– Perturbações do paladar.
– Dor abdominal.
– Súbita diminuição do débito urinário.
– Incapacidade de obter ou manter uma ereção (impotência).
Advertências
Gravidez
Gravidez:Toxicidade em estudos animais; defeitos do tubo neural e morte em ratos; usar apenas se o benefício potencial for superior aos riscos. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento:Presente no leite em quantidades muito pequenas para ser perigoso.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Utilizar doses baixas (ex.: 5 mg/ dia); excretado por via renal.
Conducao
Conducao:Em algumas pessoas, Baclofeno poderá estar associado a tonturas, sonolência ou perturbações visuais. Caso isto lhe aconteça, não conduza veículos.
Precauções Gerais
Perturbações do foro psiquiátrico e doenças do sistema nervoso
Os doentes que sofrem de perturbações psicóticas, esquizofrenia, perturbações maníacas ou depressivas, estados confusionais ou doença de Parkinson devem ser tratados cuidadosamente com este medicamento e acompanhados de uma monitorização cuidadosa, pois podem ocorrer exacerbações destas patologias.

Epilepsia
Deve ser dada especial atenção aos doentes epilépticos, dado ser possível um abaixamento do limiar convulsivo, havendo referências ocasionais de crises convulsivas ligadas à interrupção do tratamento com este medicamento ou à sobredosagem.

Deve manter-se a terapêutica anticonvulsiva adequada, com uma monitorização cuidadosa do doente.

Outros
Deve ser utilizado com precaução em doentes que sofram, ou tenham história de, úlcera péptica, bem como nos indivíduos com patologias cerebrovasculares ou com insuficiência respiratória, hepática ou renal.

População pediátrica
A informação clínica disponível para crianças com idade inferior a 1 ano tratadas com Baclofeno é muito limitada.
A administração de Baclofeno nesta população deve basear-se em considerações clínicas do benefício e risco do tratamento em cada criança.

Insuficiência renal
Baclofeno deve ser utilizado com precaução em doentes com insuficiência renal e deve ser apenas administrado a doentes em fase final de insuficiência renal quando o benefício supera o risco.

É recomendada particular precaução quando se combina Baclofeno com fármacos ou medicamentos que podem ter um impacto significativo na função renal.
A função renal deve ser cuidadosamente monitorizada e a dose diária de Baclofeno deve ser ajustada adequadamente para prevenir a toxicidade do baclofeno.

Além da descontinuação do tratamento, a hemodiálise não programada poderá ser considerada como tratamento alternativo em doentes com toxicidade grave ao baclofeno.
A hemodiálise efectivamente remove o baclofeno do corpo, alivia os sintomas de sobredosagem e reduz o tempo de recuperação nestes doentes.

Perturbações urinárias
Durante o tratamento com baclofeno, as perturbações neurogénicas que afectam o esvaziamento da bexiga podem registar uma melhoria.
Nos doentes com hipertonia pré-existente do esfíncter, poderá registar-se retenção urinária aguda; nestes casos, o medicamento deverá ser utilizado com precaução.

Testes laboratoriais
Tem sido observado, em casos raros, elevações dos níveis de TGO, fosfatase alcalina e glucose séricas.
Portanto, deve proceder-se à realização periódica de testes laboratoriais nos doentes com patologias hepáticas ou diabetes mellitus, de forma a assegurar que não ocorreram quaisquer alterações provocadas pelo medicamento nestas doenças.

Excipientes
Este medicamento contém amido de trigo.
O amido de trigo pode conter glúten, mas só em quantidades vestigiais, sendo por isso considerado seguro para indivíduos com doença celíaca.

Interrupção súbita da terapêutica
Foram notificados, após a interrupção súbita de baclofeno e em particular após o tratamento prolongado, casos de ansiedade e estados confusionais, alucinações, estados psicóticos, maníacos ou paranóides, convulsões (grande mal), discinésia, taquicardia, hipertermia e, como fenómeno “rebound”, o agravamento temporário da espasticidade.

Foram notificadas algumas características clínicas associadas com a interrupção do tratamento com baclofeno Intratecal que poderão assemelhar-se a disreflexia autonómica, hipertermia maligna, síndrome maligna dos neurolépticos ou com outras condições associadas a um estado hipermetabólico ou rabdomiólise generalizada.

À excepção de emergências relacionadas com a sobredosagem, ou em caso de
efeitos adversos graves, o tratamento deve ser sempre descontinuado gradualmente, reduzindo-se progressivamente a dose (ao longo de um período de aproximadamente 1 a 2 semanas).
Cuidados com a Dieta
Deve ser tomado durante as refeições, engolindo os comprimidos com um pouco de líquido. Não deve consumir bebidas alcoólicas durante o seu tratamento.
Terapêutica Interrompida
Se esquecer de tomar uma dose, tome-a logo que se lembrar.
Contudo, se for próximo da dose seguinte, não tome simultaneamente as duas doses.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Limite-se a retomar o seu esquema de dosagem habitual. Se omitir várias doses, consulte o seu Médico.
Cuidados no Armazenamento
Conservar a temperatura inferior a 25ºC.
Manter o blister dentro da embalagem exterior para proteger da humidade.
Manter fora do alcance e da vista das crianças.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Paracetamol + Feniramina + Ácido ascórbico + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Associações em que devem ser tomadas precauções: Outros medicamentos sedativos (devido à presença de feniramina): derivados da morfina (analgésicos, antitússicos e tratamentos de substituição, neurolépticos, barbitúricos, benzodiazepinas, outros ansiolíticos que não as benzodiazepinas (por exemplo meprobamato), hipnóticos, sedativos antidepressivos (amitriptilina, doxepina, mianserina, mirtazapina, trimipramina, anti-histamínicos sedativos H1, anti-hipertensivos de ação central, talidomida e baclofeno. Pode aumentar uma depressão central. A diminuição da vigilância pode tornar perigosas a condução de veículos e utilização de máquinas.

Ziconotida + Baclofeno

Observações: Não foram realizados estudos clínicos específicos de interação medicamentosa com ziconotida. No entanto, as baixas concentrações plasmáticas da ziconotida, o metabolismo por peptidases ubíquas e a ligação relativamente baixa às proteínas plasmáticas tornam pouco prováveis as interações metabólicas ou as interações do tipo de deslocação de proteínas plasmáticas entre a ziconotida e outros medicamentos.
Interações: Observou-se um aumento da incidência de sonolência quando a ziconotida é administrada concomitantemente com baclofeno, clonidina, bupivacaína ou propofol sistémicos. Portanto, de momento, não é encorajada a sua utilização simultânea.

Indapamida + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Associações que exigem precauções de utilização: Baclofeno: Efeito anti-hipertensor aumentado. Hidratar o doente; monitorizar a função renal no início do tratamento.

Ramipril + Hidroclorotiazida + Baclofeno

Observações: n.d.
Interações: Precauções de utilização: Agentes antihipertensores (ex. diuréticos) e outras substâncias que podem diminuir a pressão sanguínea (ex. nitratos, antidepressivos tricíclicos, anestésicos, consumo agudo de álcool, baclofeno, alfuzosina, doxazosina, prazosina, tansulosina, terazosina): Deve ser antecipado o risco de potenciação da hipertensão.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Telmisartan + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: A ser considerado na utilização concomitante: Outros agentes antihipertensores: O efeito do telmisartan de redução da pressão arterial pode ser aumentado pela utilização concomitante de outros fármacos antihipertensores. Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina- aldosterona (SRAA) através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado a uma maior frequência de acontecimentos adversos, tais como hipotensão, hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em comparação com o uso de um único fármaco com ação no SRAA. Com base nas suas propriedades farmacológicas, pode-se esperar que os seguintes fármacos potenciem os efeitos hipotensivos de todos os antihipertensores incluindo o telmisartan: Baclofeno, amifostina. Adicionalmente, a hipotensão ortostática pode ser agravada pelo álcool, barbitúricos, narcóticos ou antidepressivos.

Perindopril + Indapamida + Baclofeno

Observações: n.d.
Interações: Comuns ao PERINDOPRIL e INDAPAMIDA: Uso concomitante que requer cuidados especiais: Baclofeno: Potencialização do efeito anti-hipertensor. Vigilância da pressão arterial e da função renal e, se necessário, adaptação da dose do anti-hipertensor.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clorodiazepóxido + Brometo de clidínio + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Interações com CLORODIAZEPÓXIDO: Se o Clorodiazepóxido/Brometo de clidínio for associado a um fármaco de ação central como neuroléticos, tranquilizantes, antidepressivos, hipnóticos, analgésicos, anestésicos, antitússicos, antihistamínicos sedativos, antihipertensivos centrais e baclofeno, os efeitos depressivos centrais podem ser intensificados. No caso de analgésicos narcóticos, pode ocorrer também potenciação da euforia o que conduz a um aumento da dependência psíquica.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Enalapril + Nitrendipina + Baclofeno

Observações: O sumo de toranja inibe o metabolismo oxidativo da nitrendipina. A sua ingestão simultânea com sumo de toranja aumenta a concentração plasmática de nitrendipina, o que pode aumentar o efeito hipotensor do medicamento.
Interações: Pode aumentar a actividade anti-hipertensora. Se for necessário, deverá monitorizar-se a pressão arterial e ajustar a dose do medicamento.

Rilmenidina + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos concomitantes que necessitam de certas precauções: Baclofeno: Aumento do risco de hipotensão, especialmente hipotensão ortostática. Se necessário, monitorizar a pressão arterial e ajustar a dose anti-hipertensiva.

Tramadol + Paracetamol + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Outros depressores do sistema nervoso central, tais como outros derivados dos opiáceos (incluindo medicamentos antitússicos e tratamentos substitutivos), barbitúricos, benzodiazepinas, outros ansiolíticos, hipnóticos, antidepressivos sedativos, antihistamínicos sedativos, neurolépticos, medicamentos antihipertensores de acção central, talidomida e baclofeno. Estes medicamentos podem provocar um agravamento da depressão central. O efeito na capacidade de alerta pode tornar perigosa a condução de veículos e a utilização de máquinas.

Eprosartan + Hidroclorotiazida + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Interações potenciais relacionadas com o EPROSARTAN e com a HIDROCLOROTIAZIDA: Administração concomitante requerendo precaução: Baclofeno: Pode ocorrer potenciação do efeito anti-hipertensor.

Nebivolol + Baclofeno

Observações: n.d.
Interações: Interações farmacodinâmicas: As interações seguintes são as geralmente aplicáveis aos antagonistas beta-adrenérgicos. Associações que devem ser utilizadas com precaução: Baclofeno (antiespástico), amifostina (adjuvante antineoplásico): É provável que a utilização concomitante com antihipertensores aumente a redução da pressão arterial, pelo que a posologia da medicação anti-hipertensiva deve ser ajustada em conformidade.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Antagonistas dos Receptores da Angiotensina II (ARA II) + Baclofeno

Observações: Por aumento do risco de hipercaliemia
Interações: Aumentam o efeito hipotensor quando associados a ARA II - Baclofeno

Fampridina + Baclofeno

Observações: Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos.
Interações: Baclofeno: A fampridina tem sido administrada concomitantemente com baclofeno e não se observaram interações medicamentosas farmacocinéticas.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Bisoprolol + Perindopril + Baclofeno

Observações: Num estudo de interação conduzido em voluntários sãos, não foram observadas interações entre o bisoprolol e o perindopril.
Interações: Relacionada com o PERINDOPRIL: Baclofeno: Aumento do efeito anti-hipertensor. Monitorizar a pressão sanguínea e, se necessário, adaptar a dose do anti-hipertensor.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carisoprodol + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: O risco ou gravidade de efeitos adversos pode ser aumentada quando o Baclofeno é combinado com carisoprodol.

Atorvastatina + Perindopril + Amlodipina + Baclofeno

Observações: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com Atorvastatina / Perindopril / Amlodipina e outros medicamentos, embora alguns estudos tenham sido realizados com atorvastatina, perindopril e amlodipina separadamente.
Interações: Utilização concomitante que requer CUIDADOS ESPECIAIS: PERINDOPRIL: Baclofeno: Aumento do efeito anti-hipertensor. Monitorização da pressão sanguínea e, se necessário, adaptar dose do anti-hipertensor.

Indapamida + Amlodipina + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Associações que necessitam de precauções de utilização: Baclofeno: Aumento do efeito anti-hipertensor. Hidratar o doente e monitorizar a função renal no início do tratamento.

Rosuvastatina + Perindopril + Indapamida + Baclofeno

Observações: n.d.
Interações: Comuns ao perindopril e indapamida Uso concomitante que requer cuidados especiais: Baclofeno: Potencialização do efeito anti-hipertensor. Vigilância da pressão sanguínea e da função renal e, se necessário, adaptação da dose do anti-hipertensor.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atenolol + Clorotalidona + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Devidas à ASSOCIAÇÃO: A terapêutica concomitante com baclofeno pode aumentar o efeito anti-hipertensivo, sendo por isso necessário um ajuste da dose.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levobunolol + Baclofeno

Observações: Não foram realizados estudos específicos de interação com o levobunolol.
Interações: Existe um potencial para efeitos aditivos que resultam em hipotensão e/ou bradicardia acentuada quando colírios contendo bloqueadores beta são administrados concomitantemente com bloqueadores dos canais de cálcio, bloqueadores adrenérgicos beta, antiarrítmicos (incluindo amiodarona), glicosídeos digitálicos, parassimpaticomiméticos ou guanetidina administrados por via oral. Foi referido um efeito hipotensivo aumentado quando o baclofeno é administrado concomitantemente com bloqueadores beta. Uma vez que pode ocorrer alguma absorção sistémica após a aplicação tópica de bloqueadores beta, aconselha-se a monitorização regular da pressão sanguínea.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Telmisartan + Hidroclorotiazida + Baclofeno

Observações: n.d.
Interações: Com base nas suas propriedades farmacológicas, pode-se esperar que os seguintes medicamentos potenciem os efeitos hipotensivos de todos os antihipertensores incluindo o telmisartan: Baclofeno, amifostina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Losartan + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: A utilização concomitante com outras substâncias que podem induzir a hipotensão como reacção adversa (como os antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos, baclofeno e amifostina) pode aumentar o risco de hipotensão.

Perindopril + Indapamida + Amlodipina + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Uso concomitante que requer cuidados especiais: PERINDOPRIL / INDAPAMIDA: Baclofeno: Efeito anti-hipertensivo aumentado. Monitorizar a pressão arterial e se necessário adaptar a dose anti-hipertensiva.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Veraliprida + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Associações a ter em atenção: Outros depressores do sistema nervoso central: Tais como derivados da morfina (analgésicos antitússicos e tratamentos de substituição), barbitúricos; benzodiazepinas; outros ansióliticos para além das benzodiazepinas: carbamatos, captodiaminas, étifoxinas; hipnóticos; antidepressivos sedativos; anti-histamínicos sedativos H1, antihipertensores centrais; baclofeno; talidomida. Potenciação da depressão central. A alteração do estado vigil pode tornar-se perigosa na condução de veículos e na utilização de máquinas.

Amlodipina + Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Interações potenciais relacionadas com a combinação: Uso concomitante que requer precaução: Baclofeno: Pode ocorrer uma potenciação do efeito anti-hipertensor.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Losartan + Amlodipina + Baclofeno

Observações: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com o Losartan / Amlodipina e outros medicamentos. Não foram realizados estudos de interação medicamentosa na população pediátrica.
Interações: Interações relacionadas com o losartan Outros medicamentos anti-hipertensores podem aumentar a ação hipotensora do losartan. A utilização concomitante com outras substâncias que podem induzir a hipotensão como reação adversa (tal como os antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos, baclofeno e amifostina) pode aumentar o risco de hipotensão.

Ácido acetilsalisílico + Atorvastatina + Ramipril + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Precauções de utilização: Antihipertensores (p. ex., diuréticos) e outras substâncias que podem diminuir a tensão arterial (p. ex., nitratos, antidepressores tricíclicos, anestésicos, alcoolismo agudo, baclofeno, alfuzosina, doxazosina, prazosina, tansulosina, terazosina): deve antecipar-se a potenciação do risco de hipotensão.

Baclofeno + Levodopa + Carbidopa

Observações: Os fármacos ou medicamentos que têm um impacto significativo na função renal poderão reduzir a excreção do baclofeno levando a efeitos tóxicos.
Interações: Levodopa / Carbidopa (inibidor da dopa descarboxilase (DDC)): Nos doentes com doença de Parkinson tratados com baclofeno e levodopa (em monoterapia ou associação com o inibidor DDC, carbidopa), têm sido registados casos de confusão mental, alucinações, cefaleias, náuseas e agitação. Foi também notificado agravamento dos sintomas do Parkinsonismo. Deste modo, deve ter-se precaução durante a administração concomitante de baclofeno e levodopa/carbidopa.

Baclofeno + Levodopa

Observações: Os fármacos ou medicamentos que têm um impacto significativo na função renal poderão reduzir a excreção do baclofeno levando a efeitos tóxicos.
Interações: Levodopa / Carbidopa (inibidor da dopa descarboxilase (DDC)): Nos doentes com doença de Parkinson tratados com baclofeno e levodopa (em monoterapia ou associação com o inibidor DDC, carbidopa), têm sido registados casos de confusão mental, alucinações, cefaleias, náuseas e agitação. Foi também notificado agravamento dos sintomas do Parkinsonismo. Deste modo, deve ter-se precaução durante a administração concomitante de baclofeno e levodopa/carbidopa.

Baclofeno + Depressores do SNC

Observações: Os fármacos ou medicamentos que têm um impacto significativo na função renal poderão reduzir a excreção do baclofeno levando a efeitos tóxicos.
Interações: Pode ocorrer um aumento da sedação quando baclofeno é administrado concomitantemente com outros medicamentos que provocam depressão do SNC incluindo outros relaxantes musculares (como a tizanidina), com opiáceos sintéticos ou com álcool. O risco de depressão respiratória aumenta igualmente. Além disso, foi notificada hipotensão com o uso concomitante de morfina e baclofeno intratecal. É essencial proceder-se à monitorização cuidadosa das funções respiratória e cardiovascular, em especial em doentes com patologias cardiopulmonares e debilidade muscular respiratória.

Baclofeno + Relaxantes musculares

Observações: Os fármacos ou medicamentos que têm um impacto significativo na função renal poderão reduzir a excreção do baclofeno levando a efeitos tóxicos.
Interações: Pode ocorrer um aumento da sedação quando baclofeno é administrado concomitantemente com outros medicamentos que provocam depressão do SNC incluindo outros relaxantes musculares (como a tizanidina), com opiáceos sintéticos ou com álcool. O risco de depressão respiratória aumenta igualmente. Além disso, foi notificada hipotensão com o uso concomitante de morfina e baclofeno intratecal. É essencial proceder-se à monitorização cuidadosa das funções respiratória e cardiovascular, em especial em doentes com patologias cardiopulmonares e debilidade muscular respiratória.

Baclofeno + Tizanidina

Observações: Os fármacos ou medicamentos que têm um impacto significativo na função renal poderão reduzir a excreção do baclofeno levando a efeitos tóxicos.
Interações: Pode ocorrer um aumento da sedação quando baclofeno é administrado concomitantemente com outros medicamentos que provocam depressão do SNC incluindo outros relaxantes musculares (como a tizanidina), com opiáceos sintéticos ou com álcool. O risco de depressão respiratória aumenta igualmente. Além disso, foi notificada hipotensão com o uso concomitante de morfina e baclofeno intratecal. É essencial proceder-se à monitorização cuidadosa das funções respiratória e cardiovascular, em especial em doentes com patologias cardiopulmonares e debilidade muscular respiratória.

Baclofeno + Analgésicos Opiáceos

Observações: Os fármacos ou medicamentos que têm um impacto significativo na função renal poderão reduzir a excreção do baclofeno levando a efeitos tóxicos.
Interações: Pode ocorrer um aumento da sedação quando baclofeno é administrado concomitantemente com outros medicamentos que provocam depressão do SNC incluindo outros relaxantes musculares (como a tizanidina), com opiáceos sintéticos ou com álcool. O risco de depressão respiratória aumenta igualmente. Além disso, foi notificada hipotensão com o uso concomitante de morfina e baclofeno intratecal. É essencial proceder-se à monitorização cuidadosa das funções respiratória e cardiovascular, em especial em doentes com patologias cardiopulmonares e debilidade muscular respiratória.

Baclofeno + Álcool

Observações: Os fármacos ou medicamentos que têm um impacto significativo na função renal poderão reduzir a excreção do baclofeno levando a efeitos tóxicos.
Interações: Pode ocorrer um aumento da sedação quando baclofeno é administrado concomitantemente com outros medicamentos que provocam depressão do SNC incluindo outros relaxantes musculares (como a tizanidina), com opiáceos sintéticos ou com álcool. O risco de depressão respiratória aumenta igualmente. Além disso, foi notificada hipotensão com o uso concomitante de morfina e baclofeno intratecal. É essencial proceder-se à monitorização cuidadosa das funções respiratória e cardiovascular, em especial em doentes com patologias cardiopulmonares e debilidade muscular respiratória.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Baclofeno + Antidepressores (Tricíclicos)

Observações: Os fármacos ou medicamentos que têm um impacto significativo na função renal poderão reduzir a excreção do baclofeno levando a efeitos tóxicos.
Interações: Durante o tratamento concomitante com antidepressivos tricíclicos, o efeito de baclofeno pode ser potenciado, resultando em hipotonia muscular acentuada.

Baclofeno + Lítio

Observações: Os fármacos ou medicamentos que têm um impacto significativo na função renal poderão reduzir a excreção do baclofeno levando a efeitos tóxicos.
Interações: A utilização concomitante de baclofeno por via oral e lítio resultou no agravamento dos sintomas hipercinéticos. Deste modo, deve ter-se precaução quando baclofeno é utilizado concomitantemente com lítio.

Baclofeno + Antihipertensores

Observações: Os fármacos ou medicamentos que têm um impacto significativo na função renal poderão reduzir a excreção do baclofeno levando a efeitos tóxicos.
Interações: Dada a probabilidade do tratamento concomitante com antihipertensores poder potenciar uma descida da pressão arterial, a dose do medicamento anti-hipertensor deve ser ajustada em conformidade.

Xipamida + Baclofeno

Observações: n.d.
Interações: Precauções particulares têm de ser tomadas com as seguintes associações: Baclofeno: Intensificação do efeito anti-hipertensivo. Um aporte suficiente de fluído tem de ser assegurado e a função renal deve ser controlada no início do tratamento.

Ramipril + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Precauções de utilização: Agentes antihipertensores (ex. diuréticos) e outras substâncias que podem diminuir a pressão sanguínea (ex. nitratos, antidepressivos tricíclicos, anestésicos, consumo agudo de álcool, baclofeno, alfuzosina, doxazosina, prazosina, tansulosina, terazosina): Deve ser antecipado o risco de potenciação da hipertensão.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Isradipina + Baclofeno

Observações: A isradipina não parece inibir as enzimas do citocromo P450, em particular CYP3A4, numa extensão clínica significativa. A ingestão concomitante de sumo de toranja pode aumentar a biodisponibilidade da isradipina.
Interações: Tal como com outros antihipertensores, o tratamento concomitante com baclofeno por via oral, pode potenciar uma descida da pressão arterial. Como tal, poderá ser necessário monitorizar a pressão arterial e ajustar a dose da medicação anti-hipertensora em conformidade.

Losartan + Hidroclorotiazida + Baclofeno

Observações: n.d.
Interações: LOSARTAN: Outras sustâncias que induzem hipotensão como os antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos, baclofeno, amifostina: A utilização concomitante com estes fármacos que baixam a pressão arterial como efeito principal ou secundário, pode aumentar o risco de hipotensão.

Urapidilo + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: A combinação de urapidilo com baclofeno deve ser considerada com precaução, uma vez que o baclofeno pode aumentar o efeito anti-hipertensivo.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tertatolol + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Associações que requerem precauções de utilização (Baclofeno): Efeito anti-hipertensor aumentado. Monitorização da pressão arterial e ajustar a dosagem do anti-hipertensivo, se necessário.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Candesartan + Hidroclorotiazida + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: O tratamento concomitante com baclofeno, amifostina, antidepressivos tricíclicos ou neurolépticos podem provocar exacerbamento do efeito anti-hipertensivo e podem induzir hipotensão.

Ramipril + Amlodipina + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Associadas ao ramipril Precauções de utilização Agentes anti-hipertensores (ex. diuréticos) e outras substâncias que podem diminuir a pressão sanguínea (ex. nitratos, antidepressivos tricíclicos, anestésicos, consumo agudo de álcool, baclofeno, alfuzosina, doxazosina, prazosina, tansulosina, terazosina): Deve ser antecipado o risco de potenciação da hipertensão.

Perindopril + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Baclofeno: Efeito anti-hipertensor aumentado. Monitorizar a pressão arterial e adaptar a dose do anti-hipertensor, se necessário.

Morfina + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: Deve ter-se em atenção o facto de vários medicamentos e substâncias poderem adicionar os seus efeitos depressores do sistema nervoso central e contribuírem para a diminuição da vigília. Tratam-se dos derivados da morfina (analgésicos, antitússicos e tratamentos de substituição), neurolépticos, barbitúricos, benzodiazepinas, outros ansiolíticos além das benzodiazepinas (por exemplo meprobamato), hipnóticos, antidepressores sedativos (amitriptilina, doxepina, mianserina, Mirtazapina, trimipramina), anti-histamínicos H1 sedativos, antihipertensores centrais, baclofeno e talidomida.

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida + Baclofeno

Observações: n.d.
Interações: Interações potenciais relacionadas quer com OLMESARTAN MEDOXOMILO quer com HIDROCLOROTIAZIDA: Uso concomitante que requer precaução: Baclofeno: Pode ocorrer uma potenciação do efeito anti-hipertensor.

Enalapril + Lercanidipina + Baclofeno

Observações: N.D.
Interações: MALEATO DE ENALAPRIL: Associações que necessitam de precauções de utilização: Baclofeno: Aumento do efeito hipertensor. Deve ser monitorizada a pressão arterial e deve ser adaptada a dose de anti-hipertensor, caso seja necessário.

Amlodipina + Atorvastatina + Baclofeno

Observações: Os dados de um estudo de interação fármaco-fármaco que envolveu 10 mg de amlodipina e 80 mg de atorvastatina em indivíduos saudáveis indicam que a farmacocinética da amlodipina não é alterada quando os fármacos são coadministrados. Não foi demonstrado nenhum efeito da amlodipina na Cmáx da atorvastatina, mas a AUC da atorvastatina aumentou 18% (IC 90% [109-127%]) na presença de amlodipina. Não foi realizado nenhum estudo de interação medicamentosa com a associação fixa de amlodipina e atorvastatina e outros fármacos, embora tenham sido realizados estudos com os componentes individuais amlodipina e atorvastatina.
Interações: Interações relacionadas com a AMLODIPINA: Precaução especial com o uso concomitante: Baclofeno: Aumento do efeito anti-hipertensor. Se necessário, deverá efetuar-se monitorização da pressão arterial e ajuste da dose do medicamento anti-hipertensor.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Eplerenona + Baclofeno

Observações: Estudos in vitro indicam que a eplerenona não é um inibidor das isoenzimas CYP1A2, CYP2C19, CYP2C9, CYP2D6 ou CYP3A4. A eplerenona não é um substrato nem um inibidor da glicoproteína-P.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Antidepressivos tricíclicos, neurolépticos, amifostina, baclofeno: A co-administração destes medicamentos com eplerenona pode aumentar os efeitos antihipertensores e o risco de hipotensão postural.

Amlodipina + Telmisartan + Baclofeno

Observações: Os efeitos hipotensores da amlodipina são aditivos a efeitos de outros medicamentos com propriedades hipotensoras
Interações: O efeito de diminuição da pressão arterial do telmisartan pode ser aumentado com a utilização concomitante de outros medicamentos antihipertensores. Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) através da utilização combinada de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado a uma maior frequência de acontecimentos adversos, tais como hipotensão, hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em comparação com a utilização de um único fármaco com ação no SRAA. Com base nas suas propriedades farmacológicas é expectável que os seguintes medicamentos possam potenciar os efeitos hipotensivos de todos os antihipertensores incluíndo o telmisartan: baclofeno, amifostina. Para além disso, a hipotensão ortostática pode ser agravada pelo álcool, barbitúricos, narcóticos ou antidepressivos.

Atorvastatina + Perindopril + Baclofeno

Observações: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com este medicamento e outros medicamentos, embora alguns estudos tenham sido realizados com atorvastatina e perindopril separadamente. Os dados de estudos clínicos demonstram que o duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) através da utilização combinada de IECAs, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado ao aumento da frequência de eventos adversos, tais como hipotensão, hipercaliemia, diminuição da função renal (incluindo insuficiência renal aguda) comparativamente com a utilização de um único medicamento que atua no SRAA.
Interações: Utilização concomitante que requer cuidados especiais: Perindopril Baclofeno Aumento do efeito anti-hipertensor. Monitorização da pressão sanguínea e, se necessário, adaptar a dose do anti-hipertensor.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Perindopril + Amlodipina + Baclofeno

Observações: n.d.
Interações: Ligadas ao PERINDOPRIL/AMLODIPINA: Uso concomitante que requer cuidados especiais: Baclofeno: potencialização do efeito anti-hipertensivo. Monitorização da pressão sanguínea e da função renal, e adaptação, se necessário, da dose do anti-hipertensor.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.
Não deve utilizar Baclofeno durante a gravidez, salvo indicação contrária do seu Médico.

Informe o seu Médico se estiver grávida ou se planeia engravidar.

O Médico irá discutir consigo o potencial risco de tomar Baclofeno durante a gravidez.

Se tiver de tomar Lioresal durante a gravidez, o seu bebé poderá ter convulsões após o parto.

A quantidade de Baclofeno que passa para o leite materno é mínima ou nula.
Desde que o seu Médico concorde, após a análise do seu caso específico e desde que a criança seja cuidadosamente monitorizada para detecção de efeitos secundários, poderá amamentar o seu bebé.

Em algumas pessoas, Baclofeno poderá estar associado a tonturas, sonolência ou perturbações visuais.

Caso isto lhe aconteça, não conduza veículos, não utilize máquinas, nem execute quaisquer tarefas que requeiram a sua total atenção.

Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017