Atenolol

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução DCI com Advertência no Dopping DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
O Atenolol pertence ao grupo dos beta bloqueadores, uma classe de medicamentos usadas principalmente em doenças cardiovasculares.

Introduzido em 1976, o atenolol foi desenvolvido como substituto para o Propranolol no tratamento da hipertensão.

A hipertensão é uma condição clínica na qual a pressão sanguínea em repouso excede constantemente 140/90 mm Hg (como definido pela Organização Mundial de Saúde - OMS).

A hipertensão é um fator de risco para ataques cardíacos, infarto e sérios danos renais.Ao contrário do propranolol que cruza a barreira hematoencefálica e pode ter maior concentração no cérebro, causando efeitos-colaterais como a depressão e pesadelos; o atenolol é especificamente desenvolvido para ser incapaz de passar a barreira hematoencefálica de modo a prevenir este efeito.
Usos comuns
Por se tratar de um agente beta-adrenérgico bloqueador atua seletivamente no coração, diminuindo o ritmo cardíaco e a força de contração cardíaca. Consequentemente reduz-se a pressão sistólica e diastólica e o trabalho cardíaco, diminuindo também o consumo de oxigénio. Com estas ações este medicamento deve ser indicado para a hipertensão arterial sistémica, angina pectoris, arritmia cardíaca e prevenindo, consequentemente, o infarto.
Tipo
pequena molécula
História
Introduzido em 1976, o atenolol foi desenvolvido como substituto para o Propranolol no tratamento da hipertensão.

O químico atua ao abrandar o ritmo do coração, reduzindo a sua carga de trabalho.

Ao contrário de Propranolol, o Atenolol não passa através da barreira sangue-cérebro, evitando assim diversos efeitos colaterais sobre o sistema nervoso central.
Indicações
Tratamento da hipertensão arterial;
Tratamento da angina de peito;
Controlo das arritmias cardíacas;

Enfarte do miocárdio: intervenção precoce na fase aguda e profilaxia a longo prazo após o enfarte.
Classificação CFT
03.04.04.02.01     Seletivos cardíacos
Mecanismo De Ação
Tal como o Metoprolol, o Atenolol compete com os neurotransmissores simpaticomiméticos tais como catecolaminas para ligação a recetores beta1-adrenérgicos no coração e músculo liso vascular, inibindo a estimulação simpática.

Isso resulta numa redução da frequência cardíaca de repouso, débito cardíaco, pressão arterial sistólica e diastólica, e hipotensão ortostática reflexa.

As doses elevadas de Atenolol também bloqueiam competitivamente respostas beta2-adrenérgicos nos brônquios e músculos lisos vasculares.
Posologia Orientativa
Adultos
Hipertensão: 50-100 mg diários, administrados oralmente numa toma única diária.

Angina: Uma dose de 100 mg, administrada oralmente numa toma única diária ou fraccionada em 50 mg duas vezes por dia.

Arritmias cardíacas: A posologia ideal de manutenção é de 50-100 mg diários, administrados oralmente numa toma única diária.
Administração
Via oral.
Aos doentes submetidos a hemodiálise devem ser administrados 50 mg por via oral depois de cada diálise; esta administração deve ser feita sob vigilância hospitalar, pois podem ocorrer quedas acentuadas da pressão arterial.
Contraindicações
- Hipersensibilidade ao atenolol;
- bradicardia;
- choque cardiogénico;
- hipotensão;
- acidose metabólica;
- perturbações circulatórias graves das artérias periféricas;
- bloqueio aurículo-ventricular de 2º ou 3º graus;
- doença do nódulo sinusal;
- feocromocitoma não tratado;
- insuficiência cardíaca não compensada, com ou sem edema agudo do pulmão.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Frequentes: bradicardia, extremidades frias, perturbações gastrointestinais e fadiga.

Pouco frequentes: perturbações do sono e aumento dos valores das transaminases.

Raros: Deterioração da insuficiência cardíaca, precipitação do bloqueio aurículo-ventricular, hipotensão, claudicação, fenómeno de Raynauld, tonturas, cefaleias, parestesias, alterações do humor, pesadelos,psicoses e alucinações, confusão, boca seca, toxicidade hepática, púrpura, trombocitopénia, alopécia, reações cutâneas tipo psoríase, agravamento da psoríase, erupções cutâneas, secura dos olhos, perturbações visuais, impotência, broncospasmos.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Atraso do crescimento intra-uterino por aumento da resistência vascular, mas o benefício da terapêutica materna pode, em alguns casos, suplantar os riscos para o feto; o RN exposto ao atenolol perto do parto deve ser vigiado durante as primeiras 24 a 48 horas quanto a sinais e sintomas de bloqueio adrenérgico. Ver Bloqueadores adrenérgicos beta. Evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco. Trimestre: 2º e 3º
Aleitamento
Aleitamento:Ver Bloqueadores adrenérgicos beta; seguro na dosagem usual.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Ver Bloqueadores adrenérgicos beta.
Conducao
Conducao:Risco de hipotensão; presume-se não alterar a capacidade de condução.
Dopping
Dopping:Dopping: Os beta-bloqueantes são proibidos somente Em Competição nos seguintes desportos, exceto se especificado de outra forma: Atividades Subaquáticas (CMAS), Automobilismo (FIA), Bilhar (todas as disciplinas) (WCBS), Esqui/Snowboard (FIS), Golfe (IGF), Setas (WDF). Proibido igualmente fora de competição: Tiro (ISSF, IPC), Tiro (ISSF, IPC), Tiro com Arco (WA).
Precauções Gerais
Tal como acontece com outros beta-bloqueantes, o Atenolol, embora esteja contra-indicado na insuficiência cardíaca não controlada, pode ser administrado a doentes cujos sinais de insuficiência cardíaca tenham sido controlados.
Devem tomar-se cuidados especiais em doentes com reserva cardíaca reduzida.

Pode aumentar o número e duração dos ataques anginosos em doentes com angina de Prinzmetal devido à não oposição à vasoconstrição arterial coronária mediada por receptores alfa.
Atenolol é um bloqueador selectivo dos receptores 1-adrenérgicos; assim a sua utilização pode ser considerada ainda que devam ser tomadas as devidas precauções.

Ainda que contra-indicado em perturbações circulatórias periféricas graves, pode também agravar as perturbações circulatórias periféricas menos graves.

Devido aos seus efeitos negativos sobre o tempo de condução, devem tomar-se precauções quando se administra a doentes com bloqueio cardíaco de primeiro grau.

Pode alterar a taquicardia da hipoglicemia.

Pode mascarar os sinais de tirotoxicose.

Reduz a frequência cardíaca, como resultado da sua acção farmacológica.
Nos casos, raros, em que os sintomas possam ser atribuídos à diminuição da frequência cardíaca pode reduzir-se a dose.

Não deverá ser interrompido bruscamente em doentes que sofrem de isquémia cardíaca.

Pode causar uma reacção mais grave a vários alergenos, quando administrados a doentes com história de reacções anafiláticas a esses alergenos.
Tais doentes podem não responder às doses habituais de adrenalina usadas no tratamento das reacções alérgicas.

Pode causar um aumento da resistência das vias respiratórias em doentes asmáticos.
Atenolol é um bloqueador selectivo dos receptores 1 e, como tal, a sua utilização pode ser considerada ainda que devam ser tomadas as devidas precauções.

Caso ocorra um aumento da resistência das vias respiratórias, a terapêutica com Atenolol deverá ser descontinuada e instituída uma terapêutica com broncodilatadores (tal como salbutamol), se necessário.

Pode aumentar o efeito inotrópico negativo, quando utilizado em associação com bloqueadores dos canais de cálcio, tais como Verapamil e Diltiazem.
Cuidados com a Dieta
Não estão descritas interações com alimentos ou bebidas.
Terapêutica Interrompida
Tomar diariamente o medicamento conforme indicado pelo seu Médico.

No entanto, se se esqueceu de tomar uma dose, deverá tomá-la assim que se lembrar, em vez de a tomar na altura da dose seguinte, seguindo depois o esquema habitual.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.
Conservar a temperatura inferior a 25ºC.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Alginato de sódio + Bicarbonato de sódio + Carbonato de cálcio + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Devido à presença de carbonato de cálcio que actua como um antiácido, deve ser efectuado um intervalo de 2 horas entre a toma deste medicamento e a administração de outros medicamentos, especialmente anti-histamínicos H2, tetraciclinas, digoxina, fluoroquinolona, sal de ferro, cetoconazol, neurolépticos, tiroxina, penicilamina, bloqueadores beta (atenolol, metoprolol, propranolol), glucocorticóides, cloroquina e bifosfonatos.

Tenoxicam + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Não se verificou nenhuma interacção clínica importante quando Tenoxicam foi administrado conjuntamente com atenolol.

Apixabano + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Outras terapêuticas concomitantes: Não foram observadas interações farmacinéticas ou farmacodinâmicas quando o apixaban o foi coadministrado com atenolol ou famotidina. A coadministração de 10 mg de apixabano com 100 mg de atenolol, não teve um efeito clinicamente relevante na farmacocinética do apixabano. Após a administração dos dois medicamentos em simultâneo, a AUC e Cmax médias de apixabano foram 15% e 18% mais baixas do que quando administrado isoladamente. A administração de 10 mg de apixabano com 40 mg de famotidina não teve efeito na AUC nem na Cmax do apixabano. Efeito do apixabano noutros medicamentos: Estudos in vitro com apixabano não mostraram efeito inibitório na atividade da CYP1A2, CYP2A6, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2D6 ou CYP3A4 (CI50 >45μM) e mostraram um efeito inibitório fraco na atividade da CYP2C19 (CI50 >20 μM) em concentrações que são significativamente maiores do que os picos das concentrações plasmáticas observadas nos doentes. O apixabano não induziu a CYP1A2, CYP2B6, CYP3A4/5 numa concentração até 20 μM. Consequentemente, não se espera que o apixabano altere a depuração metabólica de fármacos coadministrados que sejam metabolizados por estas enzimas. O apixabano não é um inibidor significativo da P-gp. Em estudos efetuados em indivíduos saudáveis, como descrito abaixo, o apixabano não alterou de modo significativo a farmacocinética da digoxina, naproxeno ou atenolol. Atenolol: A coadministração de uma dose única do apixaba no (10 mg) e atenolol (100 mg), um beta-bloqueador comum, não alterou a farmacocinética do atenolol.

Aliscireno + Atenolol

Observações: O aliscireno não inibe as isoenzimas CYP450 (CYP1A2, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1 e 3A). O aliscireno não induz a CYP3A4. Assim não se espera que o aliscireno afete a exposição sistémica de substâncias que inibam, induzam ou sejam metabolizadas por estas enzimas. O aliscireno é pouco metabolizado pelas enzimas do citocromo P450. Assim, não são de esperar interações devidas a inibição ou indução das isoenzimas do citocromo CYP450.
Interações: Substâncias que foram investigadas em estudos clínicos de farmacocinética incluíram acenocumarol, atenolol, celecoxib, pioglitazona, alopurinol, mononitrato-5-isossorbido, e hidroclorotiazida. Não foram identificadas interações. Não se observaram interações relevantes com atenolol, digoxina, amlodipina ou cimetidina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atenolol + Bloqueadores beta-adrenérgicos

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de bloqueadores-beta e bloqueadores dos canais de cálcio que possuam efeitos inotrópicos negativos (ex. verapamil, diltiazem) pode levar a uma manifestação exagerada destes efeitos, particularmente em doentes com insuficiência da função ventricular e/ou anomalias da condução sino-atrial ou aurículo-ventricular. Deste facto podem resultar hipotensão grave, bradicardia e falha cardíaca. Nenhum destes fármacos, bloqueadores beta-adrenérgicos ou bloqueadores dos canais de cálcio, deverá ser administrado por via intravenosa senão 48 horas após a interrupção do outro. Consequentemente, não se deve iniciar tratamento oral com um dos medicamentos acima referidos antes de 7 dias após suspensão do tratamento com o outro.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atenolol + Bloqueadores da entrada de cálcio (antagonistas de cálcio)

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de bloqueadores-beta e bloqueadores dos canais de cálcio que possuam efeitos inotrópicos negativos (ex. verapamil, diltiazem) pode levar a uma manifestação exagerada destes efeitos, particularmente em doentes com insuficiência da função ventricular e/ou anomalias da condução sino-atrial ou aurículo-ventricular. Deste facto podem resultar hipotensão grave, bradicardia e falha cardíaca. Nenhum destes fármacos, bloqueadores beta-adrenérgicos ou bloqueadores dos canais de cálcio, deverá ser administrado por via intravenosa senão 48 horas após a interrupção do outro. Consequentemente, não se deve iniciar tratamento oral com um dos medicamentos acima referidos antes de 7 dias após suspensão do tratamento com o outro.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atenolol + Diltiazem

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de bloqueadores-beta e bloqueadores dos canais de cálcio que possuam efeitos inotrópicos negativos (ex. verapamil, diltiazem) pode levar a uma manifestação exagerada destes efeitos, particularmente em doentes com insuficiência da função ventricular e/ou anomalias da condução sino-atrial ou aurículo-ventricular. Deste facto podem resultar hipotensão grave, bradicardia e falha cardíaca. Nenhum destes fármacos, bloqueadores beta-adrenérgicos ou bloqueadores dos canais de cálcio, deverá ser administrado por via intravenosa senão 48 horas após a interrupção do outro. Consequentemente, não se deve iniciar tratamento oral com um dos medicamentos acima referidos antes de 7 dias após suspensão do tratamento com o outro.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atenolol + Verapamilo

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de bloqueadores-beta e bloqueadores dos canais de cálcio que possuam efeitos inotrópicos negativos (ex. verapamil, diltiazem) pode levar a uma manifestação exagerada destes efeitos, particularmente em doentes com insuficiência da função ventricular e/ou anomalias da condução sino-atrial ou aurículo-ventricular. Deste facto podem resultar hipotensão grave, bradicardia e falha cardíaca. Nenhum destes fármacos, bloqueadores beta-adrenérgicos ou bloqueadores dos canais de cálcio, deverá ser administrado por via intravenosa senão 48 horas após a interrupção do outro. Consequentemente, não se deve iniciar tratamento oral com um dos medicamentos acima referidos antes de 7 dias após suspensão do tratamento com o outro.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atenolol + Nifedipina

Observações: N.D.
Interações: A terapêutica concomitante com dihidropiridinas (ex.: nifedipina) pode aumentar o risco de hipotensão e pode ocorrer falha cardíaca em doentes com insuficiência cardíaca latente.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atenolol + Glicósideos digitálicos

Observações: N.D.
Interações: Os glicosidos digitálicos, em associação com os bloqueadores-beta podem aumentar o tempo de condução aurículo-ventricular.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atenolol + Clonidina

Observações: N.D.
Interações: Os bloqueadores-beta podem provocar uma exacerbação da hipertensão de "rebound" após suspensão da terapêutica com clonidina. Se se administrarem simultaneamente os dois fármacos, o bloqueador beta-adrenérgico não deve ser suprimido senão passados alguns dias após a suspensão da terapêutica com clonidina. Quando se substituir a terapêutica com clonidina por um bloqueador beta-adrenérgico, a sua administração só deve iniciar-se vários dias após ter sido interrompida a administração de clonidina.

Atenolol + Antiarrítmicos

Observações: N.D.
Interações: Deve tomar-se cuidado na prescrição simultânea de bloqueadores-beta e medicamentos antiarrítmicos da classe 1, tal como a disopiramida.

Atenolol + Disopiramida

Observações: N.D.
Interações: Deve tomar-se cuidado na prescrição simultânea de bloqueadores-beta e medicamentos antiarrítmicos da classe 1, tal como a disopiramida.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Atenolol + Simpaticomiméticos

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de agentes simpaticomiméticos (ex. adrenalina) pode contrariar o efeito dos bloqueadores-beta.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Atenolol + Adrenalina

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de agentes simpaticomiméticos (ex. adrenalina) pode contrariar o efeito dos bloqueadores-beta.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atenolol + Ibuprofeno

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de fármacos inibidores da prostaglandina sintetase (ex. ibuprofeno e indometacina) pode diminuir os efeitos hipotensivos dos bloqueadores-beta.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atenolol + Indometacina

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de fármacos inibidores da prostaglandina sintetase (ex. ibuprofeno e indometacina) pode diminuir os efeitos hipotensivos dos bloqueadores-beta.

Amlodipina + Valsartan + Atenolol

Observações: Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com Amlodipina / Valsartan e outros medicamentos.
Interações: Interações associadas ao VALSARTAN: Outras: Em monoterapia com valsartan não se verificaram interações clinicamente significativas com as seguintes substâncias: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol, indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida.

Atenolol + Anestésicos

Observações: N.D.
Interações: Devem ser tomadas precauções na utilização de agentes anestésicos com Atenolol. O médico anestesista deve ser informado e o anestésico a utilizar deverá ter o menor efeito inotrópico negativo possível. A utilização de bloqueadores-beta e anestésicos podem resultar numa atenuação da taquicardia reflexa e aumentar o risco de hipotensão. Deve evitar-se o uso de agentes anestésicos que causem depressão miocárdica.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atenolol + Inibidores das Prostaglandinas

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de fármacos inibidores da prostaglandina sintetase (ex. ibuprofeno e indometacina) pode diminuir os efeitos hipotensivos dos bloqueadores-beta.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Atenolol + Dihidropiridinas

Observações: N.D.
Interações: A terapêutica concomitante com dihidropiridinas (ex.: nifedipina) pode aumentar o risco de hipotensão e pode ocorrer falha cardíaca em doentes com insuficiência cardíaca latente.

Aliscireno + Amlodipina + Atenolol

Observações: Não foram realizados estudos de interação de Aliscireno + Amlodipina com outros medicamentos. Apresenta-se a informação conhecida sobre interações com outros medicamentos para as substâncias ativas individualmente. A administração conjunta de aliscireno e amlodipina não provoca alterações significativas na exposição farmacocinética no estado estacionário (AUC) e na concentração máxima (Cmax) de ambos os componentes em voluntários saudáveis.
Interações: Substâncias que foram investigadas em estudos clínicos de farmacocinética com aliscireno incluíram acenocumarol, atenolol, celecoxib, pioglitazona, alopurinol, mononitrato-5- isossorbido, e hidroclorotiazida. Não foram identificadas interações.

Glisentida (glipentida) + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Os beta-bloqueadores exercem um conjunto complexo de efeitos sobre a regulação da glicose e mostrar a interferência farmacodinâmica com todos os medicamentos antidiabéticos. Os beta-bloqueadores podem prolongar hipoglicemia, interferindo com a mobilização das reservas de glicogénio ou hiperglicemia por inibição da secreção de insulina e a redução da sensibilidade dos tecidos à insulina. Como a secreção de insulina é mediada por receptores beta-2, beta-bloqueadores, especialmente não selectivo pode antagonizar os efeitos benéficos das sulfonilureias. Os beta-bloqueadores podem também mascarar alguns dos sintomas de hipoglicémia, tais como taquicardia e tremores. Os pacientes que recebem concomitante beta-bloqueadores e medicamentos antidiabéticos devem ser monitorizados se ocorrer uma resposta inadequada. Cardioselectivos beta-bloqueadores, como acebutolol, atenolol ou metoprolol podem causar menos problemas do que outros beta-bloqueadores, mas pode mascarar os sintomas de hipoglicemia.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Bloqueadores beta-adrenérgicos + Atenolol

Observações: Os bloqueadores adrenérgicos beta (em especial os não selectivos como o propranolol) alteram a resposta aos simpaticomiméticos com actividade agonista-beta (ex.: adrenalina). Os bloqueadores que sofrem um metabolismo de primeira passagem extenso, podem ser afectados por fármacos capazes de alterar este processo. Estes bloqueadores podem reduzir o fluxo sanguíneo hepático.
Interações: Fármacos que podem aumentar o efeito de bloqueio beta: Cimetidina: reduz o metabolismo dos bloqueadores que são metabolizados principalmente pelo fígado, como o propranolol. Tem menor efeito sobre os que são depurados pelo rim, como o atenolol, nadolol - Atenolol

Hidróxido de alumínio + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Os antiácidos provocam uma diminuição da absorção dum número considerável de fármacos, entre os quais: atenolol. Deve ser evitada a administração simultânea do hidróxido de alumínio com os referidos fármacos.

Solifenacina + Tansulosina + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: TANSULOSINA: Não foram observadas interações quando se administrou a tansulosina concomitantemente com atenolol, enalapril, ou teofilina.

Hidróxido de alumínio + Hidróxido de magnésio + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Os antiácidos contendo alumínio podem impedir a absorção adequada de outros medicamentos: antagonistas H-2, atenolol, bifosfonatos, cloroquina, cetoconazol, ciclinas, diflunisal, digoxina, etambutol, fluoroquinolonas, fluoreto de sódio, glucocorticóides, indometacina, isoniazida, lincosamidas, metoprolol, neurolépticos, fenotiazinas, penicilamina, propranolol, sais de ferro. Recomenda-se alternar a administração destes medicamentos e do Hidróxido de alumínio/Hidróxido de magnésio com pelo menos 2 horas de intervalo (4 horas para as fluoroquinolonas) a fim de minimizar a ocorrência de interações indesejáveis. Os sais de citrato e o ácido ascórbico poderão aumentar a absorção de alumínio.

Aliscireno + Amlodipina + Hidroclorotiazida + Atenolol

Observações: A análise farmacocinética populacional de doentes com hipertensão não revelou quaisquer alterações clinicamente relevantes durante a exposição no estado de equilíbrio (AUC) e Cmax de aliscireno, amlodipina e hidroclorotiazida comparativamente com as terapêuticas duplas correspondentes.
Interações: Substâncias que foram investigadas em estudos clínicos de farmacocinética com aliscireno incluíram acenocumarol, atenolol, celecoxib, pioglitazona, alopurinol, mononitrato-5-isossorbido e hidroclorotiazida. Não foram identificadas interações. Substratos da gp-P ou inibidores fracos: Não se observaram interações clinicamente relevantes com atenolol, digoxina ou cimetidina.

Tansulosina + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Não foram observadas interações quando a tansulosina foi administrada concomitantemente com atenolol, enalapril, nifedipina ou teofilina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Hidróxido de alumínio + Hidróxido de magnésio + Carbonato de magnésio + Simeticone + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Os antiácidos que associam alumínio e magnésio, podem diminuir a biodisponibilidade do atenolol.

Clopidogrel + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Foram efectuados outros estudos clínicos com o clopidogrel e outras terapêuticas concomitantes, para investigar potenciais interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas. Não se observaram quaisquer interações farmacodinâmicas clinicamente importantes, na administração concomitante de clopidogrel e atenolol, com nifedipina ou com atenolol e nifedipina em simultâneo. Para além disso, a actividade farmacodinâmica do clopidogrel não foi significativamente influenciada pela co-administração de fenobarbital, cimetidina ou estrogénio.

Hidróxido de alumínio + Hidróxido de magnésio + Simeticone + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Os antiácidos contendo alumínio podem impedir a absorção adequada de outros medicamentos tais como antagonistas H2, atenolol, cefedinir, cefpodoxima, bifosfonatos, cloroquina, cetoconazol, ciclinas, diflunisal, digoxina, etambutol, fluoroquinolonas, fluoreto de sódio, glucocorticoides, indometacina, isoniazida, polistireno sulfonato de sódio (kayexalate), levotiroxina, lincosamidas, metoprolol, neurolépticos, fenotiazinas, penicilamina, propranolol, rosuvastatina, sais de ferro. Recomenda-se alternar a administração destes medicamentos e do antiácido com pelo menos 2 horas de intervalo (4 horas para as fluoroquinolonas) a fim de minimizar a ocorrência de interações indesejáveis.
 Potencialmente Fatal

Cloreto de potássio + Cloreto de sódio + Glucose + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Interações relacionadas com a presença de potássio: A administração concomitante da solução com um dos seguintes medicamentos pode originar uma hipercalémia fatal, particularmente em doentes com insuficiência renal (adição de efeitos de hipercalémia): - Diuréticos poupadores de potássio (só ou em combinação) (amilorida, triamtereno, espironolactona, eplerenona) - Inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA) (tais como captopril, enalapril, lisinopril) - Bloqueadores dos recetores da Angiotensina II (Candesartan, telmisartan, eprosartan, irbesartan, losartan, valsartan) - Medicamentos com potássio tais como sais potássicos de penicilina - Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) (diclofenac, indometacina, piroxicam, ácido mefenâmico, celecoxib) - Heparina (inibidor da síntese de aldosterona) - Pentamidina, trimetoprim (bloqueadores dos canais de sódio) - Ciclosporina, tacrolimus (inibidores da calcineurina) - Bloqueadores β-adrenérgicos (propranolol, nadolol, atenolol) - Succinilcolina (suxametonium) (relaxante muscular)

Rosuvastatina + Valsartan + Atenolol

Observações: Não foram efetuados estudos de interação com Rosuvastatina / Valsartan e outros medicamentos. Os estudos de interação só foram realizados em adultos. A extensão das interações na população pediátrica não é conhecida.
Interações: Precaução recomendada no uso concomitante: Nos estudos de interações medicamentosas com valsartan, não foram observadas quaisquer interações clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um dos fármacos seguintes: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol, indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio + Atenolol

Observações: O uso concomitante de carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio com outros medicamentos pode alterar a absorção destes últimos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio e o ácido contido em algumas bebidas (sumo de fruta, vinho, etc) pode aumentar a absorção intestinal de alumínio. Devido à grande variedade de interações medicamentosas é recomendado, exceto indicação contrária do médico, um intervalo de 2 horas entre a administração do antiácido e outros medicamentos.
Interações: Foram encontradas pequenas diminuições na absorção de digoxina, captopril, cimetidina, ranitidina, famotidina, teofilina, propranolol, atenolol, sulfato de ferro e clorpromazina. Estas diminuições não são clinicamente relevantes.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fingolimod + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Substâncias indutoras de bradicardia: O fingolimod foi estudado em combinação com o atenolol e o diltiazem. Quando o fingolimod foi administrado com atenolol num estudo de interação em voluntários saudáveis, ocorreu uma redução adicional de 15% da frequência cardíaca no início de tratamento com fingolimod, um efeito que não ocorre com o diltiazem.

Clopidogrel + Ácido acetilsalicílico + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Outros medicamentos: Foram efetuados outros estudos clínicos com o clopidogrel e outros medicamentos administrados concomitantemente, para investigar potenciais interações farmacocinéticas (PK) e farmacodinâmicas. Não se observaram quaisquer interações farmacodinâmicas clinicamente importantes, na administração concomitante de clopidogrel e atenolol, com nifedipina ou com atenolol e nifedipina em simultâneo.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio + Dimeticone + Atenolol

Observações: Carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio/ Dimeticone pode interferir com a biodisponibilidade oral de vários fármacos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio com outros fármacos pode alterar a absorção destes últimos. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio e o ácido contido em algumas bebidas (sumo de fruta, vinho, etc) pode aumentar a absorção intestinal de alumínio.
Interações: Foram encontradas pequenas diminuições na absorção de digoxina, captopril, cimetidina, ranitidina, famotidina, teofilina, propranolol, atenolol, sulfato de ferro e clorpromazina. Estas diminuições não são clinicamente relevantes. Tendo em conta uma possível diminuição da absorção, deve considerar-se um intervalo de uma a duas horas entre a administração de antiácidos e de outros fármacos.

Sertralina + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Outras interações medicamentosas, digoxina, atenolol, cimetidina: A sertralina não teve efeito na actividade bloqueadora beta-adrenérgica do atenolol.

Aliscireno + Hidroclorotiazida + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Substâncias que foram investigadas em estudos clínicos de farmacocinética com aliscireno incluíram acenocumarol, atenolol, celecoxib, fenofibrato, pioglitazona, alopurinol, mononitrato-5-isossorbido, digoxina, metformina, amlodipina, atorvastatina, cimetidina e hidroclorotiazida. Não foram identificadas interações clinicamente relevantes. Consequentemente não é necessário ajuste posológico do aliscireno ou destes medicamentos administrados concomitantemente. Substratos da gp-P ou inibidores fracos: Não se observaram interações relevantes com atenolol, digoxina, amlodipina ou cimetidina. Quando administrado com atorvastatina (80 mg), a AUC e Cmax na fase estacionária de aliscireno (300 mg) aumentaram em 50%.

Valsartan + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Outros: Nos estudos de interações medicamentosas com valsartan, não foram observadas quaisquer interações clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um dos fármacos seguintes: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol, indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida.

Dutasterida + Tansulosina + Atenolol

Observações: Não foram realizados estudos de interação fármaco-fármaco com Dutasterida / Tansulosina.
Interações: TANSULOSINA: A administração concomitante do cloridrato de tansulosina com fármacos que possam reduzir a pressão arterial, incluindo anestésicos, inibidores PDE5 e outros bloqueadores adrenérgicos alfa-1, poderá levar à potenciação dos efeitos hipotensores. Dutasterida-tansulosina não deverá ser utilizada em associação com outros bloqueadores adrenérgicos alfa-1. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina e cetoconazol (um inibidor forte do CYP3A4) resultou num aumento da Cmáx e AUC do cloridrato de tansulosina num fator de 2,2 e 2,8 respetivamente. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina e paroxetina (um inibidor forte do CYP2D6) resultou num aumento da Cmáx e AUC do cloridrato de tansulosina num fator de 1,3 e 1,6 respetivamente. Quando administrado concomitantemente com um inibidor forte do CYP3A4, é esperado um aumento semelhante na exposição dos metabolizadores fracos do CYP2D6 quando comparados com os metabolisadores extensos. Os efeitos da administração concomitante de inibidores do CYP3A4 e CYP2D6 com cloridrato de tansulosina não foram avaliados clinicamente, contudo existe um potencial para aumento significativo da exposição à tansulosina. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina (0,4 mg) e cimetidina (400 mg de seis em seis horas durante seis dias) resultou na diminuição da depuração (26%) e no aumento na AUC (44%) do cloridrato de tansulosina. Deverá ser tida precaução na utilização de dutasterida-tansulosina em associação com cimetidina. Não foi realizado um estudo de interação de fármacos entre o cloridrato de tansulosina e a varfarina. Os resultados de estudos limitados in vitro e in vivo são inconclusivos. Deverá ser tida precaução na administração concomitante de varfarina e cloridrato de tansulosina. Não foram observadas interações quando o cloridrato de tansulosina foi administrado concomitantemente com atenolol, enalapril, nifedipina ou teofilina. A administração concomitante de furosemida origina a diminuição dos níveis plasmáticos da tansulosina, no entanto não são necessários ajustes posológicos uma vez que os níveis permanecem dentro do intervalo normal. In vitro, nem o diazepam ou propanolol, triclorometiazida, clormadinona, amitriptilina, diclofenac, glibenclamida e sinvastatina alteram a fração livre da tansulosina no plasma humano. A tansulosina também não altera as frações livres de diazepam, propanolol, triclormetiazida e clormadinona. Não foram observadas interações ao nível do metabolismo hepático durante os estudos in vitro com frações microssomais de fígado (representativas do sistema metabolizador enzimático de fármacos associado ao citocromo P450), envolvendo amitriptilina, salbutamol e glibenclamida. No entanto, o diclofenac pode aumentar a taxa de eliminação da tansulosina.

Fluvoxamina + Atenolol

Observações: n.d.
Interações: Excreção renal: A fluvoxamina não influencia as concentrações plasmáticas de atenolol.

Valsartan + Hidroclorotiazida + Atenolol

Observações: n.d.
Interações: Interações relacionadas com VALSARTAN: Sem interações: Nos estudos de interações medicamentosas com valsartan, não foram observadas quaisquer interações clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um dos fármacos seguintes: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol, indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida. Digoxina e indometacina podem interagir com a hidroclorotiazida.
Informe o Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

A administração de Atenolol a mulheres grávidas ou que possam engravidar, requer uma avaliação prévia dos benefícios em relação aos possíveis riscos, particularmente no primeiro e segundo trimestres.

Dopping: Os beta-bloqueantes são proibidos somente Em Competição nos seguintes desportos, exceto se especificado de outra forma: Atividades Subaquáticas (CMAS), Automobilismo (FIA), Bilhar (todas as disciplinas) (WCBS), Esqui/Snowboard (FIS), Golfe (IGF), Setas (WDF). Proibido igualmente fora de competição: Tiro (ISSF, IPC), Tiro (ISSF, IPC), Tiro com Arco (WA).
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017