Amitriptilina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica) DCI/Medicamento Psicofármaco
O que é
A amitriptilina é um antidepressivo tricíclico (TCA).

É o TCA mais amplamente utilizado e pode ser eficaz para o tratamento da depressão, com efeitos semelhantes aos ISRS de acordo com uma meta-análise do início de 2001.

Estes tipos de tricíclicos têm sido utilizados historicamente para o tratamento de enxaquecas, dores de cabeça, tensão, ansiedade, psicose, agressividade e comportamento violento.

Também está associada à dor abdominal, estomatite, palpitação, edema, hipertensão, inquietação, fadiga, midríase, e a um aumento da pressão intra-ocular.
Usos comuns
A Amitriptilina é usada para uma série de condições médicas, incluindo: transtornos depressivos, transtornos de ansiedade, déficit de atenção e hiperatividade, profilaxia da enxaqueca, distúrbios alimentares, transtorno bipolar, neuralgia pós-herpética e insónia.

É também usada como prevenção em pacientes com discinesia biliar recorrente (disfunção do esfíncter de Oddi).

A amitriptilina é também usada no tratamento da enurese nocturna (enurese) em crianças.
Tipo
pequena molécula
História
A amitriptilina, sob o nome de marca Elavil, foi desenvolvido por Merck e aprovado pela FDA em 7 de Abril de 1961, nos Estados Unidos, para o tratamento da depressão.

Na Índia, a Merck & Co lançou a amitriptilina sob a marca Tryptomer, agora na Merind, uma divisão da Wockhardt.
Indicações
Depressão, síndromes de dor crónica.
Classificação CFT
02.09.03     Antidepressores
Mecanismo De Ação
A amitriptilina é metabolizada à nortriptilina, que inibe a recaptação de noradrenalina e serotonina quase igualmente.

A amitriptilina inibe o mecanismo de bomba da membrana responsável pela captação da norepinefrina e serotonina nos neurónios adrenérgicos e serotonérgicos.

Farmacologicamente esta ação pode potencializar ou prolongar a atividade neuronal uma vez que a recaptação dessas aminas biogénicas é fisiologicamente importante para encerrar a atividade de transmissão.

Esta interferência com a recaptação de noradrenalina e/ou serotonina é considerada por alguns como a base da atividade antidepressiva da amitriptilina.
Posologia Orientativa
Titulação crescente: Dose máxima diária 150 mg (em administrações fraccionadas ou em dose única ao deitar).

Doses iniciais de 10 a 20 mg/dia.

Nos idosos a dose deve situar-se entre 30 a 75 mg.
Administração
Via oral.
Contraindicações
Enfarte do miocárdio recente, arritmias, fase maníaca da doença bipolar, doença hepática grave.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Sedação variável com o princípio activo; efeitos anticolinérgicos (retenção urinária,
quadros confusionais, aumento da pressão intra-ocular, membranas mucosas secas, obstipação); hipotensão ortostática; alterações do ritmo cardíaco, agravamento de diabetes pré-existente.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Ver Antidepressores tricíclicos. Evidência fetal em animais, mas a necessidade pode justificar o risco.
Aleitamento
Aleitamento:Ver Antidepressores (tricíclicos e afins); continuar o aleitamento; vigiar o lactente pela possível sonolência.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Ver Antidepressores.
Conducao
Conducao:Altera significativamente a capacidade de condução.
Precauções Gerais
É muito importante que o médico verifique o seu progresso em consultas regulares para permitir mudanças na dose e para verificar quaisquer efeitos indesejáveis.

A Amitriptilina pode provocar nalgumas pessoas agitação, irritabilidade, ou outros comportamentos anormais.

Também pode induzir algumas pessoas a ter pensamentos e tendências suicidas ou a sentirem-se mais deprimidas.

Se se aperceber, ou o cuidador perceber qualquer um desses efeitos adversos, deve informar o médico imediatamente.

Não tome amitriptilina se tiver tomado um inibidor da monoamina oxidase (MAO) (isocarboxazid [Marplan®], fenelzina [Nardil®], selegilina [Eldepryl®], ou tranilcipromina [Parnate®]) nas 2 últimas semanas.

Não deve começar a tomar um inibidor da MAO dentro de 5 dias após parar a amitriptilina.

A acontecer, pode desenvolver confusão, agitação, inquietação, sintomas no estômago ou intestino, elevação súbita da temperatura corporal, pressão arterial extremamente alta, ou convulsões graves.

Não tomar outros medicamentos que não tenham sido discutidos com o médico.

A toma simultânea de amitriptilina e cisaprida (Propulsid®), pode aumentar a hipótese de ter efeitos secundários graves.

Não interromper repentinamente a amitriptilina sem primeiro consultar o médico.

O médico pode querer que reduza gradualmente a dosagem que toma antes de parar completamente.

Desta forma, ajuda a evitar um possível agravamento da condição e reduz a possibilidade de sintomas de abstinência, como dores de cabeça, náuseas ou uma sensação geral de mal-estar ou de doença.

A amitriptilina irá adicionar aos efeitos do álcool e outros depressores do SNC (medicamentos que retardam o sistema nervoso, podendo causar sonolência).

Alguns exemplos de depressores do SNC são anti-histamínicos ou medicamentos para a febre do feno, outras alergias ou constipações, sedativos, tranquilizantes, ou medicamentos para dormir; analgésicos prescritos ou narcóticos; barbitúricos; medicamentos para ataques; relaxantes musculares; ou anestésicos, incluindo alguns anestésicos dentários.

Este efeito pode durar alguns dias após ter parado de tomar a amitriptilina.

Deve falar com o médico antes de tomar qualquer um dos medicamentos referidos acima, enquanto estiver a tomar a amitriptilina.

Antes de qualquer tipo de cirurgia, deve informar o médico responsável que está a utilizar a amitriptilina.

Tomar a amitriptilina em conjunto com medicamentos usados ​​durante a cirurgia pode aumentar o risco de efeitos colaterais.

A amitriptilina pode afectar os níveis de açúcar no sangue.

Se notar uma mudança nos resultados dos testes de açúcar no sangue ou urina, ou se tiver alguma dúvida, deve consulte o médico.

A amitriptilina pode provocar sonolência nalgumas pessoas.

Certifique-se de que sabe como reage à amitriptilina antes de conduzir, toma medicamentos, ou faz qualquer outra coisa que poderia ser perigosa se estiver sonolento ou não alerta.
Cuidados com a Dieta
Alguns medicamentos não devem ser usados ​​durante ou perto da hora das refeições ou quando se ingerem certos tipos de alimentos, pois podem ocorrer interações.

Ingerir álcool ou tabaco com certos medicamentos também pode causar interações.

As seguintes interacções foram seleccionadas com base no seu significado potencial e não são necessariamente todas.

Tomar amitriptilina com qualquer um dos seguintes não é geralmente recomendado, mas pode ser inevitável em alguns casos.

Se usado em conjunto, o médico pode alterar a dose ou quantas vezes se toma a amitriptilina, ou dar instruções especiais sobre o uso de alimentos, álcool ou tabaco.

Tabaco

Tomar a amitriptilina com qualquer um dos seguintes pode causar um aumento do risco de certos efeitos colaterais, mas pode ser inevitável em alguns casos.

Se usado em conjunto, o médico pode alterar a dose ou quantas vezes se toma a amitriptilina, ou dar instruções especiais sobre o uso de alimentos, álcool ou tabaco.

Etanol
Terapêutica Interrompida
Se falhar uma dose de amitriptilina, tome-a assim que possível.

No entanto, se estiver quase na hora da próxima dose, pule a dose e voltar ao seu esquema posológico regular.

Não duplique doses.
Cuidados no Armazenamento
Guarde o medicamento num recipiente fechado à temperatura ambiente, longe do calor, humidade e luz direta.

Deve evitar-se o congelamento.

Manter fora do alcance das crianças.

Não guardar medicamentos desatualizados ou medicamentos que já não são necessários.

Perguntar ao profissional de saúde como eliminar qualquer medicamento que já não use.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Fluconazol + Amitriptilina

Observações: O fluconazol é um potente inibidor do citocromo P450 (CYP) isoenzima 2C9 e um inibidor moderado do CYP3A4. O fluconazol é também um inibidor da isoenzima CYP2C19. Adicionalmente às interações observadas/documentadas abaixo indicadas, existe um risco de aumento da concentração plasmática de outros compostos metabolizados pelo CYP2C9 e CYP3A4 coadministrados com fluconazol. Deste modo, deve-se ter precaução quando se utilizam estas associações e os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados. O efeito inibidor da enzima pelo fluconazol persiste 4-5 dias após a descontinuação do tratamento com fluconazol devido à sua longa semivida.
Interações: A utilização concomitante dos seguintes fámacos leva a precauções e ajustes de dose: O efeito de fluconazol noutros fármacos: Amitriptilina, nortriptilina: O fluconazol aumenta o efeito da amitriptilina e nortriptilina. A 5-nortriptilina e/ou S-amitriptilina podem ser medidas no início da terapêutica combinada e após uma semana. Se necessário, devem ajustar-se as doses de amitriptilina/nortriptilina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Pixantrona + Amitriptilina

Observações: Não foram notificadas interações medicamentosas nos participantes e não foram realizados estudos de interações medicamentosas em seres humanos. Estudos in vitro com as isoformas humanas mais habituais do citocromo P450 (incluindo CYP1A2, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6 e 3A4) mostraram uma possível inibição do tipo mista do CYP1A2 e CYP2C8 que pode ter relevância clínica. Não se observaram outras interações significativas clinicamente relevantes com os CYPP450.
Interações: Amitriptilina, haloperidol, clozapina, ondansetrom e propranolol são metabolizados pelo CYP1A2 e, por conseguinte, existe uma preocupação teórica de que a administração concomitante do Pixantrona possa aumentar os níveis sanguíneos deste medicamento.

Pimozida + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: A pimozida é principalmente metabolizada pela via enzimática do citocromo P450, subtipo 3A4 (CYP 3A4) e mais discretamente pelo subtipo CYP2D6. Dados in vitro mostram que, especialmente os inibidores potentes do sistema enzimático CYP3A4, como os antimicóticos azóis, inibidores da protease antiviral, antibióticos macrólidos e nefazodona, inibem o metabolismo da pimozida, resultando num aumento acentuado dos seus níveis plasmáticos. Dados in vitro sugerem também, que a quinidina diminui o metabolismo da pimozida, dependente do CYP2D6. A elevação dos níveis plasmáticos de pimozida pode aumentar o risco de prolongamento do intervalo QT. A utilização concomitante com fármacos inibidores do citocromo P450 CYP3A4 ou CYP2D6 está contraindicada. O uso concomitante de pimozida com fármacos conhecidos por provocarem o prolongamento do intervalo QT também está contraindicado. Os exemplos incluem: - certos antiarrítmicos de Classe IA (quinidina, disopiramida e procainamida) e de Classe III (amiodarona e sotalol), - antidepressivos tricíclicos (amitriptilina), - alguns antidepressivos tetraciclicos (maprotilina), - outros antipsicóticos (fenotiazinas e o sertindol), - certos anti-histaminicos (astemizol e terfenadina), - cisaprida, bepridilo, halofantrina e esparfloxacina. Esta lista é apenas indicativa e não exaustiva.

Ritonavir + Amitriptilina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do Ritonavir nos Medicamentos Não Antirretrovirais Coadministrados: Antidepressivos: Amitriptilina, fluoxetina, imipramina, nortriptilina, paroxetina, sertralina: É possível que ritonavir administrado como medicamento antirretroviraliniba a CYP2D6, pelo que se prevê que aumente as concentrações de desipramina, imipramina, amitriptilina, nortriptilina, fluoxetina, paroxetina ou sertralina. Recomenda-se monitorização cuidadosa dos efeitos terapêuticos e efeitos adversos quando estes medicamentos são administrados concomitantemente com doses antirretroviraisde ritonavir.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metaxalona + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Alguns medicamentos podem interagir com metaxalone. Benzodiazepinas (por exemplo, diazepam), analgésicos narcóticos (por exemplo, codeína), antidepressivos tricíclicos ou (por exemplo, amitriptilina), porque o risco de sonolência pode ser aumentada. Oxibato de sódio (GHB), porque um aumento na duração do sono e uma diminuição na capacidade de respirar são susceptíveis de ocorrer.

Orlistato + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Ausência de interações: Não foram observadas interações com amitriptilina, atorvastatina, biguanidas, digoxina, fibratos, fluoxetina, losartan, fenitoína, fentermina, pravastatina, Sistema Terapêutico Gastrointestinal (GITS) de nifedipina, nifedipina de libertação controlada, sibutramina ou álcool. A ausência destas interações foi demonstrada em estudos específicos de interação fármaco-fármaco.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dextrometorfano + Quinidina + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: A quinidina é um inibidor potente da CYP2D6. Por conseguinte, o tratamento com este medicamento poderá resultar em níveis plasmáticos elevados e na acumulação de medicamentos administrados de forma concomitante que são sujeitos a um metabolismo exaustivo pela CYP2D6. Os substratos da CYP2D6 incluem determinados bloqueadores beta, como metoprolol, antipsicóticos como haloperidol, perfenazina e aripiprazol, antidepressivos como nortriptilina, imipramina, amitriptilina e desipramina, o tamoxifeno quimioterapêutico e a atomoxetina, um inibidor da transportador da noradrenalina.
 Potencialmente Grave

Levorfanol + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Alguns medicamentos podem interagir com levorfanol. Antihistamínicos (por exemplo, difenidramina), barbitúricos (por exemplo, fenobarbital), relaxantes musculares (por exemplo, metocarbamol), outros medicamentos contra dor narcótica (por exemplo, codeína), fenotiazinas (por exemplo, clorpromazina), medicamentos para dormir (zolpidem) ou antidepressivos tricíclicos (Por exemplo, amitriptilina), porque podem ocorrer efeitos secundários graves, tais como sonolência grave, pressão arterial baixa ou dificuldade respiratória.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Triclorometiazida + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: A concentração de soro de Triclormetiazida pode ser aumentada quando for combinado com Amitriptilina.

Mirtazapina + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacocinéticas: Os estudos de interação não indicaram qualquer efeito farmacocinético relevante na administração concomitante de mirtazapina com paroxetina, amitriptilina, risperidona e lítio.

Mexazolam + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Nos animais de experiência verificaram-se as seguintes interações: Fármacos que antagonizaram o efeito do mexazolam: Imipramina, amitriptilina e clorfeniramina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Levotiroxina sódica + Amitriptilina

Observações: n.d.
Interações: Antidepressivos tricíclicos: A levotiroxina aumenta a sensibilidade do recetor a catecolaminas, acelerando a reação a antidepressivos tricíclicos (por exemplo, amitriptilina, imipramina).
 Sem significado Clínico

Citalopram + Amitriptilina

Observações: Interações farmacocinéticas: A biotransformação do citalopram para desmetilcitalopram é mediada pelas isoenzimas do sistema citocromo P450 CYP2C19 (aproximadamente 38%), CYP3A4 (aproximadamente 31%) e CYP2D6 (aproximadamente 31%). O facto do citalopram ser metabolizado por mais de um CYP significa que a inibição da sua biotransformação é menos provável, uma vez que a inibição de uma enzima pode ser compensada por outra. Consequentemente, a administração concomitante de citalopram com outros medicamentos na prática clínica tem uma probabilidade muito baixa de originar interações farmacocinéticas medicamentosas.
Interações: Influência do citalopram na farmacocinética de outros medicamentos: O citalopram e o desmetilcitalopram são inibidores negligenciáveis do CYP2C9, CYP2E1 e CYP3A4, e apenas inibidores fracos do CYP1A2, CYP2D6 e CYP2C19, em comparação com outros ISRSs estabelecidos como inibidores significativos. Assim, não foi observada nenhuma alteração ou apenas foram observadas alterações muito pequenas sem importância clínica quando o citalopram foi administrado com substratos do CYP1A2 (clozapina e teofilina), CYP2C9 (varfarina), CYP2C19 (imipramina e mefenitoina), CYP2D6 (esparteina, imipramina, amitriptilina, a risperidona) e CYP3A4 (varfarina, carbamazepina (e o seu metabólito epóxido da carbamazepina) e triazolam).

Darunavir + Cobicistate + Amitriptilina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interação com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS: Amitriptilina, Desipramina, Imipramina, Nortriptilina, Trazodona: Tendo por base considerações teóricas, é expectável que Darunavir / Cobicistate aumente as concentrações plasmáticas destes antidepressivos. (inibição do CYP2D6 e/ou CYP3A) Recomenda-se monitorização clínica e pode ser necessário ajuste de dose do antidepressivo caso estes antidepressivos sejam utilizados com Darunavir / Cobicistate.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Esmolol + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de antidepressivos tricíclicos, tal como imipramina e amitriptilina), barbitúricos e fenotiazinas (tal como clorpromazina), assim como outros agentes antipsicóticos (tal como clozapina), podem aumentar o efeito de redução da tensão arterial. A dosagem de Esmolol deve ser ajustada por baixo para evitar hipotensão inesperada. Durante a utilização de beta-bloqueadores, os doentes com risco de reações anafiláticas podem estar mais reativos à exposição alergénica (acidental, diagnóstica ou terapêutica).

Furazolidona + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Não se recomenda a utilização de furazolidona com qualquer um dos seguintes medicamentos. - Amitriptilina - Apraclonidina - Atomoxetina - Benzefetamina - Brimonidina - Bupropiona - Carbamazepina - Carbidopa - Carbinoxamina - Citalopram - Clomipramina - Ciclobenzaprina - Cipro-heptadina - Desipramina - Desvenlafaxina - Dexmetilfenidato - Dextroanfetamina - Anfepramona (Dietilpropiona) - Doxilamina - Entacapona - Escitalopram - Femoxetina - Fluoxetina - Fluvoxamina - Guanedrel - Guanetidina - Hidroxitriptofano - Imipramina - Isocarboxazida - Levodopa - Levacetilmetadol - Levomilnacipran - Maprotilina - Mazindol - Metadona - Metanfetamina - Metildopa - Metilfenidato - Milnaciprano - Mirtazapina - Nefazodona - Nefopam - Nortriptilina - Opipramol - Paroxetina - Fendimetrazina - Fenmetrazina - Fentermina - Fenilalanina - Pseudoefedrina - Reserpina - Safinamida - Selegilina - Sertralina - Sibutramina - Sumatriptano - Tapentadol - Tetrabenazina - Tranilcipromina - Trazodona - Trimipramina - Triptofano - Venlafaxina - Vilazodona - Vortioxetina - Zimeldina

Solifenacina + Tansulosina + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: TANSULOSINA: A coadministração com outros antagonistas dos recetores alfa1-adrenérgicos pode originar efeitos hipotensores. In vitro, a fração livre da tansulosina no plasma humano não foi alterada pelo diazepam, propranolol, triclormetiazida, clormadinona, amitriptilina, diclofenac, glibenclamida, sinvastatina ou varfarina. Por sua vez, a tansulosina não altera as frações livres do diazepam, propranolol, triclormetiazida ou clormadinona. Contudo, o diclofenac e a varfarina podem aumentar a taxa de eliminação da tansulosina. Estudos in vitro com a tansulosina demonstraram que, em concentrações terapêuticas, a tansulosina não inibe CYP1A2, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1 ou 3A4. Assim, é improvável a ocorrência de interações da tansulosina com fármacos metabolizados por estas enzimas CYP.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Riluzol + Amitriptilina

Observações: Não se realizaram estudos clínicos para avaliar as interações de riluzol com outros medicamentos.
Interações: Estudos in vitro com preparados de microssomas hepáticos humanos sugerem que o CYP1A2 é o isoenzima principal envolvido no metabolismo oxidativo inicial do riluzol. Inibidores do Citocromo CYP1A2 (p.ex. cafeína, diclofenac, diazepam, nicergolina, clomipramina, imipramina, fluvoxamina, fenacetina, teofilina, amitriptilina, e quinolonas) podem em princípio diminuir a taxa de eliminação do riluzol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Pirbuterol + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores da catecol-O-metiltransferase (COMT) (por exemplo, entacapone), linezolid, um IMAO (por exemplo, fenelzina), broncodilatadores simpaticomiméticos de curta duração (por exemplo, albuterol), estimulantes (por exemplo, anfetamina), simpaticomiméticos (pseudoefedrina) ou antidepressivos tricíclicos (por exemplo, amitriptilina) porque podem aumentar o risco de efeitos secundários do pirbuterol
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Amitriptilina + Depressores do SNC

Observações: N.D.
Interações: Depressores do SNC (álcool, barbitúricos): a amitriptilina pode potenciar o efeito depressor sobre o SNC, dando origem a depressão respiratória. Por outro lado, os barbitúricos podem diminuir o efeito antidepressivo da amitriptilina.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Amitriptilina + Álcool

Observações: N.D.
Interações: Depressores do SNC (álcool, barbitúricos): a amitriptilina pode potenciar o efeito depressor sobre o SNC, dando origem a depressão respiratória. Por outro lado, os barbitúricos podem diminuir o efeito antidepressivo da amitriptilina.

Tansulosina + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Não foi observada interacção da tansulosina com amitriptilina, salbutamol, glibenclamida ou finasterida durante estudos in vitro com fracções hepáticas microssomais (representando o sistema enzimático metabolizador de fármacos associados ao citocromo P-450).
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Amitriptilina + Barbitúricos

Observações: N.D.
Interações: Depressores do SNC (álcool, barbitúricos): a amitriptilina pode potenciar o efeito depressor sobre o SNC, dando origem a depressão respiratória. Por outro lado, os barbitúricos podem diminuir o efeito antidepressivo da amitriptilina.

Amitriptilina + Antidepressores

Observações: N.D.
Interações: Outros antidepressivos: A administração concomitante de antidepressivos com modos de acção diferentes apenas deve ser efectuada com o devido conhecimento da possibilidade de potenciação e com completo domínio da farmacologia de ambos os fármacos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amitriptilina + Antihistamínicos

Observações: N.D.
Interações: Anticolinérgicos e antihistamínicos: A amitriptilina pode potenciar os efeitos anticolinérgicos destes fármacos. O aumento da actividade anticolinérgica pode provocar íleus paralítico, visão turva e afectar a pressão intra-ocular nos doentes com glaucoma.

Metirapona + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Em relação à utilização como auxiliar diagnóstico: Anticonvulsivantes (por exemplo, fenitoína, barbitúricos), antidepressivos e neurolépticos (por exemplo, amitriptilina, clorpromazina, alprazolam), hormonas que afetam o eixo hipotálamo – hipófise, corticosteroides, agentes antitireoideios e ciproeptadina podem influenciar os resultados do teste de Metopirone. Se estes fármacos não puderem ser retirados, a necessidade de realizar o teste de Metopirone deve ser revista.

Amitriptilina + Clonidina

Observações: N.D.
Interações: Clonidina e guanetidina: A amitriptilina pode antagonizar o efeito antihipertensor destes fármacos, pelo que a sua administração concomitante não é recomendada. Os antidepressivos tricíclicos bloqueiam a absorção da guanetidina e de outros compostos com acção semelhante, pelo que poderá ser necessário proceder ao ajustamento da dose destes fármacos. É aconselhável rever a terapêutica anti-hipertensiva durante o tratamento com antidepressivos tricíclicos.

Amitriptilina + Guanetidina

Observações: N.D.
Interações: Clonidina e guanetidina: A amitriptilina pode antagonizar o efeito antihipertensor destes fármacos, pelo que a sua administração concomitante não é recomendada. Os antidepressivos tricíclicos bloqueiam a absorção da guanetidina e de outros compostos com acção semelhante, pelo que poderá ser necessário proceder ao ajustamento da dose destes fármacos. É aconselhável rever a terapêutica anti-hipertensiva durante o tratamento com antidepressivos tricíclicos.

Amitriptilina + Estrogénios

Observações: N.D.
Interações: Estrogéneos: Falta de resposta antidepressiva e toxicidade tricíclica.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Doxilamina + Piridoxina + Amitriptilina

Observações: Não foram efetuados estudos de interação com Doxilamina + Piridoxina.
Interações: Conhecem-se interações entre os anti-histamínicos da classe da etanolamina e os seguintes medicamentos: - Medicamentos fotossensibilizantes: A utilização concomitante de anti-histamínicos e outros medicamentos fotossensibilizantes como a amiodarona, quinidina, imipramina, doxepina, amitriptilina, griseofulvina, clorfeniramina, piroxicam, furosemida, captopril, entre outros, pode causar efeitos fotossensibilizantes aditivos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amitriptilina + Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO)

Observações: N.D.
Interações: IMAO: Podem potenciar os efeitos dos antidepressivos tricíclicos, tais como a amitriptilina, podendo ocorrer crises de hiperpirexia, convulsões graves e morte.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ranolazina + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Existe um risco teórico de o tratamento concomitante com ranolazina e outros fármacos que se saiba prolongarem o intervalo QTc poder originar uma interação farmacodinâmica e aumentar o possível risco de arritmias ventriculares. Como exemplos de tais fármacos, podemos referir certos antihistamínicos (p.ex. terfenadina, astemizol, mizolastina), certos antiarrítmicos (p.ex. quinidina, disopiramida, procainamida), a eritromicina e os antidepressivos tricíclicos (p.ex. imipramina, doxepina, amitriptilina).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amitriptilina + Simpaticomiméticos

Observações: N.D.
Interações: Agentes simpaticomiméticos (adrenalina, efedrina, isoprenalina, noradrenalina): pode haver potenciação dos efeitos pressores e cardíacos dos simpaticomiméticos, a qual pode ser fatal.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amitriptilina + Adrenalina

Observações: N.D.
Interações: Agentes simpaticomiméticos (adrenalina, efedrina, isoprenalina, noradrenalina): pode haver potenciação dos efeitos pressores e cardíacos dos simpaticomiméticos, a qual pode ser fatal.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Eliglustato + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Substratos da CYP2D6: Após uma dose única de 50 mg de metoprolol, um substrato da CYP2D6, a administração concomitante de doses repetidas de 127 mg de eliglustato duas vezes por dia resultou num aumento de 1,5 e 2,1 vezes da Cmax e da AUC do metoprolol, respetivamente. Podem ser necessárias doses inferiores de medicamentos que são substratos da CYP2D6. Estes incluem determinados antidepressivos (antidepressivos tricíclicos, p.ex. nortriptilina, amitriptilina, imipramina e desipramina, fenotiazinas, dextrometorfano e atomoxetina).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amitriptilina + Efedrina

Observações: N.D.
Interações: Agentes simpaticomiméticos (adrenalina, efedrina, isoprenalina, noradrenalina): pode haver potenciação dos efeitos pressores e cardíacos dos simpaticomiméticos, a qual pode ser fatal.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amitriptilina + Isoprenalina

Observações: N.D.
Interações: Agentes simpaticomiméticos (adrenalina, efedrina, isoprenalina, noradrenalina): pode haver potenciação dos efeitos pressores e cardíacos dos simpaticomiméticos, a qual pode ser fatal.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amitriptilina + Noradrenalina

Observações: N.D.
Interações: Agentes simpaticomiméticos (adrenalina, efedrina, isoprenalina, noradrenalina): pode haver potenciação dos efeitos pressores e cardíacos dos simpaticomiméticos, a qual pode ser fatal.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amitriptilina + Tiróide

Observações: N.D.
Interações: Fármacos que actuam na tiróide: Aumenta a possibilidade de ocorrência de arritmias.

Naltrexona + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Associações a ter em consideração: Barbitúricos, benzodiazepinas, ansiolíticos que não benzodiazepinas (i.e. meprobamato), hipnóticos, antidepressivos sedativos (amitriptilina, doxepina, mianserina, trimipramina), antihistamínicos H1 sedativos, neurolépticos (droperidol). A interação com outros psicofármacos (ex., dissulfiram, amitriptilina, doxepina, lítio, clozapina, benzodiazepinas) não foi investigada.

Amitriptilina + Dissulfiram

Observações: N.D.
Interações: Dissulfiram: foi relatado delírio em doentes medicados concomitantemente com dissulfiram e amitriptilina.

Amitriptilina + Quinidina

Observações: N.D.
Interações: Fármacos metabolizados pelo citocromo P450 2D6: A utilização concomitante de anti-depressivos tricíclicos com fármacos que podem inibir o CYP P450 2D6 (ex: quinidina, cimetidina) e fármacos que são substrato para o P450 2D6 (ex. amiptriptilina) pode requerer doses menores do que as normalmente prescritas para a amitriptilina ou para o outro fármaco. Pode ser necessário o ajuste da dose.

Amitriptilina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Fármacos metabolizados pelo citocromo P450 2D6: A utilização concomitante de anti-depressivos tricíclicos com fármacos que podem inibir o CYP P450 2D6 (ex: quinidina, cimetidina) e fármacos que são substrato para o P450 2D6 (ex. amitriptilina) pode requerer doses menores do que as normalmente prescritas para a amitriptilina ou para o outro fármaco. Pode ser necessário o ajuste da dose.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Amitriptilina + Reserpina

Observações: N.D.
Interações: A amitriptilina pode antagonizar os efeitos da reserpina.

Amitriptilina + Etcorvinol

Observações: N.D.
Interações: A utilização concomitante de amitriptilina com doses elevadas de etcorvinol deve ser efectuada com cuidado. Tem sido relatado delírio passageiro em doentes tratados com 1g de etcorvinol e 75-100mg de amitriptilina.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amitriptilina + Anticonvulsivantes

Observações: N.D.
Interações: Anticonvulsivantes: Redução da eficácia do controlo das convulsões nos doentes epilépticos.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amitriptilina + Analgésicos

Observações: N.D.
Interações: Analgésicos: A amitriptilina pode aumentar o risco de crises convulsivas em doentes medicados com tramadol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amitriptilina + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Analgésicos: A amitriptilina pode aumentar o risco de crises convulsivas em doentes medicados com tramadol.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amitriptilina + Antipsicóticos

Observações: N.D.
Interações: Antipsicóticos: Podem aumentar as concentrações plasmáticas da amitriptilina.

Amitriptilina + Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) (SSRIs)

Observações: N.D.
Interações: Fármacos indutores da serotonina: Pode ocorrer “síndrome da serotonina”.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amitriptilina + Anticolinérgicos

Observações: N.D.
Interações: Anticolinérgicos e antihistamínicos: A amitriptilina pode potenciar os efeitos anticolinérgicos destes fármacos. O aumento da actividade anticolinérgica pode provocar íleus paralítico, visão turva e afectar a pressão intra-ocular nos doentes com glaucoma.

Duloxetina + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Agentes serotoninérgicos: Em casos raros foi notificado a síndrome da serotonina em doentes a tomar ISRS/ISRN concomitantemente com agentes serotoninérgicos. Recomenda-se precaução ao utilizar concomitantemente Duloxetina com agentes serotoninérgicos tais como os ISRS, ISRN antidepressivos tricíclicos tais como a clomipramina ou a amitriptilina, IMAO, tais como a moclobemida ou linezolida, hipericão (Hypericum perforatum), ou triptanos, tramadol, petidina e triptofano. Efeitos da duloxetina sobre outros medicamentos: Medicamentos metabolizados pelo CYP2D6: A duloxetina é um inibidor moderado do CYP2D6. Quando se administrou uma dose de 60 mg de duloxetina duas vezes por dia com uma dose única de desipramina, um substrato do CYP2D6, a AUC da desipramina aumentou 3 vezes. A coadministração de duloxetina (40 mg duas vezes por dia) aumentou em 71%, a AUC no estado estacionário da tolterodina (2 mg duas vezes por dia), mas não afetou a farmacocinética do seu metabolito ativo 5-hidroxil, não sendo por isso necessário ajuste posológico. Recomenda-se precaução nos casos em que se verifique a administração concomitante de Duloxetina com medicamentos predominantemente metabolizados pelo CYP2D6 (risperidona e antidepressivos tricíclicos, tais como, a nortriptilina, amitriptilina e imipramina), particularmente se tiverem uma estreita margem terapêutica (tais como a flecainida, a propafenona e o metoprolol).

Risperidona + Amitriptilina

Observações: n.d.
Interações: Como com outros antipsicóticos, aconselha-se precaução quando a risperidona é prescrita com medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT, por exemplo antiarrítmicos de classe Ia (ex., quinidina, disopiramida, procainamida), antiarrítmicos de classe III (ex., amiodarona, sotalol), antidepressores tricíclicos (ou seja, a amitriptilina), antidepressores tetracíclicos (ou seja, a maprotilina), alguns anti-histamínicos, outros antipsicóticos, alguns antimaláricos (ex., quinina e mefloquina), e com medicamentos que causam desequilíbrios eletrolíticos (hipocaliemia, hipomagnesiemia), bradicardia, ou com medicamentos que inibem o metabolismo hepático da risperidona. Potencial para outros medicamentos afetarem Risperidona: A amitriptilina não afeta a farmacocinética da risperidona ou da sua fração antipsicótica ativa.

Morfina + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Deve ter-se em atenção o facto de vários medicamentos e substâncias poderem adicionar os seus efeitos depressores do sistema nervoso central e contribuírem para a diminuição da vigília. Tratam-se dos derivados da morfina (analgésicos, antitússicos e tratamentos de substituição), neurolépticos, barbitúricos, benzodiazepinas, outros ansiolíticos além das benzodiazepinas (por exemplo meprobamato), hipnóticos, antidepressores sedativos (amitriptilina, doxepina, mianserina, Mirtazapina, trimipramina), anti-histamínicos H1 sedativos, antihipertensores centrais, baclofeno e talidomida.

Saquinavir + Amitriptilina

Observações: A maioria dos estudos de interação medicamentosa com saquinavir foi desenvolvida com saquinavir não potenciado ou com saquinavir cápsulas moles não potenciado. Um número reduzido de estudos foi desenvolvido com saquinavir potenciado com ritonavir ou com saquinavir cápsulas moles potenciado com ritonavir. Os dados obtidos a partir dos estudos de interação medicamentosa realizados com saquinavir não potenciado podem não ser representativos dos efeitos observados com a terapêutica de saquinavir/ritonavir. Adicionalmente, os resultados observados com saquinavir cápsulas moles podem não ser preditivos relativamente à magnitude destas interações com saquinavir/ritonavir.
Interações: Antidepressivos: Antidepressivos tricíclicos (por exemplo amitriptilina, imipramina) (saquinavir/ritonavir) Saquinavir/ritonavir pode aumentar as concentrações dos antidepressivos tricíclicos. Contraindicados em combinação com saquinavir/ritonavir devido ao risco de arritmia cardíaca potencialmente fatal.

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Amitriptilina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interação com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS Amitriptilina Desipramina Imipramina Nortriptilina Trazodona Tendo por base considerações teóricas, é expectável que DRV/COBI aumente as concentrações plasmáticas destes antidepressivos. (inibição do CYP2D6 e/ou CYP3A) Recomenda-se monitorização clínica e pode ser necessário ajuste de dose do antidepressivo, caso estes antidepressivos sejam utilizados com este medicamento.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Paracetamol + Fenilefrina + Guaifenesina + Amitriptilina

Observações: n.d.
Interações: FENILEFRINA: O uso concomitante de fenilefrina com outros agentes simpaticomiméticos ou antidepressivos tricíclicos (por ex. amitriptilina) pode aumentar o risco de efeitos secundários cardiovasculares.

Darunavir + Amitriptilina

Observações: O perfil de interação do darunavir pode variar dependendo se é utilizado o ritonavir ou o cobicistate como fármacos potenciadores. As recomendações dadas para a utilização concomitante de darunavir e outros medicamentos podem por isso variar dependendo se darunavir é potenciado com ritonavir ou com cobicistate, e é também necessária precaução durante o primeiro tempo de tratamento, se se substituir o fármaco potenciador de ritonavir para cobicistate.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS: Amitriptilina, Desipramina, Imipramina, Nortriptilina, Trazodona: A utilização concomitante de Darunavir potenciado, com estes antidepressivos pode aumentar as concentrações do antidepressivo. (inibição CYP2D6 e/ou da CYP3A). Recomenda-se monitorização clínica e pode ser necessário ajuste de dose do antidepressivo caso estes antidepressivos sejam utilizados com Darunavir potenciado.

Fluvoxamina + Amitriptilina

Observações: n.d.
Interações: CYP1A2: Tem-se referido um aumento dos níveis plasmáticos previamente estabilizados dos antidepressivos tricíclicos (por ex..: clomipramina, imipramina e amitriptilina) e neurolépticos (por ex.: clozapina e olanzapina) amplamente metabolizados através do citocromo P450 1 A 2, quando usados em conjunto com a fluvoxamina. Uma redução da dose desses fármacos deve ser considerada se se iniciar tratamento com fluvoxamina.
 Sem significado Clínico

Lamotrigina + Amitriptilina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações envolvendo outros agentes psicoativos: Ensaios de inibição in vitro, demonstraram que a formação do metabolito primário da lamotrigina, 2- N-glucuronido, foi afetada minimamente pela incubação concomitante com amitriptilina, bupropiom, clonazepam, haloperidol, ou lorazepam.
 Sem significado Clínico

Nelfinavir + Amitriptilina

Observações: n.d.
Interações: Inibidores de enzimas metabólicas: É expectável que a coadministração do nelfinavir com inibidores do CYP2C19 (por ex. fluconazol, fluoxetina, paroxetina, lansoprazol, imipramina, amitriptilina e diazepam) diminua a conversão do nelfinavir no seu principal metabolito ativo, o M8 (terc-butil hidroxi nelfinavir) com um aumento concomitante no nível plasmático do nelfinavir. Os dados limitados obtidos nos ensaios clínicos, em doentes em tratamento com um ou mais destes fármacos e nelfinavir, indicaram que não é de esperar a ocorrência de efeitos clinicamente significativos na segurança e eficácia. No entanto, não se pode excluir essa possibilidade.

Dutasterida + Tansulosina + Amitriptilina

Observações: Não foram realizados estudos de interação fármaco-fármaco com Dutasterida / Tansulosina.
Interações: TANSULOSINA: A administração concomitante do cloridrato de tansulosina com fármacos que possam reduzir a pressão arterial, incluindo anestésicos, inibidores PDE5 e outros bloqueadores adrenérgicos alfa-1, poderá levar à potenciação dos efeitos hipotensores. Dutasterida-tansulosina não deverá ser utilizada em associação com outros bloqueadores adrenérgicos alfa-1. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina e cetoconazol (um inibidor forte do CYP3A4) resultou num aumento da Cmáx e AUC do cloridrato de tansulosina num fator de 2,2 e 2,8 respetivamente. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina e paroxetina (um inibidor forte do CYP2D6) resultou num aumento da Cmáx e AUC do cloridrato de tansulosina num fator de 1,3 e 1,6 respetivamente. Quando administrado concomitantemente com um inibidor forte do CYP3A4, é esperado um aumento semelhante na exposição dos metabolizadores fracos do CYP2D6 quando comparados com os metabolisadores extensos. Os efeitos da administração concomitante de inibidores do CYP3A4 e CYP2D6 com cloridrato de tansulosina não foram avaliados clinicamente, contudo existe um potencial para aumento significativo da exposição à tansulosina. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina (0,4 mg) e cimetidina (400 mg de seis em seis horas durante seis dias) resultou na diminuição da depuração (26%) e no aumento na AUC (44%) do cloridrato de tansulosina. Deverá ser tida precaução na utilização de dutasterida-tansulosina em associação com cimetidina. Não foi realizado um estudo de interação de fármacos entre o cloridrato de tansulosina e a varfarina. Os resultados de estudos limitados in vitro e in vivo são inconclusivos. Deverá ser tida precaução na administração concomitante de varfarina e cloridrato de tansulosina. Não foram observadas interações quando o cloridrato de tansulosina foi administrado concomitantemente com atenolol, enalapril, nifedipina ou teofilina. A administração concomitante de furosemida origina a diminuição dos níveis plasmáticos da tansulosina, no entanto não são necessários ajustes posológicos uma vez que os níveis permanecem dentro do intervalo normal. In vitro, nem o diazepam ou propanolol, triclorometiazida, clormadinona, amitriptilina, diclofenac, glibenclamida e sinvastatina alteram a fração livre da tansulosina no plasma humano. A tansulosina também não altera as frações livres de diazepam, propanolol, triclormetiazida e clormadinona. Não foram observadas interações ao nível do metabolismo hepático durante os estudos in vitro com frações microssomais de fígado (representativas do sistema metabolizador enzimático de fármacos associado ao citocromo P450), envolvendo amitriptilina, salbutamol e glibenclamida. No entanto, o diclofenac pode aumentar a taxa de eliminação da tansulosina.

Paracetamol + Feniramina + Ácido ascórbico + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Associações em que devem ser tomadas precauções: Outros medicamentos sedativos (devido à presença de feniramina): derivados da morfina (analgésicos, antitússicos e tratamentos de substituição, neurolépticos, barbitúricos, benzodiazepinas, outros ansiolíticos que não as benzodiazepinas (por exemplo meprobamato), hipnóticos, sedativos antidepressivos (amitriptilina, doxepina, mianserina, mirtazapina, trimipramina, anti-histamínicos sedativos H1, anti-hipertensivos de ação central, talidomida e baclofeno. Pode aumentar uma depressão central. A diminuição da vigilância pode tornar perigosas a condução de veículos e utilização de máquinas.
A Amitriptilina pode causar tonturas, sonolência ou visão turva.

Não conduzir, utilizar máquinas, ou fazer qualquer outra coisa que possa ser perigosa até saber como reage à amitriptilina.

Tomar a amitriptilina sozinha, com outros medicamentos, ou com álcool, pode diminuir a capacidade de conduzir ou realizar outras tarefas potencialmente perigosas.

Deve evitar beber álcool ou tomar outros medicamentos que causam sonolência (por exemplo, sedativos, tranquilizantes) ao tomar amitriptilina.

A Amitriptilina irá adicionar aos efeitos do álcool e de outros depressores.

Em caso de dúvidas sobre quais os medicamentos depressores deve perguntar ao farmacêutico.

A Amitriptilina pode causar tonturas, vertigens, ou desmaios; e o álcool, calor, exercício, ou febre podem aumentar esses efeitos.

Para os evitar, deve sentar-se ou levantar-se lentamente, especialmente na parte da manhã.

Deve sentar-se ou deitar-se ao primeiro sinal de qualquer um destes efeitos.

Os movimentos involuntários e incontroláveis ​​podem-se desenvolver em pacientes a tomar a amitriptilina.

A ocorrência é maior entre os idosos, especialmente nas mulheres.

O risco de desenvolver esses movimentos involuntários e a probabilidade de estes se tornarem permanentes é aumentado pelo uso prolongado e com doses altas.

No entanto, é possível desenvolver esses sintomas após ter iniciado a toma e em doses baixas.

Deve contactar o médico imediatamente em qualquer uma das seguintes situações: movimentos involuntários da língua, face, boca ou mandíbula (por exemplo, protrusão da língua, inflamação das bochechas, rugas na boca, movimentos mastigatórios), às vezes acompanhados por movimentos involuntários dos braços e pernas.

A amitriptilina pode causar sensibilidade à luz solar.

Deve evitar-se a exposição prolongada ao sol e outra luz ultravioleta (por exemplo, solários).

Devem usar-se protetores solares e vestuário de protecção até que a tolerância seja determinada.

Não deve ficar muirto quente no tempo quente, durante os exercícios, ou outras atividades, uma vez que pode ocorrer um golpe de calor.

As crianças, adolescentes e jovens adultos que tomam amitriptilina podem estar em risco aumentado de pensamentos ou actos suicidas.

Todos os pacientes que tomam a amitriptilina devem ser seguidos de perto.

Deve contatar o médico imediatamente se ocorrer algum sintoma novo, piorar, ou se houver sintomas repentinos, como humor deprimido; comportamento ansioso, inquieto, ou irritável; ataques de pânico, ou qualquer mudança incomum no humor ou comportamento.

Deve consultar o médico imediatamente se ocorrer qualquer sinal de pensamentos ou actos suicidas.

Pacientes com diabetes – A amitriptilina pode afetar o açúcar no sangue.

Vigiar de perto os níveis de açúcar no sangue.

Deve perguntar ao médico antes de alterar a dose do medicamento para os diabetes.

Antes de se submeter a qualquer tratamento médico ou dentário, cuidados de emergência ou cirurgia, deve informar o médico ou dentista que está a tomar amitriptilina.

Deve ter-se cuidado com os idosos, pois estes podem ser mais sensíveis aos seus efeitos, especialmente sentir tonturas ao levantar-se, batimento cardíaco rápido, problemas respiratórios, dificuldade de micção, e prisão de ventre.

Gravidez e Aleitamento: A Amitriptilina revelou causar danos ao feto humano.

Se está a pensar engravidar, deve discutir com o médico os benefícios e os riscos de tomar amitriptilina durante a gravidez.

A amitriptilina é excretada no leite materno.

Não amamente enquanto tomar amitriptilina.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017