Apixabano

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento
O que é
Apixaban é um medicamento anticoagulante usado para tratar e prevenir coágulos sanguíneos e para prevenir acidente vascular cerebral em pessoas com fibrilação atrial não valvar.

Especificamente, é usado para prevenir coágulos sanguíneos após a substituição do quadril ou joelho e em pessoas com história de coágulos anteriores.
É usado como alternativa à varfarina e não requer monitoramento por exames de sangue.
Usos comuns
Apixabano é um inibidor do factor Xa (anticoagulante), indicado para reduzir o risco de AVC e embolia sistémica em pacientes com fibrilação atrial não valvular.
Tipo
Molécula pequena.
Indicações
Prevenção de acontecimentos tromboembólicos venosos (TEV) em doentes adultos que foram submetidos a artroplastia electiva da anca ou joelho.

Prevenção de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico em doentes adultos com fibrilhação auricular não valvular com um ou mais factores de risco tais como, acidente vascular cerebral ou acidente isquémico transitório prévios; idade ≥75 anos; hipertensão; diabetes mellitus; insuficiência cardíaca sintomática (Classe NYHA ≥ II).
Classificação CFT

4.3.1.4 : Outros anticoagulantes

Mecanismo de ação
O Apixabano é um inibidor potente do factor Xa, oral, reversível, directo e altamente selectivo para o local activo do factor Xa.

Não necessita de antitrombina III para a actividade antitrombótica.

O Apixabano inibe o factor Xa livre e ligado ao coágulo e a actividade protrombinase.

O Apixabano não tem efeito directo na agregação plaquetária, mas indirectamente, inibe a agregação plaquetária induzida pela trombina.

Ao inibir o factor Xa, o Apixabano previne a formação de trombina e o desenvolvimento do trombo.

Estudos pré-clínicos de Apixabano em modelos animais demonstraram eficácia antitrombótica na prevenção da trombose arterial e venosa em doses que preservam a hemostase.
Posologia orientativa
Prevenção de TEV: artroplastia electiva da anca ou joelho
A dose recomendada é de 2,5 mg tomada por via oral, duas vezes por dia.

A dose inicial deverá ser tomada 12 a 24 horas após a cirurgia.

Os médicos podem considerar os potenciais benefícios da anticoagulação mais precoce para profilaxia de TEV, bem como os riscos da hemorragia após a cirurgia, na decisão quanto ao momento de administração neste período de tempo.

Em doentes submetidos a artroplastia electiva da anca
A duração recomendada do tratamento é de 32 a 38 dias.

Em doentes submetidos a artroplastia electiva do joelho
A duração recomendada do tratamento é de 10 a 14 dias.

Prevenção de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico em doentes com fibrilhação auricular não valvular.
A dose recomendada é de 5 mg tomada por via oral, duas vezes por dia.

Redução da dose
A dose recomendada é de 2,5 mg tomada por via oral, duas vezes por dia em doentes com fibrilhação auricular não valvular e com, pelo menos, duas das seguintes características: idade ≥80 anos, peso corporal ≤60 kg, ou creatinina sérica ≥1,5 mg/dl (133 micromol/l).
Administração
Via oral.
Deve ser deglutido com água, com ou sem alimentos.
Contraindicações
– Hipersensibilidade ao Apixabano.
– Hemorragia clinicamente significativa activa.
– Doença hepática associada a coagulopatia e risco de hemorragia clinicamente relevante.
– Lesão ou condição se considerada um factor de risco para hemorragia major.

Tal pode incluir ulceração gastrointestinal actual ou recente, presença de neoplasias malignas com risco elevado de hemorragia, lesão cerebral ou espinal recente, cirurgia cerebral, espinal ou oftalmológica recente, hemorragia intracraniana recente, varizes esofágicas conhecidas ou suspeitas, malformações arteriovenosas, aneurismas vasculares ou alterações vasculares intraspinais ou intracerebrais major.

– Tratamento concomitante com qualquer outro agente anticoagulante, por exemplo heparina não fracionada, heparinas de baixo peso molecular (enoxaparina, dalteparina, etc.), derivados da heparina (fondaparinux, etc.), anticoagulantes orais (varfarina, rivaroxabano, dabigatrano, etc.), excepto em caso de alteração da terapia de ou para o apixabano ou quando a heparina não fracionada for administrada em doses necessárias para manter um cateter central venoso ou arterialaberto.
Efeitos indesejáveis/adversos
Obtenha ajuda médica de emergência se tiver algum destes sinais de reacção alérgica: urticária; dificuldade de respirar, inchaço do rosto, lábios, língua ou garganta.

Contacte o médico imediatamente se tiver:
– nódoas negras fáceis, hemorragia invulgar (nariz, boca, vagina ou recto), sangramento de feridas ou por agulha de injectáveis, qualquer sangramento que não pára;
– períodos menstruais penosos;
– dor de cabeça, tontura, fraqueza, sensação de vazio;
– urina vermelha, rosa, acastanhada;
– fezes pretas ou sanguinolentas, tosse ou vómito com sangue que se parece com borras de café;
– fraqueza, dormência, comichão ou dores musculares (principalmente nas pernas e pés), ou
– dificuldade de movimento em qualquer parte do corpo.
Advertências
Gravidez
Gravidez:
Gravidez:Apixabano não é recomendado durante a gravidez
Aleitamento
Aleitamento:
Aleitamento:Tem que ser tomada uma decisão sobre a interrupção da amamentação ou a interrupção/abstenção da terapêutica com Apixabano.
Precauções gerais
É muito importante que o médico verifique o seu progresso em visitas regulares para se certificar de que o Apixabano está funcionando correctamente e para decidir se deve continuar a tomá-lo.

Podem ser necessários exames de sangue para verificar se há efeitos indesejáveis.

O Apixabano pode causar um tipo de reacção alérgica grave chamada de anafilaxia.

Anafilaxia pode ser fatal e exige atenção médica imediata.

Chame o médico imediatamente se tiver uma erupção cutânea, comichão, dificuldade em respirar, dificuldade em engolir, ou qualquer inchaço das mãos, rosto ou na boca, enquanto estiver a usar Apixabano.

Certifique-se de que qualquer que seja o Médico que o trata, sabe que está a tomar Apixabano. Pode precisar de parar a toma de Apixabano por vários dias antes de uma cirurgia, incluindo procedimentos odontológicos.

Não parar de usar Apixabano sem consultar o médico. Pode ter um maior risco de acidente vascular cerebral depois de parar de tomar o Apixabano.

Pode sangrar e ter nódoas negras mais facilmente, enquanto estiver usando Apixabano.

Tenha cuidado redobrado para evitar lesões.

Evite os desportos violentos ou outras situações onde poderia sair maguado ou com ferimentos.

Escove suavemente os dentes e uso fio dental.

Tenha cuidado ao usar objectos cortantes, incluindo lâminas de barbear e corta-unhas.

Evite contactos com o nariz. Se precisar de assoar o nariz, fazê-lo com cuidado.

Verifique com o médico imediatamente se tiver qualquer hemorragia invulgar ou nódoas negras, fezes negras, sangue na urina ou nas fezes, dor de cabeça, tonturas ou fraqueza, dor, inchaço ou desconforto nas articulações, manchas vermelhas na pele, hemorragias nasais incomuns, ou sangramento vaginal anormal mais intenso que o normal. Estes podem ser sinais de problemas de sangramento.

Não tome outros medicamentos que não tenham sido discutidas com o médico.

Isso inclui a prescrição de medicamentos com ou sem receita (OTC) e medicamentos à base de plantas (por exemplo, erva de São João) ou suplementos vitamínicos.
Cuidados com a dieta
Pode ser tomado com ou sem alimentos.
Resposta à overdose
Procurar atendimento médico de emergência, ou ligue para o Centro de Intoxicações.

Não existe um antídoto para este medicamento.

A sobredosagem de Apixabano pode resultar num risco aumentado de hemorragia.

Em caso de complicações hemorrágicas, o tratamento tem de ser interrompido e a causa da hemorragia investigada.

Deve ser considerado o início do tratamento adequado, por exemplo, hemostase cirúrgica ou a transfusão de plasma fresco congelado.

Em ensaios clínicos controlados o Apixabano, administrado por via oral a indivíduos saudáveis em doses até 50mg diários, durante 3 a 7 dias (25mg duas vezes por dia, durante 7 dias ou 50mg uma vez por dia, durante 3 dias) não teve ocorrências adversas clinicamente relevantes.

Em indivíduos saudáveis a administração de carvão activado 2 e 6 horas após a ingestão de uma dose de 20mg de Apixabano, reduziu a AUC média do Apixabano em 50% e 27%, respectivamente, e não teve impacto na Cmax.

A semi-vida média do Apixabano diminuiu de 13,4 horas quando o Apixabano foi administrado em monoterapia para 5,3 horas e 4,9 horas, respectivamente, quando foi administrado carvão activado 2 e 6 horas após o Apixabano.

Consequentemente, a administração de carvão activado pode ser útil na gestão da sobredosagem com Apixabano ou da ingestão acidental.

Se uma hemorragia, com risco de vida, não puder ser controlada com as medidas descritas acima, pode ser considerada a administração do factor recombinante VIIa.

No entanto, actualmente, não há experiência com a utilização do factor recombinante VIIa em indivíduos a receber Apixabano.

Uma nova dose de factor recombinante VIIa pode ser considerada e titulada em função da melhoria da hemorragia.

Dependendo da disponibilidade local, deve ser considerada a consulta a um perito em coagulação em caso de hemorragias major.
Terapêutica interrompida
Se for esquecida uma dose, o doente deverá tomar imediatamente e depois continuar a tomar duas vezes por dia, como anteriormente.
Cuidados no armazenamento
O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Mantenha todos os medicamentos fora do alcance de crianças e animais de estimação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu médico, enfermeiro ou farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
Espectro de susceptibilidade e tolerância bacteriológica
Sem informação.
Não recomendado/Evitar

Apixabano + Inibidores do CYP3A4

Observações: n.d.
Interacções: A co-administração de apixabano com cetoconazol (400 mg uma vez por dia), um inibidor potente da CYP3A4 e da P-gp, provocou um aumento de 2 vezes na AUC média de apixabano e um aumento de 1,6 vezes na Cmax média do apixabano. A utilização de apixabano não é recomendada em doentes a receber tratamento sistémico concomitante com inibidores potentes da CYP3A4 e da P-gp, tais como antimicóticos azólicos (por exemplo, cetoconazol, itraconazol, voriconazol e posaconazol) e inibidores da protease do VIH (por exemplo, ritonavir). É esperado que as substâncias activas que não são consideradas inibidores potentes da CYP3A4 e da P-gp, (por exemplo, amiodarona, claritromicina, diltiazem, fluconazol, naproxeno, quinidina, verapamilo) aumentem as concentrações plasmáticas de apixabano em menor extensão. Não é necessário efectuar ajustes da dose de apixabano quando co-administrado com agentes que não são inibidores potentes da CYP3A4 e da P-gp. Por exemplo, diltiazem (360 mg uma vez por dia), considerado um inibidor moderado da CYP3A4 e um inibidor fraco da P-gp, levou a um aumento de 1,4 vezes na AUC média de apixabano e a um aumento de 1,3 vezes na Cmax. O naproxeno (500 mg, dose única), um inibidor da P-gp mas não um inibidor da CYP3A4, levou a um aumento de 1,5 vezes e de 1,6 vezes na AUC e Cmax médias do apixabano, respectivamente. A claritromicina, (500 mg, duas vezes por dia), um inibidor da P-gp e um inibidor potente da CYP3A4, levou a um aumento de 1,6 vezes e a um aumento de 1,3 vezes na AUC média e na Cmax de apixabano, respectivamente. - Inibidores do CYP3A4
Usar com precaução

Defibrotido + Apixabano

Observações: O Defibrotido não inibe nem induz CYP450.
Interacções: Potenciais interacções com agentes antitrombóticos/fibrinolíticos: O defibrotido tem um efeito profibrinolítico, passível de aumentar potencialmente a actividade dos medicamentos antitrombóticos/fibrinolíticos. Atualmente, não existe notificação de experiência em doentes no tratamento concomitante com heparinas de baixo peso molecular (LMWH), varfarina ou no tratamento concomitante com inibidores diretos da trombina (por exemplo, dabigatrano) ou inibidores diretos do Fator Xa (por exemplo, rivaroxabano e apixabano). Por conseguinte, não se recomenda a utilização de defibrotido com medicamentos antitrombóticos/fibrinolíticos. Contudo, no caso da sua utilização em casos excecionais, é aconselhada precaução através de uma monitorização cuidadosa dos parâmetros de coagulação. - Apixabano
Não recomendado/Evitar

Apixabano + Inibidores da glicoproteína-P (Gp-P)

Observações: n.d.
Interacções: A co-administração de apixabano com cetoconazol (400 mg uma vez por dia), um inibidor potente da CYP3A4 e da P-gp, provocou um aumento de 2 vezes na AUC média de apixabano e um aumento de 1,6 vezes na Cmax média do apixabano. A utilização de apixabano não é recomendada em doentes a receber tratamento sistémico concomitante com inibidores potentes da CYP3A4 e da P-gp, tais como antimicóticos azólicos (por exemplo, cetoconazol, itraconazol, voriconazol e posaconazol) e inibidores da protease do VIH (por exemplo, ritonavir). É esperado que as substâncias activas que não são consideradas inibidores potentes da CYP3A4 e da P-gp, (por exemplo, amiodarona, claritromicina, diltiazem, fluconazol, naproxeno, quinidina, verapamilo) aumentem as concentrações plasmáticas de apixabano em menor extensão. Não é necessário efectuar ajustes da dose de apixabano quando co-administrado com agentes que não são inibidores potentes da CYP3A4 e da P-gp. Por exemplo, diltiazem (360 mg uma vez por dia), considerado um inibidor moderado da CYP3A4 e um inibidor fraco da P-gp, levou a um aumento de 1,4 vezes na AUC média de apixabano e a um aumento de 1,3 vezes na Cmax. O naproxeno (500 mg, dose única), um inibidor da P-gp mas não um inibidor da CYP3A4, levou a um aumento de 1,5 vezes e de 1,6 vezes na AUC e Cmax médias do apixabano, respectivamente. A claritromicina, (500 mg, duas vezes por dia), um inibidor da P-gp e um inibidor potente da CYP3A4, levou a um aumento de 1,6 vezes e a um aumento de 1,3 vezes na AUC média e na Cmax de apixabano, respectivamente. - Inibidores da glicoproteína-P (Gp-P)
Usar com precaução

Apixabano + Indutores da glicoproteína-P (Gp-P)

Observações: n.d.
Interacções: A co-administração de apixabano com rifampicina, um indutor potente da CYP3A4 e da P-gp, levou a uma diminuição de aproximadamente 54% e 42% na AUC e Cmax médias de apixabano, respectivamente. A utilização concomitante de apixabano com outros indutores potentes da CYP3A4 e da P-gp (por exemplo, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou hipericão) podem também conduzir a uma redução das concentrações plasmáticas de apixabano. Não é necessário efectuar ajuste da dose de apixabano durante a terapêutica concomitante com estes fármacos, no entanto, em doentes a receber tratamento sistémico concomitante com indutores potentes de CYP3A4 e P-gp apixabano deve ser utilizado com precaução para a prevenção de TEV após artroplastia electiva da anca ou joelho, para prevenção de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico em doentes com fibrilhação auricular não valvular e para prevenção de TVP recorrente e EP. Apixabano não é recomendado para o tratamento de TVP e de EP em doentes a receber tratamento sistémico concomitante com indutores potentes de CYP3A4 e P-gp, uma vez que a eficácia pode estar comprometida. - Indutores da glicoproteína-P (Gp-P)
Usar com precaução

Apixabano + Indutores do CYP3A4

Observações: n.d.
Interacções: A co-administração de apixabano com rifampicina, um indutor potente da CYP3A4 e da P-gp, levou a uma diminuição de aproximadamente 54% e 42% na AUC e Cmax médias de apixabano, respectivamente. A utilização concomitante de apixabano com outros indutores potentes da CYP3A4 e da P-gp (por exemplo, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou hipericão) podem também conduzir a uma redução das concentrações plasmáticas de apixabano. Não é necessário efectuar ajuste da dose de apixabano durante a terapêutica concomitante com estes fármacos, no entanto, em doentes a receber tratamento sistémico concomitante com indutores potentes de CYP3A4 e P-gp apixabano deve ser utilizado com precaução para a prevenção de TEV após artroplastia electiva da anca ou joelho, para prevenção de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico em doentes com fibrilhação auricular não valvular e para prevenção de TVP recorrente e EP. Apixabano não é recomendado para o tratamento de TVP e de EP em doentes a receber tratamento sistémico concomitante com indutores potentes de CYP3A4 e P-gp, uma vez que a eficácia pode estar comprometida. - Indutores do CYP3A4
Não recomendado/Evitar

Apixabano + Anticoagulantes orais

Observações: n.d.
Interacções: Devido ao aumento do risco de hemorragia, o tratamento concomitante com qualquer outro anticoagulante é contra-indicado, excepto em caso de circunstâncias específicas de alteração da terapia anticoagulante quando a heparina não fracionada for administrada em doses necessárias para manter 13 um cateter central venoso ou arterial aberto ou quando a heparina não fracionada for administrada durante a ablação por cateter da fibrilhação auricular. - Anticoagulantes orais
Usar com precaução

Apixabano + Enoxaparina sódica

Observações: n.d.
Interacções: Após administração combinada de enoxaparina (40 mg dose única) com apixabano (5 mg dose única), foi observado um efeito aditivo na actividade do anti-factor Xa. - Enoxaparina sódica
Sem efeito descrito

Apixabano + Ácido Acetilsalicílico

Observações: n.d.
Interacções: Não foram visíveis interacções farmacocinéticas ou farmacodinâmicas quando o apixabano foi co-administrado com 325 mg de ácido acetilsalicílico, uma vez por dia. Apixabano deve ser utilizado com precaução quando co-administrado ácido acetilsalicílico porque estes medicamentos aumentam, normalmente o risco de hemorragia. No estudo CV185325, não foram notificados acontecimentos hemorrágicos clinicamente importantes nos 12 doentes pediátricos tratados diária e concomitantemente com apixabano e ácido acetilsalicílico ≤165 mg. - Ácido Acetilsalicílico
Sem efeito descrito

Apixabano + Clopidogrel

Observações: n.d.
Interacções: A co-administração de apixabano com clopidogrel (75 mg uma vez por dia) ou com a associação de 75 mg de clopidogrel e 162 mg de ácido acetilsalicílico, uma vez por dia, ou com prasugrel (60 mg seguido de 10 mg uma vez por dia) em estudos de fase 1, não demonstrou um aumento relevante no tempo de hemorragia padrão, nem inibição adicional na agregação plaquetária, em comparação com a administração de antiplaquetários sem apixabano. Os aumentos nos testes de coagulação (TP, INR e TTPA) foram consistentes com os efeitos de apixabano em monoterapia. - Clopidogrel
Usar com precaução

Apixabano + Naproxeno

Observações: n.d.
Interacções: Naproxeno (500 mg, dose única), um inibidor da P-gp mas não um inibidor da CYP3A4, levou a um aumento de 1,5 vezes e de 1,6 vezes na AUC e Cmax médias de apixabano, respectivamente. Foram observados aumentos correspondentes nos testes de coagulação para apixabano. Não foram observadas alterações no efeito de naproxeno na agregação plaquetária induzida por ácido araquidónico e não foi observado um prolongamento, clinicamente relevante, do tempo de hemorragia após a administração concomitante de apixabano e naproxeno. Apesar destes dados, quando os antiplaquetários são co-administrados com apixabano pode haver indivíduos com uma resposta farmacodinâmica mais acentuada. Em estudos efectuados em indivíduos saudáveis apixabano não alterou de modo significativo a farmacocinética de naproxeno. A co-administração de doses únicas de apixabano (10 mg) e naproxeno (500 mg), um AINE utilizado frequentemente, não teve qualquer efeito na AUC ou Cmax de naproxeno. - Naproxeno
Usar com precaução

Apixabano + Inibidores da recaptação da serotonina e da noradrenalina (IRSN)

Observações: n.d.
Interacções: Apixabano deve ser utilizado com precaução quando co-administrado com IRSN porque estes medicamentos aumentam, normalmente o risco de hemorragia. - Inibidores da recaptação da serotonina e da noradrenalina (IRSN)
Usar com precaução

Apixabano + Inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS) (SSRIs)

Observações: n.d.
Interacções: Apixabano deve ser utilizado com precaução quando co-administrado com ISRS porque estes medicamentos aumentam, normalmente o risco de hemorragia. - Inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS) (SSRIs)
Usar com precaução

Apixabano + Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs)

Observações: n.d.
Interacções: Apixabano deve ser utilizado com precaução quando co-administrado com AINE porque estes medicamentos aumentam, normalmente o risco de hemorragia. - Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs)
Usar com precaução

Apixabano + Inibidores P2Y12

Observações: n.d.
Interacções: Apixabano deve ser utilizado com precaução quando co-administrado com inibidores P2Y12 porque estes medicamentos aumentam, normalmente o risco de hemorragia. - Inibidores P2Y12
Não recomendado/Evitar

Apixabano + Antiagregantes plaquetários

Observações: n.d.
Interacções: A experiência de co-administração com outros inibidores de agregação plaquetária (como antagonistas dos receptores GPIIb/IIIa, dipiridamol, dextrano ou sulfinpirazona) ou agentes trombolíticos é limitada. Como estes agentes aumentam o risco de hemorragia, a co-administração destes medicamentos com apixabano não é recomendada. - Antiagregantes plaquetários
Sem efeito descrito

Apixabano + Atenolol

Observações: n.d.
Interacções: Não foram observadas interacções farmacocinéticas ou farmacodinâmicas quando o apixabano foi co-administrado com atenolol. A co-administração de 10 mg de apixabano com 100 mg de atenolol, não teve um efeito clinicamente relevante na farmacocinética de apixabano. Após a administração dos dois medicamentos em simultâneo, a AUC e Cmax médias de apixabano foram 15% e 18% mais baixas do que quando administrado isoladamente. Em estudos efectuados em indivíduos saudáveis apixabano não alterou de modo significativo a farmacocinética de atenolol. A co-administração de uma dose única de apixabano (10 mg) e atenolol (100 mg), um beta-bloqueador comum, não alterou a farmacocinética de atenolol. - Atenolol
Sem efeito descrito

Apixabano + Famotidina

Observações: n.d.
Interacções: Não foram observadas interacções farmacocinéticas ou farmacodinâmicas quando o apixabano foi co-administrado com famotidina. A administração de 10 mg de apixabano com 40 mg de famotidina não teve efeito na AUC nem na Cmax de apixabano. - Famotidina
Sem efeito descrito

Apixabano + Digoxina

Observações: n.d.
Interacções: Em estudos efectuados em indivíduos saudáveis apixabano não alterou de modo significativo a farmacocinética de digoxina. A co-administração de apixabano (20 mg uma vez por dia) e digoxina (0,25 mg uma vez por dia), um substrato da P-gp, não afectou a AUC ou Cmax da digoxina. Consequentemente, apixabano não inibe o transporte do substrato mediado pela P-gp. - Digoxina
Sem efeito descrito

Apixabano + Outros medicamentos

Observações: n.d.
Interacções: Estudos in vitro com apixabano não mostraram efeito inibitório na actividade da CYP1A2, CYP2A6, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2D6 ou CYP3A4 (CI50 > 45 μM) e mostraram um efeito inibitório fraco na actividade da CYP2C19 (CI50 > 20 μM) em concentrações que são significativamente maiores do que os picos das concentrações plasmáticas observadas nos doentes. Apixabano não induziu a CYP1A2, CYP2B6, CYP3A4/5 numa concentração até 20 μM. Consequentemente, não se espera que apixabano altere a depuração metabólica de fármacos co-administrados que sejam metabolizados por estas enzimas. Apixabano não é um inibidor significativo da P-gp. - Outros medicamentos
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Apixabano + Carvão activado

Observações: n.d.
Interacções: A administração de carvão activado reduz a exposição de apixabano. - Carvão activado
Não recomendado/Evitar

Darunavir + Apixabano

Observações: O perfil de interacção do darunavir pode variar dependendo se é utilizado o ritonavir ou o cobicistate como fármacos potenciadores.
Interacções: Apixabano, Etexilato de dabigatrano, Rivaroxabano: A co-administração de Darunavir potenciado, com estes anticoagulantes pode aumentar a concentração do anticoagulante. (CYP3A e/ou inibição da gp-P). A administração de Darunavir potenciado com estes anticoagulantes não é recomendada. - Apixabano
Não recomendado/Evitar

Darunavir + Cobicistate + Apixabano

Observações: Não foram realizados estudos de interacção farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interacção com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interacções: ANTICOAGULANTES/INIBIDOR DA AGREGAÇÃO PLAQUETAR: Apixaban, Etexilato de dabigatran, Rivaroxabano: Tendo por base considerações teóricas, a administração concomitante de Darunavir / Cobicistate com estes anticoagulantes pode aumentar as concentrações do anticoagulante (inibição do CYP3A e/ou da glicoproteína-P). A administração concomitante de Darunavir / Cobicistate com estes anticoagulantes não é recomendada. - Apixabano
Sem efeito descrito

Patirómero + Apixabano

Observações: n.d.
Interacções: Os estudos in vitro demonstraram não haver potencial interacção de Patirómero com as seguintes substâncias activas: alopurinol, amoxicilina, apixabano, ácido acetilsalicílico, atorvastatina, cefalexina, digoxina, glipizida, lisinopril, fenitoína, riboflavina, rivaroxabano, espironolactona e valsartan. - Apixabano
Não recomendado/Evitar

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Apixabano

Observações: Não foram realizados estudos de interacção farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interacção com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interacções: ANTICOAGULANTES/INIBIDORES DA AGREGAÇÃO PLAQUETAR Apixabano Etexilato de dabigatrano Rivaroxabano Tendo por base considerações teóricas, a administração concomitante de DRV/COBI com estes anticoagulantes pode aumentar as concentrações do anticoagulante. (inibição do CYP3A e/ou da glicoproteína-P) A administração concomitante de este medicamento com estes anticoagulantes não é recomendada. - Apixabano
Usar com precaução

Inotersen + Apixabano

Observações:
Interacções: Deve ter-se precaução com a utilização de medicamentos antitrombóticos, antiplaquetários e medicamentos que podem reduzir a contagem das plaquetas, como por exemplo, ácido acetilsalicílico, clopidogrel, varfarina, heparina, heparinas de baixo peso molecular, inibidores do Fator Xa, como rivaroxabano e apixabano, e inibidores da trombina, como o dabigatrano. - Apixabano
Usar com precaução

Diclofenac + Metocarbamol + Paracetamol + Apixabano

Observações: n.d.
Interacções: Diclofenac + Metocarbamol + Paracetamol interage com medicamentos para doenças cardíacas (apixabano). - Apixabano
Não recomendado/Evitar

Nirmatrelvir + Ritonavir + Apixabano

Observações: n.d.
Interacções: A combinação de inibidores fortes da CYP3A4 e da gp-P aumenta os níveis plasmáticos de apixabano e aumenta o risco de hemorragia. As recomendações posológicas para a co-administração de apixabano e Nirmatrelvir/Ritonavir dependem da dose de apixabano. Para doses de apixabano de 5 mg ou 10 mg duas vezes por dia, reduzir a dose de apixabano em 50%. Em doentes que já estão a tomar 2,5 mg de apixabano duas vezes por dia, evitar a co-administração com Nirmatrelvir/Ritonavir. - Apixabano
Não recomendado/Evitar

Atazanavir + Apixabano

Observações: n.d.
Interacções: Potencial para concentrações aumentadas de apixabano, que pode resultar num risco aumentado de hemorragia. O mecanismo de interacção é a inibição do CYP3A4/ e gp-P pelo atazanavir/ritonavir. O ritonavir é um forte inibidor do CYP3A4 e da gp-P. Atazanavir é um inibidor do CYP3A4. O potencial de inibição da gp-P pelo atazanavir é desconhecido e não pode ser excluído. A co-administração de apixabano e atazanavir com ritonavir não é recomendada. - Apixabano
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interacções do Apixabano
Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Novembro de 2021