Diazepam

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução
O que é
Diazepam é um medicamento do grupo de benzodiazepinas que, normalmente, produz um efeito calmante. Costuma ser utilizado para tratar pessoas com diferentes condições de saúde, incluindo ansiedade, síndrome de abstinência alcoólica, síndrome de abstinência benzodiazepínica, espasmos musculares, convulsões, insónias e síndrome das pernas inquietas.
Também é utilizado antes de certos procedimentos clínicos ou exames, como a endoscopia e tomografia, e antes de procedimentos cirúrgicos, para induzir amnésia anterretrógrada.
Usos comuns
Diazepam é um medicamento ansiolítico (usado no tratamento da ansiedade, tensão e outros distúrbios físicos ou sintomáticos associados à ansiedade).

Pode também ser utilizado como adjuvante no tratamento da ansiedade ou excitação associada a desordens psiquiátricas (por ex. alterações do comportamento ou esquizofrenia) ou se a ansiedade for a base de uma desordem funcional.

Diazepam é útil como terapêutica adjuvante na diminuição do espasmo muscular reflexo devido a trauma local (inflamação, ferimento).

Pode também ser usado para combater espasticidade resultante de ferimentos na coluna vertebral ou nos interneurónios da supra-espinal tais como paralisia cerebral e paraplegia, assim como na atetose e na síndrome do homem rígido.

As benzodiazepinas só estão indicadas quando a doença é grave, incapacitante ou sujeita o doente a uma angústia extrema.
Tipo
Molécula pequena.
Indicações
Diazepam é um medicamento ansiolítico (usado no tratamento da ansiedade, tensão e outros distúrbios físicos ou sintomáticos associados à ansiedade).

Pode também ser utilizado como adjuvante no tratamento da ansiedade ou excitação associada a desordens psiquiátricas (por ex. alterações do comportamento ou esquizofrenia) ou se a ansiedade for a base de uma desordem funcional.

Diazepam é útil como terapêutica adjuvante na diminuição do espasmo muscular reflexo devido a trauma local (inflamação, ferimento).

Pode também ser usado para combater espasticidade resultante de ferimentos na coluna vertebral ou nos interneurónios da supra-espinal tais como paralisia cerebral e paraplegia, assim como na atetose e na síndrome do homem rígido.

As benzodiazepinas só estão indicadas quando a doença é grave, incapacitante ou sujeita o doente a uma angústia extrema.
Classificação CFT

2.9.1 : Ansiolíticos, sedativos e hipnóticos

Mecanismo de ação
Diazepam é um agente psicotrópico da classe 1,4-benzodiazepínica, com propriedades distintas de supressão de tensão, agitação e ansiedade, além de efeitos sedativos e hipnóticos.
Adicionalmente, o diazepam mostra propriedades relaxantes musculares e anticonvulsivantes. É utilizado no tratamento a curto prazo de ansiedade e tensão, como sedativo e na pré-terapêutica, no tratamento de espasmos musculares e no tratamento de sintomas de abstinência alcoólica.

Diazepam liga-se a recetores específicos no sistema nervoso central e em certos órgãos periféricos.
Os recetores benzodiazepínicos do SNC são muito semelhantes, na sua função, aos recetores do sistema transmissor gabaérgico.
Após a ligação ao recetor benzodiazepínico, o diazepam aumenta a atividade inibitória da transmissão gabaérgica.
Posologia orientativa
VIA ORAL:

Posologia para adultos:
Dose inicial: 5-10 mg.
A dose diária habitual é de 5-20 mg, em função da gravidade dos sintomas.

As doses orais unitárias não devem normalmente exceder 10 mg.

Idosos: Deve ser administrada uma dose reduzida em doentes idosos.

Estes doentes devem ser monitorizados regularmente no início do tratamento a fim de reduzir a dose e/ou a frequência de administração e prevenir uma sobredosagem devido a acumulação do fármaco.

Crianças: 0.1 - 0.3 mg/kg de peso corporal por dia.

Nas crianças, as benzodiazepinas não devem ser administradas sem uma avaliação cuidadosa da sua necessidade.

O tratamento deve ser o mais breve possível.

VIA INJECTÁVEL:
Em adultos e adolescentes, recomenda-se uma dose de 2-20 mg I.M.

ou I.V., de acordo com o peso, a indicação e a gravidade dos sintomas.

Em determinadas situações (ex: tetanus) poderá ser necessária a administração de doses superiores.

VIA RECTAL:
Adultos
10 mg até aos 65 anos; 5 mg a partir dos 65 anos.

Crianças
A título indicativo: 5 mg entre os 6 meses e os 3 anos; 10 mg a partir dos 3 anos.

Insuficiência Renal e Hepática (diminuição do funcionamento dos rins ou do fígado)

Em doentes com insuficiência renal recomenda-se precaução na administração e um ajuste de dosagem em doentes com insuficiência renal grave, sempre que necessário.

Nos doentes com diminuição do funcionamento do fígado, a dose diária deve ser reduzida em cerca de 50%.
Administração
Vias oral, IV e Rectal.

Os comprimidos podem ser divididos em metades iguais para facilitar a dosagem.

A administração de Diazepam por via I.V. deve ser lenta (aprox. 0.5-1 ml por minuto), uma vez que a administração rápida pode provocar apneia.

O equipamento de reanimação deve estar sempre preparado.

Diazepam Rectal deve ser administrado imediatamente antes de ir para a cama.

A frequência de administração é determinada pelo médico, de acordo com a sua situação clínica.

A duração do tratamento deve ser a mais curta possível, dependendo da indicação.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao Diazepam.
Antecedentes de hipersensibilidade às benzodiazepinas.
Insuficiência respiratória grave.
Insuficiência hepática grave.
Síndrome de apneia do sono.
Miastenia gravis.
As benzodiazepinas não estão recomendadas no tratamento de primeira linha da doença psicótica.
As benzodiazepinas não devem ser usadas isoladamente no tratamento da depressão ou da ansiedade associada à depressão (podendo desencadear o suicídio).
Efeitos indesejáveis/adversos
Doenças do sistema nervoso:
Ataxia, disartria, fala indistinta, cefaleias, tremor, tonturas. Pode ocorrer amnésia anterógrada com dosagens terapêuticas, aumentando o risco nas dosagens mais elevadas.

Os efeitos amnésicos podem estar associados a comportamentos inadequados.

Perturbações do foro psiquiátrico:
Sabe-se que reações paradoxais como inquietação, agitação, irritabilidade, agressividade, delírio, ataques de raiva, pesadelos, alucinações, psicoses, comportamento inapropriado e outros efeitos comportamentais adversos podem estar associados à utilização de benzodiazepinas. Caso estes efeitos ocorram, o medicamento deverá ser descontinuado. A sua ocorrência é mais comum nas crianças e nos idosos.

Confusão, adormecimento das emoções, estado de vigília diminuído, depressão, libido aumentada ou diminuída.

O uso crónico (mesmo em dosagens terapêuticas) pode conduzir ao desenvolvimento de dependência física: a descontinuação da terapêutica pode originar a síndrome de privação ou o fenómeno de rebound.

Tem sido referido uso abusivo de benzodiazepinas.

Complicações de intervenções relacionadas com lesões e intoxicações:

Um risco aumentado de quedas e fracturas tem sido registado em idosos utilizadores de benzodiazepinas.

Doenças gastrointestinais:
Náuseas, boca seca ou hipersalivação, obstipação e outras perturbações gastrointestinais.

Afeções oculares:
Diplopia, visão turva.

Vasculopatias:
Hipotensão, depressão circulatória.

Exames complementares de diagnóstico:
Frequência cardíaca irregular e, muito raramente, transaminases aumentadas e fosfatase alcalina sanguínea aumentada.

Doenças renais e urinárias:
Incontinência, retenção urinária.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:
Reações cutâneas.

Afeções do ouvido e do labirinto:
Vertigens.

Cardiopatias:
Insuficiência cardíaca, incluindo paragem cardíaca.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:
Depressão respiratória, incluindo insuficiência respiratória.

Afeções hepatobiliares:
Icterícia, muito raramente.
Advertências
Gravidez
Gravidez:
Gravidez:A administração contínua de benzodiazepinas durante a gravidez pode causar hipotensão, hipotermia e insuficiência respiratória no recém-nascido.
Aleitamento
Aleitamento:
Aleitamento:O diazepam não deve ser administrado em mães que amamentam.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:
Insuf. Hepática:Ver Benzodiazepinas.
Insuf. Renal
Insuf. Renal:
Insuf. Renal:Ver Ansiolíticos e Hipnóticos.
Condução
Condução:
Condução:Sedação, amnésia, dificuldade de concentração e função muscular diminuída podem afectar negativamente a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas. Os doentes que tomam Diazepam devem estar prevenidos dos riscos que correm ao realizarem actividades que exigem grande atenção, como a condução de veículos motorizados ou utilização de máquinas.
Precauções gerais
Tolerância
Pode ocorrer alguma diminuição de eficácia do efeito do Diazepam após o uso repetido ao longo de um período prolongado.

Dependência
O uso de benzodiazepinas e de fármacos análogos às benzodiazepinas pode levar ao desenvolvimento de dependência física e psíquica.

O risco de dependência aumenta com a dose e a duração do tratamento, é também maior em doentes com história clínica de alcoolismo e/ou de toxicodependência.

Privação
Quando se desenvolve a dependência, a paragem brusca do tratamento será acompanhada de sintomas de privação.

Estes sintomas podem consistir em cefaleias, mialgias, ansiedade extrema, tensão, irrequietude, confusão e irritabilidade.

Em casos graves podem ocorrer os seguintes sintomas: sensação de irrealidade, despersonalização, hiperacúsia, dormência e parestesias das extremidades, hipersensibilidade à luz, ao ruído e ao contacto físico, alucinações ou convulsões.

Ansiedade rebound
Síndrome transitório no qual os sintomas que levaram ao tratamento com Diazepam regressam mas de forma mais intensa, podendo ocorrer aquando da descontinuação do medicamento.

Pode ser aco mpanhado de outros sintomas como alterações de humor, ansiedade e inquietação.

Como o risco da síndrome de privação e rebound é maior após interrupção brusca do tratamento, recomenda-se que a dosagem seja diminuída gradualmente.

Amnésia
As benzodiazepinas podem induzir amnésia anterógrada.

Este fenómeno pode ocorrer com doses terapêuticas, sendo o risco maior nas doses mais elevadas.

Os efeitos amnésicos podem estar associados a comportamento inadequado.

Reações psiquiátricas e paradoxais
Foram relatadas reações paradoxais, tais como inquietação, agitação, irritabilidade, agressividade, ilusão, ataques de raiva, pesadelos, alucinações, psicoses, comportamento inapropriado e outros efeitos adversos comportamentais.

Se estas reações ocorrerem o tratamento deve ser interrompido.

Estas reações ocorrem mais frequentemente em idosos e crianças.

Utilização concomitante de álcool/depressores do SNC
Deve-se evitar a utilização concomitante de Diazepam com álcool e/ou depressores do SNC.

Esta utilização concomitante tem o potencial de aumentar os efeitos clínicos de Diazepam, incluindo possivelmente sedação grave, depressão respiratória e/ou cardiovascular clinicamente relevante.

História clínica de abuso de álcool ou droga
Diazepam deve ser utilizado com extrema precaução em doentes com antecedentes de alcoolismo ou toxicodependência.

Diazepam deve ser evitado em doentes com dependência de depressores do SNC, incluindo álcool.

Uma excepção a este último é o tratamento das reações agudas de privação.

Em doentes idosos e debilitados, devem ser utilizadas doses mais baixas.

Uma dose mais baixa é recomendada em doentes com insuficiência respiratória crónica, devido ao risco de depressão respiratória.

No tratamento de doentes com disfunção renal ou hepática, observar as medidas de precaução habituais.

População pediátrica
Uma vez que a segurança e a eficácia em doentes pediátricos com menos de 6 meses de idade não foram estabelecidas, Diazepam deve ser usado neste grupo etário com cuidado extremo e apenas quando outras alternativas terapêuticas não estejam disponíveis.
Cuidados com a dieta
Pode ocorrer potenciação dos efeitos na sedação, na respiração e na hemodinâmica quando Diazepam é co-administrado com álcool.
Doentes a tomar Diazepam devem evitar o álcool.
Resposta à overdose
Procurar atendimento médico de emergência, ou ligue para o Centro de intoxicações.

Sintomas
As benzodiazepinas causam habitualmente sonolência, ataxia, disartria e nistagmo.

A sobredosagem de Diazepam raramente coloca a vida em risco se o medicamento for tomado isoladamente, mas pode originar arreflexia, apneia, hipotensão, depressão cardio-respiratória e coma.

O coma, se ocorrer, persiste em geral poucas horas mas pode ser mais prolongado e cíclico, sobretudo em doentes idosos.

O efeito depressor respiratório das benzodiazepinas é mais grave em doentes portadores de doença respiratória.

As benzodiazepinas aumentam os efeitos de outras substâncias depressoras do SNC, incluindo o álcool.

Tratamento
Monitorizar os sinais vitais do doente e aplicar medidas de suporte, de acordo com o seu estado clínico.

Em certos doentes pode ser necessário um tratamento sintomático para os efeitos cardio-respiratórios ou do sistema nervoso central.

Deve reduzir-se a absorção através de um método apropriado, por ex. tratamento com carvão ativado dentro de 1-2 horas.

Se for utilizado carvão ativado, é imperativo proteger as vias respiratórias em doentes sonolentos.

Se houver ingestão de múltiplos fármacos pode recorrer-se a lavagem gástrica, mas não como medida de rotina.

Se a depressão do SNC for grave, considerar a utilização de flumazenilo, um antagonista das benzodiazepinas.

Administrar apenas sob rigorosa monitorização.

Tem uma semivida curta (cerca de uma hora), portanto, é necessário continuar a monitorizar os doentes depois dos seus efeitos terminarem.

Flumazenilo deve ser utilizado com extrema precaução na presença de fármacos que reduzem o limiar convulsivo (por ex. antidepressivos tricíclicos).
Terapêutica interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.
Consulte o seu médico ou farmacêutico.
Cuidados no armazenamento
Vira oral:
O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Solução injetável:
Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

Mantenha todos os medicamentos fora do alcance de crianças e animais de estimação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao médico, enfermeiro ou farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Espectro de susceptibilidade e tolerância bacteriológica
Sem informação.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Inibidores da bomba de protões (IBP) + Diazepam

Observações: A redução da acidez gástrica pode alterar a absorção de fármacos para os quais a acidez gástrica afecta a biodisponibilidade; Todos são metabolizados pelo cit. P450, incluindo o CYP2C19 e o CYP3A4; São raras as interacções clinicamente significativas.
Interacções: Potenciam os efeitos por inibição do metabolismo: - Diazepam - Diazepam
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carbonato de cálcio + Hidróxido de alumínio + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Pode acelerar a absorção do diazepam. Deve ser tomado longe do Carbonato de cálcio + Hidróxido de alumínio (1 a 2 horas antes). - Diazepam
Sem efeito descrito

Levocetirizina + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Não foram efetuados estudos de interação com a levocetirizina (incluindo estudos com indutores da CYP3A4); estudos efetuados com o composto racemato cetirizina demonstraram não existir interações adversas clinicamente relevantes (com pseudoefedrina, cimetidina, cetoconazol, eritromicina, azitromicina, glipizida e diazepam). - Diazepam
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Isoniazida + Diazepam

Observações: A isoniazida é um inibidor do metabolismo hepático de vários fármacos, o que pode potenciar a toxicidade de alguns fármacos tomados concomitantemente. Alimentos ricos em tiramina (queijo e peixe): A isoniazida com o consumo destes alimentos, pode causar elevação dos valores tensionais, taquicardia e rubor facial.
Interacções: Aumento do efeito da benzodiazepinas que sofrem metabolismo oxidativo (Diazepam e triazolam). - Diazepam
Usar com precaução

Diazepam + Citocromo P450

Observações: n.d.
Interacções: O metabolismo do diazepam e do seu principal metabolito, DMDZ, depende das isoenzimas CYP3A4 e CYP2C19 do citocromo P450. Os moduladores destas enzimas podem produzir alterações na disposição e efeitos do diazepam. Observam-se fortes interações com compostos que afetam simultaneamente as vias metabólicas oxidativas do diazepam; se apenas for afetada uma via metabólica do diazepam, mesmo com inibidores potentes, podem ocorrer apenas efeitos moderados. Os inibidores do CYP3A4 e CYP2C19 diminuem a atividade metabólica e podem conduzir a concentrações de diazepam e do metabolito desmetilado mais altas e consequentemente conduzir a uma sedação e a efeitos ansiolíticos mais prolongados/mais intensos. Estas alterações podem estar aumentadas em doentes com sensibilidade aumentada aos efeitos do diazepam, por exemplo, devido à idade, função hepática reduzida ou tratamento com outros medicamentos que provoquem oxidação. Os indutores do CYP3A4 e CYP2C19 podem conduzir a concentrações mais baixas do que as esperadas e, por consequência, a falta da eficácia desejada. - Citocromo P450
Usar com precaução

Diazepam + Toranja/Sumo de toranja

Observações: n.d.
Interacções: O sumo de toranja contém inibidores potentes do CYP3A4. Ao administrar sumo de toranja ao invés de água, a exposição ao diazepam aumentou fortemente (3,2 vezes a AUC; 1,5 vezes a Cmax) e o tempo para atingir a concentração máxima foi atrasado. - Toranja/Sumo de toranja
Usar com precaução

Diazepam + Antifúngicos (Azol)

Observações: n.d.
Interacções: Os derivados antifúngicos azólicos inibem as vias do CYP3A4 e CYP2C19 e levam a um aumento na exposição ao diazepam (rácios de AUC diazepam-fluconazol 2,5; rácios de AUC diazepam-voriconazol 2,2) e a uma semivida de eliminação prolongada do diazepam (com fluconazol de 31 h para 73 h; com voriconazol de 31 h para 61 h). A influência dos antifúngicos nos níveis de diazepam foi observada apenas 4 h após administração e posteriormente. O itraconazol tem um efeito mais moderado, sem interação clinicamente significativa com o diazepam, conforme determinado por testes de desenvolvimento psicomotor. - Antifúngicos (Azol)
Usar com precaução

Diazepam + Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS)

Observações: n.d.
Interacções: O inibidor da recaptação da serotonina, fluvoxamina, também é um inibidor das duas vias de degradação do diazepam e aumenta não só a exposição ao diazepam em 180% e prolonga a sua semivida de eliminação de 51 h para 118 h, mas aumenta também a exposição ao diazepam e o tempo para atingir o estado estacionário do metabolito desmetilado. A fluoxetina mostrou um efeito mais moderado na AUC do diazepam (aumento de aproximadamente 50%) e não afetou a resposta psicomotora porque as concentrações combinadas de diazepam e desmetildiazepam foram semelhantes com e sem fluoxetina. - Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS)
Usar com precaução

Diazepam + Contracetivos hormonais

Observações: n.d.
Interacções: Os contracetivos hormonais combinados parecem reduzir a depuração (em 67%) e prolongar a semivida de eliminação (em 47%) do diazepam. A alteração psicomotora induzida pelo diazepam em mulheres que tomam contracetivos pode ser maior durante o intervalo menstrual de 7 dias, quando as associações hormonais são interrompidas, do que quando tomam contracetivos. Existem evidências limitadas de que as benzodiazepinas podem aumentar a incidência do sangramento em mulheres a tomar contracetivos hormonais. Não se observou uma interação medicamentosa que cause gravidez. - Contracetivos hormonais
Usar com precaução

Diazepam + Inibidores da Bomba de Protões (IBP)

Observações: n.d.
Interacções: O inibidor da bomba de protões omeprazol, inibidor do CYP3A4 e CYP2C19, administrado numa dose de 20 mg por dia aumenta a AUC do diazepam em 40% e a semivida em 36%; com uma dose de 40 mg por dia, o omeprazol aumentou a AUC do diazepam em 122% e a semivida em 130%. Também reduziu a eliminação do desmetildiazepam. O efeito do omeprazol apenas se observou em metabolizadores extensos, mas não em metabolizadores lentos do CYP2C19. O esomeprazol (mas não o lansoprazol nem o pantoprazol) tem o potencial para inibir o metabolismo do diazepam de forma semelhante ao omeprazol. - Inibidores da Bomba de Protões (IBP)
Usar com precaução

Diazepam + Antagonistas dos Recetores H2 da Histamina (Bloqueadores H2)

Observações: n.d.
Interacções: O antagonista do recetor H2 da histamina, cimetidina, que é um inibidor de múltiplas isoenzimas CYP, incluindo CYP3A4 e CYP2C19, reduz a depuração do diazepam e do desmetildiazepam em 40% a 50%. O efeito não é diferente após um dia de tratamento ou após tratamento crónico com cimetidina e resulta num aumento da exposição e numa semivida de eliminação prolongada do diazepam e do seu principal metabolito após uma dose única e em concentrações aumentadas no estado estacionário após doses múltiplas de diazepam. Observou-se um aumento da sedação com a coadministração de cimetidina. Não foram observadas mais interações farmacocinéticas com os antagonistas H2 ranitidina nem famotidina. - Antagonistas dos Recetores H2 da Histamina (Bloqueadores H2)
Usar com precaução

Diazepam + Dissulfiram

Observações: n.d.
Interacções: O dissulfiram inibe o metabolismo do diazepam (diminuição da depuração média para 41%, aumento da semivida para 37%) e, provavelmente, aumentou o metabolismo dos metabolitos ativos do diazepam. Pode aumentar os efeitos sedativos. - Dissulfiram
Usar com precaução

Diazepam + Antituberculosos

Observações: n.d.
Interacções: O tratamento antituberculoso pode alterar a disposição do diazepam. Na presença de isoniazida, a exposição média ao diazepam (AUC) e a sua semivida aumentaram (33%-35% em média), com as maiores alterações sendo observadas em indivíduos com fenótipo de acetilação lenta. - Antituberculosos
Usar com precaução

Diazepam + Antagonistas dos canais de cálcio

Observações: n.d.
Interacções: O bloqueador dos canais de cálcio diltiazem, um substrato para as mesmas isoenzimas que o diazepam e um inibidor do CYP3A4, aumentou a AUC (aproximadamente 25%) e prolongou a semivida (em 43% em metabolizadores extensos do CYP2C19) do diazepam com pequenas diferenças entre os indivíduos com diferentes fenótipos do CYP2C19. A exposição ao desmetildiazepam também tendeu a aumentar na presença de diltiazem. - Antagonistas dos canais de cálcio
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Diazepam + Idelalisib

Observações: n.d.
Interacções: O principal metabolito do idelalisib é um inibidor potente do CYP3A4 e aumenta as concentrações plasmáticas do diazepam, portanto, pode ser necessário considerar uma redução da dose. - Idelalisib
Usar com precaução

Diazepam + Psicoestimulantes

Observações: n.d.
Interacções: Os psicoestimulantes modafinil e armodafinil induzem o CYP3A4 e inibem o CYP2C19: podem prolongar a eliminação do diazepam e causar sedação excessiva. - Psicoestimulantes
Usar com precaução

Diazepam + Rifampicina

Observações: n.d.
Interacções: A rifampicina induz de forma potente o CYP3A4, tendo também um efeito acelerador significativo sobre a via do CYP2C19. Quando se administraram doses diárias de 600 mg durante 7 dias, a depuração do diazepam aumentou 4,3 vezes e a AUC diminuiu 77%. Observou-se uma redução significativa na exposição a todos os metabolitos do diazepam. Ao duplicar a dose diária de rifampicina, o seu efeito não aumentou ainda mais. - Rifampicina
Usar com precaução

Diazepam + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interacções: A carbamazepina é um conhecido indutor do CYP3A4 que acelera a eliminação do diazepam 3 vezes (aumenta a depuração, reduz a semivida), aumentando as concentrações do desmetildiazepam. - Carbamazepina
Usar com precaução

Diazepam + Alimentos/Bebidas

Observações: n.d.
Interacções: Os alimentos odem diminuir a velocidade, mas não diminuem a absorção de diazepam do comprimido; isto pode levar a efeitos atenuados depois de uma dose única, mas não a concentrações no estado estacionário durante o tratamento com doses múltiplas. - Alimentos/Bebidas
Usar com precaução

Diazepam + Antiácidos

Observações: n.d.
Interacções: Os antiácidos podem diminuir a velocidade, mas não diminuem a absorção de diazepam do comprimido; isto pode levar a efeitos atenuados depois de uma dose única, mas não a concentrações no estado estacionário durante o tratamento com doses múltiplas. - Antiácidos
Usar com precaução

Diazepam + Procinéticos

Observações: n.d.
Interacções: Os medicamento procinéticos aumentam a velocidade de absorção do diazepam. - Procinéticos
Usar com precaução

Diazepam + Enzimas hepáticas

Observações: n.d.
Interacções: Os compostos que inibem certas enzimas hepáticas (especialmente o citocromo P450) podem aumentar a atividade das benzodiazepinas. Em menor grau, isto aplica-se também às benzodiazepinas que são metabolizadas exclusivamente por conjugação. - Enzimas hepáticas
Usar com precaução

Ebastina + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Não se verificam interações entre ebastina e o diazepam. - Diazepam
Usar com precaução

Parecoxib + Diazepam

Observações: O parecoxib é rapidamente hidrolisado no metabolito activo, valdecoxib. Os doentes sob terapêutica com anticoagulantes orais deverão ser monitorizados cuidadosamente em relação ao tempo de protrombina INR, em especial nos primeiros dias de tratamento com parecoxib ou quando a dose de parecoxib é alterada. No ser humano, estudos demonstraram que o metabolismo do valdecoxib é predominantemente mediado pela via das isoenzimas CYP3A4 e 2C9. O efeito da indução enzimática não foi estudado. Não foram realizados estudos formais de interações com Anestésicos inalados.
Interacções: Recomenda-se precaução quando se administrar Parecoxib com medicamentos que sejam substratos da CYP2C19 (por exemplo, fenitoína, diazepam ou imipramina). - Diazepam
Sem efeito descrito

Bazedoxifeno + Estrogénios conjugados + Diazepam

Observações: O bazedoxifeno é sujeito a metabolismo pelas enzimas uridina difosfato glucuronil transferase (UGT) no trato intestinal e no fígado. O bazedoxifeno é sujeito a pouco, ou nenhum, metabolismo mediado pelo citocromo P450 (CYP). O bazedoxifeno não induz nem inibe as atividades das principais isoenzimas do CYP e é pouco provável que interaja com medicamentos coadministrados através do metabolismo mediado pelo CYP.
Interacções: Com base nas características de ligação às proteínas plasmáticas do bazedoxifeno in vitro, as interações com varfarina, digoxina ou diazepam são pouco prováveis. - Diazepam
Sem efeito descrito

Dexlansoprazol + Diazepam

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Foi demonstrado que o CYP2C19 e o CYP3A4 estão envolvidos no metabolismo do dexlansoprazol. O dexlansoprazol pode interferir com a absorção de medicamentos para os quais o pH gástrico é crítico em termos de biodisponibilidade. Estudos in vitro demonstraram que não é provável que Dexlansoprazol iniba as isoformas do CYP 1A1, 1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2D6, 2E1 ou 3A4. Assim sendo, não são de esperar interações clinicamente relevantes com fármacos metabolizados por estas enzimas do CYP. Medicamentos transportados pela glicoproteína P: Observou-se que o lansoprazol inibe a proteína transportadora, P-gp in vitro. Podem esperar-se efeitos semelhantes com o dexlansoprazol. A relevância clínica deste facto é desconhecida.
Interacções: Embora estudos in vitro demonstrassem que Dexlansoprazol tem potencial para inibir o CYP2C19, um estudo de interação medicamentosa in vivo principalmente em metabolizadores extensos e intermédios do CYP2C19 demonstrou que Dexlansoprazol não afeta a farmacocinética do diazepam (substrato do CYP2C19). - Diazepam
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido acetilsalicílico + Esomeprazol + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: A administração concomitante de 30 mg de esomeprazol reduziu em 45% a depuração de diazepam, substrato do CYP2C19. - Diazepam
Usar com precaução

Bupropiom (Bupropiona) + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Após a administração concomitante do bupropiom com o diazepam em voluntários saudáveis, verificou-se uma sedação inferior comparativamente à administração isolada de diazepam. - Diazepam
Consultar informação atualizada

Flupirtina + Diazepam

Observações: A utilização concomitante de flupirtina com outros fármacos conhecidos por causar lesões hepáticas induzidas por fármacos deve ser evitada.
Interacções: Devido à grande ligação da flupirtina às proteínas, é de esperar que na administração concomitante de outro fármaco também com grande ligação às proteínas, ocorra deslocação da ligação às proteínas. Foram realizados testes correspondentes in-vitro, com diazepam, varfarina, ácido acetilsalicílico, benzilpenicilina, digitoxina, glibenclamida, propranolol e clonidina. Apenas com varfarina e diazepam, o deslocamento da ligação à albumina atingiu um valor em que a intensificação destes medicamentos não pode ser desprezada no caso de administração concomitante com maleato de flupirtina. - Diazepam
Usar com precaução

Estiripentol + Diazepam

Observações: Não se encontra devidamente esclarecida a influência de outros medicamentos antiepilépticos na farmacocinética do estiripentol. Estudos in vitro sugeriram que o metabolismo de fase 1 do estiripentol é catalizado pela CYP1A2, CYP2C19 e CYP3A4 e possivelmente outras enzimas. É aconselhada precaução ao associar o estiripentol com outras substâncias que inibem ou induzem uma ou mais destas enzimas.
Interacções: Efeitos noutros antiepiléticos: A inibição de CYP450 isoenzima CYP2C19 e CYP3A4 pode provocar interações farmacocinéticas (inibição do seu metabolismo hepático) com fenobarbital, primidona, fenitoína, carbamazepina, clobazam, valproato, diazepam (aumento do miorrelaxamento), etossuximida e tiagabina. As consequências são o aumento dos níveis plasmáticos destes anticonvulsivantes, com potencial risco de sobredosagem. Recomenda-se a monitorização clínica dos níveis plasmáticos de outros anticonvulsivantes, quando combinados com estiripentol, com possíveis ajustes posológicos. - Diazepam
Usar com precaução

Ivacaftor + Diazepam

Observações: Os estudos de interacção só foram realizados em adultos. O ivacaftor é um substrato da CYP3A4 e da CYP3A5. É um inibidor fraco das CYP3A e da P-gp e um inibidor potencial da CYP2C9. O ivacaftor é um substrato sensível das CYP3A.
Interacções: Com base em estudos in vitro, o ivacaftor e o seu metabólito M1 têm o potencial de inibir as CYP3A e a P-gp. Utilizar com precaução e monitorizar quanto aos efeitos secundários relacionados com as benzodiazepinas durante a utilização concomitante com midazolam, alprazolam, diazepam ou triazolam. - Diazepam
Sem significado Clínico

Pantoprazol + Diazepam

Observações: O pantoprazol é metabolizado no fígado pelo sistema enzimático do citocromo P450. Não se pode excluir a interacção com outros fármacos ou compostos que são metabolizados utilizando o mesmo sistema enzimático.
Interacções: Não se observaram interações clinicamente significativas em testes específicos com vários fármacos ou compostos, nomeadamente carbamazepina, cafeína, diazepam, diclofenac, digoxina, etanol, glibenclamida, metoprolol, naproxeno, nifedipina, fenitoína, piroxicam, teofilina e um contraceptivo oral. - Diazepam
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Omeprazol + Diazepam

Observações: A diminuição da acidez intragástrica durante o tratamento com omeprazol pode aumentar ou diminuir a absorção de substâncias ativas com uma absorção dependente do pH gástrico.
Interacções: O omeprazol é um inibidor moderado da CYP2C19, a principal enzima que metaboliza omeprazol. Assim, o metabolismo concomitante de substâncias ativas também metabolizadas pela CYP2C19 pode ser diminuída e a exposição sistémica a essas substâncias aumentada. Exemplos de tais substâncias são R-varfarina e outros antagonistas da vitamina K, cilostazol, diazepam e fenitoína. - Diazepam
Usar com precaução

Dabrafenib + Diazepam

Observações: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interacções: Efeitos de dabrafenib noutros medicamentos: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afectar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabólitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Num estudo clínico de interação medicamentosa, a Cmax e AUC do midazolam oral (um substrato do CYP3A4) diminuiu 61% e 74% respetivamente com a coadministração de doses repetidas de dabrafenib utilizando uma formulação com uma biodisponibilidade mais baixa do que a formulação de dabrafenib. A administração de 150 mg de dabrafenib duas vezes por dia e varfarina resultou numa diminuição da AUC de S-e R-varfarina em 37% e 33% em comparação com a administração de varfarina em monoterapia. A Cmax de S-e R-varfarina aumentou 18% e 19%. São esperadas interações com muitos medicamentos eliminados através do metabolismo ou transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico for de grande importância para o doente, e os ajustes posológicos não forem facilmente realizáveis com base na monitorização da eficácia ou concentrações plasmáticas, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. Suspeita-se que o risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é superior nos doentes tratados concomitantemente com indutores enzimáticos. Espera-se que o número de medicamentos afetados seja grande; embora a magnitude da interação possa variar. Os grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não estão limitados a: - Analgésicos (por ex. fentanilo, metadona) - Antibióticos (por ex., claritromicina, doxiciclina) - Agentes anticancerígenos (por ex., cabazitaxel) - Anticoagulantes (por ex. acenocumarol, varfarina) - Antiepiléticos (por ex., carbamazepina, fenitoína, primidona, ácido valpróico) - Antipsicóticos (por ex., haloperidol) - Bloqueadores dos canais de cálcio (por ex., diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) - Glicosidos cardíacos (por ex., digoxina) - Corticosteroides (por ex., dexametasona, metilprednisolona) - Antivíricos para o VIH (por ex., amprenavir, atazanavir, darunavir, delavirdina, efavirenz, fosamprenavir, indinavir, lopinavir, nelfinavir, saquinavir, tipranavir) - Contracetivos hormonais - Hipnóticos (por ex., diazepam, midazolam, zolpidem) - Imunossupressores (por ex., ciclosporina, tacrolimus, sirolímus) - Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (por ex., atorvastatina, sinvastatina) É provável que o início da indução ocorra após 3 dias de administração repetida com dabrafenib. Aquando da descontinuação de dabrafenib, o equilibro da indução é gradual, as concentrações dos CYP3A4, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP2C19, UDP-glucuronosil transferases (UGT) e substratos transportadores podem aumentar e os doentes devem ser monitorizados para toxicidade e a posologia destes agentes pode necessitar de ser ajustada. In vitro, o dabrafenib é um inibidor do mecanismo do CYP3A4. Como tal, a inibição transitória do CYP3A4 pode ser vista durante os primeiros dias do tratamento. - Diazepam
Sem efeito descrito

Bazedoxifeno + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Com base nas características da ligação do bazedoxifeno às proteínas plasmáticas in vitro, não são prováveis as interações medicamentosas com diazepam. - Diazepam
Não recomendado/Evitar

Etcorvinol + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Usando etclorvinol com qualquer um dos seguintes medicamentos normalmente não é recomendada, mas pode não ser necessária em alguns casos. Se ambos os medicamentos são prescritos em conjunto, o médico pode alterar a dose. - Adinazolam - Alfentanil - Alprazolam - Amobarbital - Anileridina - Aprobarbital - Brofaromina - Bromazepam - Brotizolam - Buprenorfina - Butabarbital - Butalbital - Carbinoxamina - Carisoprodol - Clorodiazepóxido - Clorzoxazona - Clobazam - Clonazepam - Clorazepato - Clorgilina - Codeína - Dantroleno - Diazepam - Estazolam - Fentanilo - Flunitrazepam - Flurazepam - Furazolidona - Halazepam - Hidrocodona - Hidromorfona - Iproniazida - Isocarboxazida - Cetazolam - Lazabemida - Levorfanol - Linezolida - lorazepam - lormetazepam - Meclizina - Medazepam - meperidina - mefenesina - meprobamato - metaxalone - metadona - Metocarbamol - Metoexital - Midazolam - Moclobemida - Morfina - Nialamida - Nitrazepam - Nordazepam - Oxazepam - Oxicodona - Oximorfona - Pargilina - Pentobarbital - Fenelzina - Fenobarbital - Prazepam - Primidona - Procarbazina - Propoxifeno - Quazepam - Rasagilina - Remifentanil - Secobarbital - Selegilina - Sufentanil - Suvorexanto - Tapentadol - Temazepam - Tiopental - Toloxatona - Tranilcipromina - Triazolam - Zolpidem - Diazepam
Sem efeito descrito

Entacapona + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: A entacapona liga-se ao local de ligação II da albumina humana que também se liga a vários outros medicamentos, incluindo o diazepam e o ibuprofeno. Não foram realizados estudos de interação clínica com o diazepam e medicamentos anti-inflamatórios não esteroides. De acordo com estudos in vitro, não se prevê deslocação significativa com concentrações terapêuticas de medicamentos. - Diazepam
Sem efeito descrito

Levodopa + Carbidopa + Entacapona + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Dados in vitro: A entacapona liga-se ao local de ligação II da albumina humana que também se liga a vários outros medicamentos, incluindo o diazepam e o ibuprofeno. De acordo com estudos in vitro, não se prevê deslocação significativa com concentrações terapêuticas de medicamentos. Deste modo, até à data não há indicações de tais interações. - Diazepam
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Nilutamida + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: A nilutamida actuando sobre certos mecanismos enzimáticos microssomais, pode reduzir o metabolismo hepático de certas substâncias, tais como: antivitaminas K, fenitoína, propranolol, clordiazepóxido, diazepam e teofilina, cuja eliminação pode ser retardada e os seus níveis plasmáticos aumentados. A posologia destes medicamentos ou de outros com metabolismo semelhante, pode necessitar de um ajustamento, quando administrados com a nilutamida. - Diazepam
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metaxalona + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Alguns medicamentos podem interagir com metaxalone. Benzodiazepinas (por exemplo, diazepam), analgésicos narcóticos (por exemplo, codeína), antidepressivos tricíclicos ou (por exemplo, amitriptilina), porque o risco de sonolência pode ser aumentada. Oxibato de sódio (GHB), porque um aumento na duração do sono e uma diminuição na capacidade de respirar são susceptíveis de ocorrer. - Diazepam
Usar com precaução

Amitriptilina + Perfenazina + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: A administração concomitante da amitriptilina e diazepam induz um aumento da semivida e dos níveis plasmáticos "steady-state" da amitriptilina; esta interação apresenta uma grande variedade inter-individual. - Diazepam
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Fenitoína + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Fármacos que podem aumentar os níveis séricos de fenitoína incluem: cloranfenicol, sulfonamidas, dicumarol, disulfiram, isoniazida, cimetidina, sultiamo, fenilbutazona, tolbutamida, salicilatos, clorodiazepóxido, fenotiazinas, diazepam e alcoolismo agudo. - Diazepam
Sem efeito descrito

Famotidina + Diazepam

Observações: Não foram identificadas quaisquer interações de importância clínica.
Interacções: A Famotidina não interage com o sistema enzimática biotransformador de fármacos dependente do citocromo P-450. Foram ensaiados no homem compostos metabolizados por este sistema tais como: varfarina, teofilina, fenitoína, diazepam, propranolol, aminopirina e antipirina. - Diazepam
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Mexazolam + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Nos animais de experiência verificaram-se as seguintes interações: Fármacos que potenciaram o efeito do mexazolam: Cloropromazina, haloperidol, diazepam, ciproheptadina, aminopirina, fenobarbital, etanol, sulpiride, triclorometiazida e alfa-metildopa. - Diazepam
Sem efeito descrito

Gadofosveset + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Porém, em vários estudos in vitro de interação farmacológica (em 4,5% de albumina sérica humana e plasma humano), o gadofosveset não demonstrou qualquer interação adversa com digitoxina, propranolol, verapamil, varfarina, fenprocoumon, ibuprofeno, diazepam, cetoprofeno, naproxeno, diclofenac e piroxicam em concentrações clinicamente relevantes. - Diazepam
Sem efeito descrito

Misoprostol + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: O misoprostol é predominantemente metabolizado por via dos sistemas de oxidação de ácidos gordos e não mostrou qualquer efeito adverso no sistema enzimático de oxidase microssomal hepática de função mista (P450). Em estudos específicos, não foi demonstrada interação farmacocinética clinicamente significativa com antipirina ou diazepam. - Diazepam
Usar com precaução

Brivaracetam + Diazepam

Observações: Os estudos de interação formais foram realizados apenas em adultos.
Interacções: Efeitos do brivaracetam sobre outros medicamentos: O brivaracetam nas doses de 50 mg ou 150 mg/dia não afetou a área sob a curva (AUC) do midazolam (metabolizado pelo CYP3A4). O risco de interações clinicamente significativas com o CYP3A4 é considerado reduzido. Estudos in vitro demonstraram que o brivaracetam possui uma inibição reduzida ou inexistente das isoformas do CYP450 exceto para o CYP2C19. O brivaracetam pode aumentar as concentrações plasmáticas dos medicamentos metabolizados pelo CYP2C19 (por exemplo, lansoprazol, omeprazol, diazepam). Quando testado in vitro, o brivaracetam não induziu os enzimas CYPA1/2 mas induziu o CYP3A4 e o CYP2B6. Nos estudos in vivo, não foi detetada indução do CYP3A4 (ver midazolam acima). A indução do CYP2B6 não foi investigada em estudos in vivo mas o brivaracetam pode reduzir as concentrações plasmáticas dos medicamentos metabolizados pelo CYP2B6 (por exemplo, efavirenz). Estudos de interação in vitro, destinados a determinar os potenciais efeitos inibitórios sobre os transportadores, concluíram que não existiram efeitos clinicamente significativos exceto para o OAT3. Em estudos in vitro, o brivaracetam inibiu o OAT3 com uma concentração inibitória máxima média 42 vezes superior à Cmax para a dose máxima clínica. O brivaracetam na dose de 200 mg/dia pode aumentar as concentrações plasmáticas dos medicamentos transportados pelo OAT3. - Diazepam
Sem efeito descrito

Cetirizina + Pseudoefedrina + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Estudos farmacodinâmicos de cetirizina com diazepam não revelaram evidências de interações adversas. - Diazepam
Usar com precaução

Sertralina + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Fármacos metabolizados pelo citocromo P450: A sertralina pode actuar como um inibidor ligeiro a moderado de CYP2D6. A sertralina não actua como inibidor da CYP 3A4, CYP 2C9, CYP 2C19, e CYP 1A2 em grau clinicamente significativo. Tal foi confirmado por estudos de interação in vivo com substratos da CYP3A4 (cortisol endógeno, carbamazepina, terfenadina, alprazolam), diazepam substrato da CYP2C19 e substratos da CYP2C9, tolbutamida, glibenclamida e fenitoína. Estudos in vitro indicam que a sertralina tem pouco, ou nenhum, potencial para inibir a CYP 1A2. - Diazepam
Sem efeito descrito

Olanzapina + Diazepam

Observações: Só foram efectuados estudos de interação em adultos. Interações potenciais que afectam a olanzapina: Dado que a olanzapina é metabolizada pela CYP1A2, as substâncias que podem induzir ou inibir dum modo específico esta isoenzima podem afectar a farmacocinética da olanzapina.
Interacções: Assim, não é esperada nenhuma interação especial, tal como comprovado nos estudos in vivo, onde não se verificou nenhuma inibição do metabolismo das seguintes substâncias activas: Antidepressivos tricíclicos (que representam maioritariamente a via CYP2D6), varfarina (CYP2C9), teofilina (CYP1A2) ou diazepam (CYP3A4 e 2C19). - Diazepam
Sem efeito descrito

Nimodipina + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: interações que se comprovou não existirem: A administração concomitante de nimodipina oral e diazepam, digoxina, glibenclamida, indometacina, ranitidina e varfarina não revelou qualquer potencial para interação mútua. - Diazepam
Usar com precaução

Cloromadinona + Etinilestradiol + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Por inibir as enzimas microssomais hepáticas e, por esse motivo, aumentar as concentrações séricas de substâncias ativas, tais como diazepam (e outras benzodiazepinas metabolizadas por hidroxilação). - Diazepam
Sem efeito descrito

Rivastigmina + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Não se observou qualquer interação farmacocinética da rivastigmina com digoxina, varfarina, diazepam ou fluoxetina nos estudosem voluntários saudáveis. O aumento do tempo de protrombina induzido pela varfarina não é afetado pela administração de rivastigmina. Não se observaram quaisquer efeitos indesejáveis sobre a condução cardíaca após a administração concomitante de digoxina e rivastigmina. - Diazepam
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Modafinil + Diazepam

Observações: Modafinil pode aumentar o seu próprio metabolismo através da indução da atividade do CYP3A4/5 mas o efeito é modesto, sendo improvável que tenha consequências clínicas significativas.
Interacções: Outros medicamentos: Substâncias que são largamente eliminadas pelo metabolismo a nível do CYP2C19, como é o caso do diazepam, propranolol e omeprazol, poderão ter a sua depuração reduzida com a administração concomitante de modafinil, pelo que poderão necessitar de uma redução da dose. - Diazepam
Sem efeito descrito

Solifenacina + Tansulosina + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: TANSULOSINA: A coadministração com outros antagonistas dos recetores alfa1-adrenérgicos pode originar efeitos hipotensores. In vitro, a fração livre da tansulosina no plasma humano não foi alterada pelo diazepam, propranolol, triclormetiazida, clormadinona, amitriptilina, diclofenac, glibenclamida, sinvastatina ou varfarina. Por sua vez, a tansulosina não altera as frações livres do diazepam, propranolol, triclormetiazida ou clormadinona. Contudo, o diclofenac e a varfarina podem aumentar a taxa de eliminação da tansulosina. Estudos in vitro com a tansulosina demonstraram que, em concentrações terapêuticas, a tansulosina não inibe CYP1A2, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1 ou 3A4. Assim, é improvável a ocorrência de interações da tansulosina com fármacos metabolizados por estas enzimas CYP. - Diazepam
Sem efeito descrito

Melagatrano + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: interações farmacocinéticas: Os estudos de interações medicamentosas in vitro não revelaram qualquer inibição das principais isoenzimas do citocrómio P450 responsáveis pelo metabolismo de vários fármacos. Estes achados foram confirmados por estudos realizados in vivo em voluntários saudáveis, que não revelaram a existência de qualquer interação entre o tratamento com ximelagatrano e os seguintes fármacos: Nifedipina (CYP3A4), diazepam (CYP2C19 e CYP3A4) e diclofenac (CYP2C9). - Diazepam
Usar com precaução

Zotepina + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: A administração simultânea com fluoxetina ou diazepam origina um aumento das concentrações plasmáticas de zotepina e norzotepina, pelo que se recomenda precaução quando estes medicamentos forem prescritos em simultâneo. - Diazepam
Usar com precaução

Ranitidina + Diazepam

Observações: A ranitidina pode afectar a absorção, metabolismo ou a eliminação renal de outros medicamentos. A farmacocinética alterada do medicamento afectado, pode levar a um ajuste da dose do mesmo ou à descontinuação do tratamento.
Interacções: As interações podem ocorrer devido a vários mecanismos tais como: Inibição do sistema oxigenase com função mista citocromo P450-ligado: A ranitidina, em doses terapêuticas habituais, não potencia a ação de medicamentos que são inactivados por este sistema tais como o diazepam (CYP2C19), lidocaína e propanolol. Têm havido notificações de tempos de protrombina alterados com anticoagulantes cumarínicos (ex. varfarina) quando o tratamento com ranitidina foi iniciado. Devido à estreita janela terapêutica, recomenda-se uma monitorização apertada do aumento ou diminuição do tempo de protrombina, durante o tratamento com a ranitidina. Há relatos de vários casos de aumento das concentrações plasmáticas de teofilina. Embora, a interação não tenha sido observada em vários estudos clínicos, as informações disponíveis não podem excluir a possibilidade de que pode ocorrer uma interação em alguns indivíduos. Também têm havido notificações de um aumento das concentrações plasmáticas de fenitoína. - Diazepam
Usar com precaução

Darunavir + Cobicistate + Diazepam

Observações: Não foram realizados estudos de interacção farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interacção com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interacções: SEDATIVOS/HIPNÓTICOS: Buspirona, Clorazepato, Diazepam, Estazolam, Flurazepam, Midazolam (parentérico), Zolpidem: Tendo por base considerações teóricas, é expectável que Darunavir / Cobicistate aumente as concentrações plasmáticas destes sedativos/ Darunavir / Cobicistate (inibição do CYP3A) Recomenda-se monitorização clínica quando Darunavir / Cobicistate é administrado concomitantemente com estes sedativos/hipnóticos, devendo ser considerada uma dose mais baixa destes sedativos/hipnóticos. Recomenda-se precaução na administração concomitante de Darunavir / Cobicistate e midazolam parentérico. - Diazepam
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Armodafinil + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Anticoagulantes (por exemplo, varfarina), benzodiazepínicos (por exemplo, diazepam), clomipramina, hidantoínas (por exemplo, fenitoína), omeprazol ou propranolol porque o risco de seus efeitos secundários pode ser aumentado pelo armodafinil - Diazepam
Sem efeito descrito

Vortioxetina + Diazepam

Observações: A vortioxetina é extensamente metabolizada no fígado, principalmente por oxidação catalisada pelo CYP2D6, e numa menor extensão pelo CYP3A4/5 e CYP2C9.
Interacções: Potencial da vortioxetina para afectar outros medicamentos: Substratos do citocromo P450: In vitro, a vortioxetina não demonstrou nenhum potencial relevante de inibição ou indução das isoenzimas do citocromo P450. Após doses múltiplas de vortioxetina, não foi observado nenhum efeito inibitório em indivíduos saudáveis relativamente às isoenzimas do citocromo P450, CYP2C19 (omeprazol, diazepam), CYP3A4/5 (etinilestradiol, midazolam), CYP2B6 (bupropiom), CYP2C9 (tolbutamida, varfarina S-), CYP1A2 (cafeína) ou CYP2D6 (dextrometorfano). Não foram observadas interações farmacodinâmicas. Não foi observado nenhum compromisso significativo da função cognitiva, comparativamente ao placebo, após coadministração de vortioxetina com uma dose única de 10 mg de diazepam. Não foram observados efeitos significativos, comparativamente ao placebo, nos níveis de hormonas sexuais após coadministração da vortioxetina com um contraceptivo oral combinado (etinilestradiol 30 μg/levonorgestrel150 μg). - Diazepam
Usar com precaução

Enzalutamida + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Potencial da enzalutamida para afectar a exposição a outros medicamentos: Indução enzimática: A enzalutamida é um potente inibidor enzimático levando ao aumento da síntese de muitas enzimas e transportadores; portanto é esperada a interação com muitos medicamentos comuns que são substratos destas enzimas ou transportadores. A redução das concentrações plasmáticas podem ser substanciais, e levar a perda ou reduzir o efeito clínico. Existe também um risco aumentado da formação de metabólitos ativos. As enzimas que podem ser induzidas são o CYP3A no fígado e intestino, o CYP2C9, o CYP2C19, o CYP1A2 e auridina 5’ difosfato-glucuronosiltransferases (conjugação das enzimas UGTs-glucuronida). A proteína de transporte de P-gp pode também ser induzida, e provavelmente outros transportadores, como por exemplo, a proteína de resistência múltipla 2 (MRP2), proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e do polipéptido transportador aniónico orgânico 1B1, (OATP1B1). Estudos in vivo demonstraram que a enzalutamida é um indutor potente do CYP3A4 e um indutor moderado do CYP2C9 e do CYP2C19. A coadministração da enzalutamida (160 mg uma vez por dia) com doses únicas orais de substratos sensíveis ao CYP em doentes com cancro da próstata, resultou numa diminuição de 86% da AUC do midazolam (substrato do CYP3A4), numa diminuição de 56% na AUC da S-varfarina (substrato do CYP2C9) e numa diminuição de 70% na AUC do omeprazol (substrato do CYP2C19). A UGT1A1 pode também ter sido induzida. São esperadas interações com alguns medicamentos que são eliminados através do metabolismo ou por transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico é de grande importância para o doente, e se os ajustes de dose não são facilmente realizados com base na monitorização de eficácia ou da concentração plasmática, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. O risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é suspeito ser maior em doentes tratados concomitantemente com indutores de enzima. Grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não se limitam a: Analgésicos (ex. fentanilo, tramadol) Antibióticos (ex. claritromicina, doxiciclina) Agentes antineoplásicos (ex. cabazitaxel) Anticoagulantes (ex. acenocumarol, varfarina) Antiepiléticos (ex. carbamazepina, clonazepam, fenitoína, primidona, ácido valpróico) Antipsicóticos (ex. haloperidol) Bloqueadores beta (ex. bisoprolol, propranolol) Bloqueadores da entrada do cálcio (ex. diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) Cardiotónicos digitálicos (ex. digoxina) Corticosteroides (ex. dexametasona, prednisolona) anti-retrovirais VIH (ex. indinavir, ritonavir) Hipnóticos (ex. diazepam, midazolam, zolpidem) Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (ex. atorvastatina, sinvastatina) - Diazepam
Sem efeito descrito

Ximelagatrano + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: interações farmacocinéticas: Os estudos de interações medicamentosas in vitro não revelaram qualquer inibição das principais isoenzimas do citocromo P450 responsáveis pelo metabolismo de vários fármacos. Estes achados foram confirmados por estudos realizados in vivo em voluntários saudáveis, que não revelaram a existência de qualquer interação entre o tratamento com ximelagatran e os seguintes fármacos: nifedipina (CYP3A4), diazepam (CYP2C19 e CYP3A4) e diclofenac (CYP2C9). - Diazepam
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Dutasterida + Tansulosina + Diazepam

Observações: Não foram realizados estudos de interação fármaco-fármaco com Dutasterida / Tansulosina.
Interacções: DUTASTERIDA: Efeitos de outros fármacos na farmacocinética da dutasterida: Uso concomitante com inibidores do CYP3A4 e/ou da glicoproteína P: A dutasterida é eliminada principalmente por via metabólica. Estudos in vitro indicam que o seu metabolismo é catalisado pelo CYP3A4 e CYP3A5. Não foram efetuados estudos de interação com inibidores potentes do CYP3A4. No entanto, num estudo farmacocinético na população, as concentrações séricas de dutasterida foram em média 1,6 a 1,8 vezes superiores, respetivamente, num pequeno número de doentes tratados concomitantemente com verapamilo ou diltiazem (inibidores moderados do CYP3A4 e inibidores da glicoproteína P) do que em outros doentes. A associação a longo prazo da dutasterida com fármacos inibidores potentes da enzima CYP3A4 (por ex.: ritonavir, indinavir, nefazodona, itraconazol, cetoconazol por via oral) poderá aumentar as concentrações séricas da dutasterida. Não é provável uma maior inibição da 5-alfa redutase a exposição elevada à dutasterida. No entanto, poder-se-á considerar uma diminuição da frequência de administração da dutasterida se forem observados efeitos adversos. Deverá ter-se em consideração que, em caso de inibição enzimática, o já longo tempo de semivida poderá ser prolongado e demorar mais de 6 meses de terapêutica até que se atinja um novo estado estacionário. A administração de 12 g de colestiramina uma hora depois de uma administração de dose única de 5 mg de dutasterida não afetou a farmacocinética da dutasterida. TANSULOSINA: A administração concomitante do cloridrato de tansulosina com fármacos que possam reduzir a pressão arterial, incluindo anestésicos, inibidores PDE5 e outros bloqueadores adrenérgicos alfa-1, poderá levar à potenciação dos efeitos hipotensores. Dutasterida-tansulosina não deverá ser utilizada em associação com outros bloqueadores adrenérgicos alfa-1. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina e cetoconazol (um inibidor forte do CYP3A4) resultou num aumento da Cmáx e AUC do cloridrato de tansulosina num fator de 2,2 e 2,8 respetivamente. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina e paroxetina (um inibidor forte do CYP2D6) resultou num aumento da Cmáx e AUC do cloridrato de tansulosina num fator de 1,3 e 1,6 respetivamente. Quando administrado concomitantemente com um inibidor forte do CYP3A4, é esperado um aumento semelhante na exposição dos metabolizadores fracos do CYP2D6 quando comparados com os metabolisadores extensos. Os efeitos da administração concomitante de inibidores do CYP3A4 e CYP2D6 com cloridrato de tansulosina não foram avaliados clinicamente, contudo existe um potencial para aumento significativo da exposição à tansulosina. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina (0,4 mg) e cimetidina (400 mg de seis em seis horas durante seis dias) resultou na diminuição da depuração (26%) e no aumento na AUC (44%) do cloridrato de tansulosina. Deverá ser tida precaução na utilização de dutasterida-tansulosina em associação com cimetidina. Não foi realizado um estudo de interação de fármacos entre o cloridrato de tansulosina e a varfarina. Os resultados de estudos limitados in vitro e in vivo são inconclusivos. Deverá ser tida precaução na administração concomitante de varfarina e cloridrato de tansulosina. Não foram observadas interações quando o cloridrato de tansulosina foi administrado concomitantemente com atenolol, enalapril, nifedipina ou teofilina. A administração concomitante de furosemida origina a diminuição dos níveis plasmáticos da tansulosina, no entanto não são necessários ajustes posológicos uma vez que os níveis permanecem dentro do intervalo normal. In vitro, nem o diazepam ou propanolol, triclorometiazida, clormadinona, amitriptilina, diclofenac, glibenclamida e sinvastatina alteram a fração livre da tansulosina no plasma humano. A tansulosina também não altera as frações livres de diazepam, propanolol, triclormetiazida e clormadinona. Não foram observadas interações ao nível do metabolismo hepático durante os estudos in vitro com frações microssomais de fígado (representativas do sistema metabolizador enzimático de fármacos associado ao citocromo P450), envolvendo amitriptilina, salbutamol e glibenclamida. No entanto, o diclofenac pode aumentar a taxa de eliminação da tansulosina. - Diazepam
Usar com precaução

Esomeprazol + Diazepam

Observações: Os estudos de interação foram realizados apenas em adultos.
Interacções: Efeitos de esomeprazol sobre a farmacocinética de outros medicamentos Medicamentos metabolizados pelo CYP2C19 O esomeprazol inibe o CYP2C19, a principal enzima metabolizadora do esomeprazol. Assim, quando o esomeprazol é associado a medicamentos metabolizados pelo CYP2C19, como o diazepam, citalopram, imipramina, clomipramina, fenitoína, etc., poderá verificar-se um aumento das concentrações plasmáticas destes medicamentos e ser necessária uma redução da dose. Não foram efetuados estudos de interação in vivo com a dose mais elevada do regime intravenoso (80 mg+8 mg/h). O efeito do esomeprazol nos medicamentos metabolizados pelo CYP2C19 pode estar mais pronunciada durante este regime, e os doentes devem ser rigorosamente monitorizados no que respeita a efeitos adversos, durante o período de tratamento intravenoso de 3 dias. Diazepam A administração concomitante por via oral de 30 mg de esomeprazol resultou numa redução de 45% da depuração do diazepam, um substrato do CYP2C19. - Diazepam
Usar com precaução

Topiramato + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Efeitos do topiramato sobre outros medicamentos antiepiléticos: O topiramato inibe a enzima CYP2C19 e pode interferir com outras substâncias metabolizadas através desta enzima (ex., diazepam, imipramina, moclobemida, proguanil, omeprazol). - Diazepam
Sem efeito descrito

Itraconazol + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Efeitos na ligação às proteínas: Estudos in vitro demonstraram que não existem interações na ligação às proteínas plasmáticas entre o itraconazol e imipramina, o propranolol, o diazepam, cimetidina, indometacina, tolbutamida e sulfametazina. - Diazepam
Não recomendado/Evitar

Indinavir + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Adicionalmente, indinavir com ritonavir não deve ser administrado com alfuzosina, meperidina, piroxicam, propoxifeno, bepridilo, encainida, flecainida, propafenona, quinidina, ácido fusídico, clozapina, clorazepato, diazepam, estazolam e flurazepam. - Diazepam
Usar com precaução

Naproxeno + Esomeprazol + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: O seguinte foi também observado relativamente às mesmas enzimas: A administração concomitante de 30 mg de esomeprazol resulta numa diminuição de 45% na depuração do diazepam substrato CYP2C19. Não é provável que esta interação tenha relevância clínica. A administração concomitante de 40 mg de esomeprazol resulta num aumento de 13% nos níveis plasmáticos de fenitoína em doentes epiléticos. A administração concomitante de esomeprazol e um inibidor combinado do CYP2C19 e CYP3A4, tal como voriconazol, pode originar mais do que o dobro da exposição ao esomeprazol. A administração concomitante de esomeprazol e um inibidor CYP3A4, claritromicina (500 mg duas vezes ao dia), pode originar mais do que o dobro da exposição (AUC) ao esomeprazol. Não são necessários ajustes posológicos de esomeprazol em qualquer destes casos. Os fármacos conhecidos por induzir o CYP2C19 ou CYP3A4 ou ambos (tais como a rifampicina e o hipericão) podem levar à redução dos níveis séricos de esomeprazol, através do aumento do metabolismo de esomeprazol. O omeprazol, assim como o esomeprazol atuam como inibidores do CYP2C19. O omeprazol, administrado em doses de 40 mg em indivíduos saudáveis num estudo cruzado, aumentou a Cmax e a AUC para o cilostazol em 18% e 26% respetivamente, e um dos seus metabólitos ativos em 29% e 69% respetivamente. Dados em animais indicam que os AINEs podem aumentar o risco de convulsões associadas aos antibióticos do grupo das quinolonas. Doentes a tomar quinolonas podem ter um risco aumentado de desenvolvimento de convulsões. - Diazepam
Sem significado Clínico

Nelfinavir + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Inibidores de enzimas metabólicas: É expectável que a coadministração do nelfinavir com inibidores do CYP2C19 (por ex. fluconazol, fluoxetina, paroxetina, lansoprazol, imipramina, amitriptilina e diazepam) diminua a conversão do nelfinavir no seu principal metabólito ativo, o M8 (terc-butil hidroxi nelfinavir) com um aumento concomitante no nível plasmático do nelfinavir. Os dados limitados obtidos nos ensaios clínicos, em doentes em tratamento com um ou mais destes fármacos e nelfinavir, indicaram que não é de esperar a ocorrência de efeitos clinicamente significativos na segurança e eficácia. No entanto, não se pode excluir essa possibilidade. - Diazepam
Contraindicado

Ritonavir + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Efeitos do Ritonavir nos Medicamentos Não anti-retrovirais coadministrados: Sedativos/hipnóticos: Clorazepato, diazepam, estazolam, flurazepam, midazolam por via oral e parentérica e triazolam: É possível que a coadministração de ritonavir resulte em concentrações plasmáticas aumentadas de clorazepato, diazepam, estazolam e flurazepam, pelo que é contraindicada. Midazolam é extensamente metabolizado pelo CYP3A4. A coadministração com Ritonavir pode causar um grande aumento na concentração desta benzodiazepina. Não se realizou nenhum estudo de interação medicamentosa para a coadministração de Ritonavir com benzodiazepinas. Com base em informação referente outros inibidores da CYP3A4, espera-se que as concentrações plasmáticas do midazolam aumentem significativamente quando o midazolam é administrado por via oral. Por conseguinte, Ritonavir não deve ser coadministrado com midazolam administrado por via oral, no entanto deve usar-se de precaução ao coadministrar Ritonavir com midazolam administrado por via parentérica. A informação relativa ao uso concomitante de midazolam administrado por via parentérica com outros inibidores da protease sugere um possível aumento de 3-4 vezes nos níveis plasmáticos de midazolam. Se Ritonavir for coadministrado com midazolam administrado por via parentérica, a administração deverá ser feita numa unidade de cuidados intensivos (UCI) ou em local semelhante, de modo a garantir uma monitorização clínica rigorosa e gestão médica adequado em caso de depressão respiratória e/ou sedação prolongada. Deve ser considerado o ajuste da dose de midazolam, especialmente se for administrada mais do que uma dose única de midazolam. - Diazepam
Sem efeito descrito

Venlafaxina + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Efeitos da venlafaxina sobre outros medicamentos: Diazepam: A venlafaxina não tem efeitos sobre a farmacocinética e a farmacodinâmica do diazepam e do seu metabólito activo, desmetildiazepam. O diazepam não parece afectar a farmacocinética, quer da venlafaxina, quer da O-desmetilvenlafaxina. Desconhece-se se existe interação farmacocinética e/ou farmacodinâmica com outras benzodiazepinas. - Diazepam
Usar com precaução

Saquinavir + Diazepam

Observações: A maioria dos estudos de interacção medicamentosa com saquinavir foi desenvolvida com saquinavir não potenciado ou com saquinavir cápsulas moles não potenciado. Um número reduzido de estudos foi desenvolvido com saquinavir potenciado com ritonavir ou com saquinavir cápsulas moles potenciado com ritonavir. Os dados obtidos a partir dos estudos de interacção medicamentosa realizados com saquinavir não potenciado podem não ser representativos dos efeitos observados com a terapêutica de saquinavir/ritonavir. Adicionalmente, os resultados observados com saquinavir cápsulas moles podem não ser preditivos relativamente à magnitude destas interações com saquinavir/ritonavir.
Interacções: Benzodiazepinas: Alprazolam; Clorazepato; Diazepam; Flurazepam (saquinavir/ritonavir) As concentrações destes medicamentos podem ser aumentadas quando coadministrados com saquinavir/ritonavir. É necessária a monitorização cuidada dos doentes relativamente aos efeitos sedativos. Pode ser necessária a diminuição da dose da benzodiazepina. - Diazepam
Usar com precaução

Fluvoxamina + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: CYP3A4: Os níveis plasmáticos de benzodiazepinas metabolizadas por via oxidativa (tais como triazolam, midazolam, alprazolam e diazepam) é provável que aumentem quando administrados concomitantemente com fluvoxamina. A dosagem destas benzodiazepinas deve ser reduzida durante a administração concomitante com fluvoxamina. - Diazepam
Usar com precaução

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Diazepam

Observações: Não foram realizados estudos de interacção farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interacção com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interacções: SEDATIVOS/HIPNÓTICOS Buspirona Clorazepato Diazepam Estazolam Flurazepam Midazolam (parentérico) Zolpidem Tendo por base considerações teóricas, é expectável que DRV/COB aumente as concentrações plasmáticas destes sedativos/hipnóticos. (inibição do CYP3A) Recomenda-se monitorização clínica quando este medicamento é administrado concomitantemente com estes sedativos/hipnóticos, devendo ser considerada uma dose mais baixa destes sedativos/hipnóticos. Recomenda-se precaução na administração concomitante de este medicamento e midazolam parentérico. Se este medicamento for administrado concomitantemente com midazolam por via parentérica, tal deve ser realizado numa unidade de cuidados intensivos ou em condições equivalentes, que assegurem monitorização clínica rigorosa e atenção médica apropriada em caso de depressão respiratória e/ou sedação prolongada. Deve-se considerar um ajuste da dose de midazolam, especialmente se for administrada mais do que uma dose única de midazolam. - Diazepam
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Letermovir + Diazepam

Observações: Informação geral sobre as diferenças na exposição entre os diferentes regimes de tratamento com letermovir - A exposição plasmática esperada de letermovir difere consoante o regime terapêutico utilizado. Desta forma, as consequências clínicas das interações medicamentosas do letermovir vão depender do regime de letermovir utilizado, e se o letermovir está ou não associado à ciclosporina. - A associação de ciclosporina e letermovir pode levar a efeitos potenciados ou adicionais dos medicamentos concomitantes quando comparado com letermovir isoladamente.
Interacções: Medicamentos metabolizados pelo CYP2C9 e/ou CYP2C19 A administração concomitante de Letermovir com voriconazol (um substrato CYP2C19) resulta numa diminuição significativa das concentrações plasmáticas de voriconazol, o que indica que letermovir é um indutor do CYP2C19. O CYP2C9 é provavelmente induzido também. O letermovir tem o potencial para diminuir a exposição dos substratos de CYP2C9 e/ou CYP2C19, resultando potencialmente em níveis sub-terapêuticos. - Exemplos destes medicamentos incluem varfarina, fenitoína, voriconazol, diazepam, lansoprazol, omeprazol, esomeprazol, pantoprazol, tilidina e tolbutamida. É esperado que o efeito não seja tão pronunciado para letermovir oral sem ciclosporina do que para letermovir IV com ou sem ciclosporina, ou letermovir oral com ciclosporina. Isto deve ser tido em consideração quando o regime de letermovir é alterado durante o tratamento com um substrato CYP2C9 ou CYP2C19. - Diazepam
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Carisoprodol + Fenilbutazona + Paracetamol + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Carisoprodol tem sua ação aumentada com: Ansiolíticos Diazepam, lorazepam. - Diazepam
Usar com precaução

Rifampicina + Trimetoprim + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: interação com a enzima citocromo P-450: levando em consideração que a rifampicina possui propriedades indutoras de certas enzimas do citocromo P-450, a administração concomitante de Rifampicina / Trimetoprim com outros medicamentos que são metabolizados por essas enzimas do citocromo P-450 pode acelerar o metabolismo e reduzir a atividade desses medicamentos. Portanto, deve ser usado com cautela quando Rifampicina / Trimetoprim é prescrito com medicamentos metabolizados pelo citocromo P-450. Para manter níveis terapêuticos adequados no sangue, a dosagem do medicamento metabolizado por essas enzimas pode exigir um ajuste da dose, tanto no início quanto no final do tratamento concomitante com Rifampicina / Trimetoprim. Exemplos de drogas metabolizadas pelas enzimas do citocromo P-450 são: anticonvulsivantes (por exemplo, fenitoína), anti-arrítmicos (por exemplo, disopiramida, mexiletina, quinidina, propafenona, tocainida), estrógenos (por exemplo, tamoxifeno, toremifeno), antipsicóticos (por por exemplo, haloperidol), anticoagulantes orais (por exemplo, varfarina), antifúngicos (por exemplo, fluconazol, itraconazol, cetoconazol), medicamentos anti-retrovirais (por exemplo, zidovudina, saquinavir, indinavir, efavirenz), barbitúricos, bloqueadores beta-adrenérgicos, benzodiazepínicos por exemplo, diazepam), medicamentos relacionados à benzodiazepina (por exemplo, zopiclona, zolpidem), bloqueadores dos canais de cálcio (por exemplo, diltiazem, nifedipina, verapamil), cloranfenicol, claritromicina, corticosteroides, glicosídeos cardíacos, clofibrato, contracetivos hormonais, dapsona, doxiciclina, estrogénios, fluoroquinolonas, gestrinona, agentes hipoglicémicos orais (sulfonilureias), agentes imunossupressores (por exemplo, ciclosporina, tacrolimus), irinotecano, levotiroxina, losartan, analgésicos narcóticos, metadona, praziquantel, progestinas, quinina, riluzol, recetor antagonista seletivo de 5-HT3 (por exemplo, ondansetrona) estatinas metabolizadas pelo CYP 3A4, telitromicina, teofilina, tiazolidonas (por exemplo, rosiglitazona), antidepressivos tricíclicos (por exemplo, amitriptilina, nortriptilina). - Diazepam
Sem efeito descrito

Idebenona + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Foram realizados numerosos estudos com a finalidade de determinar o potencial efeito tóxico que a Idebenona poderia ter ao ser administrada em associação com outros medicamentos, nomeadamente, digoxina, propranolol, verapamil, tolbutamida, diazepam, furosemida, etanol, ácido acetilsalicílico. Não foram observadas interações. - Diazepam
Usar com precaução

Diclofenac + Metaxalona + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Diclofenac + Metaxalona pode ter interação com diazepam (usado para tratar a ansiedade). - Diazepam
Usar com precaução

Oxomemazina + Guaifenesina + Paracetamol + Benzoato de sódio + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Pode ocorrer potencialização dos efeitos dos depressores do SNC (diazepam). - Diazepam
Sem efeito descrito

Acamprosato + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: O acamprosato não afeta a farmacocinética do diazepam. - Diazepam
Contraindicado

Nirmatrelvir + Ritonavir + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: É provável que a coadministração de ritonavir resulte no aumento das concentrações plasmáticas de diazepam portanto, contraindicada. - Diazepam
Usar com precaução

Buspirona + Diazepam

Observações: n.d.
Interacções: Após a adição de buspirona ao regime posológico do diazepam, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nos parâmetros farmacocinéticos do estado estacionário (Cmáx, AUC e Cmín) para o diazepam, mas foram detectados aumentos de cerca de 15% para o nordiazepam e foram também observados efeitos adversos clínicos menores (tonturas, cefaleia e náuseas). - Diazepam
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Diazepam + Metoclopramida

Observações: n.d.
Interacções: A metoclopramida administrada por via intravenosa (mas não por via oral) aumenta a taxa de absorção do diazepam e aumenta a concentração máxima alcançada após administração oral. - Metoclopramida
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Diazepam + Narcóticos

Observações: n.d.
Interacções: Os narcóticos (morfina, petidina) diminuem a taxa de absorção e diminuem as concentrações máximas do diazepam administrado por via oral. - Narcóticos
Sem significado Clínico

Diazepam + Enzimas metabolizadoras

Observações: n.d.
Interacções: O diazepam não mostrou induzir ou inibir enzimas metabolizadoras. No entanto, ocorrem algumas interações medicamentosas precipitadas pelo diazepam. - Enzimas metabolizadoras
Usar com precaução

Diazepam + Fenitoína

Observações: n.d.
Interacções: O tratamento com fenitoína foi associado a concentrações mais elevadas e intoxicações por fenitoína aumentadas quando associado com o diazepam. No entanto, muitos autores não encontraram interação ou até mesmo concentrações plasmáticas mais baixas de fenitoína quando administrada concomitantemente com diazepam. - Fenitoína
Não recomendado/Evitar

Diazepam + Álcool

Observações: n.d.
Interacções: Deve evitar-se o consumo de álcool em doentes a receber diazepam. Para consultar informações sobre sobredosagem e precauções com outros depressores do sistema nervoso central, incluindo o álcool. Pode também produzir-se uma potenciação dos efeitos adversos sobre a sedação e depressão cardiorrespiratória quando diazepam é administrado concomitantemente com depressores do SNC, incluindo álcool - Álcool
Não recomendado/Evitar

Diazepam + Depressores do SNC

Observações: n.d.
Interacções: Pode também produzir-se uma potenciação dos efeitos adversos sobre a sedação e depressão cardiorrespiratória quando diazepam é administrado concomitantemente com depressores do SNC, incluindo álcool. - Depressores do SNC
Não recomendado/Evitar

Diazepam + Clozapina

Observações: n.d.
Interacções: Foi notificada hipotensão grave, depressão respiratória ou perda de consciência em doentes em tratamento combinado com clozapina e benzodiazepinas, incluindo o diazepam, em várias ocasiões. - Clozapina
Usar com precaução

Diazepam + Fenotiazidas (fenotiazinas)

Observações: n.d.
Interacções: Podem ser esperados efeitos depressores cumulativos do SNC quando fenotiazinas e benzodiazepinas são combinadas: sedação, depressão respiratória e obstrução das vias respiratórias foram notificadas com o uso combinado de levomepromazina e diazepam. - Fenotiazidas (fenotiazinas)
Não recomendado/Evitar

Diazepam + Olanzapina

Observações: n.d.
Interacções: Ocorreram efeitos cumulativos da olanzapina e do diazepam na sedação e hipotensão na ausência de interação farmacocinética. A utilização parentérica concomitante não é recomendada. - Olanzapina
Usar com precaução

Diazepam + Metadona

Observações: n.d.
Interacções: O diazepam potencia os efeitos opioides subjetivos da metadona. Aumenta os efeitos da metadona no diâmetro da pupila e sedação e também provoca uma deterioração significativamente maior no tempo de reação em comparação com a metadona sozinha. Não existe interação farmacocinética entre os dois medicamentos. - Metadona
Usar com precaução

Diazepam + Levodopa

Observações: n.d.
Interacções: Observou-se uma perda reversível do controlo da doença de Parkinson em alguns doentes tratados com levodopa em associação com diazepam. Esta pode ser causada pela diminuição dos níveis de dopamina estriatal. - Levodopa
Usar com precaução

Diazepam + Xantinas

Observações: n.d.
Interacções: As xantinas teofilina e cafeína opõe-se aos efeitos sedativos e, possivelmente, aos efeitos ansiolíticos do diazepam parcialmente através do bloqueio dos recetores de adenosina. - Xantinas
Usar com precaução

Diazepam + Cetamina

Observações: n.d.
Interacções: O pré-tratamento com diazepam altera a farmacodinâmica e a farmacocinética do anestésico cetamina. A N-desmetilação da cetamina foi inibida, levando a uma semivida prolongada e a um tempo prolongado de sono induzido pela cetamina. Na presença de diazepam, é necessária uma concentração reduzida de cetamina para obter uma anestesia adequada. - Cetamina
Usar com precaução

Diazepam + Analgésicos narcóticos

Observações: n.d.
Interacções: No caso dos analgésicos narcóticos pode também produzir-se um aumento da sensação de euforia, o que pode aumentar a dependência psíquica. - Analgésicos narcóticos
Não recomendado/Evitar

Diazepam + Opioides

Observações: n.d.
Interacções: A utilização concomitante de medicamentos sedativos, tais como benzodiazepinas ou medicamentos relacionados, tais como diazepam, com opioides aumenta o risco de sedação, depressão respiratória, coma e morte devido ao efeito depressor aditivo no SNC. A dose e duração do uso concomitante devem ser limitadas. - Opioides
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interacções do Diazepam
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 24 de Março de 2026