Xilometazolina + Dexpantenol

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento
O que é
O cloridrato de xilometazolina, tem propriedades vasoconstritoras, e portanto descongestiona as membranas mucosas.

O dexpantenol, um derivado do ácido pantoténico.

Xilometazolina + Dexpantenol é utilizado no tratamento dos sintomas da congestão nasal.
Usos comuns
Tratamento sintomático da congestão nasal.
Tipo
Sem informação.
Indicações
Tratamento sintomático da congestão nasal.
Classificação CFT

14.01.01 : Descongestionantes

Mecanismo de ação
Trata-se de uma associação de um medicamento simpaticomimético-alfa com um análogo de uma vitamina para uso tópico a nível da mucosa nasal.

A xilometazolina possui propriedades vasoconstritoras e portanto descongestiona as membranas mucosas.

O dexpantenol é um derivado do ácido pantoténico; trata-se de uma vitamina que promove a cicatrização de feridas e protege as membranas mucosas.

O cloridrato de xilometazolina, um derivado imidazol, é um agente simpaticomimético alfa-adrenérgico.

Actua como vasoconstritor descongestionando as membranas mucosas.

A sua acção tem início geralmente em 5 a 10 minutos e manifesta-se pelo aumento da ventilação nasal, devido ao descongestionamento e ao aumento da drenagem das secreções.

O dexpantenol (D-(+)-álcool pantotenil) é um análogo alcoólico do ácido pantoténico e, devido à conversão intermédia, possui a mesma actividade biológica do ácido pantoténico.

Contudo, somente a configuração D dextrorotatória é biologicamente activa.

O ácido pantoténico e os seus sais são vitaminas solúveis em água que, tal como a coenzima A, estão envolvidas em inúmeros processos metabólicos, incluindo a produção de proteínas, síntese de corticóides e produção de anticorpos.

A coenzima A está também envolvida na formação dos lípidos, um processo em que os lípidos da pele possuem uma importante função de protecção; desempenha também um papel na acetilação dos açúcares amino que são essenciais para a formação de agregados de mucopolissacáridos.

O dexpantenol protege as camadas epiteliais e promove a cicatrização de feridas.

Em ratos com deficiência de dexpantenol, o dexpantenol tem um efeito trófico na pele.

Quando aplicado externamente, o dexpantenol/pantenol pode compensar o aumento das necessidades em ácido pantoténico nas afecções da pele ou das membranas mucosas.
Posologia orientativa
Adultos e crianças com mais de 6 anos de idade devem efectuar uma atuação em cada narina até três vezes por dia, conforme seja necessário.

A dose depende da sensibilidade e da resposta clínica individual.

As crianças entre os 2 e os 6 anos de idade devem efectuar uma atuação em cada narina até três vezes por dia, conforme seja necessário.

A dose depende da sensibilidade e da resposta clínica individual.

Não deve ser utilizado por mais de 7 dias, excepto por aconselhamento médico.

Deve haver um intervalo de vários dias antes de se efectuar uma nova aplicação.

Deve sempre consultar o médico relativamente à duração do tratamento em crianças.
Administração
Destina-se a ser administrado por via nasal.
Contraindicações
Este medicamento não deve ser usado:
- em doentes com hipersensibilidade ao Xilometazolina e ao Dexpantenol,
- em doentes com inflamação seca da mucosa nasal (rinite seca),
- após excisão cirúrgica transnasal da glândula pineal (hipofisectomia transesfenoidal) ou outro procedimento cirúrgico em que tenha havido exposição da membrana cerebral,
- em crianças com menos de 2 anos de idade ou 6 anos de idade conforme a dosagem
Efeitos indesejáveis/adversos
Doenças do sistema nervoso
Muito raros: agitação, insónia, cansaço (sonolência, sedação), dores de cabeça, alucinações (especialmente em crianças)

Cardiopatias
Raros: palpitações, taquicardia, hipertensão
Muito raros: arritmias cardíacas

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino
Muito raros: aumento da congestão da mucosa após o final do efeito do medicamento (hiperemia reativa), epistaxe.
Desconhecida: ardor e secura da mucosa nasal, espirros

Afecções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos
Muito raros: convulsões (especialmente em crianças).

Doenças do sistema imunitário
Pouco frequentes: reacções de intolerância (angioedema, prurido, reacções cutâneas)
Advertências
Gravidez
Gravidez:
Gravidez:Não administrar durante a gravidez
Aleitamento
Aleitamento:
Aleitamento:Não deve ser utilizado durante o aleitamento.
Precauções gerais
Este medicamento deve ser apenas utilizado após uma cuidadosa avaliação do risco-benefício em:
- doentes que tomam inibidores da monoaminoxidase (inibidores da MAO) ou outros medicamentos que possam aumentar a pressão arterial,
- doentes com pressão intra-ocular elevada, especialmente com glaucoma de ângulo
fechado,
- doentes com alterações cardiovasculares graves (p.ex. doença cardíaca coronária, hipertensão),
- doentes com feocromocitoma,
- doentes com alterações metabólicas (p.ex. hipertiroidismo, diabetes),
- doentes com porfíria,
- doentes com hiperplasia da próstata.

Não deve ser utilizado em doentes com conhecida hipersensibilidade ao cloreto de benzalcónio, este pode causar irritação da mucosa nasal.

A utilização em caso de rinite crónica deve ser apenas efectuada sob vigilância médica, devido ao risco de diminuição da mucosa nasal.

Os descongestionantes simpaticomiméticos podem produzir hiperemia reactiva da mucosa nasal, especialmente quando são utilizados durante períodos de tempo prolongados ou em casos de sobredosagem.

Este efeito reflexo origina um estreitamento das vias aéreas, provocado pelo uso repetido ou crónico do medicamento.

Tal resulta numa dilatação crónica (rinite medicamentosa) que pode originar atrofia da mucosa nasal (ozena).

Em casos ligeiros, pode ser apropriado interromper a administração do medicamento simpaticomimético primeiro numa narina e depois mudar para a outra, logo após a resolução dos sintomas, de forma a manter pelo menos uma parte da ventilação nasal.
Cuidados com a dieta
Não interfere com alimentos e bebidas.
Resposta à overdose
Procurar atendimento médico de emergência, ou ligue para o Centro de Intoxicações.

Cloridrato de xilometazolina
O quadro clínico da intoxicação com derivados imidazólicos pode ser confuso, pois podem ocorrer, a nível do sistema nervoso central, fases de estimulação alternadas com fases de depressão.

Após intoxicação e especialmente em crianças, é frequente o aparecimento de efeitos essencialmente no sistema nervoso, como espasmos e coma, bradicardia, apneia e hipertensão que pode ser seguida por hipotensão.

Os sintomas de estimulação do sistema nervoso central são: sensação de medo, excitação, alucinações e convulsões.

Os sintomas de inibição do sistema nervoso são: diminuição da temperatura corporal, letargia, sonolência e coma.

Podem, adicionalmente, ocorrer os seguintes sintomas:
Miose, midríase, sudação, febre, palidez, cianose, náuseas, vómitos, taquicardia, bradicardia, arritmias cardíacas, paragem cardíaca, hipertensão, hipotensão tipo choque, edema pulmonar, disfunção respiratória e apneia.

Tratamento da sobredosagem:
Em caso de intoxicação grave está indicado um tratamento intenso.

Dada a rápida absorção da xilometazolina, deve ser imediatamente administrado carvão activado (absorvente), sulfato de sódio (laxante) ou deve efectuar-se uma lavagem gástrica (com grandes quantidades).

Para diminuição da pressão arterial pode ser administrado um bloqueador alfa não seletivo.

Os vasopressores estão contraindicados.

Caso seja necessário, podem administrar-se antipiréticos, pode instituir-se uma terapêutica anti-convulsivante e respiração artificial com oxigénio.

Dexpantenol
O ácido pantoténico e os seus derivados, incluindo o dexpantenol, têm uma toxicidade muito baixa, não sendo, portanto, necessária nenhuma acção específica.
Terapêutica interrompida
Não utilize uma dose a dobrar na vez seguinte e continue o tratamento como prescrito.
Cuidados no armazenamento
Conservar a temperatura inferior a 25ºC em local fresco e seco.

Mantenha todos os medicamentos fora do alcance de crianças e animais de estimação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu médico, enfermeiro ou farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Espectro de susceptibilidade e tolerância bacteriológica
Sem informação.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Xilometazolina + Dexpantenol + Tranilcipromina

Observações: Dexpantenol: Não são conhecidas.
Interacções: Cloridrato de xilometazolina: O uso concomitante de inibidores da monoaminoxidase do tipo tranilcipromina ou de antidepressivos tricíclicos, ou ainda de medicamentos que aumentam a pressão arterial, pode originar um aumento da pressão arterial, devido aos efeitos cardiovasculares desses medicamentos. - Tranilcipromina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Xilometazolina + Dexpantenol + Antidepressores (Tricíclicos)

Observações: Dexpantenol: Não são conhecidas.
Interacções: Cloridrato de xilometazolina: O uso concomitante de inibidores da monoaminoxidase do tipo tranilcipromina ou de antidepressivos tricíclicos, ou ainda de medicamentos que aumentam a pressão arterial, pode originar um aumento da pressão arterial, devido aos efeitos cardiovasculares desses medicamentos. - Antidepressores (Tricíclicos)
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Xilometazolina + Dexpantenol + Hipertensores

Observações: Dexpantenol: Não são conhecidas.
Interacções: Cloridrato de xilometazolina: O uso concomitante de inibidores da monoaminoxidase do tipo tranilcipromina ou de antidepressivos tricíclicos, ou ainda de medicamentos que aumentam a pressão arterial, pode originar um aumento da pressão arterial, devido aos efeitos cardiovasculares desses medicamentos. - Hipertensores
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interacções da Xilometazolina + Dexpantenol
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Novembro de 2021