Vinblastina

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Condução
O que é
O sulfato de vinblastina pertence ao grupo dos citostáticos (medicamentos utilizados para combater o cancro). O sulfato de vinblastina assegura que as células cancerígenas não continuem a crescer fazendo com que morram.

Vimblastina ou vinblastina é um alcaloide que inibe a polimerização das proteínas do fuso mitótico, parando a divisão celular na metáfase.

É usada principalmente para para se fazer o cariótipo da célula que se quer estudar, pois na metáfase os cromossomos se encontram no maior grau de condensação, facilitando a observação ao microscópio.

A Vimblastina é também usada como inibidor do transporte axonial de CAT (colina acetiltranferase- enzima usada na formação de acetilcolina).

Assim sendo, esta inibição dificulta a libertação de acetilcolina na fenda simpática.
Usos comuns
A Vinblastina é um fármaco citotóxico que inibe a mitose bloqueando o desenvolvimento celular na metafase.

A Vinblastina é um agente químico específico de fase do ciclo celular.

O Sulfato de Vinblastina é eficaz como agente único, mas é frequentemente utilizado em associação com outros agentes antineoplásicos, com melhoria de performance, nas seguintes doenças malignas:
– Doença de Hodgkin generalizada (estadio III e IV);

Linfomas não Hodgkin:
– linfoma linfocítico (nodular e difuso, pouco ou muito diferenciado);
– linfoma histiocítico.
– Micose fungíca (em estadios avançados);
– Carcinoma do testículo;
– Sarcoma de Kaposi;
– Doença de Letterer-Siwe (histiocitose X).

O Sulfato de Vinblastina também pode ser utilizada no tratamento de:
– Coriocarcinoma resistente a outros agentes quimioterapêuticos;
– Carcinoma da mama que não responde a outras terapêuticas.
Tipo
Mollécula pequena
História
A vinblastina foi isolada pela primeira vez por Robert Noble e Charles Thomas Beer na Universidade de Western Ontario da planta pervinca de Madagascar.

Utilidade de Vinblastina como um agente quimioterapêutico foi primeiro sugerido pelo seu efeito sobre o corpo quando a planta foi consumido como chá.

Beber o chá levou a uma diminuição do número de células brancas do sangue, de modo que se a hipótese de que a vinblastina pode ser eficaz contra cancros de células brancas do sangue, tais como o linfoma.
Indicações
Por vezes a Vinblastina pode ser administrada em monoterapia, mas é geralmente administrada em combinação com outros fármacos citostáticos e/ou radioterapia para as seguintes doenças malignas:
Linfomas malignos não Hodgkin
Doença de Hodgkin
Carcinoma do testículo em estadio avançado
Cancro da mama metastático ou recorrente (quando os regimes baseados em antraciclina tenham falhado)
Histiocitose de células de Langerhans (histiocitose X).
Classificação CFT

16.01.07 : Citotóxicos que interferem com a tubulina

Mecanismo De Ação
A vinblastina pertence ao grupo farmacoterapêutico dos alcaloides da vinca, liga-se à tubulina e interrompe a função dos microtúbulos tanto pela prevenção da polimerização como pela indução da despolimerização dos microtúbulos formados.Isto perturba a reorganização da rede normal do microtúbulo, necessária para a interfase e mitose.

Além disso, para impedir a mitose alcaloides da vinca também parecem ser citotóxicos para as células que não proliferativas que se encontram na fase G1e fase S.


Efeitos hematológicos: pode-se esperar leucopenia durante o tratamento com vinblastina, a contagem de leucócitos é uma orientação importante para a terapêutica.

Em geral a leucopenia será mais pronunciada e durará mais tempo quanto maior for a dose administrada.


Após o início da terapêutica com vinblastina a contagem dos leucócitos deverá estar mais baixa 5-10 dias após o último dia da medicação.

Depois disto os leucócitos recuperam razoavelmente rápido (dentro de 7-14 dias).

Com as doses mais baixas da terapêutica de manutenção, a leucopenia não é geralmente um problema.

Embora o número de trombócitos não costume diminuir consideravelmente com o tratamento com vinblastina, esporadicamente pode ocorrer trombocitopenia grave, embora com menos frequência do que com outros citostáticos.


Nos doentes com uma inibição da medula óssea devida a radioterapia ou tratamento prévio com outros medicamentos oncológicos, pode ocorrer trombocitopenia (menos de 200000 plaquetas por mm3).

Se a radioterapia ou outra quimioterapia não tiver sido administrada anteriormente, a contagem de plaquetas raramente descerá abaixo de 200000 por mm3, mesmo quando a vinblastina provoca uma leucopenia evidente.

Em regra, há uma rápida recuperação da trombocitopenia em poucos dias.

O efeito de vinblastina na contagem eritrocitária e sobre o nível de hemoglobina é geralmente insignificante, desde que uma terapêutica diferente não complique o cenário.
Posologia Orientativa
Dose inicial
Adultos: É razoável iniciar a terapêutica com uma dose única de 0,1 mg / kg (de 3,7 mg/m2) i.v. uma vez por semana, seguida de uma contagem de leucócitos, a fim de estabelecer a sensibilidade do doente ao medicamento.


Crianças: É razoável iniciar a terapêutica com uma dose única de 2,5 mg/m2 por i.v., seguida de uma contagem de leucócitos, a fim de estabelecer a sensibilidade do doente ao medicamento.
Administração
Esta preparação destina-se exclusivamente a ser administrada por via intravenosa.


Apenas deve ser administrada por pessoas com experiência na administração de Vinblastina.


A ADMINISTRAÇÃO POR OUTRAS VIAS PODE SER FATAL.

ADMINISTRAR APENAS POR VIA INTRAVENOSA
Contraindicações
Hipersensibilidade à vinblastina ou a qualquer outro alcaloide da vinca
Leucopenia não relacionada com o tumor
Infecção grave não controlada.
As infecções têm primeiro de ser controladas com anti-sépticos ou antibióticos antes de se administrar Vinblastina
Administração de vinblastina por via intratecal
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Doenças do sangue e do sistema linfático
Muito frequentes
Leucopenia é o efeito indesejável mais frequente e é normalmente o factor limitante da dose.
Frequentes
Anemia, trombocitopenia e mielossupressão
Desconhecido
Anemia hemolítica
Doenças endócrinas
Raros
SIADH, (síndrome da secreção inadequada de ADH) tem sido relatado com ambas as doses recomendadas e com as mais elevadas.
Perturbações do foro psiquiátrico
Pouco frequentes
Depressão
Desconhecido
Psicose
Doenças do sistema nervoso
Frequentes
Paraestesias, perda dos reflexos dos tendões profundos.
Raros
Sensação de surdez, neurite periférica, cefaleias, convulsões, tonturas.

Têm sido relatados casos de acidente vascular cerebral (AVC) em doentes que receberam a combinação de quimioterapia com cisplatina, bleomicina e vinblastina.
Desconhecido
Dor neurogénica (ou seja, na face e maxilar), neuropatia periférica, paralisia das cordas vocais.
Afeções oculares
Erosões epiteliais graves com blefarospasmos, inchaço da pálpebra e dos nódulos linfáticos após contato com a córnea.
Afeções do ouvido e do labirinto
Raros
Ototoxicidade, lesões vestibulares e auditivas no oitavo nervo craniano.

As manifestações incluem surdez total ou parcial, que pode ser temporária ou permanente, e dificuldades no equilíbrio, incluíndo tonturas, nistagmo e vertigens.
Desconhecido
Acufenos.
Cardiopatias
Raros
Taquicardia sinusal, angina de peito, bloqueio AV, arritmia.
Desconhecido
Têm sido relatados casos de enfarte do miocárdio em doentes que receberam a combinação de quimioterapia com cisplatina, bleomicina e vinblastina
Vasculopatias
Têm sido observadas hipertensão e hipotensão incidental graves.

Têm sido relatados casos de fenómeno de Raynaud em doentes que receberam quimioterapia de combinação com cisplatina, bleomicina e vinblastina para o tratamento de tumores testiculares.
Hipotensão ortostática.
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino
Pouco frequentes
Faringite.


Após a utilização de alcaloides da vinca têm sido relatados casos de dificuldade respiratória aguda (broncospasmos).

Nos doentes que foram prévia ou concomitantemente tratados com mitomicina-C pode ocorrer dispneia, roncos, infiltrações anormais e disfunção pulmonar várias horas após a administração de vinblastina, devido à toxicidade pulmonar desta combinação.
Ambos os medicamentos deve ser interrompidos imediatamente.
Doenças gastrointestinais
Muito frequentes
Náuseas, vómitos
Frequentes
Obstipação, íleo paralítico, hemorragia relacionada com úlcera péptica pré-existente, enterocolite hemorrágica, hemorragia rectal, anorexia e diarreia.
Desconhecido
Estomatite, dor gástrica, dor abdominal, sensibilidade das glândulas parótidas.
Afeções hepatobiliares
Fibrose hepática
Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas
Muito frequentes
Alopécia, normalmente não é completa e, em alguns casos, o crescimento de cabelo inicia-se novamente durante a terapêutica de manutenção.
Foi relatada formação de bolhas na boca e na pele.
Desconhecido
Dermatite, fototoxicidade.
Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos
Atrofia muscular
Doenças renais e urinárias
Retenção urinária, microangiopatia trombótica com insuficiência renal.
Doenças dos órgãos genitais e da mama
Diminuição de fertilidade, aspermia.
Perturbações gerais e alterações no local de administração
Pouco frequentes
Dor no local do tumor, mal-estar.
Desconhecido
Astenia, febre, o extravasamento da solução no tecido subcutâneo durante a injecção intravenosa de vinblastina pode levar a celulite, tromboflebite e necrose, dor no local da injecção, especialmente após injecção em vasos pequenos.
Advertências
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:contraindicado o aleitamento.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Redução posológica.
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Todos os trimestres: D - Há evidências de risco em fetos humanos. Só usar se o benefício justificar o risco potencial. Em situação de risco de vida ou em caso de doenças graves para as quais não se possa utilizar drogas mais seguras, ou se estas drogas não forem eficazes.
Condução
Condução
Condução:Deverá ser tida em conta a possibilidade deste medicamento interferir com a capacidade de condução.
Precauções Gerais
O medicamento só deve ser utilizado sob supervisão de um médico especializado no uso de medicamentos oncológicos, de preferência em hospitais com experiência nestas terapêuticas.


As seringas contendo este medicamento devem ser rotuladas com a inscrição “FATAL SE ADMINISTRADO POR OUTRAS VIAS.

APENAS PARA ADMINISTRAÇÃO INTRAVENOSA.”
As seringas preparadas esporadicamente contendo este medicamento devem ser acondicionadas numa embalagem rotulada com “NÃO RETIRE A PROTECÇÃO ATÉ AO MOMENTO DA injeção.

FATAL SE ADMINISTRADO POR OUTRAS VIAS.

APENAS PARA ADMINISTRAÇÃO INTRAVENOSA.”
O sulfato de vinblastina só pode ser administrado por via intravenosa.

A administração intratecal causa neurotoxicidade fatal.


Se, após a administração de uma dose de vinblastina ocorrer leucopenia com menos de 2000 leucócitos/mm3, o doente deve ser cuidadosamente monitorizado até os leucócitos aumentarem para níveis normais antes de se fazer outra administração.

Na sequência da terapêutica com vinblastina, o valor mínimo da contagem de granulócitos pode ser esperado cinco a dez dias após o último dia de administração do fármaco.

A recuperação da contagem dos granulócitos é bastante rápida e geralmente completa dentro de sete a quatorze dias.

Doentes com úlceras de pele, caquéticos ou doentes geriátricos são mais vulneráveis aos efeitos da leucopenia induzida pela Vinblastina.

Portanto, o uso de
Vinblastina nesses doentes é fortemente desaconselhado.

Nos doentes com infiltração de células tumorais na medula óssea pode ocorrer uma supressão da medula óssea mais grave após a administração de Vinblastina.


Embora a contagem de plaquetas não seja normalmente reduzida de forma significativa pela terapêutica com vinblastina, os doentes cuja medula óssea tenha sido recentemente prejudicada por radioterapia prévia ou com outros fármacos oncolíticos podem mostrar trombocitopenia (menos de 150000 plaquetas/mm3).

Quando o doente não foi sujeito a outras quimioterapias ou radioterapias anteriormente, é raro ocorrer redução das plaquetas abaixo do nível de 150000/mm3, mesmo quando a vinblastina pode estar a causar granulocitopenia significativa.

Em regra, há uma rápida recuperação da trombocitopenia em poucos dias.


O efeito da vinblastina sobre o número de glóbulos vermelhos e hemoglobina é geralmente insignificante quando outros tratamentos não complicam o quadro.


Estomatite e toxicidade neurológica, embora não sejam frequentes ou permanente, podem ser incapacitantes.


O uso diário e a longo prazo de doses baixas de vinblastina não é recomendado, mesmo que a dose total semanal seja a mesma que a dose recomendada.

É muito importante que o esquema posológico prescrito seja seguido rigorosamente.

Se forem administradas por um longo período de tempo quantidades equivalentes a várias vezes a dose semanal prescrita, divididas ao longo de sete dias, podem ocorrer convulsões, lesões graves e permanentes do sistema nervoso central e até mesmo a morte.


Medidas contracetivas devem ser tomadas por homens e mulheres durante e por 6 meses após a descontinuação do tratamento.


Actualmente não existe nenhuma evidência que indique que a vinblastina, por si, tenha sido cancerígena em seres humanos, embora alguns doentes tenham desenvolvido leucemia após radioterapia e administração de vinblastina em combinação com agentes alquilantes.

Apesar de até agora não existir uma única indicação conhecida do potencial mutagénico da Vinblastina, como com todos os fármacos citostáticos é necessário ter precaução com o uso de Vinblastina.


Após a administração de alcaloides da vinca têm ocorrido casos de dispneia aguda e espasmos brônquicos graves.

Estas reações ocorrem mais frequentemente quando a vinblastina é combinada com mitomicina C.

Pode ser necessário um tratamento agressivo, especialmente se houver história de disfunção pulmonar.

Estas reações podem ocorrer poucos minutos ou várias horas após a injeção de vinblastina e podem ocorrer até 2 semanas após a administração da mitomicina.

Após o tratamento com broncodilatadores, corticosteroides e oxigénio a maioria dos doentes recupera completamente.

No entanto, um certo número de doentes desenvolveram uma dispneia progressiva, que tornou necessária a utilização crónica de corticosteroides.

A vinblastina poderá não poder ser administrada novamente.


É necessária precaução no caso de insuficiência hepática, pois é provável que a eliminação esteja retardada e que seja necessário efectuar ajustes posológicos.


É necessária precaução em caso de doença isquémica cardíaca.


Geralmente este medicamento não é recomendado em associação com vacinas vivas atenuadas, fenitoína e itraconazol.


É recomendada monitorização cuidadosa do sistema nervoso periférico no sentido de permitir ajustes de dose.


Pode ocorrer aumento do nível sérico do ácido úrico durante a indução da remissão em caso de linfoma; portanto, os níveis séricos de ácido úrico devem ser monitorizados ou devem ser tomadas medidas adequadas.


Durante o tratamento com vinblastina, deve ser evitada a exposição solar intensa.

Devem ser tomados cuidados para evitar o contacto de vinblastina com os olhos.


Situações de hipotensão ortostática podem estar agravadas em doentes idosos.


Quando se suspeitar de secreção insuficiente de ADH, os níveis séricos de eletrólitos e o equilíbrio de líquidos deve ser monitorizado.


Pode ocorrer obstipação como efeito indesejável da terapêutica com vinblastina, esta obstipação responde às medidas habituais, tais como enemas e laxantes.

A obstipação pode ter impacto na parte superior do cólon e, por isso, o recto pode encontrar-se vazio aquando do exame físico.

Uma ecografia abdominal é útil para demonstrar esta condição.


Recomenda-se um regime profilático de rotina contra a obstipação para doentes a fazerem doses elevadas de vinblastina.


Cuidados com a administração e reconstituição
Com os derrames que ocorrem durante a dissolução e/ou administração existe o risco de lesões da pele e da córnea.

Nesses casos, é necessário lavar de imediato e abundantemente com água.

Durante a preparação e administração devem ser tomadas medidas de protecção adequadas para a manipulação de fármacos citostáticos, tais como o uso de luvas protectoras, máscara facial e óculos de segurança.


O extravasamento deve ser evitado.

Em caso de difusão para o tecido circundante durante a administração intravenosa pode ocorrer considerável irritação dos tecidos.

Parar imediatamente a injeção e injetar a dose restante noutra veia.


A aplicação de calor moderado no local onde ocorreu o extravasamento e a injeção de hialuronidase foram utilizadas para dispersar o medicamento e para limitar os inconvenientes e a possibilidade de celulite e flebite, tanto quanto possível.


A administração intratecal de vinblastina resulta em neurotoxicidade fatal.


Se o sulfato de vinblastina for acidentalmente administrado por via intratecal recomenda-se este tratamento.

Num determinado caso, a paralisia progressiva verificada num adulto a quem foi administrado o alcaloide da vinca relacionado, sulfato de vincristina por via intratecal, poderia ter sido utilizado o seguinte tratamento.

O tratamento deve ser iniciado de imediato:
O fluido espinal lombar foi retirado, tanto quanto foi possível da forma mais segura existente .


O espaço subaracnoideu foi lavado com solução de lactato de Ringer por perfusão contínua através de um catéter num ventrículo cerebral lateral à taxa de 150 ml por hora.


O líquido foi removido através de acesso lombar.


Assim que possível, diluiu-se 25 ml de plasma recentemente congelado em 1 litro de solução de lactato de Ringer e a solução diluída foi administrada por perfusão no ventrículo cerebral por catéter, à taxa de 75 ml por hora.

O líquido foi removido novamente através do acesso lombar.

A taxa de perfusão foi ajustada de modo a que se mantivesse um nível de proteínas de 150 mg / ml no fluido espinhal.

O tratamento a partir do passo 3 foi repetido novamente com um litro de solução diluída de plasma recentemente congelado.


Foram administradas por via intravenosa no período de 24 horas, 10 g de ácido glutâmico seguidas de 500 mg por via oral 3 vezes por dia durante 1 mês ou até que à estabilização da disfunção neurológica.

O papel do ácido glutâmico nesse tratamento está esclarecido e possivelmente não é essencial.


Foi administrado por via intravenosa em bólus, 100 mg de ácido folínico e, em seguida, uma perfusão a uma taxa de 25mg / h durante 24 horas, seguida de doses de 25mg em bólus de 6 em 6 horas durante 1 semana.

Tem sido administrada uma dose de 50 mg de piridoxina de 8 em 8 horas por perfusão intravenosa durante 30 minutos.

As suas funções na redução da neurotoxicidade não estão esclarecidas.
Cuidados com a Dieta
Não há dados disponíveis da interação entre o Sulfato de Vinblastina e alimentos ou bebidas.
Terapêutica Interrompida
Vinblastina é administrada em ambiente hospitalar.
Cuidados no Armazenamento
Manter fora do alcance e da vista das crianças.


Conservar no frigorífico (2 °C – 8 °C).

Não congelar.

Proteger da luz.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Macrólidos + Vinblastina

Observações: Podem interferir com a absorção de outros fármacos, inibir as enzimas metabolizadoras com aumento da toxicidade de alguns fármacos e, com menos frequência, reduzir a concentração plasmática de outros, por aceleração do metabolismo. Os macrólidos envolvidos com mais frequência são a eritromicina (em particular por via parentérica) e a claritromicina. A eritromicina em aplicação tópica não origina interacções.
Interações: Por inibição enzimática, com aumento da concentração plasmática e da toxicidade respectiva interferem com: Citotóxicos (docetaxel, vinblastina) - Vinblastina - Vinblastina
Usar com precaução

Vinblastina + Anticoagulantes orais

Observações: N.D.
Interações: Devido ao aumento do risco trombótico no caso de doenças tumorais, é frequente o uso de tratamento anticoagulante. A alta variabilidade intra-individual da coagulação durante as doenças e na eventualidade de interação entre os anticoagulantes orais e a quimioterapia anticancerígena requer, se for decidido tratar o doente com anticoagulantes orais, a monitorização do aumento da frequência do INR (Razão Normalizada Internacional). - Anticoagulantes orais
Usar com precaução

Lamivudina + Zidovudina + Vinblastina

Observações: Os ensaios clínicos demonstraram que não existem interações clinicamente significativas entre a lamivudina e a zidovudina. A zidovudina é principalmente metabolizada pelas enzimas UGT; a administração concomitante de indutores ou inibidores das enzimas UGT pode alterar a exposição à zidovudina. A lamivudina é depurada ao nível renal. A secreção renal ativa da lamivudina na urina é mediada através de transportadores catiónicos orgânicos (OCTs); a administração concomitante de lamivudina com inibidores OCT ou fármacos nefrotóxicos pode aumentar a exposição à lamivudina. A lamivudina e a zidovudina não são significativamente metabolizadas pelas enzimas do citocromo P450 (tais como CYP 3A4, CYP 2C9 ou CYP 2D6) nem inibem ou induzem este sistema enzimático. Assim, o potencial para interações com antirretrovirais inibidores da protease, não nucleosídeos e outros medicamentos metabolizados pelas principais enzimas P450 é baixo. Foram realizados estudos de interação apenas em adultos.
Interações: O tratamento concomitante, especialmente terapêutica aguda, com medicamentos potencialmente nefrotóxicos ou mielosupressores (e.x. pentamidina sistémica, dapsona, pirimetamina, cotrimoxazol, anfotericina, flucitosina, ganciclovir, interferão, vincristina, vinblastina e doxorrubicina) também pode aumentar o risco de reações adversas à zidovudina. Se for necessária terapêutica concomitante com lamivudina / zidovudina e qualquer um destes medicamentos então deve ser tida atenção adicional em monitorizar a função renal e os parâmetros hematológicos e, se necessário, a dose de um ou mais dos agentes deve ser reduzida. - Vinblastina
Potencialmente Fatal

Aldesleucina + Vinblastina

Observações: N.D.
Interações: O Síndrome da Lise Tumoral Fatal foi reportado no tratamento combinado com cisplatina, vinblastina e dacarbazina. Não é recomendado o uso concomitante das substâncias ativas mencionadas. - Vinblastina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Vinblastina + Mielotóxicos

Observações: N.D.
Interações: A combinação de vinblastina com outros agentes mielotóxicos ou neurotóxicos ou com radiação sobre áreas alargadas, aumenta o risco de toxicidade. - Mielotóxicos
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Vinblastina + Neurotóxicos

Observações: N.D.
Interações: A combinação de vinblastina com outros agentes mielotóxicos ou neurotóxicos ou com radiação sobre áreas alargadas, aumenta o risco de toxicidade. - Neurotóxicos
Não recomendado/Evitar

Vinblastina + Radioterapia

Observações: N.D.
Interações: Quando a quimioterapia estiver a ser feita em conjunto com radioterapia, através de portais nos quais se inclui o fígado, o uso de vinblastina não deve ser iniciado enquanto a radioterapia não estiver concluída. A ocorrência de interacção com a radiação durante e após a radioterapia também é possível. - Radioterapia
Usar com precaução

Vinblastina + Outros medicamentos

Observações: N.D.
Interações: A vinblastina deve ser administrada com precaução em doentes que tomam concomitantemente medicamentos que se sabe que inibem o metabolismo do medicamento via iso-enzimas do citocromo hepático CYP3A ou em doentes com alterações da função hepática. A administração concomitante de sulfato de vinblastina e um inibidor desta via metabólica pode causar um rápido aumento da ocorrência e/ou gravidade dos efeitos indesejáveis. - Outros medicamentos
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Vinblastina + Digitoxina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante por via oral ou intravenosa de digitoxina e combinações de fármacos quimioterápicos, incluindo o sulfato de vinblastina, pode levar à redução dos níveis séricos de digitoxina, diminuindo assim a sua eficácia. - Digitoxina
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Vinblastina + Fenitoína

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de fenitoína por via oral ou intravenosa e combinações de fármacos quimioterápicos incluindo o sulfato de vinblastina pode levar à redução dos níveis séricos de fenitoína e a uma maior frequência de ataques convulsivos. O ajuste da dose de fenitoína deve ocorrer com base nos níveis sanguíneos. A contribuição do sulfato de vinblastina nesta interacção não está esclarecida. A interacção é possivelmente o resultado de uma redução da absorção de fenitoína e do aumento na taxa metabolização e eliminação. - Fenitoína
Potencialmente Grave

Vinblastina + Mitomicina

Observações: N.D.
Interações: Com a combinação de vinblastina com a mitomicina C, tem sido por vezes descrita toxicidade pulmonar grave irreversível, principalmente em tecidos pré-danificados. A vinblastina utilizada como parte de um regime combinado com mitomicina pode resultar em insuficiência respiratória aguda e infiltração pulmonar. Casos de insuficiência respiratória com infiltrações pulmonares intersticiais foram relatados em doentes que receberam uma terapêutica composta por vinblastina, mitomicina e progesterona (MVP). - Mitomicina
Potencialmente Grave

Vinblastina + Progesterona

Observações: N.D.
Interações: Casos de insuficiência respiratória com infiltrações pulmonares intersticiais foram relatados em doentes que receberam uma terapêutica composta por vinblastina, mitomicina e progesterona (MVP). - Progesterona
Potencialmente Grave

Vinblastina + Cisplatina

Observações: N.D.
Interações: Tem sido relatada que a administração concomitante de cisplatina provoca aumento das concentrações plasmáticas de vinblastina. Houve relatos do fenómeno de Reynaud e gangrena após a administração em simultâneo de vinblastina e bleomicina, assim como outros eventos vasculares (como enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral), após o tratamento combinado com vinblastina, cisplatina e bleomicina. A neurotoxicidade da cisplatina ou do interferão e a cardiotoxicidade do interferão podem ser potenciadas pela vinblastina. - Cisplatina
Potencialmente Grave

Vinblastina + Bleomicina

Observações: N.D.
Interações: Houve relatos do fenómeno de Reynaud e gangrena após a administração em simultâneo de vinblastina e bleomicina, assim como outros eventos vasculares (como enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral), após o tratamento combinado com vinblastina, cisplatina e bleomicina. - Bleomicina
Usar com precaução

Vinblastina + Citotóxicos

Observações: N.D.
Interações: Podem ocorrer interações farmacodinâmicas e farmacocinéticas da vinblastina com outros citostáticos e fármacos imunossupressores com o reforço dos efeitos terapêuticos e tóxicos. - Citotóxicos
Usar com precaução

Vinblastina + Imunossupressores

Observações: N.D.
Interações: Podem ocorrer interações farmacodinâmicas e farmacocinéticas da vinblastina com outros citostáticos e fármacos imunossupressores com o reforço dos efeitos terapêuticos e tóxicos. - Imunossupressores
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Vinblastina + Eritromicina

Observações: N.D.
Interações: A eritromicina pode aumentar a toxicidade da vinblastina. - Eritromicina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Vinblastina + Itraconazol

Observações: N.D.
Interações: O uso concomitante de itraconazol e vinblastina pode aumentar o risco de neurotoxicidade ou de íleo paralítico. - Itraconazol
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Vinblastina + Anticonvulsivantes

Observações: N.D.
Interações: Os níveis séricos de anticonvulsivantes podem ser reduzidos pelos regimes de fármacos citotóxicos, nos quais se inclui a vinblastina. - Anticonvulsivantes
Usar com precaução

Vinblastina + Metotrexato

Observações: N.D.
Interações: A vinblastina pode promover a captação celular de metotrexato. As interações entre vinblastina e agentes alquilantes e metotrexato durante o ciclo celular podem resultar num aumento do efeito citotóxico total. - Metotrexato
Não recomendado/Evitar

Vinblastina + Vacinas vivas

Observações: N.D.
Interações: Os doentes que recebem quimioterapia imunossupressora não devem ser vacinados com vacinas vivas, devido ao possível risco de doença sistémica fatal. Este risco está aumentado em indivíduos que já estão imunodeprimidos pela sua doença subjacente. Utilizar uma vacina inactivada, quando disponível. - Vacinas vivas
Usar com precaução

Bosutinib + Vinblastina

Observações: N.D.
Interações: Deve ter-se precaução no caso de uma administração de bosutinib com medicamentos que sejam substratos da glicoproteína-P (gp-P). Um estudo in vitro sugere que o bosutinib pode aumentar as concentrações plasmáticas de medicamentos que sejam substratos da gp-P, tais como digoxina, colchicina, tacrolimus e quinidina; agentes quimioterapêuticos, tais como etoposido, doxorrubicina e vinblastina; agentes imunossupressores; glucocorticoides como a dexametasona; agentes de terapêutica antiretroviral do HIV-tipo 1 como, por exemplo, inibidores da protease e inibidores não nucleósidos da transcriptase reversa. - Vinblastina
Usar com precaução

Cisplatina + Vinblastina

Observações: N.D.
Interações: A cisplatina administrada em combinação com a bleomicina e a vinblastina pode originar um fenómeno de Raynaud. - Vinblastina
Usar com precaução

Claritromicina + Vinblastina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da Claritromicina em outros medicamentos: Sabe-se ou suspeita-se que os fármacos ou classes seguintes são metabolizados pela isoenzima CYP3A: Alprazolam, astemizol, carbamazepina, cilostazol, cisaprida, ciclosporina, disopiramida, alcaloides da cravagem do centeio, lovastatina, metilprednisolona, midazolam, omeprazol, anticoagulantes orais (por ex. varfarina), pimozida, quinidina, rifabutina, sildenafil, sinvastatina, tacrolímus, terfenadina, triazolam e vimblastina. Fármacos com interação por mecanismos semelhantes através de outras isoenzimas no sistema do citocromo P450 incluem a fenitoína, teofilina e valproato. - Vinblastina
Usar com precaução

Darunavir + Vinblastina

Observações: O perfil de interação do darunavir pode variar dependendo se é utilizado o ritonavir ou o cobicistate como fármacos potenciadores. As recomendações dadas para a utilização concomitante de darunavir e outros medicamentos podem por isso variar dependendo se darunavir é potenciado com ritonavir ou com cobicistate, e é também necessária precaução durante o primeiro tempo de tratamento, se se substituir o fármaco potenciador de ritonavir para cobicistate.
Interações: ANTINEOPLÁSICOS: Dasatinib, Nilotinib, Vinblastina, Vincristina: Não foi estudado. É expectável que Darunavir potenciado aumente as concentrações plasmáticas destes antineoplásicos. (Inibição do CYP3A). As concentrações destes medicamentos podem ser aumentadas quando administrados concomitantemente com Darunavir potenciado, resultando num potencial aumento dos acontecimentos adversos habitualmente associados a estes medicamentos antineoplásicos. Recomenda-se precaução na associação de um destes agentes antineoplásicos com Darunavir potenciado. - Vinblastina
Não recomendado/Evitar

Darunavir + Cobicistate + Vinblastina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interação com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interações: ANTINEOPLÁSICOS: Dasatinib, Nilotinib, Vinblastina, Vincristina: Tendo por base considerações teóricas, é expectável que Darunavir / Cobicistate aumente as concentrações plasmáticas destes antineoplásicos. (inibição do CYP3A) As concentrações destes medicamentos podem ser aumentadas quando administrados concomitantemente com Darunavir / Cobicistate, resultando num potencial aumento dos acontecimentos adversos habitualmente associados a estes medicamentos antineoplásicos. Recomenda-se precaução na associação de um destes agentes antineoplásicos com Darunavir / Cobicistate. A utilização concomitante de everolímus e Darunavir / Cobicistate não é recomendada. - Vinblastina
Usar com precaução

Zidovudina + Vinblastina

Observações: N.D.
Interações: O risco de reacções adversas com zidovudina pode também aumentar na terapêutica concomitante, especialmente terapêutica aguda, com fármacos potencialmente nefrotóxicos ou mielodepressores (p.ex. pentamidina sistémica, dapsona, pirimetamina, cotrimoxazol, anfotericina, flucitosina, ganciclovir, interferão, vincristina, vinblastina e doxorrubicina). Caso seja necessária terapêutica concomitante com qualquer destes fármacos, recomenda-se cuidadosa monitorização da função renal e dos parâmetros hematológicos e, se necessário, redução da dose de um ou mais destes fármacos. - Vinblastina
Não recomendado/Evitar

Valganciclovir + Vinblastina

Observações: N.D.
Interações: Outras interações medicamentosas potenciais: A toxicidade pode aumentar quando o valganciclovir é co-administrado com, ou administrado imediatamente antes ou depois de outros fármacos que inibam a replicação de populações de células de divisão rápida, como por exemplo as da medula óssea, espermatogónias, camadas germinativas da pele e da mucosa gastrointestinal. Exemplos deste tipo de fármacos são: Dapsona, pentamidina, flucitosina, vincristina, vinblastina, adriamicina, anfotericina B, associações trimetoprim/sulfonamidas, análogos nucleósidos e hidroxiureia. Uma vez que o ganciclovir é excretado através do rim, a toxicidade pode também aumentar durante a co-administração do valganciclovir com fármacos que possam reduzir a depuração renal do ganciclovir e consequentemente originar um aumento da sua exposição. A depuração renal do ganciclovir pode ser inibida por 2 mecanismos: (a) nefrotoxicidade, causada por fármacos como o cidofovir e foscarnet e (b) inibição competitiva da secreção tubular no rim induzida, por exemplo, por outros análogos nucleósidos. Desta forma, a utilização concomitante destes fármacos com o valganciclovir, só deve ser considerada quando os potenciais benefícios ultrapassarem os riscos potenciais. - Vinblastina
Usar com precaução

Eritromicina + Vinblastina

Observações: N.D.
Interações: O uso de Eritromicina em doentes recebendo tratamento com fármacos metabolizados pelo citocromo P450 pode estar associado a elevações nos níveis séricos desses fármacos. Foram descritas interações da Eritromicina com carbamazepina, ciclosporina, hexobarbital, fenitoína, alfentanil, disopiramida, bromocriptina, valproato, tacrolimus, quinidina, metilprednisolona, cilostazol, vinblastina, sildenafil, terfenadina, astemizole e rifabutina. As concentrações séricas destes fármacos devem ser rigorosamente monitorizadas nos doentes recebendo tratamento concomitante com Eritromicina. - Vinblastina
Usar com precaução

Fluconazol + Vinblastina

Observações: O fluconazol é um potente inibidor do citocromo P450 (CYP) isoenzima 2C9 e um inibidor moderado do CYP3A4. O fluconazol é também um inibidor da isoenzima CYP2C19. Adicionalmente às interações observadas/documentadas abaixo indicadas, existe um risco de aumento da concentração plasmática de outros compostos metabolizados pelo CYP2C9 e CYP3A4 coadministrados com fluconazol. Deste modo, deve-se ter precaução quando se utilizam estas associações e os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados. O efeito inibidor da enzima pelo fluconazol persiste 4-5 dias após a descontinuação do tratamento com fluconazol devido à sua longa semivida.
Interações: A utilização concomitante dos seguintes fámacos leva a precauções e ajustes de dose: O efeito de fluconazol noutros fármacos: Alcaloides da vinca: Apesar de não estudado, o fluconazol pode aumentar os níveis plasmáticos dos alcaloides da vinca (por ex. vincristina e vinblastina) e originar neurotoxicidade, que é possível devido ao efeito inibitório do CYP3A4. - Vinblastina
Usar com precaução

Voriconazol + Vinblastina

Observações: n.d.
Interações: Alcalóides da Vinca (ex. vincristina e vinblastina) [substratos do CYP3A4] Apesar de tal não ter sido estudado, é provável que o voriconazol aumente as concentrações plasmáticas dos alcalóides da vinca e cause neurotoxicidade. Deve ser considerada a redução da dose dos alcalóides da vinca. - Vinblastina
Não recomendado/Evitar

Posaconazol + Vinblastina

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Efeitos de posaconazol sobre outros medicamentos: Alcaloides da vinca: Posaconazol pode aumentar a concentração plasmática dos alcaloides da vinca (por exemplo, vincristina e vinblastina), podendo conduzir a neurotoxicidade. Consequentemente, o uso concomitante de posaconazol e alcaloides da vinca deve ser evitado exceto nos casos em que os benefícios para o doente suplantem os riscos. Em caso de administração concomitante, recomenda-se ponderar o ajuste posológico dos alcaloides da vinca. - Vinblastina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ritonavir + Vinblastina

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do Ritonavir nos Medicamentos Não Antirretrovirais Coadministrados: Antineoplásicos: Dasatinib, nilotinib, vincristina, vinblastina: As concentrações séricas podem aumentar quando coadministrados com ritonavir, resultando em potencial aumento na incidência de efeitos adversos. - Vinblastina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ácido linoleico (ómega-6) + Vinblastina

Observações: Pessoas que tomam medicamentos também tem que cuidar com o uso de suplementos de ómega 6. Se tomar qualquer um dos medicamentos abaixo, converse antes com o médico.
Interações: Quimioterapia: GLA pode impulsionar os efeitos de tratamentos de cancro, como o doxorrubicina, cisplatina, carboplatina, mitoxantrona, tamoxifeno, vincristina e vimblastina. - Vinblastina
Usar com precaução

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Vinblastina

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interação com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interações: ANTINEOPLÁSICOS Dasatinib Nilotinib Vinblastina Vincristina Tendo por base considerações teóricas, é expectável que DRV/COBI aumente as concentrações plasmáticas destes antineoplásicos. (inibição do CYP3A) As concentrações destes medicamentos podem ser aumentadas quando administrados concomitantemente com este medicamento, resultando num potencial aumento dos acontecimentos adversos habitualmente associados a estes medicamentos antineoplásicos. Recomenda-se precaução na associação de um destes agentes antineoplásicos com este medicamento. - Vinblastina
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações da Vinblastina
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

A vinblastina não deve ser utilizada durante a gravidez, excepto se claramente necessário.

O aleitamento deve ser interrompido durante o tratamento com vinblastina.

Homens e mulheres em idade fértil devem tomar medidas contracetivas eficazes durante o tratamento e, pelo menos, durante 3 meses, mas de preferência 6 meses, após o tratamento com vinblastina.

A vinblastina pode afectar a fertilidade tanto nos homens como nas mulheres.

Considerando os efeitos indesejáveis descritos, deverá ser tida em conta a possibilidade deste medicamento interferir com a capacidade de condução.



Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020