Trazodona

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Condução DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica) DCI/Medicamento Psicofármaco
O que é
Trazodona é um inibidor de recaptação da serotonina usado como um agente antidepressivo.

Tem-se mostrado eficaz em pacientes com transtorno depressivo major e outros subconjuntos de transtornos depressivos.

Geralmente, é mais útil em distúrbios depressivos associados a insónia e ansiedade.

Este fármaco não agrava os sintomas psicóticos em pacientes com esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo.
Usos comuns
Este medicamento está indicado no tratamento da depressão.
Tipo
pequena molécula
História
A trazodona foi originalmente descoberta e desenvolvida em Itália na década de 1960 por Angelini Research Laboratories como um antidepressivo de segunda geração.

Foi desenvolvido de acordo com a hipótese de dor mental, que foi postulada a partir de pacientes que estudam e que propõe que a depressão está associada a uma diminuição do limiar da dor.

Em nítido contraste com a maioria dos outros antidepressivos disponíveis no momento do seu desenvolvimento, trazodona mostrou efeitos mínimos sobre os recetores colinérgicos muscarínicos.

A trazodona foi patenteado e comercializado em muitos países em todo o mundo. Foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) para o final de 1981.
Indicações
Tratamento da depressão.
Classificação CFT
02.09.03     Antidepressores
Mecanismo De Ação
A eficácia da trazodona está demonstrada em doentes em regime de internamento ou ambulatório, e em doentes deprimidos com ou sem ansiedade.

A doença depressiva dos doentes estudados corresponde aos critérios de Depressão Major do manual DSM III.


Os episódios depressivos Major implicam um evidente e relativamente persistente (quase todos os dias pelo menos durante duas semanas) humor depressivo ou disfórico que usualmente interfere com a atividade diária, e inclui pelo menos quatro dos seguintes sintomas: perturbações do apetite, perturbações do sono, agitação ou lentificação psicomotora, perda de interesse pelas atividades diárias ou redução do prazer nas atividades sexuais, perda de energia e fadiga, sentimentos de culpa ou indignidade, pensamento lento ou redução da capacidade de concentração, ideação suicida ou tentativas de suicídio.


As dosagens terapêuticas da trazodona determinam claros efeitos antidepressivos e ligeiramente ansiolíticos, em particular no que se refere ao humor depressivo, ansiedade, apatia e distúrbios do sono, por não ser um fármaco com propriedades influenciar o sono normal.

A ação positiva da trazodona na dor pressupõe que este possa influenciar a estrutura nervosa devida à sua integração e, por isso modificar a anormal carga emotiva.


Além disso, a trazodona atua positivamente no tremor reduzindo-o.


O mecanismo de ação da trazodona dever-se-á provavelmente ao facto da depressão estar associada a uma diminuição do limiar de perceção das situações desagradáveis, e a trazodona atuar no sentido de normalizar o limiar.

A trazodona, ao contrário de outros psicofármacos, não está contraindicado no glaucoma, nos distúrbios da micção e não produz fenómenos do tipo extrapiramidal.

Além disso, não potenciando a transmissão adrenérgica e sendo desprovido de efeitos anticolinérgicos, não apresenta os efeitos característicos dos antidepressivos tricíclicos na “condução” cardíaca.
Posologia Orientativa
O tratamento deverá ser iniciado com 100 a 200 mg por dia em doses repartidas (2 a 3 vezes por dia), segundo critério médico, de preferência após as refeições.

População idosa
Nos doentes muito idosos ou fragilizados, a dose inicial recomendada deve ser reduzida para 100 mg/dia, administrada em doses fracionadas ou numa dose única à noite.
Administração
Via oral.

Administrar logo após as refeições para prevenir irritação gástrica e tonturas.
Contraindicações
- hipersensibilidade à Trazodona.

- Administração concomitante de inibidores da monoamino-oxidase (I.M.A.O.).

- Fase de reabilitação após enfarte agudo do miocárdio.

- Doentes com idade inferior a 18 anos.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Foram relatados casos de ideação suicida e comportamentos suicidas durante a terapêutica com trazodona ou pouco depois da descontinuação do tratamento.


Os seguintes sintomas, alguns dos quais frequentemente relatados em casos de depressão não tratada, também foram observados em doentes a receber terapêutica com trazodona:
- Discrasias sanguíneas (incluindo agranulocitose, trombocitopenia, eosinofilia, leucopenia e anemia);
- Reações alérgicas;
- Síndrome de secreção inadequada da hormona antidiurética;
- Diminuição dos níveis de sódio no sangue, perda de peso, anorexia e aumento do apetite;
- Ideação suicida ou comportamento suicida, estado de confusão, insónia, desorientação, mania, ansiedade, nervosismo, agitação (muito ocasionalmente exacerbação para delírio), ilusão, agressividade, alucinações, pesadelos, diminuição da libido e síndrome de abstinência;
- Síndrome serotoninérgica, convulsão, síndrome neuroléptica maligna, tontura, vertigem, dor de cabeça, sonolência, inquietação, atenção diminuída, tremor, visão enevoada, perturbações da memória, mioclonia, afasia expressiva, parestesia, distonia e paladar alterado;
- Arritmias cardíacas (incluindo "torsade de pointes", palpitações, contrações ventriculares prematuras, batimentos duplos ventriculares (couplets), taquicardia ventricular), bradicardia, taquicardia e anomalias no eletrocardiograma (prolongamento do intervalo QT);
- Hipotensão ortostática, hipertensão e síncope;
- Congestão nasal e dispneia;
- Náusea, vómitos, boca seca, obstipação, diarreia, dispepsia, dor no estômago, gastroenterite, aumento da salivação e íleo paralítico;
- Anomalias da função hepática (incluindo icterícia e lesão hepatocelular), colestase intra-hepática;
- Exantema cutâneo, prurido e hiperhidrose;
- Dores nos membros, dor lombar, mialgia e artralgia;
- Perturbação da micção;
- Priapismo;
- Fraqueza, edema, sintomas tipo gripe, fadiga, dor torácica e febre;
- Enzimas hepáticas elevadas.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Ver Antidepressores tricíclicos. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento:Não parece ser perigoso; Ver Antidepressores (tricíclicos e afins).
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Ver Antidepressores.
Conducao
Conducao:Altera significativamente a capacidade de condução.
Precauções Gerais
A trazodona não deve ser administrada em crianças e adolescentes de idade inferior a 18 anos.
Foram observados, com mais frequência, comportamento suicida (tentativa de suicídio, ideação suicida) e hostilidade (essencialmente agressividade, comportamento conflituoso e raiva) em estudos clínicos realizados em crianças e adolescentes tratados com antidepressivos, comparativamente com o placebo.
Além disso, não está disponível informação de segurança a longo prazo em crianças e adolescentes relativamente ao crescimento, maturação e desenvolvimento cognitivo e comportamental.


Suicídio/ideação suicida/agravamento da situação clínica
A depressão está associada ao aumento do risco de ideação suicida, autoagressividade e suicídio (pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio).
O risco prevalece até que ocorra remissão significativa dos sintomas.
Como durante as primeiras semanas ou mais de tratamento pode não se verificar qualquer melhoria, os doentes deverão ter uma vigilância mais rigorosa até que essa melhoria ocorra.
De acordo com a prática clínica, em geral o risco de suicídio pode aumentar nas fases iniciais da recuperação.

Os doentes com história de pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio, que apresentem um grau significativo destes sintomas antes do início do tratamento, apresentam também um maior risco de ideação suicida ou de tentativa de suicídio, devendo por este motivo ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento.
Uma meta-análise de estudos clínicos controlados com placebo em adultos com distúrbios psiquiátricos demonstrou um aumento do risco de comportamentos relacionados com o suicídio em doentes com menos de 25 anos a tomar antidepressivos comparativamente com os doentes a tomar placebo.
A terapêutica medicamentosa deverá ser acompanhada de uma monitorização rigorosa em particular nos doentes de maior risco especialmente na fase inicial do tratamento ou na sequência de alterações posológicas.

Os doentes (e os prestadores de cuidados de saúde), devem ser alertados para a necessidade de monitorização relativamente a qualquer agravamento da sua situação clínica, pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio e alterações invulgares no comportamento, para procurar assistência médica imediatamente caso estes ocorram.

De forma a minimizar o potencial risco de tentativas de suicídio, particularmente no início da terapêutica, em cada ocasião devem apenas ser prescritas quantidades restritas de trazodona.

Recomenda-se que se adote uma dosagem cuidadosa e uma monitorização regular em doentes com as seguintes condições:

Epilepsia: evitar especialmente aumentos ou diminuições repentinas da dosagem.

Doentes com insuficiência hepática ou renal, particularmente se forem graves.

Doentes com problemas cardiovasculares, tais como angina pectoris, distúrbios de condução ou bloqueios AV de diferente grau, enfarte do miocárdio recente.


Hipertiroidismo.


Perturbação da micção, como hipertrofia da próstata, embora não se prevejam problemas dado que o efeito anticolinérgico da trazodona é mínimo.

Glaucoma de ângulo fechado agudo, aumento da pressão intraocular, embora não se preveja grandes alterações devido ao efeito anticolinérgico mínimo da trazodona.

Se ocorrer icterícia no doente, a terapêutica com trazodona deve ser suspensa.

A administração de antidepressivos em doentes com esquizofrenia ou com outras perturbações psicóticas pode resultar num possível agravamento dos sintomas psicóticos.

Pode ocorrer intensificação de pensamentos paranoicos.
Durante a terapêutica com trazodona, uma fase depressiva pode passar de uma psicose maníaco-depressiva a uma fase maníaca.
Neste caso, o tratamento com trazodona deve ser suspenso.

Foram descritas interações em termos de síndrome serotoninérgica/síndrome neuroléptica maligna, no caso da utilização concomitante de outras substâncias de atuação serotoninérgica, tais como outros antidepressivos (p. ex. antidepressivos tricíclicos, ISRSs, IRSNs e inibidores da MAO) e neurolépticos.
Foram notificadas síndromes neurolépticas malignas com desfecho fatal em casos de administração concomitante com neurolépticos, em relação aos quais esta síndrome é conhecida como uma possível reação adversa medicamentosa.

Uma vez que a agranulocitose pode ela própria manifestar-se clinicamente através de sintomas semelhantes aos da gripe, dor de garganta e febre, nestes casos é aconselhável efetuar exames hematológicos.

Tem sido notificada a ocorrência de hipotensão, incluindo hipotensão ortostática e síncope, em doentes a tomar trazodona.
A administração concomitante de terapêutica anti-hipertensiva com trazodona pode requerer uma redução na dose do fármaco antihipertensor.


População idosa
Os doentes idosos podem apresentar mais frequentemente hipotensão ortostática, sonolência e outros efeitos anticolinérgicos da trazodona.
Devem ser tidos em consideração os potenciais efeitos aditivos da utilização de medicação concomitante, como outros antipsicóticos ou anti-hipertensores, ou na presença de fatores de risco como comorbilidades, que podem exacerbar estas reações.
Recomenda-se que o doente e/ou prestador de cuidados seja informado da possibilidade destes efeitos e monitorizado atentamente para a sua ocorrência no início da terapêutica, bem como antes e após um aumento da dose.
Recomenda-se a seguir à terapêutica com trazodona, principalmente depois de um período prolongado de tratamento, uma redução gradual da dose até à suspensão completa, de forma a minimizar a ocorrência de sintomas de abstinência caracterizados por náusea, dores de cabeça e indisposição.

Não existem evidências de que o cloridrato de trazodona possui qualquer propriedade aditiva.

Muito raramente foram notificados, como acontece com outros medicamentos antidepressivos, casos de prolongamento do intervalo QT com trazodona.
Recomenda-se precaução quando se prescreve trazodona com medicamentos conhecidos por induzirem prolongamento do intervalo QT.
A trazodona deve ser usada com precaução em doentes com doença cardiovascular conhecida, incluindo as associadas ao prolongamento do intervalo QT.

Os inibidores potentes do CYP3A4 podem originar aumentos dos níveis séricos da trazodona.

Tal como acontece com outros medicamentos com atividade alfa-adrenolítica, a trazodona tem sido associada, a casos muito raros, de priapismo.
Esta situação clínica pode ser tratada com uma injeção intracavernosa de um agente alfa-adrenérgico, como a adrenalina ou o metaraminol.
No entanto, existem casos de priapismo induzido pela trazodona que necessitaram de intervenção cirúrgica ou conduziram a disfunção sexual permanente.
Os doentes que desenvolvem esta suspeita de reação adversa devem suspender imediatamente o tratamento com trazodona.

Este medicamento contém lactose.
Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.
Cuidados com a Dieta
A trazodona pode potenciar os efeitos do álcool.


O medicamento deve ser administrado de preferência após as refeições.
Terapêutica Interrompida
Se for omitida a administração de uma ou mais doses, o tratamento deve continuar.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não conservar acima de 25°C. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz e humidade.
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.

Mepiramina (Pirilamina) + Trazodona

Observações: N:D:
Interações: Álcool, antidepressivos cíclicos, anti-hipertensivos com efeitos depressores sobre o sistema nervoso cental, outros depressores do sistema nervoso central, sulfato de magnésio parenteral, maprotilina, trazodona, amantadina, antimuscarínicos ou outros medicamentos com ação antimuscarínica, haloperidol, ipratrópio, fenotiazinas, procainamida, apomorfina, IMAO, medicamentos ototóxicos (cisplatino, paromomicina, salicilatos, vancomicina), medicamentos fotossensibilizadores.

Ritonavir + Trazodona

Observações: n.d.
Interações: Efeitos do Ritonavir nos Medicamentos Não Antirretrovirais Coadministrados: Antidepressivos: Trazodona: Verificou-se um aumento na incidência de reações adversas relacionadas com trazodona quando coadministrada com ritonavir como medicamento antirretroviral ou como potenciador farmacocinético. Se a trazodona for coadministrada com ritonavir, a associação deve ser usada com precaução, iniciando a trazodona na dose mais baixa e monitorizando a resposta clínica e a tolerabilidade.

Darunavir + Cobicistate + Trazodona

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interação com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS: Paroxetina, Sertralina, Trazodona: Tendo por base considerações teóricas, é expectável que Darunavir / Cobicistate aumente as concentrações plasmáticas destes antidepressivos. (inibição do CYP2D6 e/ou CYP3A) No entanto, dados prévios de darunavir potenciado com ritonavir mostram uma diminuição das concentrações plasmáticas destes antidepressivos (mecanismo desconhecido); este último pode ser específico de ritonavir. Recomenda-se monitorização clínica e pode ser necessário ajuste de dose do antidepressivo caso estes antidepressivos sejam utilizados com Darunavir / Cobicistate. ANTIDEPRESSIVOS: Amitriptilina, Desipramina, Imipramina, Nortriptilina, Trazodona: Tendo por base considerações teóricas, é expectável que Darunavir / Cobicistate aumente as concentrações plasmáticas destes antidepressivos. (inibição do CYP2D6 e/ou CYP3A) Recomenda-se monitorização clínica e pode ser necessário ajuste de dose do antidepressivo caso estes antidepressivos sejam utilizados com Darunavir / Cobicistate.

Ombitasvir + Paritaprevir + Ritonavir + Trazodona

Observações: Os estudos de interação medicamentosa só foram realizados em adultos. Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir foi administrado em doses múltiplas em todos os estudos de interação medicamentosa, com exceção dos estudos de interação medicamentosa com carbamazepina, gemfibrozil e cetoconazol.
Interações: Interações farmacocinéticas: Potencial para Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir afetar a farmacocinética de outros medicamentos: Os estudos de interação medicamentosa in vivo avaliaram o efeito global do tratamento de associação, incluindo o ritonavir. Medicamentos metabolizados pelo CYP3A4: O ritonavir é um inibidor forte do CYP3A. A coadministração de Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir com medicamentos principalmente metabolizados pelo CYP3A pode resultar num aumento das concentrações plasmáticas destes medicamentos. Os medicamentos cuja depuração é altamente dependente do CYP3A e cujos níveis plasmáticos elevados estão associados a acontecimentos graves estão contraindicados. Os substratos do CYP3A avaliados nos estudos de interação medicamentosa que podem requerer um ajuste de dose e/ou monitorização clínica incluem ciclosporina, tacrolimus, amlodipina, rilpivirina e alprazolam. Exemplos de outros substratos do CYP3A4 que podem requerer um ajuste de dose e/ou monitorização clínica incluem bloqueadores dos canais de cálcio (por exemplo nifedipina), e trazodona. Apesar da buprenorfina e zolpidem serem também metabolizados pelo CYP3A, os estudos de interação medicamentosa indicam que não é necessário ajuste de dose quando coadministrados com Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir. Interações entre Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir e outros medicamentos ANTIDEPRESSIVOS: Trazodona Mecanismo: inibição de CYP3A4 pelo ritonavir. Administrado com: Ombitasvir/Paritaprevir/Ritonavir com ou sem dasabuvir. Não estudado. A trazodona deve ser utilizada com precaução e pode ser considerada uma dose mais baixa de trazodona.

Telaprevir + Trazodona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS: Trazodona: A utilização concomitante pode levar a acontecimentos adversos como náuseas, tonturas, hipotensão e síncope. Se a trazodona for usada com telaprevir, a combinação deve ser utilizada com precaução e deve considerar-se uma dose inferior de trazodona.

Tipranavir + Trazodona

Observações: Os estudos de interação apenas foram realizados em adultos.
Interações: Trazodona Estudo de interação realizado apenas com ritonavir Num estudo farmacocinético realizado em voluntários sãos, o uso concomitante de ritonavir em dose baixa (200 mg, duas vezes dia) com uma dose única de trazodona, levou a um aumento das concentrações plasmáticas da trazodona (AUC aumentou cerca 2.4 vezes). Neste estudo, após a coadministração de trazodona e ritonavir, foram observados efeitos adversos como náuseas, tonturas, hipotensão e síncope. No entanto, desconhece-se se a combinação tipranavir/ritonavir pode levar a um aumento da exposição à trazodona. A combinação deve ser utilizada com precaução e deve ser considerada a utilização de uma dose baixa de trazodona.

Cloropromazina + Trazodona

Observações: N.D.
Interações: Trazodona: Antidepressivo com efeito sedativo importante cuja associação à Cloropromazina deve ser cuidadosamente ponderada pelo possível efeito aditivo do mesmo. Os numerosos casos descritos de priapismo com trazodona devem alertar para o facto de que, em caso de associação, a Cloropromazina poderá aumentar o risco desse efeito indesejável.

Furazolidona + Trazodona

Observações: N.D.
Interações: Não se recomenda a utilização de furazolidona com qualquer um dos seguintes medicamentos. - Amitriptilina - Apraclonidina - Atomoxetina - Benzefetamina - Brimonidina - Bupropiona - Carbamazepina - Carbidopa - Carbinoxamina - Citalopram - Clomipramina - Ciclobenzaprina - Cipro-heptadina - Desipramina - Desvenlafaxina - Dexmetilfenidato - Dextroanfetamina - Anfepramona (Dietilpropiona) - Doxilamina - Entacapona - Escitalopram - Femoxetina - Fluoxetina - Fluvoxamina - Guanedrel - Guanetidina - Hidroxitriptofano - Imipramina - Isocarboxazida - Levodopa - Levacetilmetadol - Levomilnacipran - Maprotilina - Mazindol - Metadona - Metanfetamina - Metildopa - Metilfenidato - Milnaciprano - Mirtazapina - Nefazodona - Nefopam - Nortriptilina - Opipramol - Paroxetina - Fendimetrazina - Fenmetrazina - Fentermina - Fenilalanina - Pseudoefedrina - Reserpina - Safinamida - Selegilina - Sertralina - Sibutramina - Sumatriptano - Tapentadol - Tetrabenazina - Tranilcipromina - Trazodona - Trimipramina - Triptofano - Venlafaxina - Vilazodona - Vortioxetina - Zimeldina

Trazodona + Antihistamínicos

Observações: n.d.
Interações: Gerais: Os efeitos sedativos dos antipsicóticos, hipnóticos, sedativos ansiolíticos e medicamentos antihistamínicos podem ser intensificados; nestes casos, recomenda-se a redução da dosagem. O metabolismo dos antidepressivos é acelerado pelos contracetivos orais, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos devido aos efeitos hepáticos. O metabolismo dos antidepressivos é inibido pela cimetidina e outros antipsicóticos.

Trazodona + Antipsicóticos

Observações: n.d.
Interações: Gerais: Os efeitos sedativos dos antipsicóticos, hipnóticos, sedativos ansiolíticos e medicamentos antihistamínicos podem ser intensificados; nestes casos, recomenda-se a redução da dosagem. O metabolismo dos antidepressivos é acelerado pelos contracetivos orais, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos devido aos efeitos hepáticos. O metabolismo dos antidepressivos é inibido pela cimetidina e outros antipsicóticos.

Trazodona + Hipnóticos

Observações: n.d.
Interações: Gerais: Os efeitos sedativos dos antipsicóticos, hipnóticos, sedativos ansiolíticos e medicamentos antihistamínicos podem ser intensificados; nestes casos, recomenda-se a redução da dosagem. O metabolismo dos antidepressivos é acelerado pelos contracetivos orais, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos devido aos efeitos hepáticos. O metabolismo dos antidepressivos é inibido pela cimetidina e outros antipsicóticos.

Trazodona + Ansiolíticos

Observações: n.d.
Interações: Gerais: Os efeitos sedativos dos antipsicóticos, hipnóticos, sedativos ansiolíticos e medicamentos antihistamínicos podem ser intensificados; nestes casos, recomenda-se a redução da dosagem. O metabolismo dos antidepressivos é acelerado pelos contracetivos orais, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos devido aos efeitos hepáticos. O metabolismo dos antidepressivos é inibido pela cimetidina e outros antipsicóticos.

Trazodona + Contracetivos orais

Observações: n.d.
Interações: Gerais: Os efeitos sedativos dos antipsicóticos, hipnóticos, sedativos ansiolíticos e medicamentos antihistamínicos podem ser intensificados; nestes casos, recomenda-se a redução da dosagem. O metabolismo dos antidepressivos é acelerado pelos contracetivos orais, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos devido aos efeitos hepáticos. O metabolismo dos antidepressivos é inibido pela cimetidina e outros antipsicóticos.

Trazodona + Fenitoína

Observações: n.d.
Interações: Gerais: Os efeitos sedativos dos antipsicóticos, hipnóticos, sedativos ansiolíticos e medicamentos antihistamínicos podem ser intensificados; nestes casos, recomenda-se a redução da dosagem. O metabolismo dos antidepressivos é acelerado pelos contracetivos orais, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos devido aos efeitos hepáticos. O metabolismo dos antidepressivos é inibido pela cimetidina e outros antipsicóticos. O uso concomitante de trazodona com digoxina ou fenitoína pode resultar em níveis séricos elevados destas substâncias. A monitorização dos níveis séricos deve ser considerada nesses doentes.

Trazodona + Carbamazepina

Observações: n.d.
Interações: Gerais: Os efeitos sedativos dos antipsicóticos, hipnóticos, sedativos ansiolíticos e medicamentos antihistamínicos podem ser intensificados; nestes casos, recomenda-se a redução da dosagem. O metabolismo dos antidepressivos é acelerado pelos contracetivos orais, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos devido aos efeitos hepáticos. O metabolismo dos antidepressivos é inibido pela cimetidina e outros antipsicóticos. Carbamazepina: A administração conjunta resulta na redução das concentrações plasmáticas de trazodona. O uso concomitante de 400 mg/dia de carbamazepina originou uma diminuição das concentrações plasmáticas da trazodona e do seu metabolito ativo mclorofenilpiperazina de 76% e 60%, respetivamente. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados, para avaliar a eventual necessidade de um aumento da dose de trazodona.

Trazodona + Barbitúricos

Observações: n.d.
Interações: Gerais: Os efeitos sedativos dos antipsicóticos, hipnóticos, sedativos ansiolíticos e medicamentos antihistamínicos podem ser intensificados; nestes casos, recomenda-se a redução da dosagem. O metabolismo dos antidepressivos é acelerado pelos contracetivos orais, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos devido aos efeitos hepáticos. O metabolismo dos antidepressivos é inibido pela cimetidina e outros antipsicóticos.

Trazodona + Cimetidina

Observações: n.d.
Interações: Gerais: Os efeitos sedativos dos antipsicóticos, hipnóticos, sedativos ansiolíticos e medicamentos antihistamínicos podem ser intensificados; nestes casos, recomenda-se a redução da dosagem. O metabolismo dos antidepressivos é acelerado pelos contracetivos orais, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos devido aos efeitos hepáticos. O metabolismo dos antidepressivos é inibido pela cimetidina e outros antipsicóticos.

Trazodona + Inibidores do CYP3A4

Observações: n.d.
Interações: Inibidores de CYP3A4: Estudos in vitro sobre o metabolismo de trazodona sugerem um potencial risco de interação quando a trazodona é administrada com inibidores do CYP3A4, como a eritromicina, cetoconazol, itraconazol, ritonavir, indinavir e nefazodona. Os inibidores do CYP3A4 podem provocar um substancial aumento nas concentrações plasmáticas da trazodona. Confirmou-se através de estudos in vivo realizados em voluntários saudáveis que uma dose de 200 mg de ritonavir 2 vezes/dia aumentou os níveis plasmáticos da trazodona para mais do dobro, provocando náuseas, síncope e hipotensão. Se se administrar a trazodona com um potente inibidor do CYP3A4, deve-se considerar uma dose mais baixa da primeira. No entanto, deve-se evitar a administração concomitante da trazodona com um potente inibidor do CYP3A4.

Trazodona + Eritromicina

Observações: n.d.
Interações: Inibidores de CYP3A4: Estudos in vitro sobre o metabolismo de trazodona sugerem um potencial risco de interação quando a trazodona é administrada com inibidores do CYP3A4, como a eritromicina, cetoconazol, itraconazol, ritonavir, indinavir e nefazodona. Os inibidores do CYP3A4 podem provocar um substancial aumento nas concentrações plasmáticas da trazodona. Confirmou-se através de estudos in vivo realizados em voluntários saudáveis que uma dose de 200 mg de ritonavir 2 vezes/dia aumentou os níveis plasmáticos da trazodona para mais do dobro, provocando náuseas, síncope e hipotensão. Se se administrar a trazodona com um potente inibidor do CYP3A4, deve-se considerar uma dose mais baixa da primeira. No entanto, deve-se evitar a administração concomitante da trazodona com um potente inibidor do CYP3A4.

Trazodona + Cetoconazol

Observações: n.d.
Interações: Inibidores de CYP3A4: Estudos in vitro sobre o metabolismo de trazodona sugerem um potencial risco de interação quando a trazodona é administrada com inibidores do CYP3A4, como a eritromicina, cetoconazol, itraconazol, ritonavir, indinavir e nefazodona. Os inibidores do CYP3A4 podem provocar um substancial aumento nas concentrações plasmáticas da trazodona. Confirmou-se através de estudos in vivo realizados em voluntários saudáveis que uma dose de 200 mg de ritonavir 2 vezes/dia aumentou os níveis plasmáticos da trazodona para mais do dobro, provocando náuseas, síncope e hipotensão. Se se administrar a trazodona com um potente inibidor do CYP3A4, deve-se considerar uma dose mais baixa da primeira. No entanto, deve-se evitar a administração concomitante da trazodona com um potente inibidor do CYP3A4.

Trazodona + Itraconazol

Observações: n.d.
Interações: Inibidores de CYP3A4: Estudos in vitro sobre o metabolismo de trazodona sugerem um potencial risco de interação quando a trazodona é administrada com inibidores do CYP3A4, como a eritromicina, cetoconazol, itraconazol, ritonavir, indinavir e nefazodona. Os inibidores do CYP3A4 podem provocar um substancial aumento nas concentrações plasmáticas da trazodona. Confirmou-se através de estudos in vivo realizados em voluntários saudáveis que uma dose de 200 mg de ritonavir 2 vezes/dia aumentou os níveis plasmáticos da trazodona para mais do dobro, provocando náuseas, síncope e hipotensão. Se se administrar a trazodona com um potente inibidor do CYP3A4, deve-se considerar uma dose mais baixa da primeira. No entanto, deve-se evitar a administração concomitante da trazodona com um potente inibidor do CYP3A4.

Trazodona + Ritonavir

Observações: n.d.
Interações: Inibidores de CYP3A4: Estudos in vitro sobre o metabolismo de trazodona sugerem um potencial risco de interação quando a trazodona é administrada com inibidores do CYP3A4, como a eritromicina, cetoconazol, itraconazol, ritonavir, indinavir e nefazodona. Os inibidores do CYP3A4 podem provocar um substancial aumento nas concentrações plasmáticas da trazodona. Confirmou-se através de estudos in vivo realizados em voluntários saudáveis que uma dose de 200 mg de ritonavir 2 vezes/dia aumentou os níveis plasmáticos da trazodona para mais do dobro, provocando náuseas, síncope e hipotensão. Se se administrar a trazodona com um potente inibidor do CYP3A4, deve-se considerar uma dose mais baixa da primeira. No entanto, deve-se evitar a administração concomitante da trazodona com um potente inibidor do CYP3A4.

Trazodona + Indinavir

Observações: n.d.
Interações: Inibidores de CYP3A4: Estudos in vitro sobre o metabolismo de trazodona sugerem um potencial risco de interação quando a trazodona é administrada com inibidores do CYP3A4, como a eritromicina, cetoconazol, itraconazol, ritonavir, indinavir e nefazodona. Os inibidores do CYP3A4 podem provocar um substancial aumento nas concentrações plasmáticas da trazodona. Confirmou-se através de estudos in vivo realizados em voluntários saudáveis que uma dose de 200 mg de ritonavir 2 vezes/dia aumentou os níveis plasmáticos da trazodona para mais do dobro, provocando náuseas, síncope e hipotensão. Se se administrar a trazodona com um potente inibidor do CYP3A4, deve-se considerar uma dose mais baixa da primeira. No entanto, deve-se evitar a administração concomitante da trazodona com um potente inibidor do CYP3A4.

Trazodona + Nefazodona

Observações: n.d.
Interações: Inibidores de CYP3A4: Estudos in vitro sobre o metabolismo de trazodona sugerem um potencial risco de interação quando a trazodona é administrada com inibidores do CYP3A4, como a eritromicina, cetoconazol, itraconazol, ritonavir, indinavir e nefazodona. Os inibidores do CYP3A4 podem provocar um substancial aumento nas concentrações plasmáticas da trazodona. Confirmou-se através de estudos in vivo realizados em voluntários saudáveis que uma dose de 200 mg de ritonavir 2 vezes/dia aumentou os níveis plasmáticos da trazodona para mais do dobro, provocando náuseas, síncope e hipotensão. Se se administrar a trazodona com um potente inibidor do CYP3A4, deve-se considerar uma dose mais baixa da primeira. No entanto, deve-se evitar a administração concomitante da trazodona com um potente inibidor do CYP3A4.

Trazodona + Antidepressores (Tricíclicos)

Observações: n.d.
Interações: Antidepressivos tricíclicos: Deve-se evitar a administração concomitante devido ao risco de interação. A síndrome serotoninérgica e os efeitos secundários cardiovasculares devem ser acautelados.

Trazodona + Fluoxetina

Observações: n.d.
Interações: Fluoxetina: Foram notificados casos raros de níveis plasmáticos elevados de trazodona e efeitos adversos quando a trazodona foi associada à fluoxetina, um inibidor do CYP1A2/2D6. O mecanismo subjacente a uma interação farmacocinética não está totalmente compreendido. Não se pode excluir uma interação farmacodinâmica (síndrome serotoninérgica).

Trazodona + Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO)

Observações: n.d.
Interações: Inibidores da monoamina oxídase: Ocasionalmente foram notificadas possíveis interações com inibidores da monoamina oxidase. Apesar de alguns médicos prescreverem simultaneamente os dois medicamentos, não se recomenda o uso de trazodona concomitantemente com inibidores da MAO, ou no período de duas semanas da descontinuação destas substâncias. Também não se recomenda a administração de inibidores da MAO no período de uma semana da descontinuação do tratamento com trazodona.
 Potencialmente Grave

Trazodona + Fenotiazidas (fenotiazinas)

Observações: n.d.
Interações: Fenotiazinas: Foi observada hipotensão ortostática grave em caso de utilização concomitante de fenotiazinas, como p.ex. clorpromazina, flufenazina, levomepromazina e perfenazina.
 Potencialmente Grave

Trazodona + Clorpromazina

Observações: n.d.
Interações: Fenotiazinas: Foi observada hipotensão ortostática grave em caso de utilização concomitante de fenotiazinas, como p.ex. clorpromazina, flufenazina, levomepromazina e perfenazina.
 Potencialmente Grave

Trazodona + Flufenazina

Observações: n.d.
Interações: Fenotiazinas: Foi observada hipotensão ortostática grave em caso de utilização concomitante de fenotiazinas, como p.ex. clorpromazina, flufenazina, levomepromazina e perfenazina.
 Potencialmente Grave

Trazodona + Levomepromazina

Observações: n.d.
Interações: Fenotiazinas: Foi observada hipotensão ortostática grave em caso de utilização concomitante de fenotiazinas, como p.ex. clorpromazina, flufenazina, levomepromazina e perfenazina.
 Potencialmente Grave

Trazodona + Perfenazina

Observações: n.d.
Interações: Fenotiazinas: Foi observada hipotensão ortostática grave em caso de utilização concomitante de fenotiazinas, como p.ex. clorpromazina, flufenazina, levomepromazina e perfenazina.

Indinavir + Trazodona

Observações: n.d.
Interações: INDINAVIR POTENCIADO COM RITONAVIR. ANTIDEPRESSIVOS: Trazodona 50 mg SD Ritonavir 200 mg BID Interação com indinavir/ritonavir não estudada. Foi verificado um aumento da incidência de acontecimentos adversos relacionados com a trazodona, quando administrada concomitantemente com ritonavir. A associação de trazodona com indinavir/ritonavir deve ser usada com precaução, iniciando a trazodona na dose mais baixa e monitorizando as respostas clínicas e a tolerabilidade.

Trazodona + Anestésicos

Observações: n.d.
Interações: Anestésicos/relaxantes musculares: O cloridrato de trazodona pode intensificar os efeitos dos relaxantes musculares e dos anestésicos voláteis, pelo que deve ter-se precaução.

Trazodona + Relaxantes musculares

Observações: n.d.
Interações: Anestésicos/relaxantes musculares: O cloridrato de trazodona pode intensificar os efeitos dos relaxantes musculares e dos anestésicos voláteis, pelo que deve ter-se precaução.

Trazodona + Álcool

Observações: n.d.
Interações: Álcool: A trazodona intensifica os efeitos sedativos do álcool, pelo que deve ser evitado durante a terapêutica com trazodona.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Trazodona + Levodopa

Observações: n.d.
Interações: Levodopa: Os antidepressivos podem acelerar o metabolismo da levodopa.

Trazodona + Medicamentos que prolongam o intervalo QT

Observações: n.d.
Interações: O uso concomitante de trazodona com fármacos conhecidos por prolongarem o intervalo QT, pode aumentar o risco de arritmias ventriculares, incluindo "torsade de pointes". Deverá ter-se precaução quando estes fármacos são administrados concomitantemente com trazodona.

Trazodona + Guanetidina

Observações: n.d.
Interações: Dado que a trazodona é apenas um inibidor muito fraco da recaptação da noradrenalina e não altera a resposta da tensão arterial à tiramina, é improvável a interferência com a ação hipotensiva de compostos do tipo da guanetidina. No entanto, estudos realizados em animais de laboratório sugerem que a trazodona pode inibir a maioria das ações agudas da clonidina. Apesar de não terem sido relatadas interações, deve ser considerada a possibilidade de potenciação no caso de outros tipos de fármacos antihipertensores.

Trazodona + Clonidina

Observações: n.d.
Interações: Dado que a trazodona é apenas um inibidor muito fraco da recaptação da noradrenalina e não altera a resposta da tensão arterial à tiramina, é improvável a interferência com a ação hipotensiva de compostos do tipo da guanetidina. No entanto, estudos realizados em animais de laboratório sugerem que a trazodona pode inibir a maioria das ações agudas da clonidina. Apesar de não terem sido relatadas interações, deve ser considerada a possibilidade de potenciação no caso de outros tipos de fármacos antihipertensores.
 Multiplos efeitos Terapêuticos/Tóxicos

Ginkgo biloba + Trazodona

Observações: O Ginkgo biloba interage com Anticoagulantes, Anticonvulsivantes, substâncias antiplaquetárias, buspirona, diltiazem, insulina, heparinas de baixo peso molecular, inibidores da monoamina oxidase, nicardipina, nifedipina, anti-inflamatórios não esteróides, papaverina, inibidores selectivos da recaptação de serotonina, hipericão, diuréticos tiazídicos, agentes trombolíticos e trazodona.
Interações: O Ginkgo biloba interage com a trazodona.

Trazodona + Antihipertensores

Observações: n.d.
Interações: Dado que a trazodona é apenas um inibidor muito fraco da recaptação da noradrenalina e não altera a resposta da tensão arterial à tiramina, é improvável a interferência com a ação hipotensiva de compostos do tipo da guanetidina. No entanto, estudos realizados em animais de laboratório sugerem que a trazodona pode inibir a maioria das ações agudas da clonidina. Apesar de não terem sido relatadas interações, deve ser considerada a possibilidade de potenciação no caso de outros tipos de fármacos antihipertensores.

Trazodona + Hipericão

Observações: n.d.
Interações: Os efeitos indesejáveis podem ser mais frequentes quando trazodona é administrada juntamente com preparações que contêm Hypericum perforatum.

Trazodona + Varfarina

Observações: n.d.
Interações: Tem havido notificações de alterações no tempo de protrombina em doentes a fazerem tratamento concomitante com trazodona e varfarina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Trazodona + Digoxina

Observações: n.d.
Interações: O uso concomitante de trazodona com digoxina ou fenitoína pode resultar em níveis séricos elevados destas substâncias. A monitorização dos níveis séricos deve ser considerada nesses doentes.

Nelfinavir + Trazodona

Observações: n.d.
Interações: A coadministração é contraindicada com os seguintes fármacos que são substrato do CYP3A4 e que têm janela terapêutica estreita: Terfenadina, astemizol, cisaprida, amiodarona, quinidina, derivados da ergotamina, pimozida, midazolam oral, triazolam, alfuzosina e sildenafil quando utilizados para tratar a hipertensão arterial pulmonar. Prevê-se que a coadministração de um IP com sildenafil aumente substancialmente a concentração deste e resulte num aumento dos acontecimentos adversos associados ao sildenafil, incluindo hipotensão, alterações da visão e priapismo. Para outros substratos do CYP3A4 pode ser necessário reduzir a dose ou considerar uma alternativa. A coadministração de nelfinavir com propionato de fluticasona pode aumentar as concentrações plasmáticas do propionato de fluticasona. Considerar alternativas que não sejam metabolizadas pelo CYP3A4, como a beclometasona. A utilização concomitante de trazodona e nelfinavir pode aumentar as concentrações plasmáticas da trazodona e deve ser considerada uma dose mais baixa de trazodona. A coadministração de nelfinavir com sinvastatina ou lovastatina pode resultar em aumentos significativos das concentrações plasmáticas de sinvastatina e lovastatina e é contraindicada. Considerar alternativas que não sejam substractos do CYP3A4 como a pravastatina ou a fluvastatina. Antidepressivos: Trazodona: A utilização concomitante de trazodona e nelfinavir pode aumentar as concentrações plasmáticas da trazodona. A combinação deve ser utilizada com precaução e deve ser considerada uma dose mais baixa de trazodona.

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Trazodona

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interação com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS Amitriptilina Desipramina Imipramina Nortriptilina Trazodona Tendo por base considerações teóricas, é expectável que DRV/COBI aumente as concentrações plasmáticas destes antidepressivos. (inibição do CYP2D6 e/ou CYP3A) Recomenda-se monitorização clínica e pode ser necessário ajuste de dose do antidepressivo, caso estes antidepressivos sejam utilizados com este medicamento.

Saquinavir + Trazodona

Observações: A maioria dos estudos de interação medicamentosa com saquinavir foi desenvolvida com saquinavir não potenciado ou com saquinavir cápsulas moles não potenciado. Um número reduzido de estudos foi desenvolvido com saquinavir potenciado com ritonavir ou com saquinavir cápsulas moles potenciado com ritonavir. Os dados obtidos a partir dos estudos de interação medicamentosa realizados com saquinavir não potenciado podem não ser representativos dos efeitos observados com a terapêutica de saquinavir/ritonavir. Adicionalmente, os resultados observados com saquinavir cápsulas moles podem não ser preditivos relativamente à magnitude destas interações com saquinavir/ritonavir.
Interações: Antidepressivos: Trazodona (saquinavir/ritonavir) As concentrações plasmáticas de trazodona podem aumentar. Foram observados acontecimentos adversos como náuseas, tonturas, hipotensão e síncope após coadministração de trazodona e ritonavir. Contraindicada em combinação com saquinavir/ritonavir devido ao risco de arritmia cardíaca potencialmente fatal.

Darunavir + Trazodona

Observações: O perfil de interação do darunavir pode variar dependendo se é utilizado o ritonavir ou o cobicistate como fármacos potenciadores. As recomendações dadas para a utilização concomitante de darunavir e outros medicamentos podem por isso variar dependendo se darunavir é potenciado com ritonavir ou com cobicistate, e é também necessária precaução durante o primeiro tempo de tratamento, se se substituir o fármaco potenciador de ritonavir para cobicistate.
Interações: ANTIDEPRESSIVOS: Amitriptilina, Desipramina, Imipramina, Nortriptilina, Trazodona: A utilização concomitante de Darunavir potenciado, com estes antidepressivos pode aumentar as concentrações do antidepressivo. (inibição CYP2D6 e/ou da CYP3A). Recomenda-se monitorização clínica e pode ser necessário ajuste de dose do antidepressivo caso estes antidepressivos sejam utilizados com Darunavir potenciado.

Lamotrigina + Trazodona

Observações: Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
Interações: Interações envolvendo outros agentes psicoativos: Estas experiências também sugerem que é improvável que o metabolismo da lamotrigina seja afetado pela clozapina, fluoxetina, fenelzina, risperidona, sertralina ou trazodona. Adicionalmente, um estudo sobre o metabolismo do bufuralol em microssomas hepáticos humanos sugere que a lamotrigina não reduz a depuração de medicamentos eliminados predominantemente pelo CYP2D6.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Os efeitos sedativos dos antipsicóticos, hipnóticos, sedativos ansiolíticos e medicamentos anti-histamínicos podem ser intensificados; nestes casos, recomenda-se a redução da dosagem.

O metabolismo dos antidepressivos é acelerado pelos contracetivos orais, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos devido aos efeitos hepáticos.

O metabolismo dos antidepressivos é inibido pela cimetidina e outros antipsicóticos.

- Inibidores de CYP3A4: Incluem a eritromicina, cetoconazol, itraconazol, ritonavir, indinavir e nefazodona.

Estes medicamentos aumentam os efeitos secundários da Trazodona.

Por esta razão, o uso concomitante deve ser evitado sempre que possível, ou pelo menos deve considerar-se a administração de uma dose mais baixa.

- Carbamazepina: A administração conjunta com carbamazepina resulta na redução das concentrações plasmáticas de Trazodona.

Por esta razão, os doentes a tomar Trazodona em associação com carbamazepina devem ser cuidadosamente monitorizados.

- Antidepressivos tricíclicos: Deve-se evitar a administração concomitante devido ao risco de interação.

A síndrome serotoninérgica e os efeitos secundários cardiovasculares devem ser acautelados.

- Fluoxetina: Foram notificados casos raros de níveis plasmáticos elevados de trazodona e efeitos secundários quando a trazodona foi combinada com fluoxetina.

Não se pode excluir uma interação farmacodinâmica (síndrome serotoninérgica).

- Inibidores da monoamina oxidase: Ocasionalmente foram notificadas possíveis interações com inibidores da monoamina oxidase.

Apesar de alguns médicos prescreverem em simultâneo os dois medicamentos, não se recomenda o uso de trazodona concomitantemente com inibidores da MAO, ou no período de duas semanas da descontinuação destas substâncias.

Também não se recomenda a administração de inibidores da MAO no período de uma semana da descontinuação do tratamento com trazodona.

- Fenotiazinas: A coadministração com cloropromazina, flufenazina, levomepromazina, perfenazina pode originar hipotensão ortostática grave.

- Anestésicos/relaxantes musculares: Trazodona Farmoz pode intensificar os efeitos dos relaxantes musculares e dos anestésicos voláteis, pelo que deve ter-se precaução no caso de utilização concomitante.

- Álcool: A trazodona intensifica os efeitos sedativos do álcool, pelo que este deve ser evitado durante a terapêutica com trazodona.

- Levodopa: Os antidepressivos podem acelerar o metabolismo da levodopa.

- Outros: O uso concomitante de Trazodona com fármacos conhecidos por prolongarem o intervalo QT, pode aumentar o risco de arritmias ventriculares, incluindo "torsade de pointes".

Deverá ter-se precaução quando estes fármacos são administrados concomitantemente com trazodona.

Deve ter-se precaução quando se prescreve este medicamento a mulheres grávidas.

Quando a trazodona é usada até à altura do parto, deve-se monitorizar os recém-nascidos devido à ocorrência de sintomas de abstinência.

O aleitamento ou a terapêutica com trazodona deve ser feita tendo em consideração o benefício do aleitamento para a criança e o benefício da terapêutica com trazodona para a mulher.

Os doentes devem ser advertidos contra os riscos de conduzir ou utilizar máquinas até terem a certeza de que não são afetados por sonolência, sedação, tonturas, estados de confusão ou visão enevoada.

Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017