Similares Químicos

Produtos com a mesma molécula e do mesmo Grupo Terapêutico

Similares Terapêuticos

Produtos do mesmo Grupo Terapêutico

Natalizumab

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Condução
O que é
Anticorpo monoclonal humanizado IgG4k produzido em células de mieloma de murino.

Natalizumab contém regiões de estructura humana e as regiões determinantes de complementaridade de um anticorpo de murino, que se liga à integrina a4-.
Usos comuns
Natalizumab é utilizado para o tratamento da esclerose múltipla (EM).

A EM causa inflamação no cérebro que provoca lesões nas células nervosas.

Natalizumab impede as células que provocam a inflamação de entrarem no cérebro, reduzindo os danos que a EM causa nos nervos.

Natalizumab contém a substância activa natalizumab.

Este ingrediente activo é designado por anticorpo monoclonal.

Estes anticorpos actuam ligando-se às proteínas no organismo de forma a que o efeito nocivo dessa proteína seja anulado.

Os sintomas da esclerose múltipla (EM) variam de doente para doente, e no seu caso específico poderá sentir alguns ou nenhuns desses sintomas.

Esses sintomas podem incluir:
problemas ao caminhar, sensação de dormência na cara, braços ou pernas, problemas de visão, cansaço, sensação de desequilíbrio ou de desvanecimento, problemas de bexiga ou de intestinos, dificuldades de pensamento e de concentração, depressão, dor aguda ou crónica, problemas sexuais bem como rigidez e espasmos musculares.

Quando os sintomas se agravam subitamente, chama-se recidiva (também conhecida como surto ou crise).

Quando ocorre uma recidiva, poderá sentir os sintomas repentinamente, no espaço de algumas horas ou lentamente, progredindo no espaço de alguns dias.

Gradualmente estes sintomas irão, de um modo geral, melhorar (o que é designado por remissão).
Tipo
biotecnologia
Indicações
Para o tratamento de esclerose múltipla.
Classificação CFT

16.03 : IMUNOMODULADORES

Mecanismo de ação
Natalizumab é um inibidor selectivo da molécula de adesão e liga-se à subunidade α4 de integrinas humanas que se expressa acentuadamente na superfície de todos os leucócitos, à exceção dos neutrófilos.

O natalizumab liga-se especificamente à integrina α4β1, bloqueando a interacção com o seu receptor cognato, molécula-1 de adesão às células vasculares (VCAM-1) e os ligandos, a osteopontina e um domínio alternativamente inserido de fibronectina, o segmento de ligação 1 (CS-1).

O natalizumab bloqueia a interacção da integrina α4β7 com a molécula 1 de adesão da célula de adressina mucosal (MadCAM-1).

A perturbação destas interacções moleculares impede a transmigração dos leucócitos mononucleares através do endotélio para o tecido parenquimal inflamado.

Um outro mecanismo de actuação do natalizumab pode ser a supressão de reacções inflamatórias activas em tecidos doentes, inibindo a interacção de leucócitos que revelam α4 com os respectivos ligandos na matriz extracelular e em células parenquimais.

Como tal, o natalizumab pode actuar de modo a suprimir a actividade inflamatória presente no local da doença e inibir a progressão do recrutamento de células imunes para os tecidos inflamados.


Na EM, crê-se que as lesões ocorrem quando linfócitos T activados atravessam a barreira hemato-encefálica.

A migração dos leucócitos através da barreira hemato-encefálica envolve interacção entre moléculas de adesão em células inflamatórias e células endoteliais da parede do vaso.

A interacção entre α4β1 e os seus alvos é um componente importante da inflamação patológica no cérebro e a perturbação destas interacções conduz à redução da inflamação.

Em condições normais, a VCAM-1 não é expressa no parênquima cerebral.

No entanto, na presença de citocinas proinflamatórias, aumenta a expressão da VCAM-1 nas células endoteliais e possivelmente em células da glia próximas dos locais da inflamação.

No quadro da inflamação do sistema nervoso central (SNC) na EM, é a interacção do α4β1 com a VCAM-1, CS-1 e a osteopontina que medeia a adesão firme e a transmigração de leucócitos para o parênquima cerebral e pode perpetuar a cascata inflamatória no tecido do SNC.

O bloqueio das interacções moleculares de α4β1 com os respectivos alvos reduz a actividade inflamatória presente no cérebro na EM e inibe a progressão do recrutamento de células imunes para os tecidos inflamados, reduzindo, assim, a formação ou o aumento das lesões resultantes da EM.



Posologia orientativa
A dose de adulto recomendada é de 300 mg administrada uma vez de 4 em 4 semanas.
Administração
A terapêutica deve ser iniciada e supervisionada continuamente por médicos especialistas com experiência no diagnóstico e tratamento de doenças do foro neurológico, em centros com acesso atempado a ressonância magnética.



Este medicamento é administrado sob a forma de perfusão intravenosa uma vez de 4 em 4 semanas.

Contraindicações
Hipersensibilidade ao natalizumab.


Leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP).


Os doentes que apresentam maior risco de manifestação de infecções oportunistas, incluindo doentes imunocomprometidos (incluindo aqueles que estão actualmente a ser tratados com medicamentos imunossupressores ou aqueles imunocomprometidos por terapêuticas anteriores, por exemplo mitoxantrona ou ciclofosfamida).


Combinação com interferões beta ou acetato de glatirâmero.


Mutagénese activa conhecida, excepto no caso de doentes com carcinoma das células basais cutâneas.


Crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade

Efeitos indesejáveis/adversos
Podem ocorrer infecções graves com este medicamento.

Os sintomas de infecções incluem:
- Uma febre inexplicada
- Diarreia grave
- Falta de ar
- Tonturas prolongadas
- Dor de cabeça
- Rigidez do pescoço
- Perda de peso
- Apatia
Sinais de alergia a Natalizumab, durante ou imediatamente após a perfusão:
• Erupção na pele com comichão (irritação da pele)
• Inchaço da face, lábios ou língua
• Dificuldade em respirar
• Dor ou desconforto no peito
• Subida ou descida da tensão arterial (o seu médico ou enfermeiro irão notar esta situação se estiverem a controlar a sua tensão arterial).


Sinais de um possível problema hepático:
• Amarelecimento da pele ou do branco dos olhos
• Urina escurecida.


Natalizumab também pode ter outros efeitos secundários.

Efeitos secundários frequentes que podem afectar 1 em 10 utilizadores:
• infecção das vias urinárias
• Dor de garganta e nariz a pingar ou entupido
• Arrepios
• Erupção na pele com comichão (irritação da pele)
• Dor de cabeça
• Tonturas
• Enjoo (náuseas)
• Vómitos
• Dor nas articulações
• Febre
• Cansaço

Efeitos secundários pouco frequentes que podem afectar 1 em 100 utilizadores:
• Alergia grave (hipersensibilidade).


• Leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP).


Efeitos secundários raros que podem afectar 1 em 1000 utilizadores:
• infecções não habituais (as chamadas "infecções oportunistas")

Advertências
Gravidez
Gravidez:
Gravidez:Todos os trimestres: C - Não há estudos adequados em mulheres. Em experiências animais ocorreram alguns efeitos colaterais no feto, mas o benefício do produto pode justificar o risco potencial durante a gravidez.
Aleitamento
Aleitamento:
Aleitamento:A amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento com Natalizumab.
Condução
Condução:
Condução:Os doentes que que tenham tonturas devem ser aconselhados a não conduzir até estas terem desaparecido.
Precauções gerais
Ocorreram casos de uma infecção cerebral rara denominada LMP (leucoencefalopatia multifocal progressiva) ocorrida em doentes a quem foi administrado Natalizumab.

A LMP pode conduzir a incapacidade grave ou morte.


• Os sintomas de LMP podem ser semelhantes aos de uma recidiva de EM (por exemplo, fraqueza ou alterações na visão).

Deste modo, se achar que a EM está a agravar-se ou se notar quaisquer sintomas novos, é muito importante consultar o médico o mais rapidamente possível.


• Fale com o seu parceiro ou com quem lhe presta cuidados de saúde e informe-os sobre o seu tratamento.

Poderão surgir sintomas dos quais poderá não se aperceber, como alterações de humor ou comportamentais, lapsos de memória, dificuldades de fala e comunicação, que o médico poderá ter que investigar mais para excluir a hipótese de LMP.


A LMP está associada a um aumento descontrolado do vírus JC no cérebro, embora a razão para este aumento em alguns doentes tratados com TYSABRI seja desconhecida.

O vírus JC é um vírus frequente que infeta muitas pessoas mas que normalmente não provoca doença percetível.


O risco de LMP com Natalizumab é maior:
• Se tiver anticorpos contra o vírus JC no seu sangue.


- O risco de LMP é maior nos doentes que têm anticorpos contra o vírus JC em comparação com os doentes que não têm anticorpos contra o vírus JC.


- Se não tem anticorpos contra o vírus JC, o médico pode repetir regularmente as análises para verificar se houve alguma alteração.


• Quanto mais tempo estiver a fazer o tratamento, especialmente se está em tratamento há mais de dois anos.

Não se sabe se a hipótese de vir a sofrer de LMP continua a aumentar, permanece a mesma ou diminui depois de ter estado a tomar Natalizumab durante mais de quatro anos.


• Se tiver tomado anteriormente um medicamento designado por imunossupressor.

Estes medicamentos reduzem a actividade do sistema imunitário do organismo.


Se tiver os três riscos descritos acima, as probabilidades de ter LMP são maiores.


Em doentes com LMP, existe a probabilidade de ocorrer uma reacção conhecida por IRIS (síndrome inflamatória de reconstituição da função imunitária) após o tratamento para a LMP, relacionada com a eliminação de Natalizumab do organismo.

A IRIS pode agravar o estado de saúde, incluindo agravamento da função cerebral.


Alguns doentes tiveram uma reacção alérgica ao Natalizumab.


Em alguns doentes que utilizam Natalizumab, ao longo do tempo, o sistema de defesa natural do organismo poderá impedir que o Natalizumab atue correctamente (o organismo desenvolve anticorpos contra o Natalizumab).

Se for necessário, interromperá a terapêutica com Natalizumab.




Cuidados com a dieta
Não interfere com alimentos e bebidas.
Resposta à overdose
Procurar atendimento médico de emergência, ou ligue para o Centro de intoxicações.

Não foram descritos casos de sobredosagem.
Terapêutica interrompida
Se falhar a dose habitual, combine com o médico a maneira de a receber logo que possa.


Depois pode continuar a receber a sua dose de Natalizumab de 4 em 4 semanas.



Cuidados no armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.


Frasco para injectáveis por abrir:
Conservar no frigorífico (2°C – 8°C).


Não congelar.


Manter o frasco para injectáveis dentro da embalagem exterior para proteger da luz.


Após a diluição, recomenda-se a utilização imediata.

Se não for utilizada imediatamente, a solução diluída tem de ser conservada a uma temperatura entre 2°C e 8°C e a perfusão administrada nas 8 horas seguintes à diluição.



Espectro de susceptibilidade e tolerância bacteriológica
Sem informação.
Contraindicado

Natalizumab + Interferão beta-1a

Observações: N.D.
Interações: Natalizumab está contra-indicado em combinação com interferões beta ou acetato de glatirâmero. - Interferão beta-1a
Contraindicado

Natalizumab + Interferão beta-1b

Observações: N.D.
Interações: Natalizumab está contra-indicado em combinação com interferões beta ou acetato de glatirâmero. - Interferão beta-1b
Consultar informação atualizada

Natalizumab + Vacinas vivas

Observações: N.D.
Interações: Num estudo aberto aleatorizado de 60 doentes com surtos de EM não houve diferença significativa na resposta imunitária humoral a um antigénio de repetição (toxoide tetânico) e foi observada apenas uma resposta imunitária humoral ligeiramente mais lenta e reduzida a um neoantigénio (hemocianina da lapa) em doentes tratados com Natalizumab durante 6 meses em comparação com um grupo de controlo não tratado. Não foram estudadas vacinas vivas. - Vacinas vivas
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ciclofosfamida + Natalizumab

Observações: A coadministração planeada ou a administração sequencial de outras substâncias ou tratamentos que podem aumentar os efeitos semelhantes ou a gravidade da toxicidade (através de interacções farmacodinâmicas ou farmacocinéticas) exigem uma avaliação individual cuidada dos benefícios e dos riscos esperados. Os doentes que recebem tais combinações devem ser monitorizados cuidadosamente quanto a sinais de toxicidade para permitir uma intervenção atempada. Os doentes em tratamento com ciclofosfamida e agentes que reduzem a sua ativação devem ser monitorizados quanto a uma possível redução da eficácia terapêutica e a necessidade de um ajuste de dose.
Interações: interacções farmacodinamicas e interacções de mecanismos desconhecidos que afetam a utilização da ciclofosfamida A utilização sequencial ou combinada da ciclofosfamida e outros agentes com toxicidade similar pode causar efeitos tóxicos combinados (aumento). Mielotoxicidade aumentada e/ou imunossupressão pode resultar de um efeito combinado da ciclofosfamida e por exemplo: – inibidores ACE: inibidores ACE podem causar leucopenia. – Natalizumab – Paclitaxel: Foi notificada mielotoxicidade aumentada quando a ciclofosfamida foi administrada após perfusão com paclitaxel. – Tiazida diuréticos – Zidovudina - Natalizumab
Usar com precaução

Fingolimod + Natalizumab

Observações: N.D.
Interações: Terapêuticas imunomoduladoras, imunossupressoras e antineoplásicas: Não devem ser administradas conjuntamente terapêuticas imunomoduladoras, imunossupressoras e antineoplásicas devido ao risco de efeitos aditivos no sistema imunitário. Deve ser tomada precaução na transição de doentes de tratamentos de longa acção com efeitos imunitários, tais como natalizumab ou mitoxantrona. Em ensaios clínicos de esclerose múltipla, o tratamento concomitante de recidivas com um regime de curta duração com corticosteróides não esteve associado a uma taxa aumentada de infecções. - Natalizumab
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ifosfamida + Natalizumab

Observações: A administração sequencial ou a coadministração planeada de outras substâncias ou tratamentos que possam aumentar a probabilidade ou a gravidade dos efeitos tóxicos (por meio de interações farmacodinâmicas ou farmacocinéticas) requer uma avaliação individual cuidadosa do benefício esperado e dos riscos. Os doentes que recebem tais combinações devem ser cuidadosamente monitorizados para sinais de toxicidade de forma a permitir a intervenção atempada. Doentes tratados com ifosfamida e agentes que reduzem a sua ativação devem ser monitorizados para uma potencial redução de eficácia terapêutica e da necessidade de ajuste de dose.
Interações: Hematotoxicidade aumentada e/ou imunossupressão podem resultar de um efeito combinado da ifosfamida e, por exemplo: Inibidores da ECA: inibidores da ECA podem causar leucopenia. Carboplatina Cisplatina Natalizumab - Natalizumab
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fumarato de clemastina + Dexametasona + Natalizumab

Observações: n.d.
Interações: interacções Medicamento – Medicamento Este medicamento pode interagir com as seguintes substâncias: Erlotinibe, efalizumabe, natalizumabe, everolimus, temsirolimus e antineoplásicos: Quando utilizados com Fumarato de clemastina + Dexametasona, ocorrem aumento do risco de reações adversas. - Natalizumab
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações do Natalizumab
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 26 de Novembro de 2020