Tansulosina

DCI com Advertência na Gravidez DCI/Medicamento Sujeito a Receita Médica (a ausência deste simbolo pressupõe Medicamento Não Sujeito a Receita Médica)
O que é
A tansulosina é um antagonista seletivo dos recetores adrenérgicos α1A/1D, que reduz a tensão dos músculos lisos da próstata e da uretra, permitindo que a urina passe mais facilmente através da uretra e facilitando o ato de urinar.

Para além disso, diminui a sensação de urgência.


Tansulosina é usado em homens para o tratamento de queixas do trato urinário inferior associadas ao aumento da glândula prostática (hiperplasia benigna da próstata).

Estas queixas podem incluir dificuldade em urinar (jato fraco), gotejamento, urgência e frequência de urinar de noite e de dia.
Usos comuns
A Tansulosina é usado em homens para o tratamento de queixas do trato urinário inferior associadas ao aumento da glândula prostática (hiperplasia benigna da próstata).

Estas queixas podem incluir dificuldade em urinar (jato fraco), gotejamento, urgência e frequência em urinar de noite e de dia.
Tipo
pequena molécula
História
A tansulosina foi desenvolvida pela Yamanouchi Pharmaceuticals (agora parte da Astellas Pharma) e foi comercializada pela primeira vez em 1996 sob o nome comercial Flomax.
A patente nos EUA para o Flomax expirou em outubro de 2009. A Food and Drug Administration (FDA), EUA, aprovou o Flomax genérico em março de 2010.
Indicações
Sintomas do trato urinário inferior (STUI) associados a Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP).
Classificação CFT
07.04.02.01     Medicamentos usados na retenção urinária
Mecanismo De Ação
A tansulosina liga-se selectiva e competitivamente aos receptores adrenérgicos α1 pós-sinápticos: em particular ao subtipo α1A α1D provocando o relaxamento da musculatura lisa da próstata e da uretra.
Posologia Orientativa
Uma cápsula por dia, após o pequeno-almoço ou a primeira refeição do dia.
Administração
A cápsula deve ser deglutida sem ser esmagada nem mastigada para não interferir com a libertação prolongada da substância activa.

A tansulosina deve ser tomada após a primeira refeição do dia. Tomar tansulosina com o estômago vazio pode aumentar o número de efeitos indesejáveis ou aumentar a gravidade de um efeito indesejável.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao cloridrato de tansulosina.

História conhecida de hipotensão ortostática.

Insuficiência hepática grave.
Efeitos Indesejáveis/Adversos
Frequentes (menos de 1 em 10, mais de 1 em 100 (1-10%)):
Tonturas, em particular quando se senta ou levanta

Ejaculação anormal (problemas de ejaculação), isto significa que o sémen não sai do corpo através da uretra, mas vai para a bexiga (ejaculação retrógrada) ou que o volume de ejaculação é reduzido ou nulo (insuficiência ejaculatória).
Este fenómeno é inofensivo.


Pouco frequentes (mais de 1 em 1.000, mas menos de 1 em 100 (0,1 - 1%)):
Dor de cabeça, palpitações (o coração bate mais rápido do que o normal e de forma que se consegue notar), diminuição da pressão sanguínea, por exemplo, quando se levanta rapidamente da posição de sentado ou deitado, por vezes em associação com tonturas, nariz com corrimento ou entupido (rinite), diarreia, sentir-se enjoado e vómitos, prisão de ventre (obstipação), fraqueza (astenia), erupções na pele, comichão e erupção da pele com comichão (urticária).


Raros (mais de 1 em 10.000, mas menos 1.000 (0,01 – 0,1%)):
Desmaio e inchaço repentino localizado nos tecidos moles do corpo (por exemplo a garganta ou a língua), dificuldade em respirar e/ou comichão e erupções na pele, frequentemente como uma reação alérgica (angioedema).


Muito raros (menos de 1 em 10.000 (<0,01%)):
Priapismo (ereção prolongada, não desejada e dolorosa para a qual é requerido tratamento médico imediato).

Erupção na pele, inflamação e formação de bolhas na pele e/ou membranas mucosas dos lábios, olhos, boca, fossas nasais ou genitais (síndrome de Stevens-Johnson).


Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis)
Visão turva
Problemas de visão
Hemorragia nasal (epistaxe)
Erupções graves na pele (eritema multiforme, dermatite esfoliativa)
Ritmo do coração anormal e irregular (fibrilação auricular, arritmia, taquicardia), dificuldade em respirar (dispneia)
Boca seca.


Se vai ser operado aos olhos devido à sua visão estar enevoada (cataratas) ou a aumento da pressão no olho (glaucoma) e está a tomar ou tomou recentemente Tansulosina, a pupila pode dilatar pouco e a iris (a parte circular colorida do olho) pode tornar-se flácida durante o procedimento.
Advertências
Gravidez
Gravidez:Não está indicado para utilização na mulher.
Precauções Gerais
Tal como acontece com outros bloqueadores α1 durante a terapia com Tansulosina pode ocorrer em alguns casos individuais diminuição da pressão arterial, podendo, raramente, ocorrer síncope.


Ao primeiro sinal de hipotensão ortostática (tonturas, sensação de fraqueza), o doente deverá sentar-se ou deitar-se até ao desaparecimento dos sintomas.


Antes de se iniciar a terapêutica com Tansulosina 0,4 mg o doente deve ser examinado de modo a despistar a existência de outras condições que possam causar os mesmos sintomas da hiperplasia benigna da próstata.

Antes do início do tratamento e com intervalos regulares, depois do seu início, deve ser feito o toque rectal, ou, quando necessário, a determinação do antigénio específico da próstata (AEP).


O tratamento de doentes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina <10 ml/min) deve ser feito com precaução pois não se realizaram estudos nestes doentes
Foi observada Síndrome de Íris Flácida Intra-operatória (“Intraoperative Floppy Iris Syndrome” – IFIS, uma variante da síndrome da pupila pequena) durante a cirurgia de cataratas, em alguns doentes em tratamento ou recentemente tratados com tansulosina.


A IFIS pode conduzir a um aumento das complicações dos procedimentos durante a cirurgia.

O início da terapêutica com tansulosina em doentes para os quais se encontra programada uma cirurgia de cataratas não é recomendado.


Está documentado que a descontinuação da tansulosina 1 a 2 semanas antes da cirurgia às cataratas poderá ser útil.

No entanto, o benefício e duração da descontinuação da terapêutica antes da cirurgia às cataratas ainda não se encontra estabelecido.


Durante a avaliação pré-operatória, os médicos que operem cataratas e as equipas de oftalmologia, devem considerar se os doentes programados para operação às cataratas estão a ser ou foram tratados com tansulosina, por forma a garantir que serão tomadas medidas apropriadas para lidar com a IFIS durante a cirurgia.
Cuidados com a Dieta
Pode tomar os comprimidos com ou sem alimentos.
Terapêutica Interrompida
Se se tiver esquecido de tomar tansulosina após a primeira refeição do dia.

Esta pode ser tomada mais tarde no mesmo dia, após uma refeição.

Se tiver omitido um dia, continue a tomar a sua cápsula diária tal como prescrito.


Não tome uma dose dupla para compensar doses individuais de que se tenha esquecido.
Cuidados no Armazenamento
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.


Não conservar acima de 30ºC
Espetro de Suscetibilidade e Tolerância Bacteriológica
Sem informação.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Perindopril + Amlodipina + Tansulosina

Observações: n.d.
Interações: Ligadas ao PERINDOPRIL/AMLODIPINA: Uso concomitante a considerar: Bloquedores alfa (prazosina, alfuzosina, doxazosina, tansulosina, terazosina): Aumento do efeito anti-hipertensor e aumento do risco de hipotensão ortostática.

Ramipril + Hidroclorotiazida + Tansulosina

Observações: n.d.
Interações: Precauções de utilização: Agentes antihipertensores (ex. diuréticos) e outras substâncias que podem diminuir a pressão sanguínea (ex. nitratos, antidepressivos tricíclicos, anestésicos, consumo agudo de álcool, baclofeno, alfuzosina, doxazosina, prazosina, tansulosina, terazosina): Deve ser antecipado o risco de potenciação da hipertensão.
 Sem significado Clínico

Mirabegrom + Tansulosina

Observações: Dados in vitro Mirabegrom é transportado e metabolizado por inúmeras vias. Mirabegrom é um substrato do citocromo P450 3A4 (CYP), do CYP 2D6, da butirilcolinesterase, da uridina difosfato glucuronil transferase (UGT), do transportador de efluxo glicoproteína P (P - gp) e dos transportadores de influxo de catiões orgânicos (OCT) OCT1, OCT2 e OCT3. Estudos com Mirabegrom que usaram microssomas hepáticos humanos e enzimas CYP humanas recombinantes mostraram que o Mirabegrom é um inibidor moderado e dependente do tempo do CYP 2D6 e um inibidor fraco do CYP 3A. Em altas concentrações, mirabegrom inibe o transporte de fármacos mediado pela P - gp. O efeito da coadministração de medicamentos sobre a farmacocinética do Mirabegrom e o efeito do Mirabegrom na farmacocinética de outros medicamentos foram estudados em ensaios com dose única e em ensaios com múltiplas doses. A maior parte das interações medicamentosas foram estudadas usando uma dose de 100 mg de Mirabegrom em comprimidos com sistema de absorção oral controlada ( Oral Controlled Absorption System, OCAS).
Interações: Não foram observadas interações clinicamente significativas quando o Mirabegrom foi coadministrado com doses terapêuticas de solifenacina, tansulosina, varfarina, metformina ou um contracetivo oral combinado contendo etinilestradiol e levonorgestrel. Não é recomendado ajuste de dose. Os aumentos na exposição do Mirabegrom devido a interações medicamentosas podem estar associados a aumentos da frequência cardíaca.

Tadalafil + Tansulosina

Observações: Estudos de interação foram efetuados com 10 e/ou 20 mg de tadalafil, tal como abaixo indicado. No que respeita aqueles estudos de interação onde apenas foi utilizada a dose de 10 mg de tadalafil, não se podem ignorar completamente possíveis interações clínicas relevantes com doses mais altas.
Interações: Efeitos do tadalafil sobre outros medicamentos: Antihipertensores (incluindo bloqueadores dos canais de cálcio): A administração concomitante de doxazosina (4 e 8 mg por dia) e tadalafil (5 mg por dia e 20 mg como dose única) aumenta de um modo significativo o efeito hipotensor deste bloqueador alfa. Este efeito dura, pelo menos, doze horas e pode ser sintomático, incluindo síncope. Assim, não se recomenda esta associação. Em estudos de interação efetuados num número limitado de voluntários saudáveis, estes efeitos não foram notificados com alfusozina ou tansulosina. Contudo deve haver precaução quando se utilizar tadalafil em doentes tratados com qualquer bloqueador alfa, especialmente nos idosos. O tratamento deve ser iniciado com a dose mínima e progressivamente ajustado. Em estudos de farmacologia clínica, foi examinado o potencial do tadalafil para aumentar os efeitos hipotensivos dos medicamentos antihipertensores. Foram estudadas as classes major dos medicamentos antihipertensores, incluindo os bloqueadores dos canais de cálcio (amlodipina), inibidores das enzimas de conversão da angiotensina (ECA), (enalapril), bloqueadores dos recetores beta-adrenérgicos (metoprolol), diuréticos tiazídicos (bendrofluazida) e bloqueadores dos recetores da angiotensina II (vários tipos e doses, isoladamente ou em combinação com tiazidas, bloqueadores dos canais de cálcio, beta-bloqueadores e/ou alfa-bloqueadores). Tadalafil (10 mg, excepto nos estudos com recetores dos bloqueadores da angiotensina II e amlodipina, nos quais se utilizou uma dose de 20 mg), não teve interação clinicamente significativa com nenhuma destas classes. Noutro ensaio de farmacologia clínica, estudou-se tadalafil (20 mg) em combinação com 4 classes de antihipertensores. Em indivíduos a tomar múltiplos antihipertensores, as alterações da pressão arterial em ambulatório pareciam estar relacionadas com o grau de controlo da pressão arterial. Assim, nos indivíduos do estudo com a pressão arterial bem controlada, a redução foi mínima e semelhante à observada em indivíduos saudáveis. Nos indivíduos em estudo cuja pressão arterial não estava controlada, a redução foi superior embora não fosse associada aos sintomas hipotensivos na grande maioria dos indivíduos. Em doentes a receberem medicamentos antihipertensores concomitantes, tadalafil 20 mg pode induzir uma diminuição da pressão arterial a qual (com exceção dos bloqueadores alfa – ver acima) é, geralmente, menos pronunciado e provávelmente clinicamente pouco relevante. A análise dos ensaios clínicos de fase 3, não mostraram diferença nos efeitos adversos em doentes a tomar tadalafil com ou sem medicamentos antihipertensores. No entanto, deverá fornecido aos doentes aconselhamento clínico adequado, relativamente a uma possível diminuição na pressão arterial quando são tratados com medicamentos antihipertensores.

Dapoxetina + Tansulosina

Observações: N.D.
Interações: Efeitos da dapoxetina na farmacocinética de medicamentos administrados concomitantemente: Tansulosina: A administração concomitante de uma dose única ou de doses múltiplas de 30 mg ou 60 mg de dapoxetina a doentes que estão a receber doses diárias de tansulosina não resultam em alterações na farmacocinética da tansulosina. A adição de dapoxetina a tansulosina não resultou numa alteração do perfil ortostático e não se verificaram diferenças nos efeitos ortostáticos entre a tansulosina associada a 30 ou 60 mg de dapoxetina e a tansulosina isoladamente; contudo, Dapoxetina deverá ser prescrito com precaução em doentes que utilizam antagonistas dos recetores alfa adrenérgicos devido a uma possível redução da tolerância ortostática.

Ácido acetilsalisílico + Atorvastatina + Ramipril + Tansulosina

Observações: N.D.
Interações: Precauções de utilização: Antihipertensores (p. ex., diuréticos) e outras substâncias que podem diminuir a tensão arterial (p. ex., nitratos, antidepressores tricíclicos, anestésicos, alcoolismo agudo, baclofeno, alfuzosina, doxazosina, prazosina, tansulosina, terazosina): deve antecipar-se a potenciação do risco de hipotensão.

Tansulosina + Atenolol

Observações: N.D.
Interações: Não foram observadas interações quando a tansulosina foi administrada concomitantemente com atenolol, enalapril, nifedipina ou teofilina.

Tansulosina + Enalapril

Observações: N.D.
Interações: Não foram observadas interações quando a tansulosina foi administrada concomitantemente com atenolol, enalapril, nifedipina ou teofilina.

Tansulosina + Nifedipina

Observações: N.D.
Interações: Não foram observadas interações quando a tansulosina foi administrada concomitantemente com atenolol, enalapril, nifedipina ou teofilina.

Tansulosina + Teofilina

Observações: N.D.
Interações: Não foram observadas interações quando a tansulosina foi administrada concomitantemente com atenolol, enalapril, nifedipina ou teofilina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tansulosina + Cimetidina

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de cimetidina aumenta, e a de furosemida diminui as concentrações plasmáticas da tansulosina, mas uma vez que a concentração de tansulosina permanece dentro do intervalo normal, não é necessário alterar a posologia.
 Redutora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tansulosina + Furosemida

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de cimetidina aumenta, e a de furosemida diminui as concentrações plasmáticas da tansulosina, mas uma vez que a concentração de tansulosina permanece dentro do intervalo normal, não é necessário alterar a posologia.

Tansulosina + Amitriptilina

Observações: N.D.
Interações: Não foi observada interacção da tansulosina com amitriptilina, salbutamol, glibenclamida ou finasterida durante estudos in vitro com fracções hepáticas microssomais (representando o sistema enzimático metabolizador de fármacos associados ao citocromo P-450).

Tansulosina + Salbutamol

Observações: N.D.
Interações: Não foi observada interacção da tansulosina com amitriptilina, salbutamol, glibenclamida ou finasterida durante estudos in vitro com fracções hepáticas microssomais (representando o sistema enzimático metabolizador de fármacos associados ao citocromo P-450).

Tansulosina + Glibenclamida

Observações: N.D.
Interações: Não foi observada interacção da tansulosina com amitriptilina, salbutamol, glibenclamida ou finasterida durante estudos in vitro com fracções hepáticas microssomais (representando o sistema enzimático metabolizador de fármacos associados ao citocromo P-450).

Tansulosina + Finasterida

Observações: N.D.
Interações: Não foi observada interacção da tansulosina com amitriptilina, salbutamol, glibenclamida ou finasterida durante estudos in vitro com fracções hepáticas microssomais (representando o sistema enzimático metabolizador de fármacos associados ao citocromo P-450).
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tansulosina + Diclofenac

Observações: N.D.
Interações: O Diclofenac e a Varfarina podem aumentar a velocidade de eliminação da tansulosina.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Tansulosina + Varfarina

Observações: N.D.
Interações: O Diclofenac e a Varfarina podem aumentar a velocidade de eliminação da tansulosina.

Tansulosina + Antagonistas dos Recetores adrenérgicos alfa (bloqueadores alfa, antagonistas alfa)

Observações: N.D.
Interações: A administração concomitante de outros antagonistas dos recetores adrenérgicos α1 pode conduzir a efeitos hipotensivos.
 Sem significado Clínico

Avanafil + Tansulosina

Observações: N.D.
Interações: Potencial de interações farmacodinâmicas com o avanafil: Bloqueadores alfa: As interações hemodinâmicas com a doxazosina e a tansulosina foram estudadas em indivíduos saudáveis num ensaio cruzado de dois períodos. Nos doentes a receber tratamento estável com a doxazosina, as diminuições máximas médias, subtraídas do placebo, da tensão arterial sistólica em pé e em posição supina após a dosagem do avanafil corresponderam a 2,5 mmHg e 6,0mmHg, respetivamente. No total, 7/24 indivíduos apresentaram valores ou diminuições relativamente ao nível inicial com potencial significado clínico após a dosagem do avanafil. Nos doentes a receber tratamento estável com tansulosina, as diminuições máximas médias, subtraídas do placebo, da tensão arterial sistólica em pé e em posição supina após a dosagem do avanafil corresponderam a 3,6mmHg e 3,1 mmHg, respetivamente, e 5/24 indivíduos apresentaram valores ou diminuições da tensão arterial relativamente ao nível inicial com potencial significado clínico após a dosagem do avanafil. Não se registaram notificações de síncope ou de outros acontecimentos adversos graves associados à diminuição da tensão arterial em qualquer coorte de indivíduos.
 Sem significado Clínico

Vardenafil + Tansulosina

Observações: Estudos in vitro Vardenafil é metabolizado predominantemente por enzimas hepáticas através da isoforma 3A4 do citocromo P450 (CYP), com alguma contribuição das isoformas CYP3A5 e CYP2C. Assim, os inibidores destas isoenzimas podem reduzir a taxa de depuração do vardenafil.
Interações: Uma vez que a monoterapia com bloqueadores-alfa pode provocar uma acentuada descida da pressão sanguínea, especialmente hipotensão postural e síncope, realizaram-se estudos de interação com vardenafil. Em dois estudos de interações em voluntários saudáveis normotensos, após titulação forçada a doses elevadas dos bloqueadores - alfa tansulosina ou terazosina, foi notificada hipotensão (sintomática em alguns casos) num número significativo de indivíduos, após coadministração de vardenafil. Entre os indivíduos tratados com terazosina, observou- se com mais frequência hipotensão quando vardenafil e terazosina foram administrados simultaneamente, do que quando a administração foi separada por um intervalo de 6 horas. Com base em resultados de estudos de interações conduzidos com vardenafil em doentes com hiperplasia benigna da próstata (HBP) com terapêutica estabilizada com tansulosina, terazosina ou alfuzosina: • Quando se administrou vardenafil em doses de 5, 10 ou 20 mg, num quadro de terapêutica estabilizada com tansulosina, não se verificou uma redução sintomática da pressão sanguínea, ainda que 3/21 dos indivíduos tratados com tansulosina tenham exibido uma pressão sanguínea sist ólica transitória inferior a 85 mmHg. Assim, o tratamento concomitante só deve ser iniciado se o doente estiver estabilizado na sua terapêutica com bloqueadores-alfa. Naqueles doentes que estão estabilizados sob terapêutica com bloqueador-alfa, vardenafil deve ser iniciado com a dose inicial recomendada mais baixa de 5 mg. Vardenafil pode ser administrado em qualquer altura com tansulosina ou alfuzosina. Deve-se considerar fazer um intervalo entre tomas quando vardenafil é prescrito concomitantemente com outros bloqueadores-alfa.

Boceprevir + Tansulosina

Observações: N.D.
Interações: A utilização concomitante de Boceprevir com doxazosina ou tansulosina pode aumentar as concentrações plasmáticas destes medicamentos. Não é recomendada a associação de boceprevir com estes medicamentos.

Ramipril + Tansulosina

Observações: N.D.
Interações: Precauções de utilização: Agentes antihipertensores (ex. diuréticos) e outras substâncias que podem diminuir a pressão sanguínea (ex. nitratos, antidepressivos tricíclicos, anestésicos, consumo agudo de álcool, baclofeno, alfuzosina, doxazosina, prazosina, tansulosina, terazosina): Deve ser antecipado o risco de potenciação da hipertensão.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Xipamida + Tansulosina

Observações: n.d.
Interações: As seguintes associações podem causar interações: Alfa bloqueadores urológicos (alfuzosina, doxazosina, prazosina, tansulosina, terazosina) e anti-hipertensivos alfa-bloqueadores. Aumentam o efeito anti-hipertensivo. Risco de hipotensão ortostática grave.

Ramipril + Amlodipina + Tansulosina

Observações: N.D.
Interações: Associadas ao ramipril Precauções de utilização Agentes anti-hipertensores (ex. diuréticos) e outras substâncias que podem diminuir a pressão sanguínea (ex. nitratos, antidepressivos tricíclicos, anestésicos, consumo agudo de álcool, baclofeno, alfuzosina, doxazosina, prazosina, tansulosina, terazosina): Deve ser antecipado o risco de potenciação da hipertensão.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Metoprolol + Tansulosina

Observações: Metoprolol é um substrato do CYP2D6. Os fármacos que inibem esta enzima podem aumentar a concentração plasmática de metoprolol.
Interações: Bloqueadores alfa como prazosina, tansulosina, terazosina, doxazosina: Aumento do risco de hipotensão, especialmente hipotensão ortostática grave.

Dutasterida + Tansulosina

Observações: In vitro, a dutasterida não é metabolizada pelas isoenzimas do citocromo humano P450: CYP1A2, CYP2A6, CYP2E1, CYP2C8, CY P2C9, CYP2C19, CYP2B6 e CYP2D6.
Interações: Num estudo reduzido (N=24) de duas semanas de duração, realizado em homens saudáveis, a dutasterida (0,5 mg por dia) não teve qualquer efeito sobre a farmacocinética da tansulosina ou da terazosina. Não houve igualmente qualquer indicação de uma interação farmacodinâmica neste estudo.

Dutasterida + Tansulosina + Tansulosina

Observações: Não foram realizados estudos de interação fármaco-fármaco com Dutasterida / Tansulosina.
Interações: DUTASTERIDA: Efeitos da dutasterida na farmacocinética de outros fármacos: Num pequeno estudo (N=24) de duas semanas de duração em indivíduos saudáveis, a dutasterida (0,5 mg diários) não teve qualquer efeito sobre a farmacocinética da tansulosina ou terazosina. Não houve também qualquer indicação de interação farmacodinâmica neste estudo. A dutasterida não tem efeito na farmacocinética da varfarina ou digoxina. Isto indica que a dutasterida não inibe nem induz o CYP2C9 ou o transportador glicoproteína P. Estudos de interação in vitro indicam que a dutasterida não inibe as enzimas CYP1A2, CYP2D6, CYP2C9, CYP2C19 ou CYP3A4.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico

Amlodipina + Atorvastatina + Tansulosina

Observações: Os dados de um estudo de interação fármaco-fármaco que envolveu 10 mg de amlodipina e 80 mg de atorvastatina em indivíduos saudáveis indicam que a farmacocinética da amlodipina não é alterada quando os fármacos são coadministrados. Não foi demonstrado nenhum efeito da amlodipina na Cmáx da atorvastatina, mas a AUC da atorvastatina aumentou 18% (IC 90% [109-127%]) na presença de amlodipina. Não foi realizado nenhum estudo de interação medicamentosa com a associação fixa de amlodipina e atorvastatina e outros fármacos, embora tenham sido realizados estudos com os componentes individuais amlodipina e atorvastatina.
Interações: Interações relacionadas com a AMLODIPINA: Associação a ter em consideração: Antagonistas adrenérgicos alfa-1 em urologia (prazosina, alfuzosina, doxazosina, tansulosina, terazosina): Aumento do efeito hipotensor e risco de hipotensão ortostática grave.
 Potenciadora do efeito Terapêutico/Tóxico
Informe o seu médico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

A Tansulosina pode reduzir a pressão arterial quando tomada com outros ÿ1A-bloqueantes.

O diclofenac (um analgésico anti-inflamatório) e varfarina (usada para prevenir a coagulação sanguínea) podem ter uma influência na velocidade com que a Tansulosina é removida do organismo.

Este medicamento não é indicado para utilização em mulheres.

Os doentes devem ser avisados para a possibilidade de ocorrência de tonturas, que pode afetar a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Informação revista e atualizada pela equipa técnica do INDICE.EU em: 11 de Outubro de 2017