Tramadol

DCI com Advertência na Gravidez DCI com Advertência no Aleitamento DCI com Advertência na Insuficiência Hepática DCI com Advertência na Insuficiência Renal DCI com Advertência na Condução
O que é
Tramadol alivia a dor através da inibição de certos químicos do Sistema Nervoso Central (no cérebro e na espinal-medula).
Usos comuns
Está indicado no tratamento da dor moderada a intensa.
Tipo
Molécula pequena.
História
Foi lançado e comercializado como Tramal pela empresa farmacêutica alemã Grünenthal GmbH em 1977.
Indicações
Tratamento da dor moderada a intensa.
Classificação CFT

02.12 : Analgésicos estupefacientes

Mecanismo De Ação
O tramadol é um analgésico opioide de ação central.
É um agonista não-selectivo, parcial dos receptores opioides μ, δ e κ, com maior afinidade para os receptores μ. Outros mecanismos que contribuem para a sua ação analgésica são a inibição da recaptação neuronal da noradrenalina e a intensificação da libertação da serotonina.
O tramadol tem uma ação antitússica.
Contrariamente ao que se verifica com a morfina, a administração de doses analgésicas de tramadol dentro de intervalos extensos não desenvolve qualquer ação depressora da função respiratória.
A sua ação é mínima no sistema cardiovascular.
Refere-se para o tramadol uma potência de 1/10 a 1/6 da morfina.
Posologia Orientativa
A dose deve ser adaptada à intensidade da dor e à resposta clínica de cada doente.

Adultos e adolescentes com mais de 12 anos de idade:
A dose inicial usual é de 100 mg duas vezes ao dia, de manhã e à noite.
Dependendo da resposta do doente, a dose seguinte pode ser administrada antes de 12 h, mas não deve ser administrada antes de 8 h após a dose anterior. Sob nenhuma circunstância devem ser administradas mais do que duas doses durante um período de 24 horas.
Se o alívio da dor não for suficiente, a dose pode ser aumentada para:
150 mg, duas vezes ao dia ou
200 mg, duas vezes ao dia ou


Adultos e adolescentes com mais de 14 anos:
Via endovenosa: 1 ampola de 100 mg, de cada vez, conforme as necessidades, administrada lentamente, ou diluída em soro fisiológico a perfundir gota a gota.
Via intramuscular: 1 ampola de 100 mg de cada vez, a repetir conforme as necessidades.
As doses unitárias injetáveis podem ser repetidas com intervalos de 3 a 5 horas, até uma dose máxima de 400 mg por dia.


O esquema posológico do Cloridrato de Tramadol, depende da intensidade da dor e da sensibilidade individual do doente. Adolescentes com idade superior a 12 anos e adultos: 0,5 a 1,0ml (20 - 40 gotas) de Tramadol Gotas orais, solução (equivalente a 50mg e a 100mg de Cloridrato de Tramadol). Se 1 dose de 0,5ml (20 gotas) de Tramadol Gotas orais, solução (equivalente a 50mg de Cloridrato de Tramadol) não controlar a dor em 30 - 60 minutos, deve administrar-se uma outra dose simples de 0,5ml (20 gotas) de Tramadol Gotas orais, solução.
Administração
Via oral, Via intramuscular, Via intravenosa e Via subcutânea


Os comprimidos de libertação prolongada devem ser tomados inteiros, não fraccionados nem mastigados, com líquido suficiente e independentemente das refeições.
Contraindicações
- hipersensibilidade ao cloridrato de tramadol
- intoxicações agudas pelo álcool, hipnóticos, analgésicos, opiáceos ou fármacos psicotrópicos,
- doentes que estejam a ser tratados com inibidores da MAO ou que tomaram estes fármacos durante as últimas 2 semanas,
- doentes com epilepsia não adequadamente controlada por tratamento.
Não deve ser utilizado para o tratamento de privação de narcóticos.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Doenças do sistema nervoso:
Muito frequentes (>1/10): tonturas
Frequentes (>1/100 a <1/10): cefaleias, confusão
Raros (>1/10000 a <1/1000): alterações do apetite, parestesia, tremor, depressão respiratória, convulsões epileptiformes, contracções musculares involuntárias e sincope.
Pode ocorrer depressão respiratória se as doses recomendadas forem consideravelmente excedidas e forem administrados concomitantemente outras substâncias com acção depressora central.
Ocorreram convulsões epileptiformes sobretudo após a administração de altas doses de tramadol ou após a administração concomitante de fármacos capazes de diminuir o limiar para convulsões ou induzir convulsões cerebrais.
Perturbações do foro psiquiátrico:
Raros (>1/10000 a <1/1000): alucinações, confusão, ansiedade, distúrbios do sono e pesadelos. Efeitos secundários psíquicos podem variar individualmente de intensidade e natureza (consoante a personalidade e duração do tratamento). Estes incluem alterações de humor (geralmente estado eufórico, ocasionalmente disforia), alteração da actividade (normalmente diminuição, por vezes intensificação) e alterações da capacidade cognitiva e sensorial (por ex., indefinição decisional, distúrbios da percepção). Pode ocorrer dependência e abuso.
Afeções oculares:
Raros (>1/10000 a <1/1000): visão turva.
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino:
Foi relatado o agravamento da asma, embora não tenha sido estabelecida qualquer relação causal.
Doenças gastrointestinais:
Muito frequentes (>1/10): náuseas
Frequentes (>1/100 a <1/10): vómitos, obstipação, secura da boca
Pouco frequentes (>1/1000 a <1/100): ânsia de vomitar, irritações gastrointestinais (sensação de pressão no estômago, enfartamento).
Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:
Frequentes (>1/100 a <1/10): sudação
Pouco frequentes (>1/1000 a <1/100): reações cutâneas (prurido, exantema, urticária).
Afeções musculo-esqueléticas e dos tecidos conjuntivos:
Raros (>1/10000 a <1/1000): fraqueza motora.
Afeções hepatobiliares:
Muito raros (>1/10000) foram notificados aumentos dos valores dos enzimas hepáticos após a utilização de tramadol.
Doenças renais e sistema urinárias:
Raros (>1/10000 a <1/1000): perturbações da micção (dificuldades em urinar e retenção urinária).
Doenças do sistema imunitário:
Raros (>1/10000 a <1/1000): reações alérgicas (por ex., dispneia, broncospasmo, respiração sibilante, edema angioneurótico) e choque anafilático.
Perturbações gerais e alterações no local de administração:
Frequentes (>1/100 a <1/10): fadiga.
Dependência física
Podem ocorrer reações de privação, dependência e abuso. Os sintomas próprios das reações de privação, semelhantes aos que ocorrem durante uma terapêutica de privação de opiáceos, podem manifestar-se do seguinte modo: agitação, ansiedade, nervosismo, insónias, hipercinésia, tremor e sintomas gastrointestinais.
Foram relatados muito raramente (<1/10000) sintomas observados na descontinuação do tramadol: ataques de pânico, ansiedade severa, alucinações, parestesias, acufenos e outros sintomas do sistema nervoso central invulgares.
Advertências
Gravidez
Gravidez
Gravidez:Embriotóxico em estudos animais; deve ser evitado no início da gravidez; Ver Analgésicos opiáceos. Risco fetal desconhecido, por falta de estudos alargados.
Aleitamento
Aleitamento
Aleitamento:O produtor recomenda evitar, embora a quantidade no leite seja muito pequena.
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática
Insuf. Hepática:Ver Analgésicos opiáceos.
Insuf. Renal
Insuf. Renal
Insuf. Renal:Ver Analgésicos opiáceos.
Condução
Condução
Condução:Altera a capacidade de condução.
Precauções Gerais
Tramadol deve apenas ser utilizado após uma avaliação cuidadosa do risco-beneficio e medidas de precaução apropriadas nos casos seguintes: em doentes dependentes de opiáceos, em doentes com lesões cerebrais, em estado de choque, com grau reduzido da consciência de causa desconhecida, com perturbações do centro respiratório ou da função respiratória, ou doentes com insuficiência hepática ou renal moderada a grave, com pressão intracraniana aumentada.
Tramadol não deve ser utilizado em combinação com álcool.
Em doentes sensíveis aos opiáceos, o medicamento deve ser administrado com precaução.
Têm sido relatados casos de convulsões em doentes tratados com os níveis posológicos recomendados e o risco pode aumentar se as doses de tramadol excederem o limite superior diário recomendado (400 mg). O risco de convulsões pode aumentar em doentes a tomar tramadol concomitantemente com outros fármacos que diminuam o limiar para convulsões cerebrais. Doentes com história de epilepsia ou que se mostrem suscetíveis de sofrer convulsões cerebrais, só devem ser tratados com tramadol se existir uma necessidade clínica imperiosa.
Tramadol apresenta um baixo potencial de dependência. A administração prolongada deste medicamento pode causar o desenvolvimento de tolerância e dependência psíquica e física. Por isso, em doentes com tendência para o abuso ou para a dependência de medicamentos, o tratamento com tramadol só deve ser realizado a curto prazo e sob estrita vigilância médica.
Tramadol não é apropriado como terapêutica de substituição em doentes dependentes de opioides. Embora seja um agonista dos opioides, o tramadol não suprime os sintomas de privação da morfina.
Cuidados com a Dieta
Não interfere com alimentos e bebidas.
Terapêutica Interrompida
Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.
Espectro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
Potencialmente Grave

Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO) + Tramadol

Observações: Aumento das reservas de nordrenalina nos neurónios adrenérgicos; Deslocamento destas reservas por outros fármacos que podem desencadear uma crise hipertensiva; Os IMAOs têm actividade hipoglicémica intrínseca
Interações: Tramadol: possível síndrome serotoninérgica; evitar o uso concorrente - Tramadol - Tramadol
Contraindicado

Tramadol + Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO)

Observações: N.D.
Interações: Inibidores da MAO: Tramadol não deve ser associado aos inibidores da MAO. Em doentes tratados com inibidores da MAO nos 14 dias anteriores ao uso do opioide petidina, observaram-se interações com risco de vida, ao nível do sistema nervoso central bem como da função respiratória e cardiovascular. Não são de excluir as mesmas interações com os inibidores da MAO durante o tratamento com Tramadol. - Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO)
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amitriptilina + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Analgésicos: A amitriptilina pode aumentar o risco de crises convulsivas em doentes medicados com tramadol. - Tramadol
Usar com precaução

Abiraterona + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Num estudo para determinar os efeitos do acetato de abiraterona (mais prednisona) numa dose única de dextrometorfano, substrato do CYP2D6, a exposição sistémica (AUC) ao dextrometorfano aumentou aproximadamente 2,9 vezes. A AUC24 do dextrorfano, o metabolito ativo do dextrometorfano, aumentou em aproximadamente 33%. Recomenda-se precaução quando Abiraterona é administrado com medicamentos ativa dos ou metabolizados pelo CYP2D6, especialmente com medicamentos com um índice terapêutico estreito. Deve considerar-se uma redução da dose em medicamentos com índice terapêutico estreito, que sejam metabolizados pelo CYP2D6. Exemplos de medicamentos metabolizados pelo CYP2D6 incluem metoprolol, propranolol, desipramina, venlafaxina, haloperidol, risperidona, propafenona, flecainida, codeína, oxicodona e tramadol (os três últimos medicamentos requerem CYP2D6 para formar os seus metabolitos analgésicos ativos). - Tramadol
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Ondansetrom + Tramadol

Observações: O ondansetrom é metabolizado por várias enzimas hepáticas do citocromo P-450: CYP3A4, CYP2D6 e CYP1A2. Devido à multiplicidade de enzimas metabólicas capazes de metabolizar o ondansetrom, a inibição enzimática ou a diminuição da actividade de uma enzima (ex., deficiência genética de CYP2D6) é normalmente compensada por outras enzimas e não deve produzir alterações significativas ou apenas uma alteração mínima da depuração total ou das necessidades posológicas de ondansetrom. A utilização de ondansetrom com medicamentos que prolongam o intervalo QT pode causar um prolongamento adicional de QT.
Interações: Dados obtidos de pequenos estudos indicam que o ondansetrom pode diminuir o efeito analgésico do tramadol. - Tramadol
Usar com precaução

Amifampridina + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Combinações que exigem precauções de utilização: Medicamentos conhecidos por reduzirem o limiar convulsivo: A utilização concomitante de Amifampridina com substâncias conhecidas por reduzirem o limiar convulsivo pode originar um risco aumentado de crises epiléticas. A decisão de administrar concomitantemente substâncias pró-convulsivantes ou que reduzem o limiar convulsivo deve ser cuidadosamente ponderada, à luz da gravidade dos riscos associados. Estas substâncias incluem a maioria dos antidepressivos (antidepressivos tricíclicos, inibidores seletivos da recaptação da serotonina), neuroléticos (fenotiazinas e butirofenonas), mefloquina, bupropiona e tramadol. - Tramadol
Usar com precaução

Morfina + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Associações a ter em conta: Outros analgésicos morfínicos agonistas (alfentanilo, codeína, dextromoramida, dextropropoxifeno, di-hidrocodeína, fentanilo, oxicodona, petidina, fenoperidina, remifentanilo, sufentanilo, tramadol). - Tramadol
Usar com precaução

Fluoxetina + Tramadol

Observações: Estudos de interacção só foram efectuados em adultos.
Interações: Combinações que requerem precauções na utilização: Fármacos serotoninérgicos: A co-administração com fármacos serotoninérgicos (p. ex., tramadol, triptanos) pode aumentar o risco de síndrome da serotonina. A utilização com triptanos acarreta um risco adicional de vasoconstrição coronária e hipertensão. - Tramadol
Usar com precaução

Fluindiona + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Associações que requerem precauções de utilização: Tramadol: Risco de aumentar o efeito dos anticoagulantes orais e risco de hemorragia. Monitorização mais frequente do INR. Ajustar a dose de anticoagulante oral durante o tratamento com tramadol e após a sua retirada. - Tramadol
Usar com precaução

Atomoxetina + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Existe a possibilidade de um risco aumentado do prolongamento do intervalo QT, quando se administra atomoxetina com outros fármacos que prolongam o intervalo QT (tais como neurolépticos, antiarrítmicos da classe IA e III, moxifloxacina, eritromicina, mefloquina, metadona, antidepressivos tricíclicos, lítio ou cisaprida), fármacos que provocam um desequilíbrio eletrolítico (tais como os diuréticos tiazídicos) e fármacos que inibem o CYP2D6. A ocorrência de convulsões é um potencial risco com atomoxetina. Aconselha-se precaução no uso concomitante de fármacos conhecidos por diminuírem o limiar convulsivante (tais como antidepressivos tricíclicos ou SSRIs, neurolépticos, fenotiazinas ou butirofenona, mefloquina, cloroquina, bupropriona ou tramadol). Além disso, aconselha-se precaução quando se interromper o tratamento concomitante com benzodiazepinas devido ao potencial para convulsões por suspensão. - Tramadol
Não recomendado/Evitar

Citalopram + Tramadol

Observações: Interações farmacocinéticas: A biotransformação do citalopram para desmetilcitalopram é mediada pelas isoenzimas do sistema citocromo P450 CYP2C19 (aproximadamente 38%), CYP3A4 (aproximadamente 31%) e CYP2D6 (aproximadamente 31%). O facto do citalopram ser metabolizado por mais de um CYP significa que a inibição da sua biotransformação é menos provável, uma vez que a inibição de uma enzima pode ser compensada por outra. Consequentemente, a administração concomitante de citalopram com outros medicamentos na prática clínica tem uma probabilidade muito baixa de originar interações farmacocinéticas medicamentosas.
Interações: Medicamentos serotoninérgicos: A administração concomitante com medicamentos serotoninérgicos (incluindo sumatriptano ou outros triptanos, tramadol e linezolida), pode levar a uma incidência de efeitos associados à 5-HT. Até que estejam disponíveis mais informações, a utilização simultânea de citalopram e agonistas 5-HT, como o sumatriptano e outros triptanos, não é recomendada. Medicamentos que reduzem o limiar convulsivo: Os ISRS podem reduzir o limiar convulsivo. É aconselhada precaução quando se utilizam concomitantemente outros medicamentos capazes de reduzirem o limiar convulsivo (p.ex. antidepressivos [ISRS], neurolépticos [butirofenos tioxantenos e butirofenonas], mefloquina, bupropiona e tramadol). - Tramadol
Sem significado Clínico

Oxibato de sódio + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Tramadol: Um estudo de interação medicamentosa em adultos saudáveis com oxibato de sódio (dose única de 2,25 g) e tramadol (dose única de 100 mg) não evidenciou interações farmacocinéticas/farmacodinâmicas. Quando são combinadas doses superiores até 9 g/ dia de oxibato de sódio com doses superiores de opióides (dentro do intervalo de dose recomendada), não podem ser excluídas interações farmacodinâmicas associadas a sintomas de depressão do SNC e/ou respiratória. - Tramadol
Usar com precaução

Paliperidona + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Recomenda-se precaução quando paliperidona é associada com outros medicamentos conhecidos por baixarem o limiar de convulsões (ex: fenotiazinas ou butirofenonas, clozapina, tricíclicos ou ISRS, tramadol, mefloquina, etc.). - Tramadol
Usar com precaução

Darunavir + Cobicistate + Tramadol

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com Darunavir / Cobicistate. Uma vez que Darunavir / Cobicistate contém darunavir e cobicistate, as interações que foram identificadas com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir) e com cobicistate determinam as interações que podem ocorrer com Darunavir / Cobicistate. Os ensaios de interação com darunavir/ritonavir e com cobicistate apenas foram realizados em adultos.
Interações: ANALGÉSICOS NARCÓTICOS / TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA DE OPIÓIDES: Fentanilo, Oxicodona, Tramadol: Tendo por base considerações teóricas, é expectável que Darunavir / Cobicistate possa aumentar as concentrações plasmáticas de analgésicos. (inibição do CYP2D6 e/ou CYP3A) Recomenda-se monitorização clínica quando Darunavir / Cobicistate é administrado concomitantemente com estes analgésicos. - Tramadol
Contraindicado

Dapoxetina + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Medicamentos/produtos à base de plantas com efeitos serotoninérgicos: Tal como com outros ISRS, a administração concomitante com medicamentos/produtos à base de plantas serotoninérgicos [incluindo IMAO, L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, IRSN, lítio e preparações de Erva de São João (Hypericum perforatum)] poderá levar a uma incidência de efeitos associados com a serotonina. Dapoxetina não deverá ser utilizado em associação com outros ISRS, IMAO ou outros medicamentos/produtos à base de plantas serotoninérgicos nem nos 14 dias após suspender o tratamento com estes medicamentos/produtos à base de plantas. De um modo semelhante, estes medicamentos/produtos à base de plantas não deverão ser administrados nos 7 dias após Dapoxetina ter sido suspenso. - Tramadol
Usar com precaução

Bupropiom + Naltrexona + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Aconselha-se precaução quando se prescrever naltrexona/bupropiom a doentes com fatores de predisposição que podem aumentar o risco de convulsões, incluindo: - como o tratamento com naltrexona/bupropiom pode resultar numa diminuição da glucose em doentes com diabetes, a dose de insulina e/ou de medicação oral para a diabetes deve ser avaliada para minimizar o risco de hipoglicemia, que pode predispor os doentes a convulsões. - a administração concomitante de medicamentos que podem reduzir o limiar convulsivo, incluindo antipsicóticos, antidepressivos, antimaláricos, tramadol, teofilina, esteroides sistémicos, quinolonas e anti-histamínicos sedativos. - Tramadol
Usar com precaução

Vortioxetina + Tramadol

Observações: A vortioxetina é extensamente metabolizada no fígado, principalmente por oxidação catalisada pelo CYP2D6, e numa menor extensão pelo CYP3A4/5 e CYP2C9.
Interações: Potencial de outros medicamentos para afetar a vortioxetina: Medicamentos que diminuem o limiar convulsivo: Os antidepressivos com efeito serotoninérgico podem diminuir o limiar convulsivo. É recomendada precaução quando se utilizam concomitantemente outros medicamentos capazes de diminuir o limiar convulsivo [por exemplo, antidepressivos (tricíclicos, ISRSs, ISRNs), neurolépticos (fenotiazinas, tioxantenos e butirofenonas), mefloquina, bupropiom, tramadol]. - Tramadol
Usar com precaução

Enzalutamida + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Potencial da enzalutamida para afetar a exposição a outros medicamentos: Indução enzimática: A enzalutamida é um potente inibidor enzimático levando ao aumento da síntese de muitas enzimas e transportadores; portanto é esperada a interação com muitos medicamentos comuns que são substratos destas enzimas ou transportadores. A redução das concentrações plasmáticas podem ser substanciais, e levar a perda ou reduzir o efeito clínico. Existe também um risco aumentado da formação de metabolitos ativos. As enzimas que podem ser induzidas são o CYP3A no fígado e intestino, o CYP2C9, o CYP2C19, o CYP1A2 e auridina 5’ difosfato-glucuronosiltransferases (conjugação das enzimas UGTs-glucuronida). A proteína de transporte de P-gp pode também ser induzida, e provavelmente outros transportadores, como por exemplo, a proteína de resistência múltipla 2 (MRP2), proteína de resistência do cancro da mama (BCRP) e do polipéptido transportador aniónico orgânico 1B1, (OATP1B1). Estudos in vivo demonstraram que a enzalutamida é um indutor potente do CYP3A4 e um indutor moderado do CYP2C9 e do CYP2C19. A coadministração da enzalutamida (160 mg uma vez por dia) com doses únicas orais de substratos sensíveis ao CYP em doentes com cancro da próstata, resultou numa diminuição de 86% da AUC do midazolam (substrato do CYP3A4), numa diminuição de 56% na AUC da S-varfarina (substrato do CYP2C9) e numa diminuição de 70% na AUC do omeprazol (substrato do CYP2C19). A UGT1A1 pode também ter sido induzida. São esperadas interações com alguns medicamentos que são eliminados através do metabolismo ou por transporte ativo. Se o seu efeito terapêutico é de grande importância para o doente, e se os ajustes de dose não são facilmente realizados com base na monitorização de eficácia ou da concentração plasmática, estes medicamentos devem ser evitados ou utilizados com precaução. O risco de lesão hepática após a administração de paracetamol é suspeito ser maior em doentes tratados concomitantemente com indutores de enzima. Grupos de medicamentos que podem ser afetados incluem, mas não se limitam a: Analgésicos (ex. fentanilo, tramadol) Antibióticos (ex. claritromicina, doxiciclina) Agentes antineoplásicos (ex. cabazitaxel) Anticoagulantes (ex. acenocumarol, varfarina) Antiepiléticos (ex. carbamazepina, clonazepam, fenitoína, primidona, ácido valpróico) Antipsicóticos (ex. haloperidol) Bloqueadores beta (ex. bisoprolol, propranolol) Bloqueadores da entrada do cálcio (ex. diltiazem, felodipina, nicardipina, nifedipina, verapamil) Cardiotónicos digitálicos (ex. digoxina) Corticosteroides (ex. dexametasona, prednisolona) Antirretrovirais VIH (ex. indinavir, ritonavir) Hipnóticos (ex. diazepam, midazolam, zolpidem) Estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (ex. atorvastatina, sinvastatina) - Tramadol
Usar com precaução

Loxapina + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Potencial para o Loxapina afetar outros medicamentos: Não se espera que a loxapina cause interações farmacocinéticas clinicamente relevantes com medicamentos que são ou metabolizados pelas isoenzimas do citocromo P450 (CY P450) ou glucuronidadas pelas uridina 5’-difosfoglucuronosil transferases (UGTs) humanas. Aconselha-se precaução se a loxapina for associada a outros medicamentos conhecidos por diminuírem o limiar convulsivante como, por exemplo, fenotiazinas ou butirofenonas, clozapina, tricíclicos ou inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), tramadol e mefloquina. - Tramadol
Usar com precaução

Mirtazapina + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Adicionalmente, tal como com os ISRS, a administração concomitante de outras substâncias ativas serotoninérgicas (L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, venlafaxina, lítio e preparações à base de hipericão - Hypericum perforatum (pode levar a uma incidência de efeitos associados à serotonina (síndrome serotoninérgica). Deverá ser aconselhada precaução e é necessária uma monitorização clínica apertada quando estas substâncias ativas são administradas em combinação com a mirtazapina. - Tramadol
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tramadol + Depressores do SNC

Observações: N.D.
Interações: Outras substâncias ativas que atuam no SNC: A utilização simultânea de Tramadol e de substâncias de ação no sistema nervoso central, incluindo o álcool, poderá potenciar os efeitos no SNC. - Depressores do SNC
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tramadol + Álcool

Observações: N.D.
Interações: Outras substâncias ativas que atuam no SNC: A utilização simultânea de Tramadol e de substâncias de ação no sistema nervoso central, incluindo o álcool, poderá potenciar os efeitos no SNC. - Álcool
Sem significado Clínico

Tramadol + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: Inibidor da enzima / indutor: Os resultados obtidos em estudos farmacocinéticos mostram que é pouco provável que a administração prévia ou simultânea de cimetidina (inibidor enzimático) provoque interações clinicamente relevantes. A administração concomitante ou prévia de carbamazepina (indutor enzimático) pode reduzir o efeito analgésico e encurtar a duração da ação terapêutica. - Cimetidina
Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tramadol + Carbamazepina

Observações: N.D.
Interações: Inibidor da enzima / indutor: Os resultados obtidos em estudos farmacocinéticos mostram que é pouco provável que a administração prévia ou simultânea de cimetidina (inibidor enzimático) provoque interações clinicamente relevantes. A administração concomitante ou prévia de carbamazepina (indutor enzimático) pode reduzir o efeito analgésico e encurtar a duração da ação terapêutica. - Carbamazepina
Não recomendado/Evitar

Tramadol + Buprenorfina

Observações: N.D.
Interações: Agonistas/ antagonistas opioides mistos: A associação de agonistas/antagonistas mistos (p.ex. buprenorfina, nalbufina, pentazocina) ao tramadol não é aconselhável porque o efeito analgésico de um agonista puro pode ser teoricamente reduzido em tais circunstâncias. - Buprenorfina
Não recomendado/Evitar

Tramadol + Nalbufina

Observações: N.D.
Interações: Agonistas/ antagonistas opioides mistos: A associação de agonistas/antagonistas mistos (p.ex. buprenorfina, nalbufina, pentazocina) ao tramadol não é aconselhável porque o efeito analgésico de um agonista puro pode ser teoricamente reduzido em tais circunstâncias. - Nalbufina
Não recomendado/Evitar

Tramadol + Pentazocina

Observações: N.D.
Interações: Agonistas/ antagonistas opioides mistos: A associação de agonistas/antagonistas mistos (p.ex. buprenorfina, nalbufina, pentazocina) ao tramadol não é aconselhável porque o efeito analgésico de um agonista puro pode ser teoricamente reduzido em tais circunstâncias. - Pentazocina
Usar com precaução

Tramadol + Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) (SSRIs)

Observações: N.D.
Interações: Agentes serotonergicos/ Medicamentos que diminuem o limiar das convulsões: O tramadol pode induzir convulsões e aumentar o potencial dos inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), dos inibidores de recaptação da serotonina- noradrenalina (IRSNs), antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos e de outros fármacos suscetíveis de diminuírem o limiar para convulsões cerebrais (como a bupropiona, a mirtazapina, tetrahidrocanabinol) acabando por causar convulsões. A utilização terapêutica concomitante de tramadol e medicamentos serotoninérgicos, tais como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), inibidores da recaptação de noradrenalina-serotonina (IRSNs), inibidores da MAO, antidepressivos tricíclicos e mirtazapina pode causar toxicidade serotoninérgica. É provável que ocorra síndrome da serotonina quando um dos seguintes casos é observado: - Mioclonia espontânea - Mioclonia induzida ou ocular com agitação ou diaforese - Tremor e hiperreflexia - Hipertonia e temperatura corporal > 38ºC e mioclonia induzida ou ocular. A suspensão dos medicamentos serotoninérgicos geralmente conduz a uma rápida melhoria. O tratamento depende da natureza e gravidade dos sintomas. - Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) (SSRIs)
Usar com precaução

Tramadol + Inibidores da recaptação da serotonina e da noradrenalina (IRSN)

Observações: N.D.
Interações: Agentes serotonergicos/ Medicamentos que diminuem o limiar das convulsões: O tramadol pode induzir convulsões e aumentar o potencial dos inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), dos inibidores de recaptação da serotonina- noradrenalina (IRSNs), antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos e de outros fármacos suscetíveis de diminuírem o limiar para convulsões cerebrais (como a bupropiona, a mirtazapina, tetrahidrocanabinol) acabando por causar convulsões. A utilização terapêutica concomitante de tramadol e medicamentos serotoninérgicos, tais como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), inibidores da recaptação de noradrenalina-serotonina (IRSNs), inibidores da MAO, antidepressivos tricíclicos e mirtazapina pode causar toxicidade serotoninérgica. É provável que ocorra síndrome da serotonina quando um dos seguintes casos é observado: - Mioclonia espontânea - Mioclonia induzida ou ocular com agitação ou diaforese - Tremor e hiperreflexia - Hipertonia e temperatura corporal > 38ºC e mioclonia induzida ou ocular. A suspensão dos medicamentos serotoninérgicos geralmente conduz a uma rápida melhoria. O tratamento depende da natureza e gravidade dos sintomas. - Inibidores da recaptação da serotonina e da noradrenalina (IRSN)
Usar com precaução

Tramadol + Antidepressores (Tricíclicos)

Observações: N.D.
Interações: Agentes serotonergicos/ Medicamentos que diminuem o limiar das convulsões: O tramadol pode induzir convulsões e aumentar o potencial dos inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), dos inibidores de recaptação da serotonina- noradrenalina (IRSNs), antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos e de outros fármacos suscetíveis de diminuírem o limiar para convulsões cerebrais (como a bupropiona, a mirtazapina, tetrahidrocanabinol) acabando por causar convulsões. A utilização terapêutica concomitante de tramadol e medicamentos serotoninérgicos, tais como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), inibidores da recaptação de noradrenalina-serotonina (IRSNs), inibidores da MAO, antidepressivos tricíclicos e mirtazapina pode causar toxicidade serotoninérgica. É provável que ocorra síndrome da serotonina quando um dos seguintes casos é observado: - Mioclonia espontânea - Mioclonia induzida ou ocular com agitação ou diaforese - Tremor e hiperreflexia - Hipertonia e temperatura corporal > 38ºC e mioclonia induzida ou ocular. A suspensão dos medicamentos serotoninérgicos geralmente conduz a uma rápida melhoria. O tratamento depende da natureza e gravidade dos sintomas. - Antidepressores (Tricíclicos)
Usar com precaução

Tramadol + Antipsicóticos

Observações: N.D.
Interações: Agentes serotonergicos/ Medicamentos que diminuem o limiar das convulsões: O tramadol pode induzir convulsões e aumentar o potencial dos inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), dos inibidores de recaptação da serotonina- noradrenalina (IRSNs), antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos e de outros fármacos suscetíveis de diminuírem o limiar para convulsões cerebrais (como a bupropiona, a mirtazapina, tetrahidrocanabinol) acabando por causar convulsões. A utilização terapêutica concomitante de tramadol e medicamentos serotoninérgicos, tais como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), inibidores da recaptação de noradrenalina-serotonina (IRSNs), inibidores da MAO, antidepressivos tricíclicos e mirtazapina pode causar toxicidade serotoninérgica. É provável que ocorra síndrome da serotonina quando um dos seguintes casos é observado: - Mioclonia espontânea - Mioclonia induzida ou ocular com agitação ou diaforese - Tremor e hiperreflexia - Hipertonia e temperatura corporal > 38ºC e mioclonia induzida ou ocular. A suspensão dos medicamentos serotoninérgicos geralmente conduz a uma rápida melhoria. O tratamento depende da natureza e gravidade dos sintomas. - Antipsicóticos
Usar com precaução

Tramadol + Bupropiom (Bupropiona)

Observações: N.D.
Interações: Agentes serotonergicos/ Medicamentos que diminuem o limiar das convulsões: O tramadol pode induzir convulsões e aumentar o potencial dos inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), dos inibidores de recaptação da serotonina- noradrenalina (IRSNs), antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos e de outros fármacos suscetíveis de diminuírem o limiar para convulsões cerebrais (como a bupropiona, a mirtazapina, tetrahidrocanabinol) acabando por causar convulsões. A utilização terapêutica concomitante de tramadol e medicamentos serotoninérgicos, tais como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), inibidores da recaptação de noradrenalina-serotonina (IRSNs), inibidores da MAO, antidepressivos tricíclicos e mirtazapina pode causar toxicidade serotoninérgica. É provável que ocorra síndrome da serotonina quando um dos seguintes casos é observado: - Mioclonia espontânea - Mioclonia induzida ou ocular com agitação ou diaforese - Tremor e hiperreflexia - Hipertonia e temperatura corporal > 38ºC e mioclonia induzida ou ocular. A suspensão dos medicamentos serotoninérgicos geralmente conduz a uma rápida melhoria. O tratamento depende da natureza e gravidade dos sintomas. - Bupropiom (Bupropiona)
Usar com precaução

Tramadol + Mirtazapina

Observações: N.D.
Interações: Agentes serotonergicos/ Medicamentos que diminuem o limiar das convulsões: O tramadol pode induzir convulsões e aumentar o potencial dos inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), dos inibidores de recaptação da serotonina- noradrenalina (IRSNs), antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos e de outros fármacos suscetíveis de diminuírem o limiar para convulsões cerebrais (como a bupropiona, a mirtazapina, tetrahidrocanabinol) acabando por causar convulsões. A utilização terapêutica concomitante de tramadol e medicamentos serotoninérgicos, tais como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), inibidores da recaptação de noradrenalina-serotonina (IRSNs), inibidores da MAO, antidepressivos tricíclicos e mirtazapina pode causar toxicidade serotoninérgica. É provável que ocorra síndrome da serotonina quando um dos seguintes casos é observado: - Mioclonia espontânea - Mioclonia induzida ou ocular com agitação ou diaforese - Tremor e hiperreflexia - Hipertonia e temperatura corporal > 38ºC e mioclonia induzida ou ocular. A suspensão dos medicamentos serotoninérgicos geralmente conduz a uma rápida melhoria. O tratamento depende da natureza e gravidade dos sintomas. - Mirtazapina
Usar com precaução

Tramadol + Dronabinol (Tetraidrocanabinol)

Observações: N.D.
Interações: Agentes serotonergicos/ Medicamentos que diminuem o limiar das convulsões: O tramadol pode induzir convulsões e aumentar o potencial dos inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), dos inibidores de recaptação da serotonina- noradrenalina (IRSNs), antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos e de outros fármacos suscetíveis de diminuírem o limiar para convulsões cerebrais (como a bupropiona, a mirtazapina, tetrahidrocanabinol) acabando por causar convulsões. A utilização terapêutica concomitante de tramadol e medicamentos serotoninérgicos, tais como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), inibidores da recaptação de noradrenalina-serotonina (IRSNs), inibidores da MAO, antidepressivos tricíclicos e mirtazapina pode causar toxicidade serotoninérgica. É provável que ocorra síndrome da serotonina quando um dos seguintes casos é observado: - Mioclonia espontânea - Mioclonia induzida ou ocular com agitação ou diaforese - Tremor e hiperreflexia - Hipertonia e temperatura corporal > 38ºC e mioclonia induzida ou ocular. A suspensão dos medicamentos serotoninérgicos geralmente conduz a uma rápida melhoria. O tratamento depende da natureza e gravidade dos sintomas. - Dronabinol (Tetraidrocanabinol)
Usar com precaução

Tramadol + Anticoagulantes orais (Derivados da Cumarina)

Observações: N.D.
Interações: Derivados cumarínicos: A administração concomitante de tramadol e derivados cumarínicos (p.ex.: varfarina) deve ser efetuada com cuidado, uma vez que foram relatados casos de aumento do INR com hemorragia grave e equimoses em alguns doentes. - Anticoagulantes orais (Derivados da Cumarina)
Usar com precaução

Tramadol + Varfarina

Observações: N.D.
Interações: Derivados cumarínicos: A administração concomitante de tramadol e derivados cumarínicos (p.ex.: varfarina) deve ser efetuada com cuidado, uma vez que foram relatados casos de aumento do INR com hemorragia grave e equimoses em alguns doentes. - Varfarina
Usar com precaução

Tramadol + Inibidores do CYP3A4

Observações: N.D.
Interações: Inibidores CYP3A4: Outros fármacos dotados de conhecida ação inibitória sobre a CYP3A4, como cetoconazol e eritromicina, podem inibir o metabolismo do tramadol (N- desmetilação) e, provavelmente, também o metabolito ativo O-desmetilado. O impacto clínico de uma interação deste género não foi ainda investigado. - Inibidores do CYP3A4
Usar com precaução

Tramadol + Cetoconazol

Observações: N.D.
Interações: Inibidores CYP3A4: Outros fármacos dotados de conhecida ação inibitória sobre a CYP3A4, como cetoconazol e eritromicina, podem inibir o metabolismo do tramadol (N- desmetilação) e, provavelmente, também o metabolito ativo O-desmetilado. O impacto clínico de uma interação deste género não foi ainda investigado. - Cetoconazol
Usar com precaução

Tramadol + Eritromicina

Observações: N.D.
Interações: Inibidores CYP3A4: Outros fármacos dotados de conhecida ação inibitória sobre a CYP3A4, como cetoconazol e eritromicina, podem inibir o metabolismo do tramadol (N- desmetilação) e, provavelmente, também o metabolito ativo O-desmetilado. O impacto clínico de uma interação deste género não foi ainda investigado. - Eritromicina
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tramadol + Ondansetrom

Observações: N.D.
Interações: Ondansetrom: O efeito analgésico do tramadol é em parte mediado pela inibição da recaptação de norepinefrina e aumento da libertação de serotonina (5-HT). Em estudos realizados, a aplicação pré ou pós-operatória do antagonista antiémetico 5-HT3 ondansetron aumentou a necessidade do tramadol em doentes com dor pós-operatória. - Ondansetrom
Usar com precaução

Duloxetina + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Agentes serotoninérgicos: Em casos raros foi notificado a síndrome da serotonina em doentes a tomar ISRS/ISRN concomitantemente com agentes serotoninérgicos. Recomenda-se precaução ao utilizar concomitantemente Duloxetina com agentes serotoninérgicos tais como os ISRS, ISRN antidepressivos tricíclicos tais como a clomipramina ou a amitriptilina, IMAO, tais como a moclobemida ou linezolida, hipericão (Hypericum perforatum), ou triptanos, tramadol, petidina e triptofano. - Tramadol
Usar com precaução

Escitalopram + Tramadol

Observações: N.D.
Interações: Interações farmacodinâmicas: Associações que exigem precauções de utilização: Medicamentos serotoninérgicos: A administração concomitante com medicamentos serotoninérgicos (p.ex., tramadol, sumatriptano e outros triptanos) pode causar a síndrome serotoninérgica. Medicamentos que diminuem o limiar convulsivo: Os ISRS podem diminuir o limiar convulsivo. Aconselha-se precaução durante a utilização concomitante de outros medicamentos capazes de diminuir o limiar convulsivo [p.ex., antidepressores (tricíclicos, ISRS), neurolépticos (fenotiazinas, tioxantenos e butirofenonas), mefloquina, bupropiona e tramadol]. - Tramadol
Usar com precaução

Paroxetina + Tramadol

Observações: n.d.
Interações: Fármacos serotoninérgicos: Tal como com outros ISRS, a administração concomitante com fármacos serotoninérgicos (incluindo IMAOs, L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, ISRS, lítio e preparações de Erva de São João – Hypericum perfuratum) pode levar à incidência de efeitos associados à 5-hidroxitriptamina (síndrome serotoninérgico). Quando estes fármacos são utilizados em combinação com paroxetina deverão ser tomadas precauções, sendo requerida uma monitorização clínica rigorosa. - Tramadol
Usar com precaução

Venlafaxina + Tramadol

Observações: n.d.
Interações: Síndrome serotoninérgica: Tal como com outros agentes serotoninérgicos, durante o tratamento com a venlafaxina pode ocorrer uma síndrome serotoninérgica, especialmente com a administração concomitante de outros fármacos que possam afectar o sistema neurotransmissor serotoninérgico (incluindo triptanos, ISRSs, IRSNs, lítio, sibutramina, tramadol ou hipericão [Hypericum perforatum]), com fármacos que possam diminuir o metabolismo da serotonina (incluindo IMAOs), ou com precursores da serotonina (tal como suplementos de triptofano). Se a administração concomitante de venlafaxina com um ISRS, um IRSN ou com receptores agonistas da serotonina (triptano) estiver indicada, aconselha-se a observação cuidadosa do doente, especialmente durante o início do tratamento e durante os aumentos da dose. A administração concomitante de venlafaxina com precursores da serotonina (tal como suplementos de triptofano) não é recomendada. - Tramadol
Usar com precaução

Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida + Tramadol

Observações: Não foram realizados estudos de interação farmacológica com este medicamento. As interações que foram identificadas em estudos com componentes individuais de este medicamento, isto é, com darunavir (em associação uma dose baixa de ritonavir), cobicistate, emtricitabina ou tenofovir alafenamida, determinam as interações que podem ocorrer com este medicamento. As interações esperadas entre Darunavir + Cobicistate + Emtricitabina + Tenofovir alafenamida e potenciais medicamentos concomitantes são baseadas em estudos realizados com os componentes deste medicamento, como agentes individuais ou em associação, ou são interações medicamentosas potenciais que podem ocorrer. Os ensaios de interação com os componentes de este medicamento foram realizados apenas em adultos.
Interações: ANALGÉSICOS NARCÓTICOS / TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA DE OPIOIDES Fentanilo Oxicodona Tramadol Tendo por base considerações teóricas, é expectável que DRV/COB possa aumentar as concentrações plasmáticas de analgésicos. (inibição do CYP2D6 e/ou CYP3A). Recomenda-se monitorização clínica quando este medicamento é administrado concomitantemente com estes analgésicos. - Tramadol
Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Clorprotixeno + Tramadol

Observações: n.d.
Interações: Aumenta o risco de convulsões com: tramadol. - Tramadol
Usar com precaução

Ciclobenzaprina + Cafeína + Tramadol

Observações: n.d.
Interações: Recomenda-se cautela em casos de administração concomitante de Cloridrato de Ciclobenzaprina + Cafeína e inibidores da recaptação de serotonina, antidepressivos tricíclicos, buspirona, meperidina, tramadol, bupropiona e verapamil, pelo potencial de ocorrência de Síndrome serotoninérgica. - Tramadol
Identificação dos símbolos utilizados na descrição das Interações do Tramadol
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

O tramadol não deve ser administrado simultaneamente com os inibidores da M.A.O.

A utilização simultânea de tramadol e de substâncias dotadas de ação depressora do sistema nervoso central, inclusive o álcool, poderá potenciar os respetivos efeitos sobre o sistema nervoso central.

A administração conjunta com a carbamazepina determina uma redução da concentração sérica de tramadol e dos seus metabolitos o que implica redução da eficácia analgésica e da duração de ação.

A administração concomitante com Ritinavir pode aumentar as concentrações séricas de tramadol conduzindo a uma intoxicação por tramadol.

Em casos raros, registou-se toxicidade por Digoxina durante a administração concomitante desta com tramadol.

O risco de efeitos secundários aumenta: - se estiver a tomar medicamentos que possam causar convulsões, como certos antidepressivos ou antipsicóticos.

- se estiver a tomar certos antidepressivos.

Tramadol pode interagir com estes medicamentos e poderão surgir sintomas como contrações musculares involuntárias e repetidas, incluindo dos músculos que controlam os movimentos dos olhos, agitação, sudação excessiva, tremores, reflexos exagerados, tensão muscular aumentada ou temperatura corporal acima de 38ºC.

Outros fármacos dotados de conhecida ação inibitória sobre CYP3A4, como cetoconazol e eritromicina (podem inibir o metabolismo do tramadol (N-desmetilação) e, provavelmente,também a biotransformação, C2 do metabolito ativo O-desmetilado.

Este medicamento não deve ser administrado durante a gravidez uma vez que não existe uma avaliação adequada de estudos de segurança do tramadol na grávida.

Em caso de administração durante a lactação é preciso ter em atenção o facto de que cerca de 0,1 % da dose administrada é excretada no leite materno.

O tramadol pode influenciar a capacidade de condução de veículos e de utilização de máquinas.

O tramadol pode causar sonolência.

Este efeito pode ser potenciado pela toma de álcool, anti-histamínicos, e outros depressores do Sistema Nervoso Central.

Os doentes devem ser avisados para não conduzir ou manusear máquinas perigosas no caso de sofrerem destes sintomas.

Informação revista e actualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 08 de Setembro de 2020