Abemaciclib

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento sujeito a Monitorização Adicional
O que é
O abemaciclib é um medicamento contra o cancro que interfere com o crescimento e disseminação das células cancerígenas no organismo.

O abemaciclib é utilizado para tratar o cancro da mama avançado associado a hormonas. O abemaciclib é utilizado para esta condição apenas se o seu tumor for negativo para uma proteína denominada recetor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2). A proteína HER2 pode acelerar o crescimento de células cancerígenas.

O abemaciclib é por vezes administrado com outros medicamentos para o cancro.
Usos comuns
Abemaciclib é indicado para o tratamento de mulheres com cancro da mama metastático ou localmente avançado com recetor hormonal (HR) positivo e recetor do fator de crescimento epidérmico humano tipo 2 (HER2-) negativo em combinação com um inibidor da aromatase ou fulvestrant como terapêutica endócrina inicial, ou em mulheres que receberam anteriormente uma terapêutica endócrina.

No caso de mulheres pré- ou perimenopáusicas, a terapêutica endócrina deve ser combinada com um agonista da hormona de libertação da hormona luteinizante (LHRH).
Tipo
Molécula pequena.
História
Sem informação.
Indicações
O abemaciclib é utilizado para tratar o cancro da mama avançado associado a hormonas.
Classificação CFT
Mecanismo De Ação
O abemaciclib é um potente e seletivo inibidor das quinases dependentes da ciclina 4 e 6 (CDK4 e CDK6) e é muito ativo contra a ciclina D1/CDK4 em ensaios enzimáticos. O abemaciclib evita a fosforilação da proteína do retinoblastoma (Rb), bloqueando a progressão do ciclo celular da G1 para a fase-S da divisão celular, levando à supressão do crescimento do tumor. Em linhas celulares de cancro da mama positivas ao recetor de estrogénio, a inibição alvo obtida com abemaciclib evitou o rebound da fosforilação do Rb resultando em senescência celular e apoptose. In vitro, linhas celulares de cancro Rb-negativo e Rb-reduzido são geralmente menos sensíveis ao abemaciclib. Nos modelos de xenoenxertos em caso de cancro da mama, o abemaciclib administrado diariamente sem interrupção, em concentrações clinicamente relevantes em monoterapia ou em combinação com antiestrogénios, resultaram na redução do tamanho do tumor.
Posologia Orientativa
Como terapia combinada: 150 mg por via oral duas vezes ao dia
- Como Monoterapia: 200 mg por via oral duas vezes ao dia
- Duração da Terapia: Até progressão da doença ou toxicidade inaceitável.
Administração
A terapêutica com Abemaciclib deve ser iniciada e supervisionada por médicos com experiência na utilização de terapêuticas anticancerígenas.

Abemaciclib é de administração oral.

A dose pode ser tomada com ou sem alimentos. Não deve ser tomado com toranja ou sumo de toranja.

Os doentes devem tomar as doses aproximadamente à mesma hora, todos os dias.

O comprimido deve ser engolido inteiro (os doentes não devem mastigar, esmagar ou partir os comprimidos antes de os engolir).
Contraindicações
Hipersensibilidade ao Abemaciclib.

Abemaciclib não pode ser utilizado em crianças nem adolescentes com menos de 18 anos de idade.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Contacte o médico de imediato se tiver qualquer um dos seguintes:
- Sintomas tais como arrepios e febre. Estes podem ser um sinal de um nível baixo de glóbulos brancos (que pode afetar mais que 1 em 10 pessoas) e deve ser tratado imediatamente. Se tiver tosse, febre e dificuldade em respirar ou dor no peito, poderá ser um sinal de infeção pulmonar.

Infeções graves ou que coloquem a vida em risco são pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas)
- Pernas inchadas e doridas, dor no peito, falta de ar, respiração acelerada e ritmo do coração rápido, uma vez que estes podem ser sinais de coágulos nas veias (que pode afetar até 1 em 10 pessoas).
- Diarreia (que pode afetar mais de 1 em 10 pessoas)

Outros efeitos secundários com Abemaciclib podem incluir:

Efeitos secundários muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 pessoas)
● Infeções
● Diminuição no número de glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas
● Boca seca
● Inflamação da boca e lábios, náuseas (sentir-se doente), vómitos
● Diminuição do apetite
● Alteração do paladar
● Queda de cabelo
● Cansaço
● Tonturas
● Comichão
● Erupção na pele
● Alterações nas análises ao sangue e fígado

Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas)
● Olhos lacrimejantes
● Fraqueza muscular
● Pele seca
Advertências
Precauções Gerais
Foi notificada neutropenia em doentes tratados com abemaciclib. É recomendada uma alteração da dose para os doentes que desenvolvam neutropenia de Grau 3 ou 4. Acontecimentos fatais ocorreram em <1% dos doentes. Os doentes devem ser aconselhados a notificar, ao seu profissional de saúde, qualquer episódio de febre.

Foram notificadas infeções em maior escala em doentes tratados com abemaciclib e terapêutica endócrina do que em doentes tratados com placebo e terapêutica endócrina. Foi notificada infeção do pulmão em doentes tratados com abemaciclib sem neutropenia concomitante. Acontecimentos fatais ocorreram em <1% dos doentes.
Os doentes devem ser monitorizados para detetar sinais e sintomas de infeção e tratados como clinicamente apropriado.

Foram notificados acontecimentos tromboembólicos venosos em 5,3% dos doentes tratados com abemaciclib mais fulvestrant ou inibidores da aromatase, comparativamente aos 0,8% dos doentes tratados com placebo mais fulvestrant ou inibidores da aromatase. Os doentes devem ser monitorizados para detetar sinais e sintomas de trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar e tratados como clinicamente apropriado.

Foram notificados aumentos na ALT e na AST em doentes tratados com abemaciclib. Com base no nível do aumento da ALT ou da AST, pode ser necessária uma alteração da dose de abemaciclib.

A diarreia é a reação adversa mais frequente. Nos estudos clínicos, o tempo mediano até ao primeiro acontecimento de diarreia foi aproximadamente 6 a 8 dias, e a duração mediana da diarreia foi de 9 a 12 dias (Grau 2) e 6 a 8 dias (Grau 3). A diarreia pode estar associada a desidratação. Os doentes devem iniciar o tratamento com agentes antidiarreicos, como a loperamida, ao primeiro sinal de fezes moles, aumentar a ingestão oral de líquidos e informar o seu médico. É recomendada uma alteração da dose para os doentes que desenvolvam diarreia ≥ Grau 2.

A utilização concomitante de indutores da CYP3A4 deve ser evitada, devido ao risco de eficácia reduzida do abemaciclib.

Não existem dados disponíveis sobre a eficácia e segurança de abemaciclib em doentes com crise visceral.
Cuidados com a Dieta
Pode tomar com ou sem comida.

Evite ingerir toranja ou sumo de toranja enquanto estiver a tomar este medicamento, uma vez que estes podem aumentar a concentração de Abemaciclib no sangue.
Terapêutica Interrompida
Se vomitar depois de tomar a dose ou se esquecer dela, tome a dose seguinte, à hora normal.
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar ou que vomitou.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Este medicamento não necessita de condições especiais de conservação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Abemaciclib + Inibidores do CYP3A4

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Inibidores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com inibidores da CYP3A4 pode aumentar as concentrações plasmáticas do abemaciclib. Em doentes com cancro metastático e/ou avançado, a co-administração do inibidor da CYP3A4 claritromicina resultou num aumento de 3,4-vezes na exposição plasmática de abemaciclib e num aumento de 2.5-vezes na exposição plasmática combinada livre ajustada à potência de abemaciclib e dos seus metabolitos ativos. A utilização de inibidores fortes da CYP3A4 em conjunto com o abemaciclib deve ser evitada. Se é necessário coadministrar inibidores fortes da CYP3A4, a dose de abemaciclib deve ser reduzida, seguida por uma monitorização cuidadosa da toxicidade. Exemplos de inibidores fortes da CYP3A4 incluem, mas não se limitam: claritromicina, itraconazol, cetoconazol, lopinavir/ritonavir, posaconazol ou o voriconazol. Evitar a ingestão de toranja ou sumo de toranja. Para doentes tratados com inibidores CYP3A4 fracos ou moderados, não é necessário um ajuste de dose. No entanto, deve existir, uma monitorização atenta dos sinais de toxicidade.

Abemaciclib + Claritromicina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Inibidores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com inibidores da CYP3A4 pode aumentar as concentrações plasmáticas do abemaciclib. Em doentes com cancro metastático e/ou avançado, a co-administração do inibidor da CYP3A4 claritromicina resultou num aumento de 3,4-vezes na exposição plasmática de abemaciclib e num aumento de 2.5-vezes na exposição plasmática combinada livre ajustada à potência de abemaciclib e dos seus metabolitos ativos. A utilização de inibidores fortes da CYP3A4 em conjunto com o abemaciclib deve ser evitada. Se é necessário coadministrar inibidores fortes da CYP3A4, a dose de abemaciclib deve ser reduzida, seguida por uma monitorização cuidadosa da toxicidade. Exemplos de inibidores fortes da CYP3A4 incluem, mas não se limitam: claritromicina, itraconazol, cetoconazol, lopinavir/ritonavir, posaconazol ou o voriconazol. Evitar a ingestão de toranja ou sumo de toranja. Para doentes tratados com inibidores CYP3A4 fracos ou moderados, não é necessário um ajuste de dose. No entanto, deve existir, uma monitorização atenta dos sinais de toxicidade.

Abemaciclib + Itraconazol

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Inibidores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com inibidores da CYP3A4 pode aumentar as concentrações plasmáticas do abemaciclib. Em doentes com cancro metastático e/ou avançado, a co-administração do inibidor da CYP3A4 claritromicina resultou num aumento de 3,4-vezes na exposição plasmática de abemaciclib e num aumento de 2.5-vezes na exposição plasmática combinada livre ajustada à potência de abemaciclib e dos seus metabolitos ativos. A utilização de inibidores fortes da CYP3A4 em conjunto com o abemaciclib deve ser evitada. Se é necessário coadministrar inibidores fortes da CYP3A4, a dose de abemaciclib deve ser reduzida, seguida por uma monitorização cuidadosa da toxicidade. Exemplos de inibidores fortes da CYP3A4 incluem, mas não se limitam: claritromicina, itraconazol, cetoconazol, lopinavir/ritonavir, posaconazol ou o voriconazol. Evitar a ingestão de toranja ou sumo de toranja. Para doentes tratados com inibidores CYP3A4 fracos ou moderados, não é necessário um ajuste de dose. No entanto, deve existir, uma monitorização atenta dos sinais de toxicidade.

Abemaciclib + Cetoconazol

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Inibidores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com inibidores da CYP3A4 pode aumentar as concentrações plasmáticas do abemaciclib. Em doentes com cancro metastático e/ou avançado, a co-administração do inibidor da CYP3A4 claritromicina resultou num aumento de 3,4-vezes na exposição plasmática de abemaciclib e num aumento de 2.5-vezes na exposição plasmática combinada livre ajustada à potência de abemaciclib e dos seus metabolitos ativos. A utilização de inibidores fortes da CYP3A4 em conjunto com o abemaciclib deve ser evitada. Se é necessário coadministrar inibidores fortes da CYP3A4, a dose de abemaciclib deve ser reduzida, seguida por uma monitorização cuidadosa da toxicidade. Exemplos de inibidores fortes da CYP3A4 incluem, mas não se limitam: claritromicina, itraconazol, cetoconazol, lopinavir/ritonavir, posaconazol ou o voriconazol. Evitar a ingestão de toranja ou sumo de toranja. Para doentes tratados com inibidores CYP3A4 fracos ou moderados, não é necessário um ajuste de dose. No entanto, deve existir, uma monitorização atenta dos sinais de toxicidade.

Abemaciclib + Lopinavir + Ritonavir

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Inibidores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com inibidores da CYP3A4 pode aumentar as concentrações plasmáticas do abemaciclib. Em doentes com cancro metastático e/ou avançado, a co-administração do inibidor da CYP3A4 claritromicina resultou num aumento de 3,4-vezes na exposição plasmática de abemaciclib e num aumento de 2.5-vezes na exposição plasmática combinada livre ajustada à potência de abemaciclib e dos seus metabolitos ativos. A utilização de inibidores fortes da CYP3A4 em conjunto com o abemaciclib deve ser evitada. Se é necessário coadministrar inibidores fortes da CYP3A4, a dose de abemaciclib deve ser reduzida, seguida por uma monitorização cuidadosa da toxicidade. Exemplos de inibidores fortes da CYP3A4 incluem, mas não se limitam: claritromicina, itraconazol, cetoconazol, lopinavir/ritonavir, posaconazol ou o voriconazol. Evitar a ingestão de toranja ou sumo de toranja. Para doentes tratados com inibidores CYP3A4 fracos ou moderados, não é necessário um ajuste de dose. No entanto, deve existir, uma monitorização atenta dos sinais de toxicidade.

Abemaciclib + Posaconazol

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Inibidores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com inibidores da CYP3A4 pode aumentar as concentrações plasmáticas do abemaciclib. Em doentes com cancro metastático e/ou avançado, a co-administração do inibidor da CYP3A4 claritromicina resultou num aumento de 3,4-vezes na exposição plasmática de abemaciclib e num aumento de 2.5-vezes na exposição plasmática combinada livre ajustada à potência de abemaciclib e dos seus metabolitos ativos. A utilização de inibidores fortes da CYP3A4 em conjunto com o abemaciclib deve ser evitada. Se é necessário coadministrar inibidores fortes da CYP3A4, a dose de abemaciclib deve ser reduzida, seguida por uma monitorização cuidadosa da toxicidade. Exemplos de inibidores fortes da CYP3A4 incluem, mas não se limitam: claritromicina, itraconazol, cetoconazol, lopinavir/ritonavir, posaconazol ou o voriconazol. Evitar a ingestão de toranja ou sumo de toranja. Para doentes tratados com inibidores CYP3A4 fracos ou moderados, não é necessário um ajuste de dose. No entanto, deve existir, uma monitorização atenta dos sinais de toxicidade.

Abemaciclib + Voriconazol

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Inibidores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com inibidores da CYP3A4 pode aumentar as concentrações plasmáticas do abemaciclib. Em doentes com cancro metastático e/ou avançado, a co-administração do inibidor da CYP3A4 claritromicina resultou num aumento de 3,4-vezes na exposição plasmática de abemaciclib e num aumento de 2.5-vezes na exposição plasmática combinada livre ajustada à potência de abemaciclib e dos seus metabolitos ativos. A utilização de inibidores fortes da CYP3A4 em conjunto com o abemaciclib deve ser evitada. Se é necessário coadministrar inibidores fortes da CYP3A4, a dose de abemaciclib deve ser reduzida, seguida por uma monitorização cuidadosa da toxicidade. Exemplos de inibidores fortes da CYP3A4 incluem, mas não se limitam: claritromicina, itraconazol, cetoconazol, lopinavir/ritonavir, posaconazol ou o voriconazol. Evitar a ingestão de toranja ou sumo de toranja. Para doentes tratados com inibidores CYP3A4 fracos ou moderados, não é necessário um ajuste de dose. No entanto, deve existir, uma monitorização atenta dos sinais de toxicidade.

Abemaciclib + Sumo de toranja

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Inibidores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com inibidores da CYP3A4 pode aumentar as concentrações plasmáticas do abemaciclib. Em doentes com cancro metastático e/ou avançado, a co-administração do inibidor da CYP3A4 claritromicina resultou num aumento de 3,4-vezes na exposição plasmática de abemaciclib e num aumento de 2.5-vezes na exposição plasmática combinada livre ajustada à potência de abemaciclib e dos seus metabolitos ativos. A utilização de inibidores fortes da CYP3A4 em conjunto com o abemaciclib deve ser evitada. Se é necessário coadministrar inibidores fortes da CYP3A4, a dose de abemaciclib deve ser reduzida, seguida por uma monitorização cuidadosa da toxicidade. Exemplos de inibidores fortes da CYP3A4 incluem, mas não se limitam: claritromicina, itraconazol, cetoconazol, lopinavir/ritonavir, posaconazol ou o voriconazol. Evitar a ingestão de toranja ou sumo de toranja. Para doentes tratados com inibidores CYP3A4 fracos ou moderados, não é necessário um ajuste de dose. No entanto, deve existir, uma monitorização atenta dos sinais de toxicidade.

Abemaciclib + Toranja

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Inibidores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com inibidores da CYP3A4 pode aumentar as concentrações plasmáticas do abemaciclib. Em doentes com cancro metastático e/ou avançado, a co-administração do inibidor da CYP3A4 claritromicina resultou num aumento de 3,4-vezes na exposição plasmática de abemaciclib e num aumento de 2.5-vezes na exposição plasmática combinada livre ajustada à potência de abemaciclib e dos seus metabolitos ativos. A utilização de inibidores fortes da CYP3A4 em conjunto com o abemaciclib deve ser evitada. Se é necessário coadministrar inibidores fortes da CYP3A4, a dose de abemaciclib deve ser reduzida, seguida por uma monitorização cuidadosa da toxicidade. Exemplos de inibidores fortes da CYP3A4 incluem, mas não se limitam: claritromicina, itraconazol, cetoconazol, lopinavir/ritonavir, posaconazol ou o voriconazol. Evitar a ingestão de toranja ou sumo de toranja. Para doentes tratados com inibidores CYP3A4 fracos ou moderados, não é necessário um ajuste de dose. No entanto, deve existir, uma monitorização atenta dos sinais de toxicidade.

Abemaciclib + Indutores do CYP3A4

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Indutores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com o indutor forte da CYP3A4 rifampicina diminuiu a concentração plasmática de abemaciclib em 95% e a concentração plasmática de abemaciclib livre ajustada à potência mais dos seus metabolitos ativos em 77% com base na AUC0-∞. A utilização concomitante de indutores fortes da CYP3A4 (incluem, mas não se limitam: carbamazepina, fenitoína, rifampicina e hipericão) deve ser evitada, devido ao risco de eficácia reduzida do abemaciclib.

Abemaciclib + Rifampicina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Indutores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com o indutor forte da CYP3A4 rifampicina diminuiu a concentração plasmática de abemaciclib em 95% e a concentração plasmática de abemaciclib livre ajustada à potência mais dos seus metabolitos ativos em 77% com base na AUC0-∞. A utilização concomitante de indutores fortes da CYP3A4 (incluem, mas não se limitam: carbamazepina, fenitoína, rifampicina e hipericão) deve ser evitada, devido ao risco de eficácia reduzida do abemaciclib.

Abemaciclib + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Indutores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com o indutor forte da CYP3A4 rifampicina diminuiu a concentração plasmática de abemaciclib em 95% e a concentração plasmática de abemaciclib livre ajustada à potência mais dos seus metabolitos ativos em 77% com base na AUC0-∞. A utilização concomitante de indutores fortes da CYP3A4 (incluem, mas não se limitam: carbamazepina, fenitoína, rifampicina e hipericão) deve ser evitada, devido ao risco de eficácia reduzida do abemaciclib.

Abemaciclib + Fenitoína

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Indutores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com o indutor forte da CYP3A4 rifampicina diminuiu a concentração plasmática de abemaciclib em 95% e a concentração plasmática de abemaciclib livre ajustada à potência mais dos seus metabolitos ativos em 77% com base na AUC0-∞. A utilização concomitante de indutores fortes da CYP3A4 (incluem, mas não se limitam: carbamazepina, fenitoína, rifampicina e hipericão) deve ser evitada, devido ao risco de eficácia reduzida do abemaciclib.

Abemaciclib + Hipericão

Observações: n.d.
Interações: Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética do abemaciclib O abemaciclib é principalmente metabolizado pela CYP3A4. Indutores da CYP3A4 A coadministração de abemaciclib com o indutor forte da CYP3A4 rifampicina diminuiu a concentração plasmática de abemaciclib em 95% e a concentração plasmática de abemaciclib livre ajustada à potência mais dos seus metabolitos ativos em 77% com base na AUC0-∞. A utilização concomitante de indutores fortes da CYP3A4 (incluem, mas não se limitam: carbamazepina, fenitoína, rifampicina e hipericão) deve ser evitada, devido ao risco de eficácia reduzida do abemaciclib.

Abemaciclib + Transportadores

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Medicamentos que são substratos de transportadores O abemaciclib e os seus principais metabolitos ativos inibem os transportadores renais, o transportador de catiões orgânicos 2 (OCT2), o transportador (proteína) da extrusão de múltiplos fármacos e toxinas (MATE1) e MATE2-K. Podem ocorrer interações in vivo do abemaciclib com substratos clinicamente relevantes destes transportadores, tais como a dofetilida ou a creatinina. Num estudo clínico de interação medicamentosa com metformina (substrato de OCT2, MATE1 e 2), coadministrada com 400 mg de abemaciclib, foi observado um pequeno aumento, mas não clinicamente relevante (37%) na exposição plasmática da metformina. Concluiu-se que isto deveu-se à reduzida secreção renal com filtração glomerular não afetada.

Abemaciclib + Substratos do OCT2

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Medicamentos que são substratos de transportadores O abemaciclib e os seus principais metabolitos ativos inibem os transportadores renais, o transportador de catiões orgânicos 2 (OCT2), o transportador (proteína) da extrusão de múltiplos fármacos e toxinas (MATE1) e MATE2-K. Podem ocorrer interações in vivo do abemaciclib com substratos clinicamente relevantes destes transportadores, tais como a dofetilida ou a creatinina. Num estudo clínico de interação medicamentosa com metformina (substrato de OCT2, MATE1 e 2), coadministrada com 400 mg de abemaciclib, foi observado um pequeno aumento, mas não clinicamente relevante (37%) na exposição plasmática da metformina. Concluiu-se que isto deveu-se à reduzida secreção renal com filtração glomerular não afetada.

Abemaciclib + Substratos do MATE

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Medicamentos que são substratos de transportadores O abemaciclib e os seus principais metabolitos ativos inibem os transportadores renais, o transportador de catiões orgânicos 2 (OCT2), o transportador (proteína) da extrusão de múltiplos fármacos e toxinas (MATE1) e MATE2-K. Podem ocorrer interações in vivo do abemaciclib com substratos clinicamente relevantes destes transportadores, tais como a dofetilida ou a creatinina. Num estudo clínico de interação medicamentosa com metformina (substrato de OCT2, MATE1 e 2), coadministrada com 400 mg de abemaciclib, foi observado um pequeno aumento, mas não clinicamente relevante (37%) na exposição plasmática da metformina. Concluiu-se que isto deveu-se à reduzida secreção renal com filtração glomerular não afetada.

Abemaciclib + Dofetilida

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Medicamentos que são substratos de transportadores O abemaciclib e os seus principais metabolitos ativos inibem os transportadores renais, o transportador de catiões orgânicos 2 (OCT2), o transportador (proteína) da extrusão de múltiplos fármacos e toxinas (MATE1) e MATE2-K. Podem ocorrer interações in vivo do abemaciclib com substratos clinicamente relevantes destes transportadores, tais como a dofetilida ou a creatinina. Num estudo clínico de interação medicamentosa com metformina (substrato de OCT2, MATE1 e 2), coadministrada com 400 mg de abemaciclib, foi observado um pequeno aumento, mas não clinicamente relevante (37%) na exposição plasmática da metformina. Concluiu-se que isto deveu-se à reduzida secreção renal com filtração glomerular não afetada.

Abemaciclib + Metformina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Medicamentos que são substratos de transportadores O abemaciclib e os seus principais metabolitos ativos inibem os transportadores renais, o transportador de catiões orgânicos 2 (OCT2), o transportador (proteína) da extrusão de múltiplos fármacos e toxinas (MATE1) e MATE2-K. Podem ocorrer interações in vivo do abemaciclib com substratos clinicamente relevantes destes transportadores, tais como a dofetilida ou a creatinina. Num estudo clínico de interação medicamentosa com metformina (substrato de OCT2, MATE1 e 2), coadministrada com 400 mg de abemaciclib, foi observado um pequeno aumento, mas não clinicamente relevante (37%) na exposição plasmática da metformina. Concluiu-se que isto deveu-se à reduzida secreção renal com filtração glomerular não afetada.

Abemaciclib + Loperamida

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Em indivíduos saudáveis, a coadministração de abemaciclib e loperamida, um substrato da P-glicoproteína (P-gp), resultou num aumento de 9% na exposição plasmática da loperamida, com base na AUC0-∞ e de 35% com base na Cmax. Isto não foi considerado clinicamente relevante. Contudo, com base na inibição in vitro da P-gp e da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP), observada com abemaciclib, podem ocorrer interações in vivo do abemaciclib com substratos destes transportadores com índice terapêutico estreito, como a digoxina ou o dabigatrano etexilato.

Abemaciclib + Substratos da glicoproteína-P (Gp-P)

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Em indivíduos saudáveis, a coadministração de abemaciclib e loperamida, um substrato da P-glicoproteína (P-gp), resultou num aumento de 9% na exposição plasmática da loperamida, com base na AUC0-∞ e de 35% com base na Cmax. Isto não foi considerado clinicamente relevante. Contudo, com base na inibição in vitro da P-gp e da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP), observada com abemaciclib, podem ocorrer interações in vivo do abemaciclib com substratos destes transportadores com índice terapêutico estreito, como a digoxina ou o dabigatrano etexilato.

Abemaciclib + Substratos do BCRP (proteína de resistência do cancro da mama)

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Em indivíduos saudáveis, a coadministração de abemaciclib e loperamida, um substrato da P-glicoproteína (P-gp), resultou num aumento de 9% na exposição plasmática da loperamida, com base na AUC0-∞ e de 35% com base na Cmax. Isto não foi considerado clinicamente relevante. Contudo, com base na inibição in vitro da P-gp e da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP), observada com abemaciclib, podem ocorrer interações in vivo do abemaciclib com substratos destes transportadores com índice terapêutico estreito, como a digoxina ou o dabigatrano etexilato.

Abemaciclib + Digoxina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Em indivíduos saudáveis, a coadministração de abemaciclib e loperamida, um substrato da P-glicoproteína (P-gp), resultou num aumento de 9% na exposição plasmática da loperamida, com base na AUC0-∞ e de 35% com base na Cmax. Isto não foi considerado clinicamente relevante. Contudo, com base na inibição in vitro da P-gp e da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP), observada com abemaciclib, podem ocorrer interações in vivo do abemaciclib com substratos destes transportadores com índice terapêutico estreito, como a digoxina ou o dabigatrano etexilato.

Abemaciclib + Dabigatrano etexilato

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Em indivíduos saudáveis, a coadministração de abemaciclib e loperamida, um substrato da P-glicoproteína (P-gp), resultou num aumento de 9% na exposição plasmática da loperamida, com base na AUC0-∞ e de 35% com base na Cmax. Isto não foi considerado clinicamente relevante. Contudo, com base na inibição in vitro da P-gp e da proteína de resistência do cancro da mama (BCRP), observada com abemaciclib, podem ocorrer interações in vivo do abemaciclib com substratos destes transportadores com índice terapêutico estreito, como a digoxina ou o dabigatrano etexilato.

Abemaciclib + Anastrozol

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Num estudo clínico realizado com doentes com cancro da mama, não houve qualquer interação medicamentosa farmacocinética clinicamente relevante entre abemaciclib e anastrozol, fulvestrant, exemestano, letrozol ou tamoxifeno.

Abemaciclib + Fulvestrant

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Num estudo clínico realizado com doentes com cancro da mama, não houve qualquer interação medicamentosa farmacocinética clinicamente relevante entre abemaciclib e anastrozol, fulvestrant, exemestano, letrozol ou tamoxifeno.

Abemaciclib + Exemestano

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Num estudo clínico realizado com doentes com cancro da mama, não houve qualquer interação medicamentosa farmacocinética clinicamente relevante entre abemaciclib e anastrozol, fulvestrant, exemestano, letrozol ou tamoxifeno.

Abemaciclib + Letrozol

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Num estudo clínico realizado com doentes com cancro da mama, não houve qualquer interação medicamentosa farmacocinética clinicamente relevante entre abemaciclib e anastrozol, fulvestrant, exemestano, letrozol ou tamoxifeno.

Abemaciclib + Tamoxifeno

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos Num estudo clínico realizado com doentes com cancro da mama, não houve qualquer interação medicamentosa farmacocinética clinicamente relevante entre abemaciclib e anastrozol, fulvestrant, exemestano, letrozol ou tamoxifeno.

Abemaciclib + Contracetivos hormonais

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do abemaciclib na farmacocinética de outros medicamentos É atualmente desconhecido se o abemaciclib pode reduzir a eficácia de contracetivos hormonais de atuação sistémica e, por conseguinte, as mulheres que utilizem contracetivos hormonais de atuação sistémica são aconselhadas a utilizar igualmente um método contracetivo de barreira.
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica (OTC), Produtos de Saúde, Suplementos Alimentares ou Fitoterapêuticos.

As mulheres com potencial para engravidar têm de utilizar métodos contracetivos eficazes (por exemplo, contraceção de dupla barreira) durante e até 3 semanas após o tratamento.

Abemaciclib não é recomendado durante a gravidez e em mulheres com potencial para engravidar que não utilizam métodos contracetivos.

As doentes tratadas com abemaciclib não devem amamentar.

O abemaciclib pode comprometer a fertilidade nos machos.

No caso de terem fadiga e tonturas durante o tratamento com Abemaciclib, os doentes devem ser aconselhados a ter precaução quando conduzirem ou utilizarem máquinas.
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 07 de Janeiro de 2019