Zolpidem

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica) DCI/Medicamento Psicofármaco
O que é
O Zolpidem é uma medicação de curta ação hipnótica não benzodiazepínica que potencia o Ácido gama-aminobutírico (GABA), um neurotransmissor inibitório, por se ligar aos recetores de benzodiazepina que estão localizados sobre os recetores do Ácido gama-aminobutírico.

O Zolpidem é utilizado para o tratamento de curto prazo da insónia.

Atua rapidamente (geralmente no prazo de 15 minutos) e tem uma semi-vida curta (2-3 horas).

É classificado como uma imidazopiridina.

Como um anticonvulsivante e relaxante muscular, os efeitos benéficos começam a aparecer em 10 e 20 vezes a dose necessária para a sedação, respectivamente.

Por essa razão, nunca foi aprovado para qualquer relaxamento muscular ou prevenção de convulsão.

Recentemente, Zolpidem tem sido citado em vários relatórios médicos, principalmente no Reino Unido, como capaz de acordar do estado vegetativo persistente (PVS) os pacientes, melhorando drasticamente as condições de pessoas com lesões cerebrais.
Usos comuns
É utilizado no tratamento de curto prazo de insónias, isoladas ou associadas a estados de ansiedade e outros quadros psiquiátricos.

Os hipno-indutores só estão indicados quando a doença é grave, incapacitando ou sujeitando o indivíduo a uma extrema ansiedade.
Tipo
Molécula pequena
História
A patente nos Estados Unidos para o Zolpidem foi realizada pela empresa farmacêutica francesa Sanofi-Aventis.

No dia 23 de abril de 2007, a Food and Drug Administration (FDA), aprovou 13 versões genéricas de tartarato de Zolpidem.

O Zolpidem está disponível a partir de vários fabricantes genéricos no Reino Unido, como um genérico da Sandoz na África do Sul e TEVA em Israel, bem como a partir de outros fabricantes, tais como a Ratiopharm (Alemanha).
Indicações
Tratamento a curto prazo da insónia.

As benzodiazepinas e as substâncias benzodiazepinas-like estão apenas indicadas se a insónia for grave, debilitante ou causar uma situação de stress grave ao doente.
Classificação CFT
02.09.01     Ansiolíticos, sedativos e hipnóticos
Mecanismo De Ação
O Zolpidem, uma imidazopiridina, é um agente hipnótico benzodiazepina-like.

Foi demonstrado em estudos experimentais que o Zolpidem exibia propriedades sedativas em dosagens inferiores às necessárias para obtenção de efeitos anticonvulsivantes, miorelaxantes ou ansiolíticos.

Estes efeitos estão relacionados com uma actividade agonista específica em receptores centrais pertencentes ao complexo “receptor macromolecular GABA-Omega (BZ1 e BZ2)", o qual modula a abertura do canal do ião cloreto.

O Zolpidem atua principalmente nos recetores do sub-tipo Omega (BZ1).

É desconhecida a relevância clínica deste facto.
Posologia Orientativa
A dose diária recomendada para adultos é 10 mg imediatamente antes de deitar.
Administração
O medicamento deve ser administrado com líquidos imediatamente antes de deitar.
Contraindicações
Insuficiência hepática grave.
Hipersensibilidade ao Zolpidem ou a qualquer um dos excipientes..
Síndrome da apneia do sono.
Miastenia gravis.
Insuficiência Respiratória grave
Crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Perturbações psiquiátricas
Pouco comuns (>1/1000, <1/100): Reacções paradoxais: desassossego, agitação, irritabilidade, agressividade, delírios, raiva, pesadelos, alucinações, psicoses, sonambulismo, comportamentos inadequados e outros efeitos comportamentais indesejáveis, amnésia anterógrada, que pode estar associada a comportamentos inadequados.

As depressões preexistentes podem manifestar-se durante a utilização de benzodiazepinas ou agentes idênticos a benzodiazepinas.
A sua utilização (mesmo em doses terapêuticas) pode levar a dependência física: a descontinuação da terapêutica pode resultar em fenómenos de privação ou “rebound”
Pode ocorrer dependência psicológica.
O seu uso abusivo foi constatado em abusadores de múltiplas drogas.

Libido reduzida.

Perturbações do sistema nervoso
Frequentes (>1/1000): Sonolência durante o dia seguinte, emoções entorpecidas, reduzida atenção, confusão, fadiga, dores de cabeça.

Perturbações da visão
Frequentes ( >1/1000): Visão dupla.

Perturbações do labirinto e ouvido
Frequentes (>1/1000): Vertigens, ataxia.

Perturbações gastrointestinais
Pouco frequentes (>1/1000, <1/100): Distúrbios gastrointestinais (diarreia, náusea, vómitos).

Perturbações dermatológicas e subcutâneas
Pouco frequentes (>1/1000, <1/100): Reacções dermatológicas.

Perturbações musculoesqueléticas, do tecido conectivo e ossos
Frequentes (>1/100): Fraqueza muscular.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Não são conhecidos efeitos adversos no feto ou no RN após exposição ao Zoldipem durante a gravidez. Ausência de risco fetal, demonstrada em experimentação animal ou em estudos humanos.
Aleitamento
Aleitamento:Quantidade reduzida no leite, mas recomenda-se evitar.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Ver Ansiolíticos.
Conducao
Conducao:Altera a capacidade de condução.
Precauções Gerais
Em geral
A causa de insónia deve ser identificada sempre que possível.
Perturbações subjacentes
devem ser tratadas antes de ser prescrito um hipnótico.
Uma falha na remissão da insónia, após um período de tratamento de 7-14 dias, pode indicar a presença de uma perturbação primária psiquiátrica ou física, a qual deverá ser avaliada.

A seguir é descrita informação geral, relacionada com os efeitos observados após a administração de benzodiazepinas ou outros hipnóticos, os quais devem ser considerados pelo Médico.

Habituação
Pode ocorrer uma redução dos efeitos hipnóticos das benzodiazepinas de curta acção ou das substâncias benzodiazepinas-like, após a utilização repetida durante algumas semanas.

Dependência
O uso de benzodiazepinas ou substâncias benzodiazepinas-like pode levar ao desenvolvimento de dependência física e psíquica destes medicamentos.
O risco de dependência aumenta com a dose, a duração do tratamento e é também maior em doentes com uma história de alcoolismo ou toxicodependência.

Com o desenvolvimento da dependência física, a suspensão brusca do tratamento será acompanhada de sintomas de abstinência.
Estes sintomas podem consistir em cefaleias ou dores musculares, extrema ansiedade e tensão, nervosismo, confusão, irritabilidade e insónia.
Em casos graves, podem ocorrer os seguintes sintomas: perda da noção da realidade, despersonalização, hiperacusia, entorpecimento e sensibilização das extremidades, hipersensibilidade à luz, ao ruído e ao contacto físico, alucinações ou convulsões epilépticas.

Insónia Rebound
O síndrome transitório no qual os sintomas que levaram ao tratamento com benzodiazepinas ou substâncias benzodiazepinas-like regressam de uma forma intensificada, podendo ocorrer aquando da descontinuação do medicamento.
Podem também ser acompanhados por outras reacções, incluindo alterações de humor, ansiedade e agitação.

É importante avisar o doente da possibilidade do fenómeno rebound, de forma a minimizar a ansiedade relativa a estes sintomas, que devem surgir quando o medicamento é descontinuado.

Existem indicações de que, no caso das benzodiazepinas e substâncias benzodiazepinas-like de curta acção, pode ocorrer o fenómeno rebound dentro do intervalo de dosagem, principalmente com doses elevadas.

Como o risco do síndrome de abstinência/fenómeno de rebound é maior após a descontinuação do tratamento, é recomendada a redução gradual da dosagem.

Duração do tratamento
A duração do tratamento deve ser o mais curta possível (ver secção 4.2), mas não deve ser superior a quatro semanas incluindo o processo de recuperação.
O prolongamento da terapêutica para além deste período não deverá ocorrer sem que seja feita uma reavaliação da situação.

Pode ser útil informar o doente da duração limitada do tratamento, quando este é iniciado.

Amnésia
As benzodiazepinas e substâncias benzodiazepinas-like podem induzir amnésia anterógrada.
Normalmente, esta situação aparece várias horas após a ingestão do medicamento.
De forma a ser reduzido o risco, os doentes devem assegurar que podem ter um sono sem interrupções, durante 7-8 horas.

Reacções psiquiátricas e "paradoxais"
As reacções tais como o nervosismo, agitação, irritabilidade, ilusões, agressividade, ataques de raiva, pesadelos, alucinações, psicoses, sonambulismo, comportamento inadequado, e outros efeitos comportamentais adversos, são conhecidos por aparecerem quando são tomadas benzodiazepinas ou substâncias benzodiazepinas-like.
Se isto ocorrer, o tratamento deve ser descontinuado.
Estas reacções ocorrem mais frequentemente em idosos.

Grupos especiais de doentes
Utilização em idosos e doentes debilitados: Devem receber uma dose reduzida; ver a dosagem recomendada.

Devido ao efeito miorelaxante existe o risco de queda e, consequente, fractura da anca, principalmente em doentes idosos quando se levantam durante a noite.

Recomenda-se precaução em doentes insuficientes renais, apesar de não ser necessário o ajuste da dose.

Deve ser aplicado um cuidado especial, quando o Zolpidem é prescrito em doentes com insuficiência respiratória crónica, porque foi demonstrada a capacidade das benzodiazepinas para inibir o centro respiratório.
Deve ter-se em consideração que a ansiedade ou agitação foram descritos como sinais de insuficiência respiratória descompensada.

As benzodiazepinas e as substâncias benzodiazepinas-like não estão indicadas para o tratamento de doentes com insuficiência hepática grave, porque podem desencadear encefalopatias.

Utilização em doentes com perturbações psicóticas: As benzodiazepinas e as substâncias benzodiazepinas-like não são recomendadas para o tratamento primário.

Utilização em depressões: Apesar de não terem sido demonstradas interacções clínicas, farmacocinéticas e farmacodinâmicas relevantes com os ISRS, o Zolpidem deve ser administrado com precaução em doentes que apresentem sintomas de depressão.
Podem estar presentes tendências suicidas nestes doentes.
A estes doentes deve ser fornecido a dose de fármaco mais reduzida possível, devido à possibilidade de sobredosagem intencional pelo doente.

As benzodiazepinas e as substâncias benzodiazepinas-like não devem ser utilizadas no tratamento da depressão ou ansiedade associada com depressão (poderá desencadear o suicídio ).

Utilização em doentes com história de alcoolismo ou toxicodependência: As benzodiazepinas e as substâncias benzodiazepinas-like devem ser utilizadas com extrema precaução em doentes com uma história de alcoolismo ou toxicodependência.
Estes doentes devem ser cuidadosamente vigiados quando receberem Zolpidem, uma vez que se encontram em risco de habituação ou de dependência psicológica.

Doentes com raros problemas hereditários de intolerância à galactose, deficiência da lactase de Lapp ou mal absorção de glucose-galactose, não devem tomar este medicamento pois contém lactose.
Cuidados com a Dieta
Não deve consumir álcool enquanto tomar Zolpidem, dado que pode aumentar o efeito sedativo.
Terapêutica Interrompida
Se se esqueceu de tomar a dose imediatamente antes do deitar mas se lembrou durante a noite, tome apenas a dose esquecida no caso de ainda conseguir dormir, sem interrupção, durante 7-8 horas.
Se tal não for possível, tome a próxima dose antes do deitar no próximo dia.

Nunca tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.
Se tiver alguma dúvida contacte o seu Médico ou Farmacêutico para o aconselhar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.
Não são necessárias condições especiais de conservação.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Darunavir + Zolpidem

Observações: O perfil de interação do darunavir pode variar dependendo se é utilizado o ritonavir ou o cobicistate como fármacos potenciadores. As recomendações dadas para a utilização concomitante de darunavir e outros medicamentos podem por isso variar dependendo se darunavir é potenciado com ritonavir ou com cobicistate, e é também necessária precaução durante o primeiro tempo de tratamento, se se substituir o fármaco potenciador de ritonavir para cobicistate.
Interações: SEDATIVOS/HIPNÓTICOS: Buspirona, Clorazepato, Diazepam, Estazolam, Flurazepam, Midazolam (parentérico), Zolpidem: Não foi estudado. Os sedativos /hipnóticos são extensivamente metabolizados pelo CYP3A. A coadministração com Darunavir potenciado pode causar um aumento significativo na concentração destes medicamentos. Se midazolam parentérico é coadministrado com Darunavir potenciado, pode causar um grande aumento na concentração desta benzodiazepina. Os dados da utilização concomitante de midazolam parentérico com outros inibidores da protease sugerem um possível aumento de 3- 4 vezes nos níveis plasmáticos de midazolam. Recomenda-se monitorização clínica quando Darunavir potenciado é administrado concomitantemente com estes sedativos/hipnóticos, devendo ser considerada uma dose mais baixa destes sedativos/hipnóticos. Se o midazolam parentérico for administrado concomitantemente com Darunavir potenciado, tal deve ser realizado numa unidade de cuidados intensivos ou em condições equivalentes, que assegurem monitorização clínica rigorosa e atenção médica apropriada em caso de depressão respiratória e/ou sedação prolongada. Deve considerar-se um ajuste da dose de midazolam, especialmente se for administrada mais do que uma dose única de midazolam.

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Zolpidem

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interação com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interações: SEDATIVOS/HIPNÓTICOS Buspirona Clorazepato Diazepam Estazolam Flurazepam Midazolam (parentérico) Zolpidem Tendo por base considerações teóricas, é expectável que DRV/COB aumente as concentrações plasmáticas destes sedativos/hipnóticos. (inibição do CYP3A) Recomenda-se monitorização clínica quando este medicamento é administrado concomitantemente com estes sedativos/hipnóticos, devendo ser considerada uma dose mais baixa destes sedativos/hipnóticos. Recomenda-se precaução na administração concomitante de este medicamento e midazolam parentérico. Se este medicamento for administrado concomitantemente com midazolam por via parentérica, tal deve ser realizado numa unidade de cuidados intensivos ou em condições equivalentes, que assegurem monitorização clínica rigorosa e atenção médica apropriada em caso de depressão respiratória e/ou sedação prolongada. Deve-se considerar um ajuste da dose de midazolam, especialmente se for administrada mais do que uma dose única de midazolam.
 Potencialmente Grave

Levorfanol + Zolpidem

Observações: N.D.
Interações: Alguns medicamentos podem interagir com levorfanol. Antihistamínicos (por exemplo, difenidramina), barbitúricos (por exemplo, fenobarbital), relaxantes musculares (por exemplo, metocarbamol), outros medicamentos contra dor narcótica (por exemplo, codeína), fenotiazinas (por exemplo, clorpromazina), medicamentos para dormir (zolpidem) ou antidepressivos tricíclicos (Por exemplo, amitriptilina), porque podem ocorrer efeitos secundários graves, tais como sonolência grave, pressão arterial baixa ou dificuldade respiratória.

Telaprevir + Zolpidem

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Telaprevir é parcialmente metabolizado no fígado pelo CYP3A e é um substrato da glicoproteína-P (P-gp). Outras enzimas estão também envolvidas no metabolismo. A administração concomitante de Telaprevir e de medicamentos que induzem o CYP3A e/ou a P-gp podem diminuir acentuadamente as concentrações plasmáticas de telaprevir. A administração concomitante de Telaprevir e de medicamentos que inibem o CYP3A e/ou a P-gp pode aumentar as concentrações plasmáticas de telaprevir. Telaprevir é um forte inibidor do CYP3A4, dependente do tempo, que também inibe acentuadamente a P-gp. A dependência de tempo indica que a inibição do CYP3A4 pode ser intensificada durante as primeiras duas semanas de tratamento. Após o fim do tratamento, poderá ser necessário cerca de uma semana para a inibição desaparecer completamente. A administração de Telaprevir pode aumentar a exposição sistémica a medicamentos que são substratos do CYP3A ou da P-gp, o que pode aumentar ou prolongar o seu efeito terapêutico e reações adversas. Com base nos resultados dos estudos clínicos de interação medicamentosa (escitalopram, zolpidem, etinilestradiol), não pode ser excluída a indução de enzimas metabólicas pelo telaprevir. BENZODIAZEPINAS: Zolpidem (sedativo não benzodiazepina): Relevância clinica desconhecida. Pode ser necessário o aumento da dose de zolpidem para manter a eficácia.

Ritonavir + Zolpidem

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do Ritonavir nos Medicamentos Não Antirretrovirais Coadministrados: Sedativos: Zolpidem: Zolpidem e ritonavir podem ser coadministrados com monitorização cuidadosa de efeitos sedativos excessivos.

Ombitasvir + Paritaprevir + Ritonavir + Zolpidem

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir foi administrado em doses múltiplas em todos os estudos de interação medicamentosa, com exceção dos estudos de interação medicamentosa com carbamazepina, gemfibrozil e cetoconazol.
Interações: Interações farmacocinéticas: Potencial para Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir afetar a farmacocinética de outros medicamentos: Os estudos de interação medicamentosa in vivo avaliaram o efeito global do tratamento de associação, incluindo o ritonavir. Medicamentos metabolizados pelo CYP3A4: O ritonavir é um inibidor forte do CYP3A. A coadministração de Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir com medicamentos principalmente metabolizados pelo CYP3A pode resultar num aumento das concentrações plasmáticas destes medicamentos. Os medicamentos cuja depuração é altamente dependente do CYP3A e cujos níveis plasmáticos elevados estão associados a acontecimentos graves estão contraindicados. Os substratos do CYP3A avaliados nos estudos de interação medicamentosa que podem requerer um ajuste de dose e/ou monitorização clínica incluem ciclosporina, tacrolimus, amlodipina, rilpivirina e alprazolam. Exemplos de outros substratos do CYP3A4 que podem requerer um ajuste de dose e/ou monitorização clínica incluem bloqueadores dos canais de cálcio (por exemplo nifedipina), e trazodona. Apesar da buprenorfina e zolpidem serem também metabolizados pelo CYP3A, os estudos de interação medicamentosa indicam que não é necessário ajuste de dose quando coadministrados com Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir. Interações entre Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir e outros medicamentos SEDATIVOS / HIPNÓTICOS: Zolpidem 5 mg dose única: Administrado com: Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir + dasabuvir Administrado com: Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir sem dasabuvir: Não estudado. Efeito esperado semelhante ao observado com Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir + dasabuvir. Não é necessário ajuste da dose para zolpidem. Não é necessário ajuste da dose para Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir.

Dasabuvir + Zolpidem

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Dasabuvir deve ser sempre administrado em conjunto com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir. Quando coadministrados, exercem efeitos recíprocos um sobre o outro. Por conseguinte, o perfil de interação dos compostos tem de ser considerado como uma associação.
Interações: Interações entre Dasabuvir com ombitasvir/paritaprevir/ritonavir e outros medicamentos: SEDATIVOS / HIPNÓTICOS: Zolpidem 5 mg dose única: Administrado com: Dasabuvir+ombitasvir/paritaprevir/ritonavir Não é necessário ajuste da dose para zolpidem. Não é necessário ajuste da dose para Dasabuvir + ombitasvir/paritaprevir/ritonavir.

Zolpidem + Álcool

Observações: N.D.
Interações: Não recomendado: ingestão concomitante com álcool. O efeito sedativo pode ser aumentado, quando o medicamento é tomado em associação com o álcool. Este efeito afeta a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Zolpidem + Depressores do SNC

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando o tartarato de zolpidem é utilizado em associação com outros depressores do SNC. Pode ocorrer uma intensificação do efeito depressor central, no caso de administração concomitante com antipsicóticos (neuroléticos), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, relaxantes musculares, agentes antidepressivos, analgésicos narcóticos, fármacos antiepiléticos, anestésicos e anti-histamínicos sedativos. Deste modo, a utilização concomitante de zolpidem com estes medicamentos pode aumentar a sonolência e a insuficiência psicomotora no dia seguinte, incluindo a insuficiente capacidade de condução. Adicionalmente, foram reportados casos isolados de alucinações visuais em doentes a tomar zolpidem e antidepressivos incluindo bupropiom, desipramina, fluoxetina, sertralina e venlafaxina. A coadministração de fluvoxamina pode aumentar os níveis de zolpidem no sangue, a utilização simultânea não está recomendada. No caso dos analgésicos narcóticos, pode ocorrer uma intensificação da euforia, provocando um aumento da dependência psicológica.

Zolpidem + Antipsicóticos

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando o tartarato de zolpidem é utilizado em associação com outros depressores do SNC. Pode ocorrer uma intensificação do efeito depressor central, no caso de administração concomitante com antipsicóticos (neuroléticos), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, relaxantes musculares, agentes antidepressivos, analgésicos narcóticos, fármacos antiepiléticos, anestésicos e anti-histamínicos sedativos. Deste modo, a utilização concomitante de zolpidem com estes medicamentos pode aumentar a sonolência e a insuficiência psicomotora no dia seguinte, incluindo a insuficiente capacidade de condução.

Zolpidem + Hipnóticos

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando o tartarato de zolpidem é utilizado em associação com outros depressores do SNC. Pode ocorrer uma intensificação do efeito depressor central, no caso de administração concomitante com antipsicóticos (neuroléticos), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, relaxantes musculares, agentes antidepressivos, analgésicos narcóticos, fármacos antiepiléticos, anestésicos e anti-histamínicos sedativos. Deste modo, a utilização concomitante de zolpidem com estes medicamentos pode aumentar a sonolência e a insuficiência psicomotora no dia seguinte, incluindo a insuficiente capacidade de condução.

Zolpidem + Ansiolíticos

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando o tartarato de zolpidem é utilizado em associação com outros depressores do SNC. Pode ocorrer uma intensificação do efeito depressor central, no caso de administração concomitante com antipsicóticos (neuroléticos), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, relaxantes musculares, agentes antidepressivos, analgésicos narcóticos, fármacos antiepiléticos, anestésicos e anti-histamínicos sedativos. Deste modo, a utilização concomitante de zolpidem com estes medicamentos pode aumentar a sonolência e a insuficiência psicomotora no dia seguinte, incluindo a insuficiente capacidade de condução.

Zolpidem + Sedativos

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando o tartarato de zolpidem é utilizado em associação com outros depressores do SNC. Pode ocorrer uma intensificação do efeito depressor central, no caso de administração concomitante com antipsicóticos (neuroléticos), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, relaxantes musculares, agentes antidepressivos, analgésicos narcóticos, fármacos antiepiléticos, anestésicos e anti-histamínicos sedativos. Deste modo, a utilização concomitante de zolpidem com estes medicamentos pode aumentar a sonolência e a insuficiência psicomotora no dia seguinte, incluindo a insuficiente capacidade de condução.

Zolpidem + Relaxantes musculares

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando o tartarato de zolpidem é utilizado em associação com outros depressores do SNC. Pode ocorrer uma intensificação do efeito depressor central, no caso de administração concomitante com antipsicóticos (neuroléticos), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, relaxantes musculares, agentes antidepressivos, analgésicos narcóticos, fármacos antiepiléticos, anestésicos e anti-histamínicos sedativos. Deste modo, a utilização concomitante de zolpidem com estes medicamentos pode aumentar a sonolência e a insuficiência psicomotora no dia seguinte, incluindo a insuficiente capacidade de condução.

Zolpidem + Antidepressores

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando o tartarato de zolpidem é utilizado em associação com outros depressores do SNC. Pode ocorrer uma intensificação do efeito depressor central, no caso de administração concomitante com antipsicóticos (neuroléticos), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, relaxantes musculares, agentes antidepressivos, analgésicos narcóticos, fármacos antiepiléticos, anestésicos e anti-histamínicos sedativos. Deste modo, a utilização concomitante de zolpidem com estes medicamentos pode aumentar a sonolência e a insuficiência psicomotora no dia seguinte, incluindo a insuficiente capacidade de condução.

Zolpidem + Narcóticos

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando o tartarato de zolpidem é utilizado em associação com outros depressores do SNC. Pode ocorrer uma intensificação do efeito depressor central, no caso de administração concomitante com antipsicóticos (neuroléticos), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, relaxantes musculares, agentes antidepressivos, analgésicos narcóticos, fármacos antiepiléticos, anestésicos e anti-histamínicos sedativos. Deste modo, a utilização concomitante de zolpidem com estes medicamentos pode aumentar a sonolência e a insuficiência psicomotora no dia seguinte, incluindo a insuficiente capacidade de condução. No caso dos analgésicos narcóticos, pode ocorrer uma intensificação da euforia, provocando um aumento da dependência psicológica.

Zolpidem + Antiepilépticos (AEs)

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando o tartarato de zolpidem é utilizado em associação com outros depressores do SNC. Pode ocorrer uma intensificação do efeito depressor central, no caso de administração concomitante com antipsicóticos (neuroléticos), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, relaxantes musculares, agentes antidepressivos, analgésicos narcóticos, fármacos antiepiléticos, anestésicos e anti-histamínicos sedativos. Deste modo, a utilização concomitante de zolpidem com estes medicamentos pode aumentar a sonolência e a insuficiência psicomotora no dia seguinte, incluindo a insuficiente capacidade de condução.

Zolpidem + Anestésicos

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando o tartarato de zolpidem é utilizado em associação com outros depressores do SNC. Pode ocorrer uma intensificação do efeito depressor central, no caso de administração concomitante com antipsicóticos (neuroléticos), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, relaxantes musculares, agentes antidepressivos, analgésicos narcóticos, fármacos antiepiléticos, anestésicos e anti-histamínicos sedativos. Deste modo, a utilização concomitante de zolpidem com estes medicamentos pode aumentar a sonolência e a insuficiência psicomotora no dia seguinte, incluindo a insuficiente capacidade de condução.

Zolpidem + Antihistamínicos

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando o tartarato de zolpidem é utilizado em associação com outros depressores do SNC. Pode ocorrer uma intensificação do efeito depressor central, no caso de administração concomitante com antipsicóticos (neuroléticos), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, relaxantes musculares, agentes antidepressivos, analgésicos narcóticos, fármacos antiepiléticos, anestésicos e anti-histamínicos sedativos. Deste modo, a utilização concomitante de zolpidem com estes medicamentos pode aumentar a sonolência e a insuficiência psicomotora no dia seguinte, incluindo a insuficiente capacidade de condução.

Zolpidem + Bupropiom (Bupropiona)

Observações: N.D.
Interações: Adicionalmente, foram reportados casos isolados de alucinações visuais em doentes a tomar zolpidem e antidepressivos incluindo bupropiom, desipramina, fluoxetina, sertralina e venlafaxina.

Zolpidem + Desipramina

Observações: N.D.
Interações: Adicionalmente, foram reportados casos isolados de alucinações visuais em doentes a tomar zolpidem e antidepressivos incluindo bupropiom, desipramina, fluoxetina, sertralina e venlafaxina.

Zolpidem + Fluoxetina

Observações: N.D.
Interações: Adicionalmente, foram reportados casos isolados de alucinações visuais em doentes a tomar zolpidem e antidepressivos incluindo bupropiom, desipramina, fluoxetina, sertralina e venlafaxina.

Zolpidem + Sertralina

Observações: N.D.
Interações: Adicionalmente, foram reportados casos isolados de alucinações visuais em doentes a tomar zolpidem e antidepressivos incluindo bupropiom, desipramina, fluoxetina, sertralina e venlafaxina.

Zolpidem + Venlafaxina

Observações: N.D.
Interações: Adicionalmente, foram reportados casos isolados de alucinações visuais em doentes a tomar zolpidem e antidepressivos incluindo bupropiom, desipramina, fluoxetina, sertralina e venlafaxina.

Zolpidem + Fluvoxamina

Observações: N.D.
Interações: A coadministração de fluvoxamina pode aumentar os níveis de zolpidem no sangue, a utilização simultânea não está recomendada.

Zolpidem + Ciprofloxacina

Observações: N.D.
Interações: A coadministração de ciprofloxacina pode aumentar os níveis de zolpidem no sangue, a utilização simultânea não está recomendada. O tartarato de zolpidem é metabolizado por algumas enzimas pertencentes à família do citocromo P450. A enzima principal é a CYP3A4.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Zolpidem + Rifampicina

Observações: N.D.
Interações: A rifampicina induz o metabolismo do tartarato de zolpidem resultando numa redução de, aproximadamente, 60% no pico da concentração plasmática, com possível redução da eficácia. Efeitos semelhantes são também esperados com outros fortes indutores das enzimas do citocromo P450 tais como a carbamazepina e a fenitoína.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Zolpidem + Fenitoína

Observações: N.D.
Interações: A rifampicina induz o metabolismo do tartarato de zolpidem resultando numa redução de, aproximadamente, 60% no pico da concentração plasmática, com possível redução da eficácia. Efeitos semelhantes são também esperados com outros fortes indutores das enzimas do citocromo P450 tais como a carbamazepina e a fenitoína.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Zolpidem + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: A rifampicina induz o metabolismo do tartarato de zolpidem resultando numa redução de, aproximadamente, 60% no pico da concentração plasmática, com possível redução da eficácia. Efeitos semelhantes são também esperados com outros fortes indutores das enzimas do citocromo P450 tais como a carbamazepina e a fenitoína.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Zolpidem + Itraconazol

Observações: N.D.
Interações: As substâncias que inibem certas enzimas hepáticas (particularmente a CYP3A4) podem aumentar as concentrações plasmáticas e intensificar a atividade do tartarato de zolpidem. Contudo, quando o tartarato de zolpidem é administrado com o itraconazol (inibidor da CYP3A4), os efeitos farmacocinéticos e farmacodinâmicos não são significativamente diferentes. A relevância clínica destes resultados é desconhecida.
 Sem significado Clínico

Zolpidem + Ranitidina

Observações: N.D.
Interações: Não foram reportadas interações farmacocinéticas significativas quando o zolpidem foi administrado com ranitidina.

Darunavir + Cobicistate + Zolpidem

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interação com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interações: SEDATIVOS/HIPNÓTICOS: Buspirona, Clorazepato, Diazepam, Estazolam, Flurazepam, Midazolam (parentérico), Zolpidem: Tendo por base considerações teóricas, é expectável que Darunavir / Cobicistate aumente as concentrações plasmáticas destes sedativos/ Darunavir / Cobicistate (inibição do CYP3A) Recomenda-se monitorização clínica quando Darunavir / Cobicistate é administrado concomitantemente com estes sedativos/hipnóticos, devendo ser considerada uma dose mais baixa destes sedativos/hipnóticos. Recomenda-se precaução na administração concomitante de Darunavir / Cobicistate e midazolam parentérico.

Oxibato de sódio + Zolpidem

Observações: N.D.
Interações: Sedativos hipnóticos: Estudos de interação medicamentosa em adultos saudáveis com oxibato de sódio (dose única de 2,25 g) e lorazepam (dose única de 2 mg) e tartarato de zolpidem (dose única de 5 mg) não evidenciaram interações farmacocinéticas. Foi observado um aumento de sono após administração concomitante de oxibato de sódio (2,25 g) e lorazepam (2 mg). A interação farmacodinâmica com zolpidem não foi avaliada. Quando são associadas doses superiores até 9 g/ dia de oxibato de sódio com doses superiores de hipnóticos (dentro do intervalo de dose recomendada ) não podem ser excluídas interações farmacodinâmicas associadas a sintomas de depressão do SNC e/ou respiratória.

Enzalutamida + Zolpidem

Observações: N.D.
Interações: Potencial da enzalutamida para afetar a exposição a outros medicamentos: Indução enzimática: A enzalutamida é um potente inibidor enzimático levando ao aumento da síntese de muitas enzimas e transportadores; portanto é esperada a interação com muitos medicamentos comuns que são substratos destas enzimas ou transportadores. A redução das concentrações plasmáticas podem ser substanciais, e levar a perda ou reduzir o efeito clínico. Existe também um risco aumentado da formação de metabolitos ativos. As enzimas que podem ser induzidas são o CYP3A no fígado e intestino, o CYP2C9, o CYP2C19, o CYP1A2 e auridina 5’ difosfato-glucuronosiltransferases (conjugação das enzimas UGTs-glucuronida). A proteína de transporte de P-gp pode também ser induzida, e provavelmente outros transportadores, como por exemplo, a proteína de resistência múltipla 2 (MRP2), proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e do polipéptido transportador aniónico orgânico 1B1, (OATP1B1). Estudos in vivo demonstraram que a enzalutamida é um indutor potente do CYP3A4 e um indutor moderado do CYP2C9 e do CYP2C19. A coadministração da enzalutamida (160 mg uma vez por dia) com doses únicas orais de substratos sensíveis ao CYP em doentes com cancro da próstata, resultou numa diminuição de 86% da AUC do midazolam (substrato do CYP3A4), numa diminuição de 56% na AUC da S-varfarina (substrato do CYP2C9) e numa diminuição de 70% na AUC do omeprazol (substrato do CYP2C19). A UGT1A1 pode também ter sido induzida. São esperadas interações com alguns medicamentos que são eliminados através do metabolismo ou por transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico é de grande importância para o doente, e se os ajustes de dose não são facilmente realizados com base na monitorização de eficácia ou da concentração plasmática, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. O risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é suspeito ser maior em doentes tratados concomitantemente com indutores de enzima. Grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não se limitam a: Analgésicos (ex. fentanilo, tramadol) Antibióticos (ex. claritromicina, doxiciclina) Agentes antineoplásicos (ex. cabazitaxel) Anticoagulantes (ex. acenocumarol, varfarina) Antiepiléticos (ex. carbamazepina, clonazepam, fenitoína, primidona, ácido valpróico) Antipsicóticos (ex. haloperidol) Bloqueadores beta (ex. bisoprolol, propranolol) Bloqueadores da entrada do cálcio (ex. diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) Cardiotónicos digitálicos (ex. digoxina) Corticosteroides (ex. dexametasona, prednisolona) Antirretrovirais VIH (ex. indinavir, ritonavir) Hipnóticos (ex. diazepam, midazolam, zolpidem) Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (ex. atorvastatina, sinvastatina)

Etcorvinol + Zolpidem

Observações: N.D.
Interações: Usando etclorvinol com qualquer um dos seguintes medicamentos normalmente não é recomendada, mas pode não ser necessária em alguns casos. Se ambos os medicamentos são prescritos em conjunto, o médico pode alterar a dose. - Adinazolam - Alfentanil - Alprazolam - Amobarbital - Anileridina - Aprobarbital - Brofaromina - Bromazepam - Brotizolam - Buprenorfina - Butabarbital - Butalbital - Carbinoxamina - Carisoprodol - Clorodiazepóxido - Clorzoxazona - Clobazam - Clonazepam - Clorazepato - Clorgilina - Codeína - Dantroleno - Diazepam - Estazolam - Fentanilo - Flunitrazepam - Flurazepam - Furazolidona - Halazepam - Hidrocodona - Hidromorfona - Iproniazida - Isocarboxazida - Cetazolam - Lazabemida - Levorfanol - Linezolida - lorazepam - lormetazepam - Meclizina - Medazepam - meperidina - mefenesina - meprobamato - metaxalone - metadona - Metocarbamol - Metoexital - Midazolam - Moclobemida - Morfina - Nialamida - Nitrazepam - Nordazepam - Oxazepam - Oxicodona - Oximorfona - Pargilina - Pentobarbital - Fenelzina - Fenobarbital - Prazepam - Primidona - Procarbazina - Propoxifeno - Quazepam - Rasagilina - Remifentanil - Secobarbital - Selegilina - Sufentanil - Suvorexanto - Tapentadol - Temazepam - Tiopental - Toloxatona - Tranilcipromina - Triazolam - Zolpidem

Dabrafenib + Zolpidem

Observações: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de dabrafenib noutros medicamentos: O dabrafenib é um indutor enzimático e aumenta a síntese das enzimas metabolizadoras de fármacos incluindo CYP3A4, CYP2Cs e CYP2B6 e pode aumentar a síntese dos transportadores. Tal resulta em níveis plasmáticos reduzidos dos medicamentos metabolizados por estas enzimas e pode afetar alguns medicamentos transportados. A redução nas concentrações plasmáticas pode levar a perda ou a redução dos efeitos clínicos destes medicamentos. Também existe um risco aumentado de formação de metabolitos ativos destes medicamentos. As enzimas que podem ser induzidas incluem CYP3A no fígado e no intestino, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, e UGTs (enzimas conjugadas pelo glucoronido). A proteína de transporte gp-P pode também ser induzida assim como outros transportadores, por ex. MRP-2, BC RP e OATP1B1/1B3. In vitro, o dabrafenib produziu aumentos dependentes da dose no CYP2B6 e CYP3A4. Num estudo clínico de interação medicamentosa, a Cmax e AUC do midazolam oral (um substrato do CYP3A4) diminuiu 61% e 74% respetivamente com a coadministração de doses repetidas de dabrafenib utilizando uma formulação com uma biodisponibilidade mais baixa do que a formulação de dabrafenib. A administração de 150 mg de dabrafenib duas vezes por dia e varfarina resultou numa diminuição da AUC de S-e R-varfarina em 37% e 33% em comparação com a administração de varfarina em monoterapia. A Cmax de S-e R-varfarina aumentou 18% e 19%. São esperadas interações com muitos medicamentos eliminados através do metabolismo ou transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico for de grande importância para o doente, e os ajustes posológicos não forem facilmente realizáveis com base na monitorização da eficácia ou concentrações plasmáticas, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. Suspeita-se que o risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é superior nos doentes tratados concomitantemente com indutores enzimáticos. Espera-se que o número de medicamentos afetados seja grande; embora a magnitude da interação possa variar. Os grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não estão limitados a: - Analgésicos (por ex. fentanilo, metadona) - Antibióticos (por ex., claritromicina, doxiciclina) - Agentes anticancerígenos (por ex., cabazitaxel) - Anticoagulantes (por ex. acenocumarol, varfarina) - Antiepiléticos (por ex., carbamazepina, fenitoína, primidona, ácido valpróico) - Antipsicóticos (por ex., haloperidol) - Bloqueadores dos canais de cálcio (por ex., diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) - Glicosidos cardíacos (por ex., digoxina) - Corticosteroides (por ex., dexametasona, metilprednisolona) - Antivíricos para o VIH (por ex., amprenavir, atazanavir, darunavir, delavirdina, efavirenz, fosamprenavir, indinavir, lopinavir, nelfinavir, saquinavir, tipranavir) - Contracetivos hormonais - Hipnóticos (por ex., diazepam, midazolam, zolpidem) - Imunossupressores (por ex., ciclosporina, tacrolimus, sirolímus) - Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (por ex., atorvastatina, sinvastatina) É provável que o início da indução ocorra após 3 dias de administração repetida com dabrafenib. Aquando da descontinuação de dabrafenib, o equilibro da indução é gradual, as concentrações dos CYP3A4, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9 e CYP2C19, UDP-glucuronosil transferases (UGT) e substratos transportadores podem aumentar e os doentes devem ser monitorizados para toxicidade e a posologia destes agentes pode necessitar de ser ajustada. In vitro, o dabrafenib é um inibidor do mecanismo do CYP3A4. Como tal, a inibição transitória do CYP3A4 pode ser vista durante os primeiros dias do tratamento.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Melatonina + Zolpidem

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Interações farmacocinéticas: Observou-se que a melatonina induz o CYP3A in vitro em concentrações supraterapêuticas. Desconhece-se a relevância clínica desta observação. Caso a indução ocorra, esta pode dar origem a concentrações plasmáticas reduzidas de medicamentos administrados concomitantemente. A melatonina não induz as enzimas CYP1A in vitro a concentrações supraterapêuticas. Assim, as interações entre a melatonina e outras substâncias ativas em consequência do efeito da melatonina sobre as enzimas CYP1A não deverão ser significativas. O metabolismo da melatonina é principalmente mediado pelas enzimas CYP1A. Por este motivo, é possível que se registem interações entre a melatonina e outras substâncias ativas em consequência do seu efeito sobre as enzimas CYP1A.
Interações: Melatonina pode potenciar as propriedades sedativas das benzodiazepinas e dos hipnóticos não benzodiazepínicos, como o zaleplom, o zolpidem e o zopiclona.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico
Informe o seu Médico ou Farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Zolpidem pode influenciar o efeito e/ou os efeitos secundários de outros medicamentos.

Se for ao Médico ou Hospital, particularmente no caso de ser submetido a uma cirurgia com anestesia, informe o Médico dos medicamentos que está a tomar.

Os seguintes medicamentos podem aumentar o efeito sedativo do Zolpidem:
– medicamentos utilizados no tratamento de doença mental (antipsicóticos)
– medicamentos utilizados no tratamento da depressão
– outros medicamentos utilizados no tratamento da dificuldade em dormir
– medicamentos utilizados no tratamento da ansiedade e outros tranquilizantes
– narcóticos (medicamentos fortes para o tratamento da dor) tais como codeína e morfina.

Pode aumentar a sensação de excitação (euforia), o que aumenta o risco de dependência física e mental:
– medicamentos utilizados para tratar a epilepsia.
– anestésicos (utilizados durante as cirurgias)
– medicamentos antihistaminícos que causam sonolência
– medicamentos inibidores dos enzimas do fígado.
Consulte o seu Médico ou farmacêutico sobre quais os medicamentos que têm este efeito.

Zolpidem pode aumentar o efeito dos seguintes medicamentos:
– relaxantes musculares.

O efeito do Zolpidem pode diminuir com os seguintes medicamentos:
– medicamentos utilizados no tratamento da tuberculose (rifampicina).

Não deve ser utilizado durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre.
Não é recomendada a utilização de zolpidem em mães a amamentar.
A capacidade de conduzir ou utilizar outras máquinas pode ser afectada adversamente pela sedação, amnésia, concentração reduzida e redução da função muscular.
Se a duração do sono for insuficiente, é provável que a redução do estado de alerta esteja aumentada.


Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017